sexta-feira, 9 de junho de 2017

Comunicação Social



                     Governo e SINJOTECS assinam Memorando de Entendimento

Bissau, 09 Jun 17 (ANG) – O Governo e o Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS) em representação do Fórum de Concertação dos Sindicatos de Base dos Órgãos da Comunicação Social Públicos assinaram quarta-feira,  o Memorando de Entendimento que evitou a greve no sector.

Foto Ilustrativo
De acordo com o documento, o executivo compromete-se, nomeadamente a fornecer materiais “indispensáveis” ao normal funcionamento da Agência de Notícias, Televisão, Rádio e do Jornal do Estado, até ao fim de 2017.

O acordo ainda  prevê um plano de formação ao pessoal, a correcção de salários dos funcionários que recebem a baixo das suas categorias, a dotação de um fundo anual para funcionamento dos órgãos públicos de informação.

Por sua vez, os profissionais da Comunicação Social Público assumem, entre outros, garantir a paz social durante a implementação  desse Memorando de Entendimento.

Momentos depois da assinatura do documento, o Ministro da Comunicação, Victor Pereira, realçou “espírito franco” que norteou as negociações e disse acreditar na materialização dos compromissos assumidos pelo Governo ainda no presente ano. 

Para o Presidente do Fórum dos Sindicatos de Base dos Órgãos de informação do Estado, o referido acordo foi o “possível” neste momento.

Francisco Indeque adverte que, em caso do incumprimento do Memorando por parte do executivo, os sindicatos  de base vão usar meios legais para fazer valer os seus direitos.
Na sequência das exigências destes sindicatos, o governo pagou o complemento salarial em atraso aos profissionais de comunicação social de Estado.

Assinou o documento da parte do governo, o ministro da Comunicação Social, Victor Gomes Pereira, e da parte do SINJOTEC, o secretario-geral, José Augusto Mendonça. 

ANG/QC/SG

Cidadãos conscientes e inconformados



Presidência da República nega ter convocado  um “encontro clandestino” com movimento



Bissau, 09 Jun 17 (ANG) - A Presidência da República reagiu hoje contra as declarações feitas à imprensa recentemente pelo Presidente do Movimento Nacional de Cidadãos Conscientes e Inconformados segundo as quais o Presidente da República convocou ao referido movimento para uma reunião clandestina mas que o movimento recusou.
 
A reação da Presidencia foi feita através de um comunicado à imprensa assinado por Fernando Mendonça, Conselheiro e Porta-Voz do Presidente da República.

 “Essa informação é falsa, caluniosa e visa apenas a obtenção de dividendos políticos, por via de uma campanha de um nível lamentavelmente baixo”, refere o documento.

No mesmo documento, a Presidência da República referiu que o Presidente José Mário Vaz é um homem de diálogo e que foi por isso que tentou sempre sentar à mesma mesa com diferentes partes para encontrar uma solução que possa pôr fim a crise política vigente no país.

“O presidente da República é um estadista e não intriguista, ele jamais convocará sessões clandestinas de negociações e nem usa militares como emissores, quando o assunto é político recorre aos canais apropriados”, lê-se no comunicado.

O comunicado de duas páginas ainda refere  que o presidente José Mário Vaz convidou recentemente todos os cidadãos nacionais para apresentarem as propostas de saída de crise e que esse convite não foi exclusivo a ninguém ao mesmo tempo não excluiu ninguém.

“As manifestações da rua não aborrecem e muito menos perturbam o chefe do estado guineense: A única preocupação é que há indícios de que os manifestantes e os seus mandantes pretendem manchar as ruas de sangue para convencer a opinião pública internacional de que a crise  tem dimensões incontornáveis”, diz o  documento. 

Na nota a presidência da república apela aos guineenses à priorizarem o país, tendo sublinhando que só de mãos dadas é que se pode promover a paz, reconciliação nacional, de modo a seguir o rumo ao desenvolvimento.

ANG/AALS/SG

Universidade Amílcar Cabral



Reitora promete início da oferta formativa ainda este ano

Bissau, 09 Jun 17 (ANG) – A reitora da Universidade Amílcar Cabral (UAC) garantiu hoje o inicio da oferta formativa na área de licenciatura em tecnologias da informação e comunicação  ainda este ano.

Zaida Pereira fez estas afirmações numa entrevista exclusiva à ANG, em que indicou que, para o efeito já traçaram um plano a curto, médio e longo prazo, tendo salientado que ainda este ano vai-se realizar  exames de acesso para o ano preparatório.

“Volto a sublinhar que  não se trata de Engenharia Informática.Estamos a falar da formação no sector das Tecnologias de Informação e Comunicação “,precisou.
A reitora da UAC disse que antes de abrirem os cursos de formação, tentaram perceber que condições tinham para tal, tendo frisado que se tivessem melhores condições abririam mais de um curso.

Para Zaida Pereira, as condições normais de funcionamento seriam no caso da Universidade Amílcar Cabral, uma instituição em restruturação, ter os estatutos, regulamentos orgânicos ou seja ter toda a estrutura sobre a qual assenta a universidade e que vai permitir o funcionamento normal dos cursos.

“Depois disso passamos para a fase mais difícil e complexa que é a contratação do corpo docente, saber quem são, que formação têm, quem vai os pagar uma vez que a UAC não tem financiamento, nem orçamento para tal, muito menos a implementação do estatuto da carreia docente universitária”, disse a reitora universitária.

Pereira disse compreender a ansiedade ou até certo ponto  a frustração do público, mas é bom que fiquem a saber que abrir um curso, tem muito mais implicações do que redigir um plano curricular.

A reitora da UAC disse que, de ponto de vista da instituição pública universitária, há um desconhecimento, não só no meio do público estudantil, mas também das próprias instituições do governo, que desconhecem completamente o trabalho da universidade, salientando que há muito trabalho a fazer junto dos organismos governamentais para lhes explicar o que é uma organização pública de ensino superior.

Questionado das garantias do Ministro da Educação de que a UAC iria funcionar ainda este ano, Zaida Pereira frisou que a vontade política não é, muita das vezes, acompanhada de actos e atitudes, dando o exemplo do interesse do Ministro das Finanças em ver a universidade a funcionar.

“Digo isso porque no passado mês de Março ele autorizou o desbloqueamento de um fundo de maneio para a Universidade Amílcar Cabral num valor a rondar os quarenta milhões de francos CFA que a instituição pediu desde o ano 2016, o que, mesmo com autorização do actual ministro das finanças, não foi dado à Universidade”, afirmou.

Pereira disse ainda que mesmo vendo a vontade política para retoma da UAC, a burocracia e o desconhecimento do que é uma instituição universitária em restruturação faz com que as coisas não funcionem na sua normalidade, frisando que o problema não esta em abrir mais cursos, mas sim em como mantê-los até ao fim.

“Pergunto, como é que uma instituição em restruturação pode dar ao luxo de abrir os cursos pensando cobrir todas as suas despesas só com as propinas dos alunos, uma vez que a família guineense, na sua maioria, não tem condições de manter os estudos dos seus filhos”, referiu Zaida Pereira.

Desde o relançamento da UAC em 2012, segundo a Reitora, o corpo da reitoria passou quatro anos a funcionar numa só sala emprestado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), e só em Dezembro de 2015 é que se mudou para as instalações da universidade,  sem móveis.

A docente universitária apela ao Governo  a  conhecer melhor o seu trabalho porque, segundo ela, há parceiros com disposição para colaborar com a UAC :casos de Brasil, Portugal, Senegal entre outros.  

ANG/MSC/SG

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Inglaterra



Britânicos elegem deputados

Bissau, 08 Jun 17 (ANG) -Os eleitores britânicos votam para escolher os deputados e definir quem governa nos próximos cinco anos, uma votação que está a ser vista com grande expectativa quando o país deve iniciar as negociações com Bruxelas sobre o processo de separação da União Europeia, no quadro do “brexit”.

Foto Arquivo
Os principais protagonistas dessas eleições legislativas antecipadas são o Partido Conservador, liderado pela primeira-ministra, Thesesa May, e o Partido Trabalhista de Geremy Corbin, na oposição.

Após uma intensa campanha centrada na questão do “brexit”, além do dilema dos ataques terroristas dos últimos meses, os britânicos devem decidir se reforçam a maioria parlamentar do Partido Conservador, como pediu a primeira-ministra, Theresa May, ao convocar as eleições, ou se dão um voto de confiança às políticas dos trabalhistas.

Durante a sua campanha, Theresa May reafirmou que a eleição é de “interesse nacional” e que era a única forma de garantir certeza e estabilidade para levar adiante o processo do “brexit” - a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Numa primeira fase, após ter resistido em chegar à conclusão de que o voto seria necessário, May disse ter mudado de ideia ao convencer-se de que “a única forma de garantir a segurança nos próximos anos era realizar eleições.”

Ela disse que o Reino Unido precisa de segurança, estabilidade e de uma firme liderança neste processo. A chefe do Governo britânico chegou a acusar os outros partidos políticos de “jogarem” com a situação do país e disse que isso representava um risco ao sucesso do “brexit”, além de gerar incerteza e instabilidade.

“Precisamos de eleições gerais e precisamos de uma agora. Temos agora uma possibilidade única de fazer isso”, disse numa das suas intervenções, em Abril.

O Partido Trabalhista parte para estas eleições com 330 deputados, quatro acima dos 326 de que precisa para a maioria absoluta na Câmara dos Comuns de 650 assentos. 

Mas a maioria real é de 17, se forem excluídos os Speaker e os três adjuntos (cargos correspondentes ao presidente da Assembleia da República e vice-presidentes) e os quatro deputados do Sinn Fein, que não tomam lugar por recusarem vassalagem à Rainha Isabel II.
Até agora, tem sido suficiente para aprovar algumas das suas políticas, mas é escassa para avançar com certas reformas, Ou seja, para Theresa May conquistar a liderança “forte e estável” de que reivindica para governar e negociar o “brexit”, a vantagem terá de ser significativamente maior.

Os trabalhistas querem contrariar as sondagens que dão vantagem ao Partido Conservador, da primeira-ministra Theresa May e apostam num “’brexit’ menos radical” e mais aberto à Europa, numa fórmula para convencer os eleitores.

ANG/JA