sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Vaticano



                                               Papa em visita à Colômbia

Bissau, 08 Set 17 (ANG) - O Papa Francisco está desde  quarta-feira de visita  à Colômbia,  país sul-americano onde a guerrilha do ELN acaba de decretar um cessar-fogo para vigorar a partir de 1 de Outubro.
 
A deslocação do sumo pontífice ocorre apenas dois dias após o anúncio inédito de um cessar-fogo por parte da guerrilha do ELN, já a partir do próximo mês.

E isto após as FARC, principal guerrilha das últimas cinco décadas, ter terminado na semana passada a sua transformação em partido político, na sequência de um acordo de paz rubricado no ano passado.

Numa mensagem de vídeo difundida dois dias antes da  partida do papa latino-americano rumo à Colômbia, o chefe dos católicos  insistira, precisamente, na paz.

"A paz é o que a Colômbia busca desde há tanto tempo e em prol do qual tanto trabalha. Uma paz estável, duradoura, por forma a que os colombianos se vejam e tratem como irmãos, nunca como inimigos", disse.

No avião o Papa apelou também a rezar pela Venezuela vizinha,mergulhada numa profunda crise social, política e económica.

O Papa alega chegar à Colômbia como "peregrino da paz e da esperança",  e  deve avistar-se com Juan Manuel Santos, presidente do país e Prémio Nobel da paz de 2016 e com um vasto rol de entidades deste Estado sul-americano.

Três papamóveis foram disponibilizados para esta visita, fabricados localmente e sem vidros blindados, por forma a que o desejo do Papa seja respeitado para estar o mais perto possível dos fiéis.

Ele será o terceiro papa a visitar a Colômbia (após Paulo VI em 1968 e João Paulo II em 1986), país essencialmente católico, e homenageará, em Cartagena, o santo jesuíta Pedro Claver, defensor dos escravos, figura eminente do cristianismo do século XVII.
ANG/RFI

Nova Iorque



                              ONU acusa Damasco de crime de guerra

Bissau, 08 Set 17 (ANG) - A ONU acusou directamente, pela primeira vez, o governo sírio de ser responsável pelo ataque com gás sarin à localidade de Khan Sheikhun, no noroeste do país a 4 de Abril, que fez pelo menos 80 mortos. 
 
A comissão da ONU rejeita a ideia de que os bombardeamentos aéreos teriam atingido um depósito com munições químicas. Damasco é acusado de "crime de guerra".

O relatório divulgado pela comissão de inquérito das Nações Unidas afirma que "as forças aéreas sírias utilizaram gás sarin, matando mais de 80 pessoas, a maioria mulheres e crianças".

A ONU lembra que a utilização de armas químicas é proibida pelo direito internacional. Damasco é então acusado de "crime de guerra" pelo sucedido em Khan Sheikhun.

O ataque em Khan Sheikhun fez pelo menos 80 mortos, mais de metade crianças e mulheres. Este ataque originou a primeira ofensiva de Governo de Donald Trump contra o regime de Bashar al-Assad.

Entretanto, na quinta-feira (7 de Setembro), aviões israelitas terão bombardeado uma base militar do regime de Bashar al-Assad, na província de Hama, no oeste da Síria.

O exército sírio acusa Israel de ter atacado uma das suas bases, que segundo os serviços secretos ocidentais está ligada à produção de armas químicas.
 ANG/RFI

Senegal

   “Novo Governo vai satisfazer as necessidades das populações”, diz Dionne

Bissau, 08 Set 17 (ANG) – O Senegal tem desde quinta-feira à noite novo governo integrado por 39 membros, e  o antigo Primeiro-ministro, Mahammed Dione foi reconduzido nas suas funções.
Mahammed Dione

Dionne prometeu  a satisfação das necessidades das populações no quadro do seu novo elenco.

"O novo governo vai ser marcado por uma inclinação particular sobre o satisfação dos nossos compatriotas”, disse Dionne no acto de publicação da lista de membros de sua equipa governamental, no palácio da República, em Dacar.

“Tratar-se-á de criação de empregos e da aceleração da criação de riquezas para o reforço das capacidades de produção”, afirmou explicando que é por isso que o Presidente da República decidiu criar novos ministérios entre os quais o de emprego, inserção profissional e intensificação da mão-de-obra.

Segundo Dionne, a  criação de novos ministérios obedecem aos critérios que garantem o sucesso de políticas públicas.
 Enumerou entre os novos ministérios, os da Boa Governação e da Proteção da Infância, o departamento da economia solidária e de Micro finanças, e o Ministério das Minas e Geologia.

Acrescentou que a satisfação das necessidades das populações levou igualmente o governo a criar um ministério encarregado exclusivamente, do sector do Turismo, e outro dedicado ao Petróleo e as Energias.

 "O chefe de Estado chegou a conclusão que o sector da Cultura merece, por si só, um ministério. Temos um grande Ministério da Cultura”, disse.

Mahammed Dionne foi reconduzido nas suas funções de chefe de governo depois de entregar a sua demissão ao Presidente Macky Sall.

O novo governo integra 35 ministros e quatro ministros delegados,  e oito mulheres contra seis do anterior executivo.

 Saíram do governo, Mankeur Ndiaye (Negócios estrangeiros), Awa Marie Coll Seck (Saúde), Khadim Diop (Boa Governação), Viviane Laure Elisabeth Bampassy (Função Pública), Yakham Mbaye (Secretário de Estado da Comunicação), Youssou Touré (Secretário de Estado da Alfabetização), Mansour Sy (Trabalho) et Diène Faye (Secretário de Estado da Hidraulica Rural).

Entraram , Samba Sy (Trabalho), Ndèye Sali Diop Dieng (Mulher, Família e Género), Aissatou Sophie Gladima Siby (Minas e Geologia), Mame Thierno Dieng (Ambiente e Desenvolvimento Durável) et Aminata Angélique Manga (Economia Solidária e Microfinança).

Abdoulaye Diop (Emprego e Inserção Profissional), Ndèye Ramatoulaye Guèye Diop (Boa Governação e Protecção da Infancia), Ismaïla Madior Fall (Justiça) et Abdoulatif Coulibaly (Cultura). ANG/APS


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Política



Ministro da Administração Territorial apela aos novos governadores regionais para  se abdicarem da actividade política partidária  

Bissau,07 Set. 17 (ANG) – O ministro da Administração Territorial apelou aos novos Governadores regionais a se abdicarem de interferências nos assuntos políticos no exercício das suas funções.
Sola Inquilin

Sola Inquilin Na Bitchita que falava quarta-feira quando presidia o acto do empossamento dos novos governadores regionais, disse que os nvos responsáveis regionais devem trabalhar e central as suas acções no desenvolvimento das respectivas regiões. 

“Os governadores são representantes, ao mais alto nível, do Governo central nas regiões, por isso, devem deixar a política para os representantes dos partidos políticos nas localidades sobre a vossa jurisdição trabalhando na base de lei e servindo a população que representam”, aconselhou. 

O Governo da Guiné-Bissau nomeou na passada semana   novos Governadores, após seis meses da exoneração dos antigos titulares, para as regiões de Cacheu, Bafata, Gabu, Tombali, Quinara Bolama Bijagós, Oio e Biombo.

.Os nove novos governadores empossados são Armando Toté para região de Tombali, Mamadú Sanhá para região de Quinara, Quintino Rodrigues para Bolama Bijagós, Saliu Embalo para Bafatá, José Carlos Macedo para governador de Gabu, Anita Djalo Sané reconduzida a frente da região de Oio, Justino Gomes para região de Cacheu, e Bobo Gomes Cá para Biombo.
ANG/MSC/ÂC/SG

Ensino Público



Subdirector do Liceu Nacional Kwame Nkrumah classificou de “satisfatório”  ano lectivo 2016/17

Bissau, 07 Set 17 (ANG) – O Subdiretor do Liceu Nacional kwame Nkrumah, considerou hoje de positivo o balanço do ano escolar 2016-2017, tendo em conta os resultados obtidos .
Vista do Liceu Nacional Kwame Nkruma
Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Carlitos Na Lama revelou que apesar de sobressaltos encontrados durante o período escolar, a direcção do Liceu Nacional Kwame Nkrumah conseguiu cumprir  o calendário feito pelo Ministério da Educação Nacional para o ajuste do tempo.

Acrescentou  que as aprovações foram superiores as reprovacões, nao obstante haver muitas desistências.

Na Lama  não justificou as suas afirmações com dados apurados e disse que os mesmos ainda estão ser compilados, e que brevemente serão divulgados.

 “Relativamente ao abandono de alguns alunos às aulas,tal situação se deve a paragem e retoma de aulas verificadas ao longo do ano e também devido a participação de alunos na campanha de caju”, disse. 

Referindo-se aos preparativos para o novo escolar 2017-2018, Carlitos Na Lama disse que as matrículas já estão a decorrer tranquilamente, acrescentando  que o Liceu Nacional Kwame Nkrumah anteriormente albergava cerca de 5.000 alunos por ano.

“Nos dois últimos anos, tem perdido um  número significante de alunos, tendo em conta a extinção do  sétimo e oitavo anos de escolaridade”, informou.

Carlitos na Lama anunciou que os dois níveis serão reintroduzidos no próximo ano lectivo, e apela ao governo para evitar novas greves no sector. ANG/LLA/ÂC/SG     


Política


Partido APU-PDGB pede demissão do actual governo de Umaro Sissoco Embaló

Bissau,07 Set 17 (ANG) - O Partido Aliança do Povo Unido (APU-PDGB) pediu hoje a demissão do actual governo, que considera de ilegal, como única forma para retirar o país da difícil situação em que se encontra.
Marciano Indi

Segundo a Rádio Sol Mansi, a posição da APU-PDGB foi manifesta hoje em conferência de imprensa pelo vice-secretário -geral desta formação política Marciano Indi.

Aquele responsável político defendeu a criação de um consenso político com vista a formação de um Governo de Unidade Nacional que irá organizar as próximas eleições legislativas previstas para 2018.

O vice-secretário geral da APU-PDGB afirmou que ninguém vai aceitar que o actual governo de “engenharia”, inconstitucional organize as eleições.

Indi disse que,  se assim for, o referido escrutínio não será livre, transparente, justas e nem credível. ANG/LPG/ÂC/SG

Media



  Funcionários da televisão pública entregam abaixo-assinado contra censura

Bissau,07 Set 17(ANG) - Os funcionários da televisão pública guineense (TGB) anunciaram quarta-feira à direção de informação daquele órgão e ao Governo, que doravante não vão admitir que «haja censura às notícias seja de que natureza for» como, dizem, «tem acontecido ultimamente».

Francisco Indeque, presidente do sindicato dos trabalhadores da TGB, entregou à direção da única estação televisiva do país um abaixo-assinado rubricado por 88 funcionários, no qual informam que não vão admitir que haja mais censura.

O mesmo documento foi também entregue ao ministro da Comunicação Social, Victor Pereira.

«Dos 141 funcionários, 88 assinaram a petição. De agora em diante não vamos admitir censura ao trabalho de nenhuma entidade, seja ela política ou social», observou Francisco Indeque.

Segundo disse ainda, desde a criação da TGB, em 1989, «nunca se viu tanta censura como agora».

«Os responsáveis da televisão chegam a ir para a ´regie´ atrás do jornalista para o coagir sobre as partes de notícias que devem cortar», acusou Indeque, para frisar que os jornalistas decidiram dizer «um basta à censura».
ANG/Lusa

Desporto



   Presidente da Federação de Futebol intransigente na defesa das seleções

Bissau,07 Set 17(ANG) - O presidente da Federação de futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Manuel Lopes, afirmou quarta-feira, que se for preciso fará «um pacto com o diabo» para que as seleções do país participem nas competições internacionais.

Em declarações à margem de um encontro de reflexão sobre o estado do futebol guineense, Manuel Lopes disse que «há muito» que a federação deixou de contar com os apoios financeiros do governo, mas, mesmo assim, disse que as seleções de diferentes escalões «têm estado a competir».

Manuel Lopes deu como exemplo a deslocação, esta quarta-feira, da seleção de sub-20 para o Gana, onde vai participar num torneio que junta 16 países da África Ocidental.

O presidente do organismo afirmou que «certos políticos querem politizar» a instituição que dirige e, por rejeitar aquela pretensão, em represália, «passaram a obstaculizar os trabalhos da Federação».

«Como tenho dito, se for necessário, farei um pacto com o diabo para continuarmos a executar as nossas ações», defendeu Manuel Lopes, explicando que há situações em que os pedidos de apoios dirigidos ao governo «desaparecem» dos gabinetes dos ministérios.

Quando à posição do ministério do Desporto, que avisou que não irá permitir a participação de nenhuma federação desportiva do país nas competições internacionais sem o aval prévio, o presidente da FFGB disse que essa posição não vincula a instituição que dirige.

«Posso garantir que ninguém vai parar as atividades das seleções nacionais em todas as categorias, com ou sem o apoio do governo», sublinhou Manuel Lopes, que prometeu «sempre informar» o executivo das competições em que a Guiné-Bissau estará presente.
ANG/Lusa

Angola



                General amante de xadrez é o novo Presidente de Angola

Bissau, 07 Set 17 (ANG) -  O general João Lourenço, ex-ministro da Defesa angolano, militar na reserva que gosta de xadrez e de andar a cavalo, é o novo Presidente de Angola, de acordo com os resultados finais das eleições  divulgados.

O número dois da lista do MPLA é o ex-ministro da Administração Interna Bornito de Sousa, que será o novo vice-Presidente de Angola. 

A Constituição angolana prevê que o cabeça de lista do partido mais votado em eleições gerais seja automaticamente nomeado Presidente da República.

João Lourenço sucede assim a José Eduardo dos Santos, Presidente angolano desde 1979, que se mantém na liderança do MPLA.

João Manuel Gonçalves Lourenço é casado e pai de seis filhos, tendo como passatempo a leitura, o xadrez, e a equitação. Fala, além de português, inglês, russo e espanhol, segundo a sua biografia oficial no Ministério da Defesa.

Tem formação em artilharia pesada, exerceu as funções de comissário político das FAPLA, o antigo exército do MPLA, e entre 1991 e 1998 foi secretário do Bureau Politico para a informação.

João Lourenço chegou a chefe da bancada parlamentar do MPLA e entre 1998 e 2003 desempenhou as funções de secretário-geral do MPLA e de presidente da Comissão Constitucional.

Demonstrou nessa altura disponibilidade para concorrer à liderança do partido, depois de José Eduardo dos Santos ter admitido a saída, passando então, até 2014, para as funções de primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, mudança que foi conotada publicamente com uma travessia no deserto, por ter assumido a vontade de avançar com a candidatura.

Nascido a 05 de março de 1954 na cidade do Lobito, província de Benguela, João Lourenço formou-se, militarmente, na antiga União Soviética, entre 1978 e 1982, de onde trouxe igualmente uma formação superior em Ciências Históricas.

Numa entrevista à agência de notícias EFE após as eleições, João Lourenço prometeu ser reformador, ao estilo Deng Xiaoping, rejeitando a classificação de "Gorbachev angolano", por suceder à prolongada liderança de José Eduardo dos Santos.

"Reformador? Vamos trabalhar para isso, mas certamente não Gorbachev, Deng Xiaoping, sim", afirmou João Lourenço, militar formado na União Soviética.

Deng Xiaoping foi secretário-geral do Partido Comunista Chinês e líder político da República Popular da China entre 1978 e 1992, tendo criado o designado socialismo de mercado, regime vigente na China moderna e que posteriormente foi adaptado MPLA para Angola.

Tal como na campanha eleitoral, João Lourenço relativizou a convivência com José Eduardo dos Santos como presidente do MPLA: "O Presidente Dos Santos é uma personalidade muito respeitada, tanto dentro do partido como por um conjunto da sociedade e não é anormal que o presidente do partido no poder não seja ele próprio o Presidente da República. Apenas para citar um caso, Donald Trump é o Presidente dos Estados Unidos mas não do Partido Republicano", afirmou.  ANG/Lusa

Angola/Eleições



                
                        João Lourenço confirmado novo Presidente de Angola

Bissau, 07 Set 17 (ANG) -  Os resultados finais das eleições gerais de 23 de agosto, divulgados quarta-feira pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), confirmam João Lourenço como novo Presidente de Angola, com 61,07 por cento dos votos alcançados pelo MPLA.
 
O anúncio foi feito pelo presidente da CNE, André da Silva Neto, em conferência de imprensa, para divulgação dos resultados definitivos das eleições gerais angolanas, que confirma também Bornito de Sousa novo vice-Presidente da República.

A Constituição angolana prevê que o cabeça de lista do partido mais votado em eleições gerais seja automaticamente nomeado Presidente da República.

Os mais de 4,1 milhões de votos no Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, há 42 anos no poder em Angola) e a vitória em todas as 18 províncias angolanas traduzem-se em 150 deputados (menos 25 do que nas eleições de 2012), os suficientes para garantir a maioria qualificada na Assembleia Nacional (com 220 assentos). 

Os resultados definitivos indicam ainda que a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) é a segunda força política mais votada, tendo conseguido mais de 1,81 milhões de votos (26,67 por cento). A UNITA conseguiu 51 deputados.

A coligação de partidos Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE) ficou-se pelos 643,9 mil votos, o que corresponde a 9,44 por cento da votação global e traduz-se em 16 assentos. Nas eleições de 2012, a CASA-CE tinha conseguido apenas oito mandatos.

O Partido da Renovação Social (PRS) alcançou 92,2 mil votos (1,35 por cento), elegendo dois deputados, enquanto a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) conseguiu 63,6 mil votos (0,9 por cento) e elegeu um parlamentar.

A Aliança Patriótica Nacional (APN) reuniu 34,9 mil votos, ficando sem representação parlamentar.

A UNITA, a CASA-CE, a FNLA e o PRS apresentaram na terça-feira três novas reclamações quanto aos resultados das eleições, mas a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) declarou-as hoje improcedentes, acusando as formações de estarem a "agir de má-fé".

Anteriormente, estes partidos tinham apresentado outras reclamações, alegando irregularidades nos resultados provinciais definitivos.

A 30 de agosto, o Tribunal Constitucional angolano julgou improcedente o pedido de impugnação apresentado CASA-CE, sobre a divulgação dos resultados provisórios das eleições gerais de 23 de agosto.
ANG/Lusa

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Carreira Docente



“Implementação do Estatuto de Carreira Docente é benéfica para o governo e docentes”,diz ex. Presidente do Sinaprof 

Bissau, 06 Set. 17 (ANG) – O antigo Presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sindeprof), afirmou hoje que a implementação prática do Estatuto da Carreira Docente é benéfico tanto para o governo como para os professores.

Vença Mendes, em entrevista exclusiva à ANG, disse que com a sua aplicação o governo através do Ministério da Educação vai dispor de mecanismos de avaliação dos docentes, bem como conhecer a qualidade do professor e a sua progressão em termos de carreira, acrescentando que isso vai acabar com a prática de chegar hoje e ultrapassar os que já  exercem há mais tempo.

“O Estatuto de Carreira Docente por outro lado é bom para o professor porque o permite progredir, de forma vertical e horizontal, durante o exercício das suas funções, exercendo até chegar o momento da reforma com uma progressão de 5, 10,15 até 20 por cento sobre o seu salário. Isso demostrar a sua importância no ponto de vista remuneratório ligado ao docente”, explicou o sindicalista.

Falando  do Estatuto de Carreira Docente, Mendes disse que é o mesmo que o da Ordem de Advogados, dos Médicos, sustentado que  é uma disposição jurídica que regula o funcionamento de uma determinada organização ou pessoa.

Vença Mendes afirmou ainda que as exigências mundiais em termos de ensino só podem ser satisfeitas com professores qualificados.

O igualmente antigo Secretário-Geral do Ministério da Educação Nacional, disse que  dúvida se os sucessivos governos sabem quais são os custos e vantagens da Carreira Docente, considerando de grave estar a pagar os professores sem saber as suas qualificações .

O sindicalista considerou que as constantes instabilidades política e institucionais podem estar na origem da não implementação do Estatuto da Carreira Docente desde a sua aprovação, “porque os custos devem  constar no Orçamento Geral de Estado(OGE) e já, há mais de dois anos,que o país está a trabalhar só com os duodécimos, portanto sem OGE.

 ANG/MSC/ÂC/SG








Senegal



“Novo governo será formado nos próximos dias”, diz Maxime Simon Ndiaye

Bissau, 06 Set 17 (A NG) -  Um novo governo será formado nos próximos dias no Senegal, indicou terça-feira, o Secretário-geral da Presidência de República, Maxime Simon Ndiaye.

Declarou que a próxima equipa governamental prosseguirá os trabalhos levados a cabo desde 2012, sublinhando que o chefe de estado felicitou o Primeiro-ministro e o governo cessantes pelos trabalhos realizados.
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 Maxime Simon Ndiaye não deu entretanto nenhuma precisão sobre a data de formação do novo governo e muito menos sobre as personalidades que dele farão parte.

O anúncio da formação de novo governo ocorreu pouco depois de o Primeiro-ministro cessante, Mahammed Boun Abdallah Dionnne ter declarado que entregara a sua demissão ao chefe de estado Macky Sall.

Na testa do governo desde 06 de Julho de 2014, Dionne referiu que a sua demissão e a do governo se conformaram com a tradição observada sempre que ocorreram eleições legislativas.

 A coligação dirigida por Macky Sall venceu as legislativas de Julho último com uma larga vantagem, daí a necessidade de nova equipa governamental ser formada.
 
 Mahammed Boun Abdallah Dionne havia substituído Aminata Touré, que igualmente se demitiu depois da derrota da sua lista nas eleições municipais de  Dacar, de 29 de Junho de 2014. ANG/APS