sexta-feira, 6 de abril de 2018

Comércio


Ministro de Administração Territorial enaltece trabalhos de reabilitação da “Fera de Praça”

Bissau,06 Abr 18 (ANG) – O ministro cessante da Administração Territorial enalteceu hoje os trabalhos de reabilitação do Mercado Central de Bissau cujas obras estão a ser executadas pela empresa Ascon.

Sola Nquilin Nabitchita, em declarações à imprensa após a visita que efectuou a referida obra, disse que  o seu pelouro tem estado sempre preocupado com a execução dessas obras.

“Sendo uma obra de grande envergadura é preciso dar-lhe todas as atenção para que depois da sua conclusão não vir a ter problemas. Desde o início das obras criamos um gabinete de fiscalização de forma a compartilhar responsabilidades na sua utilização futura”, explicou.

Por sua vez, o delegado da Câmara Municipal de Bissau junto a obra de reabilitação do Mercado Central sublinhou que os trabalhos reiniciaram depois de muito tempo parado e foi necessário restituição das estruturas físicas do edifício.

Perguntado sobre as dificuldades com quese  deparam na execução das obras, Jorge Humberto Lobo de Pina respondeu que têm a ver com questões de carência de materiais de construção.

“A Guiné-Bissau é um país carenciado em termos de materiais de construção. Adquirir as maquinas de construção civil nomeadamente camiões batuneiras e outros são difíceis e isso contribui grandemente para o atraso das obras. A empresa é obrigada a betonar através de uso de baldes manuais o que torna as coisas complicadas”, disse.

Humberto Lobo de Pina disse que, se tudo correr como previsto, o edifício será entregue a tempo previsto.

Os trabalhos da reabilitação do Mercado Central de Bissau, foram financiados pelo Banco da Àfrica Ocidental no valor de pouco mais de mil milhões e meio de francos CFA, e estava previsto que tudo esteja pronto dentro de 12 meses. 

ANG/ÂC/JAM/SG  

 


  

Justiça


PAIGC acusa Ministério Público de estar a perseguir seus  militantes 

Bissau 06 Abr 18 (AGN) – O porta-voz do Partido Africano  da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), acusou hoje o Ministério Público de perseguir os seus militantes, concretamente os 13 que estiveram envolvidos no caso de assalto à  sede nacional do partido  em Outubro de 2017 por um grupo de indivíduos que disseram serem militantes do PAIGC.

João Bernardo Vieira falava em conferência de imprensa em solidariedade para com os 13 militantes que na sua opinião “deram tudo” para a defesa da sede do partido.

“As pessoas que assaltaram a sede justificaram  que queriam o dialogo, mas como é que alguém que diz querer dialogar invade a sede do partido munidos de catanas, ferros e outros materiais  que demostram claramente  que não vieram para conversar “,disse.

Para o porta-voz dos libertadores, o mais caricato de tudo para o PAIGC, é que alguém assalta a sua casa em vez de Ministério Público intimar os assaltantes, opta por notificar o dono da casa para o interrogar. 

Disse que aos  13 elementos foram aplicadas medidas de sanção que as obriga a apresentar-se periodicamente no  Ministério Publico.

João Bernardo Vieira considera tais medidas de ilegais e abusiva .
 “Estranhamente vimos situações como este em que os assaltantes não foram notificados ou até aqui não temos nenhuma informação se foram intimados ou não a responder no Ministério Publico. Por isso, o PAIGC condena este acto e o entendemos como uma “perseguição política”, disse.

Questionado sobre a última posição do Partido da Renovação Social (PRS),sobre o inicio das negociações com os partidos políticos com assento no parlamento sobre a reabertura da Assembleia Nacional Popular para permitir a realização de uma sessão extraordinária, João Bernardo 

Vieira disse que o seu partido sempre esteve aberto para encontrar solução que vai trazer a paz e estabilidade na Guiné-Bissau.
“Se recordam desde início, o PAIGC convidou o PRS e aquele convite foi um sinal claro de que o partido de Cabral vai assumir a sua responsabilidade histórica neste país”, referiu.

 Salientou que o seu partido continua aberto para encontrar soluções que aliviem  a dor e o sofrimento do povo .

A sede do PAIGC foi invadida em Outubro do ano passado por militantes que apoiam o grupo de 15 deputados expulsos do partido.
ANG/MSC/ÂC/SG

quarta-feira, 4 de abril de 2018

África do Sul


Morreu Winnie Mandela, ex-mulher de Nelson Mandela

Bissau,  04 Abr 18 (ANG) – Winnie Mandela, ex-mulher do antigo presidente sul-africano Nelson Mandela, morreu segunda-feira com 81 anos num hospital de Joanesburgo, após “doença prolongada”, anunciou o seu porta-voz.
“É com grande tristeza que informamos o público de que a senhora Winnie Madikizela Mandela morreu no hospital de Milkpark de Joanesburgo segunda-feira 2 de Abril”, anunciou Victor Dlamini num comunicado.
“Morreu após uma longa doença, pela qual foi hospitalizada várias vezes desde o princípio do ano. Morreu pacificamente às primeiras horas da tarde de segunda-feira, rodeada da família e dos entes queridos”, acrescentou o porta-voz.
“Lutou corajosamente contra o ‘apartheid’ e sacrificou a sua vida pela liberdade do país. Manteve viva a memória do marido, Nelson Mandela, enquanto esteve preso em Robben Island e ajudou a dar à luta pela justiça na África do Sul uma das suas faces mais reconhecíveis”, afirmou.
Nomzamo Winifred Zanyiwe Madizikela, conhecida como Winnie, foi uma das figuras destacadas do activismo anti-‘apartheid’ após a prisão do então marido Nelson Madela, mas caiu em desgraça após o fim do regime, com acusações de tortura e um processo por fraude.
O percurso de Winnie é indissociável do de Nelson Mandela, com quem esteve casada 38 anos, entre os quais os 27 que ele passou na prisão.
A imagem dos dois, caminhando de mãos dadas no dia da libertação do herói sul-africano em 1990, correu mundo, mas o casal não voltou a estar junto e acabou por se divorciar em 1996, no final de um longo processo de revelação de infidelidades de Winnie.
Nascida a 26 de Setembro de 1936 na província do Cabo Oriental (sul), obteve aos 19 anos um diploma como assistente social, uma excepção para uma mulher negra na altura.
Casou-se com Nelson Mandela em Junho de 1958, ela com 21 anos, ele um divorciado e pai de família com quase 40.
Com a prisão do marido, assume a liderança da luta ao ‘apartheid’ e do Congresso Nacional Africano (ANC), mas divide pelo estilo autoritário, com membros do partido a acusarem-na de tortura e incitamento ao ódio.
Em 1991 é julgada e condenada a seis anos de prisão, posteriormente comutados numa multa, pelo rapto de um jovem militante, Stompie Seipei.
Em 1998, a Comissão de Verdade e Reconciliação, encarregada de julgar os crimes políticos no ‘apartheid’, considerou Winnie “politicamente e moralmente culpada de enormes violações dos direitos humanos” ANG/Inforpress/Lusa

Economia


 FMI considera satisfatória implementação do Programa de Facilidade de Crédito Alargado

Bissau,04 Abr 18(ANG) – Uma missão do Fundo Monetário Internacional(FMI) que esteve no país de 21 de Março à 3 de Abril,  para a quinta avaliação do Programa de Facilidade de Crédito Alargado(FCA), considerou de satisfatória a implementação do referido programa pelas autoridades guineenses.

De acordo com o comunicado do FMI enviado à ANG, a missão chefiada por Tobias Rasmussen analisou com as autoridades aspectos ligados as políticas económicas necessárias para concluir a quinta avaliação da Facilidade de Crédito Alargado e o pedido para prorrogação do referido programa por mais um ano.

“A implementação do programa foi satisfatória. Todos os critérios quantitativos de desempenho e metas indicativas para a quinta avaliação foram cumpridos e as reformas estruturais estão a avançar, embora com algum atraso em alguns casos”, declarou Tobias Rasmussen.

O chefe da missão do Corpo Técnico do FMI disse que saudaram o compromisso continuado das autoridades com o programa e seus objectivos de consolidação da estabilidade macroeconómica e promoção de reformas estruturais para apoiar um crescimento económico forte e amplo.

“A actividade económica manteve-se dinâmica, suportada pelos elevados preços de caju, pelo aumento do investimento e gestão económica prudente. Estima-se em 5,9 por cento o crescimento real do Produto Interno Bruto(PIB)”, explicou.

A missão informou ainda que, além disso, como as receitas do governo cresceram fortemente e as despesas foram contidas, o défice orçamental total, na base de compromissos diminuiu drasticamente de 4,7 do PIB  em 2016 para 1,5 em 2017”,  acrescentando contudo que a extensão do crédito tem sido moderada, com altos níveis de crédito malparado e desafios persistentes decorrentes do anulado resgate bancário de 2015.

“As perpectivas económicas são amplamente positivas. Uma expansão planeada de investimento público deve ajudar a colmatar lacunas na infraestrutura essencial, incluindo no fornecimento de electricidade. Ao mesmo tempo os termos das condições do comércio da Guiné-Bissau deterioraram-se com preços mais altos nas importações de petróleo e parecendo as perspectivas para as exportações de caju menos favoráveis do que no ano passado”, frisou o chefa da missão do FMI.

Referiu que, além disso, maior tensão política desde a queda do governo em Janeiro, caso persista, prejudicaria a implementação de políticas e afetaria negativamente o clima de negócios.

Segundo Tobias Rasmussen, para ajudar a garantir a continuidade das tendências económicas positivas, será importante reforçar o progresso feito na gestão económica rigorosa. 

“O aumento do investimento exigirá uma estreita coordenação entre as entidades envolvidas e uma melhor integração nos processos orçamentais. A manutenção de um sector financeiro sólido, a luz do alto nível de crédito mal-parado exige um fortalecimento da supervisão bancária e da aplicação das normas prudenciais”, aconselhou o chefe da missão do FMI.

Segundo Rasmussen, o acordo para um novo crédito  está sujeito à aprovação do Conselho de Administração do FMI que em Junho de 2018 deverá analisar  o relatório da quinta avaliação da Facilidade de Crédito Alargado e a prorrogação do programa.
 E se tudo ficar aprovado serão disponibilizados à Guiné-Bissau um total de 3.28 milhões de Euros em tranches. 

  ANG/ÂC/SG



Comércio internacional


China riposta a taxas alfandegárias dos Estados Unidos
Bissau, 04 Abr 18 (ANG)-A China anunciou segunda-feira que irá introduzir taxas sobre a importação de 128 produtos americanos. É esta a resposta de Pequim à medida que tinha sido introduzida pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de Março, quando anunciou que iria levantar barreiras alfandegárias ao aço e de alumínio.
Produtos americanos, um total de 128, vão ter agora mais dificuldade em entrar em terrritório chinês. Após o anúncio de medidas de Donald Trump, qualificadas de "proteccionistas" pela comunidade internacional, Pequim decidiu  ripostar no que parece marcar o prelúdio de uma verdadeira guerra comercial. 
A 22 de Março, o Presidente dos Estados Unidos decidiu adoptar novas tarifas sobre uma série de produtos chineses, no valor de 60 bilhões de euros. Ao invocar "a segurança nacional dos Estados Unidos", Trump levantou as taxas de importação do aço (em 25 por cento) e do alumínio (10 por cento).
Foram várias as críticas da comunidade internacional, nomeadamente da União Europeia e do Canadá, que acabaram por ficar isentas destas novas medidas económicas. Não foi o caso de Pequim, optando Trump por cumprir uma das suas promessas da campanha eleitoral, em que prometia equilibrar a balança comercial entre a China e os Estados Unidos, já que Pequim tem um défice de 375,2 bilhões relativamente a Washington. 
Após esta medida, foram várias as semanas de tensões entre os dois países, com o ministro chinês do comércio, Zhon Chang, a afirmar que as medidas de Trump eram "um abuso das normas da Organização Mundial do Comércio (OMC)" e que esperava "que os Estados Unidos abandonassem, o mais rapidamente possível, as medidas para a retomada normal do comércio sino-americano". 
Tendo em conta que Trump decidiu não arredar pé, a China anunciou hoje que iria introduzir novas taxas sobre 128 produtos americanos. Por enquanto, são produtos oriundos sobretudo da indústria alimentar (como frutas ou carne de porco) mas, ainda assim, Pequim promete aumentar a fasquia caso Washington não recue.
Com várias empresas americanas de renome presentes em solo chinês, como a Boeing, a China pode realmente lançar uma guerra comercial caso decida taxá-las. 
Ainda assim, o ministro do Comércio americano, Wilbur Ross, afirmou que estas primeiras medidas de Washington são meramente "um prelúdio para um início de negociações". 
Arnaldo Gonçalves, professor no Instituto Politécnico de Macau, considera que estas medidas se assemelham muito ao cenário de há 10 anos, em que também houve um confronto entre a Europa e a China. ANG/RFI