sexta-feira, 11 de maio de 2018

Dia da Europa


Primeiro-ministro enaltece papel ativo da União Europeia na resolução de diferentes crises políticas no país

Bissau,10 Mai 18 (ANG) – O Primeiro-ministro enalteceu o papel ativo desempenhado pela União Europeia na resolução pacífica  das crises políticas que assolam o país em particular a mais recente e que culminou no acordo para a criação do novo executivo.

Aristides Gomes que discursava quarta-feira na delegação da União Europeia em Bissau por ocasião da celebração do Dia da Europa, disse que esta organização através da cooperação com a Guiné-Bissau tem marcado de uma forma firme o apoio fundamental para a democratização e construção do Estado de Direito no país.

“Espero igualmente contar com apoio da União Europeia na realização de eleições legislativas previstas para 18 de Novembro do ano em curso”, disse.

O Primeiro-ministro disse que o seu executivo já está empenhado na preparação das referidas eleições, acrescentando que, para o efeito, conta com apoios da União Europeia em todos os aspectos.

Por sua vez, o embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau elogiou o acordo alcançado entre os actores políticos guineenses na última cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) realizada em Lomé(Togo).

“A última cimeira da CEDEAO de Lomé está a dar os seus primeiros resultados depois de um longo período de estagnação se não retrocesso no progresso  do país”, frisou Victor Madeira dos Santos.

Aquele diplomata sublinhou que a nomeação de um Primeiro-ministro de consenso, a retoma dos trabalhos da Assembleia Nacional Popular, a formação de um governo inclusivo, a marcação das eleições legislativas para o dia 18 de Novembro deixa-lhe pensar com alguma certeza que, a breve a trecho, haverá um futuro diferente e melhor para a Guiné-Bissau.

“Os nossos irmãos guineenses merecem viver em paz e usufruir de  bem-estar”, almejou Victor Madeira dos Santos. 

 A celebração de 09 de Maio foi marcada com uma exposição de fotos e de panos de pentes, e  projecção de um vídeo sobre a cooperação entre a União Europeia e a Guiné-Bissau.  

ANG/ÂC/SG


Turismo


União Europeia lança segunda edição do Guia Turístico da Guiné-Bissau 

Bissau,10 Mai 18 (ANG) - A União Europeia, em colaboração com a Organização Não Governamental denominada “Afectos com Letras” lançaram hoje a segunda edição do Guia Turístico guineense no qual foi revista e atualizada os dados da edição anterior.

Na ocasião, o Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Victor Madeira dos Santos aconselhou aos guineenses a preservarem as suas diversidades culturais e a protegerem sempre as suas biodiversidades.

“A Guiné-Bissau possui uma herança cultural bastante rica e diversificada, possui igualmente um solo bastante rico, por isso, é necessário um empenho de forma conjunta no sentido de preservação das referidas riquezas de modo a promover o benefício comum”, disse Madeira dos Santos.

Informou que o referido Guia Turístico será disponibilizado em  online para  consultas gratuitas de qualquer que seja pessoa interessada, e  em diferentes línguas.

Victor Madeira dos Santos agradeceu o apoio das embaixadas de Espanha, Portugal e França no que concerne as traduções e alterações baseadas nos termos linguísticos.

Por sua vez, a Presidente de ONG “Afectos com Letras” ,Joana Benzinho
destacou que a  primeira edição do Guia lançado em Fevereiro de 2016 veio colmatar uma enorme lacuna em termos de acesso à informação sobre as características económicas, sociais, culturais ou geográficas da Guiné-Bissau.

Acrescentou que apesar de a Guiné-Bissau ter passado por momentos de conflitos e crises a sua biodiversidade não foi abalada.

“Este trabalho é importante, mas não é fácil porque para o fazer temos que percorrer centenas de quilômetros de carros e outras milhas em barcos ou pirogas em busca de mais interesse deste maravilhoso país. Mais no fim  valeu a pena o sacrifício”, considerou.

Joana Benzinho afirmou que a Guiné-Bissau tem vários recursos que podem ditar uma mudança positiva no seu futuro e que o desenvolvimento do turismo sustentável é sem dúvida um deles.

Na nota final do guia intitulado “À descoberta da Guiné-Bissau”, Joana Benzinho e Marta Rosa duas obreiras do livro de 167 páginas escreveram “Trouxemos até vós......belezas escondidas e muitas vezes desconhecidas da Guiné-Bissau”. 

ANG/AALS/ÂC/SG


Greve na função pública


UNTG fala em 85 por cento de adesão


Bissau,10 Mai 18(ANG) - O porta-voz da comissão de greve decretada pela  União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG), José Alves Té, disse quarta-feira que a adesão à greve observada nos dias 7,8,e 9 do corrente na  função pública guineense rondou os 85 por cento..

"Recebemos informações dos nossos pontos focais nas regiões e com os nossos cálculos aqui situamos a adesão em 85 por cento", afirmou, aos jornalistas, José Alves Té.

Os funcionários públicos guineenses iniciaram segunda-feira uma greve, que durou até à meia-noite de quarta-feira, para exigir o cumprimento de um memorando de entendimento assinado com o Governo e que prevê um reajuste salarial.

Segundo o porta-voz, a maior central sindical guineense apenas está a exigir o cumprimento do memorando de entendimento, que prevê um reajuste salarial.

"Nunca a central sindical exigiu um aumento salarial. O que queremos é que na massa salarial existente se faça um reajuste", salientou. José Alves Té disse que já houve cinco encontros com as autoridades guineenses, que estão a pedir um período de 90 dias para criar uma comissão de seguimento para implementar o reajuste salarial.

O porta-voz disse que a UNTG pretende a aplicação imediata do reajuste salarial e um compromisso por parte do Ministério das Finanças.

O ordenado mínimo pago na Função Pública guineense é de 29.500 francos CFA (cerca de 45 euros).

"No último cenário adotado (o reajuste salarial) o salário mínimo sobe para 55.000 francos CFA (cerca de 84 euros)", explicou. O saco de 50 quilogramas de arroz, base alimentar dos guineenses e o mais barato na Guiné-Bissau, custa cerca de 17.500 francos CFA (cerca de 26 euros). A UNTG admitiu continuar a convocar greves até o reajuste salarial ser aplicado. ANG/Lusa