segunda-feira, 27 de maio de 2019

Cultura


Diretor-geral denuncia tentativa de ocupação indevida do terreno para Palácio de Cultura por parte de alguns dirigentes

Bissau, 27 Mai 19 (ANG) - O Diretor-geral denunciou esta segunda-feira a alegada tentativa de ocupação ilegal do terreno destinado a construção do Palácio da Cultura por parte de alguns dirigentes.

João Cornélio Gomes Correia que falava aos jornalistas, sobre a data de comemoração do 42º aniversário da morte do Músico, Poeta e Escritor José Carlos Schwartz afirmou estar munido de documentos para provar as suas denúncias.

Lembrou que todos estão a criticar, que os concertos realizados no Estádio 24 de Setembro podem estragar o relvado, mas que se o palácio da Cultura for construído, além de auditório, vai ter também um arena, e ninguém volta a fazer  espetáculos no estádio.

Cornélio Correia  indicou que, se um país pretende desenvolver a sua cultura, deve pautar pela criação de infraestrutura, porque  é um ponto importante no desenvolvimento da economia criativa e de indústria cultural.

“ A Direção-geral da Cultura está empenhada em legalizar e implementar as leis que regem o sector cultural, desde o direito do autor ao combate a pirataria,” frisou.

Também falou da lei de manifestação cultural que regula o papel dos artistas, promotores de eventos,e  não de forma como tem estado a  acontecer no país em que muitos organizam manifestações sem serem profissionais e sem licenças, e muitas agências não pagam os impostos fiscais ao Estado.

Em relação a data comemorativa do dia nacional da música, disse que não serve apenas  para homenagear os heróis da cultura, mas também para refletir a cultura, e que, apesar de a atual crise política, a sua direção vai assinalar o dia com a realização de  mini- evento.

Explicou que a secretaria de Estado da Juventude, Cultura e Desportos em colaboração com Centro Académico José Carlos Swartz e Associação dos músicos promovem hoje uma serenata, para a qual estão convidados todos os homens da cultura desde artistas plástica, músicos, cantores, poetas, compositores e outros.

Cornélio Correia lamentou o facto de na Guiné-Bissau ninguém paga o que consome  das artes, desde quadros , músicas que passam nos espaços publicitários nas rádios, nos bares e nas bombas de combustíveis.

O Diretor-geral da Cultura referiu que havia Escola de Música Nacional fundada em 1978, denominado “José Carlos Schwartz” mas que mais tarde veio a desaparecer. Acrescentou que ele próprio,o José Manuel Fortes, Francisco Sanhá, Inês Trigo e Juca Delgado são frutos daquela instituição nos anos 79 a 82, antes de ir para  Portugal fazer o curso de música.

Aquele dirigente disse que desde então  mais ninguém foi enviado pelo governo para se formar em música.

Cornélio Correia disse entretanto que, felizmente, a sua direção conseguiu enviar 17 jovens, nomeadamente MC Sadjá, Samanta, Albanês, Marlom  e outros  para uma escola  privada em Portugal para estudar a música, após uma curta formação local de seis meses.
Afirmou que  existem condições para  o funcionamento de uma escola de música no país . ANG/JD//SG

Política



     

 
Bissau, 27 mai 19 (ANG) - Os partidos da maioria parlamentar da Guiné-Bissau avisaram que a marcha realizada no passado sábado é a última exigência pacífica para a nomeação do primeiro-ministro e formação do Governo, depois das legislativas de 10 de março.


"Este é o nosso último ensaio, a nossa última chamada de atenção, última exigência pacífica que fazemos não só ao povo guineense, mas também à comunidade internacional", afirmou o presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, vencedor das últimas legislativas.

No discurso, proferido no final do protesto que juntou milhares de pessoas em Bissau, Domingos Simões Pereira disse que a Guiné-Bissau "não é o diabo" e exigiu à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para resolver o problema, salientando que no país as leis também são para cumprir.

"Exigimos à CEDEAO porque se a CEDEAO não for parte da solução, é porque é parte do problema", afirmou.

Domingos Simões Pereira alertou também para a grave situação económica do país - confirmada pelo Fundo Monetário Internacional - que pode entrar em "bancarrota" e "falência total" se o novo Governo não for nomeado.

"Isso é o que o Presidente (da Guiné-Bissau, José Mário Vaz) quer, um estado de caos",disse.

Domingos Simões Pereira afirmou também que é tempo de haver uma nova Guiné-Bissau que exige respeito.

"A Guiné-Bissau ajoelhada com os braços no ar, a pedir, acabou de vez. Se olharem para os países do mundo e africanos estão bem e não há segredos e magias, há só uma coisa: a lei, ordem e disciplina, e foram capazes de garantir que a justiça funcione", afirmou.

Numa mensagem à comunidade internacional, o presidente do PAIGC sublinhou que quem estiver interessado em ajudar tem de saber que "só há um caminho que é aquele que é feito através da lei, da Constituição, da ordem, da disciplina e do desenvolvimento".

Às Forças Armadas guineenses, o presidente do PAIGC disse que têm uma "herança extraordinária", mas que só faz sentido ao serviço da Justiça e do Estado de Direito democrático.

"As pessoas que têm poder, a começar pelo Presidente da República, é que estão a ensaiar golpes de Estado. Ele próprio é que está a pedir que finjam que há um golpe de Estado para ver se eu tomo medidas mais fortes ou se fujo e abandono o país", afirmou Domingos Simões Pereira, referindo-se aos rumores que têm circulado nos últimos dias em Bissau sobre alegadas tentativas de golpes.

O presidente do PAIGC salientou também que se não fez golpes depois de ter sido demitido em 2015, depois de vencer as eleições legislativas de 2014, também não o vai fazer em 2019.

"Nós respeitamos todos os organismos internacionais, mas desta vez têm de nos deixar construir o nosso país", afirmou Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), que assinou com o PAIGC, a União para Mudança e o Partido da Nova Democracia um acordo de incidência parlamentar e governativa.

Aqueles quatro partidos juntos têm 54 dos 102 deputados do parlamento guineense.

"Domingos Simões Pereira, custe o que custar, se não for primeiro-ministro estamos a caminho de uma nova revolução", disse Nuno Nabian, salientando que há uma maioria para garantir ao povo guineense quatro anos de governação.ANG/Lusa


Religião


                     Igrejas cristãs da Guiné-Bissau criam Sociedade Bíblica

Bissau, 27 mai 19 (ANG) – As igrejas cristãs do país nomeadamente a Evangélica, Católica, Adventista, Aliança Evangélica Guineense, Missão Batista, entre outras criaram  domingo a Sociedade Bíblica da Guiné-Bissau.

A organização visa promover a mais ampla, eficaz e relevante distribuição da Bíblia em português, crioula ou em qualquer língua para ajudar as pessoas a interagir com a Palavra de Deus.

Na cerimónia da criação da referida sociedade, o Presidente da Comissão Instaladora, o Pastor José Augusto Bedeslei disse que, há três anos, que a comissão instaladora está a trabalhar para instalar a Sociedade Bíblica na Guiné-Bissau, a fim de facilitar o acesso à Bíblia Sagrada no país por todas as sensibilidades.

"Veio uma equipa da Sociedades Bíblicas Unidas e  de Portugal, que  num encontro inter-religioso da fé cristã formaram esse comité com o propósito de trabalhar para a instalação da Sociedade Bíblica na Guiné-Bissau. Então a SB-GB está a esforçar para suprir as nossas necessidades nas Sagradas Escrituras, mas tem sido com algumas dificuldades, por falta de uma estrutura facilitadora no país", explicou José Augusto Bedesley.

O Pastor José Augusto disse que a funcionalidade da Sociedade Bíblica da Guiné-Bissau (SB- GB) possa desembaraçar as dificuldades que havia na aquisição do Livro Sagrado, facilitando as pessoas a adquirir a Bíblia no seu devido preço.  

Segundo o secretário particular do Bispo de Bissau, Padre Domingos Cá, a finalidade da Sociedade Bíblica em qualquer país é de juntar confissões cristãs para  promover a Bíblia, acrescentando que a Bíblia é um Património Comum entre as religiões cristãs, por isso, a igreja católica está interessada e empenhada na criação dessa sociedade , para contribuir mais na divulgação da Palavra de Deus.

Cá sublinhou  que, com a SB-GB, os cristãos católicos vão sentir mais estimulados para gostar da Bíblia como os outros irmãos na fé, pedindo a eles para fazerem o esforço no uso desse Livro sem vergonha para levar a Palavra de Deus à todas as pessoas.

As igrejas cristãs do país fizeram a sua Assembleia Constituinte da Sociedade Bíblica da Guiné-Bissau (SB-GB), e a organização tem a sua sede em Bissau, estando prevista a criação de suas representações no interior do país.

As Sociedades Bíblicas Unidas foram criadas em 1946 com o objectivo de facilitar o processo de tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas por meio de estratégias de cooperação mútua.

As SBU congregam 149 Sociedades Bíblicas, actuantes em mais de 200 países e territórios, essas entidades são orientadas pela missão de promover a maior distribuição possível de Bíblias numa linguagem que as pessoas possam compreender, e ao preço que possam pagar. ANG/DMG/ÂC//SG

África do Sul


                   Ramaphosa inicia mandato prometendo “dias melhores”
Bissau, 27 mai 19 (ANG) -O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, iniciou  sábado  seu mandato, prometendo ao país "dias melhores".
O chefe de Estado terá o desafio de relançar a economia e erradicar a corrupção.
A África do Sul ainda é um dos países com maior desigualdade social e o desemprego atinge a faixa dos 27%.
Cerca de 35 mil espectadores, os membros mais notáveis da classe política local e 40 chefes de Estado e governo assistiram ao juramento, no estádio de rúgbi da capital, Pretória. Ramaphosa, 66 anos, foi reeleito esta semana pelos deputados, após a vitória de seu partido, Congresso Nacional Africano, nas eleições legislativas do último dia 8, com 57,5% dos votos, seu índice mais baixo até então.
Desde  a Sua chegada ao poder, há um ano, Ramaphosa reitera que quer virar a página do governo calamitoso de Jacob Zuma (2009-2018)afetado por uma série de escândalos políticos e financeiros que prejudicaram o Estado e o partido. "Uma nova era se inicia para o nosso país. Dias melhores se anunciam para a África do Sul”   , proclamou Ramaphosa, assinalando que "é hora de construirmos o futuro que desejamos".
"Proclamamos que, quando festejarmos o 50º aniversário da nossa libertação, as necessidades essenciais de todos nesta terra terão sido atendidas. Os desafios que enfrentamos são reais e não são insuperáveis", assinalou o presidente.
Acusado de corrupção, o ex-presidente Jacob Zuma não assistiu à cerimônia. "Não tenho tempo, estou lutando para evitar a prisão", disse a partidários ao deixar o tribunal de Pietermaritzburgo, na sexta-feira (24). As estatísticas econômicas mais recentes pressionam Ramaphosa a agir rapidamente. O desemprego aumentou no primeiro trimestre de 27,1% para 27,6%, e o Banco Central acaba de reduzir de 1,3% para 1% sua previsão de crescimento para o ano.
O país permanece sob a ameaça das agências financeiras, que não recomendam investimentos na África do Sul. "Deve-se passar, agora, do discurso para a ação", disse, depois da cerimônia, o analista político Daniel Silke. A oposição tampouco fará favores ao presidente. "É necessário que o governo seja mais compacto e esteja limpo de todos os crimes", afirmou o dirigente do principal partido opositor, Aliança Democrática, Mmusi Maimane.ANG/RFI

Importação de combustível


          Governo empenho em melhorar as condições do Porto de Bissau

Bissau,27 mai 19 (ANG) – O Governo da Guiné-Bissau está empenhado em melhorar as condições do Porto de Bissau para que os navios possam  possam descarregar combustíveis no país quanto mais rápido possível.

As garantias foram dadas na sexta-feira pelo representante do ministro da Energia, Indústria e Recursos Naturais, Augusto Mendes Pereira na cerimónia de encerramento do ateliê de divulgação do Projecto regional para melhoria e segurança dos hidrocarbonetos no espaço comunitário do (UEMOA).

Augusto Mendes disse que a descarga de combustíveis nos Portos de outros países encarece  o produto, que é essencial para o desenvolvimento do país, por isso, segundo disse, tudo está a ser feito para colmatar as dificuldade que o sector enfrenta no momento.

Reconheceu, contudo, as carências com que o país se depara em termos orçamentais, mas disse que não  impede que os esforços sejam feitos, admitindo a possibilidade de recorrer aos parceiros no sentido de apoiar a superar as limitações  do Estado guineense.

O Represente da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA) George Sehouwe enalteceu o projecto na medida em que pode melhorar e assegurar o sector de hidrocarbonetos.

 “Não se pode falar desse sector sem ver as condições em que os produtos vão ser comercializados, relativamente as normas. Por isso que se reuniu com os actores nacionais durante dois dias para analisar, de forma exaustiva, o documento e produzir algumas recomendações”, referiu.

O Ateliê, segundo Gerge Sehouwe, serviu para os participantes darem as suas contribuições para a divulgação do Projecto de melhoramento de aprovisionamento e segurança dos hidrocarbonetos e saber da posição da Guiné-Bissau em relação a esta matéria.

Disse que as recomendações são importantes para o sector, sobretudo os que se relacionam aos efeitos do uso ou da comercialização dos produtos hidrocarbonetos.

“No país as normas não são respeitadas, por isso é preciso fixar regras que garantem a qualidade da vida da população”, afirmou Gerge Sehouwe.

Uma outra recomendação que o representante da UEMOA no país considera de importante tem a ver com as normas de instalação de estações de distribuições dos combustíveis.

Gerge Sehouwe afirmou que o nível do desenvolvimento de um país depende da reserva dos hidrocarbonetos que dispõe que considera ser o “sangue da economia”.   ANG/LPG/ÂC//SG

São Tomé e Príncipe


                            Agostinho Fernandes é o novo presidente do ADI
Bissau, 27 mai 19 (ANG) - Agostinho Fernandes foi eleito, no sábado, presidente do maior partido da oposição são-tomense por aclamação no congresso  da Acção Democrática Independente (ADI), na presença de várias figuras de peso e perante apertadas medidas de segurança.
O novo líder do ADI definiu como prioridade a união do partido: “vamos olhar para dentro de casa”. Fernandes era candidato único à liderança da força política.
Todavia a eleição de Agostinho Fernandes e a realização do congresso não é consensual dentro do partido. Na sexta-feira, a comissão de gestão do maior partido da oposição em São Tomé e Príncipe, próxima de Patrice Trovoada, decidiu adiar sine die o congresso mas  a comissão eleitoral do ADI garantiu a realização do mesmo.
Em Novembro, Patrice Trovoada, ex-primeiro-ministro, decidiu suspender as suas funções como presidente do ADI, todavia é acusado de estar na base dos sucessivos adimentos do congresso do partido.
Sobre a possibilidade de a ala afecta a Patrice Trovoada impugnar a sua eleição, Agostinho Fernandes pediu uma solução interna “ao invés de recorrermos aos tribunais”.Mas as palavras de Agostinho Fernandes não parecem suficientes para cessar a fractura do partido.
A  ala fiel a Trovoada, em comunicado anunciou a expulsão de 14 membros dirigentes da sua estrutura partidária. Entre eles, o nome de algumas figuras de topo do ADI: Agostinho Fernandes, Levy Nazaré, Arlindo Ramos, Iza Amado Vaz, Pedro Carvalho, Ekeneide dos Santos e Olinto Daio.ANG/RFI

Forças Armadas


“A potência de uma nação não se resume na quantidade da população mas também na qualidade dos seus homens”, diz o CEME  

Bissau, 27 mai 19 (ANG) – O Chefe de Estado-maior do Exército (CEME), disse que a potência de uma nação não se resume apenas na quantidade da população, mas também na qualidade dos seus homens.

O Major-General Lassana Mansali destacava assim a importância da formação de que os militares guineenses beneficiaram no âmbito do 2º curso de Observadores militares para operações de manutenção de paz das Nações Unidas, decorrida durante duas semanas em Bissau.

Disse que as  Forças Armadas guineenses estão a crescer positivamente a cada dia  nas suas  missões de sentinelas do povo em defesa da tranquilidade e paz.

Insali defendeu a formação local por ser mais abrangente pelo que devem ser priorizadas em detrimento da formação no exterior.

O Curso foi patrocinado pelas Nações Unidas em colaboração com o Centro Koffi Anan de Gana.

Falando no acto o  Representante Adjunto do Secretário-geral das Nações Unidas, David Mclanchan- Karr disse que essa formação de militares  vai contribuir para o  fortalecimento das instituições na Guiné-Bissau e para consequentemente a estabilidade do país, para além de  capacitar as Forças Armadas guineenses para a sua participação em operações de paz no âmbito regional ou global por intermédio de envio de observadores militares, contribuindo para a projecção do país e profissionalização da classe castrense.

O diplomata considerou que a classe castrense deu um passo positivo porque dos trinta formandos vinte são mulheres, que para ele, revela e ratifica o compromisso com a paridade de género nas Forças Armadas evidenciando uma clara  consciência dos valores da liberdade, igualdade e democracia.   

A referida formação ainda contou com o apoio da embaixada de Alemanha, sedeada em Dacar, no Senegal.

Um representante dessa embaixada presente na cerimónia, Carsten Wille disse que o foco de colaboração entre o Governo alemão e o Centro Koffi Anan é centrado em cursos de treinamento, inclusive do pessoal militar e para-militar, baseado nas necessidades  de cada país membro da CEDEAO e da UA.

Wille chamou a atenção aos formandos sobre a necessidade dominarem a lingua francesa e inglesa, para estarem mais aptos para as missões  de manutenção da paz.

Em nome dos formandos, Angélica Iuqui agradeceu aos facilitadores do curso e todas as entidades parceiras que contribuíram para que  seja uma realidade, pedindo igualmente aos colegas a colocarem, na prática, todos os conhecimentos adquiridos.

O curso foi ministrado pelos oficiais do Centro Kofi Anan, é financiado pelo governo alemão num montante não revelado. ANG/DMG/ÂC//SG

Eleições Europeias


Partido Socialista vence em Portugal e partido da extreme-direita vence em França
Bissau, 27 mai 19 (ANG) -  O Partido Socialista, liderado pelo primeiro-ministro António Costa, venceu, em Portugal as eleições europeias com uma votação que se situa entre os 30% e 34% dos votos.
Em segundo lugar, ficou Partido Social Democrata, de Rui Rio, oposição, com o resultado entre os 20% e 24%.
Em terceiro lugar, terá ficado um Bloco de Esquerda com 8,5 a 11,5%, o que a confirmar se representa um reforço do partido no Parlamento Europeu.
Segue-se a coligação dos comunistas com os verdes, CDU, que de acordo com as projecções, consegue eleger um a dois deputados, com uma votação que se deverá situar entre os 5,3% a 8,3%.
Penalizado com uma pesada derrota está CDS-PP, partido de direita, liderado por Assunção Cristas, que deverá obter entre 4,7% a 7,3%.
A confirmarem-se as sondagens, a surpresa da noite em Portugal será o PAN, Partido dos Animais e Natureza, que conseguirá eleger entre um a dois eurodeputados, ao obter entre 4,3% a 7,3% da votação.
De acordo com o Parlamento Europeu a participação nas eleições europeias de 2019 foi a maior dos últimos 20 anos, ficando próxima dos 51%. Percentagem que fica muito longe da que deverá ser registada em Portugal, onde a abstenção estará perto dos 70%.
Em França, o partido da extrema-direita de Marine Le Pen venceu as eleições e a  força política no poder ficou em segunda posição.
O Rassemblement National, partido de extrema-direita, de Marine Le Pen foi o grande vencedor das eleições europeias com 24,2% dos votos.
O La République en Marche de Emmanuel Macron deverá chegar aos 22,4%.
A grande surpresa do sufrágio são os verdes do Europe Ecologie-Les Verts a ficarem em terceiro lugar com uma votação que se situa entre os 12 e 12,7%.
Em quarta posição Les Républicains do ex-presidente Nicolas Sakozy com 8%, uma queda acentuada de mais de dez pontos percentuais em relação a 2014, quando obtiveram 20,81%.
Em queda igualmente neste sufrágio está o partido de esquerda La France Insoumise, que dos 19,58% de 2014 passa para os 6 a 7% em 2019.
6,5% é também a estimativa das sondagens para o Partido Socialista francês.
As estimativas avançam igualmente com uma taxa de participação de mais de 50%, quebrando a tendência do ultimo quarto de seculo em eleições europeias em França. ANG/RFI

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Cidadania


 Organizações da Sociedade Civil exigem urgente nomeação do primeiro-ministro

Bissau, 24 Mai 19 (ANG) - As Organizações da Sociedade Civil exigem que o Presidente da República nomeie um primeiro-ministro urgentemente para que o país possa prosseguir a normalidade.

Augusto Mário da Silva
A exigência consta numa declaração pública do fórum de reflexão das organizações da Sociedade civil da Guiné-Bissau lida hoje em Bissau pelo Presidente de Liga Guineense de Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva,e que foi produzida após uma concertação entre diferentes organizações da sociedade civil(cerca de 40) que operam no país.

 Mário da Silva disse que o fórum exige igualmente ao Presidente da República a fixação da data de eleições presidenciais, a garantia de bem-estar social, e apela ao povo a manter atento e intransigente na defesa e preservação das conquistas democráticas.

“Reafirmamos a determinação das organizações da sociedade civil em continuar a seguir de perto o evoluir da situação politica na Guiné-Bissau e manifestamos a nossa preocupação com o agravamento das situações de corrupção que se verifica no país”, disse Augusto da Silva.

Por outro lado, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos criticou que o Presidente da República não tem cumprido com as suas responsabilidades constitucionais no que concerne a retirada do país do ciclo de instabilidade.

“O crescente ambiente de tensão política que se vive na Guiné-Bissau constitui uma forte ameaça a manutenção de clima de paz, tranquilidade e coesão nacional”, refere Augusto Mário. 

Acrescentou que a democracia guineense deve ser renovada de modo a obter mais sentido e mais humanismo, tendo acrescentado que o papel de renovar a democracia não é simplesmente dos partidos políticos, mas também dos cidadãos comuns e das organizações a que pertencem.
ANG/AALS/ÂC//SG

Brexit

                      Theresa May anuncia sua renúncia para 7 de junho
Bissau, 24 mai 19 (ANG) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira (24) sua renúncia para 7 de junho, e, chorando, a premiê lamentou “não ter sido capaz de colocar o Brexit em prática”.
O anúncio foi feito em conferência de imprensa diante de sua residência, em Downing Street, em Londres.
 Com a voz embargada, May destacou que deixará suas funções de chefe do Partido Conservador e primeira-ministra no dia 7 de junho. 
Mais fragilizada do que nunca, devido à sua incapacidade de aprovar o acordo do Brexit, ela resolveu dar tempo para os conservadores encontrarem um nome de consenso para substituí-la. O processo de escolha do novo líder terá início na próxima semana.
"Acredito que era correto perseverar, inclusive quando as possibilidades de fracassar pareciam elevadas, mas agora me parece claro que no interesse do país é melhor que um novo primeiro-ministro lidere este esforço", afirmou.
Ainda como primeira-ministra, Theresa May receberá a visita oficial do presidente americano, Donald Trump, ao Reino Unido, que acontece de 3 a 5 de junho.ANG/RFI

RENAJ


             Cacheu acolhe  14ª edição da Escola Nacional de Voluntariado

Bissau, 24 Mai 19 (ANG) – A Rede Nacional das Associações Juvenis (RENAJ), anunciou quinta-feira em Bissau a realização da 14ª edição de Escola Nacional de Voluntariado (ENV) entre 10 e 25 de agosto do corrente ano na cidade de Cacheu, sob o lema: "Juventude e Governanção do país, jovens construindo soluções".

No acto solene do anúncio, o Presidente da RENAJ Seco Duarte Nhaga, disse que, atualmente a Escola Nacional de Voluntariado ultrapassa a dimensão de um simples lugar de encontro e lazer de jovens, segundo disse, já é  uma Universidade aberta, meramente académica de debates e construções de agendas para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

" Nós acreditamos que os atuais problemas que assolam o nosso pais, só podem ser solucionados com a determinação dos jovens", disse o Presidente da RENAJ
Quando se fala da educação, saúde, economia, politica e dos grandes temas que têm a ver com a nação, os jovem devem participar e dar a sua opinião para construir soluções.

Ainda no seu discurso, disse que recentemente a RENAJ tomou uma posição face a crise instalada no país tendo exigido a rápida nomeação do novo governo de acordo com os resultados das  eleições de 10 de março.

Segundo  ele, o atual governo de gestão não tem condições para entender os anseios dos cidadãos, exemplo disso são as  sucessivas greves na função pública por falta de pagamentos dos salários, a falta de luz e água, que considerou de bens básicos.

"Nós, os jovens, devemos parar de ser adeptos e fanáticos dos políticos, mas sim, devemos ser a classe que critica, fiscaliza e denuncia as más ações destes, para o bem da nação" , disse.

Por sua vez, o representante do Secretario geral de Juventude, Cultura e Desportos, Inquitcha Na Obna, disse que em nome do governo, a sua instituição apoiará a 14ª edição da Escola Nacional de Voluntariado, no intuito de solidarizar com os jovens nos seus eventos e iniciativas.

Também aconselhou aos jovens a não se distanciar da política, participando nela de forma de forma exemplar e construtiva para encontrar as soluções do desenvolvimento que tanto espera o povo guineense.

Segundo a  direção da RENAJ ,a 14ª Edição da Escola Nacional de Voluntariado contará com a presença das pessoas com deficiência fruto de uma parceria com a Humanité Inclusion, a organização que defende a inclusão das pessoas com a deficiência na sociedade.

A Escola Nacional de Voluntariado ENV, e um evento juvenil organizada pela RENAJ desde 2006, que reúne mais de 300 jovens vindo de todo território nacional e estrangeira, para formações em diversos domínios, com debates, workshps e animações culturais. ANG/CP//SG

UA


          A importância e os desafios de uma Zona de Comércio Livre Africano
         Por João Gomes Gonçalves/ Angop
Bissau, 24 mai 19 (ANG) - A menos que haja uma alteração de última hora, a União Africana procede, à 30 de Maio corrente, ao lançamento oficial da Zona de Comércio Livre (ZCL) africano, adoptado em Março de 2018, em Kigali, Ruanda.
Bandeira da União Africana
A ZCL é uma antevisão da UA que pode culminar com a criação, nos próximos 30 anos, de um Mercado Livre Africano, integrando todos os países membros.
Segundo o Wikipédia, uma Zona de Comércio Livre é constituída por países membros que eliminam entre si os direitos aduaneiros e as restrições quantitativas à importação, mas conservando cada um a sua própria política comercial em relação aos outros países.
TDe acordo ainda com o Wikipédia, uma zona de Comércio Livre distingue-se de uma União Aduaneira. Esta é uma outra forma de acordo comercial regional, no qual se define uma tarifa externa comum.
A ZCL é uma excepção à cláusula da Nação mais favorecida ( clausula NPF), presente nos acordos da Organização Mundial do Comércio.
As ZCL não são necessariamente criadas sob critérios geográficos, embora, geralmente, seja o caso.
Cita-se o exemplo da ZCL criada em 1985, entre os Estados Unidos e Israel.
A União Europeia (EU) não é uma Zona de Comércio Livre, mas uma União Económica. Todavia, ela assinou vários acordos de Comércio Livre com os países não europeus, como os acordos África Caraíbe e Pacífico (ACP), também conhecido como acordos de Cotonou, rubricados há quase 20 anos.
Hoje, existem cerca de 150 ZCL, metade das quais criadas desde 1990.
A União Africana e o lançamento de uma ZCL
Foi nesta perspectiva que, à 21 de Março de 2018, sob iniciativa do Presidente do Ruanda, Paul Kagame, 44 chefes de Estado membros da União Africana (UA) adoptaram, em Kigali, a criação de uma ZCL, embrião do futuro mercado único do continente.
O referido acordo é o culminar de dois anos de trabalho desenvolvido pelos representantes dos países membros da UA, desde 2015, sob a égide do Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou.
Vinte e dois dos 55 Parlamentos nacionais ratificaram-no, o suficiente para o seu lançamento oficial previsto para o dia 30 de Maio corrente, como revelou recentemente o presidente da Comissão da UA, o tchadiano Mussa Faki.
Por sucessivas etapas, a iniciativa poderá transformar-se num acordo obrigatório e funcional.
O convénio tem como objectivo a criação de um mercado integrado por mais de 1,2 mil milhões de habitantes, onde circularão pessoas, bens e serviços e capitais.
No fundo, trata-se de tornar realidade uma longa história que surge com a visão panafricanista defendida por Kwame Nkrumah, a de criar uma “União dos Estados Africanos”.
Com efeito, para uma integração total, a ZCL deverá aglutinar os mercados livres regionais em gestação, mormente o Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA), a Comunidade da África do Leste (CAE), a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), bem como a União do Magrebe Árabe (UMA) e a Comunidade dos Estados Sahélo-saharianos.
O protocolo da ZCL foi ratificado por países que, pelo seu potencial, podem dinamizar a integração económica entre o Norte (Argélia, Marrocos e Egipto), o Oeste (Côte d’Ivoire e Nigéria), o Leste (Quénia e Etiópia), e o Sul (Angola e a África do Sul).
A Nigéria, com uma população estimada em mais de 200 milhões de habitantes e com o maior PIB de África equivalente a 5.900 USD, ainda não o ratificou.
Lagos, justifica a não ratificação do protocolo da ZCL com a sua agenda económica nacional baseada na substituição das importações e na protecção das indústrias nigerianas.
A economia política das reformas comerciais da Nigéria é complexa, porque o seu mercado interno é vasto, fortemente protegido e, para a África, apenas exporta 9 % dos seus produtos.
Apesar disso, por razões de diversificação da economia, de política externa, e porque a Nigéria sonha um dia ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, não terá outra alternativa senão a adesão a ZLEC, porque ficar a margem dela, é perder o apoio aos seus intentos.
Depois de 56 anos de existência, é justo que a UA se lance para desafios do futuro, como a agenda 2063.
Mas, para que a ZCL vingue, é preciso que os países africanos tenham mercadorias e serviços em volume e qualidade consideráveis.
Muitos erros são cometidos porque vários países africanos abrem flancos às influências externas, prejudicando qualquer tentativa para o reforço da posição do continente no concerto das Nações.
Não é justo que depois de 56 anos da OUA e 16 da UA, a África ainda continue a ser uma simples reserva de matérias-primas e consumidora de produtos acabados provenientes dos países desenvolvidos.
Tirando casos isolados, a maioria dos países não tem  indústrias capazes de transformar alimentos e medicamentos, não dispõe de  barragens hidroeléctricas que respondam aos seus prementes desafios, nem infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias, portuárias, aeroportuárias e de telecomunicações, indispensáveis para materializar o desenvolvimento das suas trocas.
A recente crise de combustível que Angola, um dos maiores produtores de petróleo africano viveu, revelou a faceta da dependência externa a que nos referimos acima.
Mehdi Rais, especialista em Relações Internacionais, atribui o impasse que a UA vive ao grande desequilíbrio económico existente entre os Estados-membros.
Cita o caso de alguns países membros super endividados, e outros que não garantem segurança, susceptíveis de inviabilizar a integração continental, porque reduzem os esforços da UA tendentes a impulsionar o desenvolvimento económico e social de África.
O historiador angolano Fernando Manuel entende que "o problema da integração de África reside no facto de, nas suas independências, muitos países terem recebido apenas a independência, a bandeira e o hino nacional, e as matérias-primas continuarem sob controlo das antigas potências coloniais.
Do seu ponto de vista, comparativamente aos níveis de desenvolvimento da Europa, o especialista deplora ainda o impasse causado pela falta de vontade política e de cooperação entre os Estados membros da UA.
Sobre isso, continua válido o célebre discurso do 1.º Presidente de Angola, Agostinho Neto, proferido em 1978, na Cimeira da OUA, em Cartum, quando afirmou: “África é um corpo inerte, onde cada abutre vem debicar o seu pedaço”, sublinhou.
As regras de origem são critérios que permitem determinar o país de origem do produto.
Ela é importante porque, em muitos casos, os direitos de restrições aplicáveis dependem da origem dos produtos importados.
Regras mal concebidas podem, em certa medida, anular as vantagens de um acordo comercial.
Se forem restritivas, elas podem impedir, não apenas as importações e as entradas intermediarias a partir de outros países, mas também comprometer a especialização e a competitividade.
Sobre essa matéria, Abdou Diaw, jornalista económico do diário senegalês “Le Soleil”, acha que definir e atribuir origem às mercadorias é um desafio específico para a ZCL, por causa do número de países implicados no Acordo.
Por esta razão, Abdou Diaw pensa que adoptar uma regra simples de 50 % do valor acrescentado pode ser o modelo.
Em suma, a criação da ZCL é fundamental para a África, mas o seu funcionamento pleno só será possível quando os Estados membros da UA ou a maioria deles abandonarem o individualismo oportunista, deixarem de depender economicamente do exterior e inscreverem-se na lógica de uma integração multilateral e solidária.ANG/Angop