segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Mali


                          Estado Islâmico reivindica ataque que fez 54 mortos

Bissau, 04 nov 19 (ANG) - O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou  domingo o ataque de sexta-feira a uma base militar no norte do Mali que provocou a morte a 54 pessoas, sendo 53 soldados e um civil.
Os soldados do califado atacaram uma base militar onde estão estacionados militares do Exército malaio apóstata, na cidade de Indelimane, na região de Ménaka”, diz o EI num comunicado assinado “Província da África Ocidental” que dá conta de “confrontos com diferentes tipos de armas”.
O comunicado foi publicado uma semana depois da morte do chefe do EI, Abu Bakr al-Bahdadi, morto durante um ataque militar norte-americano na Síria há uma semana.
O ataque de sexta-feira traz dúvidas quanto à capacidade de acção do Exército do Mali naquela região onde estão as fronteiras de vários países, nomeadamente a Nigéria e o Burkina-Faso, países também alvo de ataques jihadistas.
O Mali é afectado por ataques terroristas desde 2012, na sequência de um golpe de Estado que deixou o controlo do norte do país nas mãos de grupos rebeldes tuaregues, apoiados por células terroristas.
Pelo menos quarenta soldados foram mortos em dois ataques ‘jihadistas’ em 30 de Setembro, em Boulkessy, e 01 de Outubro, em Mondoro, no sul do país, perto de Burkina Faso, de acordo com as autoridades locais.
Em 2013, a acção dos ‘jihadistas’ foi limitada por uma intervenção militar internacional liderada pela França, mas grandes áreas do Mali, especialmente no norte e no centro, escapam ao controlo do Estado, beneficiando grupos terroristas.
ANG/Angop

Campanha Eleitoral/ Cadogo Júnior


Carlos Gomes Júnior defende aposta em quadros nacionais para desenvolver o país

Bissau, 04 nov 19 (ANG) – O ex-primeiro-ministro e candidato independente às eleições presidenciais de 24 de novembro defendeu sábado a necessidade de se apostar em quadros nacionais para que o país possa avançar rumo ao desenvolvimento como ensinava Amílcar Lopes Cabral.

Cadogo Júnior como é também conhecido, fez estas declarações na abertura da campanha eleitoral em que afirmou que as eleições é uma etapa no processo do desenvolvimento da Guiné-Bissau, tal como fora a luta armada de libertação e a luta pela reconstrução nacional, salientando que isso só se faz com a contribuição dos jovens quadros.

“Depois do Golpe de Estado que me afastou do país em 2012, saí um pouco desanimado porque já tínhamos conseguido ganhos consideráveis para o progresso da Guiné-Bissau ou seja: pagar salários com as receitas internas, reduzimos os salários dos membros do Governo e fazemos crescer os ordenados dos médicos, professores e enfermeiros fazendo a justiça social para que os mais fracos possam também dar escolas, comidas aos seus filhos “,destacou.

Gomes Junior lembrou que também foi no seu mandato que a Guiné-Bissau, com ajuda dos países parceiros, conseguiu obter perdão de todas as dívidas externas, frisando que não é inimigo de ninguém.

Pede aos guineenses em geral para esquecerem o passado para se concentrar na construção do país, porque, segundo disse: “não é hora de brincadeira”.

Carlos Gomes Júnior disse que foi Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), durante 12 anos, mas que, “como agora só os computadores é que podem gerir este partido”, decidiu concorrer as presidenciais como independente, tornando-se no candidato do povo, de todos os partidos políticos juntos, para estabilizar o país rumo ao desenvolvimento.

“Vou ganhar as eleições no dia 24 de novembro, mesmo com a exposição de carros de luxos dos meus concorrentes, em especial os do PAIGC, que está numa autêntica exposição de viaturas de luxo, quando os médicos e outros funcionários não recebem os seus ordenados, os hospitais com falta de quase tudo”, criticou.

Aquele candidato sublinhou estar ciente dos direitos que a Constituição dá ao Chefe de Estado, ou seja, que irá respeitar a separação de poderes, acrescentando que, “quem vier com actos estranhos vai lhe derrubar porque este povo já está cansado de sofrer”.

Carlos Gomes Júnior agradeceu à Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) pelo esforço e a capacidade dos seus técnicos, que vão tornar as eleições presidenciais uma realidade na data marcada. 

ANG/MSC/ÂC//SG 

Campanha eleitoral/Madem G-15


Satu Camará pede empenho  na divulgação do programa eleitoral de Umaro Sissoco Embalo

Bissau,04 nov 19 (ANG) – A segunda vice-coordenadora do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) pediu  maior empenho dos militantes na divulgação do programa eleitoral do seu candidato às presidenciais, Umaro Sissoco Embalo junto do eleitorado, com vista a sua eleição ao cargo do Presidente da República.

Ao presidir, sábado,  a abertura da campanha eleitoral em Bissau para às eleições presidenciais marcadas para 24 de Novembro, Adja Satu Camarà Pinto disse que o Umaro Sissoco reuniu condições para  desempenhar a função do chefe de Estado, apoiando o governo nas suas tarefas em prol do bem-estar do povo.

Disse que o candidato apoiado pelo MADEM-G15 quer que os jovens guineenses tenham acesso à um ensino de qualidade para poderem enfrentar aquilo que chamou da “ máquina” da sub-região, isto é, no final do estudos ter a capacidade para trabalhar em qualquer país membro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e não só.

Por isso, exortou aos guineenses a escolherem um candidato que vai contribuir para o normal funcionamento do sector do ensino.

Por sua vez, o Director Nacional da Campanha de Umaro Sissoco Embalo, criticou que há falta de atenção dos políticos relativamente a grave situação económica e social que o país vive , razão pela qual aconselha aos candidatos a serem responsáveis nas propostas eleitorais, e pede ao povo para escolher um candidato  capaz de mudar a actual situação.

Soares Sambu criticou ainda aqueles que, segundo ele, usam questões étnicas e religiosas para chegar ao poder.

“ Umaro Sissoco é capaz de garantir o respeito pela Constituição da República da Guiné-Bissau e de mais leis”, afirmou Soares Sambú.

Em nome dos partidos políticos que apoiam a candidatura do Umaro Embalo, Malam Nanco destacou as  acções de Umaro Sissoco Embalé no exercício do cargo de Primeiro-ministro  para justificar o seu apoio ao candidato.

Acrescentou que o Umaro Sissocó é um candidato ideal para tirar o país na situação de dificuldade, em particular nos sectores de Educação e Saúde.

O Presidente da Juventude do MADEM-G15, Formoso Gomes solicitou aos jovens para redobrarem  esforços na mobilização e sensibilização dos eleitores a favor da candidatura de Umaro Sissoco Embalo.

Aquela formação política realizou domingo em Bissau um mega comício no circulo 25 e durante o qual a Coordenadora do partido do referido círculo, pediu igualmente os militantes para redobrarem  esforços para superar o número de votos(126.935) obtidos pelo partido nas eleições legislativas, realizadas em março passado.

 Afirmou que o Umaro Sissoco está preparado para assumir ao cargo de chefe de Estado e contribuir através do governo para o desenvolvimento do país.
 
Em nome da juventude, Trijostimo da Costa prometeu fazer  tudo para que Umaro Sissoco obtenha bom resultado no referido circulo.

Neste comício usaram também de palavra a represente das mulheres e dos anciãos Martinho Indi, ambos pediram voto massivo dos habitantes daquela localidade no  candidato apoiado pelo MDEM-G15.

Uma das simpatizantes da candidatura do Umaro Sissoco Embalo, Mariama Camarà exortou os dirigentes do MADEM,para , em caso da vitória,  prestarem uma atenção especial aos sectores da Educação e saúde, pagando regularmente os professores e técnicos sanitários, para por fim as greves que normalmente se verificam nestes sectores sociais no país. 
    
ANG/LPG/ÂC

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Política


Três deputados da APU-PDGB reafirmam fidelidade ao  Governo de Aristides Gomes

Bissau,01 Nov 19(ANG) – Os três deputados do partido Assembleia do Povo Unido(APU-PDGB), que votaram a favor a aprovação do programa do Governo de Aristides Gomes, reafirmam confiança no executivo do PAIGC com base no Acordo de Incidência Parlamentar, assinado depois das legislativas de Março passado.

Deputado Úmaro Conté
A revelação é do deputado da APU-PDGB, para o Circulo Eleitoral número cinco, Úmaro Conté ,em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné.

Com esta revelação, o PAIGC, na qualidade de vencedor das legislativas de março passado, mantem a maioria absoluta garantida por via da coligação de incidência governamental e parlamentar estabelecida com a APU/PDGB, a União para a Mudança, e o partido Nova Democracia, prefazendo um total de 52 votos assegurados.

“Estou a falar em nome dos meus colegas, nomeadamente o líder da Bancada Parlamentar de APU-PDGB, Marciano Indi e do deputado Paulo Bodjan , nós que no passado dia 15 de Outubro passado votamos a favor a aprovação do Programa de Governo de Aristides Gomes, na Assembleia Nacional Popular”, explicou.

Úmaro Conté disse que está a ser veiculado nos órgãos de comunicação social de que já existe uma nova maioria no parlamento com base no novo Acordo de Incidência Parlamentar assinado recentemente entre os partidos Movimento para Alternância Democrática(MADEM G-15), o Partido da Renovação Social(PRS) e os cinco deputados da Assembleia do Povo Unido(APU-PDGB).

“Basta mencionar os cinco deputados de APU-PDGB, isso significa que estão a referir o meu nome, Úmaro Conté, o Marciano Indi e o Paulo Bodjan , declaro aqui que  nós não vamos aceitar manchar o nosso nome”, afirmou.

O deputado sustenta  que estão a fazer  política para defender as ideias claras em defesa da legalidade e valores intransigente da vontade da população que está cansada de constantes instabilidade política.

“Devo dizer que o Povo guineense encontra-se na lista dos que mais estão a sofrer a nível mundial e mesmo superior aos dos países que estão em guerra”, lamentou.

Disse que o Povo guineense encontra-se refém dos políticos e que estão a roubar o que é de todos e a enriquecer cada dia que passa.

“Nós deputados somos os representantes da população e estamos dispostos a viabilizar no parlamento tudo o que vai em benefício da população em termos de desenvolvimento”, prometeu, acrescentando, a título de exemplo, a recente aprovação do Programa de Governo de Aristides Gomes.

O deputado Úmaro Conté garantiu que os três deputados de APU-PDGB mantêm firmes ao lado do Governo de Aristides Gomes, com base no Acordo de Incidência Parlamentar assinado entre os nossos líderes partidários, acrescentando que enquanto o referido compromisso não for rompido, vão continuar a defendê-lo.

“Se garantimos esta actual governação durante os quatro anos da actual legislatura, realmente vamos começar a ver os sinais de desenvolvimento almejado por todos”, disse.
Em relação as informações que estão sendo veiculadas de que recebem subornos para votar a favor do Programa de Governo de Aristides Gomes, o deputado Úmaro Conté qualificou tais informações de “tristes e vergonhosas.

“Oiço informações de que, o líder do PAIGC, comprou a consciências dos três deputados da APU-PDGB que votaram a favor do Programa do Governo. Devo dizer que a nossa consciência não pode ser comprada por ninguém a não ser a população da Guiné-Bissau que nos elegeu como deputado”, esclareceu o deputado Úmaro Conté.
O Presidente da República cessante e candidato às presidenciais, José Mário Vaz, afirmou quinta-feira que o país tem uma nova maioria parlamentar que visa salvar o país de “interesses obscuros” e resgatar a soberania nacional.
“Hoje estamos perante uma nova maioria parlamentar, consubstanciada no acordo de incidência parlamentar de três partidos: Madem, PRS e APU”, afirmou José Mário Vaz .ANG/ÂC//SG

CPLP


                         Projecto para mobilidade  apresenta avanços

Bissau, 01 nov 19 (ANG) -  A IV Reunião Técnica Conjunta sobre a Mobilidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) terminou quinta-feira em Lisboa, tendo apresentado avanços face à reunião anterior, disse o embaixador de Cabo Verde em Portugal.
Secretário Executivo da CPLP

Em declarações à imprensa, após a reunião na sede da CPLP, em Lisboa, o embaixador Eurico Monteiro, que representou a presidência da CPLP, actualmente de Cabo Verde, referiu que “mais de cinco textos do projecto foram objecto de discussão e consensualização”.
“Eu devo dizer, com muita satisfação, que se na sessão anterior nós avançámos bastante neste domínio, hoje o avanço foi de facto maior. Nós, na verdade, consensualizamos a nível técnico um conjunto de soluções que representam a esmagadora maioria das soluções normativas do projecto”, acrescentou o embaixador cabo-verdiano.
O embaixador afirmou que nesta reunião técnica se teve “todo o cuidado na redacção e no aperfeiçoamento da linguagem”, tendo sido ainda convocada uma outra reunião que “deverá ter lugar em 29, 30 e 31 de Janeiro do próximo ano” para “finalizar o texto”.
“Vamos agora fazer circular esta versão que resulta deste debate, esperar as contribuições dos Estados-membros no sentido de proporem alguma correcção”, disse Eurico Monteiro, que explicou que o próximo passo será fazer circular uma versão preliminar e então, na reunião no final de Janeiro de 2020, “fechar a redacção” do documento para que possa então ser alocada para o Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros, que terá lugar em Cabo Verde, “em Março ou Abril” do mesmo ano.
Para Eurico Monteiro, os princípios estruturantes da convenção-quadro deste projecto de mobilidade dentro de países da CPLP passam pela “questão de a flexibilidade de opção dos Estados-membros poderem escolher as modalidades, os ritmos” e os segmentos abrangidos.
Segundo o responsável cabo-verdiano, há já “pouca matéria que está em discussão”, sendo a categorização de pessoas e profissões uma das principais barreiras restantes.
Eurico Monteiro explicou que esta convenção-quadro permite maior flexibilidade aos Estados-membros nas negociações no âmbito da mobilidade.
“Nós temos uma montra de soluções dentro da Convenção Quadro e convidamos os Estados a escolherem um conjunto de alternativas que possam corresponder às suas realidades internas e aos seus aos seus interesses”
O embaixador cabo-verdiano detalhou que as propostas para a mobilidade dentro da CPLP se dividem em três categorias: curta duração, até 30 dias, média duração, até 12 meses, e de longa duração, relacionada com a residência, que pode ser renovada de dois em dois anos.
O responsável diplomático de Cabo Verde em Portugal referiu que há dois compromissos mínimos que devem ser atingidos com esta convenção-quadro.
“Nós temos um compromisso mínimo que é ter todos os agentes políticos, como os titulares do passaporte diplomático, os titulares de passaportes oficiais e de passaportes de serviço com entrada e poderem circular livremente por todos os Estados-membros, porque neste momento ainda temos algumas dificuldades nesse sentido”, explicou, mas sublinhou que “a maior parte delas já está ultrapassada”.
“E depois temos um outro compromisso mínimo, que é no fundo um esforço dos Estados de criarem todas as condições para que a mobilidade seja um fenómeno progressivo e gradual até se chegar ao máximo, que é os cidadãos poderem circular livremente”, acrescentou.
Eurico Monteiro acrescentou que o acordo vai permitir aos Estados-membros da CPLP estabelecer parcerias além das estadias temporárias.
“Os Estados são convidados a estabelecer parcerias”, referiu o embaixador.
O embaixador cabo-verdiano defendeu a convenção-quadro para a mobilidade, considerando que este é “um acordo simplificado” que vai permitir reduzir a quantidade de passos no sentido de expandir a mobilidade entre países lusófonos.
A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.ANG/Inforpress/Lusa

Política


José Mário Vaz diz que nova maioria parlamentar visa salvar país de “interesses obscuros”

Bissau, 31 Out 19 (ANG) – O Presidente da República cessante e candidato presidenciais, José Mário Vaz, afirmou quinta-feira que o país tem uma nova maioria parlamentar que visa salvar o país de “interesses obscuros” e resgatar a soberania nacional.
“Hoje estamos perante uma nova maioria parlamentar, consubstanciada no acordo de incidência parlamentar de três partidos: Madem, PRS e APU”, afirmou José Mário Vaz.
O Presidente guineense falava após a tomada de posse do novo Governo guineense, que decorreu no Palácio da Presidência, em Bissau.
“Esta incidência visa salvar a Guiné-Bissau das garras de interesses obscuros que querem aprisionar e sem benefícios para o nosso povo e transformar o nosso país num paraíso para o tráfico de droga e outras práticas ilegais”, salientou o chefe de Estado, que terminou o mandato a 23 de Junho e é candidato às presidenciais de 24 de Novembro.
No discurso, o Presidente disse que o país vive um momento grave e que o actual Governo tem uma “tarefa imediata e fundamental”, que é de organizar as presidenciais, cuja campanha eleitoral começa sábado.
“Fazê-lo com absoluta garantia de isenção, transparência, integridade e não ingerência nos assuntos e competências da Comissão Nacional de Eleições, órgão independente encarregado da gestão eleitoral”, afirmou.
José Mário Vaz pediu também “tratamento de igualdade para todas as candidaturas sem excepção” para que as “desconfianças instaladas desvaneçam” e para garantir que no final ganha o melhor.
“O eleito do Povo, sem fraudes, por mérito próprio, respeitando e honrando a escolha popular, sem manipulação do processo que se quer transparente, livre e justo”, disse.
O chefe de Estado guineense salientou também que o país vive um dos “momentos mais decisivos da sua história recente” e que 46 anos depois da independência alguns “atores internos e externos” pretendem “impor uma espécie de tutela internacional, hipotecando a soberania”, impedindo os guineenses de pensar pela “própria cabeça” e “caminhar pelos seus pés”.
“É imperioso que o novo governo mostre ao mundo que nós guineenses não somos uma sociedade pária”, afirmou.
A União Africana, a União Europeia, a CEDEAO, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente José Mário Vaz de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o Executivo saído das eleições legislativas de 10 de Março, que continua em funções.
O Governo de Aristides Gomes já disse que não reconhece a decisão de José Mário Vaz, por ser candidato às eleições presidenciais, pelo seu mandato ter terminado a 23 de Junho e por ter ficado no cargo por decisão da CEDEAO.
A Guiné-Bissau tem presidenciais marcadas para 24 de Novembro e a segunda volta, caso seja necessária, vai decorrer a 29 de Dezembro.ANG/Inforpress/Lusa


Presidenciais 2019


        CNE convida  candidatos a respeitarem o Código de Conduta Eleitoral

Bissau 01 Nov 19 (ANG) - O Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE),disse hoje que é preciso que os candidatos e outros actores sociais implicados no processo eleitoral respeitem e façam respeitar os valores, bem com o Código de Conduta eleitoral, pois eles constituem o barómetro que  determina a qualidade que se pode atribuir a um processo eleitoral.

José Pedro Sambu disse que, por ocasião da Campanha Eleitoral, que terá o seu início sábado em todo o território nacional, cujo lema é “O teu voto é livre e soberano”, convida à todos a uma reflexão privilegiada da consciência social face aos direitos e deveres dos atores políticos e seus apoiantes, salientando que esta tarde será lançada a campanha da educação cívica.

“Esta mensagem tem como principais destinatários os candidatos a disputa ao cargo do primeiro Magistrado da Nação e a campanha eleitoral convida-nos para uma conduta propícia conducente as eleições livres, justas e transparentes. Para tal devemos reforçar a nossa cultura de tolerância reciproca e de sã convivência, privilegiar a solução dos diferendos por via de diálogo, justo, honesto, franco, sincero com urbanidade e respeito as diferenças”, disse.

Sambu pediu ainda aos candidatos  a se absterem de utilização de linguagem ou prática de actos que possam incitar o ódio, violência, desordem, a injúria, difamação ou qualquer acto que possa ofender os terceiros, e pede empenho de todos para que a campanha decorra num ambiente de festa e de carnaval de democracia participativa e inclusiva.

O Presidente da CNE disse que, por deliberação do Plenário da instituição, foi adoptado como válido e único para as eleições presidenciais de 24 de Novembro de 2019, o caderno eleitoral utilizado nas Eleições Legislativas de 10 de Março passado, não obstante, o referido, estar a ser  objecto de uma auditoria internacional.

“O Plenário aprovou igualmente por consenso o modelo de boletim de voto para as presidenciais de 24 de Novembro de 2019. Os materiais de apoio as Mesas das Assembleia de Voto, estão devidamente conservados, nas sedes das Comissões Regionais de Eleições e os materiais eleitoral em falta como actas, folhas de descarga, minutas de protestos, serão produzidos em Portugal”, explicou.

Paulo Sambu disse que estas realizações e mais outras permitem afirmar categoricamente de que estão reunidas todas as condições básicas e fundamentais, para a realização do pleito eleitoral na data prevista, frisando que o processo em causa exige das Forças de Segurança, a maior prontidão, profissionalismo, ética e nobreza para poderem lidar com eventuais situações difíceis e complexas, bem como garantir, com a prontidão e eficiência, a segurança pública nas diferentes etapas do processo.

A CNE pede as entidades públicas para cumprirem o dever de imparcialidade e neutralidade perante as candidaturas esalienta que os órgãos da comunicação social estão vinculados à um dever de tratamento jornalístico não discriminatório das candidaturas.

Vão concorrer as presidencias de 24 de novembro 12 candidatos entre os quais josé Mário Vaz presidente cessante. A campanha que inicia no sabado, o2 de novembro termina a 22 de novembro.

ANG/MSC/ÂC//SG

Campanha eleitoral


    Líderes religiosos pedem respeito à vontade popular expressa nas urnas

Bissau, 01 Nov 19 (ANG) – Os Líderes religiosos da comunidade Católica, Evangélica e Muçulmana da Guiné-Bissau pediram hoje, em conferência de imprensa conjunta, aos responsáveis dos órgãos da soberania para  respeitarem a vontade do povo expressa através das urnas.

Na mensagem conjunta lida pelo Bispo da Igreja Católica, Dom José Camnate Na Bissing, por ocasião das eleições presidenciais de 24 do mês em curso exortaram os responsáveis dos órgãos da soberania a pautarem pelo estrito cumprimento das leis da República, durante todo o processo eleitoral, contribuindo assim para que o povo acredite mais na democracia e que possa exprimir as suas opções de uma maneira responsável.

Os líderes religiosos, nomeadamente o Bispo de Bissau, Dom José Camnate Na Bissing, de Bafatá, Dom Pedro Carlos Zilli, o Pastor, Carlos Quessanguê do Conselho das Igrejas Evangélicas , Aladje Siradjo Barri, do Conselho Superior Islámico,Aladje Mamadu Sissé, do Conselho Nacional Islâmico  e Aladje Abubacar Djaló, da Associação dos Imâmes da Guiné-Bissau  pediram também aos candidatos às presidenciais para saberem encarnar os nobres ideais da política e traduzi-los em projetos concretos de sociedade e de desenvolvimento sustentável.

“ Que durante a campanha eleitoral saibam propor mensagens de reconciliação, de unidade, de solidariedade e demais valores que enaltecem a dignidade humana e satisfaçam as exigências da democracia representativa”, instaram.

Ainda pediram aos candidatos para saberem aceitar os resultados eleitorais com espírito de Fair Play democrático, e em caso de contestação, que  recorrem às vias legais.

Os líderes religiosos estenderam os seus apelos aos agentes da Comunicação Social no sentido de respeitarem o seu código de deontologia profissional, divulgando informações que promovam a verdade, estimule a disciplina, a ordem, o respeito ao outro, favorecendo um clima de justiça e paz social.

Ao povo guineense pedem demonstração de espírito patriótico, elevado grau de civismo e participação activa e democrática no processo, tal como tem feito no passado.

Reconheceram que as eleições não são a única solução de todos os problemas do país, mas que são incontornáveis no processo democrático, e que, para além de ser o momento privilegiado para manifestação pública da cidadania é também a altura em que o povo manifesta o seu desejo de colocar na direcção do país, líderes carismáticos, coerentes e prudentes, que fundamentam as suas acções nos princípios morais e as aplica, tendo em conta as consequências que daí derivam.

Os líderes religiosos da comunidade católica, Evangélica e Muçulmana da Guiné-Bissau solicitaram a Comunidade Internacional a continuar a manifestar a sua multiforme solidariedade para com o povo da Guiné-Bissau, de modo que num futuro próximo esta Nação esteja em condições de assumir o seu lugar na rede de cooperação internacional.

O encontro dos líderes religioso com os jornalistas terminou com uma oração de apelo a uma convivência sã entre os guineenses, na base de harmonia.

A campanha eleitoral para as presidenciais de 24 de novembro inicia sábado e termina no dia 22 de novembro, e nela participam 12 candidatos.

ANG/LPG//SG

Política


             PAIGC reafirma caducidade do mandato do Presidente

Bissau,01 Nov 19(ANG) - O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das eleições legislativas, reafirmou quinta-feira a caducidade do mandato do Presidente guineense, José Mário Vaz, e disse que as presidenciais vão ser organizadas pelo atual Governo.

"O dito Presidente da República, que deixou de o ser a 23 de junho por caducidade de mandato, está na Presidência da República por uma questão protocolar, mas por força das decisões da CEDEAO, o último poder que exerceu com validade foi a marcação da data das eleições legislativas e presidenciais e a nomeação do atual Governo. A partir daí ele entrou em caducidade", afirmou Óscar Barbosa, do 'bureau' político do partido.

Segundo Óscar Barbosa, que falava à imprensa na sede do partido, em Bissau, o próprio Presidente guineense, José Mário Vaz, confirmou a sua caducidade de mandato quando apresentou a candidatura ao Supremo Tribunal de Justiça.

"No momento em que o Supremo Tribunal de Justiça validou [a candidatura], ele passou a ser um candidato com os poderes iguais a qualquer outro candidato, não podendo gozar das regalias, nem das mordomias de um chefe de Estado", salientou.

Óscar Barbosa enalteceu também o papel das forças armadas, que têm permanecido afastadas da crise política.

"O nosso posicinamento é claro. O Governo presidido por Aristides Gomes é o Governo legal, continua a exercer as suas funções e as eleições marcadas para 24 de novembro terão lugar sob organização do atual Governo", salientou.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, candidato às eleições presidenciais e cujo mandato terminou a 23 de junho, demitiu na segunda-feira o Governo liderado por Aristides Gomes e nomeou, no dia seguinte, Faustino Imbali (Partido da Renovação Social) como primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

A União Africana, a União Europeia, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente, José Mário Vaz, e disseram que apenas reconhecem o Governo saído das eleições legislativas de 10 de março, que continua em funções.

A Guiné-Bissau tem presidenciais marcadas para 24 de novembro e a segunda volta, caso seja necessária, vai decorrer a 29 de dezembro.

Participam na campanha eleitoral, que arranca sábado e termina a 22 de novembro, 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça. 

ANG/Lusa

Política


  José Mário Vaz "não está a agir sozinho", diz politólogo Rui Semedo

Bissau,01 Nov 19(ANG) - O analista político Rui Jorge Semedo aconselhou o chefe de Estado José Mário Vaz a seguir as recomendações da comunidade internacional e deixar o governo eleito nas últimas legislativas trabalhar.

“É uma forte possibilidade que estes estão a dar ao Sr. Presidente da República para reconsiderar a sua posição e permitir que o governo eleito nas últimas eleições possa trabalhar”, disse Rui Jorge Semedo, em entrevista a agência Lusa.

O politólogo reconheceu que “o país pode descambar”, se o Presidente da República não conseguir assumir o seu papel constitucional.

“O país pode correr o risco de entrar numa situação gravíssima, sobretudo no período de campanha eleitoral”.

Rui Jorge Semedo afirma que chefe de Estado “já não tem controlo da situação política e não está a agir sozinho”.

O analista político falou ainda da postura “calma” das forças militares que até ao momento “é mais aparente do que real”.

Rui Jorge Semedo admite que “alguns indícios levam a crer que as Forças de Defesa e Segurança não são assim tão isentas como se propaga (…) Eles sabem que houve violação das leis do país, então o papel deles é defender as leis e não apoiar essa violação”.

ANG/Lusa

EUA


  Câmara dos Representantes dá luz verde a inquérito para a destituição de Trump
Bissau, 01 nov 19 (ANG) - A Câmara dos Representantes de maioria democrata aprovou  quinta-feira o inquérito para a destituição de Donald Trump, levando a investigação no Congresso para uma fase pública.
Com uma maioria de 232 votos, os congressistas norte-americanos abriram esta quinta-feira a porta a uma nova fase para a destituição do presidente norte-americano: audições em público de testemunhas já ouvidas à porta fechada, que acusam a Casa Branca de reter ajuda financeira à Ucrânia caso o país não investigasse Joe Biden, adversário político de Trump.
No entanto, e apesar da votação ter sido o primeiro teste formal para se perceber se a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, reunia apoio para a investigação ao presidente, o mais provável é que Trump nunca venha a ser condenado.
É que mesmo que a Câmara dos Representantes venha a acusar o presidente,
quando o processo subir ao Senado a acusação deverá ser rejeitada já que é necessária uma mairioa de dois terços, ou seja 47 votos, sendo que os democratas não vão além dos 47.
Ainda assim, caso os congressistas se mostrem decididos em afastar o presidente, ao votar uma acusação final, Trump entra para a história como o terceiro presidente a ser impugnado.
Quer isto dizer que é acusado no Congresso de crimes graves, suscetíveis de destituição, sendo que o processo segue depois para o Senado. O mesmo aconteceu, em 1868, com Andrew Johnson, e em 1998 com Bill Clinton: ambos acusados, mas não destituídos.
Na rede social Twitter,Trump não tardou em reagir à formalização do inquérito que poderá levar ao impeachment.: "É a maior caça às bruxas na História Americana!".
ANG/RFI

Política



 Bissau,01 Nov 19(ANG) - O Governo da Guiné-Bissau liderado por Aristides Gomes agradeceu quinta-feira aos militares do país por não se imiscuírem na crise política que o país atravessa, bem como aos guineenses e à comunidade internacional pela solidariedade manifestada.

Num comunicado, divulgado à imprensa depois de uma reunião do Conselho de Ministros, o Governo felicita a "postura republicana e responsável" das forças de Defesa e Segurança, "expressa publicamente pelo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas" na quarta-feira, e "apela a que mantenham a atitude de distanciamento do jogo político".

Fontes militares e da polícia contactadas pela Lusa já tinham afirmado a garantia dada pelo general Biagué N'Tan durante uma reunião na quarta-feira, que juntou os comandos das Forças Armadas, da Guarda Nacional, da Polícia de Ordem Pública e da Polícia Judiciária, bem como da Ecomib, força de interposição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e das Nações Unidas.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, candidato às eleições presidenciais e cujo mandato terminou a 23 de junho, demitiu na segunda-feira o Governo liderado por Aristides Gomes e nomeou Faustino Imbali como primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

A União Africana, a União Europeia, a CEDEAO, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente José Mário Vaz e disseram que apenas reconhecem o Governo saído das eleições legislativas de 10 de março, que continua em funções.

A Guiné-Bissau tem presidenciais marcadas para 24 de novembro e a segunda volta, caso seja necessária, vai decorrer a 29 de dezembro.

No comunicado, o Governo agradeceu ao "povo da Guiné-Bissau (no país e na diáspora) pela solidariedade manifestada ao Governo legítimo" do país e agradeceu os posicionamentos de várias organizações da sociedade civil.

O Governo de Aristides Gomes - do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das eleições legislativas de março - agradece o "posicionamento firme" da comunidade internacional, nomeadamente Nações Unidas, União Africana, União Europeia, CEDEAO e CPLP ao condenar a "tentativa de impedir a realização de presidenciais e reiterar o apoio" ao atual Executivo.

O Governo guineense salienta também que as instituições do Estado estão a funcionar "normalmente" e que os salários da função pública do mês de outubro já estão a ser pagos.

"A auditoria requerida à CEDEAO aos ficheiros eleitorais utilizados nas eleições legislativas de 10 de março já está no país e a trabalhar com os órgãos eleitorais", salienta.

ANG/Lusa