sexta-feira, 15 de maio de 2020


   Covid-19/Mais de 140 líderes mundiais pedem vacina gratuita para todos
Bissau, 15 mai 20 (ANG) -  Mais de 140 líderes e especialistas mundiais, incluindo Durão Barroso, Fernando Henrique Cardoso e Joaquim Chissano, assinaram uma carta aberta na qual pedem a todos os governos que se unam para encontrar uma vacina gratuita contra a Covid-19.
A carta surge poucos dias antes de os ministros da Saúde dos 194 Estados-membros da Organização Mundial de Saúde se reunirem em teleconferência para a Assembleia Mundial da Saúde, agendada para 18 de Maio.
A carta, que marca a posição mais ambiciosa de líderes mundiais sobre uma vacina para a Covid-19, exige que todas as vacinas, tratamentos e testes sejam isentos de patentes, produzidos em massa, distribuídos de forma justa e disponibilizados a todas as pessoas de todos os países de forma gratuita.
Entre os signatários constam o ex-presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro de Portugal José Manuel Barroso, o antigo Presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, o ex-Presidente de Moçambique Joaquim Chissano, além do antigo Presidente de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz, José Manuel Ramos-Horta.
Entre os signatários constam ainda a ex-directora da Unesco Irina Bokova, a antiga presidente da Assemblei-Geral das Nações Unidas Maria Fernanda Espinosa, a criadora da Fundação Graça Machel, o fundador da organização Médicos Sem Fronteiras, Bernard Kouchner, e o ex-Presidente colombiano e Prémio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos.
A carta foi também assinada pelos antigos primeiros-ministros espanhol Felipe González e italiano Mario Monti, além do Presidente da África do Sul e presidente da União Africana, Cyril Ramaphosa, do Presidente do Senegal, Macky Sal, e do Presidente do Gana, Nana Addo Dankwa Akufo-Addo.
Constam ainda o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Gordon Brown, o ex-Presidente do México Ernesto Zedillo, o ex-administrador do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas e a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark.
A estes nomes juntam-se ainda economistas notáveis, advogados da área da saúde e de outros campos pertencente à organização os Anciões, a ex-Presidente da Irlanda Mary Robinson, o Prémio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, o director do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças, John Nkengasong, e o relator especial das Nações Unidas para o direito de todos usufruírem dos melhores tratamentos em saúde física e mental, Dainius Puras.
“Milhões de pessoas aguardam uma vacina, a nossa maior esperança para acabar com a pandemia”, disse Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul.
“Como todos países de África, exigimos que a vacina para a Covid-19 seja livre de patentes, fabricada e distribuída rapidamente e gratuita para todos. Toda a ciência deve ser partilhada entre governos. Ninguém deve ser empurrado para o final da fila das vacinas devido ao sítio onde mora ou ao rendimento que consegue ter”, defendeu.
“Temos de trabalhar juntos para vencer este vírus. Temos de reunir todo o conhecimento, experiência e recursos à nossa disposição para o bem de toda a humanidade”, afirmou Imran Khan, primeiro-ministro do Paquistão.
“Nenhum líder pode ficar tranquilo até todas as pessoas de todas as nações poderem ter acesso rápido e gratuito a uma vacina”, acrescentou.
A carta, coordenada pelas organizações não governamentais UNAIDS e Oxfam, alerta que o mundo não pode permitir monopólios ou concorrência que atrapalhem a necessidade universal de salvar vidas.
“Esta é uma crise sem precedentes e requer uma resposta sem precedentes”, considerou, por sua vez, a ex-Presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf.
“Depois das lições aprendidas na luta contra o Ébola, é óbvio que os governos devem remover todas as barreiras ao desenvolvimento e implantar rapidamente vacinas e tratamentos. Nenhum interesse é mais importante do que a necessidade universal de salvar vidas”, disse.
Os líderes que assinam a carta querem, no entanto, que haja, de imediato, um compromisso concreto que garanta que a vacina fique acessível e disponível para todos o mais rapidamente possível.
“As soluções de mercado não são ideais para combater uma pandemia”, reiterou o ex-ministro das Finanças do Brasil Nelson Barbosa.
“Um sistema público de saúde, incluindo vacinação e tratamento gratuitos quando disponíveis, é essencial para lidar com o problema, como mostra a experiência brasileira com o licenciamento obrigatório de medicamentos anti-rectrovirais no caso do HIV”, concluiu.
Desde que foi detectada na China, em Dezembro do ano passado, a pandemia da covid-19 já provocou mais de 294 mil mortos e infectou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço da agência de notícias AFP.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em Fevereiro, o continente americano passou agora a ser o que tem mais casos confirmados (1,86 milhões contra 1,8 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (111 mil contra 160 mil).ANG/Angop



quinta-feira, 14 de maio de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG

Política/PR diz que  revisão da Constituição é uma iniciativa assumida pelos partidos políticos no Acordo de Conacri

Bissau, 14 Mai 20 (ANG) – O Chefe de Estado afirmou hoje que a decisão da revisão da Constituição da República é uma iniciativa assumida pelos partidos políticos com assentos parlamentar no Acordo de Conacri e reiterada em Lomé /Togo em 2017.

Umaro Sissocó que falava após a tomada de posse dos membros da Comissão de Revisão Constitucional  disse que há uma necessidade urgente de estabilização das instituições, o que passa, forçosamente, pela revisão   da Constituição da República.

Adiantou que a lei magna do país constitui um obstáculo  ao desenvolvimento socioeconómico e cultural do país..

Sissocó disse ainda que  o projeto conta com a  subscrição de um terço de deputados do MADEM-G15, PRS e APU-PDGB.

“Houve várias  criticas de que não é da competência do Chefe de Estado, mas ninguém questionou sobre a competencia dos membros da Comissão,”frisou.

Revelou que vai integrar a Comissão uma outra equipa técnica que virá da CEDEAO para harmonização de  alguns artigos.

Advertiu   que a Guiné-Bissau não será refém de ninguém mesmo dele mesmo e prometeu que nenhuma instituição do Estado será bloqueada, frisando que,  quem o fizer pagará as consequências.

O chefe de Estado garantiu que  serão criadas todas as condições para a Comissão fazer seus trabalhos, condignamente.

Por sua vez, o Coordenador da Comissão recém-empossada disse que é impossível fazer os trabalhos da revisão num prazo de noventa dias, mas que esses tempo   dá para  fazer um esboço da revisão da CRGB, e que depois disso haverá discussões  para a Comissão cumprir cabalmente a sua missão.

Questionado sobre as declarações de alguns juristas guineenses segundo as quais é ilegal  a iniciativa  do Presidente Sissocó de querer rever a lei magna do país,  Carlos Joaquim Vamain respondeu que se há inconstitucionalidade  que eles vão ao tribunal arguir a sua inconstitucionalidade.

A Comissão criada pelo Chefe de Estado para a revisão da Constituição é composta por nove elementos e tomaram posse  seis e outros não por se encontrarem fora do país.ANG/JD/ÂC//SG




Justiça/PGR nega estar envolvido em “crimes de sangue” ocorridos no país

Bissau, 14 Mai 20 (ANG) - O Procurador Geral da República (PGR) considerou hoje de falsas as acusações que 06 partidos políticos nomeadamente, (PAIGC,PND,UM, PUN, PCD e MP),  fizeram  quarta-feira contra a sua pessoa, segundo as quais ele(PGR) está envolvido em alguns crimes de sangue ocorridos no país.

Fernando Gomes que falava em conferência de imprensa disse que enquanto PGR fará  tudo para combater a corrupção na Guiné-Bissau “doa a quem doer”.

“Estou ciente de que quem não deve não teme, por isso, estou tranquilo face as acusações que 06 partidos políticos fizeram contra a minha pessoa. Não sou criminoso e nem pretendo sê-lo”,  disse Fernando Gomes.

O PGR disse que, se realmente os acusadores têm provas sobre as acusações que o fizeram, só precisam recorrer ao Ministério Público para pedir a Justiça, uma vez que ele carece de imunidade que lhe impeça responder perante os actos de crime que cometeu.

“De certeza as pessoas ficaram com medo só porque digo que a prioridade do Ministério Público irá acentar na luta contra a corrupção que se verifica na Guiné-Bissau, e optaram logo por fazer  acusações infundadas.  Não vou desistir com o trabalho de melhorar a situação do país”, garantiu aquele responsável.

Gomes revelou  que já começaram a receber  denúncias de casos de corrupções e que estão a investigar as mesmas para que possam apurar as suas veracidades.

O Procurador garantiu que no que concerne os seus trabalhos contra os casos de corrupções vão começar a actuar ao nível do próprio Ministério Público para depois atingir as outras instituições.

Alegou   que, por não ser criminoso, foi o promotor da Luta Contra a Pena de Morte no país, que resultou no fim dessa  prática.

Questionado sobre o que fará para combater o crime de sangue na nação guineense, respondeu que não pode falar sobre o assunto uma vez que acabou de ser nomeado e nem se quer teve tempo para analisar alguns documentos.

Acrescentou que o Ministério Público está de porta aberta para receber qualquer tipo de denúncias e reclamações e que devido a isso, as pessoas devem ter a coragem para pôr tudo em ordem.

Seis partidos políticos da Guiné-Bissau consideraram, numa carta enviada à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, a nomeação do novo procurador-geral da República (PGR) como um "atentado aos direitos humanos".

Na carta, dirigida ao presidente da comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Jean-Claude Kassi Brou, os seis partidos relembram à organização sub-regional, que tem mediado a crise no país, que durante período em Fernando Gomes foi ministro do Interior da Guiné-Bissau, foram assassinados o anterior Presidente João Bernardo “Nino” Vieira, o chefe das Forças Armadas, general Tagmé Na Waie, e Hélder Proença, Baciro Dabó e Roberto Cacheu.ANG/AALS/ÂC//SG


Covid-19/Forças conjunta da segurança da prevenção da pandemia instam a população ao cumprimento do Estado de Emergência

Bissau,14 Mai. 20(ANG) – As Forças Conjunta de Prevenção da pandemia de Covid-19 no país, constituída pela Guarda Nacional e Polícia de Ordem Pública, instaram a população à acatarem as regras constantes no último Decreto Presidencial e no Despacho do Governo.

Em conferencia de imprensa realizada hoje, o Comandante Geral da Guarda Nacional, Sadjo Sissé disse que todos os cidadãos devem cumprir  as normas estipuladas pelo decreto presidencial, que determina, entre outros, o recolher obrigatório das 20H00 às 06H00 horas, uso obrigatório de máscaras e o uso pessoal de motorizada e não como meio de transporte.

“Igualmente e mediante a orientação do Governo, quem infringir a Lei será automaticamente responsabilizado pelos seus actos. A medida irá igualmente abranjer os agentes de segurança, tanto de Guarda Nacional como de Polícias de Ordem Pública”, avisou Sadjo Sissé.

Aquele responsável sublinhou que o recolher obrigatório não significa incomodar as pessoas sentadas nas varandas das suas casas, acrescentou que qualquer agente apanhado a cometer represálias contra cidadãos nas suas residências será responsabilizado.

Por sua vez, o Adjunto Comissário Nacional de Polícia de Ordem Pública, Julio Sanca sublinhou que,, doravante é proibido o uso colectivo de motorizadas, frisando que as viaturas particulares podem levar no máximo três pessoas.

Adiantou que o anterior licença de livre trânsito concedida à viaturas perdem validade à partir de hoje( 14 de Maio), salientando que o Ministério do Interior já começou a emitir  novos “ Livre trânsito”.ANG/ÂC//SG


Bissau,14 Mai 20(ANG) – Duas mortes e quatro feridos graves é o resultado de um confronto pela posse de cajueiros, ocorrido na manha de quarta-feira entre os populares das povoações de Reino de Bijimita e Quifonhó, no sector de Quinhamel, região de Biombo norte da Guiné-Bissau.
Em declarações ao reporter da Rádio Sol Mansi no local, o Administrador do Sector de Quinhamel disse que o referido diferendo pela posse de plantação de cajueiros remonta dos anos 1990 e na alçada do Tribunal sectorial de Quinhamel que não conseguiu ,até hoje, uma solução para a disputa.
Pedro da Silva Cá explicou que quando foi informado da situação se deslocou de motorizada até o local, onde presenciou os confrontos com paus e catanadas entre os populares das duas povoações.
“O nosso papel como administradores do sector é apenas de mediar porque o diferendo já está sob alçada do Tribunal local e compete-lhe encontrar a solução”, disse.
Revelou contudo que já colocaram Forças de Ordem no local para controlar e acalmar a situação até o pronunciamento do Tribunal.
“Devemos abdicar desses confrontos que não ajudem em nada porque são populares irmãos, famílias e cruzam uns aos outros e devem pôrde  lado as cores raciais , tendo em conta que somos todos guineenses”, aconselhou.
O Administrador do Sector de Quinhamel afirmou que tendo em conta o incidente resultou em mortes, só tem que endereçar sentidas condolências às famílias das vítimas.
O repórter de Sol Mansi informou que somente na presente campanha de caju já se registaram três situações de conflitos de terra, cujos caos se  encontra no Tribunal de Sector de Quinhamel sem solução. ANG/ÂC//SG



      Covid-19/Liga portuguesa de futebol aponta regresso em 04 de Junho

Bissau, 14 mai 20 (ANG) – A Liga portuguesa de futebol, suspensa desde 12 de Março, deverá regressar em 04 de Junho, quando se disputar a 25.ª jornada, anunciou a Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
“De forma a garantir que são rigorosamente vistoriados os estádios e realizados os testes médicos a todos os profissionais envolvidos nos jogos e na respectiva organização, está apontada a data de 04 de Junho de 2020 para o primeiro jogo da 25.ª jornada da Liga NOS”, anunciou o organismo em comunicado.
O FC Porto lidera com 60 pontos, mais um do que o Benfica, segundo, enquanto o Sporting de Braga é terceiro com 46.
A Liga recordou que “ao longo dos últimos dias” as várias entidades têm levado a cabo “sucessivas reuniões de alinhamento” para que a retoma “possa acontecer em segurança e com todas as medidas de protecção que mitiguem os riscos do regresso à actividade”.
Depois, segue-se “uma fase de vistorias para apuramento dos estádios que efectivamente cumprem os requisitos definidos naquele parecer técnico”.
No domingo, a Direcção-geral da Saúde (DGS) de Portugal emitiu o parecer técnico sobre as condições do regresso da Liga à competição, no seguimento da decisão do Governo de 30 de Abril, quando o executivo enquadrou esta competição profissional como uma das actividades autorizadas ao desconfinamento.
“Antecipa-se que este trabalho conjunto da DGS, da FPF e da Liga Portugal sirva de modelo para a retoma de outras actividades económicas, pretendendo-se que esta competição profissional forneça um exemplo das boas práticas que esta pandemia nos impõe”, conclui o organismo.
Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-geral da Saúde, Portugal regista 1.163 mortes relacionadas com a covid-19, mais 19 do que na segunda-feira, e 27.913 infectados, mais 234.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 286 mil mortos e infectou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados. ANG/Inforpress/Lusa





Bissau,14 Mai. 20(ANG) - A maior parte dos juristas guineenses, segundo a   Lusa, considera que o Presidente da República não tem competência para lançar um processo de revisão constitucional.

 
Os juristas guineenses Fodé Mané, Sana Canté e Marcelino Ntupe defendem que Umaro Sissoco Embaló não tem competências para iniciar qualquer processo de revisão da Constituição, o que, afirmam, é da exclusiva responsabilidade dos deputados ao parlamento, à luz do regime semipresidencial que vigora no país.

Entendimento contrário tem o jurista Nelson Moreira, também deputado do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15, líder da oposição no país e partido do qual Umaro Sissoco Embaló era dirigente antes de se ter candidatado a Presidente).

Através de um decreto presidencial, Umaro Sissoco Embaló criou uma comissão de cinco juristas guineenses a quem deu 90 dias para entregarem uma proposta do texto constitucional para ser submetido à apreciação “dos órgãos competentes”.

Para Fodé Mané, antigo professor da Faculdade de Direito de Bissau, Sissoco Embaló “está a usurpar as competências exclusivas dos deputados” no parlamento e demonstra “desconhecimento da própria Constituição”.

“Esta iniciativa de Umaro Sissoco Embaló não tem enquadramento no Estado de Direito democrático. Faz-me lembrar o tempo da monarquia em Portugal em que o rei fazia a chamada carta Constitucional que não tem o mesmo valor jurídico que a Constituição da República”, defendeu Mané.

O também advogado Sana Canté, presidente do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI) disse que a sua organização “nem considera Umaro Sissoco Embaló Presidente”, dada a forma como chegou à presidência, mas “ainda se fosse, de forma legal”, chefe de Estado, a sua iniciativa seria inconstitucional”.

“Chegou lá através de um golpe de força, tudo o que ele possa estar a fazer, ainda que alinhado ou não com a Constituição, é ilegal, do nosso ponto de vista. A iniciativa de revisão constitucional é da exclusiva competência dos deputados”, defendeu Sana Canté.

Marcelino Ntupe, advogado e comentador jurídico, entende a iniciativa de Sissoco Embaló como “uma estratégia para que possa justificar a sua intenção de dissolver o parlamento” com base numa “alegada crise institucional”.

Embaló já disse que não terá problemas em dissolver o parlamento se persistir o bloqueio institucional no país.

“Ou seja, se os deputados resistirem sobre aquilo que o Presidente pretende, vai dissolver o parlamento”, observou Marcelino Ntupe, para quem Umaro Sissoco Embaló deveria antes usar da sua magistratura de influência para sugerir a revisão constitucional.

Ntupe lembrou que o artigo 131.º da Constituição guineense veta a que seja tratado qualquer projeto de revisão da lei magna do país durante a vigência do estado de sítio ou de emergência.

Para travar a pandemia do novo coronavírus, Umaro Sissoco Embaló decretou o estado de emergência, em vigor desde o dia 27 de março.

O deputado e jurista Nelson Moreira, também comentador numa rádio de Bissau, tem entendimento contrário, salientando que o Presidente apenas propôs a criação de uma comissão que lhe dará contributos para, no momento da revisão constitucional, dar aos deputados a sua perspetiva sobre a Constituição.

“O Presidente pode, perfeitamente, criar uma comissão técnica para lhe fornecer sugestões, mas também tem consciência de que a iniciativa de revisão constitucional é dos deputados”, afirmou Nelson Moreira, da equipa de assessoria jurídica de Umaro Sissoco Embaló.

Num comunicado emitido em abril, a Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO) reconheceu Umaro Sissoco Embaló como Presidente guineense e instou as autoridades a encetarem diligências para promover a revisão constitucional dentro de seis meses, antecedida de um referendo, bem como a nomeação de um novo Governo, com base nos resultados eleitorais das legislativas de março de 2019, até 22 de maio.

A Guiné-Bissau tem vivido desde o início do ano mais um período de crise política, depois de Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente do país, apesar de decorrer no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

Na sequência da sua tomada de posse, o Presidente guineense demitiu o Governo liderado por Aristides Gomes, apesar deste manter a maioria no parlamento, e nomeou para o cargo de primeiro-ministro Nuno Nabian, líder da APU-PDGB, que formou um Governo com o Movimento para a Alternância Democrática (líder da oposição), Partido de Renovação Social e elementos do movimento de apoio ao antigo Presidente guineense, José Mário Vaz, e do antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

A CEDEAO, que tem mediado a crise política na Guiné-Bissau, reconheceu Umaro Sissoco Embaló como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais do país e pediu a formação de um novo Governo até 22 de maio com base na Constituição e nos resultados das legislativas de março de 2019.

Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), não aceitou a derrota na segunda volta das presidenciais de dezembro e considerou que o reconhecimento da vitória do seu adversário é “o fim da tolerância zero aos golpes de Estado” por parte da CEDEAO.

A União Europeia, União Africana, ONU, Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Portugal elogiaram a decisão da organização sub-regional africana por ter resolvido o impasse que persistia no país, mas exortaram a que fossem executadas as recomendações da CEDEAO, sobretudo a de nomear um novo Governo respeitando o resultado das últimas legislativas.

O Supremo Tribunal de Justiça remeteu uma posição sobre o contencioso eleitoral para quando forem ultrapassadas as circunstâncias que determinaram o estado de emergência no país, declarado no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.ANG/Lusa



                  OMS/Coronavírus pode nunca vir a desaparecer
Bissau, 14 mai 20 (ANG) - A Organização Mundial da Saúde alerta para o facto do novo coronavírus, responsável pela Covid-19, poder tornar-se endémico e nunca vir a desaparecer totalmente. As declarações da OMS acontecem quando o número de mortos, em todo o mundo, se aproximam dos 300 mil.
O novo coronavírus pode “nunca mais desaparecer” e tornar-se numa doença com a qual a humanidade deverá aprender a conviver, advertiu, ontem, a Organização Mundial da Saúde, quando o número de vítimas mortais, em todo o mundo, se aproxima da barreira das 300 mil.
Nós temos um novo vírus que atingiu a população humana e pela primeira vez está a ser muito difícil de dizer quando é que o vamos vencer”, declarou Michael Ryan, director das questões de urgência sanitária da OMS, durante uma conferência de imprensa virtual em Genebra.
Este vírus poderá tornar-se endémico nas nossas comunidades, ele poderá nunca mais desaparecer, insistiu o responsável, lembrando que o sarampo continua presente no mundo, mesmo havendo uma vacina disponível.
Outra informação inquietante, publicada pela revista PNAS, revela que o novo coronavírus poderá ser transmitido pela própria fala. As micro gotículas geradas pela saliva podem ficar suspensas no ar, num espaço fechado, durante dez minutos, revela o estudo, sublinhando o papel das micro gotículas na Covid-19.
Os Estados Unidos, o país mais afectado pela pandemia, com um total de 84 mil mortos, acusam a China de tentar “espiar” os investigadores norte-americanos, que estão a trabalhar na luta contra o novo coronavírus.
Segundo os EUA, o sector da saúde, mas também a indústria farmacêutica e de pesquisa, estão a ser alvo de piratas informáticos chineses, estudantes e investigadores, que tentam apropriar-se de pesquisas sobre a vacina, de tratamentos e novos testes de despistagem.
Desde há várias semanas, que o Presidente Donald Trump tem estado a acusar a China de ter dissimulado a amplitude da epidemia, que surgiu no final de 2019, na cidade de Wuhan, e de ter facilitado a propagação da doença a nível mundial.
A China desmente as acusações e fala em “rumores e calúnias”.ANG/RFI




Bissau,14 Mai 20(ANG) - O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, quarta-feira que a questão da revisão constitucional levantada pelo Presidente guineense é "uma aberração" para distrair as pessoas

“Evidentemente que isto é uma grande aberração, esta questão da revisão constitucional sobre iniciativa do Presidente da República, mas também é um confronto, uma afronta às instituições da República”, afirmou Domingos Simões Pereira, numa mensagem divulgada na rede social Facebook.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, criou na segunda-feira uma comissão técnica para elaborar um projeto de revisão da Constituição, para ser adaptada aos “desafios contemporâneos” e sistema de Governo que “garanta a estabilidade” do país.

No decreto que criou a comissão, Sissoco Embaló lembrou que os atores políticos guineenses assumiram uma série de compromissos internacionais, nomeadamente no âmbito da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) para promoverem reformas “necessárias à estabilização” do país, nomeadamente a revisão da Constituição.

Num comunicado emitido em abril, a CEDEAO instou as autoridades e classe política guineense no sentido de encetarem diligências para promover a revisão constitucional dentro de seis meses, antecedida de um referendo, bem como a nomeação de um novo Primeiro-ministro e Governo, com base nos resultados eleitorais das legislativas de março de 2019, até 22 de maio.

Segundo Domingos Simões Pereira, é preciso ver aquela iniciativa, de criar a comissão para rever a Constituição, do “ângulo de Umaro Sissoco Embaló”.

“Ele tem consciência de que não ganhou eleições, ele sabe que está no Palácio da República porque os militares o colocaram lá, ele sabe que tem reconhecimento internacional, porque a CEDEAO decidiu jogar essa carta, portanto, tendo consciência que se aproxima o dia 22 de maio em que todo o mundo vai estar atento para saber se ele cumpre ou se a CEDEAO está séria em relação ao comunicado que tinha emitido, toca a distrair as pessoas”, afirmou Domingos Simões Pereira, que disputou as presidenciais com Sissoco Embaló.

Para o líder do PAIGC, vencedor das legislativas de março de 2019, o chefe de Estado guineense “vai distrair, vai lançar aquele elemento de debate” para que todos fiquem a discutir um “assunto que não existe” dentro da Constituição do país, nem nas “regras que instruem” a Guiné-Bissau.

“Que não fiquemos surpreendidos que chegados em 22 de maio surjam um ou outro Estado-membro da CEDEAO que vá dizer aos seus pares: bom é possível que ele não tenha cumprido na totalidade, mas viu-se que ele tentou encontrar alguma solução”, advertiu Domingos Simões Pereira.

Para o líder do PAIGC, é preciso começar a “tratar as coisas com a seriedade que é necessária”.

“Nós, até ao dia 22 fizemos uma trégua, aguardando que se cumpra os pressupostos da tal solução política que a CEDEAO disse ao mundo que estava à procura. Não se cumprindo isso, a partir do dia 22 de maio vamos ativar todos os direitos que nos assistem enquanto partidos políticos, enquanto atores políticos e fazer valer os direitos junto das instâncias que têm competência para o dirimir”, afirmou.

A Guiné-Bissau tem vivido desde o início do ano mais um período de crise política, depois de Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente do país, apesar de decorrer no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

Na sequência da sua tomada de posse, o Presidente guineense demitiu o Governo liderado por Aristides Gomes, apesar deste manter a maioria no parlamento, e nomeou para o cargo de primeiro-ministro Nuno Nabian, líder da APU-PDGB, que formou um Governo com o Movimento para a Alternância Democrática (líder da oposição), Partido de Renovação Social e elementos do movimento de apoio ao antigo Presidente guineense, José Mário Vaz, e do antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

A CEDEAO, que tem mediado a crise política na Guiné-Bissau, reconheceu Umaro Sissoco Embaló como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais do país e pediu a formação de um novo Governo até 22 de maio com base na Constituição e nos resultados das legislativas de março de 2019.

Domingos Simões Pereira não aceitou a derrota na segunda volta das presidenciais de dezembro e considerou que o reconhecimento da vitória do seu adversário é “o fim da tolerância zero aos golpes de Estado” por parte da CEDEAO.

A União Europeia, União Africana, ONU, Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Portugal elogiaram a decisão da organização sub-regional africana por ter resolvido o impasse que persistia no país, mas exortaram a que fossem executadas as recomendações da CEDEAO, sobretudo a de nomear um novo Governo respeitando o resultado das últimas legislativas.

O Supremo Tribunal de Justiça remeteu uma posição sobre o contencioso eleitoral para quando forem ultrapassadas as circunstâncias que determinaram o estado de emergência no país, declarado no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.ANG/Lusa



                     Ilhas Maurícias declaram-se livres de Covid-19
Bissau, 14 mai 20 (ANG) - As Ilhas Maurícias declararam-se livres da Covid-19 após a recuperação total das infecções, contabilizando quarta-feira o seu 17º dia consecutivo sem registo de novos casos, anunciou o portal noticioso Africanews.
A página oficial da Covid-19 deste  arquipélago africano indica que 322 pessoas recuperaram da doença de um total de 332 casos confirmados até agora. Desde então, 10 pessoas morreram.
No entanto, as ilhas continuam a observar, desde 20 de Março, uma situação de estado de emergência para conter a possível propagação do novo coronavírus.
Em comunicado, o ministério da Saúde e Bem-Estar informou na segunda-feira que 73.572 testes de Covid-19 foram realizados, incluindo 50.077 testes rápidos e 23.495 testes de PCR.
As autoridades acrescentam que 220 cidadãos vindos do estrangeiro ainda se encontram em quarentena.
Até ao momento, as Ilhas Maurícias são o único Estado livre da Covid-19 em África, enquanto o Lesoto era até hoje o único país africano a não ter registado qualquer caso.
A Eritreia, as Ilhas Seychelles e a Mauritânia têm um caso activo cada, de acordo com as estatísticas da Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos.ANG/Angop




                    Covid-19/ Número das infecções sobe para 836
   
Bissau,14 Mai 20(ANG) - O número de casos da covid-19 na Guiné-Bissau aumentou quarta-feira para 836, mantendo-se os três mortos, segundo os dados divulgados pelo Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES) guineense.

Segundo Dionísio Cumba, coordenador do COES, das últimas análises realizadas pelo Laboratório Nacional de Saúde Pública referente a novos casos suspeitos, 16 deram positivo, elevando o número total acumulado no país para 836.

“O número de recuperados (26) mantém-se, bem como os três óbitos”, disse.

O médico guineense afirmou também que estão a ser investigadas as causas de duas mortes registadas.

O coordenador do COES precisou que há 21 pessoas internadas, nomeadamente 18 no Hospital Nacional Simão Mendes e três no Hospital de Cumura. Das 21 pessoas internadas, duas estão em estado grave.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou na segunda-feira o estado de emergência no país até 26 de maio, e decretou o recolher obrigatório para o período entre as 20:00 e as 06:00 e o uso obrigatório de máscaras.

No âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus, as autoridades guineenses encerraram também as fronteiras, serviços não essenciais, incluindo restaures, bares e discotecas e locais de culto religioso, proibiram a circulação de transportes urbanos e interurbanos e limitaram a circulação de pessoas ao período entre as 07:00 e as 14:00 horas.

O número de mortos da covid-19 em África subiu hoje para os 2.406, com quase 70 mil infetados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (836 casos e três mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (439 casos e quatro mortos), Cabo Verde (267 casos e duas mortes), São Tomé e Príncipe (231 casos e sete mortos), Moçambique (104 casos) e Angola (45 infetados e dois mortos).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 292 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.ANG/Lusa 



                     Cinema/Actriz guineense integra Into The Night
Babetida Sadjo é Laura na primeira série belga da Netflix. Into the Nigth é uma corrida contra o tempo num mundo apocalíptico. 12 passageiros dentro de um avião, com partida de Bruxelas em direcção a Moscovo. Todos acabam reféns de um homem que garante que o sol mata.
Este é o ponto de partida para uma missão de sobrevivência sempre noite dentro. 
Seis episódios de uma intriga cativante, onde as mulheres acabam por assumir momentos decisivos. Entre elas está Babetida Sadjo. Actriz guineense, nascida em Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, que em 2018 tinha assumido um dos papéis principais do filme “And Breathe Normally”, com o seu rosto estampado no cartaz do filme islandês que venceu o prémio Sundace de melhor filme estrangeiro, na categoria de drama, na Islândia. 
Sobre a sua participação num dos mais recentes sucessos da Netflix, Babetida Sadjo mostrou-se feliz pelo papel e sublinhou o elenco eclético da série:
Ao descobrir o guião de Into the Night fiquei verdadeiramente feliz. Faz parte de um universo artístico no qual ainda não tinha participado. É uma história que nunca tinha contado: o fim do mundo e a sobrevivência (já falado de sobrevivência no And Breathe Normally mas de forma completamente diferente). Aqui é verdadeiramente intenso. Tem momentos engraçados, de emoção, imensos momentos de stress porque as pessoas precisam de sobreviver. Fiquei muito, muito muito feliz por fazer parte deste projecto. É novo, há pessoas que falam outras línguas, muitos códigos foram postos de lado. Fiquei verdadeiramente fascinada com isso,”disse.
Questionada sobre as suas memórias de Bafatá, Babetida Sadjo rapidamente lembrou a "terra vermelha, terra quente, a chuva, do vento e a comida”, mas também os momentos difíceis pelos quais passou: “lembro-me de momentos de fome”. A actriz guineense deixou o país quando tinha 12 anos de idade. ANG/RFI