terça-feira, 2 de junho de 2020



Bissau, 02 jun 20 (ANG) - A Guiné-Bissau registou mais 83 novos casos de covid-19, aumentando para 1.339 o número de infeções registadas no país desde março, disse segunda-feira o responsável do Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES).
 
No balanço diário sobre a evolução da pandemia do novo coronavírus no país, o coordenador do COES, Dionísio Cumba, disse que nas últimas 72 horas foram analisadas 304 amostras, das quais 83 deram positivo para covid-19.

"O total de casos acumulados na Guiné-Bissau é 1.339", afirmou, acrescentando que se mantém em oito o número de vítimas mortais.

Em relação aos recuperados, o número aumentou para 53.

O médico guineense disse também que há 26 pessoas internadas, nomeadamente 14 no Hospital Nacional Simão Mendes e 12 no hospital de Cumura, a cerca de 10 quilómetros de Bissau.

Por regiões, Dionísio Cumba precisou que existem 42 casos em Biombo, 22 em Cacheu, três em Bafatá e dois em Gabu, estando os restantes no Setor Autónomo de Bissau, ou seja, 94% dos casos.

Em África, há 4.228 mortos confirmados em mais de 147 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Bissau lidera em número de infeções (1.339 casos e oito mortos), seguida da Guiné Equatorial (1.306 casos e 12 mortos), São Tomé e Príncipe (479 casos e 12 mortos), Cabo Verde (457 casos e quatro mortes), Moçambique (254 casos e dois mortos) e Angola (86 infetados e quatro mortos).

O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com 27.878 mortos e mais de 465 mil contaminados, sendo o segundo do mundo em número de infeções, atrás dos Estados Unidos (1,7 milhões) e à frente da Rússia (mais de 405 mil).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 372 mil mortos e infetou mais de 6,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,5 milhões de doentes foram considerados curados.ANG/Lusa



     Covid-19/Rússia conta exportar para vários países medicamento antiviral
Bissau,02 jun 20 (ANG) - A Rússia planeia exportar para vários países do mundo um medicamento para a covid-19 apresentado este fim de semana, logo que fiquem atendidas as necessidades domésticas, disseram as autoridades russas.
Este fim-de-semana, o Ministério da Saúde russo anunciou o registo do antiviral Afivavir, que se mostrou eficaz no combate ao novo coronavírus, em diversos ensaios clínicos.
“À medida que formos respondendo à procura interna, consideramos possível exportá-lo. Já temos recebido muitos pedidos do Médio Oriente e da América Latina”, disse o presidente do Fundo Russo de Investimento Direto, Kiril Dmitriev.
De acordo com Dmitriev, em 11 de Junho, este medicamento, desenvolvido na Rússia com base num antiviral japonês, vai começar a ser enviado para os hospitais russos onde estão internados doentes com covid-19.
Os investigadores dizem que o medicamento provou ser eficaz em 90% dos casos, mas a sua administração está vedada a mulheres grávidas.
As autoridades sanitárias russas dizem que o Afivavir não estará à venda em farmácias e apenas pode ser administrado em centros hospitalares.
A Rússia registou mais 9.035 novos casos de infecção, nas últimas 24 horas, e mais 162 mortes com covid-19.
No total, o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus na Rússia é de 414.878, o que coloca o país no terceiro lugar em número de casos confirmados, depois dos EUA e do Brasil.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 370 mil mortos e infectou mais de 6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.
Mais de 2,5 milhões de doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em Fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,8 milhões, contra mais de 2,1 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 161 mil, contra mais de 178 mil).
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando sectores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.ANG/Angop




Política/Odete Semedo diz que o líder da ANP tem vários materiais a sua disposição e não deve  cair em erros

Bissau,02 Jun 20(ANG) - A segunda-vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), afirmou que o presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP), Cipriano Cassamá, tem a sua disposição várias opções  e é preciso que não se deixe cair em erros de paralaxe.

Maria Odete Costa Semedo falava segunda-feira aos jornalistas à saída do encontro de auscultação com o presidente da ANP para encontrar uma solução política que leve à formação de novo governo, de base alargada.
A iniciativa do presidente da ANP insere-se no âmbito da recomendação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que instou ao Presidente Umaro Sissoco Embaló a nomear um novo primeiro-ministro e novo governo respeitando os resultados  das eleições legislativas de 10 de março de 2019, ganhas pelos libertadores (PAIGC). 
Maria Odete Semedo lembrou que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) propôs às autoridades nacionais uma saída política e o PAIGC abraçou essa proposta, deixando cair assim, vários aspetos e prerrogativas para ver se se criam  as condições para que o país possa ter um governo de base alargada e possa caminhar para o desenvolvimento.
“Cipriano Cassama tem na sua frente  um lápis, copo e água, agora vai depender da capacidade dele observar o que tem a frente e tomar uma decisão, de contrário vai respaldar sobre a sua responsabilidade. Nessa hora é a própria maioria confortável que o PAIGC tem que poderá estar a ser posta em causa”, avisou.
Semedo disse que no encontro,  alertaram ao presidente da Assembleia Nacional Popular sobre o desafio que tem pela frente, sendo um assunto que cabia à CEDEAO  resolver, mas que acabou por passar para as suas mãos”, assinalou.
Por sua vez,  o coordenador do Movimento para Alternância Democrática (MADEM G-15), afirmou que a saída da atual situação política passa necessariamente pelo agendamento da discussão do programa do atual governo na Assembleia Nacional Popular, dado que é a casa para fazer política.
“Na audiência, deixamos claro ao presidente do Parlamento que não concordamos com a forma como ele envolveu a Comunidade Internacional (P5) na busca de solução e diálogo interno. No meu entendimento, deviam ser apenas com partidos políticos”, informou Braima Camará em declarações à imprensa.
Braima Camará disse que o presidente da ANP deve convocar apenas os guineenses para discutirem e chegar a entendimento, de forma a resolver o problema internamente, deixando assim de receber lições de moral da comunidade internacional. Contudo, disse que o líder do Parlamento guineense disse-lhes que a sua intenção era apenas informar a Comunidade Internacional sobre o processo de diálogo.
Para o vice presidente do Partido da Renovação Social(PRS), Jorge Malú, cada grupo de partidos políticos está a reivindicar uma maioria, mas advertiu que qualquer maioria neste momento não oferece confiança nem garantias de estabilidade governativa, por isso, sustenta que é preciso prosseguir com o trabalho junto das estruturas partidárias no sentido de unir as forças para uma estabilidade governativa.
“Compreendemos perfeitamente essa preocupação dos titulares dos órgãos da soberania, por isso é que estamos a ver a possibilidade de encontrar entendimento a nível das formações políticas, de forma democrática em que a maioria é determinada pelo voto e a ANP é o único espaço para demonstrar essa maioria parlamentar”, salientou Jorge Malú.
O dirigente dos renovadores assegurou que existe um governo que resultou de um acordo de incidência parlamentar de três formações políticas a quem deve ser permitido apresentar o seu instrumento de governação para ver se tem maioria ou não.
Acrescentou que esse é o pedido que fizeram ao presidente da ANP, de forma “a saber, na verdade, quem tem a verdadeira maioria parlamentar.
Cipriano Cassamá tem até ao dia 18 de Junho para apresentar ao chefe de Estado uma proposta de solução para a formação de um governo de base alargada, depois de falhada a tentativa para o efeito a 22 de Maio, por falta de consenso entre os partidos com assento parlamentar. ANG/ÂC//SG


  Caso Floyd/Trump considera “actos de terror doméstico” protestos no país
Bissau, 02 jun 20 (ANG) -  O presidente norte-americano, Donald Trump, considera "terror doméstico" as acções de manifestantes que assolaram o país após a morte do afro-americano George Floyd por um polícia, em Minneapolis. 
Uma delegacia policial foi invadida. Aqui na capital do país [Washington], o Memorial Lincoln e o Memorial da Segunda Guerra Mundial foram vandalizados. Uma das nossas igrejas mais históricas foi incendiada. Um oficial federal da Califórnia, um herói afro-americano, foi baleado e morto", disse Trump, falando na Casa Branca nesta segunda-feira.
"Estes não são actos de protesto pacíficos. São actos de terror doméstico, destruição de vidas inocentes e derramamento de sangue inocente, é uma ofensa à humanidade e um crime contra Deus", complementou, citado pela ABC News.
Previamente, o presidente americano disse que as autoridades americanas incluirão o movimento radical de esquerda Antifa na lista de organizações terroristas proibidas.
O procurador-geral dos EUA, William Barr, observou que as acções dos membros desse movimento são consideradas terrorismo.
Uma onda de protestos e tumultos está a varrer as cidades dos Estados Unidos após a morte de George Floyd por um polícia. Uma autópsia independente pedida pela família do homem assassinado descobriu que ele morreu de asfixia devido à pressão constante no pescoço e nas costas. ANG/Angop



segunda-feira, 1 de junho de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG

Covid-19/Alfaiates consideram  “negócio lucrativo” venda de máscaras de proteção

Bissau, 01 Jun 20 (ANG) – Dois alfaiates guineenses produtores de máscaras  para proteção contra Coronavirus consideraram hoje de lucrativo a produção e vendas das mesmas durante este período da pandemia.
Wilson Gomes (Nitchon)

As considerações dos dois foram feitas  hoje à ANG, tendo em conta o uso obrigatório de máscaras  decretada pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, no quadro da prevenção contra a pandemia.

Mário Wilson Gomes, proprietário da alfataria “Nitchon”,no Bairro de Cupelum disse que trabalham com  um Projecto que lhes deu um contrato para fazer 30 mil máscaras, e que para o efeito tiveram que contratar outras alfaiatarias, uma vez que não podem produzir toda a quantidade solicitada, no período acordado.

“Cada alfaiate que produzir a quantia de mil máscaras recebe de imediato o seu dinheiro e nós entregamos toda a quantia produzida no preço de 500 francos CFA cada ao projecto, que, por sua vez, as revende  no valor de 750 francos”, explicou.

Explicou  que é melhor trabalhar com os projectos uma vez que o Estado não não lhes oferece uma alternativa melhor. Disse que com os projectos conseguem mais lucros.

Wilson Gomes disse que, uma vez que já concluíram os trabalhos dos 30 mil máscaras, estão a espera de uma outra encomenda.

“As máscaras diferem da qualidade e do preço dependendo do tipo de tecido utilizado na sua feitura. As de panos custam entre 250 à 500 francos e as de tecidos custam mais caro”, disse.

Assegurou que o que ganham com a venda de máscaras dá para a sobrevivência  e disse que, as vezes oferecem mais para atrair a clientela.

Alfa Canté
Por seu turno, o dono da Alfataria “Fashion Canté”, sita na Rua Angola, em Bissau explicou que a ideia de fazer máscaras caseiras  veio de um amigo seu  estilista Ghanês.

Canté disse que foi o primeiro as produzir localmente as máscaras e que começou sem o interesse da as comercializar.

 Em declarações a ANG, Alfa Conté contou  que depois que lançar as máscaras nas redes sociais apareceram muitas criticas de que as máscaras feitas de tecidos não são apropriadas para a protecção do covid-19.

“A partir dali começou a pesquisar e descobriu que afinal a Organização Mundial de Saúde(OMS) aprovou que estas máscaras, apesar de não serem cem por cento eficazes , ajudam na protecção com 50 por cento de probabilidade de não infectar o seu próximo”, disse.

Informou que desde que iniciou os trabalhos até a data presente,  já fez cerca de 9 mil máscaras que tem oferecido  à amigos e conhecidos, e salientou que os lucros ganhos são revertidos para a compra de matéria-prima  para continuar os trabalhos.

“Tive que começar a vender as máscaras por um preço razoável, apesar de continuar a oferecer à pessoas mais carenciadas . Vendo em  preços que variam entre  250, , 500 ,1000 e 1500 francos CFA, tendo em conta a qualidade dos tecidos “,disse. ANG/MSC/ÂC//SG



Covid-19/ACOBES e o Deputado  Hussein Farat distribuem terça-feira quatro mil máscaras,  em Bissau

Bissau, 01 jun 20 (ANG) – A Associação de Consumidores, Bens e Serviços(Acobes),  em parceria com o Deputado da Nação Hussein Farat fazem na terça-feira a distribuição de 4 mil máscaras como forma de reduzir o contagio de covid-19, em
diferentes mercados da capital Bissau.

O anúncio foi feito hoje pelo Presidente da ACOBES, em entrevista exclusiva  à ANG sobre uso obrigatório das mascaras decretada pelo executivo no quadro da prevenção de covid-19 e o poder de compra dos consumidores.

Bambó Sanhá disse a medida deveria ser acompanhada de  uma campanha de sensibilização junto da população sobre a necessidade do uso das máscaras.  

Sanhá acrescenta  que qualquer medida do  executivo, para que tenha eficácia é necessário que seja  acompanhada de criação de condições mínimas para o seu cumprimento, mas, segundo disse, “isso não aconteceu”.

“Com isso, quero dizer que aquando da tomada desta medida da parte de governo, imediatamente, devia  haver disponibilidade de máscaras em grande quantidade e de qualidade nas lojas, num preço acessível, porque, nessa altura, o Povo se depara com dificuldades em termos de mobilidade e de fraca capacidade  de compra”,lamentou o Presidente da ACOBES

Bambó Sanhá recomenda as autoridades a criação de  parcerias com algumas alfaiatarias capazes de confeccionar máscaras com bons materiais para prevenção de covid-19, num preço razoável.

O preço das máscaras, segundo dois  costureiros contactados pela ANG, variam actualmente entre 250 e 1500 fcfa, cada, algumas delas sem qualidade, situação que Bambo Sanhá considera de “roubo aos consumidores”.

“O Estado de emergência decretado pelo Presidente da República para a prevenção covid-19 criou mais dificuldades à população em termos de mobilidade e piorou ainda mais a sua fraca capacidade do poder de compra”, disse Sanhá.

Sugere que as autoridades indicassem à  diferentes alfaiatarias o material que deve ser usado para a confecção de máscaras, “que irá de facto proteger a população”.

Relativamente ao aumento de casos de covid-19 no país, o Presidente da ACOBES aconselha  a população em geral sobre a necessidade de cumprir com as recomendações dadas pelos técnicos de saúde e outras organizações, e lamenta, por outro lado, a  atitude de alguns cidadãos que continuam a negar  existência da Covid-19 na Guiné-Bissau.

Indicou, para justificar a sua  opinião, a  aglomeração que se verifica em algumas  instituições públicas e privadas, e sugeriu que se faça  maior controlo das deslocação para o interior do país, por não haver recursos humanos e financeiros para combater a pandemia, caso a doença atinja todo o território nacional.

O Governo, na pessoa de seu porta-voz, Serifo Jaquité tem  lamentado a impossibilidade de adquirir máscaras para toda a população da Guiné-Bissau, estimada em cerca de dois milhões de habitantes. ANG/LPG/ÂC//SG   





Campanha de caju/Governo e actores de fileira de  caju estudam mecanismos de acesso aos 15 mil milhões de francos CFA

Bissau,01 Jun.20(ANG) – O Governo e actores da  fileira de caju reuniram-se no último fim de semana visando encontrar  mecanismos de acesso aos 15 mil milhões de francos CFA, disponibilizados recentemente pelo executivo para financiar a campanha de comercialização deste produto estratégico para economia do país.

O referido montante foi depositado nos cinco bancos comerciais do país e deve ser usado em crédito  aos comerciantes que operam na campanha de comercialização da castanha.
À saída do encontro, o ministro da Economia Victor Mandinga disse que a reunião visa a criação de um  quadro legal que permita ao Governo assumir as suas responsabilidades para  financiar a campanha de caju nos limites dos seus recursos.

“O executivo irá assegurar os fundos no sentido de aumentar a liquidez e igualmente servir de garantias em caso de força maior e como pessoa de bem junto dos bancos, de forma a facilitar a saída da castanha das mãos dos produtores”, garantiu.

Victor Mandinga informou que o Governo vai assegurar ainda que os bancos paguem e trabalhem em condições de segurança de crédito e de exportação de cajú e que ganhem os rendimentos nesta fase de crise da pandemia de Covid-19.

Por seu lado , o ministro do Comércio e Indústria, Artur Sanhá promete tolerância zero para qualquer comerciante apanhado com arroz impróprio para o consumo humano, neste período de campanha.

“Temos informações que neste momento grande quantidade de caju já se encontra estocado em diferentes armazéns e que foram adquiridos pelos comerciantes que precipitaram a campanha sem que tenham sido concedidas Alvarás e sem esperar pelo anúncio do preço indicativo”, revelou o ministro do Comércio.

Sanhá disse que ninguém tem o direito de desvirtuar o Estado das suas funções, tendo prometido tomar medidas duras contra os comerciantes que transportam arroz impróprio para o terreno.

Para o Presidente da Associação Nacional dos Exportadores e Importadores da Guiné-Bissau, Amadu Iero Jamanca, o Governo terá que tomar uma decisão política sobre o que será melhor para a sua população e para a campanha de caju.

“Falou-se do financiamento, taxas e impostos mas tudo ficou na responsabilidade do Governo.Portanto resta ao executivo avançar para o real tendo em conta que não estamos num ano normal, mas sim num período com extremas dificuldades, porque a crise da pandemia veio complicar as coisas”, explicou.

Aquele responsável sublinhou que o Governo tem que assumir as suas responsabilidades para salvar a presente campanha de caju, porque “dispõe de  condições mínimas para o efeito”, acrescentando que é imaginável a crise que o atraso da campanha já causou na economia do país.

O Presidente da Associação Nacional dos Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau, Lássana Sambu exortou, exortou, por sua vez, o Governo no sentido de, junto dos bancos, agilizar o acesso aos créditos de forma a facilitar o escoamento da castanha da mata para Bissau.

O caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e o país produz anualmente mais  de 200 mil toneladas deste produto.ANG/ÂC//SG


            RDC/Detido o suspeito do homicídio de dois peritos da ONU
Bissau, 01 jun 20 (ANG) - Um dos suspeitos do assassinato de dois peritos da ONU na República Democrática do Congo (RDC) em 2017 foi detido a poucos quilómetros de Kananga, na província de Kasai Central (centro), informaram hoje fontes militares.
"Confirmo a prisão pelos nossos serviços de Trésor Mputu Kankonde. Está nas nossas mãos e já foi interrogado", disse hoje o procurador do Ministério Público militar em Kasai Central ao portal de notícias local Actualité.
"É acusado de vários crimes, incluindo o assassinato dos peritos da ONU [Zaida Catalán e Michael Sharp]. Desde 2017 que tentámos em várias ocasiões prendê-lo, mas sempre nos escapou", acrescentou o procurador de justiça militar, Jean Blaise Bwamulundu.
Segundo a mesma fonte, a prisão de Mputu, um dos líderes da milícia Kamuina Nsapu, ocorreu na noite de 29 de Maio (sexta-feira) na cidade de Katole, a cerca de 15 quilómetros a norte da capital provincial de Kananga.
Os corpos de Sharp, um cidadão norte-americano, e de Catalán, um cidadão sueco-chileno, ambos peritos da Organização das Nações Unidas (ONU), foram encontrados a 27 de Março de 2017, duas semanas após terem sido dados como desaparecidos - juntamente com outros quatro trabalhadores congoleses --, numa altura em que estavam a investigar violações de direitos humanos naquela província.
Os dois peritos da ONU eram membros do grupo criado pelas Nações Unidas para controlar as sanções impostas pelo Conselho de Segurança, em resposta aos episódios de violência entre o exército e à milícia de Kamuina Nsapu, que se armou após o assassinato do seu líder, em Agosto de 2016, pelas forças militares da RDC.
Este conflito resultou em centenas de mortos e mais de 1,3 milhões de pessoas deslocadas na região, dando origem a uma das piores crises humanitárias do mundo.
Em maio de 2019, mais dois suspeitos de envolvimento neste assassinato, Évariste Ilunga Lumu e Tshiaba Kanowa, fugiram da prisão de Kananga, onde se encontravam detidos enquanto decorria o seu julgamento. ANG/Angop


São Tomé e Príncipe/Presidente da República reforça apelo de ajuda à comunidade internacional
Bissau, 01 jun 20 (ANG) - O presidente são-tomense reforçou o pedido de ajuda aos parceiros internacionais no combate à Covid-19, justificando que é para "não morrer muito mais gente por falta de condições técnicas, económicas e financeiras, durante e pós pandemia".

"Gostaria de agradecer à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao sistema das Nações Unidas que têm apoiado o nosso país nessa pandemia e reforçar o pedido de ajuda aos parceiros bilaterais e multilaterais para que não venham a morrer muito mais pessoas por falta de condições técnicas, económicas e financeiras, durante e pós pandemia", disse no domingo Evaristo Carvalho em mensagem a nação.
Informações divulgadas pelo ministério da Saúde indicam que o país acumulou até sábado 479 infecções e 12 óbitos, incluindo sete pacientes internados no hospital de campanha e quatro outras pessoas internadas no serviço sintomático respiratório.
O presidente são-tomense decreta esta segunda-feira a prorrogação, pela quinta vez, do estado de emergência, até 15 de Junho, justificando o facto com "o número assustador de casos positivos em crescimento diário no país e a explicação pouco convincente".
Em mensagem ao país, Evaristo Carvalho reconheceu que há já "75 dias que o país se encontra praticamente parado devido à Covid-19", defendendo, no entanto, que há uma "fragilidade organizativa" dos serviços de saúde.
O chefe de Estado são-tomense refere que há "sinais de melhoria de capacidade técnica em meios humanos, material e equipamentos", reconhecendo, contudo, a "necessidade absoluta de tempo para aferição de equipamentos e início de trabalho consistente de vigilância, avaliação, programação e testagem massiva".
Para Evaristo Carvalho, o nível actual de infecção por Covid-19 no país reclama a "urgência na determinação das situações epidemiológicas e de contágio a todos os níveis, local, distrital, regional e territorial".
Na mensagem ao país, que antecede o decreto presidencial a anunciar a prorrogação do estado de emergência, cujo último dia terminaria hoje, Evaristo Carvalho disse ter a convicção de que essa acções "resultarão em melhor conhecimento da situação sanitária do país".
O governante renovou o apelo à população para "uma melhor compreensão, adesão e respeito de cada um e de todos" pelo cumprimento das medidas de emergência impostas pelas autoridades sanitárias e de segurança pública.
"As regras de prevenção e de combate ao novo coronavírus valem para todos e sem excepção", explicou Evaristo Carvalho.
Chegou hoje a São Tomé e Príncipe uma equipa de 12 especialistas chineses no combate à Covid-19, no âmbito do acordo bilateral entre São Tomé e China e outros contratados pela OMS.
"Nós queremos mostrar a nossa solidariedade com o povo de São Tomé e Príncipe", disse o embaixador chinês Wang Wei sublinhando que a deslocação dessa equipa de médicos especialistas chineses "responde a uma solicitação das autoridades" são-tomenses.
A ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, que se deslocou ao aeroporto para receber os médicos chineses, garantiu que "a pandemia está numa fase crescente", considerando que essa missão chinesa é composta de técnicos que "mais fazem falta".
Entre os 12 médicos chineses estão especialistas em epidemiologia, infecciologistas, pneumologistas, intensivistas, enfermeiras, e técnicos de análises e diagnóstico.
"Pensamos que a partir de agora temos um quadro de técnicos nacionais e estrangeiros para formular uma nova forma de actuar face à pandemia que assola o nosso país", disse Elsa Pinto.
Em África, há 4.179 mortos confirmados em mais de 145 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Equatorial lidera em número de infecções (1.306 casos e 12 mortos), seguida da Guiné-Bissau (1.256 casos e oito mortos), Cabo Verde (435 casos e quatro mortes), São Tomé e Príncipe (479 casos e 12 mortos), Moçambique (254 casos e dois mortos) e Angola (86 infectados e quatro mortos).
O país lusófono mais afectado pela pandemia é o Brasil, com 27.878 mortos e mais de 465 mil contaminados, sendo o segundo do mundo em número de infecções, atrás dos Estados Unidos (1,7 milhões) e à frente da Rússia (mais de 405 mil). ANG/Angop




            TPI/ Laurent Gbagbo e Charles Blé Goudé "quase em liberdade"
Bissau, 01 jun 20 (ANG)- O Tribunal Penal Internacional  -TPI - anunciou recentemente, que autoriza, sob condições, o antigo Presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, a sair da Bélgica, onde se encontra em liberdade condicional, desde que foi absolvido em 2019 de acusações de crimes contra a humanidade.
Laurent Gbagbo poderá viajar para os 134 países membros de TPI e que assinaram o Estatuto do Roma, entre os quais a Costa do Marfim, mas o país deverá previamente aceitar a sua entrada no território e prevenir o TPI, segundo um porta-voz do tribunal com sede em Haia, na Holanda.
O TPI rejeitou no entanto, o pedido de liberdade plena apresentado em fevereiro pelo ex-chefe de Estado.
Depois de permanecer detido por mais de sete anos aguardando uma decisão judicial, em 2019 Laurent Gbagbo e Charles Blé Goudé, seu ex-ministro da Juventude e ex-chefe da milícia dos Jovens Patriotas da Costa do Marfim, foram considerados inocentes de crimes contra a humanidade,cometidos entre 2010 e 2011, durante a violência pós-eleitoral na Costa do Marfim, que causou mais de 3.000 mortos em cinco meses, mas a procuradora do TPI, a gambiana Fatou Bensouda interpos um recurso à sentença.
Laurent Gbabgo e Charles Blé Goudéacusados e detidos no mesmo processo, foram libertados sob condições, incluindo a obrigação de residir num estado membro do TPI disposto a acolhê-los, enquanto aguardam julgamento.
Desde então, Laurent Gbagbo vive em Bruxelas, enquanto Charles Blé Goudé permanece em Haia, ambos podem doravante recuperar os seus passaportes, viajar e mesmo estabelecer residência noutro país quase livremente, se encontrarem um país que aceite acolhê-los.
Os dois ficam ainda impedidos de se exprimir publicamente sobre o processo de recurso que continua no TPI, com novas audiências marcadas inicialmente para esta semana, mas adiadas para 10 e 12 de junho e que poderão ser de novo reportadas, devido ao confinamento provocado pela pandemia de Covid-19.
Eles deverão apresentar-se a todas as convocações dos juízes e designadamente às audiências do processo, cujo desfecho poderá durar ainda vários meses, pois após meses de hesitação a procuradora Fatou Bensouda propos aos juízes duas soluções: ou anular a absolvição e recomeçar o processo, ou os juízes pronunciarem um despacho de não pronúncia, o que equivale ao arquivamento definitivo do processo.
Os partidários de Laurent Gbagbo e do seu partido FPI - Frente Popular Ivoiriana - de que continua presidente, regozijam-se com esta "quase liberdade" e aguardam o seu regresso à Costa do Marfim.
A sua esposa Simone Gbagbo, que o TPI acusa dos mesmos crimes que Laurent Gbagbo, mas que a Costa do Marfim recusou enviar para Haia, foi acusada em 2011 em Abijã de atentado à segurança do Estado e crimes económicos, tal como o seu marido e cerca de 80 outras personalidades marfinenses e membros do governo, mas foi amnistiada a 6 de agosto de 2018 pelo Presidente Alassane Ouattara. ANG/RFI



             Líbia/Viragem na guerra civil  a favor das forças de Tripoli
Bissau, 01 jun 20 (ANG) - A guerra civil na  Líbia entre o  Governo de  União Nacional do Presidente Fayzeel-Sarraj e o Exercito Nacional Líbio do marechal Haftar regista uma  viragem  desfavorável ao último.
Há  treze meses que Haftar e as suas forças, apoiados, nomeadamente, pela Rússia tentam controlar a cidade de Tripoli. A Turquia  tornou-se um elemento crucial na mudança da situação a favor de Fayez el-Sarraj, cujo governo é reconhecido pela ONU.    
A decisão tomada em Janeiro pelo Presidente turco, Recepe Tayyip Erdogan de ajudar militarmente  o  seu homólogo líbio, Fayez el-Sarraj, foi  fundamental  na  viragem ocorrida nas últimas semanas, no conflito que põe frente a frente Sarraj e o marechal Haftar que tinha prometido conquistar o poder ao seu rival de Tripoli.
O apoio militar da Turquia ao GNA (Governo de União Nacional) contra o Exército Nacional Líbio (ENL) liderado  por khalifa Haftar contribuiu para o recuo das  forças de Haftar, na sua batalha pela conquista de Tripoli.
De acordo com os analistas, o recuo das tropas do marechal Haftar às portas  de Tripoli, é  também o fracasso dos países que o apoiam, nomeadamente a Rússia e  os  Emirados Árabes Unidos.  
Nas últimas semanas, as forças do Presidente Sarraj apoiadas por drones e por sistemas de defesa aéreos turcos ,infligiram sérios reveses as suas homólogas chefiadas  por Khalifa Haftar.
Na esteira da debandada das tropas de Haftar, estavam mercenários russos da organização paramilitar Wagner Group, tida como próxima do Presidente Vladimir Putin.
Os Estados Unidos acusam a Rússia  de tentar fazer pender a balança a seu favor, na guerra  civil líbia.
A França, por intermédio do chefe da sua diplomacia, Jean-Yves Le Drian expressou a sua preocupação sobre a internacionalização do conflito sírio, que ela qualificou de "sírianização da Líbia". ANG/RFI