sexta-feira, 23 de abril de 2021

Covid-19/Países africanos devem utilizar “o mais cedo possível” vacinas que recebem– África CDC

Bissau, 23 Abr 21 (ANG) – Os países africanos devem utilizar vacinas que recebem “o mais cedo possível”, antes do prazo expirar, insistiu quinta-feira o director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), John Nkengasong.

“Os países devem fazer todo o possível para utilizar rapidamente as vacinas disponíveis, cada vez que vacinam estão a reduzir o risco de morte da pessoa vacinada e a propagação do vírus”, sublinhou Nkengasong, em declarações na conferência de imprensa semanal da organização, a partir da sede da agência sanitária da União Africana (UA), em Adis Abeba, Etiópia.

Até 19 de Abril, África adquiriu 36,2 milhões de doses de vacinas, das quais administrou 15 milhões, números que deixam os 55 Estados-membros da UA “ainda longe” do objetivo fixado pela organização pan-africana de vacinar 30% de uma população estimada em 1,3 mil milhões de habitantes até ao final de 2021.

África espera conseguir vacinar 60% da sua população até ao final de 2022, por forma a alcançar a imunidade de grupo, mas este objectivo está a ser fortemente ameaçado pela suspensão das exportações da vacina da AztraZeneca pelo instituto indiano, Serum, reafirmada esta semana.

A Índia, com 1,35 mil milhões de habitantes, está a enfrentar a segunda onda da pandemia, tendo ultrapassado esta semana 15 milhões de infecções pelo novo coronavírus e as 180 mil mortes associadas à covid-19 desde o início da pandemia.

A Índia tem vindo a registar sucessivos novos máximos diários de infeções e mortes nos últimos dias, razão que levou o Governo indiano a interditar a exportação de vacinas pelo Serum Institute, maior fabricante mundial de imunizantes, para se concentrar nos esforços internos de vacinação.

Nkengasong lamentou a decisão anunciada por Nova Deli na segunda-feira de estender a proibição de exportações da vacina anglo-sueca, que começou por ser fixada apenas até ao final de Março, e sugeriu que a Covax – iniciativa liderada pela Organizaçao Mundial de Saúde (OMS), Gavi e CEPI e destinado à distribuição de vacinas aos países de baixos rendimentos -, está a procurar fabricantes alternativos para a produção da AstraZeneca.

O apelo para a utilização rápida das vacinas está associado à indicação do Maláui na quarta-feira, de que iria destruir mais de 16.000 doses da vacina da AstraZeneca, porque tinham atingido o prazo de validade, inicialmente fixado para 13 de Abril (seis meses) pelo instituto Serum.

O Maláui foi um dos 13 países aos quais a UA distribuiu um pacote de 925.000 doses de vacinas da AstraZeneca, doadas pela empresa africana de telecomunicações MTN.

Entretanto, como a autoridade reguladora indiana, no final de Março, prolongou o prazo de validade das vacinas para nove meses – até 13 de Julho, decisão que aguarda aprovação – a directora da OMS para África, Matshidiso Moeti, recomendou hoje noutra conferência virtual que os países com doses expiradas as “armazenem em locais seguros, até que possam receber uma recomendação sobre a sua utilização”.

“O prolongamento do prazo de validade de um produto não é novidade. Sendo um produto novo ainda não sabemos o quão estável ele permanecerá, especialmente falando nós de vacinas, porque há muitos detalhes a considerar”, afirmou Moeti.

A AztraZeneca é a principal vacina utilizada em África até agora, onde chegou principalmente através da Covax. A UA confirmou no final de Março a compra de 220 milhões de vacinas de dose única à Janssen, uma subsidiária da Johnson & Johnson Pharmaceuticals, cuja distribuição está prevista para começar no terceiro trimestre de 2021.

John Nkengasong também apelou aos países com sobras de doses, especialmente os Estados Unidos da América, a doá-las ao continente africano antes que o vírus se propague para lá das cidades, os atuais “teatros de guerra” onde se encontra, e se estenda a áreas mais remotas.

Até à data, África registou um total de 118.849 mortes desde o início da pandemia, e 4.460.119 casos de infecção, segundo os dados oficiais de hoje no continente.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.060.859 mortos no mundo, resultantes de mais de 143,8 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China. ANG/Inforpress/Lusa

quinta-feira, 22 de abril de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Política/Vice Presidente do PRS diz que Alberto Nambeia esteve em Patche Yalá em contactos com eleitorado

Bissau,22 Abr 21(ANG) – O Vice Presidente do Partido da  Renovação Social(PRS), reafirmou hoje que o líder daquela formação política Alberto Nambeia esteve sim na povoação de Patche Yalá à convite dos eleitores locais.

“O líder do PRS Alberto Nambeia, na qualidade de deputado da Nação e Presidente de uma  formação política, se receber algum convite para qualquer parte do país, pensamos que tem por obrigação de marcar a sua presença”, sustentou Orlando Mendes Viegas, em conferencia de imprensa.

O PRS reagia assim a acusação contra o seu líder, feita por três co-fundadores do partido.

Mário Pires, Ibraima Sori Djaló e José de Pina acusaram o líder daquela formação política, Alberto Nambeia e do PAIGC Domingos Simões Pereira de terem realizado  encontro secreto com alguns militares, na povoação de Patche Yalá, no sector de Bula, norte do país.

Apelaram, na voz de Mário Pires o respeito escrupuloso pelos estatutos do Partido da Renovação Social, em todas as suas formas e funcionalidades, alegadamente para se evitar reuniões fora das estruturas.

O Vice Presidente da PRS disse que se a reunião de Patche Yalá foi realizada por outras intenções, como afirmam os membros cofundadores do partido, é das suas responsabilidades, acrescentando que, o que sabem é que Alberto Nambeia esteve naquela povoação para responder ao convite dos populares locais.

Orlando Mendes Viegas afirmou que o lider do PRS, na qualidade de deputado da Nação tem por obrigação de movimentar por todos os círculos eleitorais do país para se inteirar das dificuldades com que se deparam as populações.

“Por isso, não entendemos  tantas preocupações que as pessoas têm sobre o encontro do líder do PRS com os populares da Patche Yalá”, disse Viegas, acrescentando que essa povoação faz parte da Guiné-Bissau.

Perguntado sobre as revelações dos membros cofundadores do PRS de que, na referida reunião participaram igualmente alguns militares, o Vice Presidente do PRS, questionou se existe alguém com o nome de militar.

“Pensamos que o Presidente do PRS nunca teve encontros com os militares. Os militares estão em Bissau e se Alberto Nambeia pretende ter encontros com eles vai o fazer em Bissau e não em Patche Yalá”, salientou, frisando que, os membros cofundadores do PRS deviam revelar os nomes dos referidos militares.

Questionado  se o PRS irá continuar fiel ao acordo que sustenta o Governo de Nuno Gomes Nabian, Orlando Mendes Viegas respondeu que essa matéria não é o objecto da conferencia de imprensa, adiantando contudo que, se existir qualquer iniciativa nesse sentido, o PRS, enquanto  formação política, irá torná-la pública.

Instado a dizer se existe uma negociação entre o PRS e o PAIGC para a constituição de uma nova maioria no parlamento, Orlando Mendes Viegas disse desconhecer e que os órgãos do partido igualmente não foram informados da situação.

Em relação as acusações dos membros cofundadores do PRS, sobre a falta de funcionalidade dos órgãos do partido, o Porta-Voz dos renovadores Victor Pereira disse que essa informação não passa de uma “grande mentira política”.

“A actual Direcção do PRS liderada por Alberto Nambeia, nos últimos 8 anos, nunca faltou um espaço para os militantes poderem exprimir livremente em reuniões dos órgãos”, acrescentou.ANG/ÂC//SG

ONU / Guterres ataca nacionalismo das vacinas e fala na “maior prova moral de sempre”

Bissau, 22 Abr 21 (ANG) – O secretário-geral das Nações Unidas atacou quarta-feira o nacionalismo em torno das vacinas anticovid-19, advertindo que o mundo está perante “a maior prova moral de sempre”, num discurso em que apelou ao reforço financeiro do mecanismo Covax.


Estas advertências foram transmitidas por António Guterres num discurso por videoconferência que fez para a sessão de abertura da reunião plenária da XXVII Cimeira Ibero-Americana, em Andorra, dedicada aos temas do desenvolvimento sustentável e do combate à pandemia da covid-19.

No seu discurso, parte em espanhol e parte em português, o antigo primeiro-ministro de Portugal considerou que esta cimeira “deve constituir um momento de esperança perante os enormes desafios que se colocam ao mundo” e uma reafirmação do multilateralismo e da concertação política presentes desde a fundação há 30 anos desta organização.

“A pandemia da covid-19 é a crise mais grave que enfrenta o mundo desde a II Guerra Mundial. Os seus impactos têm sido devastadores no mundo e, em particular, nos países da comunidade ibero-americana. A América Latina concentra 25% faz mortes globais por covid-19 e em 2020 sofreu uma contracção económica de 7,4% do Produto Interno Bruto (PIB)”, apontou.

Para António Guterres, os países da América Latina “correm o risco de retroceder nos avanços alcançados em décadas de recentes”, com os impactos da crise a serem especialmente penalizadores para as mulheres, crianças e outros segmentos mais vulneráveis da população.

“O lançamento de vacinas gerou esperança, deram-se passos importantes na criação do mecanismo Covax e uma lista crescente de países está a receber as vacinas através deste mecanismo. Mas preocupa-me profundamente que muitos países com baixo poder económico não tenham ainda recebido uma só dose, enquanto os mais ricos estão a caminho de vacinar toda a sua população”, declarou o antigo líder do executivo português.

O secretário-geral das Nações Unidas avisou então que, “se esta perigosa tendência de nacionalismo de vacinas e de acordos paralelos continuar, a vacinação nos países em desenvolvimento poderá levar anos”.

“Vai atrasar a recuperação mundial. A campanha mundial de vacinação [contra a covid-19] é a maior prova moral do nosso tempo”, sustentou António Guterres.

O antigo primeiro-ministro de Portugal lançou depois um apelo ao aumento do financiamento do mecanismo Covax e defendeu que “o mundo deve unir-se para produzir e distribuir suficientes vacinas para todos, o que significa pelo menos duplicar a capacidade de fabricação em todo o mundo”.

“A recuperação abre a possibilidade mais ampla de se mudar de rumo e de se construir um futuro melhor. Por isso, saúdo que esta cimeira esteja centrada na recuperação pós-covid-19 e na inovação para o desenvolvimento sustentável”, disse. ANG/Inforpress/Lusa

 

Dia da Terra/“Atividade de conservação ambiental é um acordo social”, diz Diretor Adjunto do Parque Natural de Tarrafe do Rio Cacheu

Bissau, 22 abr 21 (ANG) – O Diretor Adjunto do Parque Natural de Tarrafe do Rio Cacheu defendeu esta quinta-feira que a atividade de conservação ambiental é um acordo social, que segundo ele, se a sociedade não a aceita é difícil alcançar resultados desejados.

António da Silva falava  em exclusivo à ANG no quadro do Dia Mundial da Terra que se celebra a 22 de Abril de cada ano.

O lema escolhido este ano para a celebração do efeméride é a “Recuperação da Terra”.

Aquele responsável apelou à todas as instituições e a comunidade em geral a se juntarem no sentido de conservar a natureza “porque a conservação é transversal”.

“Estou a falar da natureza no seu todo, nas suas diferentes dimensões. É transversal à todas as atividades do homem, e nós dependemos muito da natureza, principalmente na Guiné-Bissau que conta com muitos serviços que a natureza lhe oferece. Por isso, devemos começar a pensar nas causas das mudanças climáticas”, frisou.

António da Silva afirmou que a conservação não tem fronteiras, justificando que o país está a sentir os efeitos das  mudanças provocadas noutras partes do mundo, com as poeiras, ventos e outros fenómenos que se verificaram nos últimos anos.

Acrescentou  que  a Guiné-Bissau é um país consumidor porque não emite os efeitos causadores de alterações climáticas, e que  pode se dizer que tem um ecossistema que ainda não sofreu muita transformação.     

Segundo aquele responsável, para lutar contra as alterações climáticas a sua instituição está a implementar algumas ações, nomeadamente o repovoamento florestal, que estão sendo implementados nas diferentes áreas protegidas.

Sustentou que a plantação dos mangais, bissilon, pau de sangue, entre outras espécies florestais, ajuda o país a mitigar os efeitos das alterações climáticas, com a absorção do dióxido de carbono, acrescentando que na zona de costa, onde são plantados os mangais, vai minimizar o possível impacto da subida do nível do mar que pode criar inundações.

Adiantou que existem projetos conjuntos que o IBAP tem com a União Europeia, como a GCCA (sigla inglesa) que trabalha na questão de mudanças climáticas, acrescentando  que existe outro projeto denominado “Arroz e Mangal” que trabalha na zona da costa.

“Existem zonas em que devemos recuperar as bolanhas, caso for possível, e se não , vamos restaurar o mangal, que é a essência desse projeto”, explicou da Silva.

Segundo Silva, o IBAP está a trabalhar na educação da população, através da informação e sensibilização da comunidade local, para tentar mudar a mentalidade das pessoas face à certas ações negativas que se realizam e que podem causar mais impacto negativo.   

Questionado se a sua instituição pensa em elaborar um projeto para implementação de uma disciplina da educação ambiental para o currículo escolar, António da Silva disse que existia uma perspetiva que, até foi discutida com o  IBAP, União Internacional da Conservação da Natureza (UICN) e o governo através do Ministério da Educação, no sentido de implementar a Educação Ambiental no Currículo Escolar.

À propósito , disse  que até foram produzidos alguns manuais mas que devido a constantes instabilidades do país, o processo está um bocado lento mas  em andamento.   

Disse que o trabalho de sensibilização sobre a conservação deve residir mais na esfera política porque ela tem todo o poder de decidir, mas pede também a imprensa para  continuar com a sensibilização sobre a conservação ambiental e as alterações climáticas.

“Existem escolas que implementam várias atividades da conservação e acho que as crianças são fáceis de trabalhar. Mas, o que deve ser trabalhado mais fortemente é a esfera política, porque tudo o que estamos a fazer termina com a sua decisão, por isso, devem ser trabalhadas para ficar mais sensível à esta questão”, sublinhou.

António da Silva pede  a população para reduzir o modelo de consumo que se verifica atualmente no país, porque não contribui para a conservação do ambiente, recomenda  a compra do necessário para evitar compras desnecessárias que podem levar a produção de mais lixos, sobretudo sacos de plásticos que são muito contagiosos ao solo.

O Dia Mundial da Terra  que se celebra hoje teve origem em 1970, pela ação do senador norte americano Gaylord Nelson, que conseguiu colocar a temática da preservação da Terra na agenda política.

De forma oficial, a celebração deste dia foi instituída
a 22 de Abril de 2009 através da Resolução 63/278 da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). ANG/DMG/ÂC//SG

 

                                     Transição/ Chade mergulhado na incerteza

Bissau, 22 Abr 21 (ANG) - Um dia depois de ser anunciada a morte do Presidente Idriss Déby que, segundo o exército chadiano, sucumbiu a ferimentos após ser baleado quando estava a combater contra rebeldes no norte do país no passado fim-de-semana, o Chade continua mergulhado na incerteza.

Após 30 anos com Idriss Déby no poder, os chadianos vêem agora o seu destino nas mãos de Mahamat Déby, filho do falecido Presidente, que aos 37 anos assume desde terça-feira a liderança interina do poder sustentado por um Conselho Militar de Transição formado por 15 generais durante os próximos 18 meses.

Apesar de se constatar um aparente regresso a uma actividade normal em vários pontos do país, nomeadamente com a reabertura das fronteiras, e apesar também do novo homem forte do Chade, Mahamat Déby, declarar ainda terça-feira que o exército pretende entregar o poder a um governo civil e organizar eleições livres e democráticas dentro de um ano e meio, o tom é ofensivo entre os adversários do poder instalado.

Os rebeldes da Frente para a Alternância e a Concórdia no Chade (FACT) que conduzem há uma dezena de dias uma ofensiva a partir da Líbia contra o regime de N'Djamena, rejeitaram firmemente o Conselho Militar e prometeram continuar a sua operação depois das exéquias de Idriss Déby, na sexta-feira.

Quanto aos principais partidos de oposição, eles denunciaram  o que qualificaram de "golpe de Estado institucional" e apelaram à "instauração de uma transição dirigida por civis".

A nível internacional, predomina a expectativa. Em comunicado, o chefe da diplomacia europeia Josep Borrell avisou que "a transição anunciada deve der limitada, desenrolar-se de forma pacífica, no respeito dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais e deve permitir a organização de novas eleições inclusivas".

A França que  confirmou a presença do seu Presidente no funeral de Idriss Déby dentro de dois dias, também opta pela prudência. Depois de o Eliseu lamentar  a perda de um "amigo corajoso", o chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves le Drian, apelou a uma transição militar com "duração limitadae que esta última resulte na instalação de "um governo civil e inclusivo".

Noutro aspecto, o governo francês também expressou a sua preocupação ao perder aquele que era considerado um dos seus principais apoios no combate ao jihadismo no Sahel. Em declarações públicas, a Ministra francesa da Defesa, Florence Parly, considerou que "A França perde um aliado essencial na luta contra o terrorismo no Sahel. O presidente Déby tinha, nomeadamente, tomado a decisão de mobilizar o batalhão chadiano, uma unidade de 1 200 homens, na zona das 3 fronteiras. Não duvido que possamos prosseguir este processo que tinha sido iniciado com coragem de há vários anos a esta parte."

Por seu turno, em comunicado, a Human Rights Watch considerou que "as consequências potencialmente explosivas da morte do Presidente Déby não podem ser subestimadas, tanto para o futuro do Chade como de toda a região", a ONG de defesa dos Direitos Humanos não deixando de lamentar que "os ocidentais tenham fechado os olhos durante anos perante os atropelos à liberdades fundamentais no Chade em nome da luta contra o terrorismo".ANG/RFI

 

Economia/PM quer estabelecer  com FMI programa mais “alargado e ambicioso”

Bissau,22 Abr 21(ANG) - O primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam defendeu hoje a negociação de um programa mais "alargado e ambicioso" com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que permita concretizar o Plano de Investimento Público, sobtretudo a construção de infraestruturas.

Segundo um comunicado do governo, a  posição foi transmitida durante uma reunião virtual entre o primeiro-ministro guineense e dirigentes do FMI.

Na sua intervenção, o chefe do Governo manifestou aos  responsáveis do FMI para a Guiné-Bissau a imperiosa necessidade de ser adotado um programa mais alargado e ambicioso, que permita  ao país dispor de recursos para materializar o plano emergente de investimento público, tendo em conta que é urgente resolver os problemas de falta de infraestruturas.

Nuno Gomes Nabiam abordou também a questão da reforma e modernização da administração pública do Estado.

 O documente refere que o primeiro-ministro fez saber ao FMI da prioridade do Governo de iniciar, o mais breve possível, o processo, há muito adiado, que irá permitir ao Estado poupar perto 30 mil milhões de francos cfa (cerca de 45 milhões de euros) e libertar recursos para reinvestimentos fundamentais em outras áreas.

O ministro das Finanças, João Alaje Mamadú Fadiá anunciou na ocasião  que a Guiné-Bissau pretende aceder ao Programa de Crédito Alargado do FMI em 2022.

Uma missão do FMI deverá chegar ao país ainda este mês para discutir um programa de referência .

Segundo João Fadiá, o programa de referência não disponibiliza fundos, mas exige evidências de boas práticas e estebelece metas que deverão ser cumpridas.

"Se forem cumpridas, mostra-se que é bom aluno e passa-se para fase seguinte", disse Fadia ,salientando que a visita do FMI vai ocorrer entre 28 de Abril e 18 de Maio.

O programa de referência, segundo o ministro, inclui três revisões, a última das quais em Março de 2022.

"Se tudo correr bem, em março de 2022 poderá ser feito um Programa de Crédito Alargado. E se tudo correr bem, haverá um segundo saque de facilidade do crédito rápido", ou seja, se o programa de referência for satisfatório a Guiné-Bissau terá acesso à mais 20 milhões de dólares, explicou.

Guiné-Bissau beneficiou da Facilidade de Crédito Rápido e isso permitiu ao país mobilizar 50% da sua quota, ou seja, 20 milhões de dólares (16,8 milhões de euros), que entraram nas contas em Janeiro.

"O programa de referência é mais ou menos um entrar na convivência com o FMI, o que vai permitir a outros doadores institucionais terem condições para voltar a pensar em dar apoios orçamentais à Guiné-Bissau", salientou o governante.ANG/Lusa

 

Covid-19/ Bissau sem registo de novo caso de infecção, segunda dados mais recentes da ACC

Bissau, 22 Abr 21 (ANG) -   Os dados do Alto Comissariado  para Covid-19, (ACC)divulgados, terça-feira, indicam que Bissau não registou nenhum novo caso de infecção, mas que, actualmente, sete pessoas estão internadas  e 20 se recuperaram da doença, elevando para o total acumulado de 3.190 recuperadas.

Dados do boletim  do Alto Comissariado, divulgados  terça-feira, apontam que foram realizados mais 61  testes, mas nenhum deles deu positivo, subindo o número de testados para 62.172 e não há nenhum caso activo.

O número de mortos provocados pela Covid-19, em Bissau, conforme os dados permanece  em 66 .

Dados actualizados indicam que Bissau regista um total de 3.713 infectados, sendo 451 activos, e 233 internados. ANG/LPG/ÂC//SG  

 

Covid-19/África com mais 308 mortos e 12.463 infectados nas últimas 24 horas

Bissau, 22 Abr 21 (ANG) – África registou mais 308 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, para um total de 118.849 desde o início da pandemia, e 12.463 novos casos de infecção, segundo os dados oficiais mais recentes no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infectados nos 55 Estados-membros da organização é de 4.460.119 e o de recuperados da doença nas últimas 24 horas é de 11.770, tendo o total passado hoje os quatro milhões (4.003.249) desde o início da pandemia.

A África Austral continua a ser região mais afectada, registando 1.948.128 infectados e 61.530 mortos associados ao contágio com a doença. Nesta região, a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.569.935 casos e 53.940 mortes.

O Norte de África é a segunda zona mais atingida, com 1.330.672 infetados e 38.410 vítimas mortais.

A África Oriental contabiliza 581.392 infeções e 10.610 mortos, enquanto na África Ocidental o número de infecções é de 452.309 e o de mortes ascende a 5.958. Na África Central há 147.618 casos de infecção e 2.341 óbitos.

O Egipto, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 12.866 mortes e 218.902 infectados, seguindo-se a Tunísia, com 9.993 óbitos e 291.833 casos de infecção. Marrocos regista 507.338 casos de infecção e 8.969 mortes associadas à covid-19.

Entre os países mais afectados estão também a Etiópia, com 3.474 vítimas mortais e 246.484 infecções, e a Argélia, com 3.172 mortos e 120.174 infectados.

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Moçambique regista 805 mortes e 69.437 casos, seguindo-se Angola (570 óbitos e 24.883 casos de infecção), Cabo Verde (198 mortos e 21.179 casos), Guiné Equatorial (106 óbitos e 7.505 casos), Guiné-Bissau (66 mortos e 3.713 casos) e São Tomé e Príncipe (35 mortos e 2.288 casos).

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egipto, a 14 de Fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infecção, a 28 de Fevereiro.ANG/Angop

quarta-feira, 21 de abril de 2021

    Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Política/"Regresso de Domingos Simões Pereira inquieta as pessoas”, diz Secretário Nacional de Comunicação do PAIGC

Bissau, 21 Abr 21 (ANG) – O Secretario Nacional para Comunicação do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) disse que o regresso de Domingos Simões Pereira ao pais está a inquietar e perturbar as pessoas, ao ponto deste  ser atacado de várias formas e em diversas frentes.

Muniro Conte falava em conferência de imprensa, em reação do partido sobre o  que considera de “provocações e acusações” contra o Presidente do PAICG, Domingos Simões Pereira.

Um dos líderes co-fundadores do Partido da Renovação Social, Sori Djaló referiu-se terça-feira ao líder do PAIGC em jeito de acusação, por participação em alegada reunião secreta com o líder do PRS, Alberto Nambeia e alguns militares, na povoação de Patche Yalá, Norte da Guiné-Bissau.

Sori Djaló mais não disse sobre os motivos da alegada reunião secreta entre os dois líderes e com envolvimento de militares, proibidos, por lei ,de participar em actividades político-partidárias.

Muniro Conté sustenta que  “percebe-se, sem qualquer dúvida, que o regime contava impedir Simões Pereira de regressar ao pais fazendo ameaças e acusações baseadas em fabricações e montagens, intimidações e agressões”.

"Recorreram-se de tudo, incluindo expedientes grosseiramente orquestrados, como um suposto mandato de captura internacional, como forma de impedir o seu regressar ao país, após ficar muito tempo em Portugal. Depois de falhar todas as tentativas de impedir o seu regresso ao país, agora tiveram que virar seus expedientes para calúnia, instrumentalização étnica e religiosa e falsas acusações de pretensas tentativas de desestabilização, que, se pode existir, é do conhecimento e controlo exclusivo de quem as pronuncia”, disse Conté.

Em relação a uma eventual constituição de uma nova maioria parlamentar entre o PAIGC e o PRS, Muniro Conté responde que pode ser a preocupação das pessoas em relação à essa possibilidade de uma eventual maioria entre as duas formações políticas.

“Se pode existir uma aliança
constitucional, legal e legitimo neste momento no quadro politico, é entre o PAICG e o PRS, e não um acordo de comprar deputados para formar maioria”, sustentou Muniro Conté, secretário para a Comunicação do PAIGC.ANG/MI/ÂC//SG

 

     
      Sociedade/
Acobes pede suspensão da  execução de novos impostos

Bissau 21 Abr 21 (ANG) – A Associação Nacional dos Consumidores de Bens e Serviços (Acobes) instou hoje ao Governo a suspender as cobranças de novos impostos aprovados na Assembleia Nacional Popular, no âmbito do Orçamento Geral do Estado 2021 e manter as anteriores medidas fiscais como forma de facilitar a vida das populações com medidas compensatórias.

Falando numa conferência de imprensa, em reação a  subida de preços dos produtos da primeira necessidade no mercado nacional, o Secretário-geral da Acobes disse que, em consequência da subida de preços de produtos da primeira necessidade, o pais regista perda de vidas humanas, com o agravante de fraca produção e baixo rendimento das actividades produtivas.

Bambo Sanhá frisou que a decisão governamental  é inaceitável e muito grave no tempo da pandemia de covid-19, uma vez que vai aumentar ainda mais a pobreza no seio da população já fragilizada e sem poder de compra.

Aquele responsável disse que falou-se da concessão de isenção à certas empresas sem citar o nome delas, na importação de produtos alimentares, casos do arroz e açucar, mas que a população não está a sentir a  repercussão dessas isenções nos preços dos produtos, tendo em conta o elevado preço a ser praticado no mercado, sem seguimento e nem controlo por parte das autoridades responsáveis pela política do mercado neste caso o Ministério do Comércio.

“O Estado da Guiné-Bissau não pode perder muito dinheiro nas isenções e sem que as populações tenham beneficiado dessas isenções na melhoria da sua dieta alimentar, qualidade do consumo e da saúde. Por isso, o Ministério das Finanças deve esclarecer ao povo guineense, se, de facto, existe essa isenção ou não, e em que moldes foi dada essa facilidade na importação do arroz e açucar e qual será a contrapartida para o Estado”, questionou.

Falando da qualidade dos produtos alimentares importados, Bambo Sanhá alertou ao Ministério do Comércio e Indústria, no sentido de assumir as suas responsabilidades no controlo das importações dos produtos da primeira necessidade, uma vez que muitos entram sem certificados de origem e nem de qualidade, o que faz circular no mercado nacional produtos duvidosos para o consumo humano.

Segundo ele, existem comerciantes que açambarcam os seus produtos nos armazéns para criar roturas no mercado e depois sobrefacturar estes mesmos produtos importados há muito tempo, com preços muito elevado.

O Secretário-geral da Acobes, qualificou o acto de um comportamento grave e criminosa, acrescentando, à título de exemplo, que, neste caso concreto, o óleo alimentar de 25 litros que custava 17 mil francos CFA subiu para 21 mil e uma garrafa de um litro que custava 800 francos Cfa passou para 1000fcfa, o açucar que custava 16.500 cada saco de 25 quilos passou para 22 mil francos CFA .

“No que tange aos materiais de construções, nota-se o aumento exagerado de cimento de fabrico nacional, tábuas, ferros entre outros, sem controlo das autoridades competentes”, afirmou.

Sanhá disse que a Acobes pede ao Ministério das Finanças para conceder uma isenção a fabrica de Cimento denominada Cimaf que constantemente tem aumentado o preço de faturação, sem justificação de aumento das taxas e impostos por parte da Direcção Geral das Contribuições e Impostos.

Denunciou ainda o elevado preço do gaz natural que diz que não ajuda na conservação da natureza, uma vez que a lenha e o corvão continuaram a ser extraídas  na floresta, tendo pedido ao Governo a redução dos preços deste produto de cozinha.

Afirmou que no que se refere  a energia, a situação está a agravar nas regiões de Bafatá, Gabu, Buba e outras localidades, bem como o aumento exagerado das tarifas aos consumidores sem poder de compra.

O Secretario-geral da Acobes responsabiliza aos deputados da nação por não estarem a fazer a fiscalização governativa a favor da população, e diz que os deputados são  os principais responsáveis pela situação de subida dos preços de produtos alimentares e de materiais de construções, uma vez que foram eles que aprovaram o Orçamento Geral de Estado com a introdução de novos impostos, sem se preocuparem com os mais fracos que são os mais penalizados. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Rússia/Putin avisa Ocidente que provocações à Rússia terão resposta “rápida e dura”

Bissau, 21 Abr 21 (ANG) – O Presidente russo, Vladimir Putin, avisou hoje o Ocidente sobre as consequências de qualquer provocação que possa contrariar os interesses da Rússia, afirmando que, perante tal cenário, a resposta será “assimétrica, rápida e dura”.

“Irão arrepender-se como há muito tempo não acontece”, declarou Putin no seu discurso anual sobre o Estado da Nação, num momento de crescentes tensões entre Moscovo e o Ocidente em vários dossiês.

Na intervenção, o chefe de Estado russo pediu às potências ocidentais para não cruzarem uma “linha vermelha” com a Rússia.

“Comportamo-nos em geral com moderação e de uma forma modesta, muitas vezes não respondendo nem mesmo a acções pouco amistosas ou mesmo de uma grosseria flagrante”, afirmou Putin, advertindo, porém, que “as boas intenções” do Kremlin (Presidência russa) não podem ser confundidas com “fraqueza”.

“Que ninguém tenha a ideia de cruzar uma linha vermelha com a Rússia”, reforçou.

Sem especificar quais poderão ser os limites traçados por Moscovo, Vladimir Putin frisou que os actos hostis prosseguem, acrescentando que para certos países “culpar a Rússia por tudo e por nada tornou-se uma espécie de desporto”.

Apesar destas considerações, Putin não fez durante a intervenção qualquer referência específica aos grandes diferendos que Moscovo mantém actualmente em particular com os Estados Unidos da América (EUA) e com a União Europeia (UE).

Vladimir Putin não disse, de forma explícita, uma única palavra sobre o destacamento de dezenas de milhares de tropas russas nas fronteiras da Ucrânia, sobre as acusações de espionagem e de ingerência eleitoral nos EUA ou sobre o recente escândalo envolvendo alegados agentes do serviço de inteligência militar russo (GRU) na República Checa e a recíproca expulsão de diplomatas.

Também a situação do líder da oposição russa Alexei Navalny, detido e em perigo de vida segundo fontes próximas do opositor, ficou por referir.

Tratamento contrário teve a situação na Bielorrússia, com o Presidente russo a denunciar o silêncio do Ocidente em relação ao que classificou como uma “tentativa de golpe de Estado” naquele país, poucos dias depois do Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, ter anunciado que uma tentativa de assassínio contra si e a sua família tinha sido impedida.

Em declarações feitas no sábado, Lukashenko afirmou que a tentativa “de golpe de Estado” e de “assassínio” tinha sido planeada pelos EUA.

No Ocidente “todos fingem que não está a acontecer nada”, disse Putin, um reconhecido aliado do Presidente bielorrusso, no poder desde 1994, que desde as eleições de Agosto passado enfrenta uma vaga de protestos sem precedentes no país, contestação essa que tem sido reprimida com violência pelas forças de segurança bielorrussas.

A oposição bielorrussa denuncia a eleição (que atribuiu a Lukashenko um sexto mandato) como fraudulenta e reivindica a vitória nas presidenciais.

A UE não reconhece os resultados das eleições bielorrussas de Agosto e o Conselho Europeu decidiu prorrogar até Fevereiro de 2022 as sanções aplicadas aos apoiantes do regime de Lukashenko.

“O que teria acontecido se a tentativa de golpe tivesse sido realmente concretizada? Quantas pessoas teriam sofrido?”, prosseguiu Putin, lamentando ainda a “prática de sanções ilegais por motivos políticos”.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Política/Três co-fundadores do PRS acusam Alberto Nambeia de ter reunido secretamente  com  militares em Patche Yalá

Bissau,21 Abr 21(ANG) – Très membros co-fundadores do Partido da Renovação Social(PRS), Mário Pires, Ibraima Sori Djaló e José de Pina acusaram o líder daquela formação política Alberto Nambeia e do PAIGC Domingos Simões Pereira de terem realizado  encontro secreto com alguns militares, na povoação de Patche Yalá, no sector de Bula, norte do país.

Em conferência de imprensa realizada terça-feira, Mário Pires afirmou que o referido comportamento vai contra as normas estatutárias do PRS.

“Apelamos o respeito escrupuloso pelos estatutos do Partido da Renovação Social em todas as suas formas e funcionalidades, evitando quaisquer reuniões fora das estruturas, como aconteceu com a dita reunião recentemente ocorrida na povoação de Patche Yalá e cujo impacto tem atingido gravemente a imagem e o bom nome do PRS”, disse Mário Pires.

Aquele ex. membro  fundador do PRS apelou ao actual líder do partido, Alberto Nambeia no sentido de vir ao público esclarecer o ocorrido.

Por sua vez, Ibraima Sori Djaló disse que, o líder dos renovadores Alberto Nambeia deve explicar os motivos da reunião realizada em Patche Yalá com os militares.

Acrescentou que, de certeza, os militares que tomaram parte na referida reunião não souberam do objectivo do encontro, frisando que, depois de serem informados do teor da reunião, um deles insurgiu-se contra a iniciativa tendo exortado aos dois políticos para irem concertar posições na Assembleia Nacional Popular, porque eles não querem mais problemas para o país.

Ibraima Sori Djaló acusou sem citar nomes  que as pessoas têm o vício do poder e de roubar dinheiro público, e diz que  que essa postura vai contra os princípios do líder fundador do PRS, Kumba Yalá.

“Nós é que fundamos o PRS e nós é que podemos contar a história dessa formação política. O actual líder do PRS afirmou em várias ocasiões que se deve  entregar o partido aos jovens, mas  agora está a mobilizar as pessoas para lhe apoiar no próximo congresso”, vincou.

Sory Djaló referiu-se ao líder
do PAIGC, Domingos Simões Pereira e Alberto Nambeia, dizendo que, se os dois não querem reconhecer o actual chefe de estado, Umaro Sissoco Embaló, o PRS não vai entrar em nenhum  problema.ANG/ÂC//SG

 

 

Covid-19/UE lança iniciativa de 100 me para apoiar vacinação em África

Bissau, 21 Abr 21 (ANG) -  A União Europeia (UE) lançou terça-feira uma iniciativa humanitária de 100 milhões de euros com o objectivo de "apoiar as campanhas de vacinação contra a covid-19 em África", anunciou a Comissão Europeia.

"Este financiamento adicional da UE em apoio ao lançamento
das campanhas de vacinação contra a pandemia de coronavirus em África irá ajudar a garantir que ninguém é deixado para trás, incluindo as pessoas que se encontram em cenários de crise humanitária de acesso difícil", reagiu o comissário para a Gestão das Crises, Janez Lenarcic.

O lançamento da iniciativa foi feito pelo comissário após uma visita ao Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC), em Addis Abeba, na Etiópia, que irá desempenhar um "papel de direcção" na iniciativa, e que foi identificado pela Comissão como um "parceiro" no que se refere à resposta à pandemia.

"Estou ansioso por uma cooperação ainda mais estreita com o África CDC no futuro, para reforçar a nossa prontidão e preparação eficaz para responder em conjunto aos desafios de amanhã", frisou Lenarcic.

Segundo a Comissão Europeia, a ajuda às campanhas de vacinação em África será feita em "estreita colaboração" com os países africanos e com entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) ou a Cruz Vermelha.

Os 100 milhões de euros que compõem a iniciativa irão ser alocados em duas dimensões, identificadas pelo executivo comunitário como sendo "complementares".

A primeira, financiada com 25 milhões de euros, irá ajudar os países africanos nas suas campanhas de vacinação, ao tentar preencher "lacunas logísticas críticas, incluindo equipamento", mas também ao apoiar a "construção de capacidades das autoridades de saúde nacionais e do pessoal médico".

A segunda dimensão, constituída por 65 milhões de euros, servirá para vacinar pessoas em "palcos humanitários específicos, nomeadamente em áreas de conflito e de difícil acesso", que serão identificadas e alcançadas "em estreita colaboração com vários parceiros humanitários da UE".

Sobram ainda 10 milhões de euros que, segundo a Comissão, serão alocados "a qualquer uma das dimensões consoante a necessidade".

A iniciativa hoje oficialmente lançada já tinha sido anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a reunião do G7 em fevereiro.

Na altura, Von der Leyen tinha salientado que a iniciativa serviria para "assegurar o acesso igualitário e justo de todos a vacinas seguras e eficazes".

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.031.441 mortos no mundo, resultantes de mais de 141,9 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

África registou um total de 118.133 mortos desde o início da pandemia, e 4.437.846 infectados desde o início da pandemia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.ANG/Angop

 


 

Sentença Caso Floyd/Advogado da família  diz que decisão é “viragem na História”


Bissau, 21 Abr 21 (ANG) – O advogado da família de George Floyd elogiou hoje a decisão do júri relativamente ao ex-polícia Derek Chauvin, considerado culpado do homicídio do afro-americano, e afirmou que o veredicto marca “uma viragem na História”.

“Culpado! Uma justiça obtida com muita dor foi finalmente concedida à família de George Floyd, afirmou o advogado Ben Crump, sublinhando que este veredicto é um ponto de viragem na História”.

O júri do julgamento do ex-polícia acusado de matar o afro-americano George Floyd considerou, por unanimidade, o ex-polícia Derek Chauvin culpado de todas as acusações de homicídio do afro-americano George Floyd.

Chauvin foi acusado de assassínio em segundo grau, punível com até 40 anos de prisão; homicídio em terceiro grau, com pena máxima de 25 anos, e homicídio em segundo grau, com pena de prisão de até 10 anos.

Como não tem antecedentes criminais, Chauvin só poderá ser condenado a um máximo de 12 anos e meio de prisão por cada uma das duas primeiras acusações e a quatro anos de prisão pela terceira.

Chauvin declarou-se inocente de todas as acusações.

Os 12 jurados – seis brancos, quatro afro-americanos e dois “multirraciais” – começaram a deliberar na segunda-feira após as alegações finais do Ministério Público e da Defesa, às 20:00 locais (01:00 de hoje de Bissau), tendo anunciado, seis horas e meia depois, que tinham tomado uma decisão unânime.

O anúncio de resultado do julgamento provocou um aumento da tensão nas ruas, especialmente de Minneapolis, onde estão mais de 3.000 polícias em alerta.

A morte de George Floyd, aos 46 anos, aconteceu em 25 de Maio de 2020, na sequência da sua detenção pela polícia de Minneapolis por suspeita de tentar pagar a conta do supermercado com uma nota falsa de 20 dólares (cerca de 16 euros).

A morte foi filmada em vídeo por transeuntes e divulgada nas redes sociais, sendo que o vídeo mostra Floyd a ser retirado do carro onde seguia sem resistir à polícia.

Um polícia colocou o joelho no pescoço de Floyd e pressionou-o durante quase nove minutos. No vídeo é possível ouvir-se Floyd a dizer ao polícia que não consegue respirar e a sua morte torna-se inevitável pouco depois.

Desde a morte de George Floyd, houve nos Estados Unidos pelo menos 7.750 manifestações associadas ao movimento ‘Black Lives Matter’ (As vidas dos negros interessam’) em 2.000 localidades dos 50 estados do país, segundo uma contagem da Universidade de Princeton e do Armed Conflict Location and Event Data Project, organização que pesquisa protestos em todo o mundo.

Os protestos anti-racistas aumentaram e alargaram-se, não só para o resto do mundo, mas para outras conotações. Grupos de extrema-direita foram acusados de tentarem infiltrar-se nas manifestações, juntando membros e organizando planos através das redes sociais.

Milhares de manifestantes foram para as ruas de cidades da Europa, Austrália, Coreia do Sul ou Japão para exigir o fim da brutalidade policial.ANG/Inforpress/Lusa