quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Sociedade/Presidente da República qualifica de “casos isolados” situações de raptos e espancamentos de cidadãos

Bissau,05 Dez 23(ANG) – O Presidente da República qualificou de “casos isolados”, as diversas ocorrências de raptos e espancamentos de cidadãos no país, afirmando que são “ajuste de contas” que acontecem em toda a parte do mundo.

“Estas situações, infelizmente, acontecem em todas as partes do mundo, mesmo nos Estados Unidos de America. Só aqui no país é que as pessoas as consideram de bicho de sete cabeças”, disse quarta-feira Úmaro Sissoco Embaló, em conferência de imprensa de balanço das ações levadas a cabo pela Presidência da República, em  2022.

À título de exemplo, o chefe de Estado referiu-se, ao caso de assassínio do ex. Presidente da República, João Bernardo Vieira, na sua residência, em que   os autores desse crime até hoje não são conhecidos.

“Eu pessoalmente fui alvo de atentado no dia 01 de Fevereiro de 2022 e 12 pessoas foram mortas. Se essas situações já aconteceram, o que não podemos esperar”, questiona.

Umaro Sissoco Embaló disse serem atos condenáveis que as autoridades competentes  estão a trabalhar para os diminuir no país.

“Penso que, se a pessoa sentir-se lesada deve recorrer as autoridades policiais. Os atos de violência não se resumem apenas em espancar as pessoas, também existem violências verbais que são consideradas muito mais perigosas”, disse.

O Presidente da República disse que muitas pessoas se apoderaram de armas de fogo em consequência da guerra de 7 de Junho de 1998, e admitiu que muitos jornalistas presentes na conferência de imprensa possam ter pistolas nas suas casas.

Disse que aconteceu muitas vezes nos Estados Unidos situações em que um indivíduo pega numa arma e mata colegas na Escola, acrescentando que acontecera igualmente em Portugal e noutros países.

“Aqui no país todos os atos que aconteceram foram incumbidos ao Presidente da República Nem tudo é de conhecimento do Presidente da República”, afirmou.

O última denúncia de espancamento por pessoas encapuzadas não identificadas está relacionada a um feirante do Mercado central de Bissau de nome Ussumane Baldé. ANG/ÂC//SG

Guiné-Equatorial/ Altos funcionários de segurança investigados pela justiça espanhola

Bissau, 05 Jan 23 (ANG) - A justiça espanhola está a investigar o alegado envolvimento de três altos funcionários de segurança da Guiné-Equatorial, incluindo um dos filhos do actual Presidente, no alegado rapto e tortura de opositores espanhóis.

Carmelo Ovono Obiang, filho do actual Presidente da Guiné-Equatorial e chefe dos serviços de informação estrangeiros, Nicólas Obama Nchama, ministro responsável pela segurança interna do país e Isaac Endo, director e responsável pela segurança presidencial, estão a ser investigados por um tribunal superior, com sede em Madrid, por alegadamente terem raptado e torturado dois opositores ao regime guineense.

A notícia foi avançada, esta terça-feira, pelojornal espanhol El País e confirmada pela Agência France-Presse por fonte judicial.

caso remonta a 2020, no sul do SudãoEfa Mangue, de 44 anos, e Julio Obama, de 51, dois cidadãos espanhóis de origem equato-guineense, terão sido interceptados e presos no aeroporto de Juba, e levados, num avião militar, para a Guiné-Equatorial, onde foram torturados, de forma repetida, de acordo com a mesma fonte.

Na altura, dois outros membros da oposição, que também viviam em Espanha, terão sido também raptados. São eles Ndong Ondo e Martin Ondo. Os quatro terão sido condenados a penas de prisão, que variam entre os 60 e os 90 anos, acusados de terem participado numa alegada tentativa de golpe de estado.

vice-presidente da Guiné-Equatorial, Teodorin Obiang, que é outro dos filhos do chefe de Estado, já acusou Espanha de "ingerência", após a abertura desta investigação. ANG/RFI

Caso Aristides Gomes/Presidente da República diz que já deu garantias de liberdade de circulação ao ex-primeiro-ministro

Bissau,05 Jan 23(ANG) – O Presidente da República afirmou que já deu garantias ao líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), Domingos Simões Pereira, sobre a liberdade de circulação do ex-primeiro-ministro, Aristides Gomes.

Umaro Sissoco Embaló, em declarações à imprensa na quarta-feira, no balanço das atividades levadas a cabo em 2022, disse que durante a audiência com os partidos políticos com assento parlamentar deu igualmente as garantias de liberdade ao cidadão Aristides Gomes, através do  advogado deste, Carlos Pinto Pereira.

“Se eu tivesse a intenção de prender o Aristides Gomes ia fazê-la no Aeroporto de Bissau aquando do seu regresso ao país, em Novembro do ano passado, para assistir o congresso do PAIGC”, disse.

O chefe de Estado referiu que quando as forças da ordem tentaram prender o cidadão Aristides Gomes na sala do congresso do PAIGC em Gardete, foi de imediato informado pelo Camilo Simões Pereira, dirigente do PAIGC.

“O Camilo Simões Pereira ligou-me a informar de que houve tentativa de detenção do Aristides Gomes e na altura eu estava de visita nos Emirados Árabes Unidos, e logo pedi-lhe para me dar dois minutos para contatar o ministro do Interior”, explicou.

Umaro Sissco Embaló acrescentou que foi nessa circunstância que ordenou ao ministro do Interior para, de imediato, mandar retirar as forças da ordem  das instalações onde decorria o congresso do PAIGC.

“Decorridos alguns minutos voltei a receber o telefonema de Camilo Simões Pereira a agradecer-me pelo gesto porque os elementos de segurança já teriam abandonado o local. Da minha parte disse lhe para prosseguirem com os trabalhos do congresso”, disse.

O Presidente da República sublinhou que fez um gesto de apoio à  todos os partidos que já realizaram o seu congresso, nomeadamente, a APU-PDGB, PRS, Madem G-15 e o próprio PAIGC, porque  é “Presidente de todos”.

“Porquê que vou prender o Aristides Gomes. Se ele tiver alguma situação para esclarecer à justiça tem que provar os motivos da sua notificação”, disse Umaro Sissoco Embaló. ANG/ÂC//SG

                                  Vaticano/O último adeus a Bento XVI

Bissau, 05 Jan 23 (ANG) - O Papa Francisco prestou homenagem, esta quinta-feira, 05 de Janeiro de 2023, ao seu antecessor Bento XVI, falecido  sábado aos 95 anos.

As cerimónias fúnebres do ex-pontífice alemão decorreram dentro do quadro solene na Praça de São-Pedro, na presença de 50.000 fiéis, entre eles chefes de Estado e representantes monárquicos.

A urna de Bento XVI, falecido no sábado aos 95 anos de idade, foi transportada esta quinta-feira de manhã, no âmbito das cerimónias fúnebres presididas pelo Papa Francisco, para o interior da Basílica de São Pedro. O caixão de madeira que transportava o corpo de Joseph Ratzinger, saiu da Praça de São Pedro debaixo de aplausos dos fiéis.

O Papa emérito foi enterrado na cripta onde estiveram os restos mortais de João Paulo II, até sua beatificação em 2011.

O Papa Francisco prestou homenagem, esta quinta-feira, 05 de Janeiro de 2023, ao seu antecessor Bento XVI, falecido este sábado aos 95 anos. As cerimónias fúnebres do ex-pontífice alemão decorreram dentro do quadro solene na Praça de São-Pedro, na presença de 50.000 fiéis, entre eles chefes de Estado e representantes monárquicos.

Bento (...) que a tua felicidade seja plena ao ouvir a voz [de Deus] de forma definitiva e para sempre", sublinhou o Papa Francisco durante a homília.

Rodeado por cinco cardeais, Francisco chegou em cadeira de rodas junto do simples caixão de madeira de Bento XVI. Na urna foi colocada uma cópia dos evangelhos. A cerimónia durou 1h20m e ficou marcada por cânticos e orações.

A missa, de matriz latina e celebrada em várias línguas, foi concelebrada por mais de 4.000 cardeais, bispos e padres. O carácter excepcional da cerimónia residiu precisamente na presença de um papa no funeral do seu antecessor, algo inédito na história recente da Igreja.

Ao final da cerimónia, o caixão foi transportado para dentro da majestosa Basílica de São Pedro para ser enterrado na cripta onde João Paulo II descansou até sua beatificação em 2011. ANG/RFI

     Forças Armadas/ Presidente da República promove cinco Oficiais superiores

Bissau, 05 Jan 23 (ANG) - O Presidente da República promoveu cinco Oficiais Superiores das Forças Armadas guineense nomeadamente, o Brigadeiro-General Quintino Quadé que foi promovido a Major-General e os Coronéis Mama Djaquité, Luís Amílcar Freire, Quinhin Nantote e Vasco Na N’dae que beneficiaram também de promoção à  Brigadeiros-Generais.

A informação consta na Nota Informativa produzida pelo Gabinete de Comunicação e Relações-Públicas da Presidência da República no dia 04 do corrente mês, à que ANG teve acesso hoje.

“O Brigadeiro-General Quintino Quadé é o Presidente do Tribunal Militar Superior, Coronel Mama Djaquité é Inspetor-geral do Ministério da Defesa Nacional, Coronel Luís Amílcar Freire é o Presidente do Tribunal Militar Regional de Bissau”, refere a nota .

No mesmo documento, o Gabinete de Comunicação e Relações-Públicas da Presidência da República não mencionou os cargos que desempenhavam os coronéis Quinhin Nantote e Vasco Na N’dae que igualmente beneficiaram da promoção à Brigadeiros-Generais, todos eles sob proposta do Governo, ouvido o Conselho de Chefes de Estado-maior das Forças Armadas.

“A presente decisão será ratificada sob forma de deliberação pelo Conselho Superior da Defesa Nacional na sua próxima reunião”, segundo o documento.

ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

 

CPLP/Acordo de mobilidade  não pode ser política de ‘portas abertas’ – director OIM

Bissau, 05 Jan 23 (ANG) – O director-geral da Organização Internacional para as Migrações alertou quarta-feira para a necessidade de evitar que o acordo de mobilidade da CPLP se torne numa política de ‘portas abertas’ sob pena de haver um crescimento da extrema-direita.

“O acordo não pode ser uma política de ‘portas abertas’”, afirmou António Vitorino no Seminário Diplomático, que decorre  em Lisboa, respondendo a uma questão levantada por um diplomata português em Luanda.

Segundo o responsável da Organização Internacional para as Migrações (OIM), o acordo “tem de ser aplicado com prudência” já que “uma política de ‘portas abertas’ é a receita ideal para o crescimento da extrema-direita”.

Como exemplo, António Vitorino destacou a situação na Nigéria, onde as estimativas preveem que a população residente chegue, em 2050, aos números existentes nos Estados Unidos.

“Alguém acredita que se vão criar 200 milhões de postos de trabalho na Nigéria até 2050”, questionou o diretor-geral da OIM, numa referência a potenciais tensões causadas pela pressão que o crescimento dos migrantes irá provocar no mercado de trabalho daquele país.

Para aplicar o acordo de mobilidade por completo, “é preciso garantir que as pessoas que vão para outros países têm oportunidades no mercado de trabalho”, afirmou.

Por outro lado, os migrantes que saem de países africanos para a Europa continuam a esbarrar numa barreira, disse.

“Vivemos num estado de negação: não queremos mais migrantes, mas precisamos”, referiu o diretor da OIM, lembrando que a maior parte da população em África tem menos de 18 anos, enquanto a Europa está cada vez mais envelhecida.

O Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-Membros da CPLP foi assinado em 17 de Julho de 2021, em Luanda, durante a 13.ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.

O acordo visou criar facilitar a mobilidade entre Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) através da adopção de um regime mais simples de emissão de vistos.

“O diálogo entre países de origem e países de destino é essencial” para a aplicação do acordo, defendeu António Vitorino, alertando que a pressão migratória africana vai manter-se.

O Acordo de Mobilidade da CPLP estabelece um “quadro de cooperação” entre todos os Estados-membros de uma forma “flexível e variável” e, na prática, abrange qualquer cidadão.

Aos Estados é facultado um leque de soluções que lhes permitem assumir “compromissos decorrentes da mobilidade de forma progressiva e com níveis diferenciados de integração”, tendo em conta as suas próprias especificidades internas, na sua dimensão política, social e administrativa.

A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

No passado dia 30 entrou em vigor o novo regime de entrada de imigrantes em Portugal, que prevê uma facilitação de emissão de vistos para os cidadãos da CPLP, no âmbito do Acordo sobre a Mobilidade entre Estados-membros.

Segundo o decreto, os cidadãos da CPLP podem obter um visto para procura de trabalho ou visto de residência CPLP, ficando dispensados da apresentação de seguro de viagem válido, comprovativo de meios de subsistência, cópia do título de transporte de regresso e apresentação presencial para requerer visto.

ANG/Inforpress/Lusa

 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Comunicação social/Presidente da República promete modernização dos órgãos públicos no presente ano

Bissau,04 Jan 23(ANG) – O Presidente da República promete, em parceria com o Governo, acionar mecanismos de forma a modernizar os órgãos públicos de comunicação social, no decurso de 2023.


Umaro Sissoco Embaló que falava hoje numa conferência de imprensa de balanço das atividades levadas a cabo em 2022, disse que, no presente ano, na qualidade do Presidente da República e em parceria com o Governo, vão acionar todos os mecanismos para se modernizar os órgãos de comunicação social públicos.

“Estamos a referir aos órgãos de comunicação social públicos que são nossos. Por isso temos que requalificar a TGB, Rádio Difusão Nacional, a Agência de Notícias da Guiné e o jornal Nô Pintcha, porque são órgãos que representam o Estado da Guiné-Bissau”, destacou.

Disse que visitou a televisão da há dias, e o que constatou foi uma pena- “peças obsoletas”.

“No decurso de 2023 vamos ver junto de alguns países amigos como ajudar na modernização da Rádio e Televisão bem como ver a possiblidade de construir um edifício nas instalações da TGB que irá albergar os quatro órgãos de comunicação social público nomeadamente a ANG, RDN e jornal Nô Pintcha”, sublinhou.

O Presidente da República disse que o governo deve estudar mecanismos para facilitar as atividades dos órgãos privados, salientando que, contudo, a prioridade sempre é requalificar a casa.

Afirmou que quem decide criar uma rádio ou televisão é porque dispõe de garantias das suas sustentabilidades.

Em relação ao seu desempenho em 2022, Umaro Sissco Embaló salientou que ao nível interno está-se a estudar os mecanismos para a requalificação do país, em articulação com outros órgãos da soberania.

“Existem pormenores que as pessoas não percebem. No nosso sistema governativo, o primeiro-ministro é chefe do executivo, mas trabalha sob a orientação do Presidente da República, e a Constituição determina que o Presidente da República pode presidir a reunião do Conselho de Ministros quando entender”, frisou.

O chefe de Estado disse que quando o Presidente da República e o primeiro ministro não estão em sintonia, o país entra imediatamente em bloqueio e nem conseguirão mobilizar os parceiros internacionais.

“Por isso, no meu mandato optei por uma estratégia comum, de manter sinergias com todos os órgãos da soberania”, disse.

O Presidente da República sublinhou que, em 2022, graças a sua influência, o governo se lançou na reabilitação das infraestruturas rodoviárias, tanto da capital como do interior do país, salientando que as referidas obras estão a ser financiadas pelo Tesouro Público.

“No decurso de 2023 vamos construir um hospital de referência em Bissau, com o financiamento dos Emirados Árabe Unidos, e já estamos a procura do espaço, e pode ser na antiga instalação do Hospital “3 de Agosto”, prometeu.

Umaro Sissoco Embaló disse que, com apoio da Argélia, será construído igualmente um hospital de referência na região de Gabu, um liceu, em Bafatá, e que, para o efeito, técnicos argelinos já estiveram no país para levantamento das necessidades das obras.

O chefe de Estado adiantou que serão ainda realizados no decurso deste ano os projetos de requalificação da Escola de Formação de professores de Bolama, Sul do país e do hospital regional de Canchungo, Norte, entre outras infraestruturas. 

ANG/ÂC//SG

 

 

 

 Gâmbia/ Três pessoas indiciadas no caso da alegada tentativa de golpe de Estado

Bissau, 04 Jan 23 (ANG) - Dois civis e um polícia foram indiciados na Gâmbia no caso da alegada tentativa de golpe de Estado, que teve lugar na noite de 20 para 21 de Dezembro, no país.

Uma comissão de inquérito, criada para investigar o caso, deverá apresentar um relatório no final deste mês.


Dois civis, Mustapha Jabbi Saikuba Jabbi e o inspetor da polícia, Fakebba Jawara, foram detidos, no passado dia 30 de Dezembro, e acusados de traição e conspiração, por envolvimento na alegada tentativa de golpe de Estado, perpetrada neste país africano com o objectivo de derrubar o governo de Adama Barrow.

As autoridades do país mais pequeno da África continental, citadas pela Agência France-Presse, afirmaram que os conspiradores planeavam "prender altos funcionários do governo e usá-los como reféns para impedir qualquer intervenção estrangeira".

Entretanto, pelo menos sete soldados já foram presos por terem ligações ao caso.

Momodou Sabally, antigo ministro durante o regime ditatorial de Yahya Jammeh, e actualmente um dos líderes do principal partido da oposição, o Partido Democrático Unido, foi outra das pessoas presas, no âmbito deste caso. O antigo governante publicou um vídeo onde sugeria que o actual chefe de Estado, reeleito há um ano, seria derrubado antes das próximas eleições locais. Apesar deste episódio, acabou por ser libertado na semana passada.

A alegada tentativa de golpe de Estado está a ser investigada por uma comissão, criada especialmente para o efeito, e constituída por cerca de uma dezena de membros, ligados a vários quadrantes da sociedade. As conclusões deverão ser apresentadas no final do mês de Janeiro.

Nos últimos dois anos, os golpes de Estado têm sido uma constante em África. Em Setembro de 2021, na Guiné-Conacri, os militares derrubaram, sem recorrer a violência, Alpha Condé, que estava no poder há dez anos. Os militares tomaram as ruas de Conacri, com recurso a armas e o chefe das forças especiais, o coronel Mamady Doumbouya, anunciou ter destituído o Presidente.

Em maio deste ano, o coronel Mamady Doumbouya, que lidera a junta militar que governa actualmente o país, disse que o período de transição para a democracia seria de 39 meses, indo, deste modo, contra as indicações da CEDEAO que pedia eleições o mais rápido possível para restabelecer a democracia no país.

Mali também foi alvo de um golpe de Estado em 2021 e o Burkina Faso de um duplo golpe, em Janeiro e Setembro deste ano.

A 01 de Fevereiro deste ano, a Guiné-Bissau também foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado e houve a detenção de vários suspeitos.

ANG/RFI

 

 

 CPLP/São Tomé e Príncipe recebe próxima cimeira e presidência da organização

Bissau, 04 Jan 23(ANG) – São Tomé e Príncipe vai acolher a próxima cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), assumindo então a futura presidência da organização, disse à Lusa o secretário-executivo da comunidade lusófona, Zacarias da Costa.


“A cimeira vai ser em São Tomé, o Governo de São Tomé irá formalizar essa decisão, essa vontade, nos próximos dias”, afirmou Zacarias da Costa, recordando que o primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, teve um encontro em Luanda com o chefe de Estado de Angola, João Lourenço, também presidente em exercício da CPLP, assim como com o presidente do Conselho de Ministros em exercício da organização, o ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António, a 23 de dezembro de 2022.

Nesse encontro, segundo Zacarias da Costa, foi discutida a questão da cimeira da CPLP.

O secretário-executivo da CPLP, que se encontra em Brasília, onde assistiu, no domingo, à posse de Lula da Silva como Presidente do Brasil, adiantou que a confirmação da realização da próxima cimeira em São Tomé lhe foi comunicada, na capital brasileira, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros são-tomense, Alberto Pereira.

Zacarias da Costa adiantou que se reuniu com aquele responsável político para debater “os objetivos e a preparação” da cimeira, que começará nos próximos dias.

“Iremos começar a partir já dos próximos dias até à cimeira, por forma a garantirmos que ela aconteça, como normalmente, em julho, e que marcará o início da presidência são-tomense” da organização, salientou.

Questionado sobre temas da cimeira, o secretário-executivo não adiantou mais detalhes, argumentando que vai começar agora a sua preparação.

“O mais importante é o compromisso do Governo de São Tomé, que assumiu a vontade de assumir a presidência da CPLP para o biénio 2023-2025”, frisou.

A realização da cimeira deste ano tinha ficado por decidir na conferência de chefes de Estado e de Governo de Julho de 2021, em Luanda, quando o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou que São Tomé e Príncipe atravessava naquele momento um período eleitoral (eleições presidenciais), e argumentou que os Estados-membros deveriam aguardar o final desse processo para determinar que país acolheria a cimeira de 2023 e a consequente presidência da CPLP. A Guiné-Bissau também manifestou disponibilidade para receber a cimeira.

Aproveitando a presença de vários chefes de Estado e de Governo lusófonos em Brasília, para a posse de Lula da Silva, Zacarias da Costa teve encontros com os presidentes de Portugal, de Angola, João Lourenço, e de Timor-Leste, José Ramos Horta.

O secretário-executivo da CPLP disse ter tido “uma longa conversa” com o Presidente de Angola e com o ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António.

“Nós encontramo-nos regularmente onde quer que seja possível, para obviamente acompanhar os trabalhos da presidência e garantir que os objetivos traçados nos dois anos da presidência angolana sejam cumpridos”, referiu.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-Membros da CPLP.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 Direitos Humanos / PAIGC condena alegada agressão e espancamento ao cidadão Ussumane Baldé

Bissau ,04 Jan 23 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC)condenou esta terça-feira  a alegada agressão e espancamento do Cidadão Ussumane Baldé um dos feirantes do Mercado Central , e manifesta a sua solidariedade para com a vítima.


De acordo com o comunicado dos libertadores, à que a ANG teve acesso,  a vitima terá contestado, dias antes ,o fato de o Presidente da República ,Umaro Sissoco Embaló ter inaugurado esta infra-estrutura perante a indefinição ou mesmo exclusão dos seus antigos ocupantes , no passado  30 de Dezembro.

O comunicado indica que Ussumane Baldé terá sido  raptado por homens armados e encapusados, ato que o PAIGC classifica de “mais uma ocorrência de violação dos direitos humanos a somar à outras tantas”.

O  segundo o comunicado do PAIGC, Baldé se  encontra em estado grave ”correndo sérios riscos de vida”.

O partido responsabiliza os alegados agressores pela vida de Ussumane Baldé , e alega que o cidadão estava em pleno gozo e exercício dos seus direitos ,consagrados na Constirtuição e nas leis da República.

“Repudia mais uma tentativa do atual Regime de Umaro Sissoco Embaló de amordaçar os Direitos e as Liberdades Fundamentais ,recorrendo à métodos violentos e retrógrados ,típicos de um Estado de Ditadura e do Totalitarismo”, refere o PAIGC em comunicado.

O maior partido da oposição  convida as “franjas democráticas” ,aos militantes e simpatizantes do PAIGC a se unirem na luta contra o que diz ser “ tentativa de implantação da ditadura e tirania na Guiné-Bissau”. E apela   aos cidadãos a se recensearem enquanto pré-condição para,juntos ,provocarem a derrocada deste regime que considera de “Anti-Democrático”.

ANG/MSC//SG

 Aviação/TAP é 6.ª companhia aérea mais segura do mundo – Airlineratings.com

Bissau,  04 Jan 23 (ANG) – A TAP é a sexta companhia aérea mais segura do mundo, num ‘ranking’ encabeçado pela Quantas, de acordo com dados hoje publicados pela Airlineratings.com, que monitoriza o desempenho das transportadoras nesta área.


Num artigo hoje publicado no seu ‘site’, a organização, que atribui ‘ratings’ às companhias aéreas, revelou que, para este ano, o seu top 20 inclui a TAP em sexto lugar.

O ‘ranking’ é liderado pela Qantas, Air New Zealand e Etihad Airways, seguidas da Qatar Airways, Singapore Airlines, TAP Air Portugal, Emirates, Alaska Airlines, EVA Air, Virgin Australia/Atlantic, Cathay Pacific Airways, Hawaiian Airlines, SAS, United Airlines, Lufthansa/Swiss Group, Finnair, British Airways, KLM, American Airlines e Delta Air Lines, destacou.

Segundo o diretor da Airlineratings.com, Geoffrey Thomas, citado no mesmo artigo “estas companhias aéreas destacam-se na indústria e estão na linha da frente em segurança, inovação e no lançamento de novos aviões”.

Segundo o mesmo responsável para elaborar este ‘ranking’ são analisados “acidentes ao longo de cinco anos, incidentes graves ao longo de dois anos”, bem como auditorias das entidades que lideram o setor e de associações.

São ainda analisadas a idade da frota, análises de peritos sobre a formação dos pilotos e protocolos covid-19 na sua atividade.

“No entanto, todas as companhias aéreas têm incidentes todos os dias, e muitos são por questões de fabrico de aeronaves ou de motores, e não problemas operacionais da companhia aérea. É a forma como a tripulação lida com estes incidentes que determina uma boa companhia aérea de uma companhia aérea insegura”, segundo Geoffrey Thomas. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 Diplomacia/Presidente de República nomeia novos embaixadores para   Argelia e Portugal

Bissau, 04 Jan 23 (ANG)- O Presidente da República nomeou novos Embaixaores Extraordinários e Plenipotenciários da República da Guiné-Bissau nas Repúblicas Portuguesa e Argelina Democrática e Popular.


A informação consta nos Decretos Presidenciais N.º 01 / 2023, Nº 02/2023, N.º 03 / 2023 e  N.º 04/ 2023   à que a ANG teve acesso hoje, tornados públicos terça-feira(03).

.“Mamadu Aliu Jalo é o novo Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República da Guiné-Bissau na República Argelina Democrática e Popular”, refere o Decreto Presidencial Nº 02/2023.

No Decreto Presidencial N.º 04/ 2023 consta que, Augusto Artur António da Silva é o novo Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República da Guiné-Bissau na República Portuguesa. 

Em consequencia dessas nomeações foram exonerados, Pedro Maria Mendes Costa  do cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República da Guiné-Bissau na República Argelina Democrática e Popular, para o qual havia sido nomeado por Decreto Presidencial N.º 12/ 2017, de 21 de Junho.  

E Hélder Jorge Vaz Gomes Lopes foi exonerado do cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República da Guiné-Bissau na República Portuguesa, para o qual havia sido nomeado por Decreto Presidencial N.º 11/ 2016, de 2 de Dezembro.     

ANG/AALS//SG


 

                                                                

 Vaticano/África "não foi discriminada" pelo Papa Bento XVI

Bissau, 04 Jan 23 (ANG) - Milhares de pessoas prestam, na Basílica de São Pedro de Roma, uma última homenagem ao Papa emérito, Bento XVI, falecido no sábado. O velório decorre até esta quarta-feira, antes do funeral na quinta-feira presidido pelo seu sucessor, o Papa Francisco.


O cardeal cabo-verdiano Dom Arlindo Furtado recorda a atenção que o papa emérito teve em relação a África, ao longo do seu pontificado, de oito anos, que terminou em 2013, quando este abdicou do cargo.

"Ele invocou o sino dos bispos para África, pelo facto dele próprio ter assinado esse documento final do sino em África também. Ele levou isto muito a peito. África também merecia ser o lugar onde o Papa, gestor da igreja, assinasse esse documento, resultante do sino dos bispos de África", começou por referir, o cardeal, em entrevista à RFI.

Dom Arlindo Furtado considera que esta atitude é representativa "do amor e da atenção que o Papa Bento XVI deu a África".

"Para além disso, ele nomeou o Cardeal Turkson como perfeito. Isto também é um sinal positivo e não só. Parece-me que também terá nomeado o Cardeal Sahra, na altura para África também", salientou ainda.

O nosso entrevistado não tem dúvidas de que o Papa emérito era "um homem com visão e sentido da igreja", salientando que "África não foi discriminada por ele".

"Ele colocou os continentes em pé de igualdade, como membros integrantes da única igreja de Jesus Cristo, que ele ama, que ele quis, devotamente, servir como trabalhador da vinha do senhor", rematou Dom Arlindo Furtado. ANG/RFI

 

Caso Mercado Central / PUN condena “agressão violenta” contra  Ussumane Baldé

Bissau ,04 Jan 2023 (ANG) – O Partido da Unidade Nacional (PUN),condenou esta semana com maior firmeza a alegada agressão ao cidadão Ussumane Baldé  um vendedor do Mercado Central (Feira de Praça ) por “homens fardados” e não identificados.


O partido liderado por Idriça Djaló considera o ato de violento e diz que tais  práticas devem ser “definitivamente banidas” numa sociedade  democrática digna desse nome. 

De acordo com a nota à imprensa , à que a ANG teve acesso , o PUN tem vindo a alertar as autoridades nacionais sobre a ameaça que representa para a segurança individual e colectiva , a atuação de grupos não identificados que ,a coberto de anonimato e  impunidade ,têm sequestrado e espancado pessoas.

Segundo o documento,  a situação preocupa o partido uma vez que se está perante a “ausência de uma resposta firme e determinada  dos responsáveis do governo encarregues do setor da segurança”.

Acrescenta qqque esse ato abre caminho para uma “perigosa deriva de que ninguém poderá prever os contornos” .

“Convém lembrar que só o Estado detém o monopólio da violência ,utilizando-a no estrito quadro das leis em vigor na Guiné-Bissau ,pelo que todos os atos de violência anónima e injustificada exercidos por grupos de indivíduos ,são repudiados por toda a sociedade guineense. Por isso, exortamos ,uma vez mais ,as autoridades do Estado a assumirem o controle da situação”,lê-se na  nota.

O controlo da situação, segundo o comunicado do PUN, deve passar pela perseguição e punição dos autores destes atos criminosos ,para se garantir  a segurança e integridade física dos cidadãos .

O PUN  diz que  o Ministério do interior, enquanto entidade encarregue da segurança de pessoas e bens no território da Guiné-Bissau ,deve ser directamente responsabilizado .

“Cabendo-lhe a missão de prender os autores destes crimes e traduzi-los perante os tribunais ,sob a pena de assumir, politicamente, a peternidade de tais atos contra cidadãos”, acrescenta o comunicado.

Ussumane Mané terá sido espancado por criticar que o chefe de Estado inaugurou o novo mercado central sem que seja resolvida as formas de sua reocupação, que tem sido polémica. De um lado a nova gerência ,que adotou novas regras para reocupação das dependências do novo mercado, de outro, os antigo feirantes que alegam terem sido  prejudicados.  ANG/MSC//SG

 Moçambique/Comunidade internacional deve unir-se contra “progressiva africanização do terrorismo”

Bissau,  04 Jan 23(ANG) – O embaixador de Moçambique nas Nações Unidas, Pedro Comissário Afonso, defendeu em Nova Iorque que a comunidade internacional deve “unir esforços” para combater a “progressiva africanização do terrorismo”.


O diplomata, que intervinha na cerimónia que assinalou o início do mandato de dois anos de Moçambique como membro não-permanente do Conselho de Segurança (CS) da ONU, classificou essa “progressiva africanização do terrorismo” como uma “das ameaças contemporâneas à paz e segurança internacionais”.

Moçambique foi eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU para o período de 2023 e 2024 em 09 de junho.

“A ONU foi criada para ser um centro de harmonização das ações das nações na consecução de objetivos comuns, incluindo a paz e a segurança internacionais, a busca de relações amistosas entre as nações e a cooperação internacional”, frisou.

“Alcançando esses objetivos, podemos abrir caminhos, como diz a Carta [das Nações Unidas], para a promoção do progresso social e melhores padrões de vida em liberdade mais ampla. Devemos continuar a viver de acordo com esses princípios”, acrescentou.

Além de Moçambique, mais quatro países – Equador, Japão, Malta e Suíça -, iniciam hoje um mandato de dois anos como membros não-permanentes do Conselho de Segurança.

“O dia de hoje é uma data importante. Marca a assunção histórica de Moçambique do seu primeiro mandato como membro não-permanente do Conselho de Segurança”, destacou Pedro Comissário Afonso, manifestando que o seu país “assume a adesão ao CS com sentido de grande responsabilidade”.

Nessa perspetiva, Moçambique “compromete-se a dedicar totalmente a sua energia, em cooperação com outros membros deste augusto órgão para a manutenção da paz e segurança global”, vincou.

Citando a Carta das Nações Unidas, que atribui ao CS “a promessa de paz, o imperativo da busca de soluções pacíficas para os conflitos e o dever de cooperar com outras nações”, Pedro Comissário Afonso disse que esses são também “princípios sagrados inscritos na Constituição moçambicana”.

“Como membro eleito, daremos, portanto, grande importância a situações que constituam sérias ameaças à existência pacífica dos Estados no século XXI”, referiu.

De acordo com a regra da rotatividade, Moçambique vai presidir ao Conselho de Segurança das Nações Unidas durante o próximo mês de março.

O Conselho de Segurança, criado para manter a paz e a segurança internacionais em conformidade com os princípios das Nações Unidas, tem cinco membros permanentes – Estados Unidos da América, Rússia, França, Reino Unido e China – e dez membros não-permanentes.

Todos os anos, a Assembleia-Geral elege cinco de um total de dez membros não-permanentes, que nos termos de uma resolução da ONU são distribuídos da seguinte forma: cinco africanos e asiáticos, um da Europa de Leste, dois da América Latina, dois da Europa Ocidental e outros Estados.

A eleição de Moçambique ocorreu numa altura em que a insurgência armada na província de Cabo Delgado continua o principal desafio de segurança, com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência, que se prolongou pelos últimos cinco anos, levou a uma resposta militar desde julho de 2021 com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região e na vizinha província de Nampula.

O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED. ANG/Inforpress/Lusa

 

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Economia/FMI prevê que um terço da economia mundial vai estar em recessão este ano

Bissau, 03 Jan 23 (ANG) – A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou que um terço da economia mundial vai estar em recessão este ano, incluindo metade da União Europeia.


“Para a maior parte do mundo [2023] vai ser um ano difícil, mais difícil do que aquele que deixamos para trás”, já que as três grandes economias – os Estados Unidos, a União Europeia e a China – “estão a abrandar em simultâneo”, disse Kristalina Georgieva, em entrevista à CBS.

A Diretora-Geral prevê que metade dos países da União Europeia, cuja economia foi “severamente atingida” pela guerra na Ucrânia, entrarão em recessão em 2023.

Kristalina Georgieva vê, por outro lado, a economia dos EUA como mais “resiliente”, mostrando-se confiante de que o país possa ajudar a “sustentar o mundo num ano muito difícil”.

Sobre a China, a responsável refere que os efeitos da sua política ‘zero covid’ farão com que o seu crescimento económico seja “igual ou inferior” ao crescimento mundial, provocando um impacto negativo na sua economia, na da região e do mundo em geral. ANG/Inforpress/Lusa

 

       Economia/Ministro prioriza  para 2023 continuação de apoios ao setor privado

Bissau, 03 Jan 23 (ANG) - O ministro da Economia, Plano e Integração Regional disse que a prioridade da instituição que dirige em 2023 vai ser a continuidade de apoios ao  setor privado, “porque  deve ser motor da economia do país”.


José Carlos Varela Casimiro falava sexta-feira, 30 de Dezembro de 2022 em jeito de balanço das atividades levadas a cabo pela sua instituição, em 2022 numa entrevista conjunta aos  órgãos públicos de comunicação social.

"É preciso efetivamente criar condições para apoiar o setor privado, e já começamos a faze-lá gradualmente com o fundo "Nô Kumpo Terra" . É  preciso continuarmos a mobilizar recursos para este fundo, no sentido de continuar a apoiar o setor privado”, prometeu.

Varela Casimiro disse que vão continuar a criar condições para a melhoria do ambiente de negócios que diz ser  fundamental e  sem o qual não se pode conseguir investimentos.

Frisou que já avançaram com uma proposta de criação de uma Comissão de melhoria do ambiente de negócios, no quadro da iniciativa sub-regional da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA) e que deverá  permitir a remoção de todas as barreiras que impedem a realização de investimentos.

Realçou que a Zona de Livre Comércio Continental Africana(ZLECAF), é uma oportunidade importante para países africanos, mas que, primeiro, deve-se desenvolver  o comércio interno para permitir a exportação para outros países, porque, segundo Casimiro Varela, a porcentagem da Guiné-Bissau ao nível de comercio inter-africana é muito baixa.

“A criação de ZLECAF é uma iniciativa muito importante e ambiciosa da União Africana que todos devem abraçar para aproveitar e negociar melhor com outros blocos que existem ao nível mundial”, salientou José Carlos Varela.

Questionado sobre a situação da não exportação até presentemente de grande quantidade de castanha de caju, o ministro lamentou o sucedido realçando  que esse produto representa mais de 80 por cento das exportações  do país.

“O que aconteceu em 2022 é extremamente preocupante com impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB) e vai haver uma ligeira redução do PIB”, disse o ministro acrescentando  que 2021 o país cresceu em volta de 6,4 por cento mas que este ano as previsões apontam para o crescimento de apenas três por cento do PIB e o caju é o principal contribuinte do PIB.

 “A situação que o país atravessa por causa de castanha de caju, em relação a mais de mil toneladas de castanha de caju que  ainda não se conseguiu  exportar é preocupante, porque há a tendência de se misturar com a castanha de campanha de caju de 2023, o que será complicado para os compradores”, frisou o governante.

José Carlos  Varela sublinhou que é preciso, a todo momento, o governo  dilingenciar esforços para apoiar o setor pri
vado para o escoamento,o mais rápido possível, da parte do produto ainda por exportar.

“Houve vários problemas que afetaram a questão de exportação, e que têm a ver com uma empresa muito forte na logística que criou grandes problemas a nível de exportação que é a Maersh”, disse.

A par disso, o ministro apontou  a flutuação constante dos preços de caju no mercado internacional, e que diz ter afetado  toda a  tendência de exportação, o que vai ter impacto muito negativo, quer ao nível de exportação, do balanço de pagamento assim como ao nível do Tesouro Público.

“É preciso ser feito um trabalho de casa a nível de setor da caju, nomeadamente o combate às  pragas, a renovação de pomares e a diversificação das culturas”, salientou o ministro da Economia, Plano e Integração Regional.

Disse que existe um Plano Nacional de Desenvolvimento em que a aposta  será a diversificação da exportação, e que prevê a integração do setor das pescas, para aumentar o nível de exportação e produção local.

 O governante sustentou que, para além das pescas também existem frutas, legumes e outros setores que  podem ser diversificadas para que o país possa sair dessa amarra ao  setor de caju.ANG/MI/ÂC//SG