quinta-feira, 6 de abril de 2023

China/Macron e Xi pedem diálogo e rejeitam armas nucleares em mensagem conjunta

Bissau, 06 Abr 23 (ANG) - Os presidentes de França e da China, Emmanuel Macron e Xi Jinping, respectivamente, apelaram hoje à realização de negociações o "mais rápido possível" para pôr fim à guerra em curso na Ucrânia e rejeitaram o uso de armas nucleares.


Em declarações conjuntas após uma reunião bilateral no Grande Palácio do Povo, em Beijing, Macron defendeu ser necessário "retomar as discussões o mais rápido possível para construir uma paz duradoura".

Por sua vez, Xi disse que "armas nucleares não podem ser usadas" e condenou qualquer "ataque contra civis".

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de Fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

No entanto, O presidente chinês saudou hoje os laços com a França, num mundo que está a passar por "profundas mudanças históricas", durante um encontro com o homólogo francês, Emmanuel Macron.

"O mundo está a passar por profundas mudanças históricas", disse Xi, observando que as relações entre Paris e Beijing têm registado um "desenvolvimento positivo e constante".

Macron está a realizar uma visita de três dias à China, visando abordar as relações económicas bilaterais e a guerra na Ucrânia.

O presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, que França e China têm a "capacidade e a responsabilidade" de "superar as diferenças entre si" e apostar na cooperação para a paz mundial.

"Temos a capacidade e a responsabilidade de superar diferenças e obstáculos para manter uma parceria estável, mutuamente benéfica, empreendedora e dinâmica", disse Xi a Macron, durante um encontro no Grande Palácio do Povo, em Beijing, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

"Desta forma, praticaremos o verdadeiro multilateralismo, em defesa da paz, estabilidade e prosperidade mundiais", acrescentou o chefe de Estado chinês.

De acordo com o texto oficial, Xi Jinping não mencionou a guerra em curso na Ucrânia, afirmando apenas que, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (com poder de veto), China e França deveriam ser "firmes defensores de um mundo multipolar" e de "maior democracia nas relações internacionais".

"Apesar de um lapso de mais de três anos e apesar de um cenário internacional instável e em mudança, a China e a França trabalharam para manter um ímpeto de relações positivo e sólido. Confiámos na luta contra a pandemia de covid-19 e assistimos a um crescimento sólido do comércio bilateral e da cooperação nos sectores aeroespacial, aeronáutico, agrícola e alimentar", referiu.

Xi Jinping também destacou a coordenação entre os dois países em questões como as alterações climáticas, a biodiversidade e o desenvolvimento de África.

De acordo com o comunicado da diplomacia chinesa, a visita de Macron é "a primeira de um chefe de Estado europeu desde a retoma dos intercâmbios da China com o mundo" após a pandemia, e "injectará um novo impulso e uma nova vitalidade nas relações China-Europa".

O Presidente francês chegou na quarta-feira a Pequim, onde, além do encontro bilateral com Xi, manterá um encontro conjunto com o chefe de Estado chinês e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que também está no país asiático.

Macron é o segundo líder europeu a visitar a China - depois do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez na semana passada,  desde que Xi se reuniu em Moscovo com o Presidente russo, Vladimir Putin, para explicar a sua proposta de paz para a guerra na Ucrânia e mostrar a força da relação sino-russa.

Na sexta-feira, Macron vai viajar para a cidade de Cantão, no sul do país, onde irá reunir-se com estudantes chineses da Universidade Sun Yat-Sen e investidores chineses.

A imprensa local destacou que esta é a primeira vez que um Presidente francês visita a cidade, indicando que grande parte da delegação que acompanha o chefe de Estado tem interesses económicos na região, como as empresas Airbus, EDF, Alstom ou Veolia, e ambiciona fechar novos acordos comerciais.ANG/Angop

 

Ajuda humanitária/ONU pede 801 milhões de euros para Burkina Faso

Bissau, 06 Abr 23 (ANG) - A ONU apelou à comunidade internacional para angariar 877 milhões de dólares (801 milhões de euros) para enfrentar a grave crise humanitária no Burkina Faso em 2023, onde uma em cada cinco pessoas precisa de ajuda.

“A situação humanitária no Burkina Faso em 2023 é mais preocupante do que nunca. Este plano caracteriza-se por uma priorização muito rigorosa, visando 3,1 milhões de mulheres, homens e crianças com necessidades agudas e urgentes", disse Abdouraouf Gnon-Kondé, o coordenador humanitário em exercício da ONU no país, numa declaração na terça-feira.

Tal como outros países da região do Sahel, o Burkina Faso enfrenta as consequências da crise climática sob a forma de seca, inundações e outros eventos climáticos extremos, uma situação agravada pelo aumento dos preços dos alimentos e outros bens essenciais devido à guerra na Ucrânia e à crise da covid-19.

De facto, como a Save the Children advertiu no final de Janeiro, espera-se que mais de 7,5 milhões de pessoas enfrentem "fome severa" nos próximos seis meses na região do Sahel Central (Níger, Mali e Burkina Faso).

A crise é ainda agravada pela insegurança causada pelo terrorismo, uma fonte de violência e ataques no Burkina Faso desde Abril de 2015, nas mãos de grupos ligados à Al-Qaida e ao Estado Islâmico, o que levou à deslocação forçada de mais de 1,9 milhões de pessoas.

"A crise de segurança favorece uma redução contínua do acesso humanitário", advertiu a ONU.

"Os confrontos entre forças de defesa e segurança e grupos armados, as incursões de indivíduos armados e o estabelecimento de focos de tensão militares têm um impacto considerável no acesso humanitário à população", salientou a organização.

De facto, de acordo com a ONU, pelo menos 60 incidentes de segurança que afectaram directamente trabalhadores humanitários foram registados em 2022, levando não só a um aumento das deslocações, mas também ao "isolamento" de novas localidades nas regiões do Sahel, Centro-Norte, Leste, Norte e Boucle du Mouhoun.

Além disso, o país sofreu dois golpes de Estado no ano passado: um em 24 de Janeiro, liderado pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, e outro em 30 de Setembro, liderado pelo capitão Ibrahim Traoré, actual chefe de Estado.

A tomada do poder pelos militares teve lugar em ambas as ocasiões, na sequência do descontentamento entre a população e o exército por causa dos ataques terroristas. ANG/Angop

 

Coreia do Norte/Pyongyang ameaça responder a Seul e Washington com “acção ofensiva”

Bissau, 06 Abr 23(ANG) – A Coreia do Norte ameaçou hoje responder à intensificação dos exercícios militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul com uma “acção ofensiva”, informou a agência de notícias oficial do país, KCNA.


A ameaça foi feita um dia depois de os Estados Unidos terem enviado bombardeiros B-52, com capacidade nuclear, para a península coreana, para exercícios aéreos conjuntos com aviões de guerra sul-coreanos, na mais recente demonstração de força contra Pyongyang.

A tensão aumentou nas últimas semanas, com a intensificação dos exercícios militares de Washington e Seul.

A KCNA disse que os exercícios militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, tal como o destacamento de meios militares avançados norte-americanos, transformaram a península numa “enorme mina de pólvora que pode explodir a qualquer momento”.

“As provocações militares dos belicistas, liderados pelos EUA, ultrapassaram o limite da tolerância. Essa realidade aguarda uma posição e resposta mais explícitas das capacidades de defesa [da Coreia do Norte]”, disse a KCNA num comentário atribuído a um académico.

“A Coreia do Norte vai continuar a mostrar responsabilidade e confiança na missão crucial de dissuasão da guerra, através de acção ofensiva”, afirmou.

O representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Sung Kim, inicia durante o dia, em Seul, conversações com as autoridades sul-coreanas e japonesas, de forma a coordenar uma resposta à intensificação do desenvolvimento de armas norte-coreanas e ameaças de conflito nuclear.

Após encontros previstos com o ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Park Jin, e outras autoridades do país, Kim vai participar, na sexta-feira, numa reunião com os enviados nucleares sul-coreanos e japoneses, de acordo com o Governo sul-coreano.

Só em Março, Pyongyang disparou quase 20 mísseis em sete eventos distintos, incluindo um míssil balístico intercontinental, com potencial para alcançar território norte-americano, e várias armas de alcance mais curto, projectadas para realizar ataques nucleares contra alvos sul-coreanos. ANG/Inforpress/Lusa

 

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Economia/"É importante melhorar o nível de compreenssão dos riscos de branqueamento de capitais”, diz  Wilson Alves Cardoso

Bissau, 05 Abr 23 (ANG) – O Director da Agência Principal do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) defendeu que é importante melhorar o nível da compreensão dos riscos de branqueamento de capitaias e financiamento do terrorismo, a fim de fazer face às atuais  exigências de avaliação dos riscos institucionais inerentes às suas atividades.


Wilson Alves Cardoso falava em representação da Directora Nacional do BCEAO, na abertura do seminário sobre as medidas preventivas do branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo destinado às instituições financeiras bancárias.

"De mesma forma, apesar das instituições demonstrarem a boa compreensão das suas obrigações na matéria de branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo, em particular na apresentação dos relatórios trimestrais e anuais e na  declaração de operações suspeitas, ainda há necessidade de reforçar as infraestruturas de identificação e verificação das operações de transações”, salientou.

Aquele responsável acrescenta  que isso facilita a implementação efetiva das medidas de  vigilância dos clientes, incluindo a identificação do beneficiário efetivo pelas instituições financeiras.    

Disse que, esta ação de formação é importante para a implementação das recomendações saídas na última avaliação mútua do país realizada pelo Grupo de Ação Intergovermamental contra Branqueamento de Capitais na África Ocidental (GIABA).

Wilson Alves Cardoso sublinhou que a última avaliação mútua põe em evidência, a necessidade de melhoria do quadro existente no que diz respeito ao branqueamento de capitais e fianciamento do terrorismo.

Salientou que, na sequência da avaliação realizada pelo GIABA de 18 de Janeiro à 06 de Fevereiro de 2021, o país está a ser acompanhado, apesar das melhorias constatadas em relação a primeira avaliação, muito em particular no que diz respeito ao quadro jurídico legal da Lei de Branqueamento de Capitais e Financiamento de Terrorismo e a Avaliação Nacional  de Riscos.

Wilson Cardoso reiterou a continuidade do acompanhamento da Célula Nacional de Tratamento de Informação Financeira (CENTIF) em todos os domínios, e  em particular, no que se refere as recomendações saídas da última avaliação mútua, para que a próxima avaliaçao seja melhor para o país.

Informou ainda que as insuificiências constatadas no quadro jurídico da lei de Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo de 2018 foram tomadas em conta na última atualização realizada pelo BCEAO e em colaboração com CENTIFs Nacionais no início do ano em curso.

"No último Conselho de Ministros realizado no 31 de Março do ano em curso foi aprovado a alteração à lei de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, a nova lei integra todo um trabalho prévio de consultas com as CENTIFs Nacionais e outras partes interessadas, de modo a colmatar todas as insuficiências e lacunas que existiam” disse.

Por seu turno, o Presidente da Célula Nacional de Tratamento de Informação Financeira (CENTIF), Justino Sá referiu que se é verdade que o sistema financeiro e em especial os dos bancos são as principais vítimas do branqueamento de capitais, não é menos verdade que os bancos têm a obrigação de colaborar na luta contra o branqueamento de capitais.

"O CENTIF não pode trabalhar sem apoio e colaboração  dos bancos, porque são os principais colaboradores que têm na cidade de Bissau. Todos os dossiês que analisamos até aqui 99,9 por cento são oriundos de bancos”disse.

Sá defendeu que  não se pode combater o branqueamento de capitais sem que haja o envolvimento dos bancos. ANG/MI/ÂC//SG

       

   

  

Comunicação Social/ Director-geral da RDN transmite  ao Chefe Estado as dificuldades do órgão

Bissau, 05 Abr 23 (ANG) – O Diretor-geral da Rádiodifusão Nacional(RDN)  fez, na terça-feira, ao Chefe de Estado,Umaro Sissoco Embaló o estado das dificuldades por que passa  este órgão de comunicação social estatal.

Mamasaliu Sané disse que uma dessas dificuldades é a impossibilidade das emissões da RDN chegarem a Bafatá, região montanhosa situada à leste do país.

Segundo o diretor da RDN, o Presidente da República prometeu resolver  a situação antes das eleições para que a população dessa região  possa seguir as emissões do órgão ou seja acompanhar os tempos da antena de todos partidos concorrentes as legislativas de 04 de Junho próximo.

Nesse encontro, Sané disse que informou ainda  ao chefe de Estado das  dificuldades que a RDN atravessa em termos de transporte, para o Diretor-Geral, Serviço de Administração e para reportagem e diz que Umaro Sissoco prometeu doar duas viaturas à RDN antes das eleições.

Um outro assunto abordado com Umaro Sissoco Embaló, conforme Saliu Sané, se refere  a Taxa Audiovisual,uma tributação indexada as faturas de luz, criada para apoiar financeiramente o funcionamento dos órgãos públios de comunicação social.

Depois de cerca de dois anos de sua cobrança, diz Sané, até então a Agência de Notícias da Guiné, o Jornal Nô Pintcha ,a Radiodifusão e a TGB não receberam nenhum tostão proveniente dessa cobrança.

“Esse fundo  por mais pequeno que seja, pode ajudar na resolução  de alguns problemas nos órgãos”, disse o DG da RDN que acrescenta que,  em jeito de resposta a essa preocupação, o Presidente da República  prometeu falar com o ministro das Finanças sobre o assunto para que os fundos recolhidos possam chegar aos seus destinatários.

Trata-se da chamada Contribuição Audiovisual – o financiamento do serviço público dos quatro órgãos de comunicação social do Estado, e  determina no seu artigo 6º que 25 por cento das receitas recolhidas serão para a TGB, 20 por cento para a RDN , a ANG e o Nô Pintcha terão  15 por cento cada.

Os restantes 25 por cento ficarão para EAGB, para fazer face aos encargos de liquidação e iluminação pública. ANG/LPG/ÂC//SG

Desporto-futebol/Sport Bissau e Benfica abre a 17ª jornada com goleada de 5-0 sobre Bafatá e mantem a “chama”para a líderança da Guiness-Liga

Bissau, 05 Abr 23 (ANG) -  O Sport Bissau e Benfica (SBB) abriu
a 17ª jornada com uma vitória pesada sobre o Sporting Clube de Bafatá (SCB), por 5-0 e continua  firme na corrida para a líderança da prova da Guiness-Liga, com diferença provisória de 02 pontos  em relação ao líder UDIB, que ainda não realizou o seu jogo desta jornada.

Rogério Pereira, o recém contratado extremo brasileiro apontou um dos tentos dos encarnados.

No final do encontro, o técnico dos encarnados Romaldo da Silva, disse que não existe partida fácil no futebol.

“Se na verdade o jogo foi bastante fácil para nós na goleada que aplicamos sobre o Sporting Clube de Bafatá é porque trabalhamos organizadamente dentro das quatro linhas, para para fazer com que  o encontro nos favoreça”, disse Romaldo da Silva.

O actual técnico dos Leões de Leste,  Vando, pediu paciência aos adeptos da equipa, e diz que  ainda falta muitos jogos pela frente.

“Fui alvo de muitas críticas em Bafatá, e até alegaram que perdi alguns jogos no campeonato, por não levar interesse à equipa,  por não ser natural de Bafatá.Isso   não tem cabimento. Peço aos adeptos que evitem de dizer isso, e tentem se acalmar, quero vos assegurar que comigo Bafatá não vai descer de divisão”, disse o técnico.

Vando defendeu que quando assumiu  funções a equipa do Sporting de Bafatá se encontrava coxa, pelo que é preciso muito trabalho para voltar a altura de concorrer ao título..

O mister Vando diz acreditar que, os trabalhos que ele e toda a equipa técnica do clube estão  a fazer  darão frutos, e que  “é só questão de tempo”.

Apenas alguns jogos da 17ª jornada da prova da Guiness-Liga foram realizados no início desta semana, devido  a realização de cultos evangélicos no estádio Lino Correia entre 30 de Março e 02 de Abril, por um grupo de pastores evangélicos em campanha de evangelização por alguns países.

ANG/LLA/ÂC//SG        


    EUA
/Donald Trump declara-se inocente dos 34 crimes de que é acusado

Bissau, 05 Abr 23 (ANG) – O antigo presidente norte-americano foi indiciado nesta terça-feira em Nova Iorque da prática de 34 crimes que se prendem com uma série de pagamentos efectuados visando casos incómodos que ele poderia ter tentado abafar antes das eleições presidenciais de 2016.

Donald Trump declarou-se inocente, ele poderia vir a ser julgado a partir de Janeiro de 2024. Os Estados Unidos têm eleições presidenciais em Novembro do próximo ano.

O presidente norte-americano afirmou a sua frustração com a audiência, mas assumiu-se determinado.

Apesar de ter comparecido para a formalização da acusação perante o procurador Trump não apareceu algemado, como é prática corrente, e não ficou sujeito a nenhuma medida de coação. Trump afirmou nunca ter imaginado que esta situação inédita para um antigo presidente americano pudesse alguma vez acontecer.

O procurador Alvin Brag denunciou "um comportamento e delitos graves".

Em causa estão uma mulher tida como uma antiga amante que teria recebido 150 000 dólares em troca da sua discrição, uma actriz pornográfica que teria obtido 130 000 dólares para ocultar uma suposta relação extra conjugal com Trump.

Um porteiro do célebre prédio Trump Tower teria recebido 30 000 dólares para manter o silêncio sobre um suposto filho escondido de Donald Trump.

Trump voltou, ainda nesta terça-feira à Flórida, acusando o procurador de ser ele o criminoso. ANG/RFI

China/Macron diz que China tem um “papel importante” a assumir para a paz na Ucrânia

Bissau, 05 Abr 23(ANG) – O Presidente francês afirmou hoje em Pequim que os chineses têm um papel importante a assumir para a paz na Ucrânia pela sua relação estreita com a Rússia.

“A China, dentro da sua estreita relação com a Rússia, reafirmada nos últimos dias, pode desempenhar um papel importante” na resolução da guerra, declarou Emmanuel Macron durante um discurso à comunidade de franceses residentes na China.

O Presidente francês sublinhou ainda a oposição da China em relação à utilização de armas nucleares e a defesa dos valores das Nações Unidas pelo país.

“A China mostrou o seu compromisso com a Carta das Nações Unidas, com a integridade territorial e a soberania das Nações”, acrescentou o Presidente francês.

O líder francês também destacou a proposta de paz apresentada pela China para o conflito na Ucrânia e deixou claro que, embora não a tenha aceitado na sua totalidade, “pelo menos mostra vontade de se comprometer em busca de uma resolução”.

Por isso, considerou essencial o diálogo com a China e defendeu que a União Europeia não pode “deixar a exclusividade” da comunicação com outros países, como a Rússia.

Macron pediu que não se reedite uma “lógica de blocos”, face às “vozes que se levantam” preocupadas com o futuro das relações entre o Ocidente e a China.

O líder francês também quis recordar os três anos “particularmente difíceis” de pandemia da covid-19 que os residentes da China tiveram de viver, mas mostrou-se “feliz” por regressar ao país após a última viagem em novembro de 2019.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, chegou hoje a Pequim para uma visita de Estado de três dias à China, na sua primeira viagem ao país desde 2019.

O chefe de Estado francês terá um intenso dia de conversações na quinta-feira com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, e uma viagem a Cantão, no sul da China, na sexta-feira.

Macron vai abordar com Xi Jinping a guerra na Ucrânia e as relações económicas bilaterais, além da cooperação em outras áreas.

Em território chinês, Macron estará também acompanhado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Os dois representantes europeus terão agendas próprias, mas irão ter uma reunião comum, prevista para quinta-feira, com o Presidente chinês.

Ursula von der Leyen tem prevista outra reunião com Xi Jinping, mas desta vez sozinha. ANG/Inforpress/Lusa

    Irão/Vinte mulheres hospitalizadas depois de envenenamento em escola

 Bissau, 05 Abr 23 (ANG) – Um envenenamento num instituto para mulheres no Irão levou hoje à hospitalização de 20 estudantes, neste que é o segundo caso de envenenamento desde o recomeço do ano letivo na segunda-feira, divulgaram os meios de comunicação estatais iranianos.

O segundo envenenamento desde que o ano letivo recomeçou aconteceu no instituto da cidade de Tabriz, no noroeste do país, onde as alunas mostraram sinais de dificuldade respiratória, segundo noticiaram os meios de comunicação estatais.

A agência oficial de notícias do país, IRNA, divulgou que as vítimas receberam o tratamento necessário e que já tiveram alta hospitalar.

Este é o segundo caso de envenenamento depois das interrupções para a celebração do feriado de Ano Novo persa, segundo deu nota o jornal Etemad.

O primeiro caso ocorreu numa escola secundária na cidade de Naqdeh-ye, no Curdistão, onde os alunos descreveram sintomas como tonturas, náuseas e dor de cabeça.

O acontecimento chegou a ser noticiado por jornais reformistas como o jornal Shargh, mas todas as notícias que faziam referência ao ocorrido foram mais tarde retiradas dos sites, disse o jornal Etemad na mesma peça.

Dados fornecidos pelo parlamentar Mohamad-Hassan Asafari, membro de uma comissão criada para investigar os envenenamentos, indicam que cerca de 5.000 alunas já foram vítimas de uma onda de intoxicações por gás que começou em novembro de 2022.

Hassan Asafari afirmou que o Governo iraniano prendeu, até ao momento, mais de 100 pessoas pela suposta responsabilidade pelos envenenamentos, atribuídos a inimigos do país.

Os envenenamentos aconteceram depois de protestos feministas, nos quais alunas de vários institutos do país retiraram os véus e fizeram gestos de desprezo em frente a retratos do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini.

ANG/Inforpress/Lusa

   EUA/ Anunciado  novo pacote militar de 2,4 mil milhões de euros para Kiev

 Bissau, 05 Abr 23 (ANG) – Os Estados Unidos anunciaram terça-feira um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia, no valor de 2,6 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), que inclui mísseis de defesa antiaérea Patriot e munições de artilharia.

Deste montante total, os Estados Unidos vão enviar de imediato 500 milhões de dólares (460 milhões de euros) de armamento retirado das suas reservas, com os restantes 1,9 mil milhões de euros representando encomendas à indústria de defesa, precisou o Pentágono em comunicado.

Para além dos equipamentos de defesa antiaérea, as forças ucranianas deverão receber munições suplementares para os sistemas de lança-foguetes móveis de alta precisão HIMARS, e ainda diversas munições e peças sobressalentes, precisou o ministério da Defesa norte-americano.

As encomendas ao setor industrial incidem em particular sobre equipamentos antiaéreos e de artilharia.

Esta nova parcela eleva para 35,1 mil milhões de dólares (32,3 mil milhões de euros) a ajuda militar total dos EUA à Ucrânia desde o início da ofensiva russa, em 24 de Janeiro de 2022.

Este novo pacote foi anunciado no dia adesão da Finlândia à NATO, a organização militar aliada liderada pelos Estados Unidos, e após décadas de não-alinhamento militar de Helsínquia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8.451 civis mortos e 14.156 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

ANG/Inforpress/Lusa


Jerusalém/Confrontos na mesquita de Al-Aqsa, palestinianos disparam foguetes de Gaza

Bissau, 05 Abr 23 (ANG) - A polícia israelita anunciou hoje ter entrado na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, para "desalojar agitadores", que entraram no espaço com "fogo de artifício, paus e pedras".

O movimento de resistência islâmica palestiniano Hamas, no poder na Faixa de Gaza, denunciou um "crime sem precedentes" e apelou aos palestinianos da Cisjordânia para "irem em massa e defenderem a mesquita". O mesmo apelo foi feito pelo movimento da Jihad Islâmica.

"Esta noite, quando a polícia trabalhava para permitir que um grande número de muçulmanos pudesse celebrar o mês do Ramadão e chegar à Cidade Velha de Jerusalém e ao Monte do Templo, vários jovens e agitadores levaram para o interior da mesquita [Al-Aqsa] fogo de artifício, paus e pedras", indicou a polícia israelita em comunicado.

"Estes elementos barricaram-se no local, várias horas depois [das últimas orações da noite] para atentar contra a ordem pública e profanar a mesquita", ao mesmo tempo que gritaram "slogans para incitar ao ódio e à violência", acrescentou a mesma nota.

As forças policiais israelitas foram obrigadas a intervir para "desalojar os agitadores", tendo procedido a detenções, indicou o comunicado, sem adiantar um número de detidos.

A polícia israelita publicou uma sequência em vídeo, de mais de 50 segundos, em que é possível ver explosões aparentemente causadas por fogo de artifício no interior da mesquita e silhuetas que parecem preparar-se para lançar pedras.

Uma outra sequência, também em vídeo da polícia, mostra agentes antimotim a avançar na mesquita, sob escudos de proteção contra disparos.

As imagens deixam ver também uma porta barricada contra baterias de fogo de artifício, e os agentes a retirarem pelo menos cinco pessoas algemadas.

Depois do anúncio dos confrontos em Al-Aqsa, vários foguetes foram disparados a partir da Faixa de Gaza, em direção a território israelita, de acordo com jornalistas da agência de notícias France-Presse e testemunhas.

Os militares israelitas disseram que os militantes de Gaza dispararam duas barreiras de foguetes em direção ao sul de Israel. Cinco foguetes foram intercetados na zona de Sderot (sul) e quatro aterraram em áreas abertas, sem relatos de baixas ou danos.

Em Gaza, dezenas de manifestantes queimaram pneus em vários locais, gritando: "juramos defender e proteger Al-Aqsa".

A liderança palestiniana condenou o ataque e o porta-voz do Presidente palestiniano, Mahmud Abbas, Nabil Abu Rudeina, advertiu Israel de que esta situação "excede todas as linhas vermelhas e conduzirá a uma grande explosão".

Al-Aqsa situa-se na Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar santo do Islão em Jerusalém Oriental, setor palestiniano da cidade santa ocupada e anexada por Israel.

A Esplanada foi construída sobre aquilo que os judeus apelidam de Monte do Templo, o lugar mais sagrado do judaísmo.

Os confrontos, que se têm vindo a intensificar desde o início deste ano, registaram-se quando está ainda a decorrer o Ramadão, mês de jejum ritual dos muçulmanos, e quando os judeus se preparam para celebrar, a partir de quarta-feira à noite, a Páscoa judaica, ou Pessach, uma das festas mais importantes do calendário judaico.  ANG/Lusa

terça-feira, 4 de abril de 2023


Desporto
/Vice-Presidente da Federação Nacional de Boxe ameaça promover marcha de protesto contra Comité Olímpico

Bissau, 04 Abr 23 (ANG) -  O Vice-presidente da Federação Nacional de Boxe, amaeaçou hoje promover ,nos próximos tempos, uma marcha de protesto contra o Comité Olímpico Nacional, para a  realização da assembleia-geral naquela instituição desportiva, o mais depressa possível.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Agostinho Cá disse que a direcção  que desde 2015 exerce mandato na Federação Nacional de Boxe não tem demonstrado a  intenção de realizar eleições  para permitir a escolha do novo Presidente da organização, e  formação de novos corpos diretivos.

“Entendemos que a situação não pode continuar assim, convocamos um encontro com o presidente cessante, para lhe pedir que marque uma data para a realização da assambleia-geral na federação da modalidade, e ele, por sua vez, pediu dois meses para o fazer”, contou.

Cá disse que entenderam que dois meses seria pouco e decidiram atribuir-lhe três meses para organizar a assembleia-geral.

Segundo Agostinho Cá, os  três meses venceram e o presidente cessante não cumpriu com o combinado, razão pela qual, se decidiu informar-lhe através de uma carta, que vai ser criada uma Comissão Ad-Hoc que iria promover a assembleia-geral, a fim de eleger um novo Presidente.

“Respeitando todas as regras e procedimentos que o Estatuto da Federação Nacional de Boxe determina, realizamos uma assembleia-geral no dia 06 de agosto de 2022, com 36 delegados, na qual  Augusto Nascimento Lopes saiu como vencedor e eu fui chamado para ser o seu vice-presidente”, sustentou Agostinho Cá.

Segundo o porta-voz da (FNB), ao tomar  conhecimento da situação, o presidente cessante, Mama Saliu Sanhá realizou outra  assembleia-geral com apenas 13 delegados, violando o Estatuto da Federação Nacional de Boxe.

“Isso está a gerar um clima de instabilidade na nossa federação. Para por fim à história, o Ministério de tutela foi acionado, e este por sua vez incumbiu o Comité Olímpico da Guiné-Bissau de  negociações  com as partes para se marcar  uma data para a realização de novas  eleições”, disse o vice-presidente da (FNB).

Agostinho Cá fez saber ainda que o Comité Olímpico, a partir do momento em que foi indigitado para organizar  a assembleia-geral da Federação Nacional de Boxe convocou   as partes para uma reunião mas, diz Cá, só compareceu para essa reunião, a atual direcção.

“Fomos informados que os membros da direcção cessante disseram que não podem reunir com a nossa direcção. O Comité Olímpico  deve marcar uma data para que a assembleia-geral possa ser feita, se assim não for vamos promover  uma conferência de imprensa e uma marcha de  protesto em frente a sede do Comité Olímpico Nacional, disse Agostinho Cá..ANG/LLA/ÂC         

Ensino e Saúde/Presidente da República promete encetar diligências  para se encontrar soluções para  os dois setores  

Bissau, 04 Abr 23 (ANG) – O Presidente da República prometeu encetar diligências para juntar a mesma mesa o Governo e a Frente Social(agrupamento de sindicatos dos professores e de médicos), para  que sejas encontradas soluções para os dois setores.

A revelação é do porta-voz da Frente Social ,Yoio João Correia, em declarações à imprensa , segunda-feira, à saída do encontro com Presidente da República Umaro Sissoco Embaló.

"O Presidente, enquanto primeiro magistrado  registou com  preocupações todos os problemas informados e  até se mostrou indignado com as informações que recebeu sobre as quais não tinha  conhecimento”, explicou.

João Correia sublinhou que desde 2022 têm travado diferentes lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores da Educação e Saúde, frisando que tinham observado uma greve em Março do ano em curso,  e  que  suspenderam as reivindicações devido à uma  proposta  do Governo, mas que o Executivo até a data não voltou a chamar a Frente Social para as negociações.

Disse que  haviam solicitado a intervenção do Presidente da República na resposta à proposta de suspensão da greve do Governo.

A frente Social reivindica, para além de pagamento de salários e subsídios em atraso nos dois setores, a permissão de entrada de mais quadros nos dois setores. ANG/MI/ÂC//SG

    

Violência doméstica/ Presidente da RENLUV pede Centro de Acolhimento temporário das vitimas

Bissau, 04 Abr 23 (ANG) – A Presidente da Rede Nacional de Luta contra Violência Baseada no Gênero (RENLUV) pediu ao chefe de Estado guineense apoios para a criação de  um Centro de Acolhimento temporário para as vitimas de violência doméstica no país.

Segundo Aissatu Camará Indjai, muitas das  vezes as vitimas não têm condições imediatas para  regressar às suas  famílias.

“Quando é assim, nós é que assumimos a responsabilidade de levar ou acolher as vitimas até o problema ser  resolvido. Constitui um risco para nõs”, afirmou em declarações à imprensa a saída de uma audiência com Presidente da Republica.

Para  isso, Indjai disse que  o Governo deve disponibilizar à organização um espaço para acolhimento das vitimas de violência doméstica, em comprimento do que está plasmado na lei contra a prática.

A presidente da RENLUV disse que abordou com Umaro Sissoco Embalo  as  dificuldades com que a organização se depara enquanto ONG, sobretudo no que diz respeito a sede, sustentando que na semana passada mudaram  das instalações onde funcionavam porque o dono da casa aumentou a renda e não têm  condições financeiras para  assegurar o pagamento da renda agora exigida.

Instado a falar sobre situação actual de violência no país, Aissatu Indjai disse que existem todos os tipos de violência na Guiné-Bissau, desde mutilação genital  feminina até a violência doméstica .

Interrogada se os casos de violência estão a aumentar ou não, disse  que as denuncias é que aumentaram.

Aissatu Indjai afirmou  citando dados de um estudo feito pela RENLUV, que o número de denuncias de casos de violências registada nas diferentes instituições que trabalham no domínio de violência  vária de 8 à 15 por dia. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Caso caducidade da CNE/ Advogado de Cipriano Cassamá entrega contestação à queixa do PAIGC no STJ

Bissau,04 Abr 23(ANG) – O advogado da defesa do Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Nelson Moreira, entregou, segunda-feira, uma contestação  ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) relativa ao processo judicial movido pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e a União para a Mudança (UM) contra a ANP sobre a caducidade do secretariado da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Em declarações à imprensa , o também deputado da nação pela lista do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) acusou o PAIGC e a UM de pretenderem com o processo impedir a realização das eleições legislativas marcadas para 4 de Junho.

“Nós estamos disponíveis para irmos às eleições. Se há partidos que não estejam em condições de participar das próximas eleições que fiquem fora e deixem-nos ir renovar os mandatos dos deputados. Ouvimos que pretendem coligar nas próximas eleições, que a façam. Esta manobra de entrar com os processos aqui e acolá, não vai resultar. Pensamos que o STJ vai fazer o seu trabalho, aplicando a lei. Estou em crer que as pretensões de Domingos Simões Pereira e Agnelo Regala vão ser indeferidas”.

Para Moreira, o atual secretariado da CNE deve ser permitido que organize as eleições, “porque uma equipa que ganha não é mudada”.

“É este secretariado que organizou as eleições legislativas de 2019 e as presidenciais de 2020. Essas eleições foram consideradas livres, justas e transparentes. Portanto, não há nada que justifique a renovação do secretariado. Aliás, mesmo que justificasse não há como fazê-la em termos legais” alegou Moreira, lembrando que, antes da dissolução do hemiciclo, se podia renovar o secretariado, mas os partidos representados na ANP, incluindo PAIGC e UM, não se dignaram resolver essas questões, “preocuparam-se em organizar complô, inventar golpes, acordo de petróleo e situação de avião”.

Nelson Moreira disse que o PAIGC e UM entendem que a Comissão Permanente da ANP tem poderes para renovar o atual secretariado da CNE. Uma alegação que diz ser “falsa”, porque, em termos legais, o secretariado da CNE é eleito por dois terços (2/3) dos deputados, afiançando que o Presidente da ANP, Cipriano Cassamá, tem atuado com base no “princípio de legalidade” sobre o processo de caducidade do secretariado da CNE.

Moreira afirma que o líder do parlamento está tranquilo em relação a esse processo da CNE, acusando o PAIGC de querer que Cassamá faça valer as encomendas do partido.

Para além da sua caducidade, a CNE funciona sem o seu presidente eleito, José Pedro Sambú, que se transferiu para o Supremo Tribunal de Justiça onde exerce funções de presidente da instituição.

Fala-se igualmente da vacatura provocada pela inatividade de  um dos vice-secretários executivos agora apontado  como funcionário do Tribunal de Contas. ANG/O Democratagb

 

Caju/Presidente de ANIE-GB sugere redução das taxas fiscais como solução para exportação da castanha restante no país                 

Bissau, 04 Abr 23 (ANG)- O Presidente de Associação Nacional de Importadores e Exportadores da Guiné-Bissau (ANIE-GB) sugeriu, segunda-feira, a redução das taxas fiscais como solução para a exportação de cerca de 45 mil toneladas de castanha de caju do ano transato que ainda se encontram em diferentes armazéns do país.

Amadu Djamanca anunciou a sua sugestão em declarações à imprensa à saída de uma audiência que o Presidente da República promoveu no âmbito de diligências para se solucionar a situação dos estoques de caju que aguardam a exportação.

“O governo na qualidade de promotor de bem comum deve se empenhar para garantir o benefício do povo em geral. Neste sentido, as taxas para comercialização de castanha de caju do presente ano devem ser revistas com o objetivo de ter uma campanha melhor em comparação com a do ano transato”, disse.

Djamanca disse ter receio de  a castanha do ano passado se misturar com a do presente ano , e diz que, se tal acontecer pode provocar a perda de confiança perante compradores. 

Outro assunto abordado com o Chefe de Estado Sissoco Embaló se relaciona com o “elevado preço do arroz” praticado no mercado nacional. 

 “O motivo de preço de arroz ter aumentado do mercado se deve ao custo de compra do mesmo pelos comerciantes e também do pagamento de taxas e impostos ao governo”, diz o Presidente de ANIE-GB. 

Amadu Djamanca defende que o arroz deve ser vendido a um preço mais baixo para  permitir que os consumidores possam estar à altura de o adquirir .

Salientou que, maior parte de arroz consumido na Guiné-Bissau é importado e que por isso, é necessário levar em consideração os efeitos que as “elevadas taxas”  ou impostos  provocam na fixação dos preços.

Djamanca disse que sobre o preço de arroz, Umaro Sissoco Embaló garantiu que, vai dar instruções  ao governo no sentido de diminuir as taxas e impostos para que o preço de arroz possa baixar no mercado.

O arroz é a base alimentar da Guiné-Bissau, mais de 90 por cento do povo guineense consome arroz diariamente. Nos últimos tempos, o preço desse produto  disparou no mercado ou seja, o saco de 50 quilogramas  que outrora custava 17 mil francos CFA, subiu para  20 mil francos e a qualidade  que se vendia a 19 mil, custa agora  23 mil francos, o saco. ANG/AALS//SG