segunda-feira, 20 de novembro de 2023

  Argentina/Javier Milei promete “fim da decadência” e “reconstrução do país”

Bissau, 20 Nov 23 (ANG) – O economista ultraliberal Javier Milei afirmou no domingo à noite, no seu discurso de vitória nas presidenciais, que “começa o fim da decadência” e a “reconstrução da Argentina”, mas alertou que “não haverá meias medidas”.

“É uma noite histórica para a Argentina”, disse Milei a vários milhares de apoiantes na sua sede de campanha em Buenos Aires, após ter garantido mais de 55% dos votos, vencendo o atual ministro peronista da Economia, Sergio Massa, que já reconheceu a derrota.

“O modelo empobrecedor de castas acabou. Hoje [domingo] estamos a adotar o modelo de liberdade, para nos tornarmos novamente uma potência mundial”, disse Milei. “Termina uma forma de fazer política e começa outra”, acrescentou.

“Enfrentamos problemas monumentais: inflação, estagnação, ausência de empregos reais, insegurança, pobreza e miséria”, enumerou o presidente eleito. “Problemas que só terão solução se abraçarmos mais uma vez as ideias de liberdade”, acrescentou

“Não há espaço para o gradualismo, não há espaço para a tibieza ou meias medidas”, alertou Milei.

Durante a campanha, o candidato prometeu introduzir o dólar dos Estados Unidos como moeda nacional, para combater a inflação, atualmente em 143%, entre outras ruturas nas políticas económicas e financeiras do país.

Outra proposta é uma redução drástica do número de ministérios, para apenas oito, o que levou o seu adversário a afirmar durante a campanha que estava em causa prestação de serviços essenciais à população, incluindo Saúde e Educação.

O economista estendeu no domingo à noite a mão a “todos os argentinos e líderes políticos, todos aqueles que querem aderir à nova Argentina”, mas também alertou sobre uma possível resistência social às suas reformas.

“Sabemos que há pessoas que vão resistir, que vão querer manter este sistema de privilégios para alguns, mas que empobrece a maioria. Digo-lhes isto: tudo o que está na lei é permitido, mas nada além da lei”, sublinhou.

Com 97,6% dos votos contados, Javier Milei segue com 55,8% e Sergio Massa com 44,2%, segundo resultados parciais oficiais da segunda volta das presidenciais.

Na primeira volta, em 22 de outubro, Massa obteve 36,78% dos votos, enquanto Milei, que é apoiado pelo ex-presidente Mauricio Macri e se define como um “anarco-capitalista” – uma forma extrema de liberalismo defensora de uma sociedade capitalista sem Estado – ficou com 29,99%.

Para a reta final da eleição, Milei obteve o apoio da terceira classificada na primeira volta, Patricia Bullrich.

O próximo presidente argentino, que sucederá ao peronista Alberto Fernández (2019-2023), governará a partir de 10 de dezembro para o período 2023-2027.

Milei pediu ao Governo de Fernández “que seja responsável” e “assuma as suas responsabilidades até ao final do mandato” ANG/Inforpress/Lusa

 

                      Angola/África celebra dia da Industrialização

Bissau, 20 Nov 23 (ANG) – O continente africano celebra hoje, 20 de Novembro, o dia da Industrialização, um marco importante para reflexão sobre o aproveitamento dos recursos naturais do solo africano para obter um preço justo no mercado e consequentes avanços à nível internacional.

A comemoração tem como principal objetivo realçar a importância da industrialização e da transformação da economia continental, que caminha para um mercado único de 1,3 mil milhões de pessoas no âmbito da recém-criada Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).
 
Esta zona espera atingir um total agregado de despesas de consumo e negócios de até quatro biliões de dólares americanos, que criam uma oportunidade para melhorar as suas ligações comerciais e de produção e finalmente aproveitar a competitividade industrial que resulta da integração regional, como acontece noutras regiões.
 
Instituída pelas Nações Unidas, em 1989, com a resolução 44/237, inicialmente com o objetivo de mobilizar a comunidade internacional para a industrialização do continente africano, a efeméride constitui hoje, mais do que nunca um meio, um fim rumo ao alcance do desenvolvimento do continente. 
 
África precisa de recorrer à sua industrialização para deixar de exportar recursos naturais brutos que acabam por retornar ao continente como produtos acabados a preços três a quatro vezes mais caros. 
 
O continente berço da humanidade necessita  de evitar a contínua exportação de mão-de-obra e consequentemente criar empregos e valorizar os milhares de africanos, facto que contribuíra para o crescimento das economias africanas. 
 
Os fins que a industrialização do continente persegue têm a ver com a necessidade de África sair da atual situação em que se encontra, traduzida no empobrecimento da população, sobretudo a rural. 
 
Nestes esforços de industrialização, espera-se que práticas condenáveis como o emprego de mão-de-obra infantil, a discriminação do género no emprego e no salário, a não observância das leis laborais, o abuso do poder disciplinar e outros procedimentos reprováveis façam parte do passado. 
 
Numa altura em que o continente enfrenta o desafio da diversificação da economia, o processo de industrialização, observando todas as regras e procedimentos para com o ambiente, é vital para o continente promover o chamado desenvolvimento sustentável. 
 
Dados apontam que no continente africano as indústrias mais comuns são as que transformam as matérias-primas em produtos para exportação, como por exemplo as fábricas de açúcar,  de óleos comestíveis, indústrias de beneficiamento de fibras de algodão, lã, sisal, entre outras. 
 
Apesar dos grandes recursos, os países africanos são pouco desenvolvidos industrialmente e isso não quer dizer que vários deles não tenham procurado saídas para o problema. Em alguns, tem-se tentado reduzir a importação, incentivando a industrialização de produtos básicos 
 
Distinguindo-se dos demais países do continente, África do Sul e o Egipto são as duas nações mais industrializadas da África. 
O Dia da Industrialização de África é comemorado pela União Africana, desde 2018. 
 Segundo estimativas disponíveis, 37 países africanos  industrializaram-se, na última década, dos quais os com melhor desempenho “não são necessariamente aqueles com as maiores economias, mas sim os que geram um elevado valor acrescentado de produção per capita”.
 
Em 2022, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a União Africana (UA) e o Programa das Nações Unidas para a Desenvolvimento Industrial (UNIDO) lançaram conjuntamente a edição inaugural do Índice de Industrialização de África (IIA), à margem da Cimeira da UA  sobre Industrialização e Diversificação Económica, em Niamey, no Níger
 
No seu relatório, o IIA indica que a África do Sul manteve uma classificação muito elevada ao longo do período 2010-2021, seguida de perto por Marrocos, que manteve o segundo lugar, em 2022.
 
Nos seis primeiros lugares estão o Egipto, a Tunísia, as Maurícias e o Eswatini, de acordo com o mesmo índice, que fornece uma avaliação a nível nacional dos progressos de 52 países africanos através de 19 indicadores-chave.
 
O objetivo do relatório apresentado é permitir aos governos africanos identificar países comparáveis para aferir do seu próprio desempenho industrial e identificar as melhores práticas de forma mais eficaz.
 
Na avaliação do BAD, apesar de África ter mostrado progressos encorajadores na industrialização durante o período 2010-2022, a pandemia da Covid-19 e a invasão russa da Ucrânia atrasaram os seus esforços e salientaram as lacunas nos sistemas de produção.
 
O continente tem uma oportunidade única de resolver esta dependência através de uma maior integração e conquista dos seus próprios mercados emergentes, afirma o diretor do BAD para o Desenvolvimento Industrial e Comercial, Abdu Mukhtar.
 
O BAD investiu até oito mil milhões de dólares americanos, ao longo dos últimos cinco anos, no âmbito da sua prioridade estratégica (High-5) Industrializar África, prevendo gastar, só no sector farmacêutico, pelo menos três mil milhões de dólares até 2030,
 
O Índice Industrial Africano reflete o compromisso do Banco em promover a industrialização como uma prioridade estratégica no âmbito da sua Estratégia decenal (2013-2022), e as suas cinco principais prioridades operacionais (High5).
 
Considera-se que a construção de uma indústria produtiva deverá ser parte integrante do desenvolvimento de África, oferecendo um caminho para uma transformação estrutural acelerada, a criação de empregos formais em escala e o crescimento inclusivo.
 

O relatório do IIA refere ainda que a quota de África na indústria transformadora mundial continuou a diminuir para o nível atual de menos de 2%, numa altura em que políticas industriais mais proativas são encaradas como cruciais para inverter a tendência.

O norte de África continua a ser a região africana mais avançada em termos de desenvolvimento industrial, seguida pela África Austral, África Central, África Ocidental e África Oriental. ANG/Angop

 

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Comemorações 50 anos/Presidente Umaro Sissoco Embaló visita Moçambique no próximo ano

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – O Presidente da República  vai realizar uma visita de Estado a Moçambique no próximo ano, à convite do seu homólogo moçambicano.

O anúnciou foi feito hoje pela Ministra dos Combatentes de Moçambique, Josefina Beato Mateus Mpelo à saida de um encontro com Umaro Siossoco Embaló.

“Primeiro agradecemos ao Presidente pelo  convite para participar nas celebrações dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau e transmitimo-lhe  as felicitações do Presidente de Moçambique”,informou.

Josefina Beato Mateus Mpelo revelou que entregou a carta-convite formulado ao Presidente guinnense para visitar Moçambique no próximo ano.

Disse que o Presidente guineense Umaro Sissoco Embalo recebeu com regozijo o convite do seu homólogo de Moçambique e prometeu fazer a visita.

Josefina Mateus Mpelo veio a Bissau no âmbito das celebrações oficiais dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau e dos 59 anos de criação das Forças Armadas, assinaladas quinta-feira, em Bissau. ANG/LPG//SG

 

Diplomacia/Representante do Secretário-geral da ONU para África Ocidental e Sahel pede  preservação da paz e estabilidade

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – O Representante do Secretário-geral da ONU para África Ocidental e Sahel, Leonardo Simão pediu aos atores  politicos guineenses para preservarem da paz e estabilidade, por ser as  pré-condições para atração de investimentos doméstico e externo.

Leonardo Simão  falava hoje à imprensa, a saída de um encontro com o Chefe de Estado guineense Umaro Sissoco Emabaló.

Disse que se tratou de um encontro de cortesia, para agradecer  ao Presidente guineense pelo convite  formulado ao Secretário -Geral da ONU e à ele para participar nas celebrações do 59 anos das forças armadas e 50 anos de independência da Guiné-Bissau.

Leonardo Simão reiterou a disponibilidade da ONU de apoair o processo politico de consolidação da paz em curso no país.

Destacou que o Presidente da República da Guiné-Bissau e  as forças politicas guineenses devem saber  ultrapassar as dificuldades naturais do percurso, porque a vida politica dos Estados é complexo e muitas vezes coloca o problema de saber  identificar os desafios e superá-los, preservando a paz e estabilidade.

“Este investimento  é o caminho para melhoria das condições de vida da população”,defendeu o Representante do Secretário Geral da ONU para Àfrica Ocidental e Sahel.

Leonardo Simão veio a Bissau participar nas comemorações oficiais  dos 50 anos de independência e dos 59 anos das Forças armadas. ANG/LPG//SG

Cooperação/ Angola manifesta disponibilidade de formar quadros das Forças Armadas da Guiné-Bissau

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) - O Chefe da Casa Militar da Presidência de Angola revelou a disponibilidade do Presidente João Lourenço de colaborar com o Estado guineense para formação dos quadros das forças armadas.

Para o efeito,  promete dar instruções aos responsáveis dos órgãos da defesa  para trabalharem sobre esse processo.

Francisco Pereira Furtado fez estas declarações, esta sexta-feira, à saída do encontro com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

 Disse que o encontro teve dois propósitos: felicitar,  mais uma vez,  o Presidente da República e o povo guineense pelas comemorações do  quinquagéssimo aniversário da independência e o dia das forças armadas (FARP).

 O segundo é de transmitir a mensagem de João Lourenço ao seu homólogo guineense sobre a disponibilidade de Angola de reforçar, cada vez mais, os laços de cooperação e amizade com a Guiné-Bissau e colocar a disposição das Forças Armadas guineenses as  coondiçoes de formação nas diferentes academias e  institutos das Forças Armadas angolanas, para os três ramos das Forças Armadas.

Furtado disse ter informado ao Presidente da República Umaro Sissoco Embaló que os Ministérios da Defesa dos dois países vão trabalhar para formalizar esta intenção de formação dos quadros da Guiné-Bissau, como já tinham feito no passado, sublinhando que já têm alguma experiência daquilo que é a reforma do sistema da defesa e das forças armadas de Guiné-Bissau.

Disse que, na qualidade de chefe de Estado-maior General das Forças Armadas de Angola no passado,  trabalhou durante quadro anos, entre 2006 à 2010 com antigos Chefes de Estado-maior General da forças armadas da Guiné-Bissau, e nesta base visitaram Angola a seu convite os antigos chefes da armada guineense, Tagme Na Waie, Zamora Induta e Antonio Njai.

Francisco Pereira Furtado referiu que no quadro da cooperação, não só ao nível de CPLP, mais ao também ao nível bilateral, entre a Angola e  Guiné-Bissau, Angola manifesta essa disponibilidade de continuar a prestar toda a atenção e dar o apoio necessário para formação dos quadros  das forças armadas  guineenses. ANG/MI//SG

 

Moçambique/ Polícia acusada de disparar contra manifestantes em Angoche

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – Agentes da polícia da república de Moçambique disparam balas verdadeiras numa manifestação pacífica e feriram gravemente sete membros da RENAMO, no distrito de Angoche, província de Nampula, norte de Moçambique. 

Segundo testemunhas, foram usadas balas verdadeiras. 

Imagens captadas por vídeo amadores mostram parte das sete pessoas, feridas alegadamente pela polícia, que com violência, reprimiu uma manifestação de milhares de membros da Renamo, que contestavam os resultados das recentes eleições autárquicas.

O delegado distrital da Renamo em Angoche, Domingos Ambasse, sem gravar entrevista, revelou que a polícia foi a primeira a atirar contra os manifestantes. Depois, seguiram-se momentos de confusão e pânico.

Este, que é o mais grave episódio de violência policial registado desde o início das marchas pacificas convocadas pela oposição, acontece numa altura em que a Comissão Nacional de Eleições deve entregar, até sábado, ao Conselho Constitucional, 39 editais de apuramento das mesas de voto, como confirma Paulo Cuinica - Porta voz da CNE. O prazo anteriormente estipulado era quinta-feira.

"Nós achamos que é um prazo razoável e vamos poder cumprir , por exemplo, tendo em conta que Niassa, que o próximo voo vai ser no sábado, significa que até vamos poder juntar esses editais e fazer a entrega ao Conselho Constitucional", salientou Paulo Cuinica.

A Renamo exige a reposição da verdade eleitoral. ANG/RFI 

 

Dia das Forças Armadas/Cidadãos dizem acreditar nas promessas dos militares de não se envolverem mais  em alteração da Ordem Constitucional

Bissau, 17 Nov 23(ANG) – Cidadãos guineenses presentes na cerimónia de comemoração do Dia da Independência e dos 59 anos das Forças Armadas Revolucionária do Povo(FARP) dizem ter confiança nas  promessas feitas  pelos militares de nunca mais se  envolverem  em alterações da Ordem Constitucional, por via das armas.

Em auscultações  feitas, quinta-feira, pela repórter da ANG, Abibatu Djassi vendedeira, disse que quando ouviu as mensagens dos militares ficou emocianada porque não esperava ouvir tal  promessa .

Satisfeita com a mensagem de que a arma “não cantará mais” na Guiné-Bissau, no âmbito de uma sublevação militar, pediu a todos para se empenhar para que a promessa pudesse ser uma relaidade.

Djassi pede aos políticos  para se unirem e deixarem de puxa-puxa pelo poder  e empenhar juntos na construção e desenvolvimento do país, principalmente o Presidente e o chefe de Governo.

 Aminata Fofana, vendedeira de água,  disse que está muito contente com o que viu durante a parada militar e diz que pelas  mensagens deixadas pelos militares, acredita que nunca mais haverá golpe de estado na Guiné-Bissau.

Fofana disse que está feliz pelas obras de reabilitação da Avenida Amilcar cabral, e pediu a sua conservação.

O estudante Fidélis Pascoal Caetano disse que as mensagens dos militares deixa entender que há entendimento entre as Foças Armadas e o poder político.

Enalteceu a presença dos convidados vindos doutros países, e diz que isso demonstra  que o país está estável e pode atrair  investidores.

Dauda Sanó, funcionário público, disse que  está bem claro  na Constituição da República que os militares são obrigados a se submeter ao  poder político, o que, segundo diz,  ao longo dos 59 anos da existência das Forças Armadas no país não aconteceu.

Sustenta que  as  sucessivas  subversões  da ordem constitucional se deve a culpa do poder político. “O problema está nas organizações políticas e não nas Forças Armadas”, disse.

Sanó elogiou a reabilitação  da Avenida Amílcar Carbral, frisando que é um orgulho para qualquer guineense, independentemente de quem patrocinou as obras ou quem está a frente do Estado.

A cerimónia comemorativa dos 50 anos da independência e dos 59 anos da criação das Forças Armadas foi marcada com a presença de sete chefes de Estado, dois vice-presidentes da República e quatro primeiros-ministros e o ato comemorativo ainda integrou desfiles de civis e militares. ANG/JD/ÂC//SG



Dia das Forças Armadas/Militares prometem nunca mais se envolver na alteração da ordem constitucional por via das armas

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) -  As Forças Armadas Revolucionária do Povo(FARP), prometeram que nunca mais se envolverão em alteração da ordem constitucional, por via das armas, no país.

As promessas foram deixadas, quinta-feira, pelos militares e para-militares nas  mensagens por ocasião da comemoração de 50º  aniversário da Independência e dos 59 anos das Forças Armadas.

Na ocasião, igualmente  nas suas paradas,  os Polícias da Intervenção Rápida pediram ao povo para confiar neles, e prometem garantir a estabilidade e segurança.

As Forças de Intervenção Rápida prometem que vão defender a sua pátria até ao fim, enquanto que, as mulheres paramilitares, dizem que não vão brincar com a bandeira, porque custou o sangue dos combatentes.

Os  fuzileiros navais pediram ao Governo equipamentos navais “para proteger o mar dos piratas que roubam os nossos recursos haliêuticos”.

As Forças de Exército afirmam que vão ter saudades do atual Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, Biaguê Cluse Na Ntam, frisando que,   vai um dia se despedir do  exército .

Por sua vez, as Forças de Para-Comando  garantem que não vão morrer mais por nada, acrescentando que vão se abraçar uns aos outros no chão de Cabral   e dizem quenão haverá mais guerra na Guiné-Bissau.

Pediram ao povo para não sentir medo porque estão com eles e que ninguém refugiará por motivos de sublevação militar.

“Hoje vamos mostrar ao mundo que os militares guineenses são valentes e  têm orgulho de serem guineenses de coração. Estamos, moralmente, muito bem e fortes”, disse.

As Forças da Guarda Nacional declararam em cartazes que não vão aceitar mais sobressaltos no país e que estão dispostos a dar as suas vidas pela Guiné-Bissau debaixo da chuva, sol  e orvalho. Enquanto jovens vamos velar para que haja justiça na nossa terra”, dizem .

As celebrações dos 50 anos de independência e dos 59 anos das Forças Armadas foram marcadas por desfiles civil e militares , na presença de sete chefes de Estado, dois vice-presidentes da República e quatro primeiros-ministros e cujo ato  decorreu na renovada avenida Amílcar Cabral, em Bissau.ANG/JD/ÂC//SG

Desporto/Presidente da    Federação de Futebol da Guiné-Bissau aufere  salário anual de 60 milhões de francos CFA

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) – O Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Alberto Mendes Teixeira vulgo “Caíto” aufere salário anual de 60 milhões de francos cfa(cinco milhoes de fcfa por mês) revelou o portal desportivo, O Golo GB.

Segundo o portal, a decisão para o efeito foi votada pela maioria dos  associados da FFGB, no passado dia 04, num congresso realizado em Bissau.

Caíto auferia até Maio do corrente ano um salário mensal de 400 mil fcfa mas a partir de Junho começou a receber o salário     que só veria a ser aprovados pela Federação em Novembro.

Reagindo a esse aumento do ordenado do presidente da FFGB, o Presidente do Cupelum FC, Abudo Mané (Bá Wie), criticou que se devia pensar nas possibilidades de disponibilizar mais apoios aos clubes de futebol para melhorarem as suas condições de funcionamento

“Não podemos aceitar estas coisas, os dirigentes devem ser sensibilizados e devem pensar nos clubes, como é possível aprovar um salário tão volumoso de cinco milhões de fcfa por mês ao Caíto Teixeira”,criticou.

O dirigente da Cupelum disse que alguns Presidentes dos clubes, incluindo ele votaram contra este ordenado no referido congresso.

“Votei contra e  alguns clubes com dirigentes esclarecidos também votaram contra o aumento do salário do Presidente da Federação de 400 mil para 5 000.000 xof por mês”, disse.

Participaram no Congresso Ordinário da FFGB, 38 clubes e 6 associações filiadas na organização.ANG/O Golo GB6aaaaAAAgora posso estar ...

O selecionador Nacional, Baciro Candé, mostrou-se satisfeito com a sua nomeação pela

Economia/Preços das moedas para sexta-feira, 17 de novembro de 2023

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

601.750

608.750

Yen japonês

3.990

4.050

Libra esterlina

745.750

752.750

Franco suíço

678.000

684.000

Dólar canadense

436.250

443.250

Yuan chinês

82.750

84.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

163.250

166.250

Fonte:BCEAO

   Hungria/Governo  endurece regras para trabalhadores estrangeiros

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) - O Governo húngaro apresentou uma nova lei de imigração que endurece e limita as condições sob as quais estrangeiros podem trabalhar no país, que, no entanto, tem problemas de falta de mão-de-obra e perda de população.

"É necessário apertar o sistema de imigração. A Hungria é para os húngaros e os empregos húngaros pertencem, antes de mais, aos húngaros", diz o projeto de alteração publicado no 'site' do executivo, liderado pelo ultranacionalista Victor Orbán.

O texto condiciona o acesso de estrangeiros não comunitários a um emprego se não houver nenhum húngaro que queira assumir o cargo e sublinha "a soberania da Hungria ao determinar quem pode entrar no seu território".

A Hungria tem um dos sistemas de imigração mais severos da Europa.

O projeto de lei apresentado ao Parlamento, onde o partido Fidesz, de Orbán, tem maioria absoluta, afirma que a permanência dos trabalhadores estrangeiros será limitada no tempo e que o seu número não excederá o número de vagas disponíveis.

O projeto estabelece condições de trabalho rígidas em três categorias: estadas curtas, de no máximo 90 dias, durável, superior a três meses, e permanente, que dependerá das condições de trabalho e autorizações personalizadas.

Embora os números exatos não tenham sido publicados, a imprensa local estima que poderão existir mais de 100 mil cidadãos de países terceiros a trabalhar na Hungria e que o mercado de trabalho necessita de meio milhão.

O portal Népszava refere que a classificação dos trabalhadores de países terceiros é liderada pela Ucrânia, seguida pela Sérvia, China, Vietname e Índia.

Por outro lado, há especialistas que apontam que a falta de mão de obra também está relacionada com o nível de salários e que um aumento entre 20% e 30% poderia reduzir a escassez de pessoal.

Estima-se que a Hungria tenha perdido quase 09% da sua população nas últimas duas décadas, devido à queda da taxa de natalidade e à saída de muitos jovens para países ricos da União Europeia em busca de melhores condições de trabalho. ANG/Angop

 


    
Grécia/Um morto e 18 resgatados de naufrágio ao largo da Grécia

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) - Uma mulher morreu e 18 pessoas foram resgatadas do mar na sequência do naufrágio de um barco com migrantes hoje na ilha grega de Agathonissi, no sul do Mar Egeu, disse a polícia portuária.

Bandeira da Grécia

As18 pessoas resgatadas pela guarda costeira grega deverão ser transferidas para a ilha vizinha de Samos, informou um responsável da polícia portuária, citado pela agência francesa de notícias AFP.

A identidade dos passageiros e as circunstâncias do naufrágio são ainda desconhecidas.

O incidente aconteceu por volta das 06:00 GMT (07:00 Angola), a cerca de sete quilómetros da costa de Agathonissi, no arquipélago do Dodecaneso.

Tal como outros países mediterrânicos, a Grécia está a registar um aumento acentuado do número de chegadas de migrantes e refugiados este ano.

De acordo com o Alto Comissariado da agência da ONU para os refugiados (ACNUR), o país registou a entrada de 38.448 pessoas entre Janeiro e o início de Novembro, número muito superior aos 18.700 registados no total de 2022.

Apesar das operações de resgate de barcos em dificuldades levadas a cabo pelas autoridades gregas com a ajuda da Frontex (Agência Europeia de Vigilância das Fronteiras), têm sido registados vários naufrágios no Mar Egeu, no Mediterrâneo oriental. ANG/Angop

 

Angola/Falta de investimento trava desenvolvimento da agricultura em África, segundo UA

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) - A comissária da União Africana (UA), Josefa Correia Sacko, considerou a falta de investimento adequado por parte dos Estados-membros como o principal fator estrangulador do desenvolvimento da agricultura em África.

A diplomata falava na abertura da  5.ª sessão ordinária do Comité Técnico Especializado (CTE),  sobre agricultura, desenvolvimento rural,  água  ambiente, que  termina esta quinta-feira, na capital etíope, Addis Abeba.

Segundo uma nota de imprensa transmitida à ANGOP, em Luanda, Josefa Sacko reconheceu que,  apesar dos tempos difíceis que afetaram o sector agrícola,  foi  possível alcançar muitos resultados em conjunto no que respeita às recomendações  anteriores.

“ Infelizmente, o principal destaque do relatório é que não estamos nem perto de alcançar os objetivos de Malabo! Esta constatação poderá desiludi-lo e, na verdade, a todos os povos de África.

“A minha percepção pessoal da principal causa do desafio é que poucos Estados Membros afetaram recursos adequados para implementar os seus planos nacionais da  agricultura”, referiu.

Fez saber que fatores externos, como as tendências mundiais, incluindo a COVID-19 e a subida em flecha dos preços dos produtos de base estratégicos, os efeitos das alterações climáticas e a estabilidade política que tem consumido muitas partes do continente, são responsáveis pelo fraco desempenho não só no sector agrícola, mas também noutros sectores económicos e sociais.

“ Conseguimos muito, apesar do que se tornou um desafio perene de falta de pessoal profissional para as diferentes atividades especializadas, especialmente na categoria de pessoal regular, pois,  dependemos  em grande medida de pessoal a curto prazo e destacado, bem como de consultores, graças aos nossos parceiros”, enfatizou.

Perante este cenário desolador, está a decorrer um processo de planeamento pós-Malabo que já começou com  consultas às Comunidades Económicas Regionais (CER) para sua análise, orientação e aprovação.

De acordo com a Comissária da UA, em véspera do fim da   declaração de Malabo, os  Estados-membros estão longe de ter cumprido os sete compromissos  referentes  ao Programa  Abrangente  de Desenvolvimento  da Agricultura em África.

Esta situação provoca uma intervenção robusta sobre o que poderá ser feito  para apoiar os países a manter o rumo do seu desempenho agrícola e criar uma solução baseada em provas, da qual se  vai tirar lições que  vão permitir  construir uma agenda forte pós-Malabo, disse. ANG/Angop  

 

Coreia do Sul/Justiça pede prisão para o presidente da Samsung por suposta fraude

Bissau, 17 Nov 23 (ANG) - O Ministério Público sul-coreano pediu hoje cinco anos de prisão para o presidente executivo da Samsung Electronics, Lee Jae-yong, por fraude contabilística e manipulação de preços de ativos na bolsa.

Os factos terão ocorrido, segundo os procuradores, durante a polémica fusão de duas empresas do grupo empresarial, em 2015.

Os procuradores também pediram uma multa de cerca de 500 milhões de won (cerca de 385 mil dólares) na audiência final do julgamento realizada num tribunal do distrito central de Seul.

Os investigadores acreditam que o valor da Cheil Industries, uma das duas empresas do grupo que se fundiu e da qual Lee era o acionista maioritário, foi inflacionado artificialmente e o contrário foi realizado com a outra empresa envolvida na transação, a Samsung C&T.

Os procuradores concluíram que a alegada desvalorização da Samsung C&T resultou em perdas para outros investidores e que Lee estava por trás das alegadas irregularidades.

A fusão foi considerada crucial na altura para consolidar a sucessão de Lee como herdeiro do grupo familiar Samsung, uma vez que o seu pai, Lee Kun-hee, tinha sofrido um ataque cardíaco um ano antes e que o manteve incapacitado até à sua morte em 2020.

Lee também é acusado de estar envolvido no esquema para inflacionar o valor da Samsung Bioepis, uma 'joint venture' entre a norte-americana Biogen e a Samsung Biológicos que é ela própria uma subsidiária da Cheil.

O presidente da Samsung já tinha passado mais de dois anos e meio na prisão pelo seu papel no caso de corrupção que levou à demissão da ex-presidente sul-coreana, Park Geun-hye, em 2017, e foi libertado em 2021 graças a um indulto governamental.

O Governo sul-coreano argumentou que o indulto era de "interesse nacional", já que a Samsung é o maior grupo empresarial da Coreia do Sul.

A expectativa é que o tribunal consiga decidir sobre este caso relacionado à manipulação de ativos do mercado de ações, inaugurado em 2020, no início do próximo ano. ANG/Angop

 

Genebra/Milhões de crianças sem vacina contra o sarampo e a maioria está em África e na Ásia

Bissau, 17 Nov 23(ANG) – Milhões de crianças estão sem a primeira dose da vacina contra o sarampo, a maioria nos continentes africano e asiático, que são as regiões mais afetadas por surtos desta doença, segundo um novo relatório de organizações internacionais.

O documento da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) indica que os casos de sarampo aumentaram 18% em 2022 e as mortes subiram 43% em todo o mundo, em relação ao ano anterior.

O número estimado de casos de sarampo foi de nove milhões, dos quais 136.000 mortais, atingindo principalmente as crianças.

No ano passado, 37 países registaram surtos de sarampo “grandes ou perturbadores” (22 em 2021), dos quais 28 se situam na região da OMS para África, seis no Mediterrâneo oriental, dois no sudeste asiático e um na região europeia.

“O aumento de surtos e mortes por sarampo é surpreendente, mas infelizmente não é inesperado, dado o declínio das taxas de vacinação a que temos assistido nos últimos anos”, afirmou o diretor da Divisão de Imunização Global dos CDC, John Vertefeuille.

Trata-se de uma doença que pode ser prevenida com duas doses da vacina, mas em 2022 cerca de 33 milhões de crianças tinham em falta uma dose da vacina contra o sarampo, dos quais 22 milhões perderam a primeira dose e outros 11 milhões perderam a segunda dose.

A taxa de cobertura global da primeira dose da vacina (83%) e da segunda dose (74%) ainda estava muito abaixo da cobertura de 95% com duas doses, que é necessária para proteger as comunidades de surtos.

Os países de baixos rendimentos, onde o risco de morte por sarampo é mais elevado, continuam a apresentar as taxas de vacinação mais baixas, com apenas 66%, “uma taxa que não revela qualquer recuperação em relação ao retrocesso verificado durante a pandemia” de covid-19.

Segundo as duas organizações, dos 22 milhões de crianças que não receberam a primeira dose da vacina contra o sarampo em 2022, mais de metade vive em 10 países: Angola, Brasil, República Democrática do Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Madagáscar, Nigéria, Paquistão e Filipinas.

“A falta de recuperação da cobertura vacinal contra o sarampo nos países de baixos rendimentos após a pandemia é um sinal de alarme para que se atue”, prossegue a OMS e os CDC.

Para a diretora da OMS para a Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos, Kate O’Brien, “o sarampo é chamado o vírus da desigualdade por uma boa razão: é a doença que vai encontrar e atacar aqueles que não estão protegidos”.

E acrescentou: “As crianças de todo o mundo têm o direito de serem protegidas pela vacina contra o sarampo, que salva vidas, independentemente do local onde vivem”.

Por esta razão, a OMS e os CDC apelam aos países para que encontrem e vacinem todas as crianças contra o sarampo e outras doenças evitáveis pela vacinação e que incentivam as partes interessadas a nível mundial a ajudar os países a vacinar as suas comunidades mais vulneráveis.

ANG/Inforpress/Lusa