quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Economia/Preços das moedas para quinta-feira, 23 de novembro de 2023

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 Fonte: BCEAO

Abidjan/Médicos Sem Fronteiras alertam para urgência de “intensificar” combate ao maior surto de diaeria em África

Bissau,  23 Nov 23(ANG) – Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertaram hoje que “é urgente intensificar o acesso ao tratamento e vacinação para evitar mais mortes” por difteria na África Ocidental, após meses de luta contra o “pior surto” da doença no continente.

“A Nigéria, onde foram confirmados os primeiros pacientes com difteria, em dezembro de 2022, está a sofrer o maior surto. Mas não é o único país que enfrenta a doença: Argélia, Guiné, Mauritânia e Níger também relataram casos de difteria e as equipas médicas dos Médicos Sem Fronteiras em vários outros países da África Ocidental atenderam pacientes com sintomas característicos da doença”, salienta a organização num comunicado.

A proteção contra a difteria, uma infeção bacteriana potencialmente fatal, é geralmente dada através de programas de vacinação de rotina. Contudo, em muitos países, estes programas de vacinação de rotina foram fortemente afetados pela falta de financiamento e de prioridade.

“Os numerosos surtos de sarampo que temos visto nos últimos anos foram um claro sinal de alerta de que a vacinação de rotina não atingiu todas as crianças”, afirma o chefe dos programas médicos de emergência de MSF em Abidjan, Costa do Marfim, Dagemlidet Tesfaye Worku.

Por isso, a MSF enfatiza que “é essencial garantir que a população esteja com as vacinas em dia”.

No entanto, até agora, apenas a Nigéria lançou uma campanha de vacinação em grande escala e 65 por cento dos pacientes com difteria na África Ocidental nunca receberam uma única dose da vacina. Como resultado, muitas pessoas, e especialmente as crianças pequenas, são extremamente vulneráveis ??a doenças evitáveis ??por vacinação.

“Entre 30 e 40 por cento dos portadores de difteria podem morrer se não receberem tratamento adequado. Um medicamento antitoxina específico, chamado DAT, é necessário para reduzir o risco de morte em pacientes com difteria. Mas há uma escassez global do DAT, em parte porque os fabricantes não esperavam que ocorressem grandes surtos com os programas de vacinação em curso”, salienta a MSF.

Além disso, o aumento repentino da procura de vacinas contra a difteria em resposta aos atuais surtos também causou escassez global das vacinas e os fabricantes precisarão de vários meses para compensar esse aumento.

Se mais países necessitarem de campanhas de vacinação em massa semelhantes, o acesso atempado às vacinas poderá tornar-se um grande desafio.

A vacinação é uma ferramenta fundamental para controlar surtos e prevenir a recorrência de outras doenças evitáveis ??por vacinação, “mas não estamos a ver isso acontecer, não na escala necessária. O problema está adormecido há meses, com centenas de mortes. O que é necessário é um aumento verdadeiramente massivo na vacinação, o mais rápido possível”, sublinha Dagemlidet Tesfaye Worku.

Para se conseguir isso, “é urgentemente necessário um aumento significativo da produção de vacinas contra a difteria”, acrescenta.

A este respeito, a MSF apela às autoridades para que priorizem a resposta ao surto e procurem o apoio necessário das partes interessadas e dos doadores internacionais.

As organizações internacionais de saúde, como a OMS, a GAVI e a UNICEF, “deveriam apoiar os países afetados e oferecer-lhes ajuda técnica e financeira, bem como fornecer-lhes vacinas suficientes”, alerta ainda.

Da mesma forma, sublinham que “as organizações humanitárias devem ser incluídas para expandir a resposta, incluindo campanhas de vacinação em massa para alcançar populações remotas e vulneráveis”.

ANG/Inforpress/Lusa

 

  Política/Primeiro-ministro faz balanço positivo dos 100 dias de governação

Bissau, 23 Nov 23 (ANG) – O Primeiro-ministro diz ser positivo o balanço dos 100 dias de governação, a completar esta quinta-feira, em entrevista concedida quarta-feira aos órgãos públicos de comunicação social.

Geraldo Martins  sustentou a sua afirmação com a  redução do preço de arroz, farinha e consequente de pão, a estabilização de preço de combustiveis, e ainda o fornecimento da energia elétrica à algumas localidades do país, nomeadamente,  Bubaque, Bafatá e Gabu.

Além disso, apontou ainda o início, atempado,vdo ano lectivo, a reintegração de quadros e a viabilização da exportação da  castanha de caju.

Instado a falar das reclamações feitas pelos  comerciantes após o anuncio da redução do preço do arroz e pão da parte do Governo, disse que, quando alguma medida é tomada, sempre há possibilidades de incompreensão ou resistência e diz que foi o que aconteceu nesse caso.

“No caso de arroz, o Governo removeu algumas taxas para quem importa o arroz, mas quem já tinha importado antes,  essa remoção não é legítimo  e  se não  estiver em condições de vender o arroz ao preço fixado, compreedemos essa situação”, disse.

Aos que já tinham comprado arroz, segundo Martins, foi-lhes apresentada uma proposta de  recompensa. “Alguns aceitaram rapidamente e outros não, porque acharam que deviam receber mais recompensas do que propomos”,explicou, frisando que,  o essencial é que situação acabou por se estabilizar.

Perguntado se o setor da justiça está preparado para os desafios do país, Geraldo Martins disse que  não, mas que se trata de um dos maiores desafios do Governo.

“Quando a justiça não funciona como deve ser, provoca perda de confiança da parte da população, que acaba por apostar na realização da justiça por conta própria.Um outro problema é a insegurança, pois, precisamos de crescimento económico, mas isso tem que  ver com o investimento público e privado e sobretudo estrangeiro. Os investidores têm que ter confiança no Sistema Judicial, para  caso houver problema com os seus investimentos que a justiça seja capaz de produzir uma decisão eficaz”, afirmou o primeiro-ministro.

Neste contexto, de acordo com Geraldo Martins, há problema de confiança, de credibilidade na justiça, de investimento, segurança de pessoas, coesão do tecido social. É com base nisso, que no primeiro eixo do Programa de Governo definimos que entre as reformas que pretendemos fazer, a reforma mais importante é do setor da justiça.

Ao se referir as reformas previstas, Geraldo Martins defendeu a necessidade de realização de eleições autárquicas.

“As reformas vão ser feitas no sistema judicial, setor das Forças de Defesa e Segurança, na Administração Pública e na própria organização do Estrado, porque temos o Governo, Presidência da República, ANP, mas falta a realização das autarquias para que Estado esteja mais próximo da população.

Acrescentou  que, muitas questões que são apresentadas ao Governo, se existir o poder autárquico seriam  resovidos localmente, dando possibilidade a uma governação mais fácil.

Interrogado se o caso de 01 de Fevereiro, as disputas no Supremo Tribunal de Justiça constituem um desafio para o Sistema Judicial, o Chefe do Governo disse que, tanto estes casos como outros colocaram, não só a prova, mas também  expuseram a fragilidade do próprio Sistema Judicial.

Martins referiu  que compete ao  Governo promover  politicas públicas para reforçar o sistema judicial, permitindo o seu funcionamento de acordo com lei .

“No Programa do Governo prometemos criar condições, com a reformulação de algumas legislações, formação dos agentes e construção de tribunais e a sua colocação em diferentes localidades, para que quando há uma situação de violação de lei ou de procedimento ilegal que haja uma atuação judicial correta e sobretudo para  cumprimento das decisões judiciais”, afirmou Geraldo Martins. ANG/LPG/ÂC//SG

Política/Presidente da República reitera  determinação de colaborar com  Governo no decurso da presente legislatura

Bissau, 23 Nov 23 ( ANG) - O Presidente da República reiterou sua firme determinação para promover uma proficua colaboração institucional com o Governo no decurso desta XI legislatura, revela o comunicado de Conselho de Ministros de quarta-feira.

Segundo o  Comunicado,  à que a ANG teve acesso hoje, Umaro Sissoco Embaló reiterou a sua determinação ao presidir a abertura da sessão extraordinária do Conselho de Ministros, de quarta-feira(22),  na qual felecitou  ao Governo pela recente aprovação do seu programa de governação pela  Assembleia Nacional Popular (ANP).

O Primeiro-ministro, Geraldo João Martins, em nome do Governo, agradeceu  a presença do Chefe de Estado na referida sessão, e diz ter considerado o gesto de  Umaro Sissoco Embaló, uma expressão de solidariedade e de encorajamento ao Executivo pelo sucesso alcançado com a aprovação do seu Programa de Governação.

Na parte deliberativa, o Conselho de Ministros aprovou com alterações as Propostas de Leis relativas à Carreira Médica, Carreira de Enfermeiros e Parteiras e ao Código da Ética e Deontologia Profissional dos Enfermeiros.

Em consequência das alterações sugeridas ao pacote legislativo supra referenciado, o Conselho de Ministros recomendou aos ministros da Economia e Finanças e da Administração Pública, Trabalho e Modernização do Estado, a trabalharem para a  adoção da tabela salarial prevista no Programa do Governo que tenha em consideração nomeadamente as remunerações justas e adequadas ao
s agentes da saúde. ANG/AALS/ÂC//SG

 
Política
/Chefe de Estado retoma  “Presidência Aberta” no próximo ano

 Bissau, 23 Nov 23 (ANG) – O chefe de Estado anunciou quarta-feira que retoma os contactos  diretos com as populações, no âmbito de “Presidência Aberta” ,no primeiro trimestre do 2024.

Umaro Sissoco Embaló falava, quarta-feira, à imprensa, à saída da reunião do Conselho de Ministros, a qual presidiu.

O Presidente da República informou que, irá iniciar a “Presidência Aberta” em concertação com o Governo, porque envolve muitos membros do Executivo que o acompanharão, para poderem ouvir as pessoas e tomarem  notas.

"O primeiro-ministro me convidou para tomar parte no Conselho de Ministros, vim e o felicitei, porque o seu Programa foi aprovado e legitimado pela Assembleia Nacional Popular. Estamos a caminhar, vou estar disponível para qualquer momento que me solicitar, e terá meu apoio indefetível”, prometeu Umaro Sissoco Embaló. ANG/MI/ÂC//SG      

 

China /Presidente Jinping pede conferência internacional de paz para questão palestina

Bissau, 23 Nov 23(ANG) – O Presidente chinês Xi Jinping pede a convocação o mais rápido possível de uma conferência internacional de paz com maior autoridade, a fim de construir um consenso internacional para a paz e trabalhar por uma solução rápida para a questão palestina que seja abrangente, justa e sustentável, disse Xi.


O presidente chinês, Xi Jinping, participou na terça-feira da cúpula virtual extraordinária do BRICS sobre a questão palestino-israelense, e observou que a comunidade internacional deve tomar medidas concretas para evitar que o conflito se alastre e ponha em perigo a estabilidade de todo o Médio Oriente.

Segundo a agência de Notícias Xinhua, Jinping sublinhou ainda que a única forma viável de quebrar o ciclo do conflito israelo-palestiniano reside na solução de dois Estados, na restauração dos direitos legítimos da nação palestiniana e na criação de um Estado palestiniano independente.

Xi Jinping, segundo a Xinhua, apelou às partes para que ponham fim a toda a violência e ataques contra civis, libertem os civis detidos e tomem medidas para evitar mais perdas de vidas e poupar as pessoas de mais miséria.

Segundo ele, a segurança e a fluidez dos corredores de ajuda humanitária devem ser garantidas e deve ser prestada maior ajuda humanitária à população de Gaza. ANG/Inforpress/Xinhua

 


              
Coreias
/ Sul   suspende acordo militar com Norte

Bissau, 23 Nov 23 (ANG) - O Governo da Coreia do Sul anunciou terça-feira a suspensão parcial de um acordo militar celebrado, em 2018, com o Norte, depois de Pyongyang ter colocado em órbita o seu primeiro satélite militar espião.

O acordo, que criou zonas tampão ao longo das fronteiras terrestres e marítimas e zonas de exclusão aérea para evitar confrontos acidentais, "foi parcialmente suspenso", confirmou um porta-voz do governo de Seul à agência de notícias France-Presse.

"De acordo com o procedimento, o Ministério da Defesa deve notificar a Coreia do Norte sobre o assunto. Mas, como as linhas de comunicação com a Coreia do Norte estão cortadas, o Ministério irá simplesmente anunciá-lo", acrescentou.

O acordo de 2018, alcançado durante uma breve aproximação entre o então Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, suspendeu as atividades de vigilância aérea e os exercícios de tiro real ao longo da fronteira.

A Coreia do Norte garantiu hoje que colocou em órbita o primeiro satélite militar espião, depois de ter realizado o lançamento de um foguete espacial detectado por Seul e Tóquio.

"O foguete espacial Chollima-1 voou normalmente ao longo de sua trajetória predefinida e colocou com precisão o satélite “Malligyong-1” em órbita (...) 705 segundos após o lançamento", informou a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

O alegado lançamento bem-sucedido a partir de Pyongyang, que por enquanto não foi confirmado pelos Estados Unidos ou pela Coreia do Sul, surge depois de duas tentativas fracassadas em Maio e Agosto, noticiou a agência de notícias espanhola Efe.

O evento foi supervisionado por Kim Jong-un, ainda de acordo com a KCNA.

A Coreia do Norte defendeu a colocação em órbita do satélite como parte do seu direito legítimo de reforçar as suas capacidades defensivas, e prometeu lançar mais destes dispositivos de inteligência "num curto período de tempo".

A KCNA acrescentou que o lançamento "fará uma contribuição significativa para fortalecer definitivamente as capacidades de guerra das forças armadas" da Coreia do Norte.

O Exército sul-coreano tinha relatado na terça-feira que detectou "o que a Coreia do Norte afirma ser um satélite de reconhecimento militar", que foi lançado na direção sul da área de Tongchang-ri, no noroeste do país, onde está localizada a base de lançamento de Sohae.

Seul, Washington e Tóquio condenaram o lançamento e sublinharam que se trata de uma violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. ANG/Angop

 

                                          Gaza/Conflito Israel-Hamas

Bissau, 23 Nov 23 (ANG) - As tréguas de quatro dias acordadas com Israel em troca da libertação de 50 reféns entram em vigor às 10h00 locais desta quinta-feira, anunciou o movimento islamita Hamas.

“A trégua na Faixa de Gaza começará às 10h00 de quinta-feira", declarou Musa Abou Marzouk, membro sénior da ala política do Hamas, à cadeia de televisão Al Jazeera do Qatar.

Marzouk adiantou que o Hamas está preparado para um cessar-fogo global e para uma troca de prisioneiros", antes de indicar que "a maior parte" dos reféns feitos durante os ataques de 07 de Outubro "são estrangeiros", sem dar mais pormenores.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, saudou quarta-feira o acordo entre Israel e o Hamas para a libertação de reféns, mas considerou que "ainda há muito a fazer", disse o seu porta-voz.

Guterres "congratula-se com o acordo alcançado entre Israel e o Hamas, com a mediação do Qatar, apoiado pelo Egipto e pelos Estados Unidos", afirmou o porta-voz numa breve declaração recebida em Genebra, Suíça.

Acrescentou que a ONU fará tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a implementar o acordo, segundo a agência francesa AFP.

O acordo prevê a libertação de 50 reféns detidos na Faixa de Gaza, em troca de 150 prisioneiros palestinianos e uma trégua de quatro dias no território.

Cerca de 500 doentes e médicos do Hospital Indonésio, localizado no norte de Gaza, foram retirados na terça-feira, numa nova operação coordenada por agências humanitárias, indicou hoje o relatório diário da ONU sobre o conflito entre Israel e o Hamas.

A retirada foi realizada um dia depois de um ataque ao centro hospitalar ter causado a morte de pelo menos 12 pessoas, afirma o relatório do gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

"(O hospital) continua cercado por tropas e tanques israelitas", diz as Nações Unidas, observando que apenas dois pequenos hospitais na metade norte de Gaza, de um total de 24, permaneceram operacionais.

No sul da faixa, zona para onde foi ordenada a evacuação de civis de Gaza e que também sofre bombardeamentos de Israel, funcionam sete das 11 instalações hospitalares, disse a ONU.

O número de camas hospitalares no território palestino caiu de 3.500 antes do conflito para 1.400.

Os ataques a centros hospitalares, que segundo as forças israelitas são usados como refúgio pelos grupos armados do Hamas, continuaram nas últimas 24 horas, e num deles contra o centro Al Awda, quatro médicos morreram, divulgou na terça-feira a organização Médicos Sem Fronteiras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) documentou 178 ataques a instalações médicas em Gaza até à data, com pelo menos 22 mortes e 48 feridos entre os profissionais de saúde em serviço.

A ONU recorda que 1,7 milhões de pessoas abandonaram as suas casas devido ao conflito, mais de três quartos da população de Gaza: cerca de 930 mil estão alojadas em escolas e outros centros da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) e 770 mil estão na parte sul.

Nas deslocações de norte para sul da faixa, ordenadas por Israel, constatou-se que há um grande número de menores não acompanhados e de famílias nas quais pais e filhos são separados à força, destaca o relatório.

O documento recorda ainda que pelo menos 53 jornalistas morreram no conflito, dois deles no início desta semana.

Ainda que o acordo de cessar-fogo temporário entre Israel e o grupo islâmico Hamas tenha contemplado a libertação de 150 prisioneiros palestinianos, Telavive divulgou uma lista com os nomes de 300 pessoas, a maioria das quais homens com de 17 ou 18 anos de idade.

De acordo com o documento, entre os detidos estão pessoas dos 14 aos 59 anos, com acusações que vão desde tentativa de homicídio ao contacto com organizações hostis.

Estão também incluídos os nomes de 60 mulheres, a maioria detidas nos últimos dois anos por ofensas como colocar em causa a segurança da região, infiltrar-se em Israel sem autorização, atirar pedras, e posse de armas.

Israel aceitou terça-feira o acordo para um cessar-fogo de pelo menos quatro dias, tendo todos os membros do Executivo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu votado a favor, exceto os três ministros do Partido do Poder Judaico (Otzma Yehudit), de extrema-direita, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.

Para o efeito, o Hamas levará os reféns para o Egipto através da passagem de Rafah, em grupos diários de cerca de 10, que serão, depois, transferidos para Israel.

Por seu lado, Israel deverá libertar pelo menos 150 prisioneiros palestinos - na maioria mulheres e menores - que não tenham sido condenados por crimes de sangue.

"O número de pessoas libertadas irá aumentar em fases posteriores da implementação do acordo", disse o Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

A entidade sublinhou ainda que o cessar-fogo "irá permitir a entrada de um maior número de comboios humanitários e ajuda humanitária, incluindo combustível designado para necessidades humanitárias".

Apesar de o Hamas ter saudado o acordo, o grupo garantiu que a luta não terminou. "Confirmamos que as nossas mãos continuarão no gatilho e que os nossos batalhões triunfantes continuarão atentos", alertou a milícia, em comunicado.

Depois do ataque surpresa do Hamas contra o território israelita, sob o nome 'Tempestade al-Aqsa', Israel bombardeou a partir do ar várias instalações daquele grupo armado na Faixa de Gaza, numa operação que denominou 'Espadas de Ferro'.

O primeiro-ministro israelita declarou guerra com o Hamas, grupo considerado terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE), tendo acordado com a oposição a criação de um governo de emergência nacional e de um gabinete de guerra. ANG/Angop

 

Cabo Verde/ Professores em greve nacional durante dois dias por melhores salários

Bissau, 23 Nov 23 (ANG) - Mais de 90 por cento dos docentes  do ensino básico obrigatório e do ensino secundário observam a greve de dois dias dos professores em Cabo Verde.

A principal reivindicação da classe é  o aumento da base salarial de 78.067 escudos (cerca de 708 euros) para 107.471 escudos (cerca de 975 euros) na ordem dos 36,6%. 

Na quarta-feira a maioria das escolas estiveram sem aula, devido à greve de dois dias dos professores. Uma docente em Santo Antão afirmou que aderiu à greve porque o governo não quer assumir um compromisso sério com os professores.

“O governo desconsiderou a classe docente não querendo afirmar um compromisso sério  com os professores revelando uma certa insensibilidade em atender as principais reivindicações disse a professora. Osvaldina Assunção.

Um dos sindicatos que convocou a greve de dois dias dos professores é o SINDEP  Sindicato Nacional dos Professores o seu presidente Jorge Cardoso afirma que não tiveram outra saída.

“Não tivemos outra opção, tivemos que avançar com a greve. O governo tinha prometido que resolveria todas as pendências dos professores em 2023 agora empurrou para 2024. E, o que está na origem da greve tem a ver com o reajuste salarial e nós apresentamos uma proposta bem clara”, disse o presidente do Sindep, Jorge Cardoso.

Em conferência de imprensa, três horas e meia após o início da greve, o ministro da educação, Amadeu Cruz, afirmou que Cabo Verde não tem como suportar o aumento salarial de mais de 36 por cento para os professores como exige a classe.

“Os sindicatos convocaram uma greve dos professores tendo como única justificação o pedido de um aumento da base salarial de 78.67 escudos para 107.471 escudos, o que significa um aumento dos salários absolutamente incomportável para a economia nacional, na ordem dos 36,6% dos salários dos professores. Esta proposta de aumento salarial teria um impacto orçamental fixo superior a 2,25 milhões de contos por ano e que teria também efeitos colaterais principalmente do lado da tributação e da inflação” disse o ministro da educação, Amadeu Cruz para acrescentar que “se todas as classes pedirem esse aumento de 36,6 %, não há país que aguente, pois não é somente em Cabo Verde, não há nenhum governo que aguente um aumento salarial de 36,6%, nem de professores e nem de uma outra classe profissional”.

Os professores já avisaram que caso a greve de dois dias não consiga surtir os efeitos desejados, a classe parte para uma greve por um período indeterminado.

Os professores em Cabo Verde exigem ainda a conclusão de reclassificações, promoção automática, regularização da atribuição dos subsídios por não-redução da carga horária até 2024, melhorar a carreira dos mestres, doutores e professores universitários, regularização da carreira das educadoras de infância, regularização do processo de transição dos professores e revisão do Estatuto da Carreira do Pessoal Docente. ANG/RFI

 

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Desporto-Futebol/Comissão “Ad hoc” para gerir  Conselho de Arbritragem toma posse

Bissau, 22 Nov 23 (ANG) – A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), conferiu hoje posse aos 05 veteranos árbitros veteranos de uma  Comissão Ad hoc (CA), criada para gerir, interinamente, o Conselho de Arbitragem.

Durante o acto de tomada de posse, o Presidente de Associação Guineense dos Árbitros (AGAF) de Futebol,Gregório Badupa, informou que a FFGB deu uma missão a sua organização, para criar uma comissão que vai gerir os árbitros por um determinado tempo, para permitir que a super taça da Guiné-Bissau e o campeonato da primeira e segunda divisão tenham lugar na data marcada.

“Entre os árbitros que temos, selecionamos 05 que entendemos que é da nossa confiança Também baseamos na experiência acumulada pelos mesmos, e confiamos-lhes  essa comissão, a fim de trabalharem até  o Comité Executivo da FFGB decidir pôr fim a este mandato”, esclareceu Badupa.

Badupa pediu a  comissão para dar o seu máximo neste novo desafio .

“Aconselho-vos a focar mais no trabalho, e não dar ouvido à   pessoas. Vão   falar mas  todos somos alvos de críticas,  isso não vai falhar. O  mais  importante é trabalhar para convencer e não estar do lado “A” ou “B”,aconselhou.

A presidência do  Conselho de Árbitros (CA),foi confiada a  Artimisa Mendes Cuma.

“Agradeço a confiança dada, e pretendo aqui pedir a todos os envolventes do setor para trabalharmos, de mãos dadas, para, juntos, vencermos  os desafios que o futebol nacional enfrenta”, disse Artimisa Cuma.

Na mesma cerimónia, Bacar Camará, um dos membros de Comité Executivo da FFGB, confirmou  que o jogo da Supertaça entre FC Canchungo e FC Cupelum vai ter lugar na data prevista, 25 de Novembro, no Estádio Lino Correia em Bissau,não obstante as exigências de pagamento dos prémios feita por Canchungo.

Disse que dos 10 milhões de fcfa de prémio que a FC Canchungo deve receber já foram pagos 6.500.000,00fcfa , e que os restantes serão pagos brevemente.

ANG/LLA/ÂC//SG       

 

ANP/Deputado Sigá Batista  pede Governo para extinguir  agendamento  clandestino de  pedido de visto

Bissau, 22 Nov 23(ANG) – O deputado  Sigá Batista pediu, terça-feira, ao Governo para  combater agendamentos clandestinos de pedidos de visto na embaixada de Portugal, em Bissau.

Batista fez o pedido no período antes de Ordem do Dia, na sessão da ANP de terça-feira, e diz que o fenómeno é assegurada por uma rede integrada por cidadãos nacionais  funcionários da embaixada e alguns colaboradores.

O deputado disse  que a referida rede está a “estorquir” quantidades avultadas em dinheiro aos cidadãos que  rondam 600 mil fcfa para cada visto, e acusa as atoridades policiais de preferirem o silêncio face a situação..

“Onde está a Polícia Judiciária e as autoridades policiais, porque mesmo enviando  uma equipa para a Embaixada vamos constatar que há pessoas que já pagaram este valor, mas que até ao momento não conseguiram agendamento” referiu.

Batista solicita colaboração de todos para se  extinguir essa prática que diz estar a  empobrecer a população e a enriquecer um grupo de malfeitores.

Em relação a autenticação de documentos, diz que a rede cobra 50 mil francos cfa para  além das barreiras que  cria  à qualquer   cidadão comum que queira ter acesso aos  serviços da Embaixada.

Sigá Batista sustenta que  muita gente  perdeu nacionalidade, oportunidade de renovação de título de residência, emprego, vagas de bolsa de estudo por causa desta “rede de bloqueio”.

Por sua vez, o  deputado Armando Mango, disse   que a população guineense não é bem tratada na Embaixada de Portugal, em Bissau.

Mango solicita ao Governo que peça ao Governo português para enviar polícias para ,em colaboração com polícias da Guiné-Bissau, investigar o que se passa coma  emissão de vistos e outros documentos na  em
baixada lusa em Bissau. ANG/JD/ÂC//SG

Política/Parlamento aprova  Lei do Orçamento Geral de Estado para exercício económico de 2023

Bissau, 22 Nov 23 (ANG) - A Assembleia Nacional Popular (ANP) aprovou terça-feira, na generalidade, a  Lei do Orçamento Geral de Estado (OGE) para o exercício económico de 2023 em curso, com 92 votos dos deputados presentes.


A informação consta numa nota do Gabinete de Assessoria de Imprensa do Ministério da Economia e Finanças, enviada hoje à ANG.

Lê-se na nota  que o OGE/2023 é no  valor de 339.974 milhões de francos CFA ( trezentos e trinta e nove mil milhões , novecentos e setenta e quatro milhões), e que apresenta um défice de  68.893 FCFA (setenta e oito biliões, oitocentos e noventa e três milhões de francos CFA).

“Para suportar a execução orçamental de 2023, o Governo procede a cobrança dos impostos, taxas, contribuições e outras receitas previstas pela legislação em vigor e de acordo com as alterações constantes da lei em vigor”, refere a nota.

Para a execução do OGE/2023, Governo através do Ministério da Economia e Finanças prevê recorrer à  emprêstimos  “mais concessionais” junto das instituições financeiras, sobretudo para fazer face as necessidade de  investimentos internos, devido o aumento de despesas nos sectores sociais (Saúde e Educação).

“Durante apresentação do documento, o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi referiu a importância do OGE para a definição das políticas macroeconómicas do governo, assim como o contexto internacional em que, o documento é executado, destacando  a alta tensão inflacionista”, refere a nota.

ANG/AALS/ÂC//SG

 

Transporte Terrestre/Ministra do Interior pede ponderação aos motoristas antes de novas paralizações de suas atividades

Bissau ,22 Nov 23 (ANG) – A ministra do Interior e da Ordem Pública pediu hoje a Federação dos Motoristas da Guiné-Bissau (FMGB), para ponderar sobre a  decisão de paralisar as suas actividades dando tempo ao Governo para encontrar uma  solução para as  preocupações  levantadas.

Maria Adiatu Djaló Nandigna  fez este pedido no final do encontro com a FMGB, no qual prometeu convocar uma reunião tripartida, entre  a instituição que derige, o Ministério dos Tansportes, das Finanças e das Obras Públicas, e que deverá contar  com a presença do Primeiro-ministro, para, em conjunto, buscar saída para as exigências dos  motoristas.

 A Federação dos Motoristas, segundo o seu porta-voz, Bubacar Hoffer transmitiu a ministra na reunião preocupações dos associados sobre atuação das forças da ordem nas ruas, nomeadamente, polícias de trânsito e elementos da Guarda Nacional.

Hoffer diz que estas entidades estão a constituir inquietação a FMGB com as suas atividades nas vias públicas do país,  à luz do Memorando do Entendimento  assinado com o anterior Governo, no âmbito do qual havia sido acordado  a criação do Guichê Único para pagamento das multas.

O sindicalista admitiu o recurso à greve de transportes públicos, caso não haja solução para as suas exigências, e diz estar a verificar-se muitas violações por parte das autoridades  políciais nas estradas.

A título de exemplo,  Bubacar Hoffer falou do aumento de postos de controle e de cobranças de  multas nas estradas.

A Federação dos Motoristas da Guiné-Bissau em respostas a Operação Stop para controlar entre outros os documentos das viaturas e dos motoristas que o Governo tinha anunciado para o passado dia 17 de Novembro decidiu paralisar todas as suas actividades neste mesmo dia, em sinal  de protesto contra tal iniciativa, o que acabou por não acontecer uma vez que a operação
foi suspensa pelas autoridades competentes. ANG/MSC/ÂC//SG

Desporto/Canchungo pede adiamento da supertaça e exige pagamento de prémios

Bissau, 22 Nov 23 (ANG) – A equipa de FC de Canchungo exige o pagamento dos prémios de Campeão da Guines-Liga e do vencedor da Taça de Guiné da época desportiva 2022/2023, antes da abertura da nova época 2023/2024.

A exigência  foi revelada por uma nota  públicada  nas redes sociais, segundo a qual  a direção do FC Canchungo apresentou, em carta, essa exigência à  Federação de Futebol da Guiné-Bissau e à Liga Guineense dos Clubes de Futebol, pedindo o  adiamento da Supertaça Bawer, cujo jogo entre Canchungo e Cupelum  está previsto para o próximo sábado(25).

O FC Canchungo foi o vencedor do campeonato da época passada e  da Taça da Guiné-Bissau, em futebol.

Na nota assinada pelo 1º vice-presidente do clube, Faustino Paulo Mango, a formação nortenha exige o pagamento dos prémios para que os clubes possam se organizar, regularizar as contas com os jogadores e demais prestadores de serviço, assim como tratar dos meios de transporte para a nova época futebolística.

O Futebol Clube de Canchungo é presidido pelo empresário de futebol, ex-Boavista de Portugal e antigo internacional guineense, Mamadu Bobó Djaló (Bobó).ANG/LPG/ÂC//SG

ANP/Deputados aprovam por unanimidade  adesão da Guiné-Bissau ao Exim Bank África

Bissau, 22 nov 23 (ANG) – Os deputados  aprovaram na terça-feira,  por unanimidade, a adesão da Guiné-Bissau ao Exim Bank África.

O referido Banco, segundo o ministro dos Recursos Naturais, Hotna Cufuk Na Doha, é especializado em financiamento de importações e exportações.

“O país e Exim Bank  esperaram muito por este dia, porque desde 2015 que a Guiné-Bissau assinou o acordo da criação deste banco e da lá à esta parte não houve mais nada”,referiu.

Hotna Cufuk Na Doha disse que, tendo em conta a importância da instituição bancária, sobretudo em relação aos projetos  da empresa guineense de Petróleo e Hidrocarbonetos,  (PETROGUIN), fez   questão de impulsionar a processo da conclusão da adesão da Guiné-Bissau.

“A partir deste momento, o país deu um passo importante no sentido de ter acesso ao crédito do banco para implementação dos projetos públicos e privados, porque o banco foi criado por estados  africanos e os países membros têm facilidade de acesso ao crédito”, salientou.

O titular da pasta dos Recursos Naturais acrescentou  que, para além da disponibilidade de financiar a importação e exportação, o Exim Bank África dispõe de capacidades para  financiar outros tipos de projetos de desenevolvimento.ANG/LPG/ÂC//SG