terça-feira, 2 de janeiro de 2024

 

Balanço do fim  do ano/Hospital Nacional Simão Mendes regista dois óbitos e 181 casos de agressões


Bissau, 02 jan 24(ANG) - Os serviços da urgência do hospital nacional Simão Mendes registou dois óbitos e 181 casos de agressões físicas e acidentes de viação, durante as festividades do final do ano.

Em conferência de reaçlizada hoje sobre o balanço das celebrações do final do ano, a enfermeira chefe dos Serviços de Urgência de Hospital Simão Mendes, Signeia Samira Tomás Mendes, afirmou que no total de 181 casos foram  atendidos, entre os oito de acidente de viação, quinze de agressões físicas e dois óbitos.

Aquela responsável informou que os óbitos devem-se ao atropelamento das vítimas por viaturas, sendo que uma ocorreu na zona de Granja de Pessubé e a outra no bairro de Antula.

Explicou que trata-se de uma senhora atropelada juntamente com a sua filha por um táxi e que resultou na fratura exposta de uma perna da mãe, acrescentando que a menina (filha) está internada no serviço de ortopedia para receber o tratamento.

Salientou que a outra vítima mortal foi atropelada no bairro de Antula, que apanhou no crânio e não resistiu aos ferimentos, acabando por falecer.ANG/ÂC


 

Política/Presidente da República promete “prisão” à qualquer pessoa que tomar o dinheiro do Estado  

Bissau,02 Jan 24(ANG) -  O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló afirmou que qualquer pessoa que tomar o dinheiro do Estado será metida na prisão, tendo elegido o ano 2024,  como de disciplina, de rigor e de luta contra a corrupção.

 O chefe de Estado falava segunda-feira durante um almoço de confraternização com as chefias militares das Forças de Defesa e Segurança, realizada no Estado Miaor General das Forças Armadas.

O Presidente da República qualificou de uma pena o que aconteceu recentemente, no caso 30 de Novembro e 1 de Dezembro de 2023, tendo questionado de como  é possível que as pessoas tenham sido detidas por terem cometido algum erro pareçam uns marginais que foram libertá-las.

“Considero essas pessoas de marginias porque os militares, não têm este tipo de comportamento de ir violar as celas para retirarem os presos”, afirmou.

Umaro Sissoco Embalo sublinhou que, não se pode impedir nenhuma tentativas de golpes de Estado, tendo avisado que nenhuma tentativa de alteração da ordem constitucional pela via das armas vai consumar-se, enquanto estiver como chefe de Estado da Guiné-Bissau.

O chefe de Estado disse que, as forças armadas não podem permitir que um dos seus elementos esteja a destabilizar o país sistematicamente.

“A Guiné-Bissau é um país de gente séria e de homens e mulheres bons. A Guiné é o único país do mundo em que, quando uma pessoa é presa por ter cometido um erro, levantam-se as vozes para dizerem que o fulano não pode ser detido. Mas porquê?”, questionou.

 Apelou às chefias militares e paramilitares para ajudarem no trabalho da reconstrução da Guiné-Bissau. 

O Presidente da República recordou que várias vezes mandou as Forças de Defesa e Segurança para retirar os lixos das ruas, mas depois de algumas horas via-se novamente lixos aglomerando nas ruas o que, no seu entender, é uma indisciplina que deve acabar.

Embaló lembrou que várias vezes mandou as forças de defesa e segurança para retirar o lixo das ruas, mas depois de algumas horas via-se novamente lixo aglomerando nas ruas o que, no seu entender, é uma indisciplina que deve acabar.

Apelou às chefias militares e paramilitares para ajudarem no trabalho da reconstrução da Guiné-Bissau. 

Por sua vez, o porta voz do Estado Maior General das Forças Armadas, Samuel Fernandes, realçou o trabalho feito para melhorar o sistema de saúde militar que agora tem maior e melhor assistência médica e medicamentosa para os militares e a população em geral que procura aquele serviço.

Disse que, a nível da formação conseguimos enviar estudantes militares para o Reino de Marrocos em diferentes especialidades, para a República Popular da China, depois de um interregno de quase três anos, devido a pandemia de Covid-19.

“Enviamos estudantes para Senegal, Portugal e em janeiro, um número significativo de estudantes militares vai para a Federação da Rússia, onde neste momento temos mais de uma centena dos nossos camaradas a estudarem nos diferentes estabelecimentos de ensino militares.ANG/ÂC

 

Dia Mundial de Paz/Papa apela à oração para pôr fim a guerras e ao respeito da mulher


Bissau,02 Jan 24(ANG) – O Papa Francisco apelou
à oração pelo fim de muitas guerras no mundo, citando a Ucrânia ou o Médio Oriente, apelando também ao respeito das mulheres.

O sumo pontífice presidiu à Missa da solenidade de Santa Maria, Nossa Senhora, que coincide com o Dia mundial da paz a 1 de Janeiro.

O Papa Francisco abençoou, posteriormente, a multidão a partir da janela dos seus aposentos que dá para a Praça de São Pedro neste primeiro dia do ano de 2024. 

O chefe dos católicos lembrou a necessidade de se rezar pelo fim de muitos conflitos que afligem o mundo, citando, por exemplo, a Ucrânia e a situação no Médio Oriente.

 Continuemos a rezar pelas populações que sofrem por causa das guerras de hoje.

Não nos esqueçamos do tormento da Ucrânia, não nos esqueçamos da Palestina, não nos esqueçamos de Israel. Não nos esqueçamos de tantas outras regiões onde a guerra se faz sentir ainda com demasiada intensidade.

Para reencontrar a paz no mundo precisa-se de olhar para as mães e para as mulheres: Para sair da espiral da violência do ódio e por forma a voltar a ter olhares humanos e corações que vêem.

A sociedade precisa de acolher a dádiva da mulher: de cada mulher. De a respeitar e a proteger, de a valorizar. Sabendo que quem fere uma única mulher está a profanar a Deus que nasceu de uma mulher.

 O Papa enfatizou a importância do silêncio da virgem Maria que, segundo o Evangelho, quando lhe foi anunciada a Natividade se manteve silenciosa.

"O silêncio de Maria é uma característica bonita. Não se trata de uma mera ausência de palavras, mas de um silêncio cheio de espanto e de adoração pelas maravilhas que Deus estava a cumprir", sublinhou o Santo Padre.

Francisco referiu-se a Maria como sendo "catedral do silêncio".ANG/RFI

 

China/ Presidente afirma que Reunificação com Taiwan é uma "inevitabilidade histórica"

Bissau, 02 Jan 24(ANG) - O Presidente chinês afirmou, que a reunificação com Taiwan é uma "inevitabilidade histórica". No discurso de fim de ano, Xi Jinping disse ainda que a "a economia chinesa continuou a recuperar e a melhorar" em 2023.

A China será “certamente reunificada” começou por dizer o Presidente chinês, sublinhando que se trata de uma "inevitabilidade histórica". Todos os chineses de ambos os lados do Estreito de Taiwan devem estar vinculados a um objectivo comum, partilhando a glória do rejuvenescimento da nação chinesa”, declarou.

A China considera Taiwan uma província que ainda não conseguiu reunificar com o resto do seu território, desde o fim da guerra civil em 1949. Pequim, que não desistiu de conquistar a ilha pela força, tem exercido forte pressão militar e económica sobre Taiwan desde a chegada ao poder, em 2016, de Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista (DPP) que, segundo China, defende a independência.

Para Taipei, Pequim aumentou a pressão militar nos últimos meses, numa altura em que a ilha se prepara para realizar eleições presidenciais, marcadas para Janeiro de 2024.

No discurso de fim de ano, Xi Jinping disse ainda que a "a economia chinesa continuou a recuperar e a melhorarem 2023, apontando um "transbordante dinamismo de desenvolvimento" no país, nomeadamente através da venda de telemóveis fabricados internamente e o progresso da segunda maior economia do mundo na fabricação de veículos eléctricos.

No plano internacional, Xi Jinping lembrou que "ainda há lugares no mundo em plena guerra" e que o povo chinês "está muito consciente do valor da paz". O chefe de Estado Chinês mostrou-se disponível para “trabalhar com a comunidade internacional para promover a construção de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade".ANG/RFI

                           Coreia do Sul/Líder da oposição esfaqueado

Bissau, 02 jan 24 (ANG) - O líder da oposição da Coreia do Sul,Lee Jae-myung, foi esfaqueado no pescoço hoje durante um evento público no sudeste do país, e levado para o hospital, avançaram os serviços de emergência.

De acordo com os serviços de emergência da cidade portuária de Busan, o incidente aconteceu às 10:27 (01:27 em Lisboa), enquanto o líder do Partido Democrático (PD) falava com jornalistas numa conferência de imprensa no novo aeroporto local, na ilha de Gadeok.

Um homem, cuja identidade ainda não foi revelada, aproximou-se de Lee e esfaqueou-o no lado esquerdo do pescoço. A agência de notícias sul-coreana Yonhap publicou uma fotografia que mostra o político no chão com um lenço a cobrir a ferida.

Lee foi levado para o hospital após cerca de 20 minutos, em estado consciente apesar de ter uma hemorragia grave, enquanto o autor do ataque foi imediatamente detido, informou a agência de notícias.

O líder do PD perdeu as eleições presidenciais de 2022 para o atual Presidente, o conservador Yoon Suk-yeol, por uma margem estreita.

Durante a campanha, Lee, antigo governador da província de Gyeonggi, a mais populosa da Coreia do Sul, tinha proposto algumas medidas inovadoras, incluindo a criação de um rendimento mínimo universal e uniformes escolares gratuitos.ANG/Lusa

     Catástrofe natural/Pelo menos 48 mortos devido a sismo no Japão

Bissau, 02 jan 24 (ANG) – Pelo menos 48 pessoas morreram no sismo que atingiu a costa oeste da região central do Japão na segunda-feira, segundo um novo balanço divulgado hoje pelas autoridades japonesas.

Anteriormente, os responsáveis japoneses tinham informado que 30 pessoas haviam morrido no terramoto.

As autoridades também suspenderam hoje o alerta de tsunami.

O sismo, de magnitude de 7,6 na escala aberta de Richter e com epicentro na península de Noto, levou as autoridades a ativar o alerta de tsunami, em vigor durante 18 horas, ao longo da costa ocidental das ilhas de Honshu e Hokkaido e do norte da ilha de Kyushu.

As autoridades indicaram também que 48 pessoas morreram, muitas delas na cidade de Wajima, uma localidade de cerca de 27 mil habitantes da autarquia de Ishikawa, que se encontra entre as mais afetadas devido à proximidade do epicentro.

Os 155 sismos que abalaram o centro do Japão desde segunda-feira causaram "numerosas vítimas" e danos materiais significativos, incluindo edifícios desmoronados e incêndios, afirmou o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.

"Salvar vidas é a nossa prioridade e estamos a travar uma batalha contra o tempo", declarou Kishida, acrescentando ser "fundamental que as pessoas presas nas casas sejam resgatadas imediatamente".

O Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeo, enviou hoje uma mensagem de condolências ao primeiro-ministro japonês pelas vítimas do terramoto que atingiu a costa ocidental do centro do Japão, na segunda-feira.

Yoon ofereceu a ajuda de Seul para os trabalhos de recuperação da zona afetada e fez votos para que a população local possa regressar à vida normal rapidamente.ANG/Lusa

 

domingo, 31 de dezembro de 2023


Mensagem à Nação/
Presidente da República afirma que a Guiné-Bissau não parou e não vai parar

Bissau,31 Dez 23(ANG) – O Presidente da República disse que a Guiné-Bissau não parou e não vai parar, tendo em conta que decidiu dissolver a Décima Primeira Legislatura da Assembleia Nacional Popular; nomeou e deu posse a um novo Governo e, assim, garantiu o funcionamento das instituições nos termos da Constituição da República.

O chefe de Estado fez estas afirmações na sua tradicional mensagem do fim de ano endereçada ao povo guineense, na qual disse que o Governo de Nuno Gomes Nabiam organizou as eleições legislativas de 2023, que os observadores internacionais qualificaram como “livres, justas e transparentes”.

“Nomeado e empossado por mim, o Governo da Plataforma ‘Tera Ranka’ – que representou a alternância política que resultou das últimas eleições - entrou, logo, em funções. Parecia que o ano de 2023 iria terminar sem qualquer incidente que viesse perturbar a normalidade da vida política nacional. Infelizmente não foi isso que veio a acontecer.

Umaro Sissoco Embalo salientou que, foi no decurso do debate parlamentar do Orçamento Geral do Estado que foi quebrada a relação institucional que deve existir entre o Parlamento e o Executivo.

“E foi assim que, a partir da própria Assembleia Nacional Popular, foi desencadeado o que viria a tornar[1]se uma “grave crise política”, iniciada por um escândalo financeiro do Executivo”, frisou.

O Presidente da República sublinhou que,  perante uma tal situação, decidiu dissolver a Décima Primeira Legislatura da Assembleia Nacional Popular; nomeou e deu posse a um novo Governo.

O chefe de Estado disse que, importa lembrar que o ano que ora finda, beneficiou de um considerável capital politico e diplomático, que foi o legado do ano de 2022.

“Os ganhos, então, acumulados foram muito importantes quer na projeção externa do nosso País, quer ainda na implementação da agenda política que eu prometi aos guineenses: a transformação positiva da Guiné-Bissau”, afirmou.

Embalo salientou que, é indiscutível que a Guiné-Bissau soube conquistar a centralidade diplomática no concerto regional dos Estados da África Ocidental, reposicionando-se positivamente no conjunto da comunidade internacional, sobretudo durante a Presidência da CEDEAO que findou este ano e que permitiu novas perspetiva de cooperação .

“Vejo o ano de 2024 com otimismo e com olhos postos no futuro. A Guiné-Bissau é um país viável. Os inúmeros projetos de desenvolvimento a serem realizados em diferentes áreas de governação terão sempre o meu olhar atento, empenhado e rigoroso. Enquanto Presidente da República estarei sempre na linha da frente na defesa dos valores da democracia, da justiça e da liberdade”, prometeu o Presidente da República.ANG/ÂC


CAN 2023/
Capitão dos “Djurtus”, disse esperar um resultado diferente das três últimas participações

Bissau,31 Dez 23(ANG) - O capitão da seleção nacional de futebol, Jonas Mendes, disse esperar um resultado diferente das três últimas participações da Guiné-Bissau no Campeonato Africano das Nações(CAN).

Jonas Mendes reagia assim na chegada dos pupilos do selecionar nacional Baciro Candé, no sábado, no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, para preparar a quarta participação do país na maior competição africana das seleções de futebol, CAN Costa de Marfim 2023.

“Sabemos que o povo guineense está a esperar muito de nós, e também estamos a esperar um resultado muito diferente daquilo que foi as três últimas participações do país no Campeonato Africano das Nações, desta vez, é claro, todos nós queremos passar para a próxima fase. É o nosso principal objetivo, para depois sonhar”, afirmou o guardião.

Perguntado sobre o espírito da equipa, uma vez que a Guiné-Bissau tem pela frente alguns “tubarões” da África, como Costa de Marfim e Nigéria, o capitão respondeu com confiança, afirmando que a Guiné-Bissau também tem qualidades para fazer face aos adversários.

“Sabemos que vamos defrontar seleções difíceis no nosso grupo, também temos as nossas qualidades, temos jogadores com experiência internacional e temos um grupo bastante unido e focado, acredito
que desta vez será bem diferente, e que os guineenses vão orgulhar de nós”, concluiu Jonas, para de seguida agradecer o trabalho que está sendo feito nestes últimos anos para o desenvolvimento da seleção nacional, que para ele, está a ter frutos e igualmente, pediu mais apoio dos guineenses para a seleção.

Os jogadores chegaram a Bissau num voo comercial que aterrou pelas 14 horas, no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, nota-se a ausência de alguns jogadores que não viajaram com os colegas à Bissau.

Entre os jogadores ausentes, destaca-se o Moreto Cassamá, Sori Mané, Famana Quizera e Alfa Semedo e cujos motivos foram justificados pelos responsáveis da Federação de Futebol da Guiné-Bissau  com a dispensa dos mesmos, nos seus respetivos clubes e, deverão ainda estar em Bissau nos próximos dias.

Os “Djurtus”, deverão ter um estágio de quatro dias em Bissau, antes da partida para o Mali, onde irá realizar uma partida amistosa com a seleção local, agendada para o dia 6 de janeiro.

Após esse jogo de preparação no solo maliano, os Djurtus seguirão a viagem no dia seguinte para a Costa de Marfim, onde irão defrontar a seleção marfinense no jogo inaugural da trigésima quarta edição do Campeonato das Nações Africanas (CAN Costa de Marfim-2023).ANG/ÂC

 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Cooperação/PAM e Governo assinam acordo para apoiar as cooperativas agrícolas do país

Bissau,29 Dez 23(ANG) – O Programa Alimentar Mundial(PAM) e o Governo através dos Ministérios da Agricultura e Desenvolvimento Rural e da Educação Nacional, assinaram hoje um acordo visando apoiar as cooperativas agrícolas em todas as regiões do país.

Na ocasião, o representante do PAM no pais, Claude Kakule disse que sentir-se honrado e feliz por assinar o referido acordo com as cooperativas agrícolas que fazem produção de arroz, feijão e outros tipos de cereais.

“Nós decidimos fazer esta cerimónia na presença dos ministros da Educação Nacional, da Agricultura, do representante do ministro do Comércio e outros Ministérios que gostaríamos para estar aqui, porque é o desejo do PAM fazer uma Plataforma com todos os intervenientes que possam ajudar no aumento da produção local para o abastecimento das cantinas escolares”, salientou.

Claude Kakule sublinhou que a razão da criação da referida Plataforma de todos os actores, é devido à certos factores, dentre os quais a possiblidade dos pequenos produtores terem acesso à insumos agrícolas tais como sementes.

O representante do PAM frisou que, o segundo aspecto do acordo, tem a ver com o acesso ao microcrédito, para que os produtores locais possam ter meios de adquirir insumos agrícolas e máquinas para desenvolver os seus trabalhos.

Disse que o terceiro aspecto visa criação de parcerias para que os produtores locais, saibam  por exemplo quando precisam do financiamento ou de sementes, onde é que podem dirigir-se.

Informou que o quarto aspecto é a questão do acesso ao mercado, acrescentando que através das cantinas escolares e das compras locais que são feitas junto dos produtores, as cantinas escolas tornam-se num mercado institucional para as cooperativas.

Claude Kakule afirmou que o acordo ora assinado é o início de um algo maior que o PAM pretende com as cooperativas de formar a aumentarem a integração de produtos alimentares locais, nas cantinas escolares.

Por sua vez, a ministra da Agricultura e Desenvolvimento Rural, afirmou que  uma da missão fundamental da instituição que dirige é apoiar os agricultores para que possam cultivar, nomeadamente com sementes de qualidade e técnicos que os acompanham para renderem ainda mais nas suas produções.

Fatumata Djau Baldé salientou que, a oportunidade que o PAM vai dar aos camponeses vai-lhes permitir conseguir mercados de venda antes de iniciarem a produção.

Disse que, por isso essa oportunidade deve ser  abraçada pelos camponeses e reforçar a produção, não apenas para vender ao PAM como para outros mercados interessados.

Em nome das cooperativas agrícolas, Mamadú Lamarana Djaló frisou que, vão abraçar a oportunidade que o PAM lhes deu, porque vai permitir aos camponeses tomar conta da economia do pais.

Djaló afirmou que, a Guiné-Bissau como país arável com 1.400 mil hectares de terras para cultivar, frisando que, com isso podem transforma-la num país de trabalho.ANG/ÂC

Política/Conselho de Ministros aprova Projeto de Código de Conduta para membros do Governo

Bissau, 29 Dez 23 (ANG) - O Conselho de Ministros deliberou na quinta-feira a aprovação do Projeto de Código de Conduta para membros do Governo.

Para o efeito, o elenco governamental mandatou a ministra da Justiça e dos Direitos Humanos à fazer uma análise detalhada do mesmo Código e consequente reformulação e apresentação nas próximas sessões.

A informação consta no Comunicado do Conselho de Ministros à que ANG teve acesso hoje, no qual foi aprovado com  alterações o Projecto de Decreto-Lei sobre a Orgânica do Governo.

No referido documento, o Conselho de Ministros deu anuência ao Primeiro-Ministro para adoptar, por Despacho, medidas administrativas urgentes e necessárias à implementação do Plano de Atividade do Governo.

Em relação a outros assuntos relevantes de governação, de acordo com o comunicado, o ministro do Comércio manifestou a sua preocupação sobre o aumento de preços dos bens da primeira necessidade principalmente do arroz.

Por sua vez, o ministro da Cultura, Juventude e dos Desportos informou aos membros do Governo sobre os esforços que estão a ser desenvolvidos para a IVª participação consecutiva da Guiné.Bissau na Taça das Nações Africanas, a decorrer de 13 de janeiro à 11 de fevreiro de 2024, na Costa do Marfim.

Em consequência, o Conselho de Ministros instituiu o ministro de Comércio no sentido de fazer um diagnóstico urgente sobre as causas que estão na origem do aumento de preços do produtos de primeira necessidade e propor as medidas para pôr cobro à situação.

Conforme o documento, o Conselho de Ministros orientou também  o ministro da Cultura, Juventude e Desportos para, em concertação com o ministro das Finanças e a Federação de Futebol da Guiné-Bissau, criar condições necessárias para organização da participação do país na 34ª Edição do Campeonato Africano das Nações(CA
N).ANG/AALS/ÂC

Segurança/Secretário de Estado da Ordem Pública desmente informações da detenção do ex. Diretor Financeiro do Ministério do Interior

Bissau, 29 Dez 23(ANG) – O Secretário de Estado da Ordem Pública desmentiu as informações que dão conta da detenção do  ex. Diretor Administrativo e  Financeiro(DAF) do Ministério do Interior (MI) Moro Camará.

 José Carlos Macedo Monteiro que falava hoje em conferência de imprensa, disse que Moro Camará não está na cela, mas sim, foi chamado para esclarecer o motivo de levantamento de dinheiro cujo montante não foi revelado, sem conhecimento do Presidente da República.

Aquele responsável, disse que Moro Camará enquanto DAF geria tudo o que tocava com dinheiro, frisando que, elaboraram um orçamento para patrulha durante a quadra festiva onde elencaram todos as despesas desde alimentação, combustíveis, telefones para comunicação e outros e mobilizaram 2 mil homens efetivos  em todo o território nacional.

Revelou que, o  ministro do Interior foi  informado que não há nenhum tostão no cofre do Ministério, ele por sua vez fizera deligências como sempre onde conseguiu 21 cabeças de gado bovino em prestação.

José Carlos Macedo disse que,  depois da publicação do decreto da queda do anterior Governo, Moro Camará que não estava em função  levantou 50 milhões de francos cfa e no dia seguinte, voltou a levantar um outro montante totalizando 65 milhões de francos CFA na conta do Ministério.

Prosseguiu que,  Moro Camará também mandou fazer uma transderência de 83 milhões que beneficiou um comerciante alegando que este tinha fornecido alimentação para o Ministério do Interior, totalizando 148 milhões.

Revelou que o próprio Moro Camará confessou durante a audição  que fez levantamento e transferência daquele montante de 148 milhões, e também informou que tinha viajado  para Portugal e o Secretário de Estado da Ordem Pública o ligou para voltar garantindo-lhe bilhete de ida e volta e perdiem.

José Carlos Macedo disse ainda que, até este momento o seu antecessor não lhe entregou o relatório das despesas.ANG/JD/ÂC

 

    Justiça/LGDH exige a libertação imediata do cidadão Malam Camará

Bissau, 29 Dez 23 (ANG) – A Liga Guneense dos Direitos Humanos(LGDH),  exige a libertação imediata do cidadão Malam Camará vulgo (Moro), ex Director Administrativo e Financeiro do Ministério do Interior e atual Coordenador do MADEM G-15 na região de Quinará e condena sem reservas a atuação que considera totalmente ilegal do actual ministro do Interior, Botche Candé.

A informação consta numa nota à imprensa da LGDH, a que ANG teve acesso, que disse ainda que a organização defensora dos direitos humanos tomou conhecimento de detenção que qualifica de “ilegal e abusiva” do Malam Camará com bastante indignação por um grupo de 5 homens armados, supostamente a mando do Botche Candé atual ministro de Interior no dia 27 de Dezembro do ano em curso.

 Segundo a referida nota, as informações recolhidas pela LGDH junto de fontes fidedignas do Ministério do Interior, disse que, esta atuação ilegal foi desencadeada no âmbito de alegadas averiguações sobre gestão de fundos.

A nota referiu ainda que, tendo em consideração que o Ministério do Interior não dispõe de nenhuma competência no domínio de investigação criminal sobretudo de atos de corrupção, esta ação constitui mais uma de tantas arbitrariedade que tem praticado contra cidadãos nos últimos anos.

Igualmente, a Liga exorta o Ministério do Interior no sentido de abstrair de práticas de atos arbitrários  que tem sido o seu apanágio, submetendo-se aos ditames da lei.ANG/MI/ÂC


 


Política/
WANEP diz que a Guiné-Bissau não vive ainda uma verdadeira Democracia

Bissau, 29 Dez 23(ANG) - - A Rede Oeste Africana para Edificação da Paz ( WANEP-GB) disse que “a Guiné-Bissau não vive, ainda uma verdadeira Democracia”, assim também, “não vive plenamente a sua Constituição”.

A sua Coordenadora, Denise dos Santos Indeque, lembra que “costuma-se dizer que as eleições são a festa da democracia” e que “é o momento único” em que se escolhe os governantes.

“As eleições legislativas de 04 de Junho de 2023 foram decisivas para o povo guineense, tendo em conta as dificuldades sociais de todos os níveis que gerou um divórcio entre os eleitos e eleitores, onde o povo decidiu, por uma maioria absoluta, escolher a coligação PAI-Terra Ranka para os próximos 4 anos, através de um Governo liderado por Geraldo Martins”, anotou Dos Santos Indeque na sua declaração a imprensa, esta quinta-feira, para falar da atual situação política no país.

A ativista guineense lamentou o contexto politico actual que se vive no país, lembrando que seis meses depois das eleições de 4 de junho, e três meses depois da instituição do Governo legitimo, saída das urnas, “a Guiné-Bissau já está no seu segundo Governo inconstitucional, devido as rivalidades e decisões dos políticos que, na verdade, pensam que a nação lhes pertence”.

“Na verdade, não há Democracia sem o povo. E o povo não se faz substituir a sua vontade. A imposição da vontade de um de poucos é um exercício ilegítimo. Só a soberania do povo é um exercício legítimo”, precisou.

Para a Coordenadora de WANEP-GB, “o exercício da soberania popular exige um conjunto de condições materiais, sociais e políticas, sem as quais, não se pode falar da dignidade de cada um, nem da dignidade social e política de toda a sociedade”.

“A falta de nacionalismo, o ventre e o baixo-ventre dos políticos guineenses, indigna toda a sociedade. E as dificuldades do povo adoecem a sociedade”, observou também Denise dos Santos Indeque, tendo realçado que “a dignidade é de um povo ou é de ninguém. Não haverá classes ou categorias sociais dignas na Guiné-Bissau, enquanto a indignidade dos políticos prevalecer”.

Para ela, “torna-se urgente a necessidade de resgatar e restaurar a dignidade ética da vida pública”.ANG/CFM

 

      Cabo Verde/Professores em greve pelo segundo dia consecutivo

Bissau, 29 Dez 23(ANG) - Em Cabo Verde, os professores cumpriram quinta-feira o segundo dia de greve por um período indeterminado. Os docentes exigem melhores salários.

Os professores afectos ao Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof) iniciaram uma greve por um período indeterminado, por falta de acordo com o Ministério da Educação sobre as reivindicações ligadas ao aumento salarial.

O Sindprof apresentou uma proposta com o pedido de aumento salarial de 78.678 escudos (cerca de 713 euros) para 107.471 escudos (cerca de 974 euros) de salário base, o que não foi aceite na última reunião com o Ministério da Educação e Direcção-geral do Trabalho. Lígia Herbert, presidente do Sindprof, lembra que há professores que recebem um salário mínimo de 15 mil escudos (cerca de 136 euros).

“Nós devemos chamar atenção que existem professores que auferem um salário líquido de 15 mil escudos, outros 20 mil, 22 mil e por aí a fora. De 1 até 10 nós temos professores com diferentes níveis salariais”, destacou a responsável sindical.

Já o Sindicato Nacional dos Professores (SINDEP) apresentou uma proposta ao Ministério da Educação para um reajuste salarial anual de 1%, a entrar em vigor a partir de 1 de Janeiro, enquanto aguarda a aprovação do novo Estatuto da classe. Em resposta, o Ministro da Educação, Amadeu Cruz, esclareceu que o aumento não foi previsto no Orçamento do Estado para 2024, mas manifestou a intenção de analisar a viabilidade da medida.

“O aumento não foi contemplado no Orçamento de Estado para 2024, mas estaremos na disponibilidade de ver esta questão com o departamento governamental competente para vermos se é possível, de facto, no quadro de elaboração do novo estatuto da carreira docente contemplar o princípio de retroactividade do aumento salarial”, disse o Ministro da Educação, Amadeu Cruz.

Os professores reivindicam, ainda, a conclusão de reclassificações, promoção automática, regularização da atribuição dos subsídios por não-redução da carga horária até 2024, melhorar a carreira dos mestres, doutores e professores universitários, regularização da carreira das educadoras de infância, regularização do processo de transição dos professores e revisão do Estatuto da Carreira do Pessoal Docente.ANG/RFI

 

    EUA/ Maine declara Trump inelegível para as presidenciais de 2024

Bissau, 29 Dez 23(ANG) - O Estado do Maine anunciou nesta quinta-feira, 28 Dezembro, que o ex-Presidente Donald Trump não vai figurar nos boletins de voto das primárias republicanas, tornando-o inelegível para as presidenciais de 2024. A decisão de desqualificar Donald Trump para o cargo de chefe de Estado segue a posição do Supremo Tribunal do Colorado.

O Maine tornou-se no segundo Estado norte-americano a considerar o antigo Presidente Donald Trump inelegível para as eleições presidenciais de 2024, excluindo o nome do republicano nas primárias, devido às suas acções durante as eleições de 2020.

A secretária de Estado do Maine e responsável pela organização das eleições, Shenna Belows, argumenta, num documento oficial, que Donald Trump “não está apto para servir como Presidente” sob a 14ª Emenda da Constituição”.

“Não chego a esta conclusão de ânimo leve”, estimando que o ataque ao Capitólio, sede do Congresso americano, foi cometido “sob ordens, com pleno conhecimento e com o apoio do Presidente cessante”. Shenna Belows acrescentou que a decisão será “suspensa” em caso de contestação judicial.

A 14ª Emenda foi adicionada à Constituição para impedir que os ex-confederados regressassem aos seus cargos governamentais após a Guerra Civil. A linguagem presente na Secção 3 da 14.ª Emenda tem sido examinada devido à forma como define quem está impedido de ocupar cargos se tiver “envolvido em insurreição ou rebelião”.

A 6 de Janeiro de 2021, centenas de apoiantes de Donald Trump invadiram o Capitólio, tentando impedir a validação da vitória do democrata Joe Biden. Ainda hoje, Donald Trump e os apoiantes ainda contestam, sem provas, os resultados das eleições de 2020. O ex-Presidente foi indiciado em 1º de Agosto a nível federal e depois a 14 de Agosto pelo Estado da Geórgia,  pelas suas tentativas alegadamente ilícitas de obter a reversão dos resultados das eleições de 2020, abrindo um debate jurídico sobre a sua possível inelegibilidade, levando a recursos em vários estados.

A decisão de desqualificar Donald Trump para o cargo de Presidente da República vai de encontro à posição do Supremo Tribunal do Colorado que, este mês, excluiu o magnata republicano das primárias.

Na altura, Trump anunciou um recurso para o Supremo Tribunal dos EUA. A mais alta instância judicial do país nunca se pronunciou sobre a Secção 3 da 14.ª Emenda.  Enquanto o Supremo Tribunal não se pronunciar, os  boletins de voto terão que incluir o nome do ex-Presidente Trump, tanto no Colorado quanto no Maine.

Esta semana o Supremo Tribunal do Michigan recusou desclassificar Trump do processo eleitoral de 2024. Os juízes alegaram que o caso levanta uma questão política que não deve ser resolvida pela justiça e rejeitaram a ação sem sequer realizar julgamento.ANG/RFI

 

Guerra na Ucránia/Balanço do maior ataque aéreo russo desde a invasão da Ucrânia sobe para 18 mortos

Bissau, 29 dez 23 (ANG) – A Rússia lançou hoje 122 mísseis e 36 ‘drones’ contra alvos em toda a Ucrânia, matando pelo menos 18 civis, segundo novos dados divulgados pelas autoridades ucranianas.

A força aérea ucraniana intercetou 87 dos mísseis e 27 dos aeroplanos sem tripulação do tipo Shahed durante a noite, disse o chefe militar da Ucrânia, Valerii Zaluzhnyi, citado pela agência norte-americana AP.

“O ataque aéreo mais maciço” desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, descreveu nas redes sociais o comandante da força aérea, Mykola Oleshchuk,

De acordo com a força aérea ucraniana, o maior ataque anterior foi em novembro de 2022, quando a Rússia lançou 96 mísseis contra a Ucrânia.

Este ano, o maior foi de 81 mísseis em 09 de março, segundo os registos da força aérea.

Os combates na linha da frente estão, em grande parte, afetados pelo inverno, depois de a contraofensiva de verão da Ucrânia não ter conseguido avanços significativos nos cerca de mil quilómetros da linha de contacto.

Kiev tem apelado aos aliados para fornecerem mais defesas aéreas para se proteger contra ataques como o de hoje, numa altura em que os sinais de cansaço da guerra pressionam os esforços para manter o apoio.

Autoridades e analistas ocidentais alertaram que Moscovo limitou os ataques com mísseis de cruzeiro nos últimos meses, num aparente esforço para acumular reservas para ataques maciços durante o inverno, na esperança de quebrar o ânimo dos ucranianos.

Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos 86 pessoas ficaram feridas e um número desconhecido ficou soterrado pelos escombros durante o ataque que durou cerca de 18 horas.

Entre os edifícios danificados em toda a Ucrânia contam-se uma maternidade, blocos de apartamentos e escolas.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky afirmou que as forças russas utilizaram uma grande variedade de armas, incluindo mísseis balísticos e de cruzeiro.

“Hoje, a Rússia utilizou quase todos os tipos de armas do seu arsenal”, declarou Zelensky nas redes sociais.

O porta-voz da Força Aérea ucraniana, Yurii Ihnat, disse que a Rússia “aparentemente lançou tudo o que tem”, exceto mísseis Kalibr lançados por submarinos.

O ataque aéreo que começou na quinta-feira e continuou durante a noite atingiu seis cidades, incluindo a capital, Kiev, e outras áreas de leste a oeste e de norte a sul da Ucrânia, segundo as autoridades.

As notícias de mortes e danos chegaram de todo o país, com as autoridades a admitirem que o balanço de vítimas poderá aumentar nas próximas horas.ANGLusa

 

Guerra Médio Oriente/ONU denuncia ataque israelita contra comboio de ajuda em Gaza

Bissau, 29 dez 23 (ANG) – A Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) acusou hoje o exército israelita de ter disparado contra um dos seus comboios de ajuda na Faixa de Gaza, sem que tenham sido registad
as vítimas.

“Os soldados israelitas dispararam contra um comboio de ajuda humanitária quando este regressava do norte de Gaza, utilizando uma rota designada pelo exército israelita”, disse o diretor da UNRWA em Gaza, Thomas White, nas redes sociais.

Segundo White, o chefe da caravana internacional e a equipa não ficaram feridos, mas um veículo ficou danificado.

“Os trabalhadores humanitários nunca devem ser um alvo”, acrescentou, citado pela agência francesa AFP.

Uma fonte da UNRWA disse à AFP que o incidente ocorreu na tarde de quinta-feira.

Questionado pela agência de notícias francesa, o exército israelita disse que estava a verificar a informação.

O chefe das operações humanitárias da ONU, Martin Griffiths, também criticou duramente as condições em que a ajuda está a ser entregue em Gaza.

“Comboios são alvo de fogo. Atrasos nos pontos de passagem”, escreveu nas redes sociais.

Griffiths condenou o facto de os trabalhadores humanitários estarem “eles próprios a ser deslocados e mortos”.

Denunciou também que a população traumatizada e exausta estava amontoada num “pedaço de terra cada vez mais pequeno”.

“Três níveis de inspeções antes de os camiões poderem entrar. Confusão e longas filas de espera. Uma lista cada vez mais longa de produtos rejeitados”, lamentou.

Griffiths afirmou que “a situação é impossível para a população de Gaza e para aqueles que a ajudam”.

A Faixa de Gaza tem estado sob intensos ataques de Israel desde 07 de outubro, quando o grupo islamita palestiniano Hamas lançou um ataque sem precedentes em solo israelita.

O ataque causou 1.200 mortos e os comandos do Hamas fizeram mais de duas centenas de reféns, alguns dos quais foram entretanto trocados por palestinianos detidos em Israel, segundas as autoridades.

A ofensiva contra Gaza provocou mais de 21 mil mortos, segundo números divulgados pelas estruturas de saúde do Hamas, que controla o pequeno enclave palestiniano desde 2007.

Além das vítimas mortais e de milhares de feridos, os constantes bombardeamentos provocaram um elevado nível de destruição no território de 2,3 milhões de habitantes, a maioria dos quais foi obrigada a deslocar-se para sul de Gaza.

A pouca ajuda humanitária tem entrado em Gaza através da fronteira de Rafah, com o Egito, a única passagem que não é controlada por Israel, mas sujeita a acordos com as autoridades israelitas.ANG/Lusa

China/Autoridades dizem conhecer "todos os movimentos" das Forças Armadas de Taiwan

Bissau, 29 dez 23 (ANG) – O Ministério da Defesa da China afirmou hoje que o Exército de Libertação Popular “está ciente de todos os movimentos” das Forças Armadas de Taiwan, num período de renovadas tensões no estreito de Taiwan.

O porta-voz do Ministério da Defesa Wu Qian advertiu que Pequim vai tomar "todas as medidas necessárias para proteger a soberania nacional e integridade territorial".

Wu acusou as autoridades do Partido Democrático Progressista (DPP) de Taiwan de "exagerar deliberadamente" a "ameaça militar" chinesa para "aumentar a tensão para fins eleitorais".

A 13 de janeiro, realizam-se eleições presidenciais em Taiwan, cujo resultado determinará o rumo da política em relação à China, que reivindica a soberania sobre a ilha.

O candidato do DPP, partido tradicionalmente pró-independência, lidera as sondagens, contra os partidos da oposição Kuomintang (Partido Nacionalista) e o Partido do Povo de Taiwan (TPP), que inicialmente iam disputar as eleições como uma frente unida, mas não chegaram a acordo sobre um candidato comum à presidência.

Os dois mandatos da atual Presidente, Tsai Ing-wen, que não pode candidatar-se a um terceiro mandato, foram marcados por tensões acrescidas com a China, especialmente desde o verão passado, por causa da visita da então presidente da Câmara dos Representantes dos EUA Nancy Pelosi, numa deslocação que suscitou a ira de Pequim.

A sombra da China, que Taiwan acusa de querer interferir no resultado da votação através de pressões militares e económicas, paira sobre as eleições.

Taiwan, para onde o exército nacionalista chinês se retirou depois de ter sido derrotado pelas tropas comunistas na guerra civil, é governada de forma autónoma desde 1949, embora a China reivindique a soberania da ilha, que considera uma província sua e para cuja "reunificação" não exclui o uso da força.ANG/Lusa