sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

 França/ Conselho Constitucional chumba em larga escala lei da Imigração

Bissau, 26 Jan 24 (ANG) -  O Conselho Constitucional francês pronunciou-se a 25 de Janeiro quanto à Lei da imigração. Mais de um terço dos artigos do texto adoptado no final de 2023 acabaram por ser censurados por este órgão.

Em causa, nomeadamente, algumas das disposições adoptadas sob pressão da direita para endurecer o dispositivo quanto à presença de estrangeiros em França.

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, afirmou, porém, na redes social X que o Conselho Constitucional validou "a integralidade do texto do governo". Para o governante "Nunca um texto prevê tantos meios para expulsar delinquentes e tantas exigências para a integração de estrangeiros".

A direita e a extrema direita tinham dado voto favorável ao texto.

A extrema direita da União Nacional (RN) alega, agora, por intermédio do seu patrão, Jordan Bardella, que o referendo é a única solução para o caso.

Após a adopção da lei a 19 de Dezembro de 2023 o próprio presidente da república, Emmanuel Macron, recorreu para o Conselho constitucional para um pronunciamento do órgão quanto à constitucionalidade da lei. E isto não obstante ter sido o seu governo a preconizar o documento.

Também a presidente da câmara baixa do parlamento, Yaël Braun-Pivet, e deputados e senadores da esquerda tinha pedido o parecer do Conselho.

O debate tinha sido particularmente azedo e tinha, mesmo, implicado a demissão do ex ministro da saúde, Aurélien Rousseau, crítico da linha tida como "dura" desta lei.

A lei contempla 86 artigos, 32 acabaram por ser censurados pelo Conselho constitucional.

Fazem parte das medidas chumbadas novos dispositivos quanto ao acesso dos estrangeiros a ajudas sociais, novas regras para o reagrupamento familiar ou a instauração de medidas para o regresso dos estudantes estrangeiros. ANG/RFI

 

China Popular/Morreram as 44 pessoas soterradas num deslizamento de terras

 

      Bissau, 26 Jan 24 (ANG) - As 44 pessoas que ficaram soterradas na sequência de um aluimento de terras ocorrido na segunda-feira, na província de Yunnan, no sul da China, foram declaradas hoje mortas, informou a agência noticiosa oficial Xinhua.

      Segundo informações anteriores, o número de mortos ascendia a 34 e o número de desaparecidos a dez.

      As autoridades locais anunciaram o fim dos trabalhos de resgate na quinta-feira à noite, segundo a agência.

No total, 918 pessoas foram retiradas para um local seguro, informou o Governo.

As autoridades afirmaram que vão intensificar os esforços de alerta e o controlo para evitar futuras catástrofes.

O incidente ocorreu às 05:51 horas locais de segunda-feira (22:51 de domingo, em Luandaa) no condado de Zhenxiong, situado no norte da região, e afectou cerca de 18 famílias na zona baixa entre duas montanhas.

De acordo com uma investigação preliminar, citada pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, a massa de terra que desabou tinha cerca de 100 metros de largura, 60 metros de altura e uma espessura média de seis metros.

O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou a um esforço "total" para procurar e resgatar as pessoas soterradas, disse a Xinhua.

O aluimento de terras ocorreu pouco mais de um mês depois de o terramoto mais forte dos últimos anos ter atingido a China a noroeste, numa região remota entre as províncias de Gansu e Qinghai. Pelo menos 149 pessoas morreram no terramoto de magnitude 6,2 na escala de Ritcher, registado a 18 de Dezembro.

Cerca de 1.000 pessoas ficaram feridas e mais de 14 mil casas foram destruídas, na sequência do sismo mais mortífero dos últimos nove anos na China.

No total, as catástrofes naturais na China causaram a morte e o desaparecimento de 691 pessoas no ano passado, e perdas económicas directas de cerca de 345 mil milhões de yuan (44 mil milhões de euros), disseram a Comissão para a Redução de Catástrofes e o Ministério da Gestão de Emergências chineses.ANG/Angop

           Vistos CPLP/ O desacordo com a Comissão Europeia

Bissau, 26 Jan 24 (ANG) - A Comissão da União Europeia abriu, em Setembro, um processo de infracção contra Portugal acerca dos vistos CPLP que nessa altura, segundo dados oficiais, já tinham sido atribuídos a mais de 140 mil cidadãos da comunidade residentes em Portugal.

Adoptada em 2021 na Cimeira de Luanda e aplicada desde Março do ano passado em Portugal, esta modalidade de vistos facilita a entrada e permanência de cidadãos oriundos dos países-membros da CPLP dentro do país, mas não lhe dá a possibilidade de circular livremente no espaço da União Europeia.

Este dispositivo veio juntar-se e de certo modo simplificar os mecanismos anteriormente existentes no seio da CPLP para facilitar a circulação de pessoas, sem que isso provocasse controvérsias com Bruxelas, recorda a eurodeputada comunista Sandra Pereira que em Novembro colocou uma pergunta à Comissão Europeia sobre os motivos do seu processo de infracção. Uma pergunta que, para já, não obteve resposta.

"Ainda não houve resposta por parte da Comissão Europeia no sentido de perceber porque é que tinha sido posto a Portugal um procedimento de infracção por causa do acordo de mobilidade da CPLP. Recordo que este acordo está em vigor desde 1996, ainda que em Março passado tenha havido regras que agilizassem mais o processo, mas é um acordo já bastante antigo. Portanto, nem sequer se compreende porque é que é agora que a Comissão Europeia está a pôr este procedimento de infracção a Portugal", refere a eurodeputada.

Na óptica da responsável política, não há matéria que necessite uma discussão com Bruxelas relativamente aos vistos CPLP. "Creio que é uma matéria soberana que não colide em nada com aquilo que são outros acordos dentro da União Europeia, nomeadamente com o espaço Schengen. O que quer que venha a sair depois das eleições legislativas, parece-me que esta é que deve ser a posição a ser tomada pelo Estado português", diz a parlamentar.

Pedro Góis, especialista de questões migratórias e professor de economia no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, considera, quanto a si, que é provável que o Estado português e Bruxelas tenham que chegar a algum entendimento, o estudioso referindo não ter ficado surpreendido com as dúvidas levantadas pela Comissão Europeia.

"Não fiquei surpreendido porque existe uma óbvia possibilidade de algumas das pessoas que vêm do espaço CPLP e entram em Portugal quererem depois transitar para outros países. Portanto, o que a Comissão Europeia faz, é um alerta preventivo dizendo 'isto não pode acontecer porque estes vistos não fazem parte da convenção Schengen'. Dito isto, Portugal tem que encontrar uma solução para que estas pessoas, uma vez em território nacional, não viajem para outros países europeus para aí trabalharem ou até mesmo para fazer turismo, porque não têm essa autorização", começa por dizer o universitário para quem se avinham negociações em torno deste dispositivo.

Todavia, a acontecerem, estas discussões não deixarão de ser um processo complexo, avisa Pedro Góis."Estas autorizações de residência CPLP, ou vistos CPLP, resultam de acordos multilaterais entre países, não apenas de acordos bilaterais, entre Portugal e Cabo Verde ou entre Portugal e Angola, por exemplo, mas entre todos os países e são bidireccionais. Possibilita tanto aos portugueses viajarem para Angola, para Moçambique ou para o Brasil e aí residirem, como os cidadãos desses países residirem em Portugal. Portanto, este é um cenário em que qualquer mudança põe em causa tudo aquilo que foi conseguido durante as negociações para a obtenção destes vistos. Portanto, será um processo que, se o Estado Português decidir iniciar levará algum tempo e terá consequências nas relações diplomáticas entre os países", observa o estudioso.

Questionado sobre as dúvidas levantadas pela Comissão Europeia sobre a possibilidade de de um grande número de cidadãos da CPLP estabelecidos em Portugal transitarem para outros países europeus, o especialista considera que são receios infundados. "Parece-me um pouco recorrente e uma repetição daquilo que aconteceu no passado quando Portugal e Espanha aderiram (em 1986) à então CEE - Comunidade Económica Europeia - se temia uma invasão e um desaparecimento da população da Península Ibérica, o que não se verificou, tivemos também o mesmo receio com o alargamento a leste e também não se verificou uma imigração massiva. Portanto, parece-me que neste caso, é um receio que não faz sentido", diz Pedro Góis para quem o desfecho mais provável serão alguns ajustes na lei.

"Creio que vai haver ajustamentos, os que forem necessários fazer à lei para cumprir com as directivas da União Europeia, mas não me parece que existirá a possibilidade de um recuo total. Este tipo de vistos tendem a permanecer assim que eles mostrem que são eficazes, e parece-me que isto está a acontecer. A eficácia no processo de regularização no caso português aumentou por via da adopção destes vistos. Para as autoridades portuguesas, é algo que está a funcionar. Não vejo nenhuma razão para que política e diplomaticamente não se possa influenciar a decisão da Comissão Europeia e fazer de facto cessar o processo que está pendente", conclui o universitário.ANG/RFI

Espanha / Governo introduz vistos para escalas nos aeroportos face a pico de pedidos de asilo

Bissau, 26 Jan 24 (ANG) - Espanha começou a exigir vistos aos quenianos só para fazerem escala nos seus aeroportos e estuda estender a regra a outros países africanos devido ao aumento exponencial de pedidos de asilo em Madrid desde agosto de 2023.

O visto para pessoas do Quénia é exigido desde o fim de semana passado e o ministro da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska, admitiu quinta-feira que está a ser estudada a aplicação da mesma regra a cidadãos do Senegal.

"Evidentemente, dentro do quadro da política da União Europeia em matéria de proteção internacional", acrescentou, em declarações a jornalistas em Bruxelas, depois de, no final da semana passada, ter já admitido a possibilidade de o visto vir a ser pedido a várias nacionalidades.

Segundo a organização não-governamental (ONG) Comissão Espanhola de Ajuda ao Refugiado e sindicatos da polícia, há desde o verão de 2023 um número inusualmente alto de pedidos de asilo no aeroporto de Madrid (Barajas) por pessoas oriundas, na maioria, de países africanos,

Esta situação, adiantam, provoca congestionamento nos serviços de atendimento, com os requerentes mantidos durante dias e até semanas em salas sobrelotadas e sem condições mínimas, incluindo de higiene.

O ministro Grande-Marlaska falou numa situação "extraordinária, excecional, de petições de proteção internacional no aeroporto de Barajas", que porém está sob controlo, tendo o governo reforçado os meios humanos de resposta e aumentado o espaço para acolher e atender os requerentes de asilo.

Os sindicatos da polícia dizem tratar-se de pessoas que chegaram a Madrid em voos internacionais, com escala em Espanha, e aproveitam o momento de trânsito para solicitar asilo, considerando estar em causa uma prática, na generalidade, fraudulenta.

No caso do Quénia, os sindicatos dizem ter sido detetados muitos casos de pessoas que viajaram desde aquele país com passaportes falsos. Quanto ao Senegal, afirmam que tem havido um pico de pessoas que compram voos com destino ao Brasil com escala em Madrid, o que dispensa burocracias especiais, por não precisarem de visto para entrar em território brasileiro.

A Comissão Espanhola de Ajuda ao Refugiado (CEAR) revelou, num comunicado divulgado na terça-feira, que cerca de 390 pessoas aguardavam em salas no aeroporto de Madrid destinadas a requerentes de asilo, salas essas que têm capacidade máxima para 180.

Os sindicatos dizem que as nacionalidades mais frequentes, nos últimos dias, dos solicitantes de asilo em Barajas são Senegal, Marrocos, Mali e Guiné-Conacri.

Segundo a CEAR, o tempo de espera para formalizar um pedido de asilo em Barajas chegou a ser de 18 dias em dezembro e, embora a situação tenha melhorado e esteja nos oito dias, é um tempo que, tal como as condições em que esperam os requerentes, viola a legislação espanhola e europeia sobre pessoas que pedem proteção internacional.

"A sobrelotação e a insalubridade atingiram pontos críticos", escreveu a ONG no comunicado de terça-feira, o mesmo dia em que a Cruz Vermelha Espanhola anunciou que deixava temporariamente de prestar assistência nestes espaços do aeroporto de Madrid, até haver "condições dignas".

Os longos tempos de espera, denunciou a CEAR, dificultam a deteção de necessidades específicas, como é o caso dos menores, das vítimas de tráfico humano, de doentes ou de pessoas com deficiência, impedindo que tenham o tratamento e atenção diferenciados a que têm direito segundo as leis espanholas e os tratados europeus.

As diretivas europeias, lembrou a ONG, estabelecem um prazo de entre três e dez dias para a formalização dos pedidos de asilo, assim como a garantia de "condições materiais de acolhimento dignas", "proteção da saúde física e mental", "avaliação pronta das necessidades específicas de acolhimento" e "garantias procedimentais especiais para pessoas em situação de vulnerabilidade".

A CEAR pediu, neste contexto, como também já fez a Provedoria de Justiça espanhola, que Espanha autorize a entrada excecional por razões humanitárias das pessoas com "necessidades específicas", atribuindo-lhes uma data e local posterior para a formalização do pedido de asilo.

A ONG pediu também que Espanha acabe com o visto que já está a pedir às pessoas oriundas do Quénia, por considerar que é "um obstáculo que dificulta ainda mais o acesso à proteção internacional". ANG/Lusa/Fim

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

 Ambiente/Ministro afirma que o país comprometeu-se a identificar os bens que possam ser inscritos na lista do Património Mundial

Bissau, 25 Jan 24 (ANG) - O ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática  disse que o país comprometeu-se em aceitar, identificar e propôr bens no seu território nacional que possam ser inscritos na lista do Património Mundial.

Viriato Luís Soares Cassamá falava a margem do Atelier de apresentação de dossiê de candidatura do Arquipélago dos Bijagós na lista de Património Natural Mundial.

O governante disse na ocasião que, que a Guiné-Bissau ratificou a convenção da Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (UNESCO) no 28 de Janeiro  2006, enquanto parte desta convenção.

Viriato Cassama sublinhou que em 2012, a Guiné-Bissau apresentou à UNESCO o dossiê de candidatura do Arquipélago dos Bijagós ao sítio de Património Mundial (Natural e Cultural), na sequênccia de uma avliação da União Internacinal do Monumentos e Locais de interesse (ICOMOS).

Informou que,  embora a equipa de avaliação reconhecesse claramente o valor universal excecional do sítio, tal como proposto, frisando que, o dossiê foi diferido na 37ª sessão do Comité do Património Mundial (decisão 37COM 8B.17), para permitir ao Estado pôr em prática as medidas e melhorias necessárias para reforçar a proteção do sítio proposto.

"Ao longo dos últimos anos, a Guiné-Bissau, através de Instituto da Biodiversidade das Áreas Protegidas, “Alfredo Simão da Silva” e dos seus parceiros técnicos e financeiros, nomeadamente do projeto "Consolidação da capacidade de gestão e conservação do Arquipélago dos Bijagós com vista ao Património Mundial Natural da UNESCO" têm implementado ações de investigação, governança e advocacy”, referiu.

Disse que, este empreendimento visou rever o processo de inclusão do Arquipélago dos Bijagós na lista do Património Mundial e responder as recomendações em prol do Desenvolvimento Sustentável da Reserva da Biosfera da Arquipélago de Bolama-Bijagós e preparar um nova candidatura denominada Ecossistemas Costeiras e Marinhos do Arquipélago dos Bijagós-Omatí Minhô a ser aperesentado no dia 31 de Janeiro do corrente ano.

Realçou que o Arquipélago dos Bijagós é uma das últimas jóias de África, situado ao largo da costa da Guiné-Bissau e engloba um complexo de 88 ilhas e ilhéus, tratando-se ainda do único Arquipélago deltaíco ativo da costa atlântico da África e um meio genuíno, que levou a UNESCO a atribui-lo o estatuto de Reserva da Biosfera em 1996 e em 2014 foi designado como sítio RAMSAR ou seja, zona húmida de importância Internacional.    

Por seu turno, a Diretora Geral de IBAP Aissa Regalla de Barros disse que, em 2017, com apoio dos parceiros técnicos e financeiros o governo da Guiné-Bissau através das suas estruturas técnicas, dos quais IBAP,  iniciaram o processo de redefinição da proposta, centrando-se num projeto que aborda diretamente as deficiência constatadas no dossier anterior, criando condições para êxito da nova proposta.

"Em 2012, a Guiné-Bissau apresentou o primeiro dossiê de candidatura de reserva de biosfera para o sitio misto, a qual foi indeferido pelo Comité da Avaliação que produziu uma decisão enviada ao país, onde refere que o Arquipélago é forte candidato devido a sua importância em termos de biodiversidade global e dinâmica dos ecossistemas, mas que ainda precisa de se reforçar, recomendando assim uma revisão técnica subsstancial do dossier de inscrição do Arquipélago dos Bijagós na lista do Património Mundial”,frisou.

Referiu que, nos últimos anos foram produzidos vários relatórios e artigos cientificos importantes e inovadores que demostram e confirmam a importância e papel do bem na história da terra.

“Foram produzidos documentos legais e estratégicos que reforçam a proteção do bem proposto e que apresentam um quadro jurídico estratégico com visão, missão e pricípios orientadores”, salientou Aissa Regala.

Disse que, igualmente foram realizados as consultas públicas da base e até ao mais alto nível e divulgados os avanços do processo de elaboração técnica do dossiê.

Aquela responsável, conta que foram realizadas ações de informação e de comunicação nos órgãos da comunicação social comunitários nacionais e estrangeiros e também foram recrutados consultores para apoiar a capitalização de toda informação produzida e na elaboração de dossiê com base nas orientações de Unesco.

Disse que a Convenção para Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural foi adotada em 16 de Novembro de 1972 para a Proteção dos bens ou património material com valores universais ou globais excecionais por meio de sua inscrição na Lista do Património Mundial. ANG/MI/ÂC

 


Sociedade
/Ecobank Guiné-Bissau abre nova instalação na antiga sede da MTN em Bissau

Bissau,25 Jan 24(ANG) – O Ecobank Guiné-Bissau conta a partir de hoje com uma nova instalação sita na Avenida Unidade Africana(antiga sede da MTN), em Bissau.

No seu discurso no acto da inauguração da nova sede, o Presidente do Conselho de Administração do Ecobank Guiné-Bissau, Alfredo Handem disse que a iniciativa expressa várias preocupações no que toca a marca de trabalho desta instituição bancária.

Alfredo Handem sita em primeiro lugar as preocupações constantes com os interesses e necessidades dos seus clientes e desta forma procurar estar perto dos clientes com mais rapidez, muita mobilidade de chegar e resolver os seus problemas.

Em segundo lugar, prosseguiu Handem, é de melhorar a qualidade de atendimento dos serviços personalizados aos clientes, pois a descentralização e delocalização das infraestruturas de atendimento são muito importante.

O Presidente do Conselho de Administração do Ecobank frisou que, em terceiro lugar, estão sempre a aprender com a evolução do mercado, com as exigências do tempo e com as oportunidades que o negócio do Banco exige.

Disse que, uma outra preocupação tem a ver com a visão estratégica da direcção do Ecobank e a sua capacidade de analisar as oportunidades e os riscos e de tomar boas decisões.

Por sua vez, a Directora Geral do Ecobank Guiné-Bissau disse que, reabilitaram o referido espaço especial para os seus clientes, a fim de poder lhes proporcionar um ambiente de conforto e serenidade.

“Porem, estejam seguros de que esta nova experiência, emana do nosso engajamento  e dever permanentes de melhorar continuamente os nossos serviços com base nas vossas exigências”, frisou Ghislaine Samake.

Afirmou que, é com grande orgulho que reiteram nesta circunstância solene, que o Ecobank é um banco panafricano comprometido com a Guiné-Bissau e pronta para continuar a participar activamente no seu processo de desenvolvimento económico e social.

“Graças a vocês estimados clientes, chegamos a este estágio do percurso  e acreditamos sinceramente que juntos a nossa relação prosperará cada vez mais”, Salientou.

Ghislaine Samake disse que o Ecobank, o panafricano abriu as suas portas oficialmente na Guiné-Bissau à 02 de Janeiro de 2007 e, ao cabo de dezassete anos de trabalho árduo, o balanço lhes faz acreditar que vale a pena a audácia que lhes anima mediante o impacto social e económico junto das populações, sem esquecer a inclusão financeira e a inovação em que contribuímos significativamente.ANG/ÂC

Cooperação/ Portugal e Secretariado Ibero-Americano lançam Projectos e Iniciativas de Cooperação Triangular

Bissau 25 Jan 24(ANG) – Portugal, América Latina e África lançam no próximo dia 29 de Janeiro do ano em curso a primeira convocatória para receção de Projectos e Iniciativas de Cooperação Triangular entre os países Ibero-Americana e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa(PALOP).

A informação consta numa nota divulgada no site do Instituto Camões a que a ANG teve acesso, no qual a iniciativa enquadra-se no seguimento da criação do Fundo de Cooperação Triangular e que o fundo terá uma dotação inicial de um milhão de euros, disponibilizada pelo Instituto Camões e da Cooperação  da Língua Portuguesa.

A mesma publicação informou que o referido fundo será gerida pelo Secretário-Geral Ibero –Americano (SEGIB) durante dois anos isto é 2024/25.

De acordo com a nota para esta primeira convocatória, estão disponiveis 750 mil euros e os projectos e iniciativas devem ter pelo menos um parceiro português latino-americano e um de um país africano de língua Oficial portuguesa(PALOP).

“Os temas sobre os quais poderão ser submetidas propostas são os seguintes: ,educação,saúde,igualdade de género,alterações climaticas,segurança alimentar,cultura,coesão social,transformação digital e educação para o desenvolvimento.

Os projectos e iniciativas com um orçamento entre 50 e 200 mil euros deverão ser apresentadas numa das seguintes categorias, a geração e disseminação de conhecimento,pesquisas,relatórios,foruns/congressos entre outros.

E a segunda categoria prende-se com a formação e promoção de acções de formação, onde a transferência de conhecimentos e experiências pode ser utilizada através de actividades teóricas ou práticas que exijam o desenvolvimento de um plano,fôrum, congresso ou programa especifico.

“Os projectos e iniciativas vencedoras receberão um financiamento até 85 por cento do orçamento apresentado e o prazo para submissão de propostas ,que podem ser feitas em português ou espanhol,será entre 29 de Janeiro à 1 de Abril de 2024, o regulamento para esta convocatória será disponibilizado no dia 29 de Janeiro.ANG/MSC/ÂC

 


Economia
/Preços das moedas para quinta-feira,

25 de janeiro de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655,957

655,957

Dollar us

599,000

606,000

Yen japonais

4,050

4,110

Livre sterling

763,000

770,000

Franc suisse

694,750

700,750

Dollar canadien

442,250

449,250

Yuan chinois

83,250

85,000

Dirham Emirats Arabes Unis

162,500

165,500

 Fonte:BCEAO

   Coreia do Sul/Deputada hospitalizada após ser atacada na rua

Bissau, 25 jan 24 (ANG) - Uma deputada da Coreia do Sul foi hospitalizada após ter sido atacada por um indivíduo não identificado, divulgou hoje a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Bae Hyun-jin, de 40 anos, foi atingida pelo que parecia ser “um objeto pontiagudo” no distrito de Gangnam, em Seul, segundo a Yonhap.

De acordo com a agência de notícias sul-coreana, a vida da deputada “não está em perigo”.

Bae Hyun-jin é deputada pelo Partido do Poder Popular, o mesmo do Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol.ANG/Lusa

 

      Cooperação/Macron na Índia para consolidar parceria estratégica

Bissau,25 Jan 24(ANG) - O Presidente francês inicia esta quinta-feira, 25 de Janeiro, uma visita de dois dias à Índia, parceiro estratégico da França na região. Emmanuel Macron é o convidado de honra do primeiro-ministro Narendra Modi para as celebrações da constituição indiana.

A presidência francesa considera que esta deslocação vai permitir consolidar e aprofundar as relações diplomáticas e económicas franco-indianos e fortalecer laços entre os dois países.

O chefe de Estado francês inicia a viagem, de dois dias, em Jaipur, capital do estado do Rajastão, conhecida pelos marajás e palácios, nomeadamente o palácio dos Ventos.

Emmanuel Macron viaja depois para Nova Deli onde será convidado de honra do primeiro-ministro Narendra Modi para as celebrações da constituição indiana, que entrou em vigor a 26 de janeiro de 1950, três anos após a independência. O Presidente francês aceitou desempenhar o papel de substituto, depois de Joe Biden ter recusado o convite.

Esta visita será também uma oportunidade para abrir novas oportunidades comerciais, uma vez que o comércio bilateral atingiu 15 mil milhões de euros em 2022. Um volume modesto em comparação com o comércio França-China, estimado em mais de 100 mil milhões de euros.

As exportações francesas são principalmente os equipamentos aeronáuticos e militares, uma vez que a Índia continua com uma política proteccionista em muitos sectores, como a indústria alimentar, automóvel e farmacêutica.

A França quer aumentar a cooperação militrar com a Índia, que adquiriu 36 Rafales e está em negociações para adquirir outros 26 -  e vender seis reactores EPR para a central eléctrica de Jaitapur, no estado de Maharashtra, um projecto em preparação há cerca de quinze anos. Um acordo-quadro poderá ser concluído durante a visita, segundo uma fonte indiana.

Esta deslocação está a ser acompanhada pelas organizações de Direitos Humanos que denunciam os abusos autoritários e a repressão das minorias, instaram Emmanuel Macron a abordar a questão. A Human Rigths Watch defende que se os aliados  não deixarem claro ao governo Modi que as violações dos direitos terão consequências (…) a repressão e o autoritarismo vão continuarão a crescer na Índia”.ANG/RFI

 

         CAN 2023/ Mali apurado, Namíbia no caminho de Angola

Bissau,25 Jan 24(ANG) - Mali, África do Sul e Namíbia apuraram-se para os oitavos-de-final do Campeonato Africano das Nações de futebol que decorre em território marfinense.

Os dois primeiros empates sem golos aconteceram esta quarta-feira, 24 de Janeiro, nos jogos Mali-Namíbia e África do Sul-Tunísia.

Mali no 1° lugar, Namíbia no 3°, duas equipas satisfeitas.

Em San Pédro, no Estádio Laurent Pokou, o Mali já tinha o apuramento para os oitavos assegurado, mas ainda falta garantir o primeiro lugar.

Frente à Namíbia, que precisava apenas de um empate para seguir em frente, a selecção maliana criou oportunidades para chegar ao golo, mas sem forçosamente dar tudo para vencer, porque um empate também poderia ser suficiente para assegurar o primeiro lugar.

Os malianos estavam a seguir o encontro do grupo e, no fim dos 90 minutos de jogo, acabaram. por conceder um empate sem golos frente aos namibianos que satisfez as duas selecções

O Mali terminou no primeiro lugar com cinco pontos, enquanto a Namíbia ficou na terceira posição com quatro pontos. Isto significa que os namibianos seguem em frente como um dos melhores terceiros, e serão os adversários de Angola no próximo sábado 27 de Janeiro em Bouaké. A Namíbia apurou-se pela primeira vez para a segunda fase do CAN.

Para fechar em relação ao Grupo E, a África do Sul empatou sem golos frente à Tunísia, o que significa que os sul-africanos ficaram no segundo lugar com quatro pontos, tendo vencido os namibianos por 4-0 no confronto directo para definir essa posição. Quanto aos tunisinos terminaram no último lugar com apenas dois pontos e foram eliminados da prova.

De notar que os Palancas Negras vão defrontar a Namíbia nos oitavos-de-final no sábado 27 de Janeiro, em Bouaké, sendo que os angolanos apenas defrontaram uma vez os namibianos numa fase final do CAN, foi em 1998 e as duas equipas tinham empatado a três bolas. Aliás nesse CAN, que decorreu no Burkina Faso, as duas seleções foram eliminadas na fase de grupos.ANG/RFI


Cooperação/Antony Blinken em Angola para contrabalançar influência chinesa e russa

Bissau,25 Jan 24(ANG) - O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, está hoje em Angola com um grande interesse em investir na capacidade produtiva do país, especialmente para garantir a segurança alimentar. Este périplo de Blinken em África serve também para contrabalançar a influência da China e da Rússia no continente.

Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano, está hoje em Angola e encontrou-se já com o Presidente João Lourenço. Para o chefe da diplomacia norte-americana, a prioridade da sua visita é uma aposta reforçada na capacidade produtiva de Angola, com mais investimento norte-americano, principalmente para assegurar a segurança alimentar.

Nos últimos anos, assistimos quase a uma tempestade perfeita entre covid-19, alterações climáticas e conflitos como a agressão russa, com forte impacto na segurança alimentar”, afirmou Antony Blinken na visita ao Centro de Ciência de Luanda.

Segundo Osvaldo Mboco, especialista em Relações Internacionais ligado à Universidade Técnica de Angola, esta visita serve para contra-balançar o peso crescente que a China ou a Rússia têm tido no continente e em Angola.

"A visita tem a ver com a disputa e a competitividade no sistema internacional entre as grandes potências, nomeadamente Estados Unidos da América, Rússia e a China em aumentar as suas zonas de influência a nível do continente africano. E esta corrida faz com que estas grandes potencias procurem aumentar o seu espaço e procurem reduzir o espaço dos outros actores", declarou o investigador em entrevista à RFI.

A vontade de aumentar o seu peso em Angola é visível, já que, segundo Mboco as condições do país são favoráveis a uma aproximação norte-americana.

"Angola é um país muito interessante no sistema africano pela sua estabilidade política e militar, a nossa posição geográfica e um país que consegue influenciar a agenda africana, especialmente na resolução de conflitos, e há interesse por parte dos Estados Unidos da América em aumentar a sua expressão e influência em Angola", indicou.

Este interesse por Angola tem levado João Lourenço a jogar com interesses das grandes potenciais de forma a defender os interesses do seu país na arena internacional.

"O Presidente João Lourenço tem adaptado uma estratégia de jogo de cintura, ele defende uma posição cautelosa e ponderada no sentido de não criar nenhum conflito com as grandes potencias em função dos interesses de Angola. Há uma corrida por Angola e os Estados Unidos pretendem reduzir ao máximo a influencia da Rússia a nível militar e a da China no domínio económico e militar", concluiu.

 Um peso que tem estado a diminuir, dando lugar a novas parcerias com os Estados Unidos como a gestão do corredor do Lobito.

 Disse hoje em Angola que a capacidade produtiva em África deve ser reforçada com mais investimento e tecnologia para melhorar a segurança alimentar.

Na sua primeira declaração em território angolano, que teve lugar no Centro de Ciência de Luanda, ponto inicial da visita à cidade, Blinken considerou o espaço “simbólico” da colaboração entre os dois países, apontando as parcerias na área da ciência.

Destacou a adesão recente aos Acordos Artemis para o uso pacífico da exploração espacial e sublinhou a utilização dos dados recolhidos na investigação espacial para responder a preocupações como a mitigação dos efeitos da seca e o uso eficaz da água

Angola, continuou, é também um dos primeiros países a juntar-se à Visão para as Culturas Adaptadas e Solo (VACS, na sigla inglesa), com que os Estados Unidos pretendem lidar com a segurança alimentar.

“Nos últimos anos, assistimos quase a uma tempestade perfeita entre covid-19, alterações climáticas e conflitos como a agressão russa, com forte impacto na segurança alimentar”, afirmou.

Blinken disse que durante os seus encontros em África tem ouvido os seus parceiros falar sobre a necessidade de investimentos na sua capacidade produtiva, porque “precisam de ter um sistema forte para produzir alimentos”, começando com duas coisas básica, as sementes e o solo.

Exemplificou com o caso de Angola, onde algumas sementes tradicionais “incrivelmente nutritivas” podem ser tornadas mais resistentes aos efeitos da seca

“Se tivermos sementes de qualidade e as pusermos num solo de qualidade, podemos ter um sistema mais resiliente e nutritivo”, acrescentou, explicando que a iniciativa VACS, que está a ser construída com Angola e outros parceiros africanos, pretende ajudar África a alimentar-se e a alimentar outras partes do mundo.

“Queremos atingir novos picos, no espaço e na terra, e mostrar como estas duas coisas estão ligadas”, salientou

No centro destas parcerias, continuou Blinken, está a partilha e a transferência de tecnologia

“Isso é tão importante como o investimento porque é isso que gera capacidade nos nossos países e lhes permite estarem fortes”, disse o responsável norte-americano.ANG/RFI

 


          
CAN 2023/ Marrocos venceu e Costa do Marfim apurou-se

Bissau,25 Jan 24(ANG) - A selecção marroquina venceu por 1-0 a Zâmbia e terminou no primeiro lugar no Grupo F com sete pontos no Campeonato Africano das Nações de futebol.

A fase de grupos do CAN ficou encerrada nesta quarta-feira, 24 de Janeiro, com os dois últimos encontros a contar para o Grupo F.

Marrocos venceu por 1-0 a Zâmbia no Estádio Laurent Pokou, em San Pédro, em território marfinense.

O único tento da partida foi apontado aos 37 minutos pelo avançado Hakim Ziyech.

O resultado final acabou por ser um segundo triunfo marroquino nesta fase de grupos, após a vitória por 3-0 frente à Tanzânia e o empate a uma bola perante a República Democrática do Congo.

Marrocos terminou no primeiro lugar com sete pontos no Grupo F e permitiu indirectamente à Costa do Marfim, país anfitrião, de seguir em frente na prova.

Isto visto que a Zâmbia ficou no terceiro lugar com apenas dois pontos, e não foi um dos melhores terceiros, sendo eliminada bem como o Gana, enquanto a Costa do Marfim, com três pontos segue em prova bem como a Mauritânia, a Namíbia e Guiné Conacri.

No segundo lugar no grupo F ficou a República Democrática com três pontos, isto após o empate sem golos frente à Tanzânia, que terminou no quarto e último lugar com dois pontos.

Nos oitavos-de-final, Marrocos vai medir forças com a África do Sul, a RDC vai defrontar o Egipto, enquanto a Costa do Marfim tem encontro marcado com o Senegal, vencedor da prova em 2022.ANG/RFI

 

China/Sobe para 34 número de mortos em aluimento de terras no sudoeste do país

Bissau, 25 jan 24 (ANG) – O número de mortos provocado por um aluimento de terras na província de Yunnan, no sudoeste da China, subiu para 34, informou hoje a imprensa local.

A catástrofe ocorreu na madrugada de segunda-feira na aldeia de Liangshui, na parte nordeste da província de Yunnan.

Mais de 1.000 soldados e bombeiros foram destacados para as operações de resgate, que prosseguem apesar das temperaturas negativas e da neve.

Ao todo, 44 pessoas ficaram soterradas, indicaram as autoridades.

De acordo com uma investigação preliminar, citada pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, a massa de terra que desabou tinha cerca de 100 metros de largura, 60 metros de altura e uma espessura média de seis metros.

A agência não explicou o que causou o desmoronamento inicial.

Fotografias aéreas mostram que a encosta de uma montanha com muitos socalcos se abateu sobre várias casas da aldeia. Mais de 900 habitantes foram deslocados.

As equipas de socorro tiveram de enfrentar a neve, estradas geladas e temperaturas negativas que se prevê que se mantenham nos próximos dias.

O incidente ocorreu às 05:51 de segunda-feira (21:51 de domingo em Lisboa) na vila de Zhenxiong, situada no norte da região, e afetou cerca de 18 casas na zona baixa entre duas montanhas.

"Estávamos a dormir nessa altura, era de manhã cedo e ainda estava escuro. De repente, ouviu-se um ruído forte e o chão tremeu. Parecia um grande terramoto", disse um residente local, citado pelo jornal local Jimu News.

O aluimento de terras ocorreu pouco mais de um mês depois de o terramoto mais forte dos últimos anos ter atingido a China a noroeste, numa região remota entre as províncias de Gansu e Qinghai. Pelo menos 149 pessoas morreram no terramoto de magnitude 6,2 na escala de Ritcher, registado a 18 de dezembro.

Cerca de 1.000 pessoas ficaram feridas e mais de 14 mil casas foram destruídas, na sequência do sismo mais mortífero dos últimos nove anos na China.

No total, as catástrofes naturais na China causaram a morte e o desaparecimento de 691 pessoas no ano passado, e perdas económicas diretas de cerca de 345 mil milhões de yuan (44 mil milhões de euros), disseram a Comissão para a Redução de Catástrofes e o Ministério da Gestão de Emergências chineses.ANG/Lusa

 

China/Número de pandas gigantes em estado selvagem na China sobe para cerca de 1.900

Bissau, 25 jan 24 (ANG) – A população de ursos panda gigantes que vivem em estado selvagem na China ronda atualmente os 1.900 exemplares, um aumento "significativo" desde a década de 1980, quando eram cerca de 1.100, anunciaram hoje as autoridades do país.

O aumento deve-se em grande parte aos "esforços intensivos de proteção" desta espécie no país, disse Zhang Yue, vice-diretor do Departamento de Conservação da Vida Selvagem da Administração Nacional das Florestas, citado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

Com base no novo censo, a União Internacional para a Conservação da Natureza atualizou o estatuto do panda gigante de "em perigo" para "vulnerável".

O Parque Nacional do Panda Gigante começou a funcionar em outubro de 2021 e estende-se por quase 22.000 quilómetros quadrados, proporcionando um habitat protegido para 72% dos animais de vida livre da China, disse Zhang.

A reserva abrange o território das províncias de Sichuan, Shaanxi e Gansu, no centro-oeste da China.

De acordo com dados da Administração das Florestas, as áreas protegidas relacionadas com os pandas gigantes aumentaram de 1,39 milhões de hectares para 2,58 milhões de hectares desde 2012, o que teve um impacto no desenvolvimento sustentável da população de pandas gigantes.

Para além dos pandas em liberdade, os 728 pandas que vivem em cativeiro também aumentaram em número, tendo sido registados 46 nascimentos no ano passado.

Zhang destacou ainda o aumento da "diversidade genética" dos pandas, uma espécie endémica da China, que o país considera um "tesouro nacional".ANG/Lusa