terça-feira, 21 de julho de 2026

Médio Oriente/EUA intensificam ataques contra o Irã, que reage com bombardeios a aliados de Washington

Bissau, 20 Jul 26 (ANG) - Os Estados Unidos intensificaram os ataques em diversas regiões do Irã, que respondeu voltando a atingir países aliados de Washington.

O regime iraniano afirmou nesta segunda-feira (20) que as negociações para encerrar a guerra 

Desde a retomada dos combates, em 7 de Julho, os EUA concentravam seus bombardeios no sul do país, próximo ao Golfo Pérsico. Mas, na última semana, o conflito se expandiu e passou a atingir o centro e o noroeste do território iraniano, segundo autoridades locais.

Nesta segunda-feira (20), uma pessoa morreu e várias ficaram feridas em bombardeios americanos contra Tabriz, no noroeste do Irã, a mais de mil quilómetros do Golfo. Outras ficaram feridas em ataques à cidade de Orumieh, na província vizinha. 

Washington afirma ter como alvo instalações militares, mas, segundo Teerã, os bombardeios atingiram áreas urbanas, incluindo Bushehr, onde fica a única usina nuclear em funcionamento no país. A central de Darkhovin, ainda em construção, também foi atingida no domingo, segundo o governo iraniano. 

O Irã pediu que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) condene os bombardeios americanos contra a central de Darkhovin, de acordo com um comunicado divulgado pelo porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï. 

“O Irã espera que o Conselho de Governadores da AIEA e seu diretor-geral, Rafael Grossi, que se pronunciam regularmente sobre a questão nuclear iraniana, esclareçam sua posição sobre esse assunto e condenem o crime perpetrado pelos Estados Unidos”, afirmou. 

Em resposta aos ataques americanos, Teerã atingiu Kuwait e Bahrein, aliados dos Estados Unidos na região do Golfo, mas garantiu nesta segunda-feira que as negociações indiretas com Washington seguem em andamento.

 

De acordo com o porta-voz iraniano, a diplomacia esteve ativa nos últimos dias. Paquistão, Catar e Omã participam dos esforços de mediação. O Exército do Kuwait informou que enfrenta uma nova ofensiva de drones iranianos. 

A Guarda Revolucionária, força ideológica da República Islâmica, afirmou no domingo ter destruído aeronaves americanas em Aqaba, na Jordânia, e realizado um “ataque surpresa” contra infraestruturas militares dos EUA em Al-Tanf, na Síria. 

Três militares americanos morreram recentemente no Oriente Médio: dois na sexta-feira, em ataques iranianos na Jordânia. Outro soldado continua desaparecido, e um terceiro morreu no Iraque durante a destruição de munições inimigas. 

 

Segundo Donald Trump, os recentes ataques americanos foram realizados “em homenagem” aos militares mortos. Ao todo, 17 militares americanos morreram desde o início da guerra, em 28 de Fevereiro.

 

Do lado iraniano, o último balanço oficial, divulgado na sexta-feira, regista 50 mortos e mais de 500 feridos desde a retomada dos combates. 

 

 O Irã também reforçou o controle sobre o estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio mundial. A Guarda Revolucionária anunciou nesta segunda-feira a interceptação de dois petroleiros que teriam explodido ao tentar atravessar o estreito, após a imobilização de outros quatro navios no domingo. 

A agência britânica de segurança marítima UKMTO relatou que um navio atingido por um “projétil” pegou fogo a cerca de 15 quilómetros a noroeste da localidade omanense de Kumzar. 

“Não devemos permitir que essa via marítima volte a ser desviada de sua finalidade principal para ameaçar a segurança e os interesses nacionais do Irã”, afirmou Baghaï, acrescentando que seu país está “determinado a tomar as medidas necessárias” para garantir sua soberania. 

No domingo à noite, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu à comunidade internacional que se una a Washington para “proteger a navegação marítima” no estreito de Ormuz. 

Antes da guerra, cerca de um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos passava pelo estreito. Desde a retomada das hostilidades com os Estados Unidos, a passagem voltou a ser controlada pelo Irã.  ANG/RFI/Com agências

 

 

Serra leoa/Gasoduto Nigéria-Marrocos: Países da CEDEAO assinam acordo intergovernamental em Freetown

Bissau, 20 Jul 26(ANG) - Os Chefes de Estado e de Governo dos países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) assinaram, no domingo, em Freetown, o Acordo Intergovernamental que rege o desenvolvimento do Gasoduto Atlântico Africano Nigéria-Marrocos.

Esta assinatura formaliza o compromisso coletivo da organização regional com este projeto energético de quase 6.800 quilómetros, destinado a transportar gás natural da Nigéria para Marrocos, antes de sua conexão à rede europeia.

Empreendida em conjunto pelo Escritório Nacional de Hidrocarbonetos e Minas de Marrocos (ONHYM) e pela Companhia Nacional de Petróleo da Nigéria (NNPC Ltd.), a infraestrutura foi iniciada pelo Rei Mohammed VI e pelo falecido presidente nigeriano Muhammadu Buhari, com o apoio do atual presidente Bola Ahmed Tinubu.

Agora com o apoio de toda a África Ocidental, o projeto concluiu os estudos técnicos, ambientais e de engenharia, o que lhe permite entrar na fase de desenvolvimento operacional. Os próximos passos incluem a criação da empresa do projeto em Casablanca, Marrocos, e da autoridade de governança do gasoduto em Abuja, Nigéria, antes de atrair investidores.

Essa sequência institucional será finalizada por uma assinatura conjunta subsequente entre Marrocos e Mauritânia, dois estados não membros da CEDEAO, na presença do presidente nigeriano.

Com um custo estimado em cerca de 25 bilhões de dólares, este gasoduto atravessará treze países na costa atlântica africana e se conectará ao gasoduto Magreb-Europa no norte de Marrocos.

A infraestrutura terá uma capacidade anual de transporte de 30 bilhões de metros cúbicos de gás natural, metade dos quais poderá ser exportada para Marrocos e Europa, enquanto o restante abastecerá os mercados regionais para apoiar a geração de eletricidade e a industrialização. Os primeiros trechos deverão entrar em operação no início da próxima década.

A apropriação da iniciativa pela CEDEAO fortalece sua posição política e institucional no centro das políticas de integração do continente. Para os dois países promotores, a segurança energética da África é um fator essencial para a soberania, a industrialização e a prosperidade compartilhada, transformando essa infraestrutura em um corredor de desenvolvimento para aumentar a competitividade das economias africanas. ANG/Faapa

  

Peru/Governo  avalia estragos causados por terramoto que deixou mortos e centenas de desabrigados

Bissau, 20 Jul 26 (ANG) - Autoridades e representantes do Governo do Peru chegaram no domingo (19) à região andina de Junín, onde um terramoto de magnitude 5.1 deixou ao menos cinco mortos, dezenas de feridos e centenas de pessoas desabrigadas.

 O socorro às vítimas e as buscas por desaparecidos continuam desde a madrugada.

O tremor ocorreu na noite de sábado (18), por volta das 21h24 (23h24 no horário de Brasília), a uma profundidade de 24 quilómetros, com epicentro na cidade de Chupaca e no distrito de Chongos Bajo, em Junín, informou o Instituto Geofísico do Peru (IGP). A região afetada fica a 300 km a leste da capital Lima.

"O que temos até agora são 5 mortos e 21 feridos que já foram confirmados pelo Ministério da Saúde", disse o chefe do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), general Luis Vásquez, à rádio Exitosa.

Segundo Vásquez, a pouca profundidade do tremor, somada à presença de casas construídas com adobe (tijolos artesanais) e quincha (tipo de palha), contribuiu para os graves danos em diversas localidades.

"Temos 48 moradias destruídas e 300 desabrigados, também atendidos pelo governo regional, que lhes levou barracas e cobertores", indicou o chefe do Indeci.

"O terramoto destruiu nosso lar. Aqui há muitas casas de adobe que desabaram", disse um morador de Chongos Bajo ao canal de televisão N.

O presidente peruano, José María Balcázar, afirmou em entrevista à Rádio Nacional que o governo respondeu imediatamente com "o envio de ajuda humanitária e a coordenação com as autoridades para atender as famílias afetadas e lhes oferecer assistência urgente".

O chefe do Instituto Geofísico do Peru (IGP), Hernando Tavera, informou que o tremor foi provocado pela reativação da "falha tectónica Altos del Mantaro", localizada perto da cidade de Chupaca, em Junín.

"Qualquer evento sísmico que ocorra próximo a essa falha vai produzir altos níveis de tremor do solo", explicou Tavera. Após o evento principal, o IGP registou 12 réplicas, a maioria de baixa magnitude.

Com 34 milhões de habitantes, o Peru, está localizado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, que se estende ao longo da costa oeste americana e da costa leste asiática. Nessas regiões se regista a maior atividade sísmica do mundo.

Por ano, somente no Peru ocorrem pelo menos 400 terramotos de magnitude 4,0, dos quais cerca de cem são perceptíveis pela população.

Recentemente, a Venezuela também sofreu com tremores, que deixaram um cenário de devastação em seu território. No dia 24 de Junho, um duplo terramoto atingiu a capital Caracas, La Guaira e outras regiões do país, deixando mais de 5,1 mil mortos, segundo o balanço mais recente divulgado neste sábado. ANG/RFI/AFP


Níger/Conclusão da 58ª sessão ordinária do Comité Interparlamentar da UEMOA

Bissau, 20 Jul 26 (ANG) - Os trabalhos da 58ª sessão ordinária do Comité Interparlamentar da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) terminaram  sábado(18), em Niamey.

A cerimónia oficial de encerramento foi presidida pelo Presidente Interino do CIP-UEMOA, o Honorável Fononna Cheik Ahmed Coulibaly.

O objetivo desta sessão é reunir parlamentares dos Estados-Membros em torno de questões de interesse comum, visando fortalecer a integração regional, a cooperação interparlamentar e a consolidação das conquistas na área da UEMOA.

Em suas considerações finais, o Presidente Interino do CIP-UEMOA indicou que "esta segunda sessão do ano é dedicada, como de costume, a assuntos orçamentários, como a análise e aprovação do orçamento para o ano seguinte, e incluiu também duas importantes apresentações sobre os temas da visão prospectiva da UEMOA para 2040 e do plano estratégico Impacto e crises económicas recentes e crescimento inclusivo na zona da UEMOA".

A Honorável Fononna Cheick Ahmed Coulibaly afirmou que "trocas frutíferas e enriquecedoras" foram realizadas durante os debates sobre esses temas e que "este é o momento para elogiar sua diligência no trabalho e suas contribuições para o sucesso desta sessão", reconhecendo que "as conclusões a que chegamos nesta sessão de Niamey estabelecem, sem ambiguidade, a necessidade do envolvimento de parlamentares nos níveis nacional e comunitário na busca de soluções adequadas para fortalecer a resiliência de nossas populações diante das múltiplas restrições que enfrentam diariamente".

Segundo o Presidente em exercício, "a contribuição inestimável e valiosa dos especialistas da comissão da UEMOA para o progresso do  trabalho, a grande experiência que demonstraram, foi unanimemente elogiada."

 “Neste ponto das minhas observações, gostaria de agradecer ao Presidente da Comissão, Sr. Abdoulaye Diop, pela sua contribuição para o sucesso das nossas sessões, ao disponibilizar-nos especialistas de alta qualidade”, acrescentou, salientando ainda que “o Presidente da CCR e toda a representação nacional nigerina merecem a nossa infinita gratidão pelos recursos que nos foram disponibilizados, tanto para as necessidades da nossa sessão como para o conforto individual e coletivo dos membros da Comissão Interparlamentar”.

Cheikh Fononna finalmente expressou seus agradecimentos "aos nossos colegas do Níger por toda a atenção cordial e amigável que recebemos durante nossa estadia em solo nigerino, à equipe administrativa do CIP e às demais instituições parlamentares participantes da 58ª sessão ordinária".

Cabe destacar que foi feita uma menção especial ao Presidente da República do Níger por sua grande dedicação à causa da integração sub-regional, seu incentivo e seus esforços incansáveis ​​e contínuos na consolidação dos ganhos do processo de integração para alcançar a paz na área da UEMOA.

Os participantes desta 58ª sessão agradeceram também ao Presidente do CCR e a todos os membros do CCR pelas discussões frutíferas e abertas, pelo seu empenho para com as preocupações do CIP e pelos sábios conselhos prestados durante a audiência que o Presidente do CCR gentilmente concedeu à delegação do CIP-UEMOA. Agradeceram ainda a sua mobilização exemplar e a sua valiosa contribuição para a organização da 58ª sessão ordinária da Comissão Interparlamentar em Niamey. ANG/Faapa

 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

China/Xi Jinping defende cooperação internacional e governança global da Inteligência Artificial

Bissau, 17 Jul 26 (ANG) - O Presidente da China, Xi Jinping defendeu esta sexta-feira maior cooperação internacional, inovação tecnológica e reforço da governança global da Inteligência Artificial (IA).

Segundo uma nota publicada na página da Embaixada da China na Guiné-Bissau,  Xi Jinping  discursava hoje na cerimónia de abertura da Conferência Mundial de IA 2026 e da Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA, que decorre de hoje a 20 deste mês.

O chefe de Estado chinês apresentou quatro princípios que considera fundamentais para o desenvolvimento e a gestão da Inteligência Artificial.

Disse que o  primeiro passa pela promoção da abertura e da cooperação mutuamente benéfica, incentivando o código aberto, a colaboração e  partilha de conhecimentos para impulsionar a inovação tecnológica, o desenvolvimento industrial e a aplicação prática da IA.

A segunda prioridade é o reforço da segurança da IA, e sustenta  que esta tecnologia deve permanecer sempre sob controlo humano.

Xi alertou  para a necessidade de evitar a utilização excessiva do conceito de segurança nacional no domínio da Inteligência Artificial ou a imposição dos interesses de um país sobre os de outros.

No terceiro, Xi Jinping destacou  a importância de promover a inclusão e o respeito pela diversidade cultural, afirmando que o desenvolvimento e a aplicação da IA não devem comprometer a pluralidade das civilizações nem a identidade cultural dos diferentes países.

No quarto ponto, pede o fortalecimento da solidariedade internacional e o aperfeiçoamento da governança global da Inteligência Artificial, e propõe que a ONU tenha um  papel central de coordenação das estratégias de desenvolvimento, das regras de governança e dos padrões técnicos desta tecnologia.

O Presidente chinês defendeu ainda uma cooperação internacional mais ampla para apoiar os países do Sul Global no reforço das suas capacidades tecnológicas, reduzir as desigualdades digitais e garantir que o avanço da Inteligência Artificial contribua para o desenvolvimento sustentável, evitando o surgimento de novas formas de “injustiça histórica”. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Suíça/Epidemia por Ébola na RDCongo está a propagar-se "mais rapidamente" do que as anteriores – OMS

 

Bissau, 17 Jul (ANG) - A epidemia do vírus Ébola, declarada há dois meses na República Democrática do Congo (RDCongo), está a propagar-se "mais rapidamente do que todas as epidemias anteriores", alertou hoje o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

"Trata-se agora da terceira maior epidemia de Ébola de sempre: nos últimos meses, propagou-se mais rapidamente do que todas as epidemias anteriores", afirmou perante a imprensa em Genebra, na Suíça, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

 

"Até à data, foram notificados 2.003 casos, dos quais 796 mortes", afirmou Tedros, que, a título de comparação, referiu que a epidemia de Ébola de 2018, na RDCongo, "demorou mais de 10 meses a atingir o limiar dos 2.000 casos confirmados".

 

 Essa epidemia, a mais mortífera do país, causou cerca de 2.300 mortes entre os 3.500 doentes registados entre 2018 e 2020.

Tedros referiu, ainda, que a "maior preocupação" da OMS recai atualmente sobre a transmissão da doença na província de Ituri (nordeste da RDCongo), foco desta 17.ª epidemia, onde "mais de 80% dos novos casos são detetados fora das listas de contactos conhecidos".

 

Isto "mostra que as cadeias de transmissão continuam a escapar à vigilância", alertou, indicando que cerca de dois terços das mortes ocorriam nas comunidades, "em pessoas que nunca foram atendidas num estabelecimento de saúde".

 

 

 

Por outro lado, Tedros referiu que existem progressos, como a capacidade de acolhimento de doentes, que ultrapassa agora os 800 leitos "e continua a aumentar". Existem, ainda, o aumento dos meios de rastreio com 60 laboratórios instalados e uma taxa de acompanhamento de contactos que "aumentou para atingir cerca de 80%", concluiu.

 

Atualmente, não existe vacina nem tratamento contra a variante Bundibugyo do vírus Ébola, responsável pela epidemia atual, mas a OMS indicou ter lançado, no início deste mês, ensaios clínicos relativos a dois tratamentos: o anticorpo monoclonal MBP134 e o antiviral remdesivir, isoladamente ou em associação.

 

Tedros referiu ainda que, esta semana, teve início o primeiro ensaio de segurança da vacina ChAdOx1, sob a coordenação da Universidade de Oxford (Reino Unido).

 

Na terça-feira, teve início outro ensaio clínico, com o objetivo de avaliar a eficácia de uma profilaxia pós-exposição (PEP) com o antiviral obeldesivir em doentes que estiveram em contacto com casos confirmados de Bundibugyo.

 

"Mesmo na ausência de vacinas e tratamentos aprovados, 377 pessoas recuperaram, o que demonstra que, com um diagnóstico precoce e cuidados de saúde seguros, esta doença pode ser superada e a sua propagação travada", assegurou o diretor-geral da OMS.

 

A RDCongo, país da África central vizinho de Angola, tem vindo a combater a epidemia do Ébola causado pelo raro vírus Bundibugyo desde maio.

 

Oficialmente declarada em Maio em Ituri, província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul, a epidemia alastrou-se igualmente para o Uganda, que registou duas mortes em 20 casos e que anunciou, hoje, que já não tem nenhum doente infetado com Ébola.

A epidemia está associada à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, de acordo com a OMS, que considera “elevado” o risco de propagação do surto na África subsaariana e “baixo” à escala global.

 

A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e classificou a epidemia, no passado dia 17 de Maio, como uma “emergência de saúde pública de importância internacional”.

 

O vírus transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Médio Oriente/Irão denuncia na ONU "crimes de guerra" dos EUA por ataques a infraestruturas civis

 

Bissau, 17 Jul 26(ANG) – O Irão condenou hoje, na ONU, os ataques dos Estados Unidos contra o país e afirmou que os bombardeamentos deliberados contra infraestruturas civis constituem uma grave violação do direito internacional humanitário e configuram "crimes de guerra".

 

O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de cometerem crimes de guerra ao atingir infraestruturas civis durante ataques ao país. Teerã afirma que as ações violam a Carta da ONU e o direito internacional.

 

Em comunicado, a chancelaria também defendeu os ataques iranianos contra países árabes do Golfo Pérsico, classificando-os como atos de legítima defesa amparados pelo Artigo 51 da Carta das Nações Unidas.

 

O Irã citou ataques dos EUA a uma fábrica de água mineral em Dehloran e a um centro de controle de tráfego marítimo em Chabahar como exemplos das violações. O comunicado não mencionou ofensivas iranianas anteriores contra alvos civis na região. ANG/Inforpress/Agências 

 

Itália/ Condenados 32 envolvidos na tragédia da ponte de Génova

Bissau, 17 Jul 26 (ANG) - Trinta e dois réus foram condenados nesta quinta-feira (16) a penas que chegam a 12 anos de prisão em regime fechado no julgamento da tragédia da ponte Morandi, em Génova, no noroeste da Itália.

O desabamento da estrutura, na manhã chuvosa de 14 de agosto de 2018, arrastou dezenas de veículos e deixou 43 mortos.

Segundo o tribunal da cidade, entre os condenados estão vários ex-executivos da concessionária de rodovias Autostrade per l'Italia (Aspi), responsável pela gestão do gigantesco viaduto situado na estrada que liga a Itália à França. 

Giovanni Castellucci, ex-diretor-geral da Autostrade, já preso por outro acidente fatal ocorrido em 2013 em um viaduto no sul da Itália, recebeu a pena mais severa. Ele foi considerado culpado por negligência e homicídio culposo ao fim de um julgamento iniciado em 2022 sob uma grande tenda montada no pátio do tribunal de Génova.

“Sinto-me responsável, mas não culpado”, declarou ele aos juízes, apesar das conclusões contundentes dos magistrados encarregados de investigar a tragédia, cujas Imagens correram o mundo.

Os ex-números 2 e 3 da Autostrade foram condenados, respectivamente, a cinco anos e meio e 11 anos de prisão. Um ex-funcionário do Ministério italiano da Infraestrutura e dos Transportes responsável pela fiscalização das concessões rodoviárias recebeu pena de cinco anos de prisão.

Outros 28 coreus, de um total de 57 acusados, também foram considerados culpados e condenados a penas de pelo menos um ano e 11 meses de prisão, informou a agência de notícias Agi.

 “Hoje podemos dizer que existem culpados pelas mortes dos nossos parentes”, declarou Michele Matti Altadonna, irmão de uma das 43 vítimas, após a leitura da sentença.

“Essa ponte não desabou por acaso. (...) Como sempre sustentamos, e como o Ministério Público afirmou repetidamente, esse colapso poderia ter sido evitado”, declarou o advogado Raffaele Caruso, representante do comitê de familiares das vítimas da ponte Morandi.

 

O vice-ministro italiano da Infraestrutura e dos Transportes, Edoardo Rixi, comemorou o fato de que “as responsabilidades foram finalmente estabelecidas”.

“O desabamento não foi uma fatalidade, mas o resultado de erros e omissões graves por parte daqueles que tinham o dever de garantir a segurança” da obra, afirmou.

“É um dia de enorme peso histórico e emocional para a cidade de Génova”, comentou a perfeita da cidade, Ilaria Salis, dentro do tribunal.

Durante o processo, os magistrados destacaram que, entre a inauguração da ponte, em 1967, e seu desabamento, 51 anos depois, não foram realizadas intervenções mínimas de manutenção para reforçar os cabos do pilar número 9, que cedeu no dia da tragédia.

A fragilidade desses cabos era conhecida. Obras de reforço já haviam sido realizadas em dois pilares idênticos, os de números 10 e 11, e intervenções semelhantes estavam previstas para o pilar 9.

A tragédia lançou luz sobre o estado precário da infraestrutura de transporte na Itália e sobre o papel controverso da Autostrade, acusada de negligenciar a manutenção da obra para reduzir custos.

A defesa, porém, contestou essa conclusão. Giovanni Paolo Accinni, advogado de Giovanni Castellucci, afirmou nesta quinta-feira que seu cliente é inocente e anunciou que recorrerá da sentença. Segundo a principal tese da defesa, o desabamento teria sido provocado por um defeito oculto de construção – a corrosão dos cabos da ponte – e não pela falta de manutenção.

Embora seus antigos dirigentes tenham sido levados ao banco dos réus, a Autostrade e sua subsidiária Spea escaparam do julgamento graças a um acordo firmado com o Ministério Público.

Na época da tragédia, a concessionária pertencia ao grupo Atlântia, controlado pela família Benetton. Sob forte pressão da classe política e da opinião pública, a Benetton acabaram vendendo sua participação ao Estado em Maio de 2022.

ANG/RFI com AFP

 

Copa 2026/Faixa das Malvinas exibida pela Argentina na Copa do Mundo pode render punição da Fifa

Bissau, 17 Jul 26 (ANG) - A Fifa abriu uma investigação contra a seleção argentina após jogadores da equipe exibirem uma faixa com a frase “Las Malvinas son Argentinas” (“As Malvinas são argentinas”) logo após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo de 2026 disputada em Atlanta. 

A imagem ganhou repercussão internacional por causa da longa disputa de soberania entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos. 

A controvérsia ganhou ainda mais repercussão porque a manifestação ocorreu após uma vitória sobre a Inglaterra, adversário historicamente associado na Argentina à Guerra das Malvinas de 1982.

Depois da classificação para a final, jogadores argentinos, entre eles Giovani Lo Celso e Lisandro Martínez, exibiram uma faixa com a inscrição “As Malvinas são argentinas” diante da torcida. 

A manifestação levou o governo britânico a pedir à Fifa a abertura de uma investigação logo após a partida. Um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro afirmou que o tema deveria ser analisado de forma “minuciosa”, enquanto o ministro britânico do Comércio, Peter Kyle, classificou o episódio como uma “violação flagrante” dos regulamentos da entidade. 

A Fifa informou que seu Comité Disciplinar está analisando os relatórios da partida e as circunstâncias do caso antes de decidir se haverá punições. 

As regras da Fifa e da International Football Association Board (IFAB), entidade responsável pelas leis do futebol, proíbem manifestações de caráter político durante partidas oficiais. Segundo o regulamento, jogadores não podem exibir mensagens, slogans ou imagens de conteúdo político, religioso ou pessoal durante competições organizadas pela entidade. 

Embora a interpretação do que constitui uma mensagem política possa variar, as normas citam explicitamente referências a governos nacionais, regionais ou locais. Por isso, a reivindicação argentina sobre as Malvinas pode ser considerada incompatível com o regulamento. 

A seleção argentina já foi punida por motivo semelhante. Em 2014, antes da Copa do Mundo disputada no Brasil, os jogadores exibiram uma faixa com a mesma mensagem em um amistoso contra a Eslovénia. Na ocasião, a Associação do Futebol Argentino (AFA) recebeu uma multa de 30 mil francos suíços. Esse precedente aumenta a possibilidade de que a Fifa aplique uma nova sanção. 

A Fifa ainda não anunciou qualquer decisão. No entanto, diante do precedente de 2014 e das regras que proíbem manifestações políticas durante os jogos, a seleção argentina corre o risco de ser advertida ou multada. 

Mais do que uma questão disciplinar, o episódio mostra como a disputa pelas Malvinas continua sendo um tema extremamente sensível na Argentina, capaz de transformar até uma comemoração de classificação para a final da Copa do Mundo em um caso diplomático internacional. ANG/RFI

 

 

      Mauritânia/Apelo à integração dos mercados farmacêuticos em África

Bissau,17 Jul 26m (ANG) - Os participantes do Fórum Regional de Nouakchott apelaram para a aceleração da integração dos sistemas de saúde e dos mercados farmacêuticos em África e nos Estados-membros da Organização de Cooperação Islâmica (OCI).

Reunidos nos dias 13 e 14 de Julho na Mauritânia, os participantes adotaram a "Declaração de Nouakchott", um documento focado na mobilização de investimentos e no fortalecimento da soberania em saúde.

Os signatários reafirmam a importância de apoiar a produção local de medicamentos, vacinas, dispositivos médicos e princípios ativos, ao mesmo tempo que mobilizam financiamento público e privado inovador.

A Declaração também defende o desenvolvimento de parcerias industriais, a transferência de tecnologia e a criação de centros regionais de excelência. Enfatiza o fortalecimento das autoridades reguladoras nacionais, a convergência regulatória e o investimento em pesquisa, biotecnologia, transformação digital, inteligência artificial e capital humano para aumentar a resiliência dos sistemas de saúde.

Para garantir o cumprimento desses compromissos, os participantes planejam estabelecer um mecanismo estruturado de monitoramento. Este mecanismo será baseado na realização de reuniões periódicas e na publicação de relatórios regulares que avaliem o progresso das ações decididas no fórum.

Este encontro regional, coorganizado pelo governo da Mauritânia, o Centro Islâmico para o Desenvolvimento do Comércio (ICTD), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Banco Islâmico de Desenvolvimento (IsDB) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), serviu como plataforma de diálogo. Facilitou a conexão direta entre os promotores de projetos e os parceiros financeiros, incentivando a cooperação e o surgimento de novas parcerias público-privadas. ANG/Faapa

    

 

Cooperação/Guiné-Bissau e Federação Rússia  aprofundam relações nas áreas de agricultura e segurança alimentar

Bissau, 17 Jul 26 (ANG)- A Guiné-Bissau e a Federação da  Rússia identificaram as oportunidades para aprofundar as suas relações de cooperação nas  áreas  de agricultura e segurança alimentar,  pescas e economia azul,  ensino superior, a investigação científica,  saúde pública,  energia, transformação digital, formação técnico-profissional e  reforço das capacidades institucionais.

Segundo o  Comunicado à Imprensa do grupo dos  Negócios Estrangeiros de Whatsap, a necessidade de aprofundamento das relações de cooperação entre os dois países nessas áreas foi debatida no âmbito da visita que a ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné-Bissau Fatumata Djau está a efectuar à Federação da  Rússia.

“Futumata Djau e o ministro dos Negocios Estrangeiros da Federação de Rússia Sergey Lavrov manifestaram igualmente o interesse em dinamizar a vertente económica da relação bilateral, promovendo um maior envolvimento das instituições públicas, universidades, centros de investigação e setor privado, criando condições favoráveis ao investimento, à transferência de tecnologia, às parcerias empresariais e ao aumento dos intercâmbios comerciais”, lê-se no comunicado.

No final do encontro que teve com Sergey Lavrov, em Moscovo, Fatumata Djau manifestou  a sua satisfação pel profundidade das consultas realizadas, considerando que  representam um passo significativo para o reforço da amizade e  cooperação entre a Guiné-Bissau e a Federação da Rússia.

A governante  agradeceu ainda ao seu homólogo Sergey Lavrov e as autoridades russas pelo  o que considerou de “calorosa hospitalidade” e excelente organização da visita, reiterando o compromisso da Guiné-Bissau em prosseguir com o diálogo político e uma cooperação orientada para resultados concretos e benefícios mútuos.

 A ministra destacou igualmente o novo impulso registado nas relações bilaterais nos últimos anos, evidenciado pelas sucessivas visitas do então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, à Federação da Rússia entre 2022 e 2025.

Durante as consultas, as duas partes reafirmaram a excelência das relações históricas entre a República da Guiné-Bissau e a Federação da Rússia, assentes numa longa tradição de amizade, solidariedade e respeito mútuo.

No plano internacional, os dois ministros procederam a troca de pontos de vista sobre diversas questões regionais e globais de interesse comum, reafirmando a importância do diálogo político regular, do respeito pelo direito internacional, da promoção da paz e de um multilateralismo mais eficaz e inclusivo.

ANG/AALS/ÂC//SG

Saúde pública/Sindicato dos Trabalhadores do HNSM convoca greve para 22 à 28 deste mês

Bissau 17 Jul 26 (ANG) - O presidente do Sindicato de Base do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), o maior centro hospitalar do país, anunciou, quinta-feira, a realização de uma greve de uma semana neste  estabelecimento hospitalar, se as suas reivindicações não forem atendidas.

Ibraima Sambú alega que o HNSM não dispõe de condições adequadas para o funcionamento dos serviços de saúde, razão pela qual vão observar a greve entre 22 e 28 deste mês..

Sambú anunciou a greve  numa conferência de imprensa, em que falou  da entrega do Pré-aviso de greve .

Na ocasião, explicou que o sindicato entregou no passado dia 12 do mês em curso, um caderno reivindicativo acompanhado de um pré-aviso de greve para próxima semana, e que caso não haja abertura para negociações, os trabalhadores avançarão para uma segunda fase de greve, com duração de dez dias.

De acordo com aquele dirigente sindical, antes da entrega do pré-aviso foram enviadas cartas e pedidos de audiência ao ministro da Saúde Pública e ao Primeiro-ministro, sem que tenha havido qualquer resposta.

“O caderno reivindicativo apresenta três principais exigências nomeadamente, a melhoria das condições de trabalho, o pagamento dos salários dos trabalhadores contratados, que acumulam 33 meses sem salário, e esclarecimentos sobre a privatização e gestão de alguns serviços do hospital”, refere Sambú.

O Presidente do Sindicato de Base do HNSM diz haver insuficiência de profissionais  para responder os casos de Mpox, e pede mais técnicos.

“Quando um médico atende mais de 30 pacientes por dia, compromete  a qualidade dos cuidados prestados”, disse.


O sindicalista denunciou a falta de materiais básicos como luvas, termómetros e aparelhos de medição da pressão arterial.
ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Sociedade/Ministério dos Recursos Naturais encerra empresas de produção de água por incumprimento das normas sanitárias

Bissau, 17 Jul 26 (ANG) – O Ministério dos Recursos Naturais anunciou o encerramento imediato de várias empresas de venda  de água em sacos de plástico, na sequência de uma operação de inspeção que terá identificado  irregularidades relacionadas com as condições de higiene, segurança sanitária e cumprimento da legislação em vigor.

De acordo com uma informação divulgada na página oficial deste ministério no Facebook, consultada pela ANG, a tutela definiu 13 recomendações de cumprimento obrigatório, que passam a constituir requisitos essenciais para todas as empresas d
o sector.

As medidas visam assegurar a qualidade da água destinada ao consumo humano, proteger a saúde pública e garantir o cumprimento das normas legais e sanitárias.

Entre as principais irregularidades detetadas durante a fiscalização destacam-se a falta de higiene e de condições sanitárias adequadas nas instalações, a ausência de documentação legal obrigatória e de licença de funcionamento, a inexistência de equipamentos de proteção individual para os trabalhadores, a falta de mecanismos de controlo da qualidade da água produzida e a captação de água sem furo devidamente autorizado.

A operação de inspeção foi realizada a  16 de Julho por uma equipa interministerial composta por inspetores de vários serviços do Estado e da Associação dos Consumidores e Bens de Servicos(ACOBES), sob a coordenação do Ministério dos Recursos Naturais, abrangendo diversas unidades de produção e embalagem de água.

Na sequência das irregularidades consideradas graves, foi determinado o encerramento imediato de várias empresas localizadas nas zonas de Antula N'Tusinho, Mbassene Djaal e Bor, por não reunirem as condições mínimas de funcionamento exigidas por lei.

Segundo o ministério, as imagens recolhidas durante a operação evidenciam condições de insalubridade e outras deficiências que justificaram a adoção da medida, tomada exclusivamente para salvaguardar a saúde pública.

A instituição reafirma ainda o seu compromisso com a proteção da saúde dos consumidores, a qualidade dos produtos colocados no mercado e o cumprimento da legislação nacional, assegurando que as ações de fiscalização continuarão a ser realizadas regularmente em todo o território nacional.ANG/MI/ÀC//SG

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Regiões/Populares de Gã-Mamudo preocupados com insuficiência de efetivos policiais

Oio, 15 Jul 26 (ANG) - A insuficiência de efectivos policiais na secção de Gã-Mamudo, Bambadinca, região de Oio, no norte do país constitui a preocupação das populações local face ao crescimento de casos de roubo nas suas comunidades.

Em entrevista a Rádio Bemba de Malafo,  o Secretário Administrativo da Secção de Gã-Mamadu Malamine Turé explicou que, actualmente existe apenas um polícia e três auxiliares para garantir a segurança de 56 tabancas daquela zona.

Afirmou ainda que a falta de efectivos policiais dificulta a resposta às ocorrências criminais e que isso compromete as ações de prevenção da criminalidade.

Malamine Turé reconheceu que a mesma situação constitui um grande desafio para a administração local e apelou ao Governo e às autoridades competentes no sentido de reforçarem o destacamento policial da secção.

Numa reportagem realizada pela Rádio Bemba de Malafo na semana passada, comerciantes de Gã-Mamudo denunciaram o aumento de assaltos.

Denunciaram  que vários vendedores perderam mercadorias e outros bens, situação que  está a criar um clima de medo entre os operadores económicos daquela comunidade. ANG/AALS/ÂC//SG