quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Justiça


Greve dos magistrados  afecta apreciação das candidaturas para eleição presidencial 

Bissau, 26 Set 19 (ANG) – A greve prevista para 10 dias, iniciada hoje pelos magistrados judiciais está a afectar os trabalhos do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), nas apreciações das candidaturas para as eleições presidenciais marcadas para 24 de Novembro.
Vista da sede do Supremo Tribunal de Justiça

Segundo  George João Pedro Gomes,  porta-voz da comissão da greve, se o governo não atender as suas exigências não haverá apreciação das candidaturas para eleição presidencial de acordo com calendário eleitoral.

"O prazo para depositar as candidaturas já encerrou  quarta-feira e para hoje o Supremo Tribunal de Justiça deve estar a convocar a plenária dos magistrados para dar início ao processo das apreciações, mas não aconteceu por motivo desta greve marcada durante 10 dias que deu inicio hoje, diz o porta-voz da comissão da greve.

Segundo este responsável, deram a entrada do pré-aviso da greve, com antecedência de 15 dias, o prazo muito recuado em relação ao que está na Lei, que exige três dias de antecedência antes da data de greve.

 Ainda salientou que o governo não lhes chamou para negociar até no preciso momento, mas que estão abertos para  negociar com o governo.

George João Pedro Gomes ainda disse que, mesmo com essa abertura ao diálogo, a comissão da greve tem alguns pontos inegociáveis e que precisam ser atendidas pelo governo, nomeadamente a implementação dos estatutos remuneratório dos magistrados e diuturnidade que tem a ver com tempo dos exercícios da função.

Disse que, entre outros pontos em reivindicação, consta o problema da afetação das viaturas aos juízes conselheiros, procuradores gerais e adjuntos, e o melhoramento das condições de trabalho.

Para as presidenciais de 24 de novembro  19 candidatos já formalizaram as suas candidaturas junto do  Supremo Tribunal de Justiça e aguardam aprovação para concorrer ao posto da mais alta função do Estado guineense.
ANG/CP/ÂC//SG

Presidenciais 2019





Bissau,26 Set 19(ANG) - O Supremo Tribunal de Justiça  recebeu 19 candidaturas para as eleições presidenciais do país, marcadas para 24 de novembro, disse quarta-feira à Lusa fonte daquela instituição.

Os eventuais candidatos às presidenciais tinham até quarta-feira para entregar as suas candidaturas no Supremo Tribunal de Justiça, que terá a partir de quinta-feira 21 dias para ver se cumprem os requisitos.

Oito pessoas apresentaram candidaturas independentes às presidenciais, nomeadamente Aladje Djimo, Carlos Gomes Júnior (antigo primeiro-ministro guineense), Armando Adepdoc CóJosé Mário Vaz (atual Presidente), Mutaro Intai Djabi, Nadeem dos Reis CabralLuís Nancassa e Nancy Schwartz, a única mulher.

Além das candidaturas independentes, o Supremo Tribunal de Justiça recebeu mais 11 apoiadas por partidos, nomeadamente Afonso Té (Partido Republicano da Independência para o Desenvolvimento, PRID), Baciro Dja (Frente Patriótica de Salvação Nacional, Frepasna), Domingos Simões Pereira (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, PAIGC), Jorge Otinta (Partido da Ciência e Cidadania), Nuno Nabian (Assembleia do Povo - Partido Democrático da Guiné-Bissau, APU-PDGB), Idrissa Djaló (Partido de Unidade Nacional, PUN), Gabriel Fernando Indi (Partido Unido Social Democrático, PUSD), Vicente Fernandes (Partido da Convergência Democrática, PCD), Empossa Yé (Centro Democrático, CD), Mamadu Iaia Djaló (Partido para a Nova Democracia, PND) e Umaro Sissoco Embaló (Movimento de Alternância Democrática, Madem-G15). ANG/Lusa


CPLP/livre circulação


Portugal vai avançar com acordos bilaterais   mesmo sem unanimidade na organização

Bissau, 26 set 19 (ANG) -  O Secretário-geral do Partido Socialista e primeiro-ministro afirmou quarta-feira que Portugal deve avançar  para a celebração  de acordos bilaterais de livre circulação com Estados da  Comunidade de Países de Língua Portuguesa(CPLP) caso não haja unanimidade na organização.

António Costa assumiu esta posição num discurso que proferiu perante membros da Associação Cabo-verdiana de Lisboa, durante uma acção de campanha eleitoral do PS.

“Acredito que a actual presidência da CPLP, exercida por Cabo Verde vai dar  um impulso decisivo para que seja possível  existir o acordo de livre circulação. Mas também  vos quero dizer com toda a franqueza: se não conseguirmos juntar todos os Estados da CPLP, porque volta e meia há uns que  têm maus humores – também nós já os tivemos- então iremos fazer acordos bilaterais com cada um dos  Estados “, declarou o líder socialista.

Ou seja , segundo António Costa, caso não haja unanimidade para avançar, “Portugal assumirá acordos com quem estiver disponível”.

Em matéria de livre circulação, António Costa considerou também um erro que Portugal, quando aderiu ao acordo Schengen, da União Europeia, não tenha salvaguardado os laços especiais que tinha com outros países de expressão portuguesa.

“Mas estamos ainda a tempo de os poder fazer – e desejamos fazê-lo no quadro conjunto da CPLP, com todos os membros desta organização”, acrescentou. ANG/Inforpress/Lusa

Presidenciais 2019




Bissau,26 Set 19(ANG) - Os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) apelaram  quarta-feira à noite em Nova Iorque para que sejam mantidas as "condições indispensáveis" à realização das eleições presidenciais na Guiné-Bissau.

Num comunicado emitido  quarta-feira ao final da noite em Nova Iorque, os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores dos estados-membros da CPLP, que se reuniram informalmente no dia 24 naquela cidade, à margem da 74.º sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, manifestam preocupação relativamente aos recentes desenvolvimentos apresentados pela ministra dos Negócios Estrangeiros guineense, Suzi Barbosa, e apelam para que o país conclua o seu processo eleitoral.

"Ao tomar nota de recentes desenvolvimentos políticos na Guiné-Bissau, apresentados pela ministra dos Negócios Estrangeiros do país, os ministros apelam para que sejam mantidas as condições indispensáveis à conclusão do processo eleitoral em curso, de modo a que o povo guineense possa escolher livre e soberanamente o seu Presidente da República", lê-se no comunicado.

Os ministros consideram, na mesma nota, que "é imperativo que a Guiné-Bissau termine com êxito o atual ciclo político-eleitoral, conseguindo, assim, a estabilidade institucional necessária à consolidação da democracia e ao desenvolvimento e bem-estar da sua população".

A primeira volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau está marcada para 24 de novembro, a segunda volta do escrutínio, caso seja necessário, vai realizar-se em 29 de dezembro.

O Supremo Tribunal de Justiça do país anunciou esta quarta-feira que recebeu um total de 19 candidaturas para as eleições presidenciais.

Os eventuais candidatos às presidenciais tinham até aquele dia (25 de setembro) para entregar as suas candidaturas no Supremo Tribunal de Justiça, que terá a partir de quarta-feira 21 dias para ver se cumprem ou não  os requisitos.

Oito pessoas apresentaram candidaturas independentes às presidenciais. Além das candidaturas independentes, o Supremo Tribunal de Justiça recebeu mais 11 apoiadas por partidos.

Na reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores (MNE's) da CPLP, que decorreu esta terça-feira em Nova Iorque, ficou ainda agendada para 29 e 30 de outubro, em Lisboa, a reunião da comissão técnica tripartida sobre a mobilidade.

O MNE de Cabo Verde, país que tem neste momento a presidência rotativa da CPLP, Luís Filipe Tavares, sugeriu ainda que o Conselho de Ministros Extraordinário, que tem por objetivo analisar a proposta do acordo sobre mobilidade, se realize na ilha do Fogo, no seu país, em março ou abril de 2020, mas esta reunião ainda não ficou agendada, disse à Lusa o secretário executivo da CPLP, o embaixador Francisco Ribeiro Telles.

A livre circulação de pessoas no espaço da CPLP foi, aliás, um dos temas principais da reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP em Nova Iorque.

No encontro ficou também decidido dar seguimento à resolução, aprovada em julho, no Conselho de Ministros que decorreu na cidade do Mindelo, em Cabo Verde, sobre a Guiné-Equatorial, constituindo-se a comissão técnica, com elementos daquele país e do secretariado executivo da CPLP.

 Estes elementos vão preparar conjuntamente o programa de integração da Guiné-Equatorial como estado-membro da organização para o período 2020-2022.

Depois de aprovado este programa, terão de ser encontradas formas de financiamento para os projetos identificados, adiantou ainda o secretariado executivo da CPLP. ANG/Lusa


EUA


         Donald Trump alvo de  abertura de processo de "impeachement"
Bissau, 26 set 19 (ANG) - O presidente Donald Trump é alvo de um processo de "impeachement" e acusado de ter violado a Constituição, ao pressionar o seu homólogo ucraniano Zelensky para investigar Hunter Biden, filho do seu rival Joe Biden e que é membro da direcção da empresa de gás ucraniana Burisma.
O pedido de abertura do processo de destituição de Donald Trump foi apresentado na terça-feira (24/09) pela presidente da câmara dos Representantes a democrata Nancy Pelosi.
O processo será longo e foi raras vezes utilizado na história dos Estados Unidos, onde três presidentes foram submetidos a "impeachement": os democratas Andrew Johnson em 1868 e Bill Clinton em 1998, mas acabaram sendo adsolvidos pelo Senado e o republicano Richard Nixon que acabou por renunciar em 1974 a meio do processo.
Este anúncio surge depois de meses de pressão de algumas alas do Partido Democrata e foi motivado pela revelação na semana pâssada pelo Wall Street Jornal de que Donald Trump teria tentado em Julho, pressionar o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelenski a investigar Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden.
Em troca Trump teria prometido "algum apoio" ao seu homólogo, possivelmente ajuda militar e a respectiva verba chegou a ser retida e depois suspensa para pressionar a investigação, segundo a denúncia de um "whistleblower" ou informador dos serviços de inteligência, cuja identidade não foi revelada.
A respectiva conversa telefónica - ocorrida a 25 de Julho - será retranscrita e apresentada na Câmara dos Representantes, possivelmente ainda esta quarta-feira (25/09) anunciou  Donald Trump, à margem da Assembleia Geral da ONU.
Mas a abertura deste processo não significa que a Câmara dos Representantes, dominada pelos Democratas, decida votar o "impeachement", tanto mais que este terá que ser ratificado por pelo menos dois terços do Senado, onde a maioria é Republicana.
Segundo a Constituição o Presidente pode ser demitido se for condenado por "traição, suborno ou outros crimes" que não são detalhados e historicamente é comum que haja a aprovaçao de uma resolução autorizando a Comissão Judiciária a realizar investigações, como sucedeu nos casos de Nixon e Clinton, antes da votação no plenário, onde tem que ser aprovada por maioria simples em cada um dos artigos do "impeachement", bastando que apenas um seja aprovado, para viabilisar a destituição.
Caso tal aconteça o vice-Presidente Mike Pence assume o poder.
Trump considera estas acusações como "a mais destrutiva caça às bruxas de todos os tempos" e até ao momento o Presidente ucraniano ainda não reagiu mas ambos devem avistar-se na Assembleia Geral da ONU.
Actualmente seis comissões da Câmara já investigam o Presidente Trump por outras acusações não relacionadas com o caso da Ucrânia.
Com em pano de fundo as eleições presidenciais de 2020, Joe Biden lidera as pesquisas de intenção dos democratas e deverá enfrentar Trump, mas segundo Nancy Pelosi a pressão de Trump sobre Zelensky revela uma incitação à interferência estrangeiras nessas eleições e a traição do juramento presidencial.
Segundo uma sondagem efectuada pelo YouGov 55% dos cidadãos norte-americanos apoiam a destituição do Presidente Donald Trump, caso se prove que ele suspendeu o envio de recursos à Ucrânia para pressionar as investigações. ANG/RFI

Prolongamento do ano lectivo 2018/19


Conaeguib subscreve decisão governamental mas pede cumprimento de compromissos com sindicatos

Bissau, 26 set 19 (ANG) – O Presidente da Confederação Nacional das Associações de Estudantes da Guiné-Bissau (Conaeguib) reafirmou  hoje o seu apoio a decisão governamental de prolongar o ano lectivo 2018/2019 até ao fim do ano em curso, na condição de o governo  honrar os compromissos assumidos perante os sindicatos do sector do ensino.

Bacar Darame, em  entrevista exclusiva à ANG disse que foi elaborado um Programa de Estabilização do Sistema Educativo na Guiné-Bissau, que foi apresentado em agosto numa reunião com os parceiros do Ministério da Educação Nacional e do Ensino Superior.

“Na ocasião, mostramos ao Executivo que a nossa organização não tem nenhuma objeção à proposta, se os sindicatos do sector igualmente concordaram em voltar para as salas de aulas, uma vez que têm garantias do Governo de que os pontos constantes no caderno reivindicativo serão resolvidos”, reafirmou.

Darame disse que não têm nenhuma objeção em relação ao  plano desde que seja executável, ou seja, segundo ele, não se pode pensar somente em fazer planos, sem a sua concretização prática.

Segundo o plano de recuperação dos dias lectivos perdidos no ano lectivo passado devido as sucessivas paralisações no ensino público do país, as aulas decorrem  de Outubro à Dezembro de 2019 e o  novo ano lectivo 2019/20, arranca a partir  de Janeiro de 2020 nas escolas afectadas pelas paralisações.

O responsável máximo dos estudantes da Guiné-Bissau, frisou que  as escolas de auto gestão e outras que não foram atingidas pelas greves, irão funcionar normalmente com os três períodos, salientando que seria perturbador haver nova paragem das aulas neste período que se decidiu estender ou recuperar os dias lectivos.

“Por isso afirmamos que a nossa posição não é estática ou seja vamos simplesmente demarcar da posição do governo caso este plano falhar, por isso apelamos ao Ministro da Educação, Primeiro-ministro e Ministro da Economia e Finanças para o cumprimento do acordo assinado com os sindicatos do sector educativo”, apelou.

Braima Darame disse ainda que para ajudar no cumprimento do plano do Governo, a Conaiguib submeteu ao Ministério da Educação e Ensino Superior e seus parceiros um projecto de sensibilização dos estudantes para voltarem para as salas de aulas, salientando que não têm só a missão de defender, mas também de colaborar para a implementação do programa que vai ajudar a melhorar a qualidade o ensino guineense.

O líder da Conaiguib aconselhou aos estudantes que foram afectados pela greve a voltaram para as salas de aulas e aproveitarem, no máximo,  e pede igualmente aos  pais e encarregados de educação para colaborarem mandando  os seus educandos para as escolas, “porque é a única riqueza e o caminho certo para o desenvolvimento do país”.

Os docentes têm reivindicado o pagamento de salários atrasados à algumas categorias de professores e a implementação da Carreira Docente, entre outras. ANG/MSC/ÂC//SG

Cooperação


Embaixador da China Popular diz que guerra comercial com EUA não vai afectar a cooperação com os países da África

Bissau, 26 Set 19 (ANG) - O Embaixador da República Popular da China disse que a guerra comercial entre o seu país e os Estados Unidos da América não vai afectar a cooperação e os apoios das autoridades do país asiático à África.

Jin Hongjun que falava esta quarta-feira em conferência de imprensa no âmbito das celebrações do 70 aniversário da República Popular da China, acrescentou que  que essa guerra, em vez de prejudicar o seu país permitiu com que a China tenha  mais intercâmbios comerciais e económicos com África.

Afirmou que economia chinesa cresceu e continua a crescer em mais 6,3 por cento por ano.

Em relação a situação dos direitos humanos que é fortemente criticado pelos ocidentais, Jin Hongjun disse que há respeito pelos direitos humanos na China Popular, mas segundo ele, os ocidentais reduziram o conceito de Direitos Humanos ao  direito a manifestação e de liberdade política.

 Salientou que a maioria dos países têm uma outra óptica em direitos humanos: além do direito político têm também outra parte que é da subsistência e desenvolvimento.

“A China Popular para além de garantir os direitos básicos dos seus cidadãos assegura ainda o direito  à subsistência. Por isso desde o nascimento da República Popular da China as autoridades priorizaram a economia para melhorar a vida das populações”, salientou.

Em relação a democracia explicou que a China dispõe de um sistema democrático indirecta, explicando que o Povo elege deputados nacionais para depois estes elegerem o Presidente e que o mesmo acontece no partido.

Salientou que a maior parte da população chinesa confia no futuro do país, frisando que segundo uma sondagem do Centro da Pesquisa PEW da América, 66 por cento dos chineses estão satisfeitos com o governo.

Quanto a Guiné-Bissau, disse esperar que as eleições Presidenciais vão trazer um ambiente favorável para que o país possa atrair investimentos não só chineses, mas também  de  outros países.

Instado a falar se a Guiné-Bissau aproveita bem os fundos disponibilizados pela China, o Embaixador recusa dizer sim ou não, afirmando que, quer contudo   maior presença das empresas chinesas no país.

Disse estar confiante no futuro da Guiné-Bissau, apesar da crise, porque o Povo está a procurar veementemente o caminho mais adequado para o desenvolvimento.

Quanto à construção da nova auto-estrada que liga Aeroporto ao Sector de Safim, Jin Honjung sublinhou que o projecto está na fase preparatória, revelando que o governo do seu país já dispõe do dinheiro para a execução da referida obra.

Em relação ao referido projecto, fez questão de esclarecer que  cabe as autoridades guineenses assumir as indemnizações dos eventuais danos que a  construção da referida auto-estrada pode causar.

Jin Honjung considerou de positivo os apoios que a China Popular concede à Guiné-Bissau, disse ter havido formação de vários técnicos mas acha que pode se fazer mais.

A titulo de exemplo indicou que os técnicos chineses que apoiam a agricultura em Bafatá, Leste do país podiam ser mudados periodicamente para outras áreas do país , para que mais agricultores possam beneficiar das suas experiências de produção do arroz, alimento base da população guineense.

A República Popular da China mantém relações de cooperação com a Guiné-Bissau desde os períodos da luta de libertação nacional do país africano da dominação colonial portuguesa. ANG/LPG/ÂC//SG
  

Cooperação


“As relações entre Guiné-Bissau e China Popular estão num bom ritmo”, diz embaixador Hongjun

Bissau, 26 set 19 (ANG) – O Embaixador da República Popular da China no país disse que as relações de cooperação entre o seu país e  a Guiné-Bissau têm mantido um bom ritmo de desenvolvimento nos últimos anos, devido ao diálogo e a colaboração estreita entre as partes.

Jin Hongjun que falava à imprensa no quadro da celebração dos 70 anos da fundação da República Popular da China, a celebrar no dia 27 deste mês afirmou  que essa cooperação tem conhecido avanços significativos nas áreas de intercâmbio político, governativo e militar, na agricultura, infraestruturas, educação, saúde entre outras.

"A China oferece dentro do seu alcance apoios sinceros à Guiné-Bissau. Sinto vivamente a determinação firme dos governos dos dois países em promover a cooperação em benefício mútuo e a esperança ansiosa de todos os círculos da sociedade guineense para aprofundar as relações sino-guineenses", salientou Jin Hongjun.

O diplomata chinês afirmou que a Guiné-Bissau dispõe dos recursos naturais  para alcançar o desenvolvimento, garantindo que a China Popular sempre apoia a Guiné-Bissau para encontrar o caminho de desenvolvimento que corresponde à realidade nacional.

Declarou que espera que a Guiné-Bissau venha a ter, em breve, a estabilidade política e o desenvolvimento económico duradouro.

Em relação a guerra comercial entre a China Popular e os Estados Unidos de América (EUA), o diplomata sublinhou que o seu país teve que tomar medidas vigorosas para defender os interesses legítimos  da República Popular da China  e do seu povo.

Disse  que a China Popular persiste em resolver essa disputa por meio de diálogo, realizando várias rondas de consultas económicas e comerciais de alto nível com os EUA, no sentido de estabilizar a relação comercial bilateral.

"A China Popular nunca quer guerra comercial, mas não tem medo dela e está preparada para lutar quando for obrigada", assegurou.

Jin Hongjun acrescentou ainda que é possível encontrar uma solução substancial para esta guerra comercial que já durou muito tempo, acrescentando que se os EUA perceberem que não há nenhum vencedor nesta guerra, pode tentar resolver o problema por consulta e cooperação, com serenidade, igualdade e respeito mútuo.

Sobre as manifestações em Hong Kong, Jin Hongjun explicou que tudo começou quando o governo da região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) iniciou uma revisão do regulamento a fim de resolver a transferência de criminosos e preencher lacunas na lei, acrescentando que esta iniciativa foi aproveitada pela oposição de RAEHK e por algumas forças radicais que distorceram o objectivo e os impactos da revisão incitando os jovens a fazer manifestações nas ruas.

O responsável da diplomacia chinesa no país disse que embora o governo de Hong Kong tenha afirmado várias vezes que a revisão já está suspensa, a oposição continua a organizar manifestações em nome de "contra revisão".

" As manifestações tornaram-se em atos violentos e excederam completamente os limites de protesto pacífico. Os manifestantes radicais ainda atacaram de forma organizada os agentes e sedes da polícia, e até o prédio do Conselho Legislativo foi  vandalizado”.

Afirmou ainda que os líderes da oposição e mentores das manifestações foram  g Kong.e recebidos pelos governantes em Washington com o objectivo de prejudicar a prosperidade, estabilidade e segrecebidos pelos governantes em Washington com objectivo de prejudicar a prosperidade, estabilidade e segurança de Hong Kong. ANG/DMG/ÂC//SG

França/óbito


                                         Morreu Jacques Chirac
Bissau, 26 set 19 (ANG) – O antigo presidente francês,Jacques Chirac,  morreu hoje aos 86 anos de idade, revelou a Agência de notícias de França,AFP, citando fontes familiares do malogrado.
Chirac  já tinha sido hospitalizado várias vezes desde a sua saída do Eliseu em 2007.
Jacque Chirac já havia sofrido um acidente vascular cerebral em 2005 e em 2015 foi hospitalizado várias vezes.
O ano que foi, de resto, doloroso para o ex-chefe de Estado com a morte da sua filha Laurence em Abril (de 2015). Situação que contribuiu de sobremaneira para a degradação do estado de saúde do político.
A última aparição de Jacques Chirac numa cerimónia oficial remonta a 21 de Novembro de 2014.
Altura em que apareceu já fragilizado apoiado no ombro de um dos seus guarda-costas.
A 20 de Junho de 2016 faltou à inauguração da exposição que lhe foi consagrada no museu Quai Branly, onde o ex-presidente François Hollande lhe prestou uma sentida homenagem.
Jacques Chirac venceu as presidenciais em França duas vezes, em 1995 e em 2002, este último depois de um duelo inédito com Jean Marie Le Pen.
Defensor acérrimo do “não” à guerra dos Estados Unidos no Iraque em 2003, Jacques Chirac viu igualmente o seu percurso ficar marcado por problemas com a justiça.
Foi o primeiro ex-chefe de Estado francês a receber uma sentença judicial, no final de 2011, pela criação de empregos fictícios como presidente da Câmara de Paris. Chirac não chegou a comparecer em tribunal, justificando a ausência com uma doença neurológica degenerativa. ANG/RFI

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Política





Bissau, 25 set 19 (ANG) - O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, disse hoje que o programa de Governo e o Orçamento Geral do Estado serão debatidos no parlamento em 15 de outubro e garantiu que os dois instrumentos serão aprovados pelos deputados.
Aristides Gomes falava aos jornalistas à saída de uma reunião de concertação sobre  nova data com o presidente do parlamento, Cipriano Cassamá.

"Já há uma nova data. Será em 15 de outubro. Nós vamos discutir e aprovar o programa do Governo e o Orçamento Geral do Estado",declarou o primeiro-ministro guineense.

Aristides Gomes observou existirem "melhores condições" para que o parlamento aprecie os dois instrumentos, através de um "debate aprofundado".

O debate do programa de Governo guineense tem estado envolvido em polémicas entre as bancadas parlamentares.

Na quinta-feira, o presidente do parlamento e os partidos da oposição ao Governo, Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15) e Partido da Renovação Social (PRS) e alguns deputados da Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), que integra a coligação governamental, participaram numa sessão plenária, que decorreu numa unidade hoteleira, em Bissau, na qual se limitou a proceder a abertura da sessão parlamentar convocada para o debate e aprovação dos dois documentos de governação.
A referida sessão não contou com a presença  do Governo,  e do partido maioritário, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Dias depois, o PAIGC contestou a reunião, que considera ter sido convocada de forma ilegal. ANG/Lusa


Finanças públicas/endividamento


Primeiro-ministro considera normal contrair empréstimo junto ao mercado financeiro internacional

Bissau, 25 set 19 (ANG) - O primeiro-ministro  Aristides Gomes, considerou como "normal" e uma boa notícia o facto de o Governo ter recorrido ao mercado financeiro internacional para pedir empréstimos, uma iniciativa criticada pelo Presidente do país, José Mário Vaz.

Na sua mensagem ao país por ocasião do 46.º aniversário da independência, José Mário Vaz questionou a necessidade de o Governo contrair um empréstimo que, segundo disse, vai contribuir para um novo endividamento do país após “um sacrifício” que culminou com o perdão da dívida externa do país, em 2011.

“Recentemente, o Governo contraiu empréstimos através da emissão de títulos do tesouro num montante de 10 mil milhões de francos CFA [cerca de 15 milhões de euros] e brevemente pretende emitir mais títulos do tesouro no mesmo montante, totalizando 20 mil milhões de francos CFA [cerca de 30 milhões de euros]”, observou o líder guineense.

Para José Mário Vaz, é caso para perguntar ao Governo onde param as receitas internas geradas pelas alfândegas, contribuições e impostos e outros serviços.

Em resposta às perguntas dos jornalistas, à saída de uma reunião com o presidente do parlamento, o primeiro-ministro guineense considerou normal aquelas operações  que, na sua opinião, provam a confiança do mercado internacional nas ações do Governo.

“Isso é uma boa notícia, que eu saiba, o facto de a Guiné-Bissau poder ir ao mercado e conseguir somas que pretende para poder fazer funcionar o aparelho de Estado. Isso quer dizer que o mercado tem confiança no Governo”, defendeu Aristides Gomes.

O primeiro-ministro guineense notou ainda que aquelas operações foram supervisionadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelas instituições das sub-regiões que lidam com questões financeiras e monetárias.

Aristides Gomes sublinhou que não existem “nenhumas consequências negativas, antes pelo contrário” das operações montadas pelo seu executivo.

ANG/Lusa


Dia Nacional


    Primeiro-ministro pede protecção de valores da liberdade e da cidadania

Bissau, 25 Set 19 (ANG) – O Primeiro-ministro Aristides Gomes pediu aos guineenses para protegerem os valores da liberdade e da cidadania e lutar juntos para consolidação do Estado de Direito Democrático.

O chefe do executivo guineense dirigia  ao povo por ocasião de mais um aniversario da Independência nacional celebrado terça-feira,24 de Setembro.

“A nossa independência custou suor, sangue e muito sacrifício por termos recusado a barbárie e a ditadura do então poder colonial. Pois, com esta mesma resiliência, que hoje, passados 46 anos, devemos proteger os valores da liberdade e da cidadania e lutarmos juntos para a consolidação do Estado de Direito democrático”, aconselhou Aristides Gomes.

O primeiro-ministro disse que as instituições da República devem ser estabilizadas, na base de processos democráticos de forma a permitir a obtenção dos ganhos prévios para responder aos desafios dos tempos modernos.

Acrescentou que só com mudanças nas Instituições Públicas é que o país vai estar a altura de garantir que cada cidadão tenha acesso aos serviços sociais básicos: alimentação, saúde, educação, habitação, energia, água e saneamento.

O governante guineense considerou de imperiosa a necessidade da realização das Eleições Presidenciais na data de 24 de Novembro próximo, tendo justificado que está convicto de que o desenvolvimento só acontecerá quando os guineenses começarem a pensar no bem do próprio país.

“A tarefa é difícil e os desafios são enormes. Porém, a nossa determinação de fazer mais e melhor superam quaisquer obstáculos que possam advir. Pela Guiné-Bissau lutaremos até ao último suspiro para honrarmos o sonho de Amílcar Cabral”, garantiu.

O Primeiro-ministro referiu que Guiné-Bissau ocupa actualmente um dos piores lugares do ranking dos países menos atractivos ao investimento estrangeiro e que por isso, é urgente a realização das Eleições Presidenciais.

“O governo que dirijo está a trabalhar arduamente no sentido de melhorar substancialmente a imagem do país aos olhos do mundo, de modo a inverter o quadro desfavorável em que a Guiné-Bissau se encontra. Temos lançado uma forte ofensiva diplomática/económica por toda parte do globo, cujos resultados poderão começar a trazer ganhos reais a curto prazo”, garantiu.  ANG/AALS//SG

Presidenciais 2019





Bissau,25 Set 19(ANG) - O Líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Social Democrata da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Nabian, afirmou segunda-feira estar confiante de que "já está na segunda volta" das eleições presidenciais que vão ter lugar no dia 24 de Novembro.

A confiança de Nuno Nabian é sustentada pelo  apoio que recebeu na semana passada do Partido da Renovação Social (PRS), terceira força mais votada nas últimas eleições legislativas, e "mais a força da APU", disse, após formalizar, segunda-feira, a sua candidatura no Supremo Tribunal de Justiça.

"Perdi em 2014, reconheci o resultado. Continuei a fazer o meu trabalho. O meu partido cresceu e eu mesmo cresci como político. Agora, com este apoio tão importante do PRS, penso que já estou na segunda volta, sem qualquer problema", afirmou Nabian.

O líder da APU-PDGB disse que a partir de segunda-feira as bases do seu partido e do PRS têm indicações para "irem ao terreno" mobilizar os eleitores, dizendo-lhes que Nuno Nabian "é o candidato da estabilidade, da paz e da concórdia" entre os guineenses e ainda "aquele que trará o desenvolvimento" para a Guiné-Bissau.

"Vou continuar a trabalhar para que haja um entendimento entre os candidatos, entre os partidos porque o país precisa de tranquilidade, rumo ao desenvolvimento", sublinhou.

Questionado sobre se o seu partido ainda se considera vinculado ao acordo político com o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que garante a sustentabilidade do Governo no parlamento, Nuno Nabian limitou-se a dizer  que defende a estabilidade do país.

Em relação ao programa do Governo que deve ser analisado nos próximos dias e questionado sobre se a APU irá votar para a sua aprovação ou não, Nabian não respondeu.

Certório Biote, um dos vice-presidentes do PRS disse, por seu lado, que é chegada a hora de todos os militantes daquele partido se colocarem no terreno para o trabalho de mobilização de eleitores "porta a porta" para que Nuno Nabian seja eleito Presidente da Guiné-Bissau, no dia 24 de Novembro.

"A moldura humana que se vê aqui é o apoio ao nosso candidato. Nuno Nabian reúne todas as condições políticas para poder levar o país à estabilidade", observou Biote. ANG/Lusa


ONU/mudanças climáticas


 Cientistas  alertam que cidades inteiras poderão ser engolidas por oceanos
Bissau, 25 set 19 (ANG) – Cientistas da ONU alertam em novo relatório que cidades inteiras poderão ser engolidas se nada for feito.
“Ajam rápido contra as emissões de gases de efeito estufa ou cidades inteiras serão engolidas pela subida das marés, rios secarão e a fauna marinha desaparecerá”, dizem
Esse é o alerta lançado por cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em um relatório publicado nesta quarta-feira (25) sobre as consequências do aquecimento global para os oceanos, as geleiras e os polos.
Alguns dias após manifestações de  milhões de jovens ao redor do mundo pedindo aos líderes uma acção urgente em favor da natureza,  os cientistas do IPCC - órgão independente da ONU - acreditam que medidas radicais ainda podem impedir que os piores cenários se concretizem. O documento ressalta que se as emissões de CO2 continuarem a aumentar, elas desequilibrarão os oceanos e as zonas mais frias do planeta.
"Todos, no mundo inteiro, serão afetados pelas mudanças que já estamos observando", sublinha o oceanógrafo britânico Michael Meredith, um dos autores do estudo. "O elemento principal deste relatório é que temos uma escolha. O futuro ainda não está definido", reitera.
Finalizado na terça-feira (24) durante uma sessão de 27 horas de negociações em Mônaco entre cientistas e representantes governamentais, o documento é o resultado de dois anos de trabalho do IPCC.
Realizado por mais de 100 especialistas com base em sete mil publicações científicas, ele detalha as consequências diretas do aquecimento global para 1,3 bilhão de pessoas que vivem próximas ao mar ou aos pés das montanhas.
Os autores do estudo acreditam que os oceanos podem subir um metro até 2100 - dez vezes mais do que no século 20. Segundo eles, se as emissões de dióxido de carbono continuarem aumentando daqui até 2300, o nível do mar pode se elevar a cinco metros.
Entre as catastróficas previsões citadas no documento, está o grave impacto do abastecimento de água em boa parte do continente asiático, com o desaparecimento de geleiras no Himalaia que alimentam os rios Gange e Yangtze. Já o aquecimento das terras geladas da Sibéria ou do Alaska podem liberar grandes quantidades de gases de efeito estufa, piorando ainda mais a situação.
Em outubro de 2018, o IPCC já havia alertado que as emissões de CO2 precisam ser reduzidas pela metade na próxima década para que  os objectivos determinados no Acordo de Paris sobre o Clima, em 2015, sejam alcançados.
No mês passado, o grupo também fez um apelo por uma mudança profunda na produção agrícola mundial, com o objetivo de preservar a segurança alimentar, a saúde e a biodiversidade.
Publicado dois dias depois da cúpula sobre o clima organizada pela ONU em Nova York, o terceiro relatório do IPCC também sublinha a falta de atitude dos governos.
 "Se nós não formos capazes de estabelecer ações ambiciosas para reduzir os gases de efeito estufa, enfrentaremos as piores consequências", afirma a paleoclimatóloga Nerilie Abram, da Universidade Nacional da Austrália e uma das autoras do documento. "Chegamos em um momento que temos uma escolha a fazer", adverte. ANG/RFI