quarta-feira, 8 de abril de 2026

Portugal/Petróleo cai mais de 15% para abaixo dos 100 dólares após anúncio de cessar-fogo no Irão

 

Bissau, 08 Abr 26 (ANG) - Os preços do petróleo desceram hoje mais de 15%, para abaixo dos 100 dólares, depois de Donald Trump ter adiado o ultimato ao Irão e de Teerão ter-se declarado disposta a negociar um cessar-fogo permanente.

 

or volta das 00h15 TMG, 01:15 em Lisboa, o preço do West Texas Intermediate (WTI), referência americana do petróleo bruto, descia 15,40% para 95,55 dólares.

 

O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, descia 15,03%, para 92,85 dólares. Ambos caíam abaixo da barreira simbólica dos 100 dólares, num mercado aliviado pela perspetiva de um cessar-fogo no Irão e do desempedimento do Estreito de Ormuz.

 

"Aceito suspender os bombardeamentos e os ataques contra o Irão durante duas semanas", declarou o Presidente norte-americano na plataforma de que é o dono, Truth Social, pouco mais de uma hora antes do fim do ultimato que tinha reforçado na véspera (20h00 em Washington, 01h00 em Lisboa), na sequência de discussões com mediadores paquistaneses.

 

O cessar-fogo estava condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz, o que o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, também confirmou.

 

Teerão anunciou ainda negociações com a parte americana para pôr fim à guerra a partir de sexta-feira em Islamabad e durante duas semanas, aceitando reabrir o Estreito de Ormuz se os ataques israelo-americanos cessarem.

"Se os ataques contra o Irão cessarem, as nossas poderosas forças armadas cessarão as suas operações defensivas", declarou Araghchi no X.

 

"Durante um período de duas semanas, será possível uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz, em coordenação com as forças armadas iranianas e tendo em conta as limitações técnicas", acrescentou, momentos depois de os Estados Unidos e o Irão terem concordado em negociar, durante duas semanas, uma solução pacífica para a guerra no Médio Oriente.

 

Antes destes anúncios, o preço do WTI estava a subir cerca de 70% desde o início da guerra, no final de Fevereiro.

 

"Assim que a Casa Branca recuou e substituiu a escalada iminente por um cessar-fogo condicional de duas semanas, o mercado do petróleo começou a recuperar um funcionamento mais fluido e equilibrado", com o desaparecimento do "prémio de risco" dos últimos dias, constatou Stephen Innes, da SPI Asset Management, citado pela agência France Presse.

 

Os investidores "esperavam desesperadamente notícias encorajadoras há várias semanas e, ainda mais desesperadamente, ver medidas concretas tomadas com vista a uma desescalada", confirmou Michael Brown, da corretora Pepperstone, também citada pela AFP.

 

"No entanto, para que esta evolução se confirme, os operadores precisarão de mais do que simples declarações diplomáticas.

 

Terão de constatar uma retoma efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz. Enquanto não estiver visivelmente reaberto, tratar-se-á de simples liquidações de posições, em vez de uma reavaliação sustentável dos preços", advertiu Innes. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Médio Oriente/ Trump adia ameaças e anuncia cessar-fogo de duas semanas no Irã

Bissau, 08 Abr 26 (ANG) - Os Estados Unidos e o Irã concordaram na terça-feira (7) com um cessar-fogo de duas semanas antes da expiração do prazo estabelecido pelo presidente americano, Donald Trump, para destruir o país.

Na rede social Truth Social, o líder republicano comemorou "um grande dia para a paz no mundo". No entanto, a situação no Oriente Médio ainda é instável e os ataques continuam.

"O Irã quer que isso aconteça, eles já tiveram o suficiente!", afirmou Trump nesta manhã na rede social Truth Social. Horas antes, em entrevista à agência AFP, o presidente americano descreveu uma "vitória total e completa" dos Estados Unidos. Ao ser questionado sobre a possibilidade de retomar as ameaças de destruir o Irã caso o acordo fracasse, Trump se esquivou: "vocês terão de esperar para saber", disse. 

Na prática, o cenário ainda é bastante instável e contraditório. Apesar do anúncio de cessar-fogo, tanto Israel quanto o Irã continuaram realizando ataques na madrugada. Além disso, segundo o governo israelense, o acordo "não inclui o Líbano", país que foi arrastado para a guerra depois que o movimento libanês Hezbollah, apoiado por Teerã, lançou ataques contra o território israelense, no início de março.

Ao mesmo tempo, há uma sinalização diplomática importante por parte de Teerã. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país aceita a trégua, mas com uma condição clara: que os ataques contra o território iraniano sejam interrompidos.

Segundo ele,o acordo incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz para navegação segura, um ponto estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Esse plano ainda prevê uma mudança significativa: Irã e Omã poderiam cobrar taxas de embarcações que transitarem pelo estreito, algo inédito, já que a região sempre foi tratada como uma via internacional livre.

Do lado de Israel, a adesão ao cessar-fogo também veio acompanhada de ressalvas. Segundo as autoridades israelenses, os Estados Unidos coordenaram previamente os termos do compromisso com o governo de Benjamin Netanyahu. A expectativa é que, nas próximas negociações, Washington mantenha exigências duras contra o Irã, incluindo o fim do programa nuclear e de mísseis balísticos.

Os primeiros movimentos para  implementação do acordo ocorrem no plano diplomático. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, convidou representantes dos Estados Unidos, do Irã e de países aliados para uma nova rodada de negociações em Islamabad na sexta-feira (10), numa tentativa travar um compromisso mais amplo e definitivo.

O convite veio acompanhado de um anúncio importante: Sharif garante que já está em vigor um cessar-fogo imediato em todas as frentes do conflito. De acordo com ele, a trégua inclui não apenas o território iraniano, mas também áreas estratégicas da região, como o Líbano e outros pontos onde há envolvimento indireto das forças aliadas.

O Primeiro-ministro paquistanês afirmou que Estados Unidos, Irã e seus aliados concordaram com a interrupção imediata das hostilidades e apresentou a medida como um passo para conter a escalada militar das últimas semanas.

A China aparece como um ator central nos bastidores desse acordo. Segundo o jornal americano The New York Times, as autoridades chinesas atuaram diretamente para convencer o Irã a demonstrar mais flexibilidade e aceitar o caminho do cessar-fogo.

Pequim é hoje o principal parceiro comercial de Teerã, o que dá ao país uma influência estratégica importante. De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, autoridades chinesas mantiveram contato com representantes iranianos ao longo das negociações, pressionando por uma saída diplomática em meio à escalada da violência.

Essa atuação não foi isolada. A China trabalhou principalmente por meio de intermediários, entre eles o próprio Paquistão, além de Turquia e Egito, em uma tentativa de usar sua influência sem se expor diretamente como mediadora principal.

Nesta quarta-feira (8), Trump tem na agenda uma reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Washington. O encontro deverá abordar os desdobramentos do conflito e a coordenação com aliados.

A reunião ocorre em meio a duras críticas do presidente american a membro da aliança. Segundo o líder republicano, faltou apoio dos integrantes da Otan aos Estados Unidos para pressionatr o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.

Em entrevista ao The Telegraph, Trump afirmou que a permanência dos Estados Unidos na aliança está “nem está mais em discussão". "A Otan nunca me convenceu", declarou.

Mark Rutte fica em Washington até a próxima sexta-feira e deve se reunir também com o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth. A expectativa é discutir o alinhamento com aliados em meio ao conflito.

As ameaças de Trump, especialmente a declaração de que poderia “acabar com a civilização no Irã”, provocaram críticas dentro do próprio Partido Republicano. Alguns aliados tradicionais passaram a questionar não apenas a estratégia, mas também os limites éticos desse tipo de discurso. 

O congressista republicano do Texas, Nathaniel Moran, por exemplo, afirmou publicamente que não apoia a ideia de destruir uma civilização inteira, dizendo que isso vai contra os princípios que historicamente orientam os Estados Unidos.

As críticas também vieram de figuras influentes do campo conservador na mídia, como Tucker Carlson, Alex Jones, Candace Owens e Joe Rogan, que têm grande alcance entre a base republicana e ajudaram a amplificar o desconforto dentro do partido.

Uma das reações mais duras veio da ex-congressista Marjorie Taylor Greene, que já foi uma aliada próxima de Trump e classificou a ameaça como “insana”, chegando a defender seu afastamento do cargo.

Além disso, houve repercussão dentro da área de segurança nacional. Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contra terrorismo, renunciou ao cargo em protesto contra os ataques ao Irã e alertou que esse tipo de postura pode comprometer a reputação internacional dos Estados Unidos.

Segundo ele, ao ameaçar atingir infraestrutura civil e adotar um discurso de destruição total, o país corre o risco de deixar de ser visto como uma força estabilizadora e passar a ser percebido como um agente de instabilidade global. ANG/RFI

 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Regiões/Sindicato de Motoristas de Quinara pede reabilitação de estradas antes das chuvas

Quinara, 07 Abr 26 ANG -  O Sindicato de Motoristas da Região de Quinara, Sul do País, aponta o estado avançado de degradação das estradas como uma das principais. causas de frequentes avarias de veículos naquela localidade.

Em declarações ao Correspondente da ANG da Região de Quinará, o presidente deste sindicato, Mesca Na Mam, afirmou que a maioria das vias se encontra em condições precárias, com exceção do troço que liga Buba à Catió.

Segundo a explicações  de Mesma Man , os motoristas enfrentam dificuldades, diariamente,  sendo obrigados a recorrer, constantemente, às oficinas para reparação de  danos provocados pelo mau estado das estradas.

O responsável alertou  para o agravamento desta situação  com a aproximação da época chuvosa, razão pela qual pede  uma intervenção urgente das autoridades nas vias da Região.

“Caso contrário, a circulação poderá tornar-se ainda mais difícil, ou até impossível, em algumas zonas da região”, disse.

Além das más condições das vias, o dirigente sindical criticou que diante de todas essas dificuldades, a Direção Geral  da  Viação e Transportes Terrestres exige que os motoristas regularizassem as suas documentações, pagando as taxas, incluindo o Fundo Rodoviário.

Relativamente a paralisação nacional de alguns transportes públicos registada esta terça-feira, o responsável sindical explicou que a medida foi motivada pelo aumento do preço do combustível, sem que tenha sido acompanhada da atualização das tarifas de transporte público.

Mesma Man disse  que a paralisação teve impacto direto na população, deixando vários cidadãos impossibilitados de se deslocar, entre eles trabalhadores, estudantes e pessoas que pretendiam viajar para as suas regiões.

O sindicalista disse que a  ligação entre Buba e Intchude registou uma redução significativa de número de viagens, devido ao estado da estrada, agravando as dificuldades de mobilidade das populações locais. ANG/RC/MI/ÂC//SG

Energia/”Governo sofre enorme prejuízo com recente atualização de preços de combustíveis”, diz Ildio Vieira Té

Bissau, 07 Abr 26(ANG) - O Primeiro-ministro de Transição disse que o Governo está a sofrer um grande prejuízo com a recente atualização dos preços dos combustíveis no país.

Ilídio Viera Té  falava à imprensa no final da vista que efectuou, segunda-feira, a sede da Empresa Nacional de Pesquisa e Exploração Petrolífera(Petroguim), disse  que prefere que esse prejuízo não seja sentido pela maioria da população.

Acrescentou  que o Governo tem se esforçado para manter os preços dos combustíveis, reduzindo a base tributária e eliminando diversos impostos não setoriais.

Vieira Té revelou que se reuniu nesta segunda-feira com o Conselho Nacional de Concertação Social e com parceiros que atuam na cadeia de combustíveis com o objetivo de encontrar soluções que ajudem a reduzir o impacto da crise de combustíveis na vida de cidadãos .

Em relação à suspensão do contrato com a empresa Sociedade de Transportes da Guiné-Bissau(STGB), cujos autocarros asseguravam o transporte dos funcionários públicos, Ilídio Vieira Té disse duvidar se os autocarros desta empresa atendem à todos os funcionários públicos.

“Essa empresa disponibilizou seis autocarros para o transporte dos funcionários públicos. Duvido que se, facto,  estes autocarros são suficientes para transportar todos os servidores de Estado”, salientou.

Em Março passado, o Governo anunciou  o fim do contrato com a  empresa STGB, que assegurava a ida e volta de parte de funcionários públicos, de segunda a sexta-feira. ANG/ÂC//SG

 

     Regiões/Lançado o projecto para  resgate de valores culturais de Bissorã

Oio 07 Abr 26 (ANG) – O Coordenador do recém-criado projeto denominado de “Gastan Entretenimento de Bissorã” região de Oio, norte da Guiné-Bissau, disse que a sua iniciativa  pretende resgatar os valores locais promovendo a juventude de Bissorã.

Em declarações ao Correspondente da ANG na Região de Oio, Eliezer Moatisse Gomes  disse que os eventos culturais realizados em Bissorã são animados por músicos de outras localidades, por isso,  ele decidiu criar esse  projeto para a promoção de músicos locais.

Falando do primeiro evento cultural do projeto com o Show do músico da nova geração de estilo Batucada “MC Dedo “,Gomes salientou que o público reagiu muito bem, e disse que, se calhar já estavam com a vontade de ver o filho da terra a protagonizar um evento de grande envergadura.

 “Iniciamos com o artista Osvaldo Nbumdé conhecido no mundo da música por MC Dedo e não esperávamos a tamanha aceitação do público de Bissorá que é o máximo “,disse.

Eliezer pede que o Governo central invista nos atores culturais, criando estúdios de gravação. “Os artistas enfrentam grandes dificuldades para irem gravar em Bissau”, disse, dando exemplo do sacrifício que passaram para gravar as primeiras três músicas do MC De. ANG/AD/MSC//SG

 

 

Médio Oriente/Americanos e iranianos rejeitam trégua e Trump ameaça destruir o Irã em uma noite

Bissau, 07 Abr 26 (ANG) - Iranianos e americanos rejeitaram quase simultaneamente, na segunda-feira (6), uma proposta de trégua no conflito no Oriente Médio.

Pouco depois, o presidente dos Estados
Unidos Donald Trump declarou que o Irã “inteiro” poderia ser “destruído” já na noite seguinte. Ele afirmou que o ultimato com prazo até terça-feira (7) é o último.

Donald Trump, voltou a ameaçar destruir a rede elétrica e outras infraestruturas civis do Irã, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz até terça-feira, às 20h00 pelo horário de Washiongton (21h em Brasília). A navegação pelo local está, na prática, bloqueada por Teerã desde os primeiros dias do conflito.

O chefe da Casa Branca garantiu que esse ultimato é definitivo e que dificilmente será prorrogado.

“O país inteiro pode ser destruído em uma única noite, e essa noite pode muito bem ser a de amanhã”, afirmou o presidente americano durante uma coletiva de imprensa.

Trump também ameaçou um veículo de comunicação americano, que não citou nominalmente, com prisão após vazamentos sobre a busca por um piloto americano no Irã. Segundo o presidente, os iranianos “não sabiam que ele estava desaparecido até que a informação foi divulgada”. Trump disse que exigirá que o veículo revele a identidade da fonte.

O presidente americano indicou que mais de 170 aviões participaram das operações de resgate dos dois piltos do caça  que caiu no Irã, na sexta-feira. O primeiro foi resgatado logo após a queda e o segundo no domingo.

No 38º dia de guerra, a ofensiva israelense e americana atingiu infraestruturas energéticas do Irã. O presidente dos Estados Unidos admitiu não se preocupar com a possibilidade de essas destruições configurarem crimes de guerra.

A Casa Branca confirmou que países mediadores propuseram uma pausa de 45 dias nos combates, acrescentando que Trump não validou essa ideia. “Ainda não é suficiente, mas é um passo muito significativo”, afirmou o próprio presidente durante conversa com jornalistas.

Segundo o site americano Axios, mediadores da Turquia, do Egito e do Paquistão fizeram uma proposta em duas fases, com um cessar-fogo inicial de 45 dias. A trégua permitiria negociações que poderiam levar a um acordo para encerrar a guerra, iniciada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos.

Do outro lado, a agência iraniana Irna informou que Teerã rejeitou uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo Paquistão, cujo conteúdo não foi detalhado.

Em sua resposta, o Irã insistiu na necessidade de um fim definitivo dos combates. Teerã exige um protocolo para a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, essencial para o abastecimento mundial de petróleo, além da reconstrução e da suspensão das sanções contra o país.

Antes disso, um porta-voz do Exército iraniano havia advertido que o país continuaria as hostilidades “pelo tempo que as autoridades políticas considerarem necessário”.

A Guarda Revolucionária, força ideológica do regime iraniano, declarou que se prepara para impor condições de navegação no Estreito de Ormuz, que se aplicariam “em especial aos Estados Unidos e a Israel”. As autoridades não detalharam essas condições, mas nas últimas semanas parlamentares iranianos sugeriram a aplicação de pedágios e taxas de passagem aos navios que cruzam o estreito.

No terreno, os bombardeios continuam de ambos os lados. Dois complexos petroquímicos iranianos foram atingidos. Antes mesmo do fim do ultimato americano, Israel atacou instalações do campo de South Pars, em Assalouyeh, no sul do Irã, responsável, segundo o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, por cerca de metade da produção petroquímica do país.

A agência iraniana Fars relatou “várias explosões” nesse imenso complexo, que também abriga a maior instalação de gás natural do país. Nenhuma vítima foi registada, e a agência Irna informou que o incêndio estava sob controle.

“Se os ataques contra alvos civis continuarem, as próximas fases de nossas operações ofensivas e de retaliação serão muito mais devastadoras e amplas”, advertiu o porta-voz do comando militar iraniano.

Além das infraestruturas, dirigentes iranianos também foram alvos. A Guarda Revolucionária anunciou que o chefe de sua inteligência, Majid Khademi foi morto e prometeu vingar sua morte com “uma grande resposta”. O guia supremo Mojtaba Khamenei prestou homenagem ao dirigente em uma mensagem escrita. ANG/RFI/Com agências

 

Irão/ Chefes da diplomacia chinesa e russa pedem "cessar-fogo imediato" no Médio Oriente

Bissau, 07 Abr 26(ANG) - O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, manteve este domingo uma conversa telefónica com o homólogo russo, Serguei Lavrov, na qual ambos defenderam "um cessar-fogo imediato" no Médio Oriente e o diálogo para resolver o conflito.

Wang indicou que "a China sempre defendeu a resolução política de questões internacionais e regionais críticas através do diálogo e da negociação", de acordo com um comunicado publicado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

 

O diplomata chinês lamentou ainda que "a situação no Médio Oriente continue a deteriorar-se e os combates se intensifiquem". 

Wang afirmou que "a China está disposta a continuar a cooperar com a Rússia no Conselho de Segurança da ONU, a comunicar oportunamente sobre assuntos importantes e a envidar esforços para reduzir a tensão e salvaguardar a paz e a estabilidade regionais". 

 

"A solução fundamental para o problema da navegação no Estreito de Ormuz é um cessar-fogo imediato e a cessação das hostilidades", acrescentou o ministro chinês, que indicou que o seu país "sempre defendeu a resolução política de questões críticas internacionais e regionais através do diálogo e da negociação". 

 

Por seu lado, Lavrov declarou que "a Rússia está extremamente preocupada com a contínua escalada da situação no Médio Oriente", de acordo com o comunicado do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros. 

 

O diplomata russo afirmou que "as operações militares devem cessar imediatamente e que o conflito deve regressar à via política e diplomática para abordar as suas causas profundas", para o que, na opinião do chefe da diplomacia russa, o Conselho de Segurança da ONU "deve desempenhar um papel construtivo".

 

O conflito opõe, desde o final de fevereiro, o Irão a Israel e aos Estados Unidos, numa escalada que incluiu ataques a infraestruturas energéticas e afetou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde transita, em circunstâncias normais, cerca de 20% do petróleo mundial e cerca de 45% das importações energéticas da China. 

 

A China tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, mas também tem sublinhado a necessidade de se "respeitar a soberania" dos Estados do Golfo, com os quais mantém laços políticos, comerciais e energéticos estreitos e que têm sido alvo de ataques iranianos.  ANG/Inforpress/Lusa

 

 

    França/Governo critica e adverte para atitude belicista de Donald Trump

 

Bissau,  07 Abr 26(ANG) – A França criticou hoje o Presidente norte-americano, Donald Trump, por ameaçar destruir infraestruturas civis no Irão e avisou que tais ataques, se ocorressem, poderiam desencadear represálias de Teerão que agravariam “uma situação já preocupante”.

 

O Governo francês opõe-se “a todos os ataques a infraestruturas civis” no Médio Oriente, tal como se opôs na Ucrânia, em cujo conflito “condenou em inúmeras ocasiões” as decisões do Presidente russo, Vladimir Putin, disse o chefe da diplomacia francesa.

 

Jean-Noël Barrot lembrou numa entrevista ao canal France Info que a guerra no Irão já teve como consequência uma subida global dos preços dos combustíveis.

 

“Se as infraestruturas energéticas fossem atacadas, seriam de esperar represálias do regime iraniano que agravariam uma situação que já é preocupante”, advertiu, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

 

Barrot alertou para o risco para “a população civil, por um lado, mas também para a economia mundial, de que se produza um incêndio regional sem limites”.

 

Tal situação “acarretaria grandes riscos que temos de evitar a qualquer preço”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês.

 

Donald Trump ameaçou na segunda-feira destruir em quatro horas todas as pontes e centrais elétricas iranianas se Teerão não aceitar, até ao fim do dia de hoje, negociar um cessar-fogo.

Trump disse mesmo que os Estados Unidos tinham poder bélico para destruir o Irão numa única noite e que isso poderia acontecer já hoje, afirmando não se preocupar se forem cometidos crimes de guerra no país asiático.

 

Os Estados Unidos e Israel iniciaram em 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão, que respondeu com ataques contra território israelita e interesses norte-americanos nos países da região.

 

A guerra iniciada pela ofensiva israelo-americana terá causado mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, segundo fontes oficiais nos países atingidos.

 

Além de rejeitar eventuais ataques a infraestruturas civis no Irão, Barrot reiterou a ideia de que uma solução para o conflito passará necessariamente por “grandes concessões” por parte do regime de Teerão.

 

O chefe da diplomacia francesa defendeu que a República Islâmica terá de fazer “uma mudança radical” da sua posição na região e perante a própria população do Irão.

 

Numa outra mensagem para os Estados Unidos, Barrot preveniu que uma eventual operação militar terrestre no Irão faria o conflito entrar “numa nova fase particularmente perigosa”.

 

Uma operação militar terrestre “traria recordações dolorosas, as do Iraque e as do Afeganistão, que não resultaram em sucessos militares ou táticos”, afirmou.

 

O ministro reafirmou que a França apoia as discussões que os Estados Unidos mantêm com o Irão através de mediadores regionais, em vez da lógica belicista.

 

As discussões “são preferíveis a uma escalada que afetaria os nossos próprios interesses, com consequências para a economia mundial”, considerou.

Quanto à iniciativa franco-britânica para organizar escoltas de navios pelo Estreito de Ormuz quando cessarem as hostilidades, recordou que se está a trabalhar para reunir países que queiram participar na “aceleração do restabelecimento do tráfego”.

 

O objetivo é criar as condições para que se possa “baixar o mais rapidamente possível a pressão sobre o preço dos hidrocarbonetos”, acrescentou.

 

Na sequência da guerra, o estreito por onde passa cerca de um quinto do comércio de hidrocarbonetos está praticamente bloqueado pelo Irão, o que contribuiu para as subidas dos preços de combustíveis a nível global.

 

Trump tem criticado a França e outros aliados da NATO por terem recusado participar em operações de segurança no Estreito de Ormuz, chegando mesmo a ameaçar retirar os Estados Unidos da Aliança Atlântica. ANG/Inforpress/Lusa

 

      Suíça/OMS denuncia 92 ataques contra instalações de saúde no Líbano

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Bissau, 07 Abr (ANG) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou hoje que, desde 28 de Fevereiro, foram registados 92 ataques contra instalações de saúde, veículos e pessoal médico no Líbano, provocando um total de 53 mortos e 137 feridos.

 

"Esses atos não se podem tornar a nova normalidade", declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sua conta na rede social X (antigo Twitter), após denunciar o ataque mais recente, ocorrido próximo ao Hospital Universitário Rafik Hariri, o maior centro médico público do Líbano, que provocou quatro mortos e 39 feridos.

 

A OMS alertou que, no final de março, a média era de dois ataques por dia, com cinco casos apenas no dia 28 de março, afetando instalações em Kfar Tibnit, Ghandouriyeh, Zawtar Al Gharbiyeh, Kfar Dajal e Jezzine, num total de nove pessoas mortas. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Festas Pascais /Hospital Nacional Simão Mendes recebeu este ano menos casos para a assistência médica comparativamente ao ano passado

Bissau, 07 Abril (ANG) - O Hospital Nacional Simão Mendes(HNSM), recebeu este ano menos casos para assistência médica no período festivo da Páscoa, comparativamente ao mesmo período do ano passado.


Segundo o Diretor de Serviço de Urgência desta instituição sanitária foi registada este ano a entrada de 116 pessoas, e no ano passado foram registados 175 casos.

Apesar da  descida, Bubacar Sissé   apela aos pais e encarregados de educação para reforçarem a vigilância sobre as crianças, sobretudo em períodos festivos, marcados por maior exposição à riscos.

Na zona insular do Arquipélago de Bijagós foi registado um óbito. Um adolescente de nome Omar, que neste mês completaria 18 anos   de idade foi encontrada sem vida nas águas do mar entre as ilhas de Rubane e Bubaque.

Segundo fontes familiares, o corpo foi localizado naquela área marítima e posteriormente identificado pelas autoridades após diligências policias e divulgação do caso nos órgãos de comunicação social.

Entretanto, no  Hospital de Solidariedade do setor de Bolama, foram registados   cinco casos de acidentes de motos associados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

O balanço foi apresentado pelo diretor da Unidade Hospitalar, Admiro Sanhá, que classificou os casos como ligeiros e considerou a situação global de positiva, em comparação com anos anteriores.

Segundo o responsável, todos os pacientes assistidos já receberam alta médica.

A Páscoa é principal  celebração do calendário cristão, simboliza a renovação espiritual, reconciliação e esperança para milhões de fiéis em todo o mundo.

ANG/LPG/ÂC//SG

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Líbia/Barco com 105 pessoas naufraga no Mediterrâneo e  70 estão desaparecidas

Bissau, 06 Abr 26 (ANG) - Ao menos 70 pessoas estão desaparecidas após o naufrágio do barco no qual atravessavam o Mar Mediterrâneo central.

A morte de pelo menos dois migrantes já foi confirmada, segundo informaram neste domingo (5) as ONGs Mediterranea Saving Humans e Sea-Watch.

O barco partiu na tarde de sábado (4) de Tajura, no norte da Líbia, em direção à Europa, com aproximadamente 105 mulheres, homens e crianças a bordo. A embarcação virou no início da travessia, e 32 pessoas puderam ser resgatadas, afirmou a Mediterranea Saving Humans.

"Naufrágio trágico na Páscoa. 32 sobreviventes, dois corpos recuperados, mais de 70 desaparecidos", escreveu a ONG na rede social X, especificando que o barco de madeira virou em uma zona de busca e salvamento controlada pelas autoridades líbias.

De acordo com a Sea-Watch, os sobreviventes foram resgatados por dois navios mercantes e desembarcaram na manhã de domingo na ilha italiana de Lampedusa. Um vídeo publicado pela ONG no X, aparentemente filmado a partir da aeronave de vigilância Sea-Bird 2, mostra homens agarrados ao casco do barco virado, à deriva no mar, antes de serem socorridos por um navio mercante.

"Compartilhamos a dor dos sobreviventes, de suas famílias e entes queridos. Este último naufrágio não é um acidente trágico, mas sim a consequência de políticas governamentais europeias que se recusam a abrir rotas seguras e legais", escreveu a organização Mediterranea Saving Humans.

Lampedusa é um importante ponto de chegada de migrantes que atravessam o Mediterrâneo vindos do Norte da África. O trajeto é perigoso e, com frequência, realizado em embarcações precárias, levando à morte de milhares de pessoas todos os anos, principalmente durante a primavera e o verão do hemisfério norte.

Desde o início de 2026, ao menos 683 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo central, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). De acordo com os últimos dados do Ministério do Interior italiano, 6.175 migrantes chegaram à costa italiana durante o mesmo período. ANG/RFI/AFP

 

Cabo Verde/”Falta de actividade física é responsável por mais de 500 milhões de mortes por ano” - IDJ

 

Bissau, 06 Abr 26(ANG) – A falta de actividade física constitui hoje “uma pandemia a nível mundial”, responsável por mais de 500 milhões de mortes por ano, alertou hoje o coordenador do programa nacional de actividade física “Mexi Mexê”de cabo Verde.

 

Celso Rodrigues, do Instituto cabo-verdiano do Desporto e da Juventude (IDJ), falava à Inforpress à propósito do  seminário “Actividade Física e Saúde”, realizada na cidade da Praia, integrado nas comemorações do Dia Internacional da Actividade Física, assinalado hoje, e do Dia Mundial da Saúde, celebrado a 07 de Abril.

 

O objectivo da iniciativa é reforçar a reflexão sobre a importância da prática regular de exercício físico para o bem-estar da população cabo-verdiana. 

 

O coordenador do programa nacional  de actividade física “Mexi Mexê” do IDJ de Cabo Verde alertou que a falta de actividade física constitui actualmente “uma autêntica pandemia a nível mundial”, com impactos significativos na saúde pública, responsável por mais de 500 milhões de mortes por ano.

 

Segundo o responsável, dados recentes indicam que Cabo Verde não foge à tendência global, apresentando níveis de actividade física “muito aquém do recomendado” pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Celso Rodrigues explicou que o estilo de vida moderno tem contribuído para a redução do movimento no quotidiano, favorecendo o aparecimento de doenças associadas à falta de física.

“Há um esforço grande de vários governos, mas a tendência clara é aumentar o sedentarismo.  Apesar de todos os esforços, o estilo de vida moderno tem propiciado o sedentarismo e todas as doenças derivadas da falta de movimento”, advertiu.

 

O responsável avançou que o ser humano, de um modo geral, deixou de gastar por dia cerca de 400 quilocalorias (kcal), contabilizado num mês, tem a tendência de acumular cerca de um quilograma e meio por mês. 

 

Por ano, já se aproxima de 20 quilogramas, acrescentou, sublinhando que se não houver atitudes conscientes, haverá um aumento de peso.

 

Sobre o seminário, este conta com dois painéis temáticos que abordam, por um lado, as políticas públicas de promoção da actividade física em Cabo Verde e a sua relação com a saúde e o bem-estar, e, por outro, os desafios e tendências da prática de exercício nas sociedades modernas.

 

Durante o encontro, serão também discutidos temas como nutrição, envelhecimento saudável, novos espaços de prática desportiva e o impacto económico da inactividade física.

 

A iniciativa reúne especialistas de diferentes áreas, promovendo um espaço de partilha de conhecimento, diálogo e construção de soluções com vista a uma sociedade mais activa e saudável.

ANG/Inforpress