Energia / “O projeto de Política Nacional de Energia demonstra o compromisso do Executivo com a reorganização, modernização e estruturação do setor”, diz ministro da Energia
Bissau, 10
Abr 26 (ANG) – O Ministro da Energia disse que
o Projeto de Política Nacional de Energia(PNE) demonstra o compromisso do Executivo com a
reorganização, modernização e estruturação do setor energético, que diz ser fundamental para assegurar a liderança, segurança do aprovisionamento, sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento
económico.
Mário Musante da Silva falava hoje no encerramento de um workshop de
revisão e validação do relatório preliminar sobre a Política Nacional de
Energia, que decorria desde terça-feira.
Disse que a Política
Nacional de Energia da Guiné-Bissau, projetada para o período de 2026 à 2035,
assenta em cinco eixos fundamentais, nomeadamente o reforço institucional e da
governação; desenvolvimento das infraestruturas e do
mercado; a promoção do acesso universal, inclusivo e acessível à energia; a
sustentabilidade e segurança energética, bem como a promoção do emprego, da
investigação, inovação e do
desenvolvimento económico.
Estes eixos,
de acordo com o ministro, traduzem uma visão estratégica do Estado para um
setorenergético mais estruturado, eficiente e alinhado com as necessidades do
país.
O processo
conta com o apoio da CEDEAO, através do financiamento do Banco Mundial, que tem
contribuído para o reforço técnico e institucional.
Musante destacou
a importância de uma colaboração institucional reforçada, envolvendo
infraestruturas económicas, o setor digital, mecanismos de proteção civil e a
participação ativa da sociedade civil.
Disse esperar
que o encontro seja capaz de produzir
contributos que alinhem posições, que
reforçam compromissos institucionais e que definam orientações para a adopção e implementação da Política
Nacional de Energia.
A PNE,
segundo Mário Musante da Silva, prevê a transição para energias renováveis, o
incentivo à inovação tecnológica e a mitigação das alterações climáticas, com
vista a garantir acesso universal à energia à preços estáveis, beneficiando
famílias e empresas.
O
conselheiro do Primeiro-ministro para a área da Energia, Fidélis Forbs, disse
que o país não está apenas a lançar um documento estratégico, mas sim a
reiterar um compromisso firme com o
futuro.
“Falar de
energia é falar de desenvolvimento económico, saúde, educação, industrialização
e dignidade humana”, disse.
Forbs
reconheceu que o setor energético
nacional ainda enfrenta desafios estruturais significativos, com parte da
população sem acesso regular à eletricidade, persistência de desigualdades
entre zonas urbanas e rurais, dependência de combustíveis importados e
fragilidades institucionais e infraestruturais.
Forbs sublinhou que o Governo encara estes desafios
como oportunidades de transformação, e que a PNE estabelece como prioridades o reforço da
governação e liderança institucional, o acesso universal à energia moderna, a
promoção da segurança energética e sustentabilidade ambiental, a dinamização do
investimento e do mercado energético, bem como o fortalecimento da cooperação
nacional, regional e internacional.
Para a Embaixadora
e representante residente da CEDEAO, Ngozi Ukaeje a energia constitui a base
para a integração regional, transformação económica e desenvolvimento humano,
enquadrando a política nacional nos instrumentos estratégicos da CEDEAO,
incluindo a meta regional de energias renováveis até 2030.
Relativamente
ao financiamento, destacou a importância da mobilização de recursos climáticos
e de instrumentos financeiros de instituições como o BOAD e o BAD, reiterando a
disponibilidade da CEDEAO para apoiar a implementação da PNE.
Afirmou que
a adoção da Política Nacional de Energia representa um ato de soberania e visão
estratégica, sublinhando que o atual nível de acesso à energia não deve ser
considerado permanente, mas sim um desafio a ser superado com ações concretas
que melhorem as condições de vida da população.
Ngozi felicitou
o Governo guineense pelo rigor e inclusão do processo, destacando os apoios à
esta iniciativa , do Banco Mundial, do
Fundo de Tecnologia Climática e do Governo dos Países Baixos. ANG/LPG//SG

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