Diplomacia /Primeiro-ministro a caminho de Nova Iorque para a 81.ª
Assembleia Geral das Nações Unidas
Bissau, 23 Set 26 (ANG) -- O
Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, está a caminho de Nova Iorque(Estados Unidos e
América), onde participará nos trabalhos da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações
Unidas (AGNU).
A presente sessão decorre sob
o lema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma Nações Unidas que
produz resultados para todos” (“Restoring Trust, Managing Transformation: A
United Nations That Delivers for All”), e numa conjuntura internacional marcada
por conflitos armados, crescentes tensões geopolíticas, desigualdades, alterações
climáticas, insegurança alimentar e pela necessidade de revitalização do
sistema multilateral.
A 81.ª Sessão, presidida por
Khalilur Rahman, do Bangladesh, foi aberta formalmente em 8 de Setembro, mas o Debate Geral de alto nível decorre entre 22
e 28 de Setembro, reunindo em Nova Iorque Chefes de Estado e de Governo e
outras altas autoridades dos Estados-Membros.
A participação do Primeiro-ministro
Ilídio Vieira Té representa uma
oportunidade para apresentar perante a comunidade internacional as prioridades
nacionais, defender os interesses da Guiné-Bissau e reforçar as relações com
parceiros bilaterais e multilaterais.
Agências internacionais
referem que esta sessão da assembleia geral decorre num momento de grandes
transformações e que a escolha do lema traduz uma preocupação central da comunidade
internacional: de reconstruir a confiança entre os Estados, fortalecer o
multilateralismo e aumentar a capacidade das Nações Unidas para responder aos problemas das populações.
As prioridades estabelecidas
para a 81.ª Sessão abrangem, entre outras matérias, a paz e segurança
internacionais, o desenvolvimento sustentável, a resiliência climática, os
direitos humanos, a governação digital e a inteligência artificial, bem como a
renovação do próprio sistema multilateral.
Para países como a
Guiné-Bissau, os debates a volta desta sessão assumem particular importância,
nomeadamente as consequências das crises internacionais que ultrapassam as
fronteiras dos países diretamente envolvidos e se repercutem nas pequenas
economias através do aumento dos preços dos alimentos e da energia, das
dificuldades de financiamento, dos impactos climáticos e das crescentes
exigências colocadas ao desenvolvimento sustentável.
.A presença guineense nesta
sessão reveste-se de um significado adicional, por o país ter sido eleita para
exercer uma das 21 Vice-Presidências da Assembleia Geral das Nações Unidas
durante a 81.ª Sessão.
A Guiné-Bissau integra o grupo de seis Estados
africanos eleitos para as Vice-Presidências, juntamente com Cabo Verde, Egito,
Eritreia, Gabão e Zimbabwe.
Esta responsabilidade
constitui uma oportunidade de maior presença institucional da Guiné-Bissau no
principal órgão deliberativo e representativo das Nações Unidas, no qual os 193
Estados-Membros dispõem, cada um, de um voto.
A deslocação do Primeiro-ministro
a Nova Iorque ocorre igualmente num momento importante para a Guiné-Bissau, em
que o país procura consolidar as suas instituições, reforçar a estabilidade,
dinamizar a economia e aprofundar as relações com os seus parceiros
internacionais.
A participação na Assembleia
Geral permitirá ao Chefe do Governo desenvolver contactos políticos e
diplomáticos, apresentar as prioridades nacionais e procurar maior mobilização
dos parceiros para áreas essenciais como energia, infraestruturas, agricultura,
educação, saúde, transformação digital, emprego jovem e financiamento do
desenvolvimento.
A mensagem que a
Guiné-Bissau leva a Nova Iorque insere-se, assim, no próprio espírito da 81.ª
Assembleia Geral, segundo o qual não pode haver desenvolvimento sustentável sem
paz e estabilidade, nem confiança internacional duradoura sem instituições
capazes de produzir resultados concretos para as populações.
ANG/JD/ÂC//SG

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