terça-feira, 8 de outubro de 2019

ANP


    Direcção promete cumprir  exigências feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores

Bissau, 08 Out 19 (ANG) – A Direcção da Assembleia Nacional Popular (ANP), prometeu hoje satisfazer os 19 pontos inscritos  no caderno reivindicativo do Sindicato de Base dos funcionários da referida instituição, objecto de um acordo assinado  hoje pelas partes.

Durante o acto, o Presidente da ANP Cipriano Cassama disse a imprensa que é natural que o Sindicato vá à greve assim que houver a necessidade , garantiu que enquanto patronato vai cumprir as exigências do sindicato.

De acordo com aquele responsável, o acordo assinado entre as partes, será seguido pelo Conselho de Administração da ANP, que entrará em contacto com o governo para que o ministro das Finanças e o  Primeiro-ministro tenham  conhecimento do acordo existente entre as duas partes.

“O acto de abrir  secção parlamentar  num dos hotéis do país, foi  condenado e visto como desrespeito ao nosso Sindicato, mas não tem nada a ver com isso. A sessão tinha que ser aberta de qualquer jeito porque a sua abertura já estava marcada neste dia, e a própria lei permite que a abertura de Sessão parlamentar aconteça fora do parlamento,  caso houver  qualquer imprevisto”, sustentou Cipriano Cassama.

Por seu turno, o Presidente da Comissão Negocial do Sindicato dos Trabalhadores da ANP, Abel Tchuda, disse esperar que a Direcção da ANP através de acordo assinado hoje,  cumpra  todas exigências feitas pelo Sindicato.

“Caso contrário, o Sindicato voltará a greve até que todas as exigências sejam cumpridas”, disse Tchuda.

Uma das exigências do Sindicato dos Trabalhadores da ANP, é de os fundos afectos à ANP passem a ser geridos pela direcção da ANP e não pelo Ministério das Finanças.

Outra exigência é no sentido de, até primeiro semestre de 2020, o governo adquira viaturas para funcionários da ANP. ANG/LLA/SG

Presidenciais/2019


Partidos políticos reagem às decisões da  missão conjunta da ONU, UA, CEDEAO e CPLP

Bissau, 08 Out 19 (ANG) - Os Partidos políticos reagiram de forma diferente sobre a decisão da Missão conjunta composta pelos representantes das Nações Unidas (ONU), União Africana (UA), Comunidade Económica dos Estados África Ocidental (CEDEAO) e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A referida missão esteve em Bissau para uma visita de algumas horas ao país, com o objectivo de se inteirar dos preparativos das eleições presidenciais e  tomar as decisões necessárias no sentido de não alterar a data marcada para realização do acto, previsto para  24 de Novembro do corrente ano.

No comunicado final da missão conjunta, foi destacado a imperatividade  de realização da eleição na data marcada, e  caso houver necessidade de segunda volta que seja realizada  a  29 de Dezembro.

A missão refere ainda que  o caderno eleitoral corregido pode ser utilizado só se houver  consenso entre os partidos políticos, e reitera a manutenção do  actual governo até a realização das eleições presidenciais.

Em declaraçôes à imprensa, o segundo vice-presidente do Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), Califa Seide disse que,  para que haja a estabilidade política, o actual governo deve manter em função até a realização das eleições presidenciais.

Seide disse que o assunto foi debatido com a missão conjunta durante o encontro que mantiveram e que ficou bastante claro,  e acrescenta que na mesma reunião cada partido teve a oportunidade de avançar com a sua opinião relativamente a questão de caderno eleitoral.

“Muitos partidos estranharem a continuidade do processo de correcção do caderno eleitoral, mas a missão deixou claro que o governo só está a fazer o seu trabalho e que no fim cabe aos partidos políticos decidirem que dados vão utilizar o processo eleitoral”, explicou.

Doménico Sanca, em representação do Partido Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) disse que o seu partido jamais considerou de legal a correcção do caderno eleitoral e que considerou sempre de ilegal o processo.

“Felizmente, a missão conjunta fez algo de positivo, porque deixou claro que só serão utilizados os novos dados se houver  um consenso, e isso já é de louvar” , manifestou Doménico Sanca.

Acrescentou que as eleições devem ser realizadas  com os dados anteriores e que por isso, não havia a necessidade de gastar  dinheiro com correcções de uma coisa que não vai ser utilizada. 

“As leis e a vontade popular devem ser respeitadas, porque a maioria é que determina o que deve ser feito. Acho que chagamos a uma conclusão, o processo vai continuar porque queremos igualmente que as eleições se concretizem na data marcada, desde que seja na base de transparência e de paz”, garantiu.

Eduardo Sanhá em representação da candidatura do presidente cessante José Mário Vaz salientou que o consenso deve ser encontrado sempre por via ideal e que a exclusão do diálogo não ajuda a encontrar a solução, mas sim  incentiva mais problemas.

“A solução será sem dúvida o avanço para a realização das eleições na data marcada com base nos dados das eleições legislativas de 10 de Março do corrente ano, de modo a não criar mais problemas”, disse. ANG/AALS/ÂC//SG

Presidenciais 2019



 Bissau,08 Out 19(ANG) - O primeiro-ministro, Aristides Gomes, disse segunda-feira que a delegação de alto nível composta por representantes da comunidade internacional, apoia o Governo para a realização de eleições presidenciais a 24 de novembro.

Aristides Gomes falava aos jornalistas no final de um encontro com a missão de alto nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, União Africana, Nações Unidas e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que realizou com as autoridades guineenses várias reuniões   de avaliação dos preparativos das eleições.

"A delegação apoia o Governo para que tudo corra bem em torno dos preparativos para a organização das presidenciais. A delegação reafirma a necessidade, a imperatividade, de as eleições se realizarem a 24 de novembro", afirmou o primeiro-ministro.

Já sobre um comunicado enviado à imprensa na semana passada pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, no qual acusa Aristides Gomes de falta de cooperação institucional, o primeiro-ministro salientou que a missão essencial é organizar as presidenciais.

"As pequenas polémicas não são muito importantes para a realização de eleições", afirmou.

A missão de alto nível anunciou entretanto no fim da visita a “imperatividade das presidenciais terem lugar na data prevista, 24 de novembro, devendo ser utilizado os cadernos eleitorais produzidos para as legislativas de marco passado, uma vez que não houve consenso quanto as correcções feitas pelo Governo. ANG/Lusa


Legislativas portuguesas


         Governo  felicita deputadas portuguesas de origem guineense

Ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau
Bissau,08 Out 19(ANG) - O Governo da Guiné-Bissau felicitou  segunda-feira a eleição de três mulheres de origem guineense como deputadas nas eleições legislativas de domingo, em Portugal, considerando-a  um "momento histórico" para a democracia portuguesa.

"Trata-se de um momento histórico na democracia portuguesa, a eleição de três mulheres luso-guineenses para o parlamento" português, refere, em comunicado divulgado à comunicação social, o Ministério dos Negócios Estrangeiros guineense.

Na nota, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau felicita as três mulheres e destaca o seu "esforço, capacidade e abnegação na elevação do saber da classe feminina na democracia portuguesa, assim como também da mulher guineense".

"À todas elas o Ministério dos Negócios Estrangeiros manifesta o seu orgulho", lê-se no documento.

Joacine Katar Moreira, do Livre, Romualda Fernandes, do Partido Socialista, e Beatriz Dias, do Bloco de Esquerda, são as três luso-guineenses eleitas domingo para o parlamento português.

O Partido Socialista venceu as eleições legislativas de domingo, sem maioria absoluta, seguindo-se PSD, Bloco de Esquerda, CDU (PCP/PEV), CDS-PP e PAN (Pessoas-Animais-Natureza).

Os partidos Iniciativa Liberal, Chega e Livre elegeram pela primeira vez deputados nestas eleições. ANG/Lusa


Desporto




Bissau,08 Out 19(ANG) - O atleta guineense Braima Dabó, que reside e estuda em Bragança, é um dos quatro nomeados para o prémio "fair-play", dos Mundiais de atletismo, de acordo com a lista divulgada pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF).

Na eliminatória dos 5.000 metros, a cerca de 250 metros da meta, Dabó ajudou Jonathan Busby a concluir a prova, amparando-o, depois do atleta de Aruba ter denotado sinais de quebra física e dificuldades em manter-se em pé.

Além de Braima Dabó, que vive em Portugal desde 2011 e treina no Maia Atlético Clube, a IAAF nomeou quatro saltadores com vara e uma velocista.

Sam Kendricks, dos Estados Unidos, Armand Duplantis, da Suécia, e Piotr Lisek, da Polónia, os três medalhados no concurso de salto com vara, foram nomeados em conjunto pela camaradagem e respeito evidenciado durante a prova e nos festejos.

A norte-americana Sandi Morris foi incluída na lista de nomeados pelo desportivismo evidenciado quando, depois de ter perdido a medalha de ouro no salto com vara feminino, foi a primeira a parabenizar a vencedora, a russa Anzhelika Sidorova.

A velocista britânica Dina Asher-Smith, que se sagrou campeã mundial dos 200 metros, figura entre os nomeados por ter cumprimentado todos os seus adversários nas várias provas do duplo hectómetro, além de ter ajudado uma oponente que se tinha lesionado.

Nas próximas semanas, os adeptos podem escolher e, juntamente com o comité internacional de 'fair play' da IAAF escolher os três finalistas.

O vencedor do prémio será anunciado em 23 de novembro, na gala da IAAF, a realizar no Mónaco.ANG/RTP


Justiça


Técnicos judiciais analisam anteprojecto lei sobre métodos alternativos de resolução de conflitos

Bissau,08 Out 19 (ANG) – Técnicos de diferentes instituições judiciais nacionais analisam hoje o ante- projecto de lei sobre métodos alternativos de resolução de conflitos.

Vista do Palácio da Justiça da Guiné-Bissau
Citado pela Rádio “Jovem”, o Secretário-geral do ministério da justiça afirmou que o actual sistema de justiça formal por um lado é custoso, lento e com problemas de gestão e administração e, por outro, é amplamente desacreditado pelo publico e visto por muitos como veiculo para atender apenas as necessidades dos mais poderosos.

Gabriel Umabano que falava na abertura de um ateliê de avaliação do anteprojecto lei sobre Métodos Alternativos de Resolução de Conflitos  disse que a afectação óptima desse bem essencial para sã convivência social continua a ser um desafio para o Estado da Guiné-Bissau.

“Porque, até aqui as instituições judiciárias do estado não conseguem satisfazer a demanda das populações, no que a justa composição de litígios diz respeito, particularmente nas zonas rurais e, em especial, para as mulheres e jovens.

Disse também que as razões históricas e culturais impedem a maior parte da população a usarem modos de resolução de conflitos alternativos aos mecanismos formais do Estado, razão pelo que  grande parte de conflitos que surgem na sociedade é resolvida por instituições locais, incluindo famílias e chefes de aldeias ou chefes tribais, sobretudo nas áreas rurais onde os sistemas tradicionais de direito e práticas costumeiras ainda persistem.

Gabriel Umabano diz ser fundamental analisar os diferentes meios e mecanismos alternativos de resolução ai constantes, inclusive aqueles que são utilizados pelos sistemas tradicionais.  ANG/LPG//SG      

Saúde pública/Visão


                Oftalmologista fala sobre risco de uso excessivo de telas
Bissau, 08 out 19 (ANG) - A oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho, professora da UNICAMP (Universidade de Campinas), explica, em entrevista à RFI, que o uso excessivo de telas causa riscos para a saúde e tem efeitos lesivos na retina.
Keila Carvalho diz que  a exposição às telas por longos períodos é uma questão que preocupa cada vez mais os especialistas.
Os efeitos das chamadas lâmpadas LED azuis (sigla em inglês que significa diodos emissores de luz) nos olhos vêm sendo estudados há vários anos por pesquisadores e oftalmologistas. Eles estão associados a um desenvolvimento precoce da degeneração da mácula, uma doença que, se não for tratada, pode levar à cegueira.
Essa luz também está envolvida na regulação do sono e nos mecanismos de envelhecimento.
"Em todas as doenças que estão relacionadas à idade, como a depressão, o diabetes, a hipertensão e degeneração de mácula, existe um papel regulador da luz azul. Em excesso, causa riscos para a saúde e tem efeitos lesivos na retina", explica a oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho, representante do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.
Por isso, os médicos preconizam, para proteger os olhos, que o uso das telas, como computadores e celulares, seja evitado antes de dormir.
Outra medida essencial, diz, é proteger as lentes dos óculos para bloquear a luz azul. "A luz azul está presente no ambiente de modo geral. Existe o efeito cumulativo e a ideia é que a pessoa se proteja da luz azul ao longo da vida.
Para quem tem problemas de retina, os oftalmologistas prescrevem especificamente lentes que a bloqueiam para uso contínuo", ressalta a especialista.
Ela lembra uma alternativa à LED já está sendo estudada: trata-se da chamada tecnologia OLED, um diodo orgânico emissor de luz, com a luminosidade semelhante à de uma vela, e menos nociva para os olhos.
O uso excessivo da telas é um tema recorrente nos congressos de Oftalmologia, sublinha a médica brasileira.
"Tivemos recentemente o Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que é anual. O próximo, em setembro do ano que vem, será em Campinas. Uma das sessões trata especificamente desses assuntos", diz. "Todos os congressos de Oftalmologia têm sempre um tema voltado para essa questão a proteção dos olhos e a exposição às telas", afirma.
O tema é abordado de maneira contínua entre os profissionais, que são orientados a alertar a população nas consultas. A preconização é que o uso de electrónicos portáteis seja limitado a, no máximo, duas horas por dia.
No caso das crianças, é importante  evitar celulares e aumentar o tempo ao ar livre. Esse hábito previne os riscos de desenvolver uma miopia que seria menos grave e precoce, por exemplo.
A miopia é um defeito genético e a solução para retardar seu aparecimento é evitar fatores ambientais que favorecem o problema. "O celular emite a luz azul viva e a mantém uma distância próxima do olho.
Isso aumenta excessivamente a acomodação e interfere no aumento da miopia, que aumenta mais do que deveria. São cuidados que devem ser tomados até cerca de 18 anos. Depois dessa idade, esses fatores influenciam menos na progressão", explica.
De acordo com a especialista, a luz e a acomodação alongam o olho, gerando o deficit na refração.
 "No Brasil, apesar de não termos estatísticas, temos notado nas consultas que temos cada vez mais míopes, por isso esses cuidados são muito importantes", frisa a oftalmologista.
 "Nossa intenção é que a miopia seja menor do que será se houver excesso de exposição", diz.ANG/RFI


Presidenciais 2019


Missão conjunta defende “imperatividade” de realização de eleições em novembro

Bissau, 08 Out 19 (ANG) - A missão conjunto composta pelos representantes da Organização da Nações Unidas (ONU), União Africana (UA), Comunidade Económica dos Estados África Ocidental (CEDEAO) e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) decidiu em comunicado final que, as presidenciais sejam realizadas “impreterrivelmente em Novembro”, com base nos cadernos eleitorais utilizados nas legislativas de março passado.
O chefe da missão Mohamed Ibn Chambas

 A decisão elimina as  possibilidades de introdução nos referidos cadernos de nomes daqueles que, por omissões ou erros técnicos, não tinham votado nas legislativas de março, apesar de terem recenseado.

O governo procedeu as correções nos cadernos eleitorais mas as directorias de campanha de lguns candidatos cedo se manifestaram contra a medida, alegando preparação de “uma fraude eleitoral".

A missão reafirma o 24 de novembro como “data impreterrível para o escrutínio” para as presidenciais e recomenda à todos os envolventes para se empenharem para o efeito, estando previsto, caso for necessário, a realização da segunda volta a 29 de dezembro.

De acordo com as decisões da 55ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, a missão conjunta reiterou a manutenção do actual governo, cuja missão principal é organização das eleições presidências.

No comunicado, a missão reafirma que, a não ser que haja um consenso, por escrito e assinado entre os actores políticos relativamente a correcção das omissões, caso contrário, nenhuma correcção deve constar nos cadernos eleitorais.

“Na ausência de consenso, o ficheiro usado nas eleições legislativas de 10 de março contínua válido e servirá para as eleições presidências de 24 de Novembro”, refere o comunicado.

A Missão que esteve de visita em Bissau durante três dias, instou os actores políticos a continuarem com os esforços para preparar e adoptar um código de conduta e se comprometerem a respeitá-lo. Exortou-os a recorrer canais legais para resolução de todas as disputas eleitorais e acabar com discursos de ódio, incitação a violência e agressão.

Enfatizou a necessidade de superar a desconfiança para consolidar a paz e a estabilidade na República da Guiné-Bissau e assegura à  partes envolvidas de todo o apoio técnico subsequente.

Por outro lado, a Missão congratula-se com a resposta do governo perante o crescente tráfico de drogas no país, incentivando-o a continuar com os esforços para esclarecer a recente apreensão de quase duas toneladas de cocaína.

A Missão saúda o profissionalismo das forças de defesa e segurança da Guiné-Bissau e encorajo-os a prosseguir a sua missão em estreita neutralidade em relação ao processo eleitoral.

Felicitou todos os actores pelo seu compromisso para garantir uma eleição presidencial livre, inclusiva, transparente, credível e pacífica, reiterando a disposição da comunidade internacional em continuar a sua parceria com o país para consolidação da democracia e desenvolvimento.

A missão é chefiada pelo Representante especial do Secretário-geral das nações unidas para África Ocidental e o Sahel, Mohamed Ibn Chambas, e integrada pela comissária para os Assuntos Políticos da União Africana, Minata Samate Cessouma, o Comissário para os Assuntos políticos, Paz e Segurança da CEDEAO, Francis A. Behanzin e o Director de Assuntos políticos, Económicos e Culturais, do Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades da República de Cabo Verde, em representação da CPLP.
ANG/LPG//SG

França


            Governo  quer restringir cobertura médica para imigrantes
Bissau, 08 out 19 (ANG) - O governo francês iniciou  segunda-feira (7) um debate na Assembleia Nacional sobre a política migratória no país, que inclui pontos polêmicos, como o atendimento médico gratuito para imigrantes.
O projeto divide os parlamentares e provoca indignação entre as associações, que acusam o Executivo francês de instrumentalizar as “questões migratórias.”
As discussões  foram abertas pelo primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, o chanceler Jean-Yves le Drian, o ministro do Interior, Christophe Castaner, e a ministra da Saúde, Agnès Buzyn.
O projeto apresentado pelo governo aos parlamentares analisará as ajudas sociais concedidas aos candidatos ao asilo político.
A ideia , segundo o governo, é que a França se torne menos atraente para os imigrantes, “sem deixar de recebê-los bem”.
 Os pedidos de asilo aumentaram 22% em 2018, o equivalente a 123.625 pessoas. “Muitos candidatos ao asilo oriundos de países seguros são, na realidade, motivados pelas condições de acesso a nosso sistema de saúde”, disse o premiê Edouard Philippe à publicação Jornal do Domingo. Afegãos, albaneses e georgianos são, respectivamente, as nacionalidades mais representadas.
O presidente francês quer modificar, por exemplo, a AME (Ajuda Médica do Estado), atribuída aos clandestinos. A ideia não é extinguir o benefício, mas limitar sua cobertura e o acesso a tratamentos mais sofisticados.
Alguns estrangeiros chegam a ficar dez anos nesse sistema, à espera da análise de sua situação pelas autoridades francesas.
A chamada PMU (Proteção Médica Universal), concedida aos candidatos ao asilo, também deve ser reavaliada. O governo quer introduzir um pedido de carência de três meses para casos sem urgência.
A questão migratória estará no centro do debate das eleições presidenciais de 2022. O presidente Emmanuel Macron, provável candidato à reeleição, quer preparar o terreno para a disputa contra a candidata do partido Reunião Nacional, Marine Le Pen, que usa a imigração para conquistar os votos das classes mais baixas, acusando os estrangeiros de roubar o trabalho dos franceses e abusar do sistema.
As associações de defesa dos imigrantes denunciam a instrumentalização política do debate. A oposição denuncia um “populismo de Estado” e acusa o governo de perder tempo em discutir uma diminuição da ajuda aos migrantes em vez de analisar questões sociais de fundo.
“A pressão não é migratória, mas financeira”, disse Fabien Roussel, líder do PCF (Partido Comunista Francês).ANG/RFI



Festival de Macau


                 Comitiva guineense se despede do Primeiro-ministro

Bissau 08 Out 19 (ANG) O Chefe do Governo entregou segunda-feira a Bandeira Nacional à delegação guineense que irá representar o país na 11ª Edição do Festival da Lusofonia em Macau, com uma comitiva de 15 elementos, chefiada pela Diretora-geral da Cultura.

Aristides Gomes, discursando no acto, disse que entregou a bandeira na certeza de que a Guiné-Bissau será bem representada face ao mundo inteiro. Diz ser necessário fazer valer a própria existência do povo guineense como sociedade e Nação através destas manifestações culturais.

“É esta a mensagem que queremos passar ao mundo, de nós estarmos vivos e de pé. Apesar das dificuldades, continuamos a verificar casos da pobreza e crises políticas cíclicas mas somos uma Nação como outras”, disse.

Gomes disse que o governo está empenhado para que a sociedade seja forte e possa reabilitar-se, fazendo prevalece  a sua existência como uma Nação ,através das suas manifestações culturais.

Por seu turno, o Secretário de Estado da Cultura, Antônio Spencer Embalo  frisou  que o objetivo é fazer com  que os músicos ,artistas e os fazedores da cultura sintam em casa , que estão a ser acompanhados e valorizados.

Destacou que   uma das formas de os valorizar e marcar a presença através de uma comitiva chefiada pela Secretaria de Estado da Cultura para poder fazer o acompanhamento de toda a comitiva, mas também reforçar com o Estado Chinês e os macaenses a relação de amizade.

“Queremos aproveitar esta ocasião para revermos a nossa relação cultural. Por isso , é uma oportunidade de podermos, em conjunto, pensar como é que se pode intensificar as nossas relações culturais . Acreditamos que daqui para frente a equipa da cultura que irá representar o país sairá reforçada ou seja queremos levar mais expressões culturais da Guiné-Bissau para outros cantos do mundo não só a Macau, mas no caso concreto desta comitiva o objetivo principal passa por dignificar a nossa bandeira ”,disse Spencer.

De acordo com o Governante a delegação é composta por 15 elementos, entre músicos, técnicos da Secretaria de Estado, membros da comunicação social.

Em nome dos artistas, Zé Manel Forbs disse que levam a cultura guineense para a China com uma banda de quatro cantores nomeadamente ele, Carina Gomes ,Mcbite e Eric Daro.

“ Vai ser uma coisa inédita: quatro cantores de diferentes estilos a atuarem juntos durante quarenta e cinco minutos”, disse.

A 11ª edição do festival de Macau vai decorrer de 08 à 22 do mês em curso.
ANG/MSC//SG

Política


                  Quatro candidatos às presidenciais boicotam reuniões
Bissau, 08 out 19 (ANG) - Quatro candidatos às eleições presidenciais  decidiram não participar nas reuniões convocadas pelo governo para preparar o escrutínio e exigem a anulação da correcção das omissões nos cadernos eleitorais.
As direcções de campanha de Umaro Sissoko Embalo, apoiado pelo Madem-G15, de Nuno Gomes Nabian, apoiado pelo APU-PDGB e pelo PRS, e os candidatos independentes José Mário Vaz e Carlos Gomes Júnior exigem a anulação dos dados provenientes da correcção das omissões nos cadernos eleitorais e recusam participar nas reuniões convocadas pelo governo para, entre outros assuntos, delinear o código de conduta eleitoral.
Entretanto, a missão conjunta da ONU, União Africana, CPLP e CEDEAO  está em Bissau para uma série de enconros com as autoridades, partidos políticos e candidatos às presidenciais.
O objectivo é inteirar-se dos preparativos das eleições presidenciais de 24 Novembro. Isto acontece numa altura em que a Presidência da República e a oposição atacam o governo liderado por Aristides Gomes.
Na carta, a Presidência da República acusa o primeiro-ministro de se ter recusado a comparecer nas audiências semanais, por considerá-lo presidente Cessante.
 A missiva fala em falta de cooperação institucional e deslealdade, recordando a carta que o primeiro-ministro escreveu ao chefe de Estado para o aconselhar a que as audiências com ministros sejam feitas com a presença do chefe do Governo. ANG/RFI



segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Presidenciais/2019


Elementos do Movimento de Apoio à Candidatura de JOMAV decidem apoiar candidato de PAIGC

Bissau, 07 Out 19 (ANG) – Alguns elementos do Movimento de apoio à candidatura de Presidente da República cessante, José Mário Vaz (JOMAV) decidiram apoiar o candidato de Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), na corrida para eleições presidenciais de 24 de Novembro de corrente ano.

A informação foi tornada pública pelo porta-voz de uma parte do referido movimento Caramó Quieta, em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, em Bissau.

“Decidimos apoiar a candidatura do Domingos Simões Pereira porque é único homem que pode mudar a actual situação da Guiné-Bissau, tendo em conta a sua capacidade intelectual e  o projecto que pretende implementar caso for eleito”, explicou o porta-voz.  

Sublinhou  que deixaram claro desde início de que se por acaso o PAIGC decidir escolher Domingos Simões Pereira como candidato para as eleições presidenciais vão apoiar-lhe devido a sua postura e a sua forma de priorizar o benefício comum.

“Queremos ver o desenvolvimento da Guiné-Bissau, por isso, tudo faremos para concretizar esse sonho. Os jovens precisam de mais oportunidades para  demonstrarem as suas capacidades e achamos que o Simões Pereira vai criar  condições para melhorar a situação do país e dos jovens em particular”, disse Caramó Queita.

Queita disse que jamais apoiarão as pessoas que pensam simplesmente nos seus interesses pessoais, mas sim as que colocam o progresso do país na primeira posição.

O porta-voz afirmou que, com Domingos como Presidente da República, a Guiné-Bissau vai ter paz, tranquilidade e estabilidade, o que obviamente pode conduzir o país para uma situação de progresso e consequente bem-estar do próprio povo. 

ANG/AALS//SG

Cabo Verde


Presidente Carlos Fonseca quer investigação sobre guineense detido
Bissau, 07out 19 (ANG) - O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, exige uma "investigação séria, objectiva e rigorosa" sobre a detenção de dois dias de um professor universitário guineense no aeroporto Internacional da Praia.
O cidadão guineense tinha denunciado um tratamento desumano e gerou uma vaga de indignação contra a xenofobia nas redes sociais.
Jorge Carlos Fonseca, exige uma investigação séria, objectiva e rigorosa para o apuramento dos factos que levaram à detenção, durante 48 horas, do professor universitário guineense Jorge de Pina Fernandes na fronteira do aeroporto Internacional da Praia.
Jorge Carlos Fonseca espera que no final da investigação sejam apuradas eventuais responsabilidades.
O chefe do governo, Ulisses Correia e Silva, garantiu que aguarda pelas conclusões do “rigoroso inquérito” instaurado pela polícia ao caso do professor guineense para agir “em consequência”.
Entretanto, a Direcção de Estrangeiros e Fronteiras avançou à imprensa que a detenção do cidadão guineense deveu-se ao facto de este não ter apresentado o bilhete de passagem para a viagem ao Brasil quando foi abordado pelos agentes de fronteira do Aeroporto da Praia.
Na sexta-feira, a Liga Guineense dos Direitos Humanos pediu uma investigação e falou em “crime de sequestro de um cidadão nacional durante dois dias, quando se encontrava em trânsito naquele país irmão".
Num testemunho, colocado nas redes sociais, o professor universitário que se encontrava a viajar da Guiné-Bissau para o Brasil, onde é residente, denunciou que ficou retido durante 48 horas numa cela no aeroporto da Praia e que foi sujeito a violações dos seus direitos.
Jorge de Pina Fernandes enviou mesmo uma carta a governantes cabo-verdianos em que denunciou um tratamento desumano de que foi alvo no aeroporto da Praia.
Na sexta-feira, o secretário de Estado das Comunidades da Guiné-Bissau, Malam Bacai Júnior, também condenou o tratamento dado pelas autoridades cabo-verdianas ao professor. ANG/RFI

Portugal


Costa negociará nova coligação para garantir estabilidade do governo
Bissau, 07 out 19 (ANG) – O primeiro-ministro português, António Costa, disse que o Partido Socialista sai reforçado das eleições legislativas realizadas no domingo (6), com uma vitória incontestável de 36,6% dos votos, porém sem obter a maioria absoluta no Parlamento.
Costa afirmou que vai iniciar negociações com os partidos de esquerda para uma solução de governabilidade que garanta mais quatro anos de “estabilidade", a palavra mais sublinhada no seu discurso de vitória.
O desempenho dos socialistas nas urnas foi quase dois pontos inferior ao que indicavam as últimas pesquisas.
Costa abre a porta não só aos partidos que o acompanharam na proposta de governo chamada de “geringonça” – o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda –, mas também aos partidos ecologista PAN, com quatro lugares no Parlamento, e o Livre, que elegeu a sua primeira deputada, Joacine Moreira, de origem africana, apresentando um programa de uma esquerda verde “antiracista e antifascista”.

Os sociais-democratas do PSD sofreram uma grande derrota se comparada com a votação registrada nas eleições de 2015, quando venceram o pleito mas não conseguiram formar um governo, atingindo nestas eleições 27,9%.

Foram dez pontos a menos do que nas eleições precedentes.
O segundo partido da direita, o CDS-PP, sofreu uma derrota ainda maior, conquistando apenas 4,5% dos votos. O revés fez a secretária-geral da legenda, Assunção Cristas, anunciar sua demissão ainda no fervor da noite eleitoral.
A abstenção de 45,5% dos eleitores com direito a voto foi a maior da história democrática do país e chamou a atenção de vários políticos para uma reflexão sobre o desinteresse do eleitorado.
De acordo com a historiadora Raquel Varela, “é muito preocupante a evolução da abstenção entre 1975 – quando 95% dos portugueses se mobilizaram para eleger a nova República – e os dias hoje”. Para a especialista, esse fato não pode ser explicado só por “um bom domingo de praia ou pela ausência de consciência sobre o valor universal da democracia”.
No seu discurso, António Costa deixou bem claro que “não quer contar para nada” com o partido de extrema direita Chega, que entra para o Parlamento português com a eleição de um deputado.
O fundador do partido Livre, Rui Tavares, declarou estar preocupado com o fato da extrema direita chegar à Assembleia da República, apelando a um “exame de consciência”, apesar de a esquerda ter se afirmado ainda mais no cenário político português. Por outro lado, o líder do Chega, André Ventura, apelou "à calma", garantindo que o seu partido é democrático e "não há razões para alarme".
ANG/RFI

Saúde pública


Técnicos de saúde exigem do governo pagamento de 11 meses de salário em atraso

Bissau,07 Out (ANG) – Pouco mais de quatro dezenas de técnicos de saúde realizaram hoje uma vigília em frente  ao Ministério da Saúde publica, exigindo do executivo o pagamento de onze meses de salários em atraso.

Durante a vigília que iniciou  logo nas primeiras horas desta segunda-feira, os protestantes exibiram dísticos com dizeres: “não queremos desculpas, queremos sim o dinheiro nas nossas contas, Basta Exploração, queremos o nosso salário, só com salário voltamos ao trabalho e um ano sem salário, mas servindo com sacrifício a população”.

 Em consequência desta reivindicação, uma delegação dos técnicos sanitários foram recebidos nas entalações do Ministério da Saúde de imediato pela Ministra da Função Publica e o Secretário de Estado e Gestão Hospitalar.

A saída do encontro o porta-voz do colectivo dos técnicos Almame Cissé disse que o Secretário de Estado de Gestão Hospitalar apresentou-lhes uma proposta em que o governo vai pagar dois dos meses de salários em atraso até ao dia 18 do mês em curso, mas a proposta , segundo Almame Cissé, não satisfaz o interesse dos técnicos em greve.

O porta-voz disse ter o grupo exigido o pagamento de pelo menos seis dos 11 meses em dívida, para cessarem as suas reivindicações, caso contrário vão continuar com as paralisações até que o governo satisfaça as suas reclamações.

Acrescentou que já teriam avisado ao governo, através do ministério da saúde num dos encontros, de que querem que o executivo lhes pague os 11 meses de salário em atraso. 

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