segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

EUA


Comissão valida acusações contra Trump e dá sinal verde para voto do impeachment
Bissau, 16 dez 19 (ANG) - A ata de acusação de Donald Trump foi aprovada na sexta-feira (13) por uma comissão de maioria democrata do Congresso norte-americano, superando uma etapa decisiva antes de uma votação histórica no processo de impeachment do presidente dos Estados Unidos.
No entanto, a maioria republicana do Senado torna praticamente impossível uma destituição do chefe da Casa Branca.
O voto da Comissão Judiciária da Câmara de Representantes estava previsto para quinta-feira (12), mas democratas e republicanos se enfrentaram noite adentro, adiando o resultado.
Os defensores de Trump tentaram bloquear o processo por meio de emendas e, após 14 horas de debate, a Comissão aprovou por 23 votos a favor, e 17 contra, duas acusações contra o republicano: "abuso de poder" e "obstrução do Congresso".
"Hoje é um dia solene e triste", disse o presidente do comitê, Jerry Nadler, depois das votações, convocadas com surpreendente rapidez após um maratônico debate televisionado no dia anterior e que se estendeu até quase meia-noite. Agora, a ata segue de volta para a Câmara, que deve votar neste texto em sessão plenária prevista para quarta-feira, de acordo com a imprensa local.
A maioria democrata na Casa já avisou que a acusação será aprovada, mas, diante do domínio republicano no Senado, é pouco provável que Trump seja afastado do cargo. Enquanto na Câmara basta uma maioria simples para aprovação, no Senado é necessária uma maioria de dois terços.
A Casa Branca considerou a aprovação das acusações contra Trump como o "final vergonhoso" de uma "farsa desesperada". "O presidente espera receber, no Senado, o tratamento justo e o devido processo que a Câmara continua negando, vergonhosamente", disse a secretária de Imprensa de Trump, Stephanie Grisham, em um comunicado.
Trump voltou a chamar o processo contra ele de "caça às bruxas" e "fraude", afirmando, porém, que está sendo beneficiado politicamente. "As pesquisas estão nas nuvens", disse ele à imprensa, ao receber na Casa Branca seu colega paraguaio, Mario Abdo.

Nas redes sociais, o presidente também ironizou o debate sobre sua possível destituição. "Como se alvo impeachment quando não se fez nada de errado, se cria a melhor economia da história do nosso país (...) gera empregos, empregos, empregos? Loucura!", disse o chefe da Casa Branca. 
Os congressistas democratas afirmam que Trump reteve, por interesses eleitorais e pessoais, ajuda militar para a Ucrânia.
Ele também é acusado de oferecer uma visita à Casa Branca ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em troca de Kiev abrir uma investigação contra o ex-vice-presidente Joe Biden. O democrata é um dos principais rivais democratas do republicano para as eleições de 2020.

Os democratas também consideram que Trump cometeu obstrução ao tentar bloquear os esforços do Congresso de investigar as ações do presidente. Os rivais de Trump alegam que se trata de uma violação da Constituição, a qual concede ao Legislativo um mandato de supervisão do Poder Executivo.
Antes de Trump, dois presidentes americanos enfrentaram um julgamento político: Andrew Johnson, em 1868, e Bill Clinton, em 1998. Mergulhado no "Watergate", o republicano Richard Nixon renunciou, em 1974, antes da votação, evitando o impeachment. ANG/RFI

Presidenciais/ 2ª volta


Domingos Simões Pereira prometeu reduzir subsídios de representção dos titulares dos órgãos da soberania

Bissau, 16 dez 19 (ANG) – Domingos Simões Pereira prometeu trabalhar para a redução dos subsídios de representação dos titulares dos órgãos da soberania para que o executivo possa aumentar o salário dos funcionários que ganham pouco, caso venha a ser eleito Presidente da República, dia 29 de dezembro.

A promessa do candidato suportado pelo Partido Africano da Guiné e Cabo-Verde foi feita num comício popular no sector de Bula, Região de Cacheu, no qual justificou a sua promessa com facto de maior parte das receitas recolhidas pelo Estado serem gastos com pagamento de ordenados dos responsáveis políticos.

Neste comício de abertura da campanha eleitoral da segunda volta, Domingos Simões Pereira pediu aos eleitorado guineenses a procurarem conhecer o perfil de cada um dos candidatos para descobrir o que cada um sabe e  pode fazer e o nível de conhecimento que tem sobre o desenvolvimento do país.

A “raiva” que tenho é de construir e unir a nação guineense,mas não para vingar os que fizeram-me mal no passado”, disse.

Neste particular, disse que, se for eleito, a primeira coisa que vai fazer é de convocar um diálogo nacional para promover a união no seio do povo guineense.

Simões Pereira salientou que a sua função não será a de governar, mais sim de criar condições para que o  governo possa resolver os problemas nos sectores sociais, nomeadamente na Educação, Saúde, infraestruturas rodoviárias, e garantir o fornecimento regular da água potável à toda a população guineense , “porque é injusto que em pleno século XXI, as pessoas  continuassem a pedir água , saúde e escola”.

O candidato suportado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde  revelou que alguns políticos condicionaram o apoio à sua candidatura na segunda volta das eleições presidenciais  à demissão do  governo liderado por Aristides Gomes. Disse que não concordou com as exigências desses políticos porque a formação do  governo não  compete ao Presidente da República, mas sim ao povo,  que já decidiu sobre essa matéria em março passado com a votação maioritária no PAIGC.

No comício de abertura de campanha, no sector de Bula, Domingos Simões Pereira prometeu uma nova guiné, assente no diálogo, no perdão, porque conforme o candidato, ele também merece ser perdoado.

A campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais marcadas para 29 deste mês, cumpre hoje o seu quarto dia, Domingos Simões Simões Pereira cumpre  uma agenda especial e Umaro Sissoco Embaló realiza mais um comício popular, em Bissorã, no Norte da Guiné-Bissau. ANG/LPG//SG

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Cultura/música


   Dr. Gaus lança  primeiro álbum discográfico intitulado “Orgulho Nacional

Bissau, 13 Dez 19 (ANG) – O músico da nova geração, Gaudêncio Nosoline Espírito Santos Vaz Martins vulgo  “Dr. Gaus”, promoveu quinta-feira no Centro Cultural Franco Bissau Guineense, o lançamento do seu primeiro álbum discográfico com 17 faixas musicais intitulado “Orgulho Nacional”.

Em declarações à imprensa,no final da apresentação pública do seu primeiro trabalho discográfico Dr. Gaus considerou positivo o balanço do show, porque, segundo ele, conseguiu transmitir a mensagem do álbum ao seu público.

Acrescentou, por outro lado, que a  apresentação do álbum representa  um começo testemunhado por um núcleo de pessoas.

“Porque no futuro, o álbum Orgulho Nacional, terá um concerto de outra dimensão, onde os que não poderiam presenciar a apresentação feita hoje, por causa de limitação de espaço, terão a oportunidade de o fazer no próximo concerto ao ar livre”, garantiu.

Questionado sobre o que lhe motivou a chamar o álbum de “Orgulho Nacional”, explicou que, de acordo com um dos pioneiros do estilo “HIP/HOP RAPP” na Guiné-Bissau,  o nome do album foi inspirado na tentativa de mostrar aos guineenses o amor e o orgulho que tem para o seu país, e, por outro lado, demonstrar  que ele é um “verdadeiro patriota”.

Satisfeita e animada com o trabalho apresentado pelo filho, a mãe do músico Felicidade Manuel Nosoline, revelou que desde pequeno o Dr. Gaus costumava cantar em casa, pelo que não  ficou surpreso com o sucesso do seu filho.

“Espero que tudo continue a correr da forma que ele desejar, e que o seu sonho continue a se concretizar, para que consiga alcançar os seus objectivos”, declarou a mãe do cantor.

Por seu turno, o ex-colega do  agrupamento musical “MVD Positivo” de Dr. Gaus José Fernandes Júnior, vulgo  “Zezinho” felicitou ao seu colega pela persistência e dedicação demonstrado na suas andanças artísticas. ANG/LLA/ÂC//SG  

Economia


“Ano 2019 termina com retração de 5,9 por cento do crescimento”,  diz o economista Aliu Soares Cassama

Bissau 13 dez 19(ANG) – A economia guineense atravessa momentos difíceis devido a constante instabilidade política e não diversificação da economia dependente da castanha de cajú, o principal produto de exportação do país.

A constatação é do economista guineense, Aliu Soares Cassama numa análise de retrospectiva e perspectiva económica da Guiné-Bissau para 2019/2020.

Cassamá disse que 2019 está quase a acabar e que a economia nacional não registou um crescimento aceitável, não obstante aos esforços que estão a ser feitos para que se possa estar numa posição de convergência  com alguns países da União Económica e Monetária Oeste Africana.

Esta situação, conforme o economista, se deve  as elevadas despesas não previstas e o facto de o défice público nos meados de 2019 ultrapassar, significativamente, a meta projectada no Orçamento.

“ A castanha de cajú, principal produto de  exportação foi vendido à 500 fcfa em 2019 . É ano em que a Guiné-Bissau rubricou o acordo de livre comércio africano, que estabelece a liberalização de serviços e mercadorias e tem como objectivo eliminar as tarifa aduaneiras em 90 por cento, e em que se emitiu títulos do Tesouro num montante de 10 mil milhões de francos cfa”,recordou Aliu Cassama.

O economista acrescentou que a inflação atingiu 1.3 por cento,  num país que já teve taxas anuais de inflação significativas com um percurso assinalável em relação ao qual se deve orgulhar.

Disse que, sendo um país com uma economia aberta ao exterior, importa a maior parte dos bens de consumo para assegurar a estabilidade dos preços.

Para além disso, é o ano em que se registou um défice fiscal na ordem dos 6 por cento do Produto Interno Bruto(PIB),nível muito acima do previsto pelos critérios de convergência da UEMOA  e que é igualmente o ano em que a taxa de financiamento da economia permanece abaixo  dos 15 por cento em relação a media da mesma organização que é de 30 por cento.

Para superar estas situações, o economista recomenda a diversificação da economia guineense,e de  modo a diminuir a sua dependência da castanha de cajú, para evitar que o país entre numa situação paradoxal.

Frisou que, mesmo com muitos recursos,o país não vai conseguir crescer do ponto de vista económico e passa a viver num ambiente de “estagnação ou de contracção económica”.

Disse que, apesar de as perspectivas serem favoráveis, a dependência das receitas da castanha de cajú  deixa a economia numa situação de vulnerabilidade a choque externo.

Por estas e outra razões, o economista sugere o governo a apostar na agricultura, para trazer o alivio necessário à inflação nos bens alimentares, viabilizar projectos de industrialização, com maior celeridade e pragmatismo, integração dos agentes da economia informal na economia formal, o  combate à corrupção, em todos os níveis, por ser um flagelo que abala o aparelho do Estado guineense, “porque quando se fala constantemente de corrupção os empresários sentem o medo de investir”.

O economista encoraja o executivo a privilegiar acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI) porque a economia nacional enfrenta uma situação financeira adversa, por causa da quebra das receitas que teve sérias implicações nas  contas fiscais do país, na balança de pagamento e na economia real.

Sustenta que um novo acordo com o Fundo pode relançar o crescimento económico através de algumas medidas a serem implementadas para melhorar politicas fiscais, bem como garantir maior solidez ao sector financeiro.

“Em 2020, o país precisa de continuar a crescer. Hoje já não há duvidas que o crescimento económico é a condição essencial para o desenvolvimento e sem esse crescimento não há progresso”, disse o economista Aliu Soares Cassama.ANG/LPG/ÂC//SG

Justiça/tráfico de drogas


Julgamento de envolvidos no processo “Operação Navarra” agendado para Janeiro próximo

Bissau,13 Dez 19(ANG) – A primeira sessão de julgamento do processo de tráfico de droga conhecido por “Operação Navarra”, está  agendado para o dia 07 de Janeiro de 2020.

De acordo com o comunicado à imprensa da Procuradoria Geral da República enviado hoje à ANG, em relação ao referido caso, doze indivíduos são constituídos arguidos, nomeadamente, Armando Foreto Ortiz, Domingos José Biaguê, Abulai Culubali, Apollinair Mendes, Avito Domingos Vaz e John Fredy Valencia Duque.

Outros suspeitos mencionados no comunicado da Procuradoria Geral da República, são Pedro Nel Mahecha Marentes, Saido António Seidi Bá, Mussa Seidi Bá, Braima Seidi Ba, Ricardo Ariza Monge e Baba Henrique José.

São  sete guineenses, três colombianos, um mexicano e um maliano.

O Ministério Público informa que neste rol de acusações, impendem sobre os suspeitos em causa, fortes indícios de prática de crimes de tráfico de droga, associação criminosa e branqueamento de capitais.

A nota refere que o referido processo relativo a apreensão de cerca de duas toneladas de droga, teve lugar no dia 02 de Setembro do ano em curso, nos sectores de Canchungo e Caio, região de Cacheu, norte do país.

A acusação definitiva contra os suspeitos foi feito pelo Ministério Público a 25 de Setembro passado. ANG/ÂC//SG

2ª volta presidenciais 2019


Plataforma dos partidos políticos sem assento parlamentar formaliza apoio ao Sissoco Embalo

Bissau,13 dez 19(ANG) – Os partidos políticos sem assento parlamentar e outras personalidades vão apoiar o candidato Úmaro Sissoco Embalo na segunda volta das eleições presidenciais agendada para 29 do corrente mês, cuja a campanha arranca  hoje.

Em nome dos referidos partidos, Ibraima Djaló e Fernando Vaz, de um lado e Umaro Sissoco Embalo, o candidato, assinaram  quinta-feira um acordo político para o efeito.

Nos termos do referido acordo, a plataforma dos partidos políticos se obriga  a desenvolver  acções de campanha política de apoio a favor de Umaro Sissoco Embalo, mobilizando o eleitorado a votar no candidato , sob a orientação e a coordenação da directoria nacional da campanha deste.

“Os partidos políticos e as personalidades pretendem funcionar como estruturas independentes a favor do candidato e caso seja necessário coordenar as suas actividades com a diretoria nacional da campanha e de outras organizações de apoio”, refere o texto de acordo.

Por seu lado, o candidato se compromete  a colocar a disposição da plataforma e de personalidades meios materiais e financeiros necessários  para realização da campanha eleitoral.

Em caso de vitória, as partes se comprometem a promover acções conjuntas visando a  concórdia e unidade nacional, e criação de um clima de paz, estabilidade, que consideram elementos indispensáveis para o bom desempenho das funções de Presidente da República.

Na ocasião, o candidato suportado pelo Movimento para Alternância Democrática MADEM-G15, Umaro Sissoco Embalo disse que será o próximo Presidente da República da Guiné-Bissau.

Justificou a sua afirmação apontando os apoios  que tem recebido, quer dos candidatos derrotados na primeira volta,nomeadamente Nuno Gomes Nabiam, Carlos Gomes Júnior, o presidente cessante José Mário Vaz, e de outras formações politicas sem assento no hemiciclo guineense.

Embalo disse qu,e se for eleito no próximo dia 29, irá trabalhar para a unificação ou seja manter a unidade entre os guineense e que nunca vai promover o divisão na sociedade guineense como se tem dito.

“Serei aquele Presidente que obriga ao governo a proceder  ao pagamento de quotas do país em todas as organizações em que fazemos parte”, prometeu o candidato.

Por outro lado, Umaro Embalo afirmou que caso venha a ser eleito, os restos mortais do falecido General e ex.Presidente da República da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira serão transferidos do Cemitério Municipal de Bissau para o aquartelamento de Amura.

Em nome da plataforma dos partidos políticos, Alípio Silva exortou ao candidato a prestar muita atenção aos sectores sociais, nomeadamente a educação, saúde, justiça bem como favorecer e proteger a camada mais desprotegida da sociedade durante o seu mandato.

Porque segundo ele, é inadmissível que mulheres guineense continuem a morrer durante o parto, por isso pediu ao candidato, caso for eleito, que use  a sua influência junto do governo para acabar com a morte materna e criar condições para aquisição de meios materiais para os hospitais e centros sanitários do país.

“Sabemos que um homem formado é capaz de dar um contributo para o desenvolvimento acelerado do país. E se assim for, reclamaremos junto de si, enquanto primeiro magistrado, em articulação com governo,  a construção de estabelecimentos de ensino superior onde vão sair homens preparados para assegurar o nosso futuro, e bem como o pagamento das dividas contraídas com os docentes para permitir que as aulas funcionassem  de forma regular na Guiné-Bissau”, disse, Alípio Silva. ANG/LPG/ÂC//SG

Religião/Papa Francisco


"Conversão ecológica" e justiça social são destaques de mensagem de fim de ano 
Bissau, 13 dez 19 (ANG) - O papa Francisco clamou pela redução das desigualdades e condenou as guerras, além de pedir uma saída para as mudanças climáticas em sua mensagem para o início de 2020, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Vaticano.
O texto do pontífice argentino, que será lido em todas as paróquias do mundo por ocasião do Dia Mundial da Paz, em 1º de janeiro, é uma análise aprofundada da situação mundial, congregando todos os temas contemporâneos, já reivindicados por ele em outros pronunciamentos.
O líder da Igreja Católica explica no documento as razões pelas quais os fiéis devem se engajar contra todas as guerras e a favor do desarmamento nuclear e da defesa do meio ambiente.
"O abismo entre os membros de uma sociedade, o aumento das desigualdades sociais e a recusa em usar as ferramentas para o desenvolvimento humano integral comprometem a busca pelo bem comum", afirmou o papa em uma das mensagens mais fortes de seu pontificado, em que ele retoma grande parte dos assuntos discutidos durante o ano.
"A guerra é nutrida pela perversão dos relacionamentos, das ambições hegemónicas, dos abusos de poder, do medo do outro e da diferença vista como obstáculo; e ao mesmo tempo alimenta tudo isso", diz Francisco no documento.
Na mensagem, divulgada com antecedência para ser lida e estudada por padres em todos os continentes, Francisco reitera sua forte posição contra as injustiças sociais em todos os cantos do planeta. "Nunca haverá uma verdadeira paz a menos que consigamos construir um sistema econômico mais justo", reiterou.
O primeiro pontífice latino-americano, que conhece esse problema de perto, embora não se refira diretamente ao ano marcado pelos protestos na América Latina e no Caribe contra as desigualdades, anuncia que a igreja está comprometida com a busca de "uma ordem justa”.
O papa argentino também citou o sínodo na Amazônia, realizado em outubro no Vaticano, no qual a igreja declara que quem devasta a natureza está pecando. "Precisamos de uma conversão ecológica", disse o papa, que condena "a falta de respeito pela casa comum, a exploração abusiva dos recursos naturais, vista como ferramentas úteis apenas para benefício imediato, sem respeito pelas comunidades locais, pelo bem comum e por natureza ", escreveu ele.
Em sua mensagem, Francisco novamente condenou a ideia de que a posse da bomba atômica fosse desenvolvida como dissuasão a possíveis ataques, como já o havia dito em recente viagem ao Japão.
"Não podemos afirmar que manteremos a estabilidade no mundo com medo de aniquilação, em um equilíbrio altamente instável, suspensos à beira do abismo nuclear", afirmou.ANG/RFI

2ª volta presidenciais


                 CNE pede cumprimento do Código da ética eleitoral

Bissau, 13 dez 2019 (ANG) - A Comissão Nacional de Eleições(CNE)  apelou quinta-feira aos candidatos à segunda volta das presidenciais, cuja campanha eleitoral inicia esta sexta-feira, a cumprirem o Código de Conduta e Ética eleitoral e respeitarem os valores democráticos.
Num comunicado  à imprensa, o presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), José Pedro Sambú, pede às candidaturas e aos cidadãos para cumprirem o "código de conduta e ética eleitoral de forma a proporcionar um ambiente favorável, para que as eleições decorram num clima de paz, de reforço da cultura de tolerância política recíproca".

José Pedro Sambú pediu também  o respeito aos valores e princípios do Estado de Direito, para que se crie um "ambiente conducente à eleições livres, justas, transparentes, pacíficas e democráticas".

No comunicado, o presidente da CNE exorta as candidaturas a se absterem de utilizar "propaganda indecorosa e linguagem ou prática de ações que possam conduzir ou incitar o ódio, intimidação, violência e outros males que possam assolar a consciência social e moral dos cidadãos".

Às forças de segurança e à comunicação social, o presidente da CNE pede para serem isentos, profissionais e tratarem aos candidatos  de forma igual.

"A CNE reafirma, uma vez mais, o seu total empenho e dedicação nos termos do seu mandato de fazer eleições livres, justas e transparentes", concluiu no comunicado.

A segunda volta das eleições presidenciais, marcada para dia 29, vai ser disputada entre Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e por Umaro Sissocó Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15).

A campanha eleitoral  inicia hoje e termina no dia 27. ANG/Lusa


Diplomacia


           Em resposta a Berlim, Rússia expulsa dois diplomatas alemães
Bissau, 13 dez 19 (ANG) - Moscovo anunciou  quinta-feira (12) a expulsão de dois diplomatas alemães, em resposta a uma medida idêntica tomada na semana passada pelo governo de Angela Merkel.
A tensão aumenta entre os dois países após o assassinato de um ex-combatente separatista checheno em um parque de Berlim.
O Ministério russo das Relações Exteriores convocou o embaixador alemão no país, Géza Andreas von Geyr, para informá-lo que "dois funcionários da embaixada serão declarados 'persona non grata' e terão sete dias para deixar" a Rússia.
 Para a Alemanha, essas expulsões "enviam um sinal ruim e não são justificadas".
No último 4 de dezembro, o governo alemão anunciou que dois membros da embaixada russa em Berlim deixariam imediatamente do país. A Alemanha teceu fortes críticas a Moscou por não cooperar com a investigação do assassinato de um georgiano que pertencia à minoria chechena, cometido em 23 de agosto.

"Uma cooperação séria e imediata das autoridades russas continua sendo uma necessidade urgente, na opinião do governo", ressaltou o ministério das Relações Exteriores da Alemanha, depois da decisão de Moscou.
No entanto, o presidente russo Vladimir Putin garantiu na segunda-feira (9) que essas expulsões mútuas não significavam que havia uma crise diplomática. Segundo ele Moscou fará "o possível" para ajudar a Alemanha a esclarecer as circunstâncias do crime.
O georgiano morto foi identificado como Tornike Khangochvili. Ele tinha 40 anos e recebeu três tiros. Testemunhas descreveram o crime como "uma verdadeira execução".
O tribunal federal alemão, responsável por questões de espionagem está conduzindo a investigação. O principal suspeito até agora é um russo de 54 anos que foi preso após o crime e que usava uma identidade falsa.
Para a justiça alemã, o crime foi cometido "por encomenda de entidades ligadas ao Estado da Federação Russa ou por encomenda da República Autônoma da Chechênia", dirigida por Ramzan Kadyrov.
Vários ex-combatentes chechenos foram mortos no exílio, incluindo o presidente separatista Zelimkhan Ianderbiev, que morreu na explosão de bomba quando viajava em um carro no Catar em 2004. Dois agentes secretos russos foram condenados por esse crime.
Tornike Khangochvili é uma figura pouco conhecida na Rússia, mas lutou ao lado dos chechenos por volta do ano 2000. Na última segunda-feira (9), durante uma cúpula sobre o conflito ucraniano em Paris, Putin disse que a vítima "participou ativamente de atividades separatistas" e era uma pessoa procurada pelos serviços russos por ter organizado, entre outros, "ataques ao metrô de Moscou".
Entre 2004 e 2010, a capital russa sofreu vários ataques no metrô perpetrados por guerrilheiros islâmicos, na época muito ativos em várias repúblicas russas do norte do Cáucaso. No entanto, a imprensa russa enfatizou, um dia após a declaração de Putin em Paris, que o nome de Khangochvili nunca havia sido mencionado nas investigações desses ataques.ANG/RFI/AFP

2ª volta presidenciais 2019


   Empresário de futebol Catió Baldé declara apoio ao Domingos Simões Pereira

Bissau,13 dez 19(ANG) – O empresário guineense de futebol, Catió Baldé anunciou quinta-feira que apoia  ao candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), Domingos Simões Pereira, porque acredita na sua pessoa, no seu projecto e nas suas ideais política.

No acto de anúncio de apoio ao Domingos Simões Pereira, presenciado por centenas de dirigentes e militantes do PAIGC, Catió Baldé afirmou que pretende uma liderança capaz de trazer riqueza ao país.

“Domingos Simões Pereira é um homem equilibrado, capaz de organizar o Estado e incentivar uma governação sã, rumo ao desenvolvimento da Guiné-Bissau”, disse.

Declarou que, na sua qualidade de empresário, deseja um Presidente da República ou um Governo que crie riquezas para o país, que tenha   capacidades para  atrair investimentos estrangeiros, acrescentando que a única pessoa que entende estar preparada para o efeito é o Domingos Simões Pereira.

Catió Baldé disse que irá levar o seu apelo até onde puder, tanto no seio de amigos, familiares bem como nas acções sociais entre outros.

Confrontado com a situação de propagação de votos étnico e religioso durante a primeira volta das eleições presidenciais, Catió Baldé respondeu que os políticos devem se abdicar de fomentar essa divisão porque não existe no país.

“Os muçulmanos são inteligentes e não vão aceitar serem instrumentalizados. à título de exemplo, deram uma resposta nas legislativas de Março passado votando massivamente no PAIGC, mais tarde no seu candidato Domingos Simões Pereira”, afirmou.

O empresário sublinhou que tem a plena certeza de que os muçulmanos não aceitarão serem usados como escudos para um objectivo político, frisando que essa situação deve ser repudiada e condenada.ANG/ÂC//SG
 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

2ª volta Presidenciais 2019


Presidente Movimento Cidadãos Conscientes e Inconformados nega apoio à Umaro Sissoco Embalo

Bissau,12 dez 19(ANG) – O Presidente do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI) nega que esta  organização vai apoiar  Umaro Sissoco Embalo, na segunda volta às eleições presidenciais marcadas para 29 do corrente mês.

Em conferência de imprensa realizada hoje, Sana Canté contrariou assim as declarações proferidas hoje por Silas Pedro Nancoba da Rosa, segundo as quais, a referida organização apoiaria o candidato suportado pelo MADEM-G15.

 Sana Canté afirmou que  Silas Pedro Nancoba da Rosa não é membro e nem tão pouco um dos vice-presidente do MCCI, assim como outros elementos que o acompanharam também nunca pertenceram ao Movimento.

Sustentou que Silas Pedro Nancoba da Rosa nunca participou em qualquer que seja evento ou actividade da organização, explicando que ao longo da sua existência, o Movimento  teve apenas dois Presidentes, e que actualmente dispõe apenas de uma vice-presidente de nome Carmem Lucia Sambo Sarl.

Conté disse  que nenhum membro do Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados conheceu o “tal Silas” que deu conferência de imprensa em nome da organização, pelo que  considera de falsas todas as declarações feitas por Silas sobre a sua militancia ou filiação na organização.

“O MCCI, enquanto uma organização da sociedade civil de defesa dos valores democráticos e da verdade em nenhuma circunstância apoiaria o divisionismos ou seja nunca apoiaria Umaro Sissoco Embaló, porque nenhum membro do Movimento se revê nos valores defendidos pela referida candidatura”, afirmou.

Disse que essa atitute se enquadra  na estratégica adoptada pela Directoria Nacional da campanha  de Umaro Embalo que, para além de ser um sinal de reconhecimento das acções levadas a cabo pelo Movimento nos últimos tempos relativamente a situação política no país, é também um sinal de fraqueza dessa diretoria perante o seu adversario.

“Não somos o seu adversário e nem somos uma organização partidária, mas sim uma organização da sociedade civil apartidaria, porque não fazemos política”, disse.

 Nesta conferência de imprensa Sana Canté informou que já apresentaram uma queixa à  Policia Judiciaria contra Sila..ANG/LPG/ÂC//SG   



2ª volta presidenciais 2019


  Gabriel Indi manifesta o seu total apoio ao candidato Domingos Simões Pereira

Bissau, 12 Dez 19 (ANG) – O candidato do Partido Unido Social Demcrata(PUSD), derrotado na primeira volta das presidenciais de passado dia 24 de Novembro, Gabriel Indi, manifestou hoje o seu total apoio ao candidato suportado pelo PAIGC, Domingos Simões Pereira, na segunda volta agendada para o dia 29 do corrente mês.

Em conferência de imprensa, Gabriel Indi disse que, das solicitações por ele recebidas durante este período, chegou a conclusão que entre os dois candidatos que vão disputar a segunda volta das presidenciais,deve  prestar o seu apoio ao candidato Domingos Simões Pereira, “porque acredita que é o mais ideal e que tem um projecto credível para resgatar o país da situação em que se encontra”.

Disse que não decidu apoiar Simões Pereira porque quer algo em contrapartida mas sim “porque o interesse colectivo está acima de tudo”.

“Entretanto, essa decisão veio porque queremos ver uma Guiné-Bissau renovada, com oportunidades de emprego para os jovens, escolas e hospitais para todos os guineenses”, disse.

Gabriel Indi disse que está muito preocupado com uma situação que diz ser indigna  para os guineenses, e que tem a ver com a compra de consciência dos cidadãos eleitores, iniciativa que considera ante-democrático.

“Ninguém tem o direito de corromper uma pessoa para votar onde não pretende”, referiu.

Indi apela aos seus apoiantes na primeira volta para apostarem no projecto do candidato Domingos Simões Pereira, e sustenta que  “o Simões Pereira tem um perfil exemplar para atrair investimentos para o país”.

Por seu turno, e em representação do PAIGC, Óscar Barbosa destacou que o ex-candidato mais jovem que concorreu nas presidenciais de 24 de Novembro Gabriel Indi, tomou a decisão certa na escolha que fez.

Referiu que a  decisão de Gabriel Indi demonstra que, de facto, a classe juvenil quer ver mesmo o candidato Domingos Simões Pereira a frente desta nação.

“Acreditamos que esta declaração pública de  apoio ao candidato Domingos Simões Pereira, feita hoje por Gabriel Indi vai fazer com que os jovens que até então não sabem em quem votar  se optem pelo candidato de salvação que é Domingos Simões Pereira”, disse Óscar Barbosa. ANG/LLA/ÂC//SG

HIV/SIDA


Associação de Portadoras de virus se  queixa de falta de medicamentos antiretrovirais

Bissau, 12 dez 19 (ANG) – A Associações de Pessoas Portadoras de vírus de HIV/SIDA queixa-se de falta de medicamentos antiretovirais há meses na Guiné-Bissau.

A revelação foi feita em declarações à Rádio Sol Mansi por Nhanha Dabó, um dos membros da referida Associação.

Disse que a situação de doentes é muito complexa e que os medicamentos servem para acalmar os vírus, e adverte que, se não continuarem a medicar correm o risco de perder a vida, porque os vírus ganham mais força.

“Há sete meses que não temos medicamentos para tratamento de HIV 2. Isto nos preocupa muito e por isso pedimos a intervenção das autoridades nacionais, porque as pessoas portadoras estão a morrer dia após dia”, lamentou Nhanha Dabo.

Nhanha Dabo exorta o governo, sobretudo o Ministério da Saúde Pública no sentido de prestar atenção as pessoas viventes com HIV/SIDA , com diligências capazes de permitir  a  aquisição, o mais depressa possível, de medicamentos antiretrovirais para tratamento dos necessitados. .ANG/LPG/ÂC//SG