sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Oio



Presidente da República pede aos populares para elevarem a produção de  arroz

Bissau,22 Set 17 (ANG) – O Presidente da República José Mário Vaz pediu quinta-feira aos populares da região de Oio para aproveitarem o potencial agrícola do país para aumentar a produção do arroz

O chefe de Estado falava aos jornalistas no final da visita que efectuou as bolanhas dos três sectores e uma secção na região de Oio, nomeadamente de Mansôa, Mansabá,  Bassorá e Mambanco para ver o estado das mesmas e das culturas.

Lamentou os danos causados pela inundação na bolanha de Jugudul, sector de Mansôa, mas prometeu fazer tudo para conseguir os materiais agrícolas com vista ajudar os agricultores a melhorarem a  capacidade produtiva.

 O Presidente da República defendeu que, “enquanto governantes têm a obrigação de contribuir para o bem-estar do povo”.

Segundo  o ministro da Agricultura Florestas e Pecuária, Nicolau dos Santos, o executivo dispõe de um plano de distribuição de arroz para ajudar as famílias cujas  bolanhas foram  inundadas. 

A governadora da região de Oio, Anita Djalo Sane disse que os agricultores vão ter dificuldades em reembolsar as sementes emprestados devido a inundação da água que danificou quase toda a produção.

Os populares da referida região pedem apoios matériais para que possam aumentar a produção e contribuir para a redução da fome no país.

Em nome dos agricultores do sector de Mansôa, José Augusto Nhancri pediu ajuda do Presidente para que possam reabrir o canal do rio para facilitar o escoamento da água e evitar inundações nas bolanhas, que prejudicaram cerca de 355 famílias este ano.

Malam Kane, que falou em nome da população, reconhece o potencial agrícola do sector de Mansabá, mas pede apoios para a reconstrução da ponte para permitir o escoamento da água como forma de evitar a inundação numa parte e falta dela na outra.   

O chefe de Estado guineense começou a visita com a entrega de dez sacos de arroz ao Regulo de Djaal.  

ANG/LPG/ÂC/SG


  

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sociedade



Guineenses consideram de “insucesso” os 44 anos da independência 

Bissau, 21 Set 17 (ANG) – Alguns guineenses consideraram hoje de “insucesso” os “44 anos” da independência, devido atrasos de desenvolvimento e sucessivas instabilidades política.

Numa auscultação feita hoje pela ANG, o Jornalista Juliano da Silva destacou que qualquer povo do mundo precisa e merece ser independente, não obstante muitos considerarem que não valia a pena Amílcar Lopes Cabral e outros combatentes de liberdade da pátria, darem os seus máximos para libertar “esta pátria”.

“O eros cometido há muito tempo é que está hoje a pagar. Amílcar Cabral mobilizou ontem pessoas sem níveis para aderirem a luta armada a fim de nos libertar. São essas pessoas que depois da luta armada assumiram o destino deste país. Uma pessoa sem nível académico será que pode governar uma sociedade, a não ser afundá-la como estão a afundar a nossa Guine?”, Pergunta Juliano da Silva.

Por seu turno, a funcionária Publica, Mariana Gomes considerou ”uma vergonha” ostentar hoje a pátria de Amílcar Cabral e independente. E sustenta: “um país sem ensino de qualidade, o problema de saúde não é a prioridade dos governantes, um país em que até então os seus responsáveis não têm a capacidade de regularizar a inflação dos produtos da primeira necessidade no mercado. Não é justo considerar a Guiné-Bissau independente”, disse.

Para o professor Universitário, Roberto Jacinto de Carvalho, 24 de Setembro é uma data muito triste para os guineenses e em particular para aqueles que ontem derramaram sangue para libertar a pátria.

“Convido à todos os políticos guineenses para reflectirem bastante sobre estes 44 anos que o pais esta prestes a realizar, o que fizeram até hoje, o que não está feito, e o que deve ser feito para tirar o pais neste total abismo em que se encontra”, disse.

Na opinião da comerciante Odete da Costa, seria melhor o PAIGC submeter-se aos colonialistas portugueses, talvez a povo guineense não estaria a sofrer desta maneira até a data presente.  

Odete acrescentou que a República vizinha de Senegal submeteu-se aos franceses e chegaram hoje onde pretendiam chegar, enquanto que os guineenses decidiram libertar-se pela via de uma luta armada, e hoje está a reflectir no atraso da sua progressão.

“A terra está como está, as dificuldades nos bate a porta cada dia que acordamos, os políticos em vez de servirem os interesses do povo, fizeram o contrário e priorizaram os seus interesses”, sustentou a comerciante.   
  
Contrariamente as opiniões anteriores, o  estudante Carlitos da Almeida considera  que valeu a pena os guineenses s tornarem independentes.

 Almeida sustenta que as constantes instabilidades política do país se devem a falta de  diálogo franco entre os guineenses.

Disse estar confiante de  que um dia a Guiné-Bissau vai voltar à normalidade. 

 ANG/LLA/SG  
      
    

   

 
 

Agricultura


Presidente da República deseja que mandioca, batata e outros produtos  sejam vendidos à bom preço

Bissau, 21 Set 17 (ANG) – O Presidente da República José Mário Vaz, apelou quarta-feira aos régulos do país para sensibilizarem as suas comunidades a conservarem os seus produtos agrícolas, a fim de poderem vendê-los num preço justo. 

O apelo foi feito por Mário Vaz num encontro com régulos promovido com o objectivo de delinear mecanismos que garantem a criação de condições que permitem aos camponeses rentabilizarem os suas colheitas.

Segundo Nicolau dos Santos, ministro da Agricultura, Florestas e Pecuária, os produtores  são penalizados internamente assim como externamente no momento de venda.

 “Como assistimos na campanha da comercialização de castanha de caju deste ano, os agricultores venderam as suas castanhas num bom preço, de igual modo  pretendemos que os  produtores de mandioca, feijão, milho e outros cereais da região de Batatà vendessem esses produtos a bom preço”, disse.

 Referiu que em diferentes feiras populares (lumos) promovidas pelos comerciantes, em diferentes regiões do país, os produtos agrícolas são vendidos a preços muito baixo, razão pela qual é comprado e revendido nos mercados da sub-região por um bom preço”, revelou dos Santos.  

O governante acrescentou por outro lado que analisaram com o Presidente da República, a forma de instruir os agricultores a transitarem de agricultura de subsistência para a moderna com a aplicação de novas tecnologias. 

Acrescentou  que, com a inovação, os agricultores irão aumentar a produção no campo, razão pela qual José Mário Vaz está preocupado em saber como construir os celeiros que irão conservar os referidos produtos.

Por seu turno, o porta-voz de poder tradicional, Augusto Fernandes disse que ainda não têm  preços para os seus produtos, uma vez que as colheitas ainda não terminaram. 

ANG/LLA/ÂC
    

Nova Iorque




José Ramos-Horta defende operações de paz da ONU mais “centradas nas pessoas”
    
Bissau, 21 Set 17 (ANG) -  O Nobel da Paz José Ramos-Horta defendeu quarta-feira que as operações de paz da Nações Unidas devem ter uma gestão mais centrada nas pessoas, com a coordenação a ser cada vez mais no campo, para lhes dar maior agilidade.
"A delegação de autoridade é absolutamente essencial para aqueles que prestam serviços no campo e para agilizar a prestação de serviços e o recrutamento", disse o ministro de Estado timorense, intervindo no Conselho de Segurança da ONU.

"Exorto os Estados-membros a tomarem as decisões necessárias para apoiar plenamente essa delegação", explicou, na sessão especial do Conselho de Segurança sobre as operações de paz da ONU e que teve sobre a mesa o relatório do painel para as operações de paz, a que o próprio Ramos-Horta presidiu.

José Ramos-Horta falava no Conselho de Segurança em nome do Painel Independente de Alto Nível sobre Operações de Paz, a que presidiu e que ouviu especialistas em missões de paz em todo o mundo, tanto civis como militares.

"A defesa de uma mudança essencial para mais operações de paz centradas nas pessoas (…) deve ser levada em consideração pela liderança de todas as operações de paz", defendeu.

"Crítico para a credibilidade moral de uma operação de paz é uma ação efetiva para prevenir a exploração e o abuso sexual", destacou ainda.

No texto, em que exortou os Estados-membros a avançarem na aplicação das recomendações, Ramos-Horta disse que apesar do reconhecimento das propostas, as "mudanças essenciais defendidas" pelo painel de peritos "continuam por alcançar".

Horta recordou que "as três revisões de paz e segurança - das operações de paz, da arquitetura da construção da paz e da implementação da agenda das mulheres, paz e segurança -, convergiram para a necessidade crucial de uma prevenção de conflitos mais eficazes e para trabalhar para sustentar a paz antes, durante e depois do conflito".

Uma agenda, saudou, que está refletida nas políticas e diretrizes adotadas pelo secretário-geral, Antonio Guterres, evidente em aspetos como a sua insistência num sistema integrado "empenhado na prevenção", numa agenda de reforma alargada do sistema de desenvolvimento e da arquitetura de paz e segurança e ainda a criação do Conselho Consultivo de Alto Nível sobre Mediação.

Antonio Guterres anunciou esta semana a criação do novo Conselho Consultivo para lhe dar conselhos sobre iniciativas de mediação e apoiar esforços de mediação específicos em todo o mundo.
O Conselho é composto por 18 líderes mundiais atuais e ex-líderes, incluindo o próprio Ramos-Horta, e insere-se na estratégia do "aumento da diplomacia pela paz" e para o trabalho de prevenção e mediação que a ONU pode ter neste âmbito.

"São os líderes nacionais e as partes interessadas que têm a responsabilidade principal de prevenir conflitos e se envolverem na mediação, e as Nações Unidas devem procurar apoiar os parceiros locais e regionais de prevenção e mediação", frisou Ramos-Horta na sua intervenção.

Nesse sentido, disse, a ONU deve "investir nas suas próprias capacidades para realizar a prevenção e mediação e na sua capacidade de auxiliar os outros, particularmente nos níveis nacional e regional".

Para Ramos-Horta essas funções devem ser financiadas pelo orçamento ordinário das Nações Unidas e não estarem dependentes do financiamento voluntário, cabendo aos Estados-membros "apoiar o secretário-geral nesses esforços de mediação, tanto em termos políticos como financeiros".

Entre as recomendações, destacou a "revisão das missões de longa data para avaliar a sua eficácia" ou avaliações independentes das missões de paz, defendendo que "os mandatos e recursos, expetativas e capacidades" estejam alinhados para evitar o falhanço das operações.

Para este propósito, destacou, são cruciais "as parcerias com as organizações regionais, em particular a União Africana".

  ANG/Inforpress/Lusa