sexta-feira, 11 de maio de 2018

CAJÚ



 
Imagem Ilustrativo
Bissau, 10 Mai 18(ANG) - A Guiné-Bissau podia estar a ganhar até dez vezes mais se aproveitasse a polpa e transformasse a castanha de caju em amêndoa ao invés de vender todo produto em estado natural, refere um estudo hoje apresentado.

O estudo, encomendado pelo projeto de reabilitação do setor privado e apoio ao desenvolvimento agro-industrial da Guiné-Bissau , financiado pelo Banco Mundial defende que com a venda de castanha o país arrecadou, em 2016, 115 mil milhões de francos CFA (cerca de 175 milhões de euros). Mas, segundo o inquérito, apenas 10 por cento do potencial do caju guineense é que é aproveitado.

Por exemplo, caso toda polpa de caju produzida no país fosse transformada o rendimento seria de mais 1,1 mil milhões de francos CFA (cerca de 1,6 mil milhões de euros), conclui o estudo, que aponta aquela substância como sendo rica em açúcar, minerais e vitaminas.

O estudo salienta que apenas seis empresas se dedicam à produção de sumos de caju na Guiné-Bissau e o líder do mercado produz 20 mil garrafas por ano, o que perfaz entre 12 a 15 toneladas de toda polpa que é produzida.

Nota-se ainda "uma quase ausência" de outros derivados do caju, nomeadamente a polpa fresca e seca, a compota, os biscoitos do caju, a pasta e o leite.

Em relação à amêndoa, o estudo determina que apesar de a Guiné-Bissau ser o segundo maior produtor de caju em África, tendo produzido 210 mil toneladas em 2017, apenas consegue transformar localmente cerca de 1,4 toneladas de toda a produção. No país, a amêndoa do caju é utilizada apenas como aperitivo e é pouco usado na culinária.

Com uma capacidade teórica instalada para transformar 30 mil toneladas, os industriais do ramo deparam-se com dificuldades para compra do produto, aponta também o estudo.

O documento defende a existência de potencial de mercado a nível interno para a amêndoa e a polpa do caju, mas também refere que o Senegal e Marrocos seriam outros destinos para a compra daqueles derivados da castanha guineense.

O estudo recomenda uma estratégia de marketing para dar a conhecer todos as componentes do caju da Guiné-Bissau, visando primeiramente o mercado interno, sub-regional e só depois os mercados da Europa e da América do norte. "O caju da Guiné-Bissau tem uma fraca notoriedade", salienta o documento.

As conclusões do estudo baseiam-se num inquérito realizado pelo projeto de melhoria do setor privado guineense, realizado a nível interno, no Senegal, Cabo Verde, Gâmbia, Mauritânia, Mali, Serra Leoa, Libéria e Marrocos. ANG/Lusa

quinta-feira, 10 de maio de 2018

França


Acordo nuclear com o Irão "não está morto"
Bissau, 09 Mai 18 (ANG) - O ministro francês dos Negócios estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, garantiu hoje que "o acordo não está morto".
Paris, Londres e Berlim mantêm uma frente unida, depois do Presidente dos Estados Unidos ter anunciado que retirou o país do acordo com Teerão sobre o seu programa nuclear.
Face ao peso que o acordo nuclear iraniano tem na geopolítica internacional, mas principalmente como garante da estabilidade no Médio Oriente, as reacções não tardaram e voltaram a ser negativas para os Estados Unidos.
Desde logo da parte do Irão. Hassan Rouhani, o Presidente da República Islâmica, afirmou que o país vai manter o seu compromisso com o acordo assinado mesmo sem os Estados Unidos. Embora tenha centrado o seu discurso na ideia da manutenção do acordo, deixou no ar a ameaça. Caso as negociações falhem, o Irão vai enriquecer urânio “mais do que antes”.
Como manifestação de repúdio, deputados iranianos incendiaram simbolicamente uma bandeira de papel dos EUA, no parlamento, gritando: "Morte à América!".
Nas imagens divulgadas em vários órgãos de comunicação iranianos, vê-se um deputado que agita uma bandeira de papel dos Estados Unidos e a queima na tribuna da Câmara. Outro deputado conservador, Mojtaba Zolnur, junta-se a ele e ateia fogo a uma cópia do acordo nuclear. "Queimamos o acordo nuclear", grita.
Seguiram-se gritos de "morte aos Estados Unidos", dezenas de deputados juntaram-se a eles, segundo as imagens divulgadas pela televisão estatal iraniana. Os dirigentes iranianos condenaram a decisão do Presidente americano Donald Trump em abandonar o acordo nuclear e a imposição de duras sanções americanas que foram suspensas no âmbito do acordo.
O acordo nuclear com o Irão foi assinado em Julho de 2015 em Viena entre Teerão e o Grupo 5+1 (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha).
Da parte da Europa, Emmanuel Macron, Angela Merkel e Theresa May lamentaram a decisão de Donald Trump e reafirmaram os seus esforços para manterem o compromisso assinado em 2015.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros francês, britânico e alemão vão encontrar-se com representantes de Teerão, na próxima segunda-feira, para arranjarem forma de preservar o acordo nuclear iraniano
A Rússia foi menos cordial e admitiu estar “profundamente desapontada” com a decisão de Trump e falou ainda na "incapacidade" de Washington para negociar.
A União Europeia considera o acordo nuclear "essencial" para a segurança mundial e, através da chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, fez um apelo; "não deixem ninguém desmantelar este acordo".
O secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se "profundamente preocupado" com o abandono do acordo nuclear por parte dos Estados Unidos.
Barack Obama foi outra das vozes críticas depois do anúncio de Trump. Ao ver mais uma das suas conquistas ser revertida por Trump, o antigo Presidente considerou esta decisão um "erro grave" e teme a perda de "credibilidade global" dos EUA.
Israel e a Arábia Saudita, aliados de longa data de Washington, foram dos poucos países a congratularem-se pela decisão anunciada por Donald Trump.ANG/RFI


Política


Novo Presidente da Câmara Municipal promete organizar a cidade de Bissau

Bissau, 09 Mai 18 (ANG) – O novo Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB),Luís Melo da Silva disse hoje que uma das suas prioridades imediatas é a  limpeza e organização da capital Bissau.

Luís Melo falava a margem da cerimónia de sua investidura ao cargo do Presidente da edilidade, que não contou com a presença da direção cessante, disse que na medida do possível vão tentar resolver os problemas existentes nomeadamente a desocupação do passeio da Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria.

“Estamos aqui para ajudar o trabalho porque somos um servidor público e como tal devemos resolver os problemas dos cidadãos, disse acrescentando que vai estudar os dossiês recebidos do seu antecessor para estar melhor informado.

 O novo responsável da Câmara Municipal de Bissau prometeu envolver as comunidades em todas as atividades da edilidade, sobretudo no que tem a ver com o saneamento e limpeza da cidade.

A cerimónia de entrega de documentos e de gabinete contou com a presença do Inspetor- geral do Ministério de Administração Territorial.  

ANG/Radio Sol Mansi






Transporte urbano


Federação de Ciclismo exalta importância de uso de  bicicleta nas cidades

 Bissau, 09 Mai 18 (ANG) - A Federação do Ciclismo da Guiné-Bissau considerou o uso de bicicleta (meio de transporte) uma das soluções para as dificuldades de mobilidade na zona urbana .

A exaltação sobre a importância do uso de bicicleta nos centros urbanos  consta numa nota da Federação de Ciclismo da Guiné-Bissau enviada à ANG, e dirigida aos governantes e a comunidade em geral.

“Não se pode pensar em desenvolvimento econômico e social sem transporte. As pessoas precisam se deslocar para estudar, trabalhar, fazer compras, viajar e possuem cada vez mais a necessidade de estar em movimento”, refere o documento.

A Federação de Ciclismo destaca que o potencial da bicicleta reside no facto de ser acessível para a maior parte da população e que, assim sendo, é capaz de promover maior igualdade social no uso de espaço público.

“A bicicleta se apresenta na Guiné-Bissau como parte de solução para atender as demandas de mobilidade e transporte  nas cidades. Além de cumprir um papel importante como mercadoria que contribui para o crescimento económico, ela tem um grande potencial de servir de suporte como meio de transporte de massa sustentável”, lê-se no comunicado.
A bicicleta é ainda referida como meio de transporte que não causa efeito negativo à saúde dos cidadãos e que não emite gases que afectam a qualidade do ar urbano.

“Os motoristas e passageiros de carros estão mais expostos a altos níveis de contaminação que os ciclistas. 

Um motorista em geral aspira o dobro de monóxido de carbono que um ciclista e 50 por cento a mais de óxidos de nitrogénio, entre outras”, informa o documento. 

Segundo a Federação de Ciclismo , mil milhão de pessoas optam pelo uso de bicicleta  em suas deslocações  todos os dias, e  muitos países já tomarem medidas para incentivar o seu uso .  

ANG/AALS/ÂC/SG