terça-feira, 15 de maio de 2018

Transportes Marítimoi


SOTRAMAR precisa de 150 milhões de francos Cfa para reparação dos navios 

Bissau,14 Mai 18 (ANG) – O Diretor-geral da Sociedade de Transportes Marítimos da Guiné-Bissau (SOTRAMAR), necessita de 150 milhões de francos Cfa para a reparação geral dos três navios da empresa, nomeadamente o IV Centenário, Bária e Pexice.

Imagem Ilustrativo
Em entrevista exclusiva à ANG, Sirma Seidi disse que as três embarcações necessitam de mudança de pintura e reparação dos motores, entre outras intervenções.

Referiu  que a SOTRAMAR tem neste momento apenas dois navios que estão trabalhar a meio gás e que asseguram o transporte das pessoas para  as ilhas.

Mesmo assim, segundo este responsável os navios em andamento precisam de uma reparação pontual e que é necessário 18 milhões de francos cfa para o efeito. 

Seidi disse que sem a intervenção do governo não será possível fazer esta reparação e nem tão pouco pagar o salário dos funcionários que estão há quase três anos sem ordenados, por causa do fraco rendimento da empresa.

 Acrescentou que a empresa precisa de fazer a reparação pontual dos navios para dinamizar o sector dos transportes marítimos, alegando que os habitantes das ilhas necessitam de se descolar dia a dia e não semana por semana como têm feito até aqui. 

Segundo Sirma Seidi, a   situação agravou-se mais com a “concorrência desleal” de outras empresas, nomeadamente a Consulmar.

Criticou que não sabe como esta empresa entrou no mercado dos transportes marítimos e defende a adopção de escalas de viagens para se evitar operações coincidentes de barcos das duas empresas.

O Director- geral da Sociedade de Transportes Marítimos da Guiné-Bissau (SOTRAMAR) exorta ao governo no sentido de criar condições e equipar o Estaleiros Navais para que os barcos possam ser reparados no país como forma de reduzir os custos de reparações. ANG/LPG/ÂC/SG





Transportes Terrestres


Direção Geral de Viação suspende emissão de cartas de condução   

Bissau,14 Mai 18 (ANG) – O Diretor-geral de Viação e Transportes Terrestres anunciou a  suspenção da emissão de cartas de condução devido ao incumprimento das obrigações contratuais com o Estado guineense por parte da empresa eslovena produtora desse documento denominada CETIS.

“A empresa CETIS estava , ultimamente, a produzir cartas de condução em má qualidade, para além de várias outras questões, o que nos motivou a suspender a sua emissão até a resolução dos seus problemas técnicos”, disse Bamba Banjai em conferência de imprensa.

Aquele responsável sublinhou que abordaram os responsáveis da empresa CETIS sobre a necessidade de melhorar o figurino da actual carta de condução tendo em conta que todos os países da sub-região já estão a usar o modelo biométrico e disse que da empresa obteve uma promessa de resolução de problemas técnicos dentro de dois meses, o que não aconteceu até ao momento  em que falava à imprensa.

Perguntado sobre se ponderam ou não suspender o contrato com a empresa CETIS, Bamba Banjai respondeu que antes de mais têm que pedir a  melhoria do serviço prestado.
“Os cidadãos já estão insuportáveis com a situação de má qualidade de cartas de condução emitidas pela empresa CETIS. A título de exemplo já recebemos muitas queixas dos populares nesse sentido”, referiu.

O Director-geral de Viação e Transportes Terrestres, disse que a paciência tem o seu limite e prometeu enviar ainda hoje, 14 de Maio, uma carta ao Ministério Público como advogado de Estado para lhe informar da situação. 

ANG/ÂC/SG

Campanha de caju


“Direção Geral de Viação é única  responsável pela emissão de licenças de circulação de viaturas”, diz Bamba Injai

Bissau,14 Mai 18 (ANG) – O Diretor-geral de Viação e Transportes Terrestres afirmou que a instituição que dirige é a única com competência exclusiva para emissão de licenças de circulação de viaturas durante a campanha de caju.

Imagem Ilustrativo
Bamba Banjai, em conferência de imprensa realizada no último fim-de-semana disse que nos últimos anos, as licenças de circulação de viaturas durante a campanha de caju foram atribuídas por várias instituições.

“Depois de uma reunião entre todos os atores da fileira de caju realizada recentemente com o Primeiro-ministro, produziu-se um despacho de que a Direção Geral de Viação e Transportes Terrestres vai ser a única entidade que emite licença de circulação de viaturas com base no artigo 57 do novo Código de Estrada”, explicou.

Aquele responsável informou que a partir de hoje, segunda-feira, todas as empresas que querem operar na campanha de comercialização de caju devem procurar as licenças de circulação de suas viaturas junto a Direção Geral de Viação.

“As licenças de circulação de viaturas serão emitidas mediante certos requisitos dentre os quais, a empresa deve ter um condutor munido de carta de condução da categoria da viatura, livrete, inspeção em dia, seguro etc.”, referiu.

Disse que as licenças de circulação de viaturas custam 7.500 francos CFA para cada viatura e serão pagos no banco.

Bamba Banjai sublinhou que na campanha de caju do presente ano, a capital Bissau só terá três entradas de camiões que transportam a castanha de caju.

Explicou que os camiões de caju podem entrar para a capital Bissau  via Safim e fazer a rotunda da Guimetal para depois apanhar a estrada de volta –zona de Antula até  ao Porto de Bissau.
Para as viaturas que saem de Prábis, de acordo com o DG de Viação, fazem o itinerário rotunda de Quelelé - Hotel LEDGER - rotunda da Guimetal e prosseguir via São Paulo  até ao Porto de Bissau.

Para as viaturas que saem de Biombo e Quinhamel podem deslocar até rotunda do Aeroporto seguindo a mesma via de Guimetal/estrada de volta até ao Porto de Bissau.
“Com esta medida fica proibida a entrada de camiões porta contentores de castanha ao centro da cidade de Bissau, para evitar engarrafamentos e eventuais acidentes de viação”, afirmou Bamba Banjai.
 ANG/ÂC/SG