sexta-feira, 25 de maio de 2018

Política


“APU-PDGB se inspira na ideologia de Cabral para construir a Unidade Nacional”, diz Marciano Indi

Bissau, 24 Mai 18 (ANG) – O presidente da Comissão Organizadora do 1° Congresso do partido Assembleia do Povo Unido-PDGB, Marciano Indi, disse hoje que o seu partido fará tudo para consolidar a democracia na Guiné-Bissau e construir a unidade nacional.

Em conferência de imprensa realizada  na  sede nacional do partido, em Bissau, Marciano Indi, afirmou inspirar na ideologia de Amílcar Lopes Cabral para  a construção da unidade nacional.

“Amílcar Lopes Cabral falou na unidade porque sabe que a Guiné tem diferentes etnias e se não juntar essas etnias não terá sucesso no seu processo porque em qualquer luta para alcançar o sucesso tem que unir as pessoas, senão sempre resulta em fracasso”, refere Indi.

Afirmou que estão a reivindicar a herança de Cabral e adiantou ainda que os apuanos são os verdadeiros herdeiros do fundador da nacionalidade guineense.

“Não é por acaso que o nosso líder o Nuno Gomes Na Bian costuma usar a sumbia de Amílcar Cabral. Porque nós entendemos que somos os verdadeiros herdeiros da sua obra e dos seus ideais  e vamos implementar o seu projecto de desenvolvimento que centra no emprego jovem”, disse.

Indi considera  que a Guiné-Bissau está a viver o pior momento da sua história devido a incapacidade do actual Presidente da República.

“Mas ele tem  razão porque no debate que teve com o nosso líder, Nuno Nabiam,  nas vésperas da segunda volta das eleições presidenciais de 2014, o Jomav dizia que não sabia nada da Constituição da República, e o Nuno sempre avisou aos guineenses para não votarem nele. Agora a verdade veio a  tona”, disse o político. 

Aquele responsável considerou que o povo já esta acostumado a  votar em qualquer candidato do PAIGC, mesmo que este não esteja preparado para dirigir os destinos do país, “porque dizem que são eles que trouxeram a independência Foi na base disso que votaram em José Mário Vaz”.

Marciano Indi exortou o Presidente da República, para não imiscuir em assuntos do governo mas sim  servir  de conselheiro para conduzir o barco ao bom porto. 

A APU-PDGB inicia os trabalhos do  seu primeiro congresso  na sexta-feira para legitimar os seus órgãos. O seu líder, Nuno Gomes na Bian deverá concorrer a sua própria sucessão. Mais de 1000 delegados deverão participar no evento em que serão debatidos e aprovados documentos orientadoras da vida política desta formação política para os proximos quatro anos.  

ANG/DMG/ÂC//SG




Política


“Eleições estão a ser preparadas, mas ainda sem apoios da comunidade internacional”, diz Primeiro-ministro

Bissau,24 Mai 18(ANG) - O primeiro-ministro , Aristides Gomes, afirmou hoje que as eleições legislativas, previstas para 18 de novembro, estão a ser preparadas com alguma dificuldade, porque ainda não há apoios da comunidade internacional, parceiro na organização do processo.

«Neste momento, nós demos uma participação financeira que vai ser gerida pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), os outros parceiros da cooperação internacional comprometeram-se, mas até agora não há desembolso da parte internacional, só da nossa parte. Nós contribuímos com um montante de mais ou menos de dois milhões de euros e temos feito reuniões com os doadores e temos discutido de tudo em relação ao processo de organização das eleições», disse Aristides Gomes.

Segundo o primeiro-ministro guineense, que falava durante uma entrevista conjunta à Lusa, RTP e RDP, as eleições estão a ser preparadas como «habitualmente».  

ANG/Lusa

Dia de África


‟Educação do Homem africano é a maior estratégia para enfrentar desafios da globalização” ,diz Silvestre Alves

Bissau, 24 de Mai 2018 (ANG) – O Político Silvestre Alves, defendeu  hoje  que a principal estratégia para a África enfrentar os objetivos da globalização é investir na educação do Homem africano.

Silvestre Alves, em  entrevista  à ANG alusiva ao 25 de Maio e sobre o futuro do continente face a globalização, afirma que a educação é o factor básico e fundamental para que o continente africano possa enfrentar os desafios de desenvolvimento global.

Segundo Alves, esta aposta na educação deve basear-se na inspiração dos modelos de desenvolvimento de outros continentes para reinventar o próprio modelo para o desenvolvimento do continente, de acordo com a realidade africana, e não copiar tal e qual.
Criticou  que  até então em África, se  destinam   quantias insignificantes do orçamento para a educação,caso da  Guiné-Bissau.

Acrescentou que apesar de algumas melhorias quanto ao financiamento do ensino em Africa ainda não há comparação com outros continentes.

‟Se não houver mudanças  vamos continuar a deparar-se  com os mesmos conflitos internos de desenvolvimento e com fracas capacidades para industrializar e desenvolver a  nossa economia como  noutros  continentes”,disse Silvestre
Este político afirma que a África tem grandes desafios face a globalização, porque o pior que a colonização deixou não é a política, e nem a economia, mas sim  o factor cultural que  impuseram aos africanos.

 “Só com a educação é que poderemos se libertar disto, valorizando o que é nosso sem ignorar o que os outros continentes fazem, porque podemos usá-lo para recriar o nosso sistema de desenvolvimento”, sustentou. 

Silvestre Alves ainda referiu que a  África copiou o modelo da União Europeia para as organizações continental e sub-regionais sem ter em conta a própria realidade africana que actualmente não está a ser capaz de resolver os problemas de África.

‟Queremos trazer europa para África com este modelo de desenvolvimento adoptado por maioria dos países africanos, visível nas infraestruturas, nas novas grandes metrópoles africanas”, sublinhou.

Silvertre Alves, advogado de profissão, defende a definição de uma agenda  própria   para se desenvolver,  e enfrentar os desafios da globalização.
ANG/CP//SG