segunda-feira, 28 de maio de 2018

Previsão sazonal


“A previsão sazonal constitui uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas”, diz  ministro dos Transportes e Comunicações  

Bissau, 28 Mai 18 (ANG) – O ministro de Transportes e Comunicações, Mamadu Serifo Djaquité, afirmou hoje que a previsão sazonal constitui uma estratégia de adaptação à variabilidade e a mudanças climáticas em África Ocidental.

O governante falava hoje na cerimónia de apresentação das previsões sazonais de precipitações agro-climáticas do ano 2018 na Guiné-Bissau. 

“A elaboração e a difusão de informações que caracterizam a estação das chuvas, antes que comece, permite aos agricultores, os gestores de recursos de água a fazerem as melhores escolhas para abordar a situação”, sublinhou.

Serifo Djaquité informou que o conhecimento do início precoce ou tardio das chuvas permite também aos agricultores  traçaram uma estratégia viável em relação as variedades a cultivar, aos investimentos em mão de obra e em relação aos tipos de adubos agrícolas a utilizar para melhor ganho em produção.  

Adiantou ainda que a África subsaariana é considerada como uma das regiões do mundo mais vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas devido a fragilidade económica. 

Segundo  o chefe de Departamento de Climatologia, Cherno Luís Mendes, a previsão climática entre Junho e Agosto deste ano na região de África Ocidental vai ser de precipitação  deficitária.

 Declarou que a previsão entre os meados de Julho, Agosto e Setembro a tendência será normal.

Cherno Mendes pediu  ao Ministério de Agricultura para ajudar a sensibilizar os agricultores em termos de variedade a ser utilizadas para poder minimizar os danos. 

Por sua vez, a representante do Presidente de Instituto Nacional de Meteorologia, Feliciana Mendonça, alertou que o número de desastre e do seu impacto socioeconómico na sociedade tem vindo a aumentar nas últimas décadas, associado claramente a variabilidade climática e pela alteração climática.

“Para que o Instituto de Meteorologia possa honrar as necessidades das populações, precisa de um apoio substancial de reforço de capacidade técnica institucional e reabilitação das redes de observação e das telecomunicações metodológicas A dotação dos meios logísticos e financeiros para o seu funcionamento darão ao serviço a garantia de  uma participação activa nas organizações internacionais”, referiu 

ANG/DMG/ÂC//SG


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Sociedade


“As cíclicas instabilidades na Guiné-Bissau degradam tecido social”, diz Coordenadora do Conselho das Mulheres Guineense

Bissau,25 Mai 18 (ANG) – A Coordenadora do Conselho das Mulheres Guineenses (CMG) disse quarta-feira que as cíclicas instabilidades vividas na Guiné-Bissau há vários anos degradaram de forma contínua o tecido social, económico, ambiental e político, sobretudo na esfera das raparigas e mulheres.

Citada pela Rádio Jovem, Francisca Vaz que falava em conferência de imprensa disse que tendo em conta os recentes acontecimentos no país , o CMG decidiu organizar amanhã,  25 de Maio, Dia de África, o primeiro Fórum das Mulheres e Raparigas para a Paz. 

Conforme Francisca Vaz, o Fórum visa colmatar o vazio existente no seio da camada feminina sobre os princípios básicos da democracia, da cidadania e da importância da paz para a construção do país e da necessidade de todos assumirem a sua responsabilidade perante a promoção da paz e coesão social na Guiné-Bissau.

 No referido evento, segundo a Coordenadora do CMG, os participantes vão falar sobre a pobreza, saúde, educação e a problemática da luz elétrica, entre outros assuntos.

Disse que a actual conjuntura na Guiné-Bissau é caracterizada pelo desfuncionamento das instituições democráticas, o aumento do índice da pobreza e dificuldades de acesso aos serviços básicos, tais como a saúde, educação e a luz eléctrica, e que são consequências da crise política prevalecente. 

Aquela responsável afirmou que a difícil conjuntura do país é apenas uma etapa da degradação dos alicerces da Democracia e do Estado de Direito, pondo em causa a paz e coesão social. ANG/LPG/ÂC//SG

Política



 
Bissau,24 Mai 18(ANG) - O primeiro-ministro, Aristides Gomes, quer fazer um saneamento global das finanças públicas na Guiné-Bissau e salientou que o país gera recursos financeiros que podem melhorar o papel do Estado no fornecimento de serviços à população.

"Nós queremos demonstrar que apesar das dificuldades do nosso país, nós temos recursos que entram no nosso país e que podem melhorar grandemente as condições do exercício do Estado na sua qualidade de fornecedor de serviços às populações e à atividade económica do país", afirmou Aristides Gomes, em entrevista à Lusa, RTP e RDP.

Desde que tomou posse em abril, Aristides Gomes suspendeu as viagens dos ministros ao estrangeiro e todas as contas bancárias de empresas públicas e fundos autónomos, sujeitando-as à cotitularidade do Tesouro Público.

"Nós temos de ir para além do saneamento no aspeto das receitas do Estado e temos de promover a reestruturação do setor público. As empresas públicas têm de se alinhar naquele processo que já está relativamente avançado e que conta com o apoio do Fundo Monetário Internacional", disse.

Para o primeiro-ministro guineense, o saneamento não deve ser só feito nas alfândegas e nos impostos, mas em todas as empresas públicas do país, que precisam de ter "saúde do ponto de vista financeiro".

"As finanças dessas empresas públicas não podem constituir uma zona de sombra, não devem haver zonas de sombra numa República e temos de ter a capacidade de tornar visíveis as operações financeiras no quadro do Estado da Guiné-Bissau", sublinhou.

Além da cotitularidades nas contas bancárias, o primeiro-ministro passou a exigir também um orçamento para que se possa fazer um seguimento dessas empresas do "ponto de vista financeiro" e realizadas "auditorias".

"Só assim é que se pode fazer uma supervisão eficaz e um controlo das empresas do setor público, porque não faz sentido que essas empresas recorram ao Tesouro só quando têm dificuldades, nomeadamente para que o Tesouro possa junto do sistema bancário intervir dando garantias. Quando damos garantias para que as empresas possam contrair dívidas, nós aumentamos o nosso endividamento", disse.

Mas, Aristides Gomes está disposto a ir mais longe e criou uma comissão que vai seguir as empresas públicas, os fundos autónomos e todas as instituições que recolhem receitas.

"Nós iremos até ao seguimento dos liceus. As estruturas de menor dimensão que têm receitas e que não têm contribuído para a melhoria do ensino no país", disse.

Na entrevista, o primeiro-ministro guineense explicou que está a gerir o país em função do programa do Governo, que tem três pontos fundamentais.

"Em primeiro lugar a realização de eleições, em segundo lugar na criação de um clima de distensão que possa permitir que essas eleições sejam realizadas em boas condições e terceiro temos de continuar a fazer o saneamento das finanças públicas na perspetiva de continuarmos a captar investimento para o desenvolvimento", explicou. ANG/Lusa