quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Justiça

Polícia Judiciária apreende presumíveis autores de assassínio de um homem na região de Biombo

Bissau, 05 Set 18 (ANG) - A Polícia Judiciária confirmou a detenção de 12 presumíveis autores de assassínio de um homem na tabanca de Quitá, na região de Biombo, norte da Guiné-Bissau, na semana passada.
DG Adjunto da PJ Domingos Correia

Em conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, o Diretor Nacional Adjunto da Polícia Judiciária, Domingos Correia, disse que a equipa de investigação concluiu que o malogrado foi morto de forma bárbara, tendo-lhe sido cortado os órgãos genitais e outras partes do corpo.

Domingos Correia confirmou que a investigação decorreu graças a colaboração de corpo policial e Guarda Nacional colocados na região. 

Confirmou que os presumíveis autores do crime estão a ser encaminhados para o Ministério Público, e que as investigações complementares irão continuar.

Domingos afirmou que o malogrado se sentiu ameaçado e recorreu a autoridade policial local e que esta tentou fazer o seu trabalho, mas, por falta de condições, não conseguiu evitar o sucedido. 

Correia disse que é importante que as autoridades competentes assumam as suas responsabilidades, criando condições para os órgãos policiais que estão no terreno possam fazer os seus trabalhos, justificando que o importante é a prevenção do fenómeno criminal e não a investigação.

Questionado sobre acusação da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), sobre a interferência política no processo de investigação, aquele responsável afirmou que não houve nenhuma interferência no caso, e que,  pelo  contrário, um dos deputados da zona e a associação comunitária local colaboraram com as autoridades policiais.

Domingos Correia apelou ainda a população para se evitarem de fazer a justiça com as suas próprias mãos, porque é contra a lei. ANG/DMG/CP/ÂC//SG

Política


Líder do PAIGC apela empenho de todos para realização de eleições à 18 de novembro

Bissau,05 set 18 (ANG) - O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde afirmou que todos os partidos políticos deveriam comprometer-se em trabalhar para a criação de condições para a realizações das eleições na data marcada.

“Em vez de estarmos empenhados a tentar encontrar como responsabilizarmo-nos uns aos outros, como tirar o proveito desta situação, todos nós atores políticos, deveríamos sentir-nos responsáveis pela situação”, disse Domingos Simões Pereira em entrevista concedida ao jornal “O Democrata”.

O líder do PAIGC sublinhou que não há aqui mais responsáveis ou menos responsáveis. Há sim, uma situação de impasse que foi criada de forma desnecessária.

“Uma crise completamente absurda, insisto em dizer isso. A retoma da normalidade passa pela devolução da palavra ao povo, para a escolha dos legítimos representantes, o que deve ser uma responsabilidade de todos e todas as entidades políticas nacionais”, considerou.

O Presidente dos libertadores disse que continuará a dar o seu apoio para que a data marcada se concretize, acrescentando que  até que as entidades competentes confirmem a sua impossibilidade, continuará a acreditar em como 18 de novembro será o dia em que se realizarão as eleições.
 
“Mas, eu não tenho estado no terreno…tenho recebido algumas poucas informações. Mas assim que voltar, vou estar na posse de mais informações e melhor posicionado para avaliar”, prometeu. 

Domingos Simões Pereira disse que aquilo que lhe parece evidente é que existem entidades que acham ter o direito de simplesmente exigir e pensam que vão poder aproveitar de qualquer desvio no cumprimento deste prazo para benefício próprio. Salienta que isto inclui gente que provocou o próprio quadro de bloqueio e a crise institucional que se viveu este tempo todo. 

O líder do PAIGC disse acreditar na realização das eleições na data marcada, salientando que a Constituição da República fixa um prazo de 90 dias na eventualidade da queda do Governo e a necessidade de realizar eleições antecipadas. 

Perguntado sobre as dificuldades financeiras e técnicas com que se depara o Governo na preparação das eleições, Domingos Simões Pereira, afirmou que não há alternativa à realizações das eleições, elas são, na democracia, o momento em que o povo tem o direito de escolher os seus legítimos representantes. 

“A democracia é o poder do povo. Ela consubstancia-se, primeiro, na realização das eleições e depois no exercício democrático por parte das instituições”, explicou.

Domingos Simões Pereira salientou que é verdade que estamos habituados ao apoio da comunidade internacional para a criação de condições e pressupostos para que essa ida a urna possa acontecer, acrescentando que é muito bom e é legítimo esperar que este apoio possa permitir a criação de todas essas condições.

“É muito bom e é legítimo esperar que este apoio possa permitir a criação de todas essas condições. Mas a grande verdade é que a responsabilidade da realização das eleições deve ser uma questão fundamentalmente nacional. Por isso, exorto ao governo, em particular ao Primeiro-ministro, que redobre os esforços no sentido de se fixar e concentrar-se quase que exclusivamente nessa missão. Não há outra prioridade que deve sobrepor-se à preparação das eleições”, vincou o líder do PAIGC.

Domingos Simões Pereira está ausente do país mas fontes do PAIGC anunciaram que regressa à Bissau na sexta-feira, dia 7.ANG/ÃC//SG






Embarque de Marinheiros


Sinamar se congratula com despacho do Ministro dos Transportes que determina participação do sindicato

Bissau,05 Set 18 (ANG) - O Sindicato Nacional dos Marinheiros (SINAMAR) congratulou-se com o despacho do ministro dos Transportes e Comunicações que determina a participação do sindicato nas contratações e embarque dos marinheiros.

Numa conferência de imprensa terça-feira, o presidente do Sinamar João Cá afirmou que os agenciadores nacionais não estão de acordo com o despacho “porque querem continuar a embarcar quem lhes apetece”.

“ A Guiné-Bissau adoptou uma legislação que determina como os marinheiros devem embarcar na base de um critério que determina que nomes de todos os marinheiros devem constar num sindicato, entidade que os agenciadores devem solicitar para possível embarque. Mas os agenciadores não querem enveredar por este caminho, porque querem continuar a embarcar quem lhes apetece”, denuncia.

Por outro lado, Cá acusou o Instituto Marítimo Portuário de querer dificultar a execução do despacho do ministro dos Transportes “porque desde a publicação deste despacho, o Instituto Marítimo Portuário nem sequer dignou a pronunciar sobre a matéria”.

Segundo o dirigente dos marinheiros, a Organização Internacional de Trabalho, (OIT) recomenda que todos os marinheiros devem receber salários iguais, isto é, 416 dólares americanos correspondem a 270 mil francos CFA. ANG/Sol Mansi