segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Bubaque


LGDH capacita 50 activistas em matéria de Direitos Humanos e acesso à Justiça

Bissau, 10 Set 18 (ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) realizou um seminário de reforço de capacidade destinado aos 50 activistas do sector de Bubaque, região de Bolama Bijagós, em matéria dos Direitos Humanos e de acesso à Justiça. 

A acção de formação que teve a duração de três dias terminou no último fim-de-semana, na ilha de Formosa, segundo a Rádio Sol Mansi.

O Vice-presidente de LGDH e Coordenador do projecto acesso à Justiça, Victorino Indeque explicou que um dos objectivos de capacitação dos referidos activistas  é de fazer com que os mesmos tenham mais bagagem para  sensibilizar melhor os populares sobre assuntos da Justiça.

Indequi  acrescentou que as populações merecem conhecer os seus direitos para que possam estar em condições de reivindicar e de cumprir com os seus deveres enquanto cidadãos.

 “Esta iniciativa surge no quadro de uma parceria que o PNUD estabeleceu com o governo da Guiné-Bissau sobre o reforço de capacidades do Estado na área de acesso à Justiça e de Direitos Humanos”, explicou Victorino Indeque.

Por outro lado, o coordenador do projecto acesso à Justiça disse que os Tribunais Sectoriais jogam um papel importante na resolução dos conflitos existentes nos sectores e que por isso, os populares devem ser informados sobre assuntos ligados aos Direitos Humanos com a finalidade de poderem estar aptos na matéria da Justiça.

“Tenho a certeza de que com os trabalhos que os activistas vão fazer no terreno tudo ficará mais claro e isso pode contribuir significativamente para que haja respeito às liberdades dos cidadãos ”, disse aquele responsável. 

ANG/AALS/ÂC//SG

Cooperação


       Presidente da República critica desaproveitamento de ajuda chinesa

Bissau,10 Set 18(ANG) - O Presidente José Mário Vaz disse sexta-feira que há falta de coordenação entre o Governo guineense e a China e que por isso o país não tem beneficiado muito da ajuda chinesa.

 «Há uma falta de coordenação entre nós e a China e, sobretudo, o embaixador da China na Guiné-Bissau. Temos de evitar fazer chegar os documentos à China sem fazer passar pela própria embaixada, que representa o Estado chinês na Guiné-Bissau. Como não trabalhamos corretamente, talvez por causa disso, também não beneficiamos muito», afirmou o Presidente.

 José Mário Vaz falava aos jornalistas no aeroporto Osvaldo Vieira, momentos após ter regressado de Pequim, onde participou na terceira cimeira do Fórum de Cooperação China-África.

«No próximo encontro que vou ter com o primeiro-ministro vai nascer no Ministério dos Negócios Estrangeiros uma célula focal, que vai realmente coordenar esse serviço juntamente com o embaixador da China e orientar tudo para que possamos, nos próximos três anos, utilizar, o máximo possível, os recursos que estão previstos a nível dos 60 mil milhões de dólares», disse.

 Durante a cimeira de Pequim, que se realizou segunda e terça-feira, o Presidente chinês, Xi Jinping, anunciou 60 mil milhões de dólares (51 mil milhões de euros) em assistência e empréstimos para os países africanos, nos próximos três anos, e um perdão da dívida para as nações mais pobres.

 Em Pequim, as autoridades guineenses e chinesas assinaram também três protocolos para a vinda de mais médicos chineses para Bissau, oferta de arroz e para um projeto agrícola.

 Segundo o Presidente guineense, o donativo de arroz tem o valor de três milhões de dólares (cerca de 2,5 milhões de euros) e o projeto agrícola ronda os 14 milhões de dólares (cerca de 12 milhões de euros).

 «É possível fazer muita coisa e em pouco tempo com a China, mas há um problema de organização», disse, mas salientou que a Guiné-Bissau não pode continuar dependente do apoio da comunidade internacional. ANG/Lusa