quarta-feira, 3 de março de 2021

            Covax/Distribuição equitativa da vacina em todo o mundo

Bissau, 03 Mar 21 (ANG) - A Covax faz parte do Acelerador ACT, a ferramenta criada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e parceiros internacionais para desenvolver recursos de combate à Covid-19, como testes, tratamentos e equipamentos de proteção.  

Segundo a  OMS  a iniciativa apoiou o esforço global mais rápido, coordenado e bem-sucedido da história para combater uma doença. 

O objetivo da Covax é assegurar a distribuição equitativa da vacina em todo o mundo. Este ano, ela quer fornecer até 2 bilhões de doses, principalmente a nações mais pobres, imunizando 27% dos cidadãos desses países. 

“Ninguém está seguro até que todos estejam seguros” é o que diz a OMS desde o início da crise de saúde. No entanto, os países mais ricos puderam comprar grandes quantidades de vacinas, garantindo o primeiro lugar da fila a seus próprios cidadãos.  

Uma situação que levou especialistas em direitos humanos da ONU a alertar contra o "acúmulo de vacina" ou “nacionalismo de vacinas”, insistindo que as doses devem estar disponíveis a todos. 

Lançada nos primeiros meses da pandemia, a Covax é financiada por países de alta renda e doadores privados, que arrecadaram mais de US$ 2 bilhões.  

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, em colaboração com a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, lidera a licitação e distribuição das doses.  

Cerca de 92 países de baixa e média rendas estão comprando vacinas com o apoio da Covax e espera-se que os cidadãos mais pobres sejam vacinados gratuitamente. 

Cerca de 80 economias de alta renda anunciaram que financiarão as vacinas com seus próprios orçamentos.  

No final de 2020, a OMS tinha assegurado a compra de quase 2 bilhões de doses de vacinas já aprovadas e ainda em desenvolvimento.  

Nem todas serão eficazes contra o vírus, mas a montagem de um reservatório tão grande significa que a agência pode dizer com segurança que a Covax distribuirá doses suficientes para proteger os trabalhadores de saúde e de assistência social em todos os países participantes até meados deste ano. 

Cerca de 1,2 milhão de doses da vacina Pfizer-BioNTech, que requer armazenamento em cadeia ultra-fria, devem ser entregues a 18 países no primeiro trimestre de 2021, de um total acordado de 40 milhões. 

Um lançamento muito maior, de cerca de 336 milhões de doses, chegará da vacina AstraZeneca-Oxford, que será despachado para quase todos os países participantes, do Afeganistão ao Zimbábue. 

No dia 24 de fevereiro, cerca de 600 mil doses da vacina AstraZeneca-Oxford, produzida sob licença na Índia, chegaram a Gana. A OMS saudou a notícia como um passo histórico em direção ao objetivo de garantir a distribuição equitativa de vacinas em todo o mundo.  

A remessa foi rapidamente seguida por mais de 500 mil doses da AstraZeneca-Oxford entregues à Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim. 

Essas remessas iniciais são parte de 90 milhões de doses enviadas para a África no primeiro semestre, apoiando a imunização de cerca de 3% das pessoas que mais precisam de proteção, como trabalhadores de saúde.  

Até o final de 2021, com a disponibilidade de mais vacinas e aumento da capacidade de produção, 600 milhões de doses serão entregues e cerca de 20% dos africanos serão imunizados. 

A Covid-19 tem causado um enorme dano humano matando mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo. Muitas mais foram hospitalizados e continuam sofrendo com consequências de longo prazo.  

Além disso, bilhões de vidas foram afetadas pelas restrições de viagens, confinamentos sociais e outras medidas para combater o vírus. Milhões de empregos desapareceram à medida que a economia global desacelerou e os serviços de saúde ficaram sobrecarregados, tornando mais difícil para os pacientes receber tratamento. 

As vacinas fornecidas pela Covax devem ajudar a reverter essas tendências e retornar o mundo à normalidade. 

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghrebeyesus, afirmou que Covax não é um esforço de caridade. Segundo ele, numa economia global altamente interconectada, vacinas eficazes, disponíveis em todos os países, são a maneira mais rápida de acabar com a pandemia, retomar a economia e garantir uma recuperação sustentável. 

Nas palavras do chefe da OMS, ou “afundamos ou nadamos juntos”. ANG/ONU NEWS

 

 

 

 

 

 Covid-19/Farmacêuticas devem acabar com pandemia em vez de ganhar mais dinheiro

Bissau, 03 Mar 21(ANG) – As farmacêuticas devem concentrar-se em a
cabar com a fase mais aguda da pandemia da covid-19 em vez de procurarem ganhar mais dinheiro com acordos bilaterais para venda de vacinas, defende o presidente da Aliança Global para as Vacinas, Durão Barroso.

“Os fabricantes devem comprometer-se a ajudar a acabar com a fase aguda da pandemia e isso significa trabalhar directamente com a [plataforma internacional de distribuição equitativa de vacinas] Covax em vez de buscar maiores ganhos financeiros por meio de acordos bilaterais”, considera Durão Barroso numa entrevista à agência Lusa feita por escrito.

O ex-primeiro-ministro português e ex-presidente da Comissão Europeia salienta que “este vírus não respeita fronteiras” e que o caminho para acabar com a pandemia que desencadeou “não é entrar em competição desenfreada entre uns e outros”, uma lógica que considera que deve valer também para os governos.

Questionado sobre a escassez de vacinas que afecta vários países por causa das limitações de produção, defende que o caminho para resolver o problema e apoiar os países em desenvolvimento é “investir na capacidade de manufactura nesses mesmos países e apoiar o seu fabrico por meio de acordos de transferência de tecnologia”.

Foi o que a plataforma Covax, liderada pela GAVI, Organização Mundial de Saúde e pela coligação CEPI fez ao assinar “dois acordos deste tipo com o Serum Institute of India”, que deram acesso a “potencialmente mais de mil milhões de doses de vacina”.

Sobre a possibilidade de levantamento de patentes para licenciar a produção de vacinas tal como acontece com os medicamentos genéricos, José Manuel Durão Barroso não vê que seja possível por se tratar de “um desafio muito difícil”.

“Além, obviamente, da grande divergência entre os interesses em jogo, [a abertura da propriedade intelectual para vacinas] não leva em consideração a complexidade do seu desenvolvimento científico e tecnológico, que geralmente envolve milhares de etapas e um grande ‘know-how’”, o que as torna diferentes dos medicamentos que podem ser fabricados por produtores de genéricos, argumenta.

É um processo que “vai bem além do mandato da GAVI” e cuja resolução estaria dependente dos governos do mundo, “o que já foi por vezes tentado no âmbito da Organização Mundial do Comércio, mas sempre sem nenhum resultado concreto”.

Durão Barroso lança outro alerta à indústria farmacêutica por causa das mutações do vírus: “parece cada vez mais claro que os fabricantes poderão ter que se ajustar à evolução viral, incluindo, potencialmente, o fornecimento de futuras doses de reforço”.

“Isso torna a necessidade de acesso equitativo às vacinas mais importante do que nunca, pois quanto mais tempo deixarmos o vírus espalhar-se sem controlo, maiores serão as oportunidades de ele sofrer mutações e de haver reinfecções e mesmo novos surtos da pandemia”, aponta o presidente da GAVI

Além disso, as mutações “podem diminuir a eficácia das vacinas já existentes”, salienta. ANG/Inforpress/Lusa

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

  
ANP
/Sessão parlamentar adiada devido aumento de casos de covid-19 no país

Bissau, 02 Mar 21 (ANG) – A segunda sessão ordinária da décima legislatura inicialmente marcada para  25 de Fevereiro foi adiada devido o aumento de casos de covid-19.

A informação foi avançada pelo Diretor do gabinete do Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Ansumane Sanhá .

Segundo Mané o adiamento da sessão se deve ao agravamento da situação sanitária provocado pelo aumento de mais casos de contaminação por Covid-19, no país.

que informou que, como a situação da pandemia está crítica no país, fez com que os órgãos competentes que intervêm no ato da convocatória da sessão reuniram e chegaram a conclusão de que não faz sentido iniciar a sessão tendo em conta a situação da pandemia.

“Os órgãos competentes, nomeadamente, a Mesa, Conferência dos Líderes e depois Comissão Permanente reuniram-se e tendo em conta a situação atual de covid com o gráfico a subir e com três variantes no país, nomeadamente a variante tradicional inicial, a britânica e a sul africana, e com tudo isso, entende-se que não era prudente realizar a sessão diante das recomendações do Alto Comissariado”, disse.

Sanhá disse ainda que com a renovação do estado de calamidade a ANP entendeu que deve dar um tempo para ver como vai evoluir a situação da doença.

Aquele responsável acrescentou que a data de 25 de Fevereiro, por outro lado,  coincidiu com a data de cerimónia fúnebre do deputado João Seidiba Sane que era um membro da mesa e 1º secretário.

Avançou que a ANP pretende convocar uma sessão extraordinária para o dia 11 do mês corrente e que tudo vai depender da evolução da pandemia, justificando que há pontos na agenda, nomeadamente, os acordos internacionais, convenções e tratados que a Guiné-Bissau assinou e que é preciso ratificar.

“A não ratificação desses documentos está a criar problemas ao país ao nível das organizações a que pertencem. Por isso, entendeu-se por bem convocar esta sessão extraordinária para o dia 11 deste mês, mas a sua realização na prática dependerá da situação do covid-19.Caso continuar a aumentar como está agora, não vai se realizar”, disse Sanhá.

Ansumane Sanhá referiu que a ANP  tomou algumas medidas para aliviar o risco de contaminação da doença, nomeadamente a colocação de recipientes de lavagem das mãos, do álcool e gel, uso obrigatório de máscaras e redução dos funcionários.

“Dividimos os dias de trabalho em dois grupos. 50% dos funcionários trabalham uma semana e outro descansa e vice-versa. Tudo isso é para poder reduzir a presença das pessoas em cumprimento das medidas de prevenção da covid”, explicou.

O aumento de casos de contaminação por covid-19 levou o chefe de Estado, por recomendação do Governo, a decretar novo Estado de calamidade, em vigor até finais de Março.ANG/DMG/ÂC//SG

 

 

terça-feira, 2 de março de 2021

Comunicação Social/”Tudo  pronto para 1ª Assembleia Geral da Confederação Nacional dos Jornalistas e Profissionais dos Media”, diz Presidente da Comissão organizadora 

Bissau, 02 Mar 21 (ANG) – O Eusébio Nunes, Presidente da Comissão Organizadora da 1ª Assembleia Geral da Confederação Nacional dos Jornalistas e Profissionais dos Media, afirmou hoje que tudo está pronto para a realização do evento no próximo sábado(6).

De acordo com Eusébio Nunes,  em coordenação com Alto comissariado de covid 19 a comissão já definiu tudo, tendo em conta as medidas sanitárias de prevenção da pandemia, e por isso decidiu-se credenciar apenas 20 delegados vindos de diferentes órgãos de comunicação social do país.

Nunes disse que a organização que será formalizada no dia seis, vai ser   uma  mais-valia para a classe dos Jornalistas e Profissionais dos Media,  ao contrário das suposições de algumas vozes contra a iniciativa.

Disse  que a comissão já dispõe de  uma lista com manifestações de  interesse em liderar a Confederação e um nome que ainda não formalizou a sua intenção, pelo que pode  haver duas listas a concorrer na assembleia-geral.

"Não criamos essa organização para fazer afronta à outras que já existem na classe dos jornalistas, mas sim criamo-la para ajudar como interlocutor, para solucionar os problemas existentes" disse Eusébio Nunes

Antes de se avançar para a realização da Assembleia Geral, segundo Eusébio Nunes,  uma equipa entabulou contatos com todas as organizações da classe com o objetivo de comunicar a ideia, e por isso, segundo Nunes,  conta-se com apoio e participação  de todas no ato.

Este responsável afirmou que um dos motivos- fortes da criação desta organização tem a ver com a condição precária em que os profissionais dos media operam ao longo dos anos e sem solução a vista.

Referiu que a única classe que não tem promoções e regalias no sistema é a classe da Comunicação social, ao contrário de outras classes, por exemplo, os juízes, que gozam de muitas regalias.

Eusébio Nunes exorta à todos os jornalistas e profissionais dos media a abraçarem este projeto para, em conjunto, dignificar a classe dos homens e mulheres da Media.  ANG/CP//SG

 

Pescas/Obras de construção de Porto de Pesca decorrem à “meio gás” devido a pandemia da covid-19

Bissau,02 Mar 21(ANG) – O director geral da Administração dos Portos de Pesca afirmou que as obras de construção da referida infraestrutura estão a decorrer à “meio gás”, há cerca de um ano, devido a pandemia de covid-19 que assola o mundo.

Anselmo Mendes, em entrevista concedida hoje à ANG, sobre o balanço das actividades levadas a cabo durante o ano passado, disse que devido a pandemia, as obras estão a decorrer num ritmo muito lento, podendo comprometer o prazo estipulado para a sua conclusão.

“O que nos deixa contudo esperançado é que as obras de construção do Porto de Pesca já foram retomadas, não obstante estarem a decorrer de forma parcial”, disse.

Anselmo Mendes referiu que actualmente estão em fase de acabamento dos trabalhos de construção do troço principal que dá acesso ao Porto, de construção do depósito de água, bem como da retoma  dos trabalhos de reabilitação da margem de protecção do cais numa distancia de 269 metros.

Aquele responsável disse que estão em andamento a construção da unidade de processamento e conservação de pescados e de um armazém de venda de materiais de pesca.

Admite que até  ao próximo ano as obras de construção das referidas infraestruturas serão concluídas.

As obras de construção do Porto de Pesca de Alto Bandim iniciaram em Novembro de 2018, ao cargo  de uma empresa chinesa, e são  orçadas em 26,5 milhões de dólares.

O director geral da Administração dos Portos de Pescas afirmou que , por sua iniciativa, estão a proceder a construção da segunda casa de arcas para a conservação do pescado, de forma a melhor responder as necessidades existentes actualmente.

Aquele responsável sustentou  que o acabamento desta casa de arcas do Porto de Pesca, vai aliviar as dificuldades de centenas de mulheres vendedeiras de pescado que necessitam de ter um espaço onde podem conservar os peixes, frisando que, as infraestruturas  que existem actualmente já não conseguem satisfazer as necessidades.

No que toca com a luta contra a pandemia da covid-19, Anselmo Mendes, disse que a Administração dos Portos desencadeou campanhas de sensibilização sobre a necessidade de todos lutarem  contra a pandemia, e que nesse quadro confecionaram recipientes para lixos, e  fizeram a aquisição de  um camião para a remoção de lixos.

Mendes sublinhou que, a Administração dos Portos já tinha decretado a lei do uso obrigatório de máscaras para todos os utentes, muito antes do Presidente da República decretar o estado de emergência, em Março do ano passado.

“Tomamos essa decisão porque desde cedo entendemos que, se não cuidemos do Porto de Pesca, local onde aglomera utentes de todos os bairros de Bissau,  será maior a   contaminação por convid-19”, disse.

Em termos de perspectivas, o Director-geral da Administração dos Portos de Pesca afirmou que têm em carteira a formação do pessoal sobretudo em matéria de segurança marítima e portuária. ANG/ÂC//SG

 

Comunicação Social/Sinjotecs considera de “infeliz” declarações do Presidente da República sobre  jornalistas

Bissau 02 Mar 21 (ANG) – A Presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs) disse  hoje que lamenta,  profundamente, e que qualifica de ”infeliz” as criticas  do Presidente da República em relação a atuação  de alguns profissionais da classe.

O Presidente da República, ao fazer o balanço de um ano de mandato, no passado dia 26 de Fevereiro criticou que alguns jornalistas são amadores, e andam a fazer “claques” nas rádios no lugar de se pautarem por um profissionalismo à exigência das necessidades do pais.

Sem citar nomes, Umaro Sissoco Embaló questionou as competências e experiências dos jornalistas que animaram o debate entre ele e o seu rival Domingos Simões Pereira, nas presidenciais do ano passado.

Indira Correia Baldé que falava hoje numa conferência de imprensa em reação as críticas do Presidente da República, considerou que as declarações de Sissoco Embaló só visam humilhar os jornalistas que conduziram o debate dos candidatos à segunda volta das presidenciais de Dezembro de 2019.

Reafirmou que será intransigente na luta do Sinjotecs em prol da promoção da liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau, frisando  que lamenta o facto de o Presidente da República não ser capaz de degerir satisfatóriamente, o processo pós-eleitoral, atribuindo sempre culpa aos jornalistas moderadores do debate da segunda volta das eleições presidenciais .

“Contudo, o Sinjotecs reconhece que nem tudo é mar de rosa no exercício da função dos jornalistas guineenses. Admitimos que pecamos pela vontade de fazer cada vez mais e melhor o nosso trabalho, em defesa do interesse público e descordamos que os jornalistas são os responsáveis de tudo isto”, disse.

Correia Baldé afirmou que, apesar de todas as adversidades, os jornalistas sempre estiveram na linha de frente para fazer face aos desafios nacionais, por isso, não pouparão esforços em lavrar instrumentos jurídicos e pedagógicos para melhorar as prestações dos profissionais de comunicação social.

Considerou que a direcção do Sinjotecs imbuída, como  sempre, do espirito pedagógico e conciliador, exorta o Presidente da República a ter o máximo respeito e consideração para com os jornalistas, em especial a Fátima Tchumá Camará e que deixe em paz o João Umpa Mendes.

Disse que, o papel do chefe de Estado é de garantir a unidade nacional e não dividir a classe jornalística para reinar.

“Vamos alertar o Presidente da República que a Guiné-Bissau é um país democrático, cuja liberdade de imprensa e de expressão constituem pilares essenciais. Alertar aos profissionais da comunicação social do país que o momento, mais do que nunca, exige a comunhão para fazer face aos desafios que a natureza sociopolítica nos impõe,  e instar ao Chefe de Estado a promulgação da lei da Carteira Profissional dos Jornalistas, para assim dar um valioso contributo à organização da classe”, referiu Correia Baldé.

O Sinjotecs  ainda diz ao  Umaro Sissoco Embaló que o seu papel não é de atribuir ou retirar licenças de funcionamento dos órgãos de comunicação social, mas sim ajudar a promoção do livre exercício jornalístico no país, como rege os princípios do Estado de Direito Democrático.

Falando do balanço do primeiro ano de mandato do chefe de Estado, em que participaram só  órgãos públicos, e um privado, ( Rádio África FM) Indira Correia Baldé disse que essa oportunidade devia ser aberta à todos os órgãos da comunicação social, sem exceção, e que, por assim não acontecer,  si
gnignifica  que “a liberdade de expressão e de imprensa está limitada na Guiné-Bissau” .

“E é uma situação que todos nós devemos ter em conta e lutar para que não volte a acontecer e se acontecer saber como reagir”, afirmou.

Aquela responsável acrescentou  que o sucedido é um sinal de que a liberdade de imprensa e o livre exercício do jornalismo estão ameaçados, e diz que essa decisão não ajuda ao Presidente da República nem à sua presidência.ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Reivindicação laboral/Funcionários do Ministério das Finanças exigem efetivação dos  estagiários com mais de 2 anos de serviço

Bissau, 02 mar 21 (ANG) – A denominada “Frente Sindical”, composta pelo Sindicato Nacional dos Funcionários dos Impostos da Guiné-Bissau (SNFI-GB) e o Sindicato Democrático dos Funcionários das Finanças exige a regularização definitiva da situação inerente ao vínculo laboral com os contratados e  estagiários dos impostos com o mínimo de 2 anos de serviço.

A exigência da Frente Sindical consta no Caderno Reivindicativo entregue esta segunda-feira ao patronato, à que a Agência de Noticias da Guiné teve acesso hoje, no qual ainda se exige  a celebração de  contrato de trabalho com  todos os trabalhadores  admitidos nos serviços de impostos há mais de dois anos.

Segundo o referido caderno, a Frente Sindical exige  que, em caso de vacatura de posto, que seja feito o recrutamento interno de funcionários  por via de concurso, considerando o número de funcionários previsto no Estatuto Orgânico em vigor na Direcção Geral de Contribuição e Impostos.

Exige ainda  o saneamento não só das irregularidades ligadas a admissão de pessoal à margem do regime jurídico relativo aos princípios gerais em matéria de emprego público, bem como a resolução imediata do conflito que opõe o pessoal de limpeza à empresa Gru. SA. ressalvando os direitos dos funcionários.

 A Frente pede ao patronato para promover cursos de formação de capacitação local aos funcionários, em matéria tributária fiscal e que lhe seja concedido um assento no Conselho de Administração  Fiscal-CAF da DGCI, em representação da classe trabalhadora.

A Frente Sindical exortou o patronato a proceder o controlo rigoroso do pessoal afecto as repartições regionais fiscais, através do Ministério da Função Pública.

No documento, a Frente  pede a aquisição de 03 autocarros para transporte do pessoal, bem como aquisição de  motorizadas e materiais informáticos para a DGCI e construção de um edifício de raiz que albergue todos os seus serviços.

Exige também  a equiparação dos salários dos funcionários da DGCI aos da Direcção Geral das Alfandegas,  aplicação do índice salarial constante do estatuto remuneratório da DGA e o  pagamento de retroativos da diferença decorrente da equiparação salarial.

A Frente sindical dos trabalhadores de Imposto e Ministérios das Finanças defende  a reposição de 10 por cento do prémio de cobrança das receitas arrecadadas e pede o fim  imediato da dedução da parcela de 0,75 por cento do prémio de cobrança, consignada a um Fundo Especial destinado a financiar despesas de funcionamento da DGCI. ANG/LPG/ÂC//SG

Desporto/Campeonatos de futebol de 1ª e 2ª divisão vão ser disputados em duas séries

Bissau, 02 Mar 21 (ANG) – O campeonato de futebol de primeira e segunda divisão vão ser disputados, este ano, em duas séries: A e B, determinou no último fim de semana a  Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) no âmbito de uma reunião.

A medida se enquadra no cumprimento das  exigências de prevenção impostas pelo Alto Comissário de Covid-19, e e visa, por outro lado, a redução dos custos das equipas relacionados as deslocações .

Ainda nessa reunião o sorteio ditou para o início da prova, o seguinte calendário de jogos: na  série “A” , Portos de Bissau/Sporting Clube de Guiné-Bissau, FC Sonaco/ Balantas de Mansoa, Sporting Clube de Bafata/FC de Cuntum, e em repouso fica o CDR de Gabu.

O mesmo critério será aplicado na seria “B”, que envolve os clubes regionais, devendo os encontros serem disputados localmente, na mesma área geográfica.

A FFGB revela que a abertura de próxima época desportiva será para breve, sem no entanto indicar uma data, devido a situação da Covid-19, no país.  ANG/LLA/ÂC//SG

França/Nicolas Sarkozy primeiro presidente de V república condenado à prisão efectiva

Bissau, 02 Mar 21 (ANG) - Nicolas Sarkozy, tornou-se o primeiro chefe de Estado francês a ser condenado à  uma pena  de  prisão efectiva por corrupção.

 O antigo presidente é objecto de uma decisão, sem precedentes na história da quinta república francesa. No entanto, Sarkozy não recebeu um mandado imediato de prisão.   

Com 66 anos de idade, Nicolas Sarkozy, condenado por corrupção no escândalo denominado "escutas telefónicas Bismuth"  torna-se  o  primeiro  presidente  da  história da quinta República francesa a ser sentenciado à  uma pena  de prisão efectiva.  

Sarkozy, que  exerceu o seu mandato presidencial entre 2007 e 2012, sucede na rúbrica judicial ao seu mentor  e  também antigo chefe de Estado, Jacques Chirac, que em Dezembro de 2011 foi condenado à uma pena suspensa de dois anos de prisão, por desvio de fundos públicos e abuso de bens públicos.

 Nicolas Sarkozy que, foi condenado à três anos de prisão, dos quais um efectivo, sempre negou ter cometido  qualquer infracção. Ele não reagiu quando foi pronunciado na tarde de segunda-feira, o veredicto da sua sentença.

 Os  juízes sentenciaram também o antigo alto magistrado, Gilbert Azibert, bem como Thierry Herzog, advogado de Nicolas Sarkozy, a uma pena idêntica de prisão. Herzog foi, igualmente, proibido de exercer a profissão durante cinco anos. 

O Tribunal Penal de Paris considerou  que  um "pacto de corrupção" tinha sido concluído entre os  três arguidos. Todavia, os  juízes não aplicaram todas as requisições solicitadas pelo departamento de assuntos financeiros do Ministério Público.

Foi no âmbito do escândalo conhecido pelo nome  de "Bygmalion" , que Nicolas Sarkozy tinha sido colocado sob escuta telefónica, em 2013.

A investigação do referido caso, ainda não julgado, prende-se com o financiamento da campanha de Sarkozy, para a eleição presidencial de 2007. 

Os juízes descobriram em 2013 que Nicolas Sarkozy utilizava uma  linha  telefónica secreta, sob o falso nome de   de "Paul Bismuth", para comunicar com o seu advogaxdo Thierry Herzog. Uma dezena de conversas entre o ex-presidente e o seu advogado, contendo  informações  privilegiadas foram gravadas pela justiça.

 As conversas levaram os magistrados a considerar, que o antigo chefe de Estado francês tornou-se culpado, ao prometer apoiar a candidatura de Gilbert Azibert para um cargo de prestígio em Mónaco, em troca de informações privilegiadas e até mesmo de influência sobre um recurso de revista que ele tinha solicitado.

 Esta primeira condenação de Nicolas Sarkozy ocorre numa altura em que o ex-presidente deverá comparecer diante dos juízes no dia 17 do corrente mês, no julgamente do caso dito "Bygmalion".

Nicolas Sarkozy, ainda muito popular no seio da direita francesa está indiciado em vários casos judiciais,  designadamente no que diz respeito às suspeitas de financiamento, pela Líbia, da sua campanha para a eleição presidencial de 2007. ANG/RFI

segunda-feira, 1 de março de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Covid-19/Alto Comissariado beneficia de nove ambulâncias para transportes de doentes da pandemia

Bissau, 01 Mar 21 (ANG) – O Alto Comissário para Covid-19, beneficiou de nove ambulâncias, equipados com materiais de emergência de qualidade, tais como ventiladores  e garrafas de oxigênio entre outros, adquiridos com o apoio financeiro do Banco Mundial e da União

Europeia.

No acto da recepção da referida ajuda, presenciado pelo Presidente da República, a Alta Comissária da Covid-19, disse  que as ambulâncias irão servir em todo o país para não só ajudar a salvar  vidas dos doentes da pandemia mas também de grávidas e vitimas de acidentes e de ataques cardíacos, entre outros casos de doenças.

Magda Robalo agradeceu ao Banco Mundial que doou sete ambulâncias bem como a União Europeia que disponibilizou as restantes duas, frisando que, os carros vão reforçar as autoridades sanitárias no combate a pandemia.

“Comprometemo-nos a assegurou que as ambulâncias serão usadas para os fins para que são destinados ou seja salvar  vidas e com uma inovação e numa perspectiva de sustentabilidade”, assegurou.

Aquela responsável disse que irão trabalhar para a efectivação de uma rede de ambulâncias que irão servir em todo o país e ajudar a salvar vidas dos doentes da covid-19 e não só.

Na ocasião, o chefe de Estado guineense Umaro Sissoco Embalo afirmou que a  Guiné-Bissau se encontra numa fase difícil de luta pela sobrevivência, onde a solidariedade e ajuda mútua se destacam para uma dinâmica do desenvolvimento económico   e social que  impõe  exigências e habilidades, cada vez mais complexas, na promoção de parcerias e acordos de cooperação dotados de capacidades e níveis de especialização diversificadas para corresponder aos desafios causados pela Covid-19.

“Efetivamente, os parceiros do desenvolvimento da Guiné-Bissau, têm vindo a cooperar na luta contra a pandemia de covid-19 no país”, enalteceu.

Por isso, considerou a aquisição de ambulâncias financiadas pela União Europeia e Banco Mundial, como uma valiosa contribuição aos esforços do governo no combate a covid.

Nesta perspectiva, Umaro Sissoco Embaló disse registar com satisfação, o peso e o papel da cooperação da UE e de outros parceiros, renovando o  compromisso de trabalhar para o fortalecimento contínuo das relações de amizade e de cooperação.

O Representante da Organização Mundial da Saúde em Bissau, Jean Marie Kipela disse que a aquisição das ambulâncias se enquadra numa estratégia de harmonização de fundos, coordenados pela OMS junto dos parceiros, com o objectivo de apoiar o governo da Guiné-Bissau na luta contra a covid-19.

Afirmou que as ambulâncias ora entregues estão equipadas com materiais de emergência de qualidade, tais como ventiladores e garrafas de oxigênios entre outros, estando ainda adaptadas para transportar  doentes com máxima segurança para os centros de saúde e hospitais.

Jean Marie Kiplela qualificou de vital o apoio para dar resposta as emergências e ao fortalecimento do sistema de saúde, devido ao aumento de casos de covid no país.

Neste sentido, disse que é imperioso o seu bom uso, sobretudo a sua manutenção para garantir a durabilidade dos bens oferecidos.

Para o representante do Banco Mundial na Guiné-Bissau, Amadou Oumar Bá, a referida contribuição representa uma  conjugação com o Governo dos esforços dos parceiros  na luta contra a pandemia de covid-19. 

Amadou Oumar Ba disse que as ambulâncias vão colmatar as dificuldades existentes em matéria de assistência aos doentes de covid e ao mesmo tempo de outros doentes graves.

Razão pela qual exortou as autoridades nacionais a instalação de um sistema de gestão profissional, transparente e eficaz para que as ambulâncias possam prestar bem o serviço para o qual foram adquiridos.

O Representante da Banco Mundial no país anunciou na ocasião a elaboração de um projeto de urgência de covid-19, sob a liderança da Alta Comissária, no valor de cinco milhões de dólares, para apoiar o Plano Nacional de Vacinação de covid-19 preparado pelo executivo guineense e que deverá ser aprovado até  ao mês de Abril deste ano.

A Embaixadora da União Europeia na Guiné-Bissau, Sónia Neto reconheceu o papel desempenho pelo Presidente guineense na luta contra a pandemia, ao colocar a sua magistratura de influência ao serviço  do mais nobre desígnio, o de proporcionar a população  melhores cuidados de saúde, apesar dos grandes desafios e adversidades.

Sónia Neto disse que, no quadro  ao projecto da União Europeia, denominado de “Strim”, executado pela OMS, a entrega destas ambulâncias tornou-se numa realidade, graças a sinergias de diferentes organizações internacionais.

O projecto Strim contribui para a implementação eficaz e atempada do plano de contingência nacional, através de apoio alargado ao pilar de  gestão de casos, fornecimentos de equipamentos, Salva-vidas e oxigênios. ANG/LPG/ÂC//SG

  

 

 

Infraestrutura rodoviária/ Presidente da Republica instrui ministro das Obras Públicas a concluir reabilitação da Rua Boé

Bissau, 01 mar 21 (ANG) – O Presidente da República da Guiné-Bissau instruiu ao ministro das Obras Públicas a prosseguir com obras de reabilitação da Rua Boé, permitindo a ligação com a recém inaugurada Rua Areolino Cruz.

Umaro Sissoco Embaló deu as referidas instruções durante a cerimonia da inauguração da Rua do Professor Areolino Lopes da Cruz, cujas obras de  requalificação foi financiada pelo deputado da nação, eleito  no circulo 24, Hussein Farhat.

O chefe de Estado pediu aos guineenses a seguir o exemplo do deputado e do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Biaguê Na Ntam, que financiou a construção de uma escola, pelas suas acções para o bem estar da comunidade.

Sissoco Embaló exortou aos moradores da zona a zelarem pela conservação e o bom uso do jardim construído nas artérias da Rua.

O deputado Hussein, eleito na lista do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC),  disse que o gesto é mais uma contribuição para o bem estar dos guineenses e para o desenvolvimento do país.

“A minha ideia de reabilitar a rua serviu para facilitar o  acesso aos alunos que frequentam os liceus naquela zona”, disse Hussein Farhat.

Aproveitou para exortar ao governo a investir mais nas infraestruturas para satisfazer as necessidades da população.

“Sou  deputado eleito na lista do PAIGC, mas não podemos pôr o partido acima dos interesses superiores do país. Por isso, enquanto eu tiver forças e meios, vou continuar a investir, apoiando a minha terra sem distinção partidária”, garantiu o deputado.

Afirmou que a Guiné-Bissau é um país viável e que, com  união, é possível alcançar o desenvolvimento. Por isso, aconselha as pessoas a deixarem de lado as guerras, que considera desnecessárias, para  apoiar o Chefe de Estado Guineesne para fazer avançar o país.ANG/LPG/ÂC//SG

 

OMC/Nigeriana Ngozi Okonjo-iweala assume hoje liderança da organização

Bissau, 01 Mar 21 (ANG) - A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala assume
a partir de hoje a liderança da Organização Mundial do Comércio (OMC), tornando-se a primeira mulher e a primeira africana neste cargo.

A OMC anunciou no passado dia 15 de Fevereiro a nomeação de Ngozi Okonjo-Iweala para directora-geral da organização, uma escolha feita por consenso.

"A Dra. Okonjo-Iweala vai tornar-se a primeira mulher e a primeira africana na liderança da OMC. Vai assumir funções no dia 01 de Março e o seu mandato, que pode ser renovado, expira em 31 de Agosto de 2025", referia a mensagem da organização de supervisão do comércio mundial.

Após a nomeação, Okonjo-Iweala, de 66 anos, divulgou um comunicado a defender um relançamento da OMC para a tornar uma instituição "forte" e apoiar a recuperação da economia mundial após a pandemia de covid-19.

"Uma OMC forte é essencial se quisermos recuperar completa e rapidamente dos estragos causados pela pandemia de covid-19. [...] A nossa organização enfrenta muitos desafios, mas se trabalharmos em conjunto, podemos tornar a OMC mais forte, mais ágil e mais adaptada às realidades actuais", declarou Okonjo-Iweala no comunicado.

Dias depois, em declarações à AFP, a nigeriana apontou como objectivos imediatos melhorar o acesso dos países pobres às vacinas contra a covid-19 e resistir às tendências proteccionistas para que o comércio livre possa contribuir para a recuperação económica.

A escolha da nigeriana para liderar a OMC - uma instituição que tem estado quase paralisada - já era esperada após a retirada da candidatura da ministra do Comércio sul-coreana, Yoo Myung-hee, a única que ainda disputava o cargo com Okonjo-Iweala.

Yoo Myung-hee desistiu depois de consultar os Estados Unidos, que eram o seu principal apoio durante a presidência de Donald Trump.

Após vários meses de impasse, a nova administração norte-americana liderada por Joe Biden preferiu levantar os obstáculos à nomeação de Ngozi Okonjo-Iweala.

O processo de escolha do sucessor do brasileiro Roberto Azevedo, que deixou o cargo um ano antes do fim do mandato, estava num impasse desde o Outono passado.

Ngozi Okonjo-Iweala foi por duas vezes ministra das Finanças da Nigéria e chefiou a diplomacia do país durante dois meses. Começou a sua carreira em 1982 no Banco Mundial, onde trabalhou durante 25 anos.

A nova líder da OMC nasceu em 1954 na Nigéria, mas passou grande parte da sua vida nos Estados Unidos, onde estudou em duas prestigiadas universidades, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e Harvard. ANG/Angop

Um ano de exercício presidencial/ PR promete desenclavamento da Guiné-Bissau

Bissau, 01 Mar 21 (ANG) -  Até ao fim deste ano vários pontos da Guiné-Bissau vão ser desenclavados em termos de circulação de pessoas e bens, anunciou no último fim de semana o Presidente da República.

Umaro Sissoco Embaló falava aos órgãos de comunicação social públicos em jeito de balanço dos 12 meses de  exercício presidencial completados no domingo.

“Senegal está a preparar para nós duas jangadas, a custo zero. Aguardamos outra de Portugal em reparação com custos que rondam cerca de um milhão  Euros. Com estas vamos desenclavar Tchetche(Leste) Farim(Norte) e Enchudé(Sul), disse o chefe de Estado.

Acrescentou que  uma grande jangada em Enchudé vai permitir o escoamento de produtos do Sul, tido como celeiro do país, para Bissau.

Referindo-se as suas intervenções em áreas sob dependência directa do Governo, Umaro Sissoco Emabló sustentou que o sistema  semipresidencialista adoptado pelo país é um “puro presidencialismo escondido”.

“Diz a Constituição que o Presidente da República pode presidir o conselho de ministro quando entender, pode presidir o Conselho de segurança quando entender..  e mais outras possibilidades. Quer dizer que  essas intervenções só dependem da personalidade do Presidente da República”, referiu.

O Chefe de Estado pediu, na ocasião, ao Governo para dialogar com os sindicatos para se evitar a greve de 30 dias convocada pela maior central sindical guineense, a UNTG.

Por outro pede ao executivo para ser firme quanto aos grevistas, no sentido de descontar no vencimento todos os que não trabalharem por estarem em greve.

Umaro Sissoco Embaló admite que a Guiné-Bissau está a subir no concerto das Nações, e promete tudo fazer para, depois da Covid-19, consolidar os ganhos que tem tido até aqui e trabalhar para que “todos os guineenses tenham o orgulho de voltar para o seu país”.

“O país já descolou, falta apenas a  consolidação”, disse o General do Exército e Comandante Supremo das Forças Armadas, que no passado 27 de Fevereiro assinalou o primeiro ano de mandato de cinco anos, conquistado nas presidenciais de 2019. ANG//SG

 

 

Birmânia/Forças da junta militar esmagam manifestações provocando mortes em várias cidades

Bissau, 01 Mar 21 (ANG) – A cidade de Rangun  e várias outras da Birmânia registaram  mais um domingo de  violência , tendo  as forças da junta militar reprimido manifestantes que respondiam ao apelo de um dia de greve geral.

Segundo várias fontes a repressão teria provocado entre 6 e 13 mortos no país.

Pelo menos 6 pessoas confirmadas mortas no domingo pelas forças de segurança que intervieram na capital e outras cidades de Birmânia para dispersar manifestantes apelados para assinalar um dia de greve geral.

Desde o golpe de Estado de há um mês a repressão deste domingo foi considerada a pior durante a qual houve igualmente imensos feridos e presos no seio dos grupos e movimentos pró-democracia.

O país está sacudido por uma onda de manifestações e uma campanha de desobediência civil desde o golpe de estado da junta militar que derrubou Aung San Suu Kyi a 1 de fevereiro.

Face às manifestações pacíficas, as forças da ordem e de segurança intensificaram o uso da força dispersando manifestantes recorrendo ao uso de gás lacrimogéneo, canhões de água, balas de borracha e mesmo balas reais.

O chefe da junta militar, general, Min Aung Hlaing, disse que houve apenas um uso da força mínima contra os manifestantes. Mas o facto é que desde o golpe, já houve pelo menos 11 mortos civis confirmados e 1 polícia.

Esta violência e repressão foi hoje condenada pelo Conselho dos direitos humanos da ONU, e também pelo Observatório dos direitos humanos.

Nos útimos dias, o representante da Birmânia na ONU denunciou  golpe militar na assembleia geral em Nova Iork, assim como os diplomatas dos Estados Unidos, da União europeia e da Organização da cooperação islâmica na sede da organização mundial das Nações Unidas. ANG/RFI