terça-feira, 6 de abril de 2021

Turquia/Erdogan diz que carta aberta de almirantes pressupõe "golpe de estado"

Bissau, 06 Abr 21 (ANG) - O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou hoje de forma virulenta um grupo de almirantes na reforma que criticaram o projecto de um novo canal em Istambul, ao considerar que a sua declaração pressupõe "um golpe de Estado político".

"O dever de almirantes na reforma consiste em não emitir declarações que subentendem um golpe de Estado político. Nenhum funcionário na reforma tem o direito de optar por semelhante caminho", declarou Erdogan durante um discurso em Ancara.

"Isto nada tem que ver com a liberdade de expressão. Num país cuja história está repleta de golpes, isto é inaceitável", acrescentou Erdogan.

O chefe de Estado turco pronunciava-se após uma reunião na Presidência com altos responsáveis turcos, relacionada com uma carta aberta publicada no fim-de-semana por 104 antigos almirantes e em que alertam contra a ameaça que na sua perspectiva poderá representar o projecto do "Canal Istambul" apoiado por Erdogan, que poderá colidir com um tratado que garante a livre circulação pelo estreito do Bósforo.

Erdogan considerou a carta de "perversa", ao afirmar que na Turquia "os golpes de Estado ocorreram sempre após semelhantes declarações".

O Governo argumenta que o Canal Istambul permitirá fornecer à grande metrópole um novo polo de atracção, e ainda aliviar a circulação marítima no Bósforo, um dos estreitos mais congestionados do mundo.

Os opositores argumentam que, para além do impacto ambiental, o projecto poderá comprometer a Convenção de Montreux, estabelecida em 1936 e que garante livre passagem nos estreitos do Bósforo e dos Dardanelos, em tempo de paz ou de guerra.

No entanto, o tratado impõe restrições à passagem pelos estreitos turcos de navios de guerra que não pertençam aos países ribeirinhos do mar Negro.

De acordo com diversos observadores, citados pela agência noticiosa AFP, um eventual questionamento do tratado através da construção do Canal Istambul poderá facilitar o acesso ao mar Negro de navios de guerra norte-americanos, que a Rússia encara com particular apreensão.

"A ligação feita (pelos almirantes) entre o Canal Istambul e a Convenção de Montreux é totalmente falsa", afirmou Erdogan.

"Não temos a intenção de abandonar (o projecto). Caso se sinta essa necessidade no futuro, poderemos alterar qualquer convenção para que o nosso país siga em frente", acrescentou.

"Consideramos importantes as vantagens que Montreux oferece ao nosso país, e permanecermos associados a este acordo até encontrarmos melhores oportunidades", assegurou ainda.

Dos 104 almirantes assinaram a carta aberta, dez foram hoje colocados em prisão preventiva.ANG/Angop

 

     Covid-19/ Presidente da Republica pede população para tomar a vacina

Bissau, 06 Abr 21 (ANG) – O Presidente da Republica, Umaro Sissoco Embaló  pediu no último  fim de semana a população para tomar a vacina, a fi de ganhar mais imunidade  contra os vírus da covid-19.

Sissoco Embaló em declarações à imprensa após ter recebido a primeira dose da vacina contra a Covid-19, que marcou o lançamento oficial da Campanha de vacinação contra a pandemia  na Guiné-Bissau, disse que  foi vacinou  para dar exemplo,  motivar e incentivar a população a fazerem  o mesmo.

“ Há uma desinformação sobre essa vacina e por isso tenho que dar exemplo como Presidente, exemplo que também é uma  forma de incentivar a população a tomar a vacina”, afirmou Sissoco Embalo.

Disse que há pessoas de risco e pensa que a estratégia que a Alta comissaria está a utilizar é de vacinar as pessoa idosas ou seja as mais expostas a contaminação por  covid, nomeadamente nos setores da saúde, segurança e defesa.  

A campanha de vacinação prosseguiu não só nos centros de saúde como também em diferentes bairros de Bissau, assegurada por brigadas médicas criadas para o efeito.ANG/LPG//SG

 

 Covid-19/África com mais 235 mortos e 9.695 infectados nas últimas 24 horas

Bissau,  06 Abr 21 (ANG) – África registou mais 235 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, para um total de 114.083 desde o início da pandemia, e 9.695 novos casos de infecção, segundo os dados oficiais mais recentes no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infectados nos 55 Estados-membros da organização é de 4.280.598 e o de recuperados da doença nas últimas 24 horas é de 33.269, para um total de 3.846.126 desde o início da pandemia.

A África Austral continua a ser região mais afectada, registando hoje 1.917.633 infectados e 60.329 mortos associados ao contágio com a doença. Nesta região, a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.552.416 casos e 52.995 mortes.

O Norte de África é a segunda zona mais atingida, com 1.264.562 infectados e 36.392 vítimas mortais.

A África Oriental contabiliza 521.962 infecções e 9.364 mortos, enquanto na África Ocidental o número de infecções é de 438.628 e o de mortes ascende a 5.763. A África Central contabiliza 137.813 casos de infecção e 2.235 óbitos.

O Egipto, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 12.210 mortes e 205.732 infectados, seguindo-se a Tunísia, que ultrapassou Marrocos, com 8.993 óbitos e 261.177 casos. Marrocos regista 498.329 casos de infecção, mas um número de óbitos inferior ao registo tunisino, de 8.857 mortes associadas à covid-19.

Entre os países mais afectados estão também a Argélia, com 3.108 mortos e 117.647 infectados, e a Etiópia, com 3.000 vítimas mortais e 217.327 infecções.

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Moçambique regista 782 mortes e 68.227 casos, seguindo-se Angola (543 óbitos e 22.717 casos de infecção), Cabo Verde (173 mortos e 17.939 casos), Guiné Equatorial (104 óbitos e 7.059 casos), Guiné-Bissau (66 mortos e 3.662 casos) e São Tomé e Príncipe (35 mortos e 2.244 casos).

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egipto, em 14 de Fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infecção, em 28 de Fevereiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.853.908 mortos no mundo, resultantes de mais de 131,2 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Obituário/Presidência da República endereça condolências à comunidade católica pela morte do Bispo da Diocese de Bafatá

Bissau, 01 abr 21 (ANG) – A Presidência da República apresentou a sua condolências à comunidade católica guineense pela morte, quarta-feira, do 1º Bispo da Diocese de Bafatá, Dom Pedro Carlos Zilli.

A reação consta numa nota de condolência enviada à comunidade católica guineense à que a ANG teve acesso hoje, na qual o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló disse que foi com consternação que tomou o conhecimento da triste notícia do falecimento de Dom Pedro Carlos Zilli, Bispo de Bafatá.

Acrescentou que neste momento de pesar, em nome do Presidente da República e do Povo guineense, junta-se à comunidade católica guineense que está de luto para manifestar a solidariedade por esta “grande perda”.

“Apresento as nossas mais sentidas condolências à Igreja Católica, à toda a comunidade católica guineense e à família daquele que, como alto dignitário da Igreja Católica, distinguiu-se sempre pela sua ação em prol da reconciliação nacional entre os guineenses e pelo diálogo inter-religioso que tanto acarinhou”, frisou. 

O Presidente da República, segundo a mesma nota, disse estar plenamente convencido de que, D. Pedro Zilli, bispo da Diocese de Bafatá, deixa memórias de dedicação e de que os guineenses vão saber honrar a sua memória, promovendo e reforçando o seu espírito de diálogo, de reconciliação e de oração para que Deus abençoe a Guiné-Bissau. 

“Pedimos a Deus Todo-Poderoso, Clemente e Misericordioso para que a sua alma descanse em paz”, concluiu.

Dom Pedro Carlos Zilli nascido a 7 de outubro de 1954 em Santa Cruz do Rio Pardo, no Brasil, a sua 1ª missão após a sua ordenação sacerdotal a 5 de janeiro de 1985 foi na Missão de Bafatá e foi igualmente o 1º Bispo da Diocese de Bafatá eleito no dia 13 de Março de 2001 , função que desempenhou até à data da sua morte.

O Bispo Zili era  membro do pontifício Instituto Missões Estrangeiros (PIME), e Presidente do Conselho de Administração da Rádio Sol Mansi.

O missionário brasileiro estava internado no Hospital de Cumura há duas semanas por testar positivo da Covid-19. ANG/DMG/ÂC//SG

                 
              Covid-19
/ Campanha de vacinação  inicia sexta-feira no país

Bissau, 01 abr 21 (ANG) – O Alto Comissariado inicia amanhã,  2 de Abril, a campanha de vacinação contra a covid-19 no país com envolvimento de 270 técnicos pré-selecionados para o efeito.

A informação foi avançada  quarta-feira pela Alta Comissária para covid-19, Magda Robalo, durante um encontro de Alto Nível sobre a campanha de vacinação entre as autoridades sanitárias da Guiné-Bissau e parceiros internacionais.

Aquela responsável disse que a vacinação começa na sexta-feira, dia 2 e  que no dia 3,  sábado far-se-á  o lançamento oficial da campanha com a vacinação do Presidente da Republica, Umaro Sissoco Embaló.

A Alta Comissária informou que  a vacinação vai ser ministrada nos hospitais e centros de saúde, por isso pede as pessoas pertencentes ao grupo alvo ou de risco para se deslocarem para uma estrutura sanitária mais próxima da sua área de residência para se vacinar.

“Nesta primeira fase, a vacinação vai ser focalizada no Sector Autónimo de Bissau e região de Biombo, por serem o epicentro da pandemia e a  vacina não será aplicada as mulheres grávidas e crianças”, esclareceu Magda Robalo.

Disse esperar uma grande adesão popular à campanha que se vai iniciar  e que  os guineenses se mobilizem para vacinar, sobretudo aqueles que são o grupo alvo, ou seja maiores de 18 anos e profissionais de saúde, bem como pessoas com problemas cardíacos, tensão arterial, viventes com VIH/ SIDA e outros profissionais.

Nesta primeira fase, de acordo com a Magda Robalo,  vão ser dadas maior atenção  aos profissionais de saúde e pessoas de risco que se quiserem vacinar

Disse que dispõe de 12 mil doses de vacinas, que na sua opinião não chega nem sequer à 3 por cento das necessidades, frisando contudo que é o começo.

“Como sabem esta questão de vacina, também está a decorrer noutros países, onde começaram  com um número pequeno e a medida que as vacinas são disponibilizadas  vão continuar a vacinar”, explicou.

Instado sobre a segunda dose, a Alta Comissária disse que as pessoas vão tomar agora a primeira dose e tem a segunda dose entre oito à doze semanas ou seja entre dois a três meses depois de  receberem 1ª  dose.

“Portanto as pessoas vão receber uma cartão com a data em que cada um deve tomar a segunda dose”, disse.

Magda Robalo, desafiou os orgãos da comunicação social, a promover debates sobre a pandemia no país.

O ministro da Saúde Pública, António Deuna disse que nem todos os técnicos de saúde  vão participar na campanha de vacinação.

Por isso, conforme o governante, foram selecionados 270 técnicos de saúde, que receberam  formação para participarem na campanha de vacinação.

“Somente vão participar no processo de vacinação, os técnicos que receberam formação para vacinar a população”, explicou o ministro Deuna.

Perguntado sobre como lidar com eventuais  efeitos colaterais da vacina, respondeu que, existem técnicos capazes e preparados para lidar com essa situação, caso aconteça.

O  representante do Banco Mundial,  Mamadou Oumar Bá exortou igualmente ao povo guineense a participar massivamente na campanha de vacinação, porque, segundo ele, a vacina é a” única forma de se salvar desta doença”.

O representante da Organização Mundial da Saúde, Jean Marie Kipela considerou a vacinação como a principal e  única arma disponível de momento, para combater a covid-19, por isso exorta os guineenses a participarem no processo de vacinação.

Instado a falar sobre a credibilidade da vacina Astrazeneca, que terá estado na origem de muitas mortes, Jean Kipela disse que a Guiné-Bissau nunca vai aceitar a aplicação de uma vacina ineficaz e que não seja  aprovada pela OMS.

Afirmou que a vacina astrazeneca é segura, porque de acordo com avaliação feita pelos peritos da OMS e da União Europeia, ficou confirmada a sua eficácia em 67 por cento, e que  torna mais eficaz quando a pessoa receber a segunda dose.

“Por isso, a OMS recomendou o seu uso para  reduzir o número de mortos e de casos mais graves da covidd-19”, afirmou.

Em relação a vacina Chinesa e da Rússia, Jean Marie Kipela disse que está em curso a avaliação das duas vacinas pelos peritos da OMS,  para depois poderem integrar a  lista de emergências de vacinas homologadas pela organização. ANG/LPG/ÂC//SG  

                 
             Covid-19
/”Vacinas chinesas são "eficazes", diz OMS

Bissau, 01 Abr 21 (ANG) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou,  quarta-feira, que as vacinas chinesas Sinopharm e Sinovac são "eficazes" contra a Covid-19.

O Grupo Estratégico de Aconselhamento considerou que os referidos fabricantes de vacinas apresentaram dados que indicam níveis de eficácia compatíveis com os exigidos.

"As informações que as empresas partilharam publicamente na reunião, na semana passada, indicam claramente que eles têm níveis de eficácia que seriam compatíveis com os requisitos que a OMS solicitou para esta vacina", indicou o diretor Alejandro Cravioto, citado pela Reuters.

Isso significa, explicou ainda o responsável, "cerca de 50 por cento (eficácia) e de preferência perto ou acima de 70 por cento. Eles têm todos os dados de segurança para mostrar que esta vacina não causaria nenhum dano em humanos quando usada". 

Recorde-se que a porta-voz da OMS, Margaret Harris, afirmou, no início deste mês, que as vacinas chinesas poderiam entrar "brevemente" na lista de autorizações.

A farmacêutica chinesa Sinovac Biotech Ltd está também a desenvolver uma vacina para a nova variante de Covid-19 encontrada no Brasil. ANG/Angop

     
Covid-19
/ Guiné-Bissau regista mais dois óbitos causados pela pandemia  

Bissau, 01 abr 21 (ANG) – A Guiné-Bissau  registou mais dois óbitos causados pela pandemia da covid- 19, elevando o número de mortos para 63,  os dados anteriores indicavam um total de 61 mortes por covid-19.

Segundo os  dados de Boletim Diário do Comissariado para Covid-19 divulgados quarta-feira(31) e à que a Agência de Noticias da Guiné teve acesso hoje, cinco  pessoas foram   internadas devido a covid-19, mas mesmo assim o número de internados desceu  de 16 para 9 comparativamente aos dados da semana anterior.

De acordo com o Alto Comissariado,  22 pessoas foram dados como recuperadas, aumentando para o total acumulado de 2.972 recuperadas.

O documento aponta que existe  três  novos  casos activos no país e que foram testados mais 163 indivíduos.

“O número de casos activos na Guiné-Bissau também reduziu de 630 para 609 e o de testados subiu de 58.478 para 58.641”, indica o Alto Comissariado para covid-19. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Covid-19/OMS diz que são necessárias novas restrições para combater pandemia

Bissau, 01 Abr 21 (ANG) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveu hoje como "necessárias" novas restrições na Europa devido ao crescente número de casos do SARS-CoV-2, ao avanço da variante britânica e ao aumento da mobilidade pela semana da Páscoa.

"A situação na região é agora mais preocupante do que vimos em vários meses", disse a directora regional da OMS para Emergências na Europa, Dorit Nitzan.

"Muitos países estão a introduzir novas medidas (de combate à pandemia) que são necessárias e todos devem segui-las tanto quanto possível", acrescentou Nitzan.

Em sua opinião, também existem “riscos associados” ao “aumento da mobilidade” e às reuniões nestes feriados da Páscoa.

Numa nota, do seu escritório europeu, a OMS também chamou de “inaceitavelmente” lento o ritmo da campanha de vacinação no continente.

De acordo com dados da OMS, na semana passada foram registados 1,6 milhão de novos casos e quase 24 mil mortes no continente, em comparação com menos de um milhão de há cinco semanas.

Um total de 27 países europeus aplicam actualmente restrições de intensidade variável, dos quais 21 impuseram recolher obrigatório. Nas últimas duas semanas, 23 Estados endureceram as medidas para conter a propagação da pandemia, enquanto 13 abrandaram as restrições.

Segundo o director regional da OMS para a Europa, Hans Henri Kluge, "agora não é hora de relaxar".

"Não podemos ignorar o perigo. Todos temos que fazer sacrifícios, não podemos permitir que a exaustão nos derrote. Devemos continuar a conter o vírus", disse Kluge.

Na sua opinião, na situação actual, a “acção rápida” e a implementação de “medidas sociais e de saúde pública” são necessárias até que avance a campanha de vacinação.

A OMS considerou que os encerramentos da vida pública e da actividade económica deveriam ser usados "enquanto a doença exceder a capacidade dos serviços de saúde para cuidar adequadamente dos pacientes e para acelerar a provisão dos sistemas de saúde locais e nacionais".

A OMS acrescentou que os casos estão a aumentar em todas as faixas etárias, excepto naqueles com mais de 80 anos, que em sua opinião mostram "os primeiros sinais do impacto da vacinação".

A Europa é a segunda região com mais casos do novo coronavírus. O número total de positivos gira em torno de 45 milhões e o número de mortos é próximo a um milhão, segundo dados da OMS.

Um total de cinquenta países da região já indicaram que a variante B.1.1.7, inicialmente detectada no Reino Unido, é a que predomina em seus territórios.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2,8 milhões de mortos no mundo, resultantes de mais de 128,1 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.ANG/Angop

 

Agricultura/Empresa “West African” pretende comprar produtos agrícolas da Guiné-Bissau  

Bissau,01 Abr 21(ANG) – A empresa multinacional espanhola “West African”, que opera nos domínios de Agricultura e Pescas pretende comprar  produtos agrícolas

da Guiné-Bissau principalmente a mancara e O milho.

Para o efeito, esta empresa com sede na Gâmbia assinou na quarta-feira, um contrato com a Cooperativa guineense denominada “Nhainto Ntchan”, para adquirir esses produtos, projetando começar a produzir e transformá-los localmente.

Após a assinatura de acordo, o Diretor Executivo da West African, Francisco Xavier Lozana afirmou que a Guiné-Bissau é um país potencialmente rico em agricultura, com 51 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) dependente da  agricultura, embora, apenas cerca de 25 por cento de terras aráveis são cultivadas.

“Esse projecto tem outras componentes, que é criação de emprego, trabalhar com pessoas deportadas de outros países, integração das mulheres, formação agrícola e outras componentes necessárias, para a boa produção agrícola e sistema de rega”, sublinhou.

Por seu lado, o Coordenador da Cooperativa “Nhainto Ntchan” no país, Fode Djassi, disse acreditar que, com a assinatura desse contrato estarão em condições de produzir mais mancara, milho, óleo de palma e outros produtos, para que a multinacional espanhola tenha a quantidade que no futuro queira comprar.

“Não falta à Guiné-Bissau competências e experiências, falta sim materiais agrícolas para fazer uma produção alargada que pudesse abastecer o mercado nacional e internacional e reduzir, bastante, a fome e  mudar a vida dos camponeses”, afirmou Fodé Djassi.

Por sua vez, Alanso Fati, Coordenador da Rede das Organizações Camponesas e Produtores Agrícolas da África Ocidental(ROPA),  manifestou a sua satisfação pelo acordo  assinado visando a compra dos produtos agrícolas da Guiné-Bissau.

“Se os nossos camponeses estão a produzir localmente e não têm meios para evacuarem os excedentes da produção isso lhes desencoraja e provoca a fome”, salientou Fati. ANG/ÂC//SG 

 

 


Moçambique
/CPLP está a sensibilizar a comunidade internacional para reforço da cooperação

Bissau, 01 Abr 21 (ANG) – O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) disse quarta-feira que a organização está a “fazer o que Moçambique pediu”, procurando sensibilizar a comunidade internacional para o problema de Cabo Delgado e a necessidade de reforço da cooperação.

“Estamos a fazer o que Moçambique nos pede e pediu, que é a envidar esforços, de forma a sensibilizar, por um lado, os órgãos públicos dos estados-membros para a necessidade de reforçarem ainda mais a sua colaboração bilateral com Moçambique nas áreas prioritárias, em função da natureza dos ataques. Depois a sensibilizar também a própria comunidade internacional para aquilo que se está a passar” em Cabo Delgado, afirmou em declarações à Lusa o embaixador Francisco Ribeiro Telles.

Neste contexto, o diplomata, que falava à Lusa, após uma reunião com parlamentares socialistas, na qual um dos assuntos em debate foram os ataques em Cabo Delgado, adiantou: “ainda hoje falei com a União Europeia para trocarmos impressões sobre o que a UE está a fazer. E conto fazê-lo também, nos próximos tempos, com a União Africana, a SADC [Comunidade de Desenvolvimento da África Austral] e as Nações Unidas”.

Segundo Ribeiro Telles, a União Europeia deu-lhe conta do que está previsto, “e que obviamente está de acordo com o que a presidência [do Conselho Europeu] portuguesa tem transmitido sobre o assunto”.

“Vai haver um reforço da ajuda humanitária, vai haver um reforço da ajuda ao desenvolvimento e, possivelmente, na sequência daquilo que Portugal já anunciou, na formação de forças especiais de Moçambique, também a União Europeia irá actuar nesse sentido”, acrescentou.

Os parlamentares socialistas da Comissão de Negócios Estrangeiros manifestaram hoje ao secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “preocupação” com a situação de violência no norte de Moçambique e com os “direitos humanos na Guiné-Bissau”.

Segundo um comunicado enviado à Lusa, após o encontro com o Embaixador Francisco Ribeiro Telles, os deputados socialistas afirmam que “manifestaram a sua preocupação com algumas notícias que evidenciam atropelos aos direitos humanos e ao Estado de Direito” na Guiné-Bissau.

“Falamos sobre a Guiné-Bissau, tomei nota do que me foi transmitido e, obviamente que não deixarei de reportar, no seu devido lugar, isto é, no Comité de Concertação Permanente [reunião de embaixadores em Lisboa dos nove Estados-membros da CPLP], a audiência que tive com grupo parlamentar do PS, não apenas em relação à Guiné-Bissau, mas em relação aquilo que me foi questionado”.

Ribeiro Telles admitiu, porém que lhe falaram da “questão dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau”.

Na nota emitida após o encontro com o secretário Executivo da CPLP, os socialistas adiantam que manifestaram igualmente “preocupação com a situação no norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado, onde os ataques frequentes têm criado uma enorme devastação e feito aumentar o número de deslocados, que já rondam actualmente os 700 mil”.

Na reunião foram abordados ainda alguns dos temas que farão parte “da próxima Cimeira de Luanda, prevista para 17 de Julho, particularmente sobre a aprovação do acordo de mobilidade no espaço da CPLP, que poderá ocorrer com base num modelo de cooperações reforçadas, a exemplo do que existe na União Europeia”, adiantam no comunicado.

A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, é desde há cerca de três anos alvo de ataques terroristas e o último aconteceu no passado dia 24, em Palma, em que dezenas de civis foram mortos, segundo o Ministério da Defesa moçambicano.

A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados, segundo agências da ONU, e mais de duas mil mortes, segundo uma contabilidade feita pela Lusa.

O movimento terrorista Estado Islâmico reivindicou na segunda-feira o controlo da vila de Palma, junto à fronteira com a Tanzânia e a cerca de 25 quilómetros do projecto de gás natural da multinacional Total.

A CPLP integra os seguintes Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Covid-19/PAIGC doa 100 máscaras facial aos órgãos de comunicação social públicos e privados do país

Bissau, 01 Abr 21 (ANG) - O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), promete doar 100 máscaras facial a cada órgão público e privado de comunicação social do país ,no quadro da  luta contra o novo coronaviros no país,

A  informação consta no comunicado à imprensa emitido quarta-feira  e que dá conta de que o Secretariado Nacional do PAIGC, já tinha doado 20.000 máscaras ao Alto Comissariado para a Covid-19, tendo como destinatários, as pessoas carenciadas.

O mesmo comunicado acrescenta que "4.000" máscaras também foram oferecidas aos "oito" Presidentes da Comissão Política do PAIGC nas regiões, e 6.000 máscaras para os Presidentes das Comissões  Política do Sector Autónomo de Bissau.

"Totalizam assim 38.000 máscaras facial oferecidas, pelo PAIGC no âmbito um plano de distribuição às escolas, hospitais, mercados, e outros locais públicos e privados do país", lê-se no comunicado.

O Secretariado Nacional do "PAIGC" apela aos respetivos beneficiários a utilização das mesmas, e , por outro lado,
o partido renova a sua chamada de atenção sobre o perigo e os riscos que a Covid-19 representa para a vida humana. ANG/LLA/ÂC//SG

       Costa do Marfim/TPI absolveu Laurent Gbagbo e Charles Blé Goudé

Bissau, 01 Abr 21 (ANG) - O Tribunal Penal Internacional confirmou  quarta-feira, 31 de abril a absolvição pronunciada em janeiro de 2019 de Laurent Gbagbo, Presidente da Costa do Marfim entre 2000 e 2010,e do ex-líder dos Jovens Patriotas Charles Blé Goudé.

Os dois foram considerados não culpados de crimes contra a humanidade e de crimes de guerra, perpetrados entre 2010 e 2011, durante a violência pós-eleitoral que assolou a Costa do Marfim e causou mais de 3.000 mortos, depois de Laurent Gbagbo recusar aceitar a vitória de Alassane Ouattara.

Esta decisão, que reitera a precedente de 2019, deve-se ao facto de os juízes terem considerado que as provas das acusações eram insuficientes e que não tinha havido erros de procedimento como alegado, o que abre a via ao regresso à Costa do Marfim de Laurent Gbagbo, após uma década de ausência.

Sorrindo o antigo Presidente aplaudiu a decisão do tribunal de recurso do TPI e ergueu os polegares em sinal de vitória.

Os juízes rejeitaram o recurso interposto em setembro de 2019 pela então procuradora do TPI, a gambiana Fatou Bensousa,contra a decisão em primeira instância que em janeiro de 2019 absolveu Laurent Gbagbo e Charles Blé Goudé, que sempre clamaram a sua inocência.

Laurent Gbagbo e Charles Blé Goudé podem pois regressar à Costa do Marfim, mas de momento foram reconduzidos às suas residências respectivamente na Bélgica e Holanda.

Laurent Gbagbo ainda não se pronunciou, mas Charles Blé Goudé afirmou "penso que nos próximos dias terei tempo para me dirigir amplamente aos marfinenses, aos africanos e a todo o mundo, mas tenho uma única palavra na boca reúnam os marfinenses".

Segundo a advogada de Laurent Gbagbo, desde a sua absolvição em 2019 ele possui dois passaportes marfinenses, um normal e um diplomático pelo que nada o impede de regressar à Costa do Marfim, desejo que ele manifestou em dezembro último. ANG/RFI

 

quarta-feira, 31 de março de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Desporto/”Nova época desportiva arranca quinta-feira”, anuncia vice Presidente da FFGB 

Bissau, 31 Mar 21 (ANG) – A nova época desportiva na Guiné-Bissau vai arrancar amanhã(01/04), anunciou hoje o membro do Comité Executivo e um dos vice presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau.

Em entrevista exclusiva à ANG, Bonifàcio Malam Sanhá  revelou que para amanhã, quinta-feira, está prevista apenas a cerimónia oficial de abertura da época desportiva no país.

Sanhá disse  que a abertura da época desportiva  vai ser assinalada com a realização de um torneio, denominado Taça da Guiné-Bissau, para permitir aos clubes da primeira, segunda divisão e de futebol provincial, realizarem jogos que vão servir de pré-época.

Acrescentou que, depois arrancará o campeonato nacional " que também será disputado entre as equipas da mesma zona, divididas para a disputa do campeonato nacional, de forma a poderem cumprir  as exigências impostas pelo Alto Comissariado da Covid-19, para se evitar a aglomeração das pessoas nos estádios.

Quanto ao arranque propriamente dito das competições  do campeonato nacional de futebol da primeira e segunda liga guineense,  Bonifácio Sanhá disse que está agendada para o dia 09  de Abril.

Referiu   que desde o mês de janeiro que a FFGB anunciou oficialmente a sua  abertura, mas que não foi possível porque o governo, na altura, ordenou a suspensão de todas as actividades no país, devido ao aumento de números de casos de Covid-19..

Informou que quanto ao arranque da competição desportiva, todas as condições já foram criadas por parte da "FFGB" e que permitirão aos clubes  iniciarem a prova.

Questionado sobre se a FFGB criou condições para que algumas partidas de campeonato deste ano possam ser disputadas no período da noite,  Bonifácio Malam Sanhá disse que a Federação está à trabalhar neste sentido com uma empresa Portuguesa que opera no país.

Acrescenta, a propósito, que,   enquanto  não for fechado um acordo com essa empresa as provas serão realizadas no período
da tarde, como habitualmente. ANG/LLA/ÂC//SG

 

Moçambique/ “Intervenção internacional é inevitável para recuperar palma” diz  consultora

Bissau, 31 Mar 21 (ANG) - A consultora NKC African Economics considerou hoje que uma intervenção internacional é inevitável no norte de Moçambique e salientou que o ataque da semana passada "foi estratégico" porque impede os trabalhos no megaprojecto de gás.

"O ataque a Palma foi um ataque estratégico, tendo em conta a proximidade com as operações da Total, e o 'timing' pode ter tido a ver com a decisão de recomeçar os trabalhos", escreveu o analista Zaynab Mohamed numa nota enviada aos clientes, e a que a Lusa teve acesso.

No comentário à violência que se vive na região, Zaynab Mohamed acrescentou que "vai ser necessária uma intervenção internacional para recuperar o controlo e atingir a estabilidade na região", já que a única estrada que pode levar mantimentos até à zona do megaprojeto de transformação do gás é controlada pelos terroristas.

"Devido à falta de desenvolvimento na área, só há uma estrada pavimentada para Palma, que alegadamente está sob o controlo dos insurgentes há várias semanas; se os militantes conseguirem manter o controlo de Palma também, isso tornará praticamente impossível que os trabalhadores do projecto tenham acesso a mantimentos via terra", escreveu o analista.

Para Zaynab Mohamed, "a crise de segurança em Cabo Delgado está a tornar-se mais séria, porque os grupos armados presentes na região, apesar de estarem visíveis desde 2017, estão agora claramente mais preparados e mais coordenados, o que sugere que estão a receber apoio externo".

Os equipamentos militares comprados pelo Governo moçambicano, considerou, não vão conseguir resolver o problema e por isso é preciso uma intervenção internacional.

"Quanto mais tempo demorar para ganhar terreno aos insurgentes, mais difícil será recuperar o controlo da área e recomeçar o trabalho no projecto de gás", concluiu o analista.

O projecto Mozambique LNG consiste na exploração de gás ao largo da costa no campo Golfinho-Atum, na Área 1 da bacia do Rovuma, bem como a construção de uma central em terra.

A petrolífera francesa Total é a maior detentora do projecto, com 26,5%, seguida da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 16,5%, e mais cinco entidades multinacionais, com participações menores.

O projecto deverá começar a exportar gás em 2024, ano em que é previsível que as receitas do país subam exponencialmente, financiando os investimentos para o desenvolvimento económico de Moçambique.

A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, é desde há cerca de três anos alvo de ataques terroristas e o último aconteceu no passado dia 24, em Palma, em que dezenas de civis foram mortos, segundo o Ministério da Defesa moçambicano.

A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e mais de duas mil mortes.

O movimento terrorista Estado Islâmico reivindicou na segunda-feira o controlo da vila de Palma, junto à fronteira com a Tanzânia.

Vários países têm oferecido apoio militar no terreno a Maputo para combater estes insurgentes, cujas acções já foram reivindicadas pelo autoproclamado Estado Islâmico, mas, até ao momento, ainda não existiu abertura para isso, embora haja relatos e testemunhos que apontam para a existência de empresas de segurança e de mercenários na zona. ANG/Angop

Justiça/Mulheres Juristas exigem clareza da Justiça Social na Constituição da República

Bissau, 31 Mar 21 (ANG) – A Associação das Mulheres Juristas da Guiné-Bissau, exigiu hoje as autoridades do país para tornar mais claro na Constituição da República a questão da Justiça Social e em especial a problemática de igualdade de gênero.

Segundo a Rádio Sol Mansi, a exigência foi apresentada pela Jurista Carmelita Pires, que falava em nome da Associação, à margem de um seminário, em Bissau, sobre divulgação de conteúdos da revisão constitucional,.

A antiga ministra da justiça exigiu a especificação na Constituição da República, da proteção da maternidade, da Família, Criança, Jovens, Idosos e de Pessoas com deficiência.

"Muitas leis foram feitas sobre a questão da Mulher, mais queremos mais dignidade com a mulher, não só na vida política, mas sim, na sua atuação cívica e na vida económica para ter proteção da Lei diretamente na Constituição da República”, disse Carmelita Pires.

De acordo com a Jurista, a mulher ainda sofre   com vários problemas, desde a mutilação genital, violência doméstica à  vários outros obstáculos que querem que sejam banidos para dar dignidade a mulher.

Segundo  Carmelita Pires, a mulher acaba de forma direta e indiretamente por cuidar de crianças, jovens, idosos e das pessoas com deficiência, por isso deve ter uma “proteção essencial”.

O Projecto de revisão da Constituição da República está na agenda da Assembleia Nacional Popular, sendo que a Presidência da República já
se avançou sobre essa matéria com a elaboração de propostas de revisão.ANG/Sol Mansi

CPLP/Reunião ministerial aprova plano para combate ao trabalho infantil 2021-2025

Bissau, 31 Mar 21 (ANG) – A XIV reunião dos Ministros do Trabalho e Segurança Social realizada terça-feira, por vídeo-conferência, recomendou o reforço das estratégias nacionais de redução da pobreza e aprovou o plano de trabalho para o combate ao trabalho infantil 2021-2025.

O encontro, que acontece sob a presidência de Cabo Verde e que contou com a participação de quase todos os nove países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), teve como tema “Covid-19 e o mundo do trabalho” e serviu para abordar e concertar posicionamentos no combate aos impactos devastadores da pandemia no mundo do trabalho.

Segundo a ministra da Justiça e do Trabalho de Cabo Verde, Janine Lélis, todos os países tiveram a oportunidade, a partir das suas intervenções, de descrever as suas políticas, as medidas que tomaram para proteger o rendimento das famílias, os postos de trabalho e a saúde das pessoas.

“Resulta unânime que nós todos devemos, cada vez mais, estender os pisos de protecção social para que os nossos países, a nossa comunidade possa responder da melhor forma aos desafios, agora mais expressivos por causa da covid, e por causa do que a covid-19 trouxe para o mundo do trabalho”, explicou.

De entre as recomendações constantes de uma declaração final, a governante cabo-verdiana destacou o reforço das estratégias nacionais para o desenvolvimento de medidas para a redução da pobreza, a promoção de políticas sociais e políticas activas de emprego.

O plano de trabalho para o combate ao trabalho infantil 2021-2025, conforme explicou, foi aprovado como forma de promover o engajamento de todos os países da comunidade na luta contra o trabalho infantil em linha daquilo que se mostra necessário fazer, tendo em conta os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o comprometimento que todos têm em relação à OIT.

Outras recomendações vão no sentido de também reforçar a cooperação e concertação político-diplomática, e de desenvolver as acções de cooperação técnica entre os países, tendo sido instruído o Secretariado Técnico Permanente no sentido de avaliar a possibilidade de reactivar um centro de informação de protecção social.

“Foi entendido aqui que temos boas práticas a partilhar e que seria muito bom a possibilidade de criar esse centro de informação, por forma a que todos possam ter, ao mesmo tempo, um nível de informação sobre as medidas que estão sendo desenvolvidas nos vários países da comunidade para que a gente possa nesta via, de troca de informações e partilha de dados, fazer melhor a favor dos nossos povos”, sustentou.

Igualmente foi mandatado ao secretariado técnico a criação de um grupo de trabalho para promover uma reflexão sobre o Conselho Económico e Social da CPLP, uma entidade que, na perspectiva de Janine Lélis, poderá ser de “grande valia” na medida em que poderá servir de fórum de concertação social a nível da comunidade. 

“Será um parceiro social para nos ajudar naquilo que seria a definição das melhores políticas públicas neste sentido”, disse, indicando ainda que houve consenso sobre a necessidade da ratificação da convenção multilateral da segurança social da CPLP, um projecto que já vem de algum tempo, e cuja ratificação se faz necessária para sua aplicabilidade.

Da parte cabo-verdiana, que detém a presidência da CPLP, participou, para além da ministra da Justiça e do Trabalho, Janine Lélis, o ministro da Saúde e Segurança Social, Arlindo do Rosário. ANG/Inforpress