sexta-feira, 9 de abril de 2021

Covid-19/Polícia multa PM norueguesa por violar regras no seu aniversário

Bissau, 09 Abr 21(ANG) – A polícia norueguesa multou hoje a primeira-ministra, Erna Solberg, em 20.000 coroas (cerca de 2.000 euros) por violar as restrições impostas pelas autoridades em relação à covid-19 ao comemorar o seu aniversário.

A família de Solberg reuniu-se duas noites consecutivas no final de Fevereiro para comemorar o 60º. aniversário da primeira-ministra: uma num restaurante e a outra num apartamento no ‘resort’ de inverno de Geilo (sudeste do país).

Em ambos os casos, juntou mais de 10 pessoas, violando as regras actuais.

Solberg não pôde comparecer no restaurante porque teve de viajar para Oslo para ser tratada por um oftalmologista, embora estivesse presente no dia seguinte, mas a polícia considera que foi ela quem organizou os dois eventos e que, como chefe do Governo, merece uma multa. O seu marido receberá apenas uma advertência.

“Solberg é a pessoa eleita mais proeminente do país. A polícia considera correcto reagir com uma multa”, disse hoje o chefe da polícia regional, Ole B. Sæverud, em conferência de imprensa.

Sæverud sublinhou que, apesar de a lei ser a mesma para todos, “nem todos são iguais” e o facto de Solberg ser a cara das medidas do Governo contra a covid-19 justifica a punição.

A polícia abriu uma investigação em 19 de Março, depois de o caso ter sido revelado pela televisão pública norueguesa NRK.

“Eu, que todos os dias digo aos noruegueses quais são as regras, deveria conhecê-las melhor. Mas a verdade é que não as sabia suficientemente bem e não sabia que quando uma família sai junta e reúne mais de 10 pessoas, isso já pode ser considerado um evento”, admitiu, na altura, Solberg à estação pública.

Erna Solberg, que é primeira-ministra desde 2013, também pediu desculpas na sua página de Facebook. ANG/Inforpress/Lusa

Política/Presidente da República exorta governo a dialogar com sindicatos para pôr fim a greve  na administração pública

Bissau, 09 Abr 21 (ANG) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, exortou o governo no sentido de, com a maior celeridade possível, instruir mecanismos para um “diálogo sério e franco” com a Central Sindical, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG), para  pôr termo à greve em curso  na Administração Pública.

A exortação consta no comunicação do Conselho dos Ministros desta quinta-feira à que a ANG teve acesso hoje, que refere  que Sissoco Embaló instruiu ainda o Executivo para prestar uma atenção especial ao que considera “penosa situação prevalecente na Guiné-Telecom”.

De acordo com o comunicado, na parte deliberativa, o Conselho dos ministros, aprovou com alterações o projeto de Decreto que cria o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional da Guiné-Bissau e  aprova os respetivos estatutos.

Acrescenta
que foi igualmente aprovado com alterações, o Decreto-Lei que aprova o Manual de Procedimentos de Gestão dos Recursos Humanos da Administração Pública.

Sobre  as informações gerais, segundo o documento, o ministro da Finanças, João Aladje Mamadu Fadia informou sobre a assinatura de um Protocolo entre o governo da Guiné-Bissau e o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA), visando a assistência técnica para o financiamento da fileira do cajú, num montante de 620.000 USD (620.000 dólares americanos).

O ministro do Interior informou sobre a sua recente visita à República da Turquia e os bons resultados aí obtidos e em relação aos quais o Conselho de Ministros manifestou a sua satisfação.

A ministra da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social informou também sobre à necessidade do cumprimento das disposições da Circular 00209/GMATESS/2020, que impõem o controlo de assiduidade e das faltas dos funcionários afetos à Administração Pública, no quadro do reforço da qualidade de serviços e do aumento da produtividade.

No capítulo de nomeações, segundo o mesmo documento, o governo nomeou os diretores-gerais dos três órgãos públicos do país, nomeadamente da Rádio Difusão Nacional (RDN), Mama Saliu Sané, do Jornal Nô Pintcha, Abduramane Djaló, da Televisão da Guiné-Bissau (TGB), Amadú Djamanca, e Imprensa Nacional (INACEP), Bamba Banjai. ANG/DMG/ÂC//SG

Costa do Marfim/Presidente Ouattara aceita regresso de Gbagbo e Blé Goudé

Bissau, 09 Abr 21 (ANG) - O presidente marfinense Alassane Ouattara confirma qu
e o seu antecessor, Laurent Gbagbo, absolvido recentemente pelo Tribunal Penal internacional(TPI) por crimes contra a humanidade e o ex-ministro  da Juventude, Charles Blé Goudé, podem voltar ao país.

Gbagbo e a sua esposa

Ouattara,que  se expressou  pela  primeira vez, desde que Gbagbo  e Blé-Goudé  foram absolvidos pelo Tribunal Penal internacional de Haia, afirmou que ambos os dirigentes podem regressar livremente ao seu país, Costa do Marfim.

Tanto Gbagbo como Bé Coudé, foram também condenados pela justiça marfinense, um à revelia e o outro 20 anos de prisão.  

"Os custos da viagem do senhor Laurent Gbagbo, bem como os da sua família, são assumidos pelo Estado da Costa do Marfim. Serão também tomadas providências para que o senhor Laurent Gbagbo beneficie das regalias e indemnizações com que contam os antigos chefes de Estado da Costa do Marfim," afirmou Ouattara.

 Objecto de condenações também pela justiça do seu país, Laurent Gbagbo e Charles Blé-Goudé deveriam não obstante beneficiar de medidas de amnistia.

Segundo o porta-voz do governo da Costa do Marfim, Amadou Coulibaly, seria o cúmulo do cinismo pagar as despesas de viagem de alguém, para seguidamente colocá-lo atràs das grades.

"A menos que julguem que o chefe de Estado seja alguém de particularmente cínico parece-me altamente improvável oferecer os custos da viagem a alguém só por que o queremos ver atrás das grades." Disse Amadou Coulibaly, porta-voz da presidência marfinense.

O regresso dos dois políticos e protagonistas de crise pós-eleitoral de 2010/2011, poderia representar o início de um processo de reconciliação nacional  tendente a consolidar a frágil democracia da Costa do Marfim. ANG/RFI

Covid-19/  Dados do Alto Comissariado  indicam que nas últimas 48 horas país não se registou nenhum óbito causado pela pandemia

Bissau, 09 Abr 21 (ANG) – Os dados do Alto Comissariado para a Covid-19  indicam que nas últimas 48 horas a  Guiné-Bissau não registou nenhuma vitima mortal da pandemia, pelo que mantem-se os 66 mortes registados até então.

segundo esse Boletim, à  que a Agência de Noticias da Guiné teve acesso hoje, o país registou mais 1 novo  caso de infecção causado pela cavid-19, elevando assim o total acumulado  para 3.664 casos.

De acordo com os  dados divulgados na quarta-feira, mais  dez pessoas  recuperaram da doença para um total acumulado de 3.042, contra os anteriores 3.032  recuperados.

O número de internados permanece em 9 pessoas , mantendo o total acumulado dos internados em 228 pessoas.

Os dados  apontam que foram testados 220 pessoas, subindo o número de  59.514 para 59.734.

O governo decretou o estado de calamidade no país para vigorar  até 24 Abril, mas autorizou a retoma do campeonato nacional de futebol  sem público, o exercício colectivo de liberdade religiosa nas igrejas, mesquitas, e outros locais de cultos com metade de lotação e a observância das medidas de prevenção anunciadas pelas autoridades sanitárias, ou seja uso correto de máscaras, distanciamento social obrigatório e lavagem ou desinfecção frequente das mãos.
ANG/LPG/ÂC//SG

Economia/Credores, países e contratos complexos dificultam dívida – Banco Mundial

Bissau, 09 Abr 21 (ANG)  – O Banco Mundial considera que a relutância dos credores em aliviar substancialmente a dívida, a incerteza sobre a capacidade financeira dos países devedores e a diversificação dos credores são as principais dificuldades para resolver o problema da dívida.

De acordo com o relatório ‘Africa Pulse’, divulgado nas vésperas dos Encontros Mundiais do banco e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que decorrem esta semana em Washington, o Enquadramento Comum para lidar com a dívida para além da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI), lançada pelo G20, é positiva, mas enfrenta vários desafios.

“Os desafios são a relutância dos credores oficiais e privados em garantir um substancial e rápido alívio da dívida, a incerteza sobre a vontade ou capacidade dos países devedores de se comprometerem com um plano multianual de ação, e a emergência de um complexo e diverso grupo de credores que pode impedir uma resposta coordenada”, lê-se neste relatório do Banco Mundial que analisa as economias africanas.

O documento dedica uma extensa parte à questão da dívida, que tem marcado os debates desta semana em Washington, já que é considerada fundamental para libertar espaço orçamental para os governos conseguirem combater a pandemia de covid-19 e financiar a recuperação das economias e o desenvolvimento.

“As iniciativas sobre a dívida por parte da comunidade internacional devem lidar com as questões da liquidez e da sustentabilidade”, dizem os peritos, salientando que a pandemia “exacerbou as vulnerabilidades da dívida em muitos países no mundo, e está a levar a um volume insustentável de dívida em vários países da África subsaariana.

“A dívida é um problema recorrente na região que dificulta o crescimento e o desenvolvimento, por isso trabalhar com a comunidade internacional para atacar o problema da insustentabilidade do peso da dívida, garantir um crescimento económico sustentável e erradicar a pobreza é uma prioridade para os governos da região”, acrescenta-se no texto.

A DSSI é uma iniciativa lançada pelo G20 em Abril do ano passado que garantia uma moratória sobre os pagamentos da dívida dos países mais endividados aos países mais desenvolvidos e às instituições financeiras multilaterais, com um prazo inicial até Dezembro de 2020, que foi depois prolongado até Junho deste ano, e novamente, e pela última vez, até ao final deste ano.

Esta iniciativa apenas sugeria aos países que procurassem um alívio da dívida junto do sector privado, ao passo que o Enquadramento Comum, aprovado pelo G20 em Novembro, defende que é forçoso que os credores privados sejam abordados, ainda que não diga explicitamente o que acontece caso não haja acordo entre o devedor e o credor.

A proposta apresentada pelo G20 e Clube de Paris em Novembro é a segunda fase da DSSI, lançada em Abril do ano passado, e que foi bastante criticada por não obrigar os privados a participarem do esforço, já que abriria caminho a que os países endividados não pagassem aos credores oficiais e bilaterais (países e instituições multilaterais financeiras) e continuassem a servir a dívida privada.

Este Enquadramento pretende trazer todos os agentes da dívida para o terreno, incluindo os bancos privados e públicos da China, que se tornaram os maiores credores dos governos dos países em desenvolvimento, nomeadamente os africanos.

A DSSI abrange 73 países de baixo e médio rendimento, 37 deles na África subsaariana, 30 dos quais participavam, em Fevereiro, nesta iniciativa que foi esta semana prolongada pela última vez até final do ano.

“A DSSI pretende salvaguardar a vida e os rendimentos de 709 milhões de pessoas que vivem nestes países africanos, representando 62,4% do total de pessoas na região”, lê-se no documento, que dá ainda conta de que no ano passado mais de metade dos países abrangidos pela Agência para o Desenvolvimento Internacional (IDA) estavam em alto risco ou já tinham uma dívida ‘problemática’ (‘debt distress’ no original em inglês).

Com dados de 16 de Março deste ano, o Banco Mundial diz que 30 países na região tinham pedido para aderir à DSSI e que “quase metade da população destes países, cerca de 45% são pobres, o que compara com a taxa de pobreza de 41,6% da África subsaariana.

Entre Maio e Dezembro do ano passado, os países evitaram, ao abrigo desta iniciativa, pagamentos de dívida no valor de 5,1 mil milhões de dólares, cerca de 4,2 mil milhões de euros, e mais 4 mil milhões de dólares, o equivalente a 3,3 mil milhões de euros, serão evitados entre Janeiro e Junho, acrescenta-se no relatório, que apresenta o caso de Angola, que poupou 1,7 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros) entre Maio e Dezembro de 2020, o equivalente a 1,9% do PIB de 2019, por ter aderido a esta iniciativa.ANG/Inforpress/Lusa

Futebol/Sporting Clube da Guiné-Bissau e Portos de Bissau reabrem hoje o Guinés-liga interrompido no ano passado

Bissau, 09 Abr 21 (ANG) – O Sporting Clube da Guiné-Bissau e Portos de Bissau, inauguram hoje a retoma do campeonato de futebol da primeira liga denominada Guinés-liga 2020/21 no estádio Lino Coreia, em Bissau, com o início previsto para as 16H45.

De acordo com o comunicado enviado à imprensa pela Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), a prova vai ser disputada, num formato alternativo e diferente em relação aos anos anteriores, devido a pandemia da Coronavirus, que esteve na origem da interrupção do campeonato em 2020.

A mesma nota descreve que a competição será realizada em duas séries, “A” e “B” e os líderes de cada uma destas sérias, disputarão a grande final da competição, onde será conhecido o vencedor da prova.

Segundo o calendário da prova, os restantes jogos serão realizados nos dias 10,11 e 12 do corrente mês.

No grupo A estão previstos para o dia 10, sábado as partidas: SC Bafatá/FC Cuntum, FC Sonaco/CF Balantas de Mansoa, CDR Gabu/ estará de folga.

No grupo B,  Flamendo de Pefine/Cachungo, medem forças no sábado, no estádio Lino Coerreia em Bissau.

Ainda do B estão agendados,  para domingo, o encontro  UDIB/FC Pelundo, e na segunda-feira,  o Sport Bissau e Benfica mede forças com o Atletico de Bissorã, devendo o  Nuno Tristão de Bula estar de folga. ANG/LLA/ÂC//SG      

Clima/África reclama cumprimento de promessas de financiamento das alterações climáticas

Bissau, 09 Abr 21 (ANG) – Vários líderes africanos reclamaram terça-feira o cumprimento da promessa dos países desenvolvidos de destinarem anualmente 100 mil milhões de dólares para financiar a adaptação e a mitigação dos efeitos das alterações climáticas no continente.

“Está na altura de os países desenvolvimento cumprirem as suas promessas de destinar, anualmente, 100 mil milhões de dólares [84,38 mil milhões de euros] ao financiamento climático”, defendeu o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina.

O responsável falava  durante uma iniciativa que reuniu responsáveis de instituições financeiras, como o BAD ou o FMI, chefes de Estado de vários países africanos e o secretário-geral das Nações Unidas, entre outras personalidades.

A iniciativa, organizada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e pelo Centro Global de Adaptação (GCA), visou debater as experiências de luta contra a covid-19 e as alterações climáticas, bem como discutir a importância de aumentar e acelerar a adaptação às alterações climáticas em África.

Adesina lembrou os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos na cimeira de Paris sobre o clima, citando dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), que estima que os custos da adaptação climática em África atingirão os 50 mil milhões de dólares (42,19 mil milhões de euros) anuais em 2040.

“África não tem os recursos de que precisa para se adaptar às mudanças climáticas. Globalmente, apenas 10% do financiamento climático é destinado à adaptação e África recebeu apenas 3% desse financiamento”, disse.

Por isso, defendeu, “África precisa de solidariedade global” no combate às alterações climáticas.

No mesmo sentido, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu um “forte compromisso financeiro” para a adaptação dos países em desenvolvimento às alterações climáticas, considerando que só assim a cimeira climática de 2026 poderá dar os resultados pretendidos.

“Precisamos de um investimento massivo do mundo desenvolvido para apoiar os países em desenvolvimento na adaptação [às alterações climáticas] e precisamos que o financiamento revele uma verdadeira solidariedade no seio da nossa comunidade internacional”, defendeu Guterres.

“Sem esse forte compromisso financeiro para apoiar o mundo em desenvolvimento na adaptação e também nos seus esforços de mitigação, não teremos os resultados de que necessitamos na COP26 em Glasgow”, acrescentou.

O Presidente do Gabão, Ali Bongo, apontou como objectivo a mobilização anual de 25 mil milhões de dólares (21,09 mil milhões de euros) para a adaptação as alterações climáticas em África, sublinhando a importância de existir um equilíbrio entre o financiamento à mitigação dos efeitos das alterações climáticas e à adaptação.

“Insistimos que deve ser dada igual atenção à adaptação e à mitigação no financiamento climático”, disse.

“África apela aos países desenvolvidos para assumirem as suas responsabilidades históricas e juntarem-se ao programa para acelerar a adaptação de África às alterações climáticas”, reforçou.

No mesmo sentido, o chefe de Estado do Senegal, Macky Sall, assinalou que o continente africano é hoje assolado por secas, desertificação, desflorestação, inundações que estão a destruir a biodiversidade.

“África é muito mais afectada pelas mudanças climáticas do que contribui para elas, em matéria de emissões de gases, por exemplo”, disse, sublinhando a necessidade de acelerar o financiamento das alterações climáticas.

“Sem financiamento não conseguiremos grande coisa e não cumpriremos as nossas promessas”, acrescentou, sublinhando que África quer aumentar o seu contributo.

O BAD e GCA estão a coordenar as suas competências, recursos e redes para desenvolver e implementar um novo Programa de Aceleração da Adaptação em África, numa abordagem tripla à covid-19, as alterações climáticas e os desafios económicos emergentes do continente. ANG/Inforpress/Lusa

quinta-feira, 8 de abril de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Justiça/Chefe de Estado defende existência de clima de entendimento entre  instituições judiciais do país

Bissau, 08 Abril 21 (ANG) – O chefe de Estado guineense, defendeu hoje que  deve existir um clima de entendimento entre as instituições judiciais do país, nomeadamente o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e a Procuradoria-Geral da República(PGR).

Umaro Sissoco Embaló que falava a saída do encontro de mediação entre o Presidente do STJ e o Procurador-geral da República, disse que quando nomeou o actual Procurador Geral da República, Fernando Gomes tinha na sua mente que haveria  maior colaboração entre ele o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Paulo Sanhá, porque no momento em que os dois estudavam foram colegas de quarto.

Embaló garantiu que o seu papel enquanto primeiro magistrado da nação é de promover a união para   uma boa imagem externa da Guiné-Bissau.

Pediu à todos para deixarem seus problemas pessoais e colocar o país em primeiro lugar.

Por sua vez, o Presidente do STJ Paulo Sanhá disse que não se deve confundir ou misturar  problemas pessoais com assuntos  da instituição.

Agradeceu ao  Presidente da República por ter mediado o mal estar que havia entre as duas magistraturas judiciais, e seu empenho para que as duas instituições judiciais funcionassem harmoniosamente.

Paulo Sanhá salientou que o país não pode atrair  investidores,  se as pessoas andam a chamar as instituições judiciais de “bandidos” afirmando que isto não abona em nenhum Estado.

Por sua vez, o Procurador Geral da República, Fernando Gomes disse que é  muito importante que haja entendimento  entre os dois representantes máximos das duas estruturas judiciais para dar mais credibilidade a justiça guineense.

A Procuradoria Geral da República tentou sem efeito ouvir  Paulo Sanhá  no âmbito de um processo de denuncia sobre  alegados crimes cometidos por Sanhã, no exercício das suas funções mas o Conselho Superior da Magistratura do Supremo Tribunal de Justiça, presidido por Paulo Sanhá pôs em causa a competência da Procuradoria-geral da República  para ouvir o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, instalou-se então o diferendo.ANG/JD/ÂC//SG

  

 

            Covid-19/ País regista redução significativa de casos de infecção

Bissau, 08 abr 21 (ANG) – A Guiné-Bissau registou uma redução significativa de casos de infecção causados pela cavid-19, de acordo com os dados divulgados   terça-feira pelo Alto Comissariado.

De acordo  com o boletim diário da Alto Comissariado para a covid-19 à que a Agência de Notícia da Guiné  (ANG) teve acesso hoje, novos casos de infecção comparativamente aos casos anteriores desceu de 28 para um, e o  total acumulado é de  3.663.

Dez  pessoas foram dadas como recuperadas, elevando  o número de recuperadas para 3,032. Os  dados anteriores indicavam 2.972 recuperadas.

O boletim diário indica actualmente que nove pessoas estão internadas, um caso activo, mas mesmo assim o número de casos activos reduziu de 609 para  559 e zero óbito,  ou seja, o número de mortos  causados pela Covid-19 permanece em 66.

O documento aponta que foram testados mais 83 pessoas, subindo o número de testadas de 58.641 para 59,514. Não se registou novo internamento. ANG/LPG/ÂC//SG

    Covid-19/Cientistas descobrem possível nova estirpe do vírus no Brasil

Bissau, 08 Abr 21 (ANG) – Uma possível nova estirpe do vírus Sars-CoV-2 foi descoberta na cidade brasileira de Belo Horizonte por cientistas locais, que detectaram a combinação de 18 mutações nunca anteriormente descritas, informaram quarta-feira fontes oficiais.

A descoberta foi feita por cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do grupo hospitalar Hermes Pardini, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da prefeitura de Belo Horizontes, capital estadual de Minas Gerais.

“A equipa sequenciou 85 genomas de SARS-CoV-2 de amostras clínicas recolhidas da região metropolitana de Belo Horizonte e identificou dois novos genomas com uma colectânea de mutações ainda não descrita, caracterizando uma possível nova variante de SARS-CoV-2”, indicou a UFMG num comunicado enviado à agência Lusa.

Esses dois novos genomas “estão em amostras recolhidas nos dias 27 e 28 de Fevereiro de 2021 e não existem evidências de ligação epidemiológica entre ambas, como parentesco ou região residencial, o que reforça a plausibilidade de circulação dessa nova possível variante”, acrescenta o texto.

Segundo a nota, entre as mutações encontradas nessa nova estirpe estão algumas compartilhadas com as variantes brasileiras P1 (detectada em Manaus) e P2 (encontrada no Rio de Janeiro), com a sul-africana B.1.1.351 e com a britânica B.1.1.7., todas associadas a uma maior transmissão do vírus.

Contudo, os especialistas ainda investigam se esta nova variante tem uma maior transmissibilidade ou se causa quadros clínicos mais graves nos pacientes infectados.

“Vale salientar que a mutação N501Y, presente nas linhagens P.1 e B.1.1.7, foi recentemente associada ao aumento de aproximadamente 60% no risco de mortalidade em indivíduos infectados no Reino Unido”, frisou a Universidade de Minas Gerais.

Todos os dados do estudo serão disponibilizados em bases de dados públicos nacionais e internacionais, e serão posteriormente submetidos a periódicos científicos.

“Os resultados da investigação requerem urgência de esforços de vigilância genómica na região metropolitana de Belo Horizonte e estado de Minas Gerais para a avaliação da situação dessas novas variantes de SARS-CoV-2”, conclui o comunicado.

Minas Gerais, o segundo Estado brasileiro com mais infecções pelo novo coronavírus, registou hoje 508 mortes devido à covid-19, número recorde desde o início da pandemia. Até ao momento, Minas Gerais totaliza 26.303 vidas perdidas para o novo coronavírus e 1.182.847 infectados pelo Sars-CoV-2.

Já o Brasil, que atravessa o seu momento mais critico na pandemia com sucessivos recordes de mortos e casos, totaliza 336.947 óbitos e 13.100.580diagnósticos de infecção desde que o primeiro caso foi registado no país, há cerca de 13 meses.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.874.984 mortos no mundo, resultantes de mais de 132,3 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. ANG/Inforpress/Lusa

Desporto/”Selecção Nacional de Futebol precisa de atletas de elíte para conseguir sucessos no CAN-2022”, diz Benelívio Insali

Bissau, 08 Abr 21 (ANG) – O analista desportivo guineense Benelívio Cabral Nancassa Insali defendeu hoje que a selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau, apesar de ter apurado pela terceira vez consecutiva para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2022), precisa de reforçar o plantel com atletas de elíte, para conseguir bons resultados nessa competição.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Benelívio Cabral Nancassa Insali sustenta  que a Selecção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau já se encontra na linha de objectivos da alta competição e não de uma seleção  que ainda está a precisar de afirmação nas provas internacionais.

Para este analista desportivo resta  continuar com os trabalhos de base necessários para que os “Djurtus” continuem a subir ao mais alto nível.

“O motivo do nosso insucesso nas duas competições anteriores do CAN, deve-se ao facto de ter sido convocado atletas que militam em clubes de baixa escalão, e sem ritmo de competição”, disse.

Nancassa Insali admite que  essa situação de insucesso poderá se repetir se não for alterada a actual estrutura da selecção, apesar do mérito do mérito de qualificação alcançado e que tornou possível a participação da Guiné-Bissau no Can2022, que se disputa nos Camarões.

 “O seleccionador
Nacional deve apostar em  atletas que militam nas equipas que figuram na primeira divisão dos respectivos países onde se encontram a jogar”, aconselhou.

Benelívio disse que a proeza da terceira qualificação consecutiva ao CAN se deve aos esforços dos atletas, à equipa técnica e ao governo “ que desta vez não teve dúvidas em meter dinheiro para facilitar os trabalhos e as viagens da Selecção”.

Para o analista , chegou o momento de a Federação de Futebol da Guiné-Bissau procurar um patrocinador oficial, no sentido de ajudar-lhe a colmatar certos pormenores que possam também servir para  aliviar ao governo o peso das facturas de preparação e participação na maior competição africana de futebol.

Opinando sobre o que deve a FFGB fazer para assegurar a participação de atletas de escalão superior no estrangeiro, Insali disse que deve-se  trabalhar com pessoas ligadas ao desporto, e não só.

 “Hoje, para fazer deslocar um atleta destacado no exterior e que  está a ser cobiçado por clubes europeus, depende muito da orientação familiar, do seu empresário, advogado, entre outras”, disse Benelívio Nancassa.ANG/LLA/ÂC//SG

                              Nigéria/Raptados  dois cidadãos chineses

Bissau, 08 Abr 21 (ANG) – Dois empregados chineses de uma mina de ouro do Sudoeste da Nigéria foram raptados por homens armados, indicou  quarta-feira, 07, a Polícia nigeriana citada pela AFP.

De acordo com a porta-voz da Polícia, Yemisi Opalola, o rapto que resultou no ferimento de dois guardas, teve lugar segunda-feira, 05, na localidade de Okepa Itikan, Estado de Osun.

“Zhao Jian, 33 anos, e Wen, 50 anos, trabalhavam num site mineiro”, indicou a porta-voz da Polícia, sem precisar o nome da empresa mineira que empregava os dois homens.

Na Nigéria, são frequentes os raptos a troco de resgates, nomeadamente no Sul, uma região petrolífera, sendo as empresas chinesas os principiais alvos de tais actos criminosos.

A 01 de Fevereiro, três chineses foram raptados e a sua guarda assassinada, na sequencia de um diferendo com os trabalhadores numa zona mineira da região de Atakumosa pertencente ao mesmo Estado de Osun.

Foram soltos depois de duas semanas de cativeiro. Em Julho de 2020, quatro outros chineses foram raptados num “site mineiro” do Estado de Cross River, tendo sido libertados um mês depois. ANG/Angop

Vacinação Covid-19/ Chefes de equipas consideram de positiva primeira semana de campanha

Bissau, 08 Abr 21 (ANG) – Os chefes de equipas de vacinação contra Covid-19, da área sanitária do Bairro de Luanda e Centro Materno Infantil, consideram de positiva a primeira semana da campanha de  vacinação contra a pandemia.

Ouvidos hoje pela Agência de Notícias da Guiné, os chefes das equipas números 4, junto ao Hospital Simão Mendes, Sidónio Vaz, equipa 2, na Escola Chê Guevara, Maria Alice Sá e do número 1, na Mesquita de Pefine, Augusta Mané e a Supervisora da equipa 3, do Centro Materno Infantil, Luísa Adriano Conduto Biaguê foram unânimes em afirmar que a população guineense está a participar consideravelmente no processo de vacinação.

De acordo com a Supervisora da equipa 3, que funciona no Centro Materno Infantil Luísa Biaguê a adesão é boa.

“Nós aqui, o número de pessoas que vacinamos diariamente está acima de 200”, afirmou  Luísa Biaguê.

Instado a falar se já receberam queixas de algumas pessoas em como a vacina lhes terão provocado algumas perturbações, disse que sim,  e diz que foram  dores de cabeça, febre alta.

Luísa Biaguê disse que recomendaram à essas pessoas a toma de  Paracetamol, frisando que e estes indivíduos estão bem.

A chefe da equipa 2, na Escola Chê Guevara, Maria Alice Sá disse que nos primeiros dias houve pouca adesão popular, mas que a partir desta semana o número de pessoas tem vindo a aumentar dia-após-dia, e diz acreditar dever-se aos efeitos dos apelos feitos pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló e pela alta Comissária para a Covid, Magda Robalo.

Para sustentar  a adesão, Maria Sá disse  que o número dos vacinados subiu de 16 para 25 diário.

O chefe da equipa 4, instalada junto ao Hospital Simão Mendes, Sidónio Vaz, afirmou  que o número de pessoas  vacinadas naquele posto diariamente vária entre 75 à100.

“A maioria das pessoas que nós vacinamos, é do grupo de risco ou seja aqueles que contraíram outras doenças, nomeadamente, viventes com  VIH/ SIDA e idosos e técnicos de saúde”, revelou.

A líder da equipa 1, que funciona na Mesquita de Pefine, Augusta Mané afirmou que até aqui não receberam queixa de qualquer tipo de sintomas da parte das pessoas vacinadas pela  sua equipa.

Disse que no início verificou-se pouca adesão, mas que depois ou seja a partir de terça-feira houve um aumento significativo dos cidadãos que querem vacinar para reforçar a imunidade contra o vírus da COVID-19.

Conforme Augusta Mané, a maioria dos vacinados  pertence ao  grupo de riscos, nomeadamente, idosos e aparecem  16 á 20 por dia.

A campanha de vacinação contra a covd-19 iniciou no dia 3 de Abril  e o Alto Comissariado para a Covid-19, conta vacinar cerca três  por cento da população do Sector Autónimo de Bissau e região de Biombo, nesta primeira fase. ANG/LPG/AC//SG

Covid-19/Agência Europeia do Medicamento confirma benefícios da AstraZeneca

Bissau, 08 Abr 21 (ANG9 - A Agência Europeia do Medicamento pronunciou-se, na quarta-feira, sobre a formação de “casos muito raros” de coágulos sanguíneos, após a inoculação da vacina AstraZeneca contra o Covid-19.

Durante uma conferência de imprensa, a EMA anunciou que os coágulos sanguíneos devem ser assinalados como efeitos secundários “muito raros”, no entanto reiterou que os benefícios do fármaco são positivos.

A Agência Europeia do Medicamento efectuou uma análise aprofundada” aos 86 casos reportados de coágulos sanguíneos, 18 deles mortais, num total de 25 milhões de pessoas que receberam a vacina na Europa e no Reino Unido.

“O Conselho de Segurança confirmou que as vantagens da vacina AstraZeneca na prevenção ao Covid-19 ultrapassam os riscos dos efeitos secundários, indicou a directora executiva da Agência Europeia do Medicamento, Emmer Cooke.

A Agência Europeia do Medicamento disse ainda que a União Europeia terá “em conta” a recomendação de especialistas britânicos que sugeriram alternativas à administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 para menores de 30 anos, devido aos sinais crescentes de que pode provocar tromboembolismos.

Vários países, por precaução, vários deixaram de administrar a vacina abaixo de certa idade, como a França, Alemanha e Canadá, enquanto a Noruega e a Dinamarca suspenderam a vacina da AsztraZeneca.

A Organização Mundial de Saúde também disse  quarta-feira que a ligação entre a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca e o desenvolvimento de uma forma rara de coágulos sanguíneos é “plausível mas não confirmada”.

A OMS refere que é preciso estudar o risco desses acontecimentos adversos em relação ao risco de morte por contrair a doença covid-19, doença que já matou pelo menos 2,6 milhões de pessoas em todo o mundo.ANG/RFI

quarta-feira, 7 de abril de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

          Caju/Governo abre campanha  de comercialização e exportação 2021

Bissau, 07 Abril 21 (ANG) – O Governo declarou hoje  a abertura oficial da campanha de  comercialização e exportação da castanha de  cajú 2021.


Na  ocasião, o Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabian disse que antes da decisão, houve uma concertação com todos os participantes na fileira de caju, onde discutiram os impostos, as taxas de escoamento, coordenação e fiscalização até na exportação, tendo esse exercício terminado  com a validação do preço mínimo ao produtor no valor de 360 francos por quilo , fixação da data do lançamento e data do início da  exportação  à  07 de Maio de 2021.

Nabian revelou que o executivo, através do  Ministério do Comércio e Indústria vai emitir dois circulares para reduzir as barreiras não tarifárias relacionadas com a autenticação dos documentos necessários para a obtenção de licenças de comercialização e exportação da castanha.

“Vai ser instituído através de um despacho do Ministério do Comércio e Indústria uma comissão multisetorial composta pelos Ministérios do Comércio, Finanças, através da Direção Geral das Contribuições e Impostos, Associação Nacional de Caju e o BCEAO, tendo como tarefa principal a coordenação  do processo de atribuição de licenças de exportação”, disse o Primeiro-ministro.

Por sua vez, o ministro do Comércio e Indústria, António Artur Sanhá referiu  que a base tributária está fixada em 850 dólares por cada tonelada, afirmando que foi implementada ainda a certificação de qualidade da castanha de cajú, em harmonização com a rotulagem nomeadamente do saco bruto com timbre da Guiné-Bissau.

O vice-presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura   e Serviços(CCIAS),José Medina Lobato salientou que o negócio do caju sofreu sérias alterações a nível nacional e mundial, em consequência da grande crise global, que abalou o mundo , que é a pandemia da COVID-19.

Medina Lobato propôs a criação de um fundo, em forma de linha de crédito, em condições preferenciais compatíveis com atividade de industrialização da castanha de caju, na base de critérios de gestão a definir pela Comissão Nacional do Caju.

Solicitou apoio do governo para o sector privado nacional através de uma parceria com a CCIAS e uma empresa nacional, para a criação e implementação do Laboratório de Certificação, Validação e Controle de Qualidade dos produtos nacionais e importados para  comercialização.

O Presidente da Associação Nacional dos Importadores e Exportadores Mamadú Jamanca disse que a sua organização não cansará de denunciar as irregularidades nas campanhas de castanha de caju.

Disse  que o aumento das taxas  dos impostos pelo governo  serão complicadamente exequíveis até na forma de arrecadação das receitas.

Jamanca questionou  como é possível o governo ganhar tanto dinheiro nas cobranças das taxa nas campanhas de caju e a população continua a viver na pobreza extrema.

Diz que seria  preferível que as taxas sejam diminuídas para que o preço de referência pudesse  aumentar, para que  todos os atores da fileira possam ter os seus rendimentos.  

O presidente da Associação Nacional dos Intermediários(ANIN) Lássana Sambú pediu ao executivo para baixar  os custos de escoamento da castanha que é de 13 para 8 francos cfa por quilograma, tendo questionado como os 15 francos que devem ser revertido ao agricultores vão ser pagos.

O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau(ANAG) Jaime Boles Gomes elogiou a iniciativa do governo de abrir a campanha de castanha de caju logo no início do mês de Abril e por ter fixado o preço mínimo  em 360 francos cfa .

Boles referiu que  em 2019, o preço mínimo de compra ao produtor era de 500 fcfa mas que a campanha foi bloqueada durante um mês, devido a discordância com esse valor por parte de comerciantes.

O caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau , os dados mais recentes do Ministério do Comércio e Industria indicam que foram exportadas cerca de 154 mil toneladas de castanhas referentes a campanha passada.ANG/JD/ÂC//SG

Expo 2022/Comissária-geral da Expo pede patrocínio do Presidente da República

Bissau, 07 Abr. 21 (ANG) – A Comissário-geral da Expo pediu hoje ao Presidente da República para patrocinar a aquisição dos materiais que devem ser expostos na Expo 2022, em Dubai, nos Emiratos Árabes Unidos, entre 01 de Outubro deste ano e 30 de Março de 2022.

Francisca Maria Monteiro Vaz (Zinha Vaz) fez essa revelação à imprensa à saída de uma audiência com o chefe de Estado, Umaro Sisooco Embaló.

“Faltam seis meses para o  inicio do evento, e a Guiné-Bissau ainda não tem nada para levar”, disse Zinha Vaz que na ocasião anunciou que Umaro Sissoco Embalo foi convidado a estar em Dubai a 12 de Janeiro de 2022, dia consagrado à Guiné-Bissau.

Zinha Vaz disse que a Expo ê um tema que interessa muito a Guiné-Bissau porque o seu lema principal vai ser ʺConstruir um futuro tendo em conta as ligações das mentes, sonhar para construir um futuroʺ.

O tema, segundo Zinha Vaz, vai ter três grandes sub-temas, nomeadamente a sustentabilidade, oportunidade e a mobilidade, e que  a Guiné-Bissau vai fazer parte do pavilhão das oportunidades.

ʺNa qualidade de Comissária Geral de Expo 2020, teve uma audiência com Presidente da República para lhe informar dos preparativos do evento, que devia ser em Outubro do ano passado e que devido a pandemia da Covid-19 teve que ser adiado para Outubro deste ano, e deve prolongar até Março de 2022”, explicou.

Francisca Vaz sublinhou que  os organizadores e o Estado de Emiratos Árabes Unidos, mandaram convidar o Presidente da República para estar presente no dia 12 de Janeiro de 2022, dia da Guiné-Bissau, acrescentando que, por isso, trouxe uma carta para o efeito que  entregou ao Umaro Sissoco Embaló.

ʺA Guiné-Bissau é um país em vias de desenvolvimento, não temos meios para preparar o nosso pavilhão individual, mais os próprios organizadores já prepararam um pavilhão para a Guiné-Bissau e com o nosso apoio e trabalho, acho que vamos ultrapassar as  nossas dificuldades”, afirmou.

Francisca Vaz sublinhou que  a Guiné-Bissau é membro do Bureau Internacional da Exposição e que,
graças a Deus, tem as quotas em dia, frisando que,  pela primeira vez na história da exposição mundial cada país vai ter seu pavilhão.

“Eu vou agora no dia 30 desde mês  para participar na última Assembleia Preparatória do evento que vai decorrer de  5 à 6 de Maio, em Dubai”, disse.ANG/MI/ÂC//SG