terça-feira, 14 de junho de 2022

Tentativa de Burla/Ministério das Finanças nega existência de financiamento para apoiar Pequenas e Médias Empresas

Bissau, 14 Jun 22 (ANG) – O Ministério das Finanças desmentiu informações segundo as quais dispõe de um fundo de assistência para relançamento de  Pequenas e Médias Empresas(PMEs) na Guiné-Bissau, veiculadas nas redes sociais, tendo considerado o acto de “tentativa de burla, e  uso indevido” do seu logotipo por indivíduos ainda não identificados.

Vista do Ministério das Finanças

De acordo com uma Nota à imprensa daquela instituição, à que a ANG teve acesso,  as mesmas pessoas falam de uma suposta parceria utilizando indevidamente as fotos e logotipo do Ministério das Finanças e criaram uma página no facebook onde anunciam uma falsa oferta de assistência financeira para subvencionar as PMEs para ajudá-las a sairem da crise económica.

“Esta prática que se consubstancia um crime, coloca igualmente em causa a credibilidade do Ministério das Finanças que  tem merecido  a confiança dos cidadãos nos ultimos dois anos “,lê-se no documento.

Na nota, o Ministério das Finanças indica que os actores desta prática pretendem ganhar duma forma ilicita, algum valor monetário das pessoas que  pretendem relançar as suas empresas, e perante este acto, o Gabinete de Assessoria de imprensa do Ministério das Finanças faz saber que, a assistência à Pequenas e Médias Empresas lançada através da referida pagina ,  é falsa e não víncula aquela instituição.

Por isso, esta assessoria  alerta à todos os emprendedores para não deixarem serem seduzidos pela referida oferta enganadora e, em caso  de alguma relutância por parte dos autores dessa iniciativa que  os visados contactem o Ministério das Finanças. ANG/MSC/ÂC//SG

 

Guerra/Amnistia Internacional acusa Rússia de usar armas de fragmentação em Kharkiv

Bissau, 14 Jun 22 (ANG) - A Amnistia Internacional acusou a Rússia de crimes de guerra em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, onde foram mortas centenas de pessoas desde o início da guerra em finais de Fevereiro.

Num relatório publicado segunda-feira, esta ONG de defesa dos Direitos Humanos dá conta de bombardeamentos indiscriminados das forças russas contra populações civis naquela localidade onde refere que foram recolhidos vestígios de bombas de fragmentação e minas terrestres, armas proibidas pelas convenções internacionais. 

Intitulado “Qualquer um pode morrer a qualquer momento: os ataques indiscriminados das forças russas em Kharkiv, Ucrânia”, o novo relatório da Amnistia Internacional sobre os acontecimentos de Kharkiv, dá conta da morte de 606 de civis, 1.248 feridos e da destruição de bairros residenciais de Kharkiv desde o início da invasão da Rússia à Ucrânia. 

Com base na recolha de testemunhos de 160 pessoas, nomeadamente sobreviventes dos ataques, familiares de vítimas e fontes médicas, durante duas semanas em Abril e Maio, a Amnistia Internacional dá conta do uso de munições de fragmentação e de minas de dispersão naquela localidade, afirmando ter recolhido e analisado "provas materiais nos locais atacados, nomeadamente fragmentos de munições, bem como uma série de materiais digitais".

Ao recordar que "embora a Rússia não integre a Convenção de Munições de Fragmentação e a Convenção de Minas Antipessoais, o Direito Internacional Humanitário proíbe os ataques indiscriminados e o uso de armas devastadoras" e que "os ataques que resultem em morte ou ferimentos a civis, ou danos a bens civis, constituem crimes de guerra", a Amnistia Internacional considera que “as forças russas devem ser responsabilizadas pelas suas acçõese que "as vítimas e as suas famílias devem receber uma indemnização”.

Esta foi precisamente a reivindicação enunciada em entrevista à RFI por Pedro Neto, director executivo da Amnistia Internacional em Portugal. 

Ao realçar que a ONG de defesa dos Direitos Humanos registou "inclusive ataques que atingiram parques infantis" em Kharkiv e que "nestes ataques também foram documentados 9 mortos e 35 feridos", Pedro Neto refere por outro lado que a Amnistia Internacional viu "também ataques durante os trabalhos de ajuda humanitária, isto é quando centenas de pessoas estavam em filas para receberem mantimentos e outra ajuda humanitária", sendo que "ao abrigo das convenções de Genebra, não só é proibido atacar civis, também é proibido atacar civis e trabalhadores humanitários enquanto estão a prestar ajuda humanitária", recorda este responsável.

Relativamente ao uso de armas proibidas, Pedro Neto detalha que a Amnistia Internacional "identificou fragmentos de bombas de fragmentação 9N210 e 9N235", que "também se verificou que foram utilizadas minas de dispersão" e que "este tipo de bombas não direccionadas são proibidas por tratados internacionais sobre armamento a que a Rússia não aderiu -e percebe-se agora porquê- porque as quer utilizar."

O director executivo da Amnistia Internacional em Portugal sublinha que "mesmo assim, a Rússia não está desobrigada do cumprimento destas regras porque as convenções de Genebra, o direito humanitário internacional proíbe também causar sofrimento desproporcional e desnecessário quer a militares e muito menos a civis. As convenções de Genebra proíbem o ataque a civis. Pelo que vimos há aqui ataques indiscriminados e deliberados a zonas residenciais. A cidade de Kharkiv foi atacada com este tipo de armamento e de bombardeamentos aéreos e que atingiram os civis que estavam na sua vida do dia-a-dia completamente fora de uma lógica de guerra conforme as regras da guerra assim o definem".

Neste sentido, Pedro Neto declara que a Amnistia Internacional reclama "a responsabilização perante a lei e o direito internacional por parte do exército russo que foi quem atacou a cidade e os civis desta forma para duas medidas: a primeira, indemnizar as famílias dos civis mortos; a segunda, indemnizar os civis feridos e que perderam parcialmente ou totalmente membros do seu corpo e que terão que enfrentar a vida a partir de hoje de uma forma completamente diferente que até então, pelas limitações funcionais que agora terão e por causa de ataques sem sentido."

Refira-se entretanto que no terreno, neste que é o 110° dia da ofensiva de Moscovo na Ucrânia, as tropas russas continuam os seus bombardeamentos contra Severodonetsk no leste do país, cidade cuja zona central foi abandonada pelas tropas ucranianas depois de duas semanas de intensos combates. De acordo com as autoridades locais, cerca de 500 civis, entre os quais 40 crianças, terão encontrado refúgio na fábrica de produtos químicos Azot, num cenário semelhante àquele que aconteceu em Mariupol.

O Presidente ucraniano acusou ontem os russos de ter visado civis nestes últimos ataques, o que Moscovo desmente. Paralelamente, a agência noticiosa russa Interfax indicou que as tropas russas destruíram um armazém contendo armas americanas e europeias, na região de Ternopil, no oeste do país. Uma informação que por enquanto não foi possível confirmar. ANG/RFI

Cooperação/União Europeia firma acordo de financiamento de 13 milhões de euros para as áreas de saúde e reforço de parcerias  

Bissau, 14 Jun 22 (ANG) – A União Europeia e a Guiné-Bissau, representada pelo  Ministério das Finanças estabeleceram um acordo de financiamento de 13 milhões de euros para as áreas de saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil guineense.

A informação consta na pâgina de facebook do Ministério das Finanças, que refere que o documento que suporta a execução do convénio foi assinado, segunda-feira,(13)   pelo ministro das Finanças João Aladje Mamadu Fadia e Francesca Di Mauro, a chefe da Unidade para África Ocidental na Direção Geral de Parcerias Internacionais da União Europeia.

De acordo com esta plataforma de comunicação do Ministério das Finanças, no âmbito desse acordo três milhões de euros serão aplicados na área de mecanismo de     cooperação, para o reforço da parceria entre a Guiné-Bissau e a União Europeia.

Para a área de saúde está previsto um desembolso  de dez milhões de euros para assistência à saúde reprodutiva, visando contribuir para a redução da mortalidade materna e infantil no país. ANG/MI/ÂC//SG  

            Saúde/Activista guineense cria pensos higiénicos reutilizáveis

 Bissau, 14 Jun 22 (ANG) - A educadora menstrual e activista guineense, Haua Embaló, lançou recentemente a marca “Nha Lua” que disponibiliza produtos reutilizáveis de higiene feminina.

Para além dos copos e das cuecas menstruais -artigos importados- a marca fabrica pensos higiénicos feitos a partir do tecido de algodão africano.

O projecto pretende quebrar tabus, contrariar o absentismo escolar e oferecer produtos sustentáveis para que “as meninas e as mulheres possam gerir a menstruação com dignidade”.

RFI: Como é que surge este projecto?

Haua Embaló: Este projeto surgiu no contexto de trabalho de uma ONG guineense, da qual faço parte, que estava a tratar as questões de higiene nas escolas e a componente de higiene menstrual. A partir daí, começo a aperceber-me de que [na Guiné-Bissau] há muito pouca informação e poucos produtos sustentáveis que permitam às mulheres gerir a sua menstruação com dignidade.

Considera que a menstruação continua a ser um tabu em África?

Eu creio que a menstruação não é só um tabu em África. A menstruação é um tabu pelo mundo todo, provavelmente será o tabu mais antigo do mundo. Na Europa, quando se fazem publicidades de produtos menstruais, por exemplo, pensos higiénicos, o líquido que simulam sendo a menstruação nunca é vermelho, é azul.

Agora, naturalmente que em África os tabus são mais exacerbados porque têm a ver com questões culturais muito fortes, questões religiosas e outras. Na Guiné-Bissau, particularmente, há muitos tabus e esses tabus fazem com que as meninas não tenham informações. Fizemos um estudo, há uns anos, que mostrou que mais da metade das meninas só soube o que era a menstruação quando teve a sua “menarca”, ou seja, a primeira menstruação e mesmo assim não foi informada da maneira mais aconselhável.

A menstruação também acaba por estar ligada ao absentismo escolar?

Muitas meninas faltam às aulas por sofrerem de dores menstruais não tratadas porque a sociedade acha que as dores associadas ao ciclo menstrual são “um fardo” que a mulher deve aguentar, esta é a primeira causa.

A segunda causa está ligada à falta de produtos menstruais que permitam a esta menina circular livremente, sem medo de ser gozada na escola ou na rua. Nós sabemos como é que são os adolescentes e se uma menina fica manchada é logo alvo de várias piadas. Este tipo de situação pode até fazer com que a menina desista da escola.

Apresenta um penso higiénico “inovador”. Como é que ele é feito?

O penso higiénico “Nha Lua” é uma modernização dos trapos que as nossas mães, as nossas avós usavam há algum tempo. Nós chamamos-lhe “retalho”, um pedaço de pano e o que nós fizemos foi aprimorar esse “retalho”. O penso higiénico é feito de quatro camadas. Um tecido de algodão respirável, um tecido impermeável, uma camada de turco e uma camada de um tecido de algodão que entra em contacto directo com as partes íntimas. Trata-se de um produto ecologicamente mais sustentável, uma vez que não vai deixar resíduos no ambiente. Sabemos que África tem graves problemas de saneamento e apostar em produtos sustentáveis talvez seja o caminho a seguir.

E o que pretende com este produto?

Eu gostaria de proporcionar -às meninas e às mulheres- um conforto. Que elas sintam que o ciclo menstrual é um processo biológico natural nas mulheres e que se sintam confortáveis com a menstruação.

Para além do penso higiénico, que outros produtos disponibiliza a marca “Nha Lua”?

O produto penso menstrual reutilizável é feito por nós aqui na Guiné-Bissau, mas importamos outros produtos que consideramos inovadores no mercado guineense. Refiro-me ao copo ou colector menstrual, também sustentável, e às cuecas menstruais feitas com material adaptado e com riscos mínimos da mulher se manchar, artigos que são importados.

Qual é o feedback que está a ter desses produtos?

Começámos com os colectores menstruais, há já algum tempo, e a aceitação é muito boa. Com os pensos higiénicos, que estamos a começar agora, lançamos a marca e os pensos no dia 28 de Maio, dia em que assinala o dia da saúde e da higiene menstrual. Tenho recebido muitas mensagens de pessoas que estão interessadas em adquirir estes produtos.

Estes produtos estão no mercado a um preço acessível?

Sim, estão. Eu diria que se compararmos um penso reutilizável com um penso descartável podemos pensar que é caro, mas se pensarmos que temos de adquirir, no mínimo, um pacote de pensos higiénicos todos os meses, diria que em cinco meses nós pagamos uma cueca ou um colector menstrual. Quanto aos pensos, estes são mais baratos.

São produtos que depois podem ser reutilizáveis...  

São produtos que podem ser usados entre dois a cinco anos.

Estes produtos estão disponíveis em todo o país?

Não, por enquanto só em Bissau. A nossa ambição é poder chegar a mais meninas e mulheres, sobretudo às que vivem em zonas rurais- onde os meios são mais escassos para adquirir os produtos de higiene feminina e o nível ecónomico é inferior ao da capital- para que elas também possam ter acesso a estes produtos.

Quais são os desafios da educação menstrual na Guiné-Bissau?

Eu creio que o maior desafio é o tabu que cerca a menstruação. No entanto, penso que aos poucos vamos quebrando barreiras, quebrando os tabus e podendo falar destes assuntos. É muito importante que os próprios pais e educadores possam quebrar as barreiras, pois só assim conseguiremos formar as meninas e também os homens mais independentes no futuro. Para que quando eles forem adultos, tenham uma visão mais descomplexada das questões menstruais. ANG/RFI

segunda-feira, 13 de junho de 2022


Política
/”Domingos Simões Pereira está a tentar focalizar uma questão de interesse nacional com questões de índole pessoal”, diz o Porta Voz da Presidência da República

Bissau,13 jun 22(ANG) – O porta-voz da Presidência da República, disse que, uma vez mais, o líder do PAIGC Domingos Simões Pereira está a tentar focalizar uma questão de estrito interesse nacional, que é a participação do partido num Governo inclusivo de Iniciativa Presidencial, com as condições que chama de “mundanas” de índole pessoal, que visem “furtar-se” à justiça.

António Óscar(Kankan) Barbosa, reagia à uma alegada entrevista dada a Voz de América pelo líder do PAIGC, em que, Simões Pereira terá dito que apresentou ao Presidente da República algumas condições prévias antes de qualquer decisão  para satisfazer o  convite  para o PAIGC integrar o Governo de sua Iniciativa, nomeadamente  a abolição de quaisquer actos  de violação dos Direitos civis e políticos dos cidadãos, entre outras.

Kankan diz que são falsas e nega que nenhuma dessas questões foram  abordadas.

Num comunicado do Gabinete de Comunicações e Relações Públicas da Presidência enviada à ANG, Kankan disse que é ocasião para  dizer “basta” ao Domingos Simões Pereira e as suas “manobras sórdidas” e dizer-lhe para ter a coragem e hombridade de separar as águas e dignar-se, tal  como qualquer cidadão comum, a enfrentar a justiça.

“Estamos absolutamente certos, enquanto porta voz da Sua Excelência Senhor Presidente da República, daquilo que estamos a afirmar e disso podem testemunhar os dirigentes do PAIGC, nomeadamente o comandante Manuel dos Santos Manecas, Adiatu Djalo Nandigna, Ali Hijazy e Adriano Ferreira(Atchutchi), que tiveram a oportunidades de assistir as audiências acordadas pelo chefe de Estado ao PAIGC”, disse.

O comunicado  refere que, numa das audiências, Domingos Simões Pereiras tentou condicionar a participação do PAIGC no Governo de Iniciativa Presidencial ao solicitar a intervenção do Presidente da República no sentido deste mandar parar os processos judiciais que pendem sobre ele e da situação gerada por um militante do partido, a que Tribunal Regional de Bissau mandou suspender e fazer reiniciar todo o processo de preparação do Congresso do partido.

Como resposta, prosseguiu António Óscar Barbosa, o chefe de Estado dissera que os assuntos judiciais, nada têm a ver com o Presidente da República e que ele jamais interferiu e nunca intervirá  nos trabalho e nas decisões dos tribunais.

“Perante esta manobra do DSP, estamos a crer que chegou o momento dos guineenses principalmente, os dirigentes e militantes do PAIGC caírem na realidade de que Domingos Simões Pereira é um “embuste político”, que se serve, de forma descarada e cobarde, duma grande instituição política que é o PAIGC para se eximir das suas responsabilidades extra políticas de exclusivo foro judicial”, disse.

Segundo Kankan Barbosa, Domingos Simões Pereira, mais uma vez, está a utilizar o seu “malabarismo político”, para fugir a verdade, aproveitando-se de um convite do chefe de Estado para integrar um Governo de Iniciativa Presidencial, para “oportunamente”, trazer a colação, as questões alheias como a situação dos direitos humanos, que é da responsabilidade transversal de toda a sociedade e não do Presidente da República. ANG/ÂC//SG


Saneamento urbano
/Câmara Municipal de Lisboa doa fardamentos à sua congênere de Bissau

Bissau,13 Jun 22(ANG) – A Câmara Municipal de Bissau beneficiou esta segunda-feira de um lote de materiais constituído de uniformes para o pessoal de remoção de lixos, da Direcção de Saneamento, doados pela Câmara Municipal de Lisboa.

Em declarações à imprensa, no acto da entrega dos referidos materiais, o Presidente da Câmara Municipal de Bissau(CMB), Luís Enchama recomendou  o melhor uso e conservação dos materiais doados.

Enchama salientou que, o gesto se enquadra nos esforços da edilidade camarária para criar condições de proteção aos trabalhadores que diariamente estão em contato com o lixo.

“Nesta ordem de ideias e com o intuito de lhes fazer saber que os seus esforços estão sendo reconhecidos pelo Governo e em especial pela CMB, decidimos entregá-los os referidos materiais, de forma a se sentirem mais confortados”, disse.

Os equipamentos recebidos são 126 blusões auxiliares, 10 para encarregados de Brigadas de Saneamento, 37 blusões de Cantoneiros (varredores de rua), 25 camisas auxiliares, 19 camisolas auxiliares, 178 camisolas e 132 calças auxiliares para cantoneiros.

Sobre o balanço da sua missão à Lisboa, Portugal, o Presidente da Câmara Municipal de Bissau disse que foi positivo porque permitiu-lhe assinar vários acordos e rever  outros anteriormente assinados com os seus parceiros portugueses.

Luís Enchama disse que assinaram um acordo com a Escola de Turismo de Aveiro, no âmbito do qual  foram concedidos 10 bolsas para os filhos dos funcionários da CMB, e adiantou  que o Instituto Superior Técnico de Lisboa, ofereceu estágios para  três arquitetos.

“Com a Câmara Municipal de Oeiras conseguimos seis vagas para estágios, nas áreas de urbanismo e topografia, e a Câmara Municipal de Moura ofereceu estágios para quatro filhos de funcionários da CMB”, revelou Enchama. ANG/ÂC//SG

 

 

Reino Unido/Primeiro voo de repatriamento de migrantes ilegais para o Ruanda parte terça-feira

Bissau, 13 Jun 22 (ANG) - O Reino Unido quer enviar migrantes que chegam ilegalmente ao Reino Unido para o Ruanda para desencorajar as travessias perigosas do Canal de Mancha organizadas por traficantes.

130 pessoas foram avisadas até agora que seriam transportadas para o Ruanda, onde terão de ficar enquanto os pedidos de asilo são avaliados. 

Mas o plano foi condenado por partidos, líderes religiosos e dezenas de organizações, incluindo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados.

Apesar de receber luz verde da justiça britânica, o Ministério do Interior acabou por recuar em vários casos devido aos processos levantados em tribunal. 

Durante o fim-de-semana, o jornal Sunday Times revelou que o próprio príncipe Carlos terá descrito a medida como “horrível”,  antecipando as críticas durante uma reunião da Commonwealth na próxima semana em Kigali.

Mais uma razão para o Governo britânico suspender os voos previstos.

O sucesso do primeiro voo de refugiados do Reino Unido para o Ruanda marcado para terça-feira  está em risco. Do número inicial de 37 pessoas, só restam 10, indicou hoje a organização humanitária Care4Calais.

 A medida ainda vai ser contestada esta tarde nos tribunais e poderá ser cancelada de todo. ANG/RFI

 

 


Política
/”PAIGC não integrou  novo Governo por incumprimento das propostas do partido”, diz comunicado do BP do PAIGC

Bissau, 13 Jun 22 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), não integrou o Governo de Iniciativa Presidencial, por incumprimento de condicionalismo para o partido prencher os postos ministeriais propostos.

A informação consta no comunicado sobre a 2ª  reunião extraordinária do Bureau Político(BP) do PAIGC, realizada no passado dia 09 de junho,na qual se analisou  a situação política vigente no país e o andamento e a avaliação do processo negocial por parte da Comissão Permanentente do partido para a eventual integração no Governo de Iniciativa Presidencial.

Segundo o comunicado, foram apresentadas algumas condições prévias, para o partido integrar o novo Gioverno.

Dentre as condições, constam a eliminação de todos os atos de violação dos direitos civis e políticos, dos cidadãos e das entidades nacionais, a eliminação de todas e quaisquer interferências de entidades estranhas ao jogo político, nomeadamente as instâncias judiciais e  criação de um ambiente de paz e de apaziguamento que permita a preparação do processo eleitoral com condições para garantir a liberdade,  justiça e  transparência do ato eleitoral.

Estas propostas, refere o comunicado, receberam o melhor acolhimento nas primeiras abordagens, seguindo-se inclusive promessas de seu imediato atendimento, tendo o coordenador da equipa de contacto recebido uma correspondência não assinada e sem logotipo institucional, através da qual se informava o partido de estar convidado para preencher algumas pastas no Governo.

“Apesar de reiteradas promessas e, perante a insistência da Comissão Negocial em dispor de evidências que assegurem o comprometimento das partes pelo respeito dos pressupostos acima descritos, as posições foram mudando, tendo passado de cumprimento absolutamente certo, para promessa de cumprimento, mas sem prazos fixos, até que finalmente chegou a indicação de que não se aceitava nenhum condicionamento ao preenchimento dos postos ministeriais propostos”, refere o comunicado.

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reitera, por via desse comunicado, a determinação de manter a sua contribuição para a paz na Guiné-Bissau, com base na linha dos seus princípios e na defesa intransigente dos direitos e liberdades inerentes à Constituição de um Estado de Direito Democrático na República da Guiné-Bissau.

A nota acrescenta  que as pastas anteriormente concedidas ao PAIGC são, o Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, o Ministério dos Recursos Naturais, Petróleo e Minas, o da Educação Nacional, a Secretaria de Estado do Plano e Integração Regional e a Secretaria de Estado da Juventude, Emprego e Formação Profissional e Posteriormente, e na sequência de contactos posteriores, seria verbalmente acrescentada a essa lista a Secretaria de Estado da Gestão Hospitalar.

A nota referiu também que o Bureau Político instruiu a Comissão Permanente do partido a manter aberta a via do diálogo, à luz do mandato recebido pelo BP, avaliando, a cada momento, os elementos disponíveis e tomar as decisões que entender coadunar-se com os superiores interesses do partido e da nação guineense. ANG/MI/ÂC//SG  

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                       Nigéria
/PR  promete votação "livre" nas presidenciais

Bissau, 13 Jun 22 (ANG) - O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, prometeu, domingo, durante o aniversário do retorno à democracia do país mais populoso de África, que as eleições presidenciais marcadas para 2023 serão "livres", "seguras" e "transparentes".

"Sei que mutios estão preocupados com o aumento da insegurança devido a actividades terroristas em algumas partes do país. O governo está a trabalhar "duro" para garantir que as eleições gerais de 2023 sejam seguras", disse Buhari, durante a reunião e num discurso transmitido na televisão local.

Buhari prometeu "um processo eleitoral livre, justo e transparente".

"Compatriotas nigerianos, o vosso direito de escolher o vosso Governo será preservado e protegido", acrescentou.

Com o lançamento oficial da campanha presidencial e com os principais partidos a apresentarem o seu candidato, o chefe de Estado lançou um apelo à unidade.

"Devemos manter uma atitude razoável durante a campanha e as eleições. Este momento não deve ser interpretado como de 'fazer ou morrer'. Democracia é que o povo possa expressar a sua vontade. Deve haver vencedores e vencidos", sublinhou Buhari, por ocasião do Dia da Democracia.

Sob críticas por um histórico considerado catastrófico, Muhammadu Buhari está a terminar um segundo mandato.

Após anos de ditaduras militares, a Nigéria voltou à democracia em 1999, embora persistam problemas de insegurança, pobreza extrema, corrupção endémica e clientelismo.

O país é palco de uma insurgência jihadista de mais de 10 anos no nordeste, gangues criminosos no noroeste e centro, bem como distúrbios separatistas no sudeste.

A maior economia da África, enfraquecida pelo impacto da pandemia da covid-19, está agora também a sofrer as consequências da guerra na Ucrânia com o aumento dos preços dos combustíveis e alimentos em todo o continente.

O ex-governador de Lagos Bola Tinubu, bem como o ex-vice-presidente Atiku Abubakar foram nomeados, respectivamente, para o Partido do Congresso dos Progressistas (APC) e o principal partido da oposição, o Partido Democrático Popular (PDP).

Em causa estão dois homens muito controversos: ambos estão na casa dos 70, extremamente ricos e que já foram acusados de corrupção em várias ocasiões.

Desde que voltou ao regime civil, a Nigéria realizou seis eleições nacionais, algumas delas marcadas por fraudes, dificuldades técnicas, violência e questões legais. ANG/Angop

 

Parlamento da CEDEAO/Deputados debatem situações o de instabilidades na sub-região

Bissau,13 Jun 22(ANG) – Os deputados do Parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), encontram-se reunidos na 1ª Sessão Ordinária do ano 2022, que decorre entre os dias 9 de junho à 2 de julho em Abuja(Nigéria).

No seu discurso na cerimónia de abertura do evento, o Presidente do Parlamento da CEDEAO, Sidie Mohammed Tunes, alertou sobre o contexto regional de instabilidade e  insegurança dos países membros, com consequências da pandemia da Covid-19 associado a guerra na Europa, que afectam as economias nacionais.

O Presidente do Parlamento da CEDEAO, questionou no seu discurso sobre o quê que a organização pode fazer para o controle dos preços da energia e de produtos alimentares, nesse periodo da pandemia e da guerra na Ucrânia.

Durante a referida sessão os deputados vão debater  questões da governação, de mudanças constitucionais, da consolidação da democracia e os impactos da Crise Russo-Ucrania nos países membros entre outros assuntos.


Os parlamentares comunitários vão
ainda  analisar e adoptar os relatórios de actividades dos países membros, a fim de propor soluções  capazes de melhorar a governação além de deliberarem sobre projectos de regulamentos da comunidade emanados pela Comissão da CEDEAO.

Mamadu Candé da TGB, em serviço especial para a ANG

 

Política/Direção do PRS vai diligenciar-se para preenchimento das vagas de três ministros exonerados

Bissau,13 Jun 22(ANG) - O Porta-voz do Partido da Renovação Social (PRS), Raimundo Agostinho Ialá, afirmou que o partido vai dialogar com a Presidência da República para preencher o vazio deixado pelos três dirigentes exonerados, na sequência da sua falta de comparência na cerimônia de tomada de posse do novo executivo de iniciativa presidencial.

Raimundo Ialá, em declarações à imprensa, após a reunião da Comissão Política realizada na sede histórica do partido, em “Kundoc”, Bairro de Míssira, em Bissau, no último fim de semana, disse que os dirigentes dos renovadores só não tomaram posse por “ lapso” de comunicação entre o partido e a Presidência da República.

Confirmou que o chefe de Estado endereçou um “convite formal” ao partido, que o respondeu positivamente.

“O PRS sempre acompanhou o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló”, disse, para de seguida informar que na última reunião da comissão política, o partido reiterou a sua posição de continuar no governo.

“Na reunião de hoje, o partido confirmou a mesma posição e congratula-se por os seus elementos terem tomado posse hoje e em relação aos que não tomaram, devido a um lapso de comunicação, o partido vai envidar esforços para colmatar essa vacatura”, assegurou.

Questionado sobre como o partido vai ultrapassar essa situação respondeu que na política sempre há “alternativas e saídas” para cada caso e que soluções podem ser encontradas, através de contatos que a direção superior irá promover, em breve.


Os ministros exonerados são, Fernando Dias, ex-ministro dos Recursos Naturais, Mario Sambé, ex-ministro da Energia e  Industria e Tcherno Djaló, ex-ministro da educação Nacional.  
ANG/Odemocratagb

 

França/Mais de 260 duelos vão opor as forças de Mélenchon e Macron na segunda volta das legislativas

Bissau, 13 Jun 22 (ANG) -  A coligação de Emmanuel Macron ganhou as eleições com uma vantagem de apenas 21 mil votos face à coligação de esquerda de Jean-Luc Mélenchon, pelo que, daqui a uma semana, estas duas forças batem-se uma contra a outra em 262 duelos de eleitores.

Já à esquerda, a coligação Nova União Popular Ecologista e Social (Nupes) com 25,66% nesta primeira volta, pode ter um resultado interessante, aumentando o números das quatro forças que a constituem: a França Insubmissa, Os Verdes, o Partido Comunista Francês e o Partido Socialista.

Esta concorrência entre o centro e a esquerda vai ver-se em duelos frente a frente em 262 círculos eleitorais, onde um candidato da coligação de esquerda se vai bater contra um candidato do partido do Presidente. Já a terceira força política desta eleição, a União Nacionalde Marine Le Pen estará também muito presente na segunda volta, com 113 duelos contra o Presidente e 61 face à Nupes.

Do seu lado, a coligação do Presidente já veio dizer que "nem um voto deve ir para a União Nacional", de extrema-direita, encorajando os seus militantes a votarem nesses casos à esquerda. Quanto à direita tradicional, chegou à segunda volta em cerca de 70 circunscrições.

Fora de qualquer combate na segunda volta, ficou o partido de extrema-direita de Éric Zemmour, que viu não só o seu fundador eliminado, mas também outras figuras importantes desta força política.

Nesta primeira volta das eleições legialtivas francesas foram eleitos cinco deputados, quatro para Nupes em Paris e na região parisiense, e um para a coligação do Presidente, no departamento de Mayenne.ANG/RFI

 

sexta-feira, 10 de junho de 2022


Posse novo governo
/Presidente da República empossa novo Governo e recomenda manutenção dos Directores-gerais

Bissau, 10 Jun 22 (ANG) – O Presidente da República conferiu hoje posse aos novos membros de Governo de sua iniciativa, tendo na ocasião recomendado aos recem empossados a manutenção dos actuais Directores-gerais.

Ao usar da palavra no  acto , o PR Umaro Sissoco Embaló reiterou aos récem empossados que o governo formado é de gestão e de sua iniciativa presidencial.

“Por outro lado, é bom que fique claro, que não é um governo formado pelos partidos políticos ou então pela maioria no parlamento”, disse.

O Chefe de Estado recomendou  aos ministros e secretários de Estados empossados para continuarem a imprimir a mesma dinâmica que o governo cessante imprimia.

“Aproveito o momento para exortar ao Chefe de Governo que o momento é prematura para que os ministros empossados comecem logo a exonerar os Directores-gerais. Não vou permitir isso”, disse.

O chefe de Estado pediu a continuidade nas funções  dos Directores-gerais em exercicio e diz que  estão a dar conta de recado, frisando que só podem ser retirados das funções os que não estão a provar.

Umaro Sissoco Embaló pediu ao sector da justiça para trabalharem no sentido de dinamizar o sector sem olhar de lado.

Questionado sobre a ausência de Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC) no governo, e que todos sabem que já tinha manifestado a sua integração no executivo,  o PR lamentou a ausência dos Libertadores no governo sem se referir aos  motivos.

Disse entretanto que existe com o PAIGC um comprimisso de boa coabitação.

ANG/LLA/ÂC//SG

     ONU/Moçambique promete ser a voz de África no Conselho de Segurança

Bissau, 10 Jun 22 (ANG) - Moçambique foi, quinta-feira, eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sendo a   primeira vez que Maputo ocupa o lugar e recebeu a totalidade dos 192 votos possíveis.

Num discurso à nação, em reacção ao anúncio dos resultados da votação, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi prometeu ser “a voz dos países africanos que procuram edificar um futuro pacífico e próspero para todos”.

O chefe de Estado moçambicano assegurou que, durante os dois anos de mandato, Maputo não vai poupar esforços na defesa do diálogo e multilateralismo para a paz no mundo.

Encoraja-nos o facto de que ao longo da construção da nossa nação e da edificação das bases da nossa política externa tenhamos, sempre, pautado por princípios que privilegiam, entre outros, a defesa do interesse nacional, o respeito pela soberania e integridade territorial dos estados, o primado da política de paz e de solução pacífica de conflitos, assim como a advocacia do multilateralismo. Princípios e regras angulares que se encontram plasmados, de forma clara, tanto na nossa Constituição, quanto na Carta das Nações Unidas e que serão sempre objecto de respeito pelos moçambicanos. Esta é a postura que serve e sempre servirá de bússola para a nossa equipa nas deliberações e negociações de que farão parte nos próximos dois anos no Conselho de Segurança”.

No seu discurso, Nyuse lembrou a experiência nacional na resolução pacífica de conflitos, através do diálogo: “O nosso país tem história, tem cadastro, experiência em defender medidas de mitigação de conflitos e acima de tudo de promover soluções negociadas para a paz. Neste sentido o nosso empenho mantém-se inabalável. Moçambique está numa posição única, uma vez que traz consigo a sua própria experiência de construção da paz e segurança. Isto é, a cultura de diálogo. O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional é um exemplo recente de como se pode alcançar a paz através de apropriação nacional, de processos e do diálogo”.

É a primeira vez que Moçambique ocupa o lugar de membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O país recebeu a totalidade dos 192 votos possíveis.

A eleição coloca o país “no mapa da diplomacia mundial e eleva para altos patamares, o bom nome e reputação internacional de Moçambique e dos moçambicanos”, acrescentou Nyusi.ANG/RFI

   
Governação
/Presidente da República exonera três ministros recém nomeados

Bissau,10 Jun 22(ANG) – O Presidente da República exonerou três ministros, que haviam sido nomeados para novo elenco governamental, publicado quinta-feira através do decreto presidencial número 27/2022, de 09 de Junho.

De acordo com o decreto presidencial número 29/2022, enviado hoje à ANG, os ministros exonerados são, Fernando Dias, anteriormente nomeado nas funções de ministro de Estado dos Recursos Naturais, Mário Siano Fambé, para o pelouro de Energia e Indústria e Tcherno Djaló, nomeado ministro da Educação Nacional.

No anterior governo da 10ª Legislatura, Fernando Dias, ocupava as funções do ministro de Administração Territorial e Poder Local, enquanto que Mário Siano Fambé era ministro das Pescas e Tcherno Djaló ocupava as funções do ministro do Comércio e Indústria.

O decreto presidencial não avançou com os motivos da exoneração dos referidos membros do Governo, que não contou com a participação de elementos do PAIGC, cuja formação política  havia sido convidado para o efeito.

Os restantes membros do Governo foram esta sexta-feira empossado nas suas funções pelo Presidente, Umaro Sissoco Embaló.ANG/ÂC//SG