sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Nova Iorque/Líderes da CEDEAO decidem aplicar sanções à junta militar da Guiné-Conacri

Bissau, 23 Set 23(ANG) – Os dirigentes dos Estados da África ocidental decidiram, numa cimeira extraordinária na quinta-feira à noite, em Nova Iorque, aplicar “sanções progressivas” contra a junta militar no poder na Guiné-Conacri.

“Decidimos aplicar sanções contra a Guiné”, declarou o presidente da comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Omar Aliou Touray, no final de uma cimeira à porta fechada, em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral da ONU

A decisão foi tomada perante a inflexibilidade dos militares em reduzir o período de transição do poder para os civis, previsto em 36 meses, para 24.

De acordo com um documento, consultado pela agência de notícias France-Presse e confirmado por vários participantes na cimeira, “foi decidido adotar sanções progressivas contra indivíduos e contra a junta guineense”.

No mesmo texto é indicado que “muito rapidamente, o presidente em exercício da CEDEAO [o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló] e o presidente da comissão da CEDEAO vão estabelecer uma lista de pessoas e, de forma gradual,  aplicar as sanções”.

Reunidos durante várias horas, os líderes da CEDEAO, com exceção do Mali, da Guiné-Conacri e do Burquina Faso, países dirigidos por juntas militares, exigiram também a libertação de 46 soldados da Costa do Marfim, detidos no Mali.

“Condenamos a detenção dos militares costa-marfinenses. Na terça-feira [27 de setembro], a CEDEAO vai enviar ao Mali os Presidentes do Gana, do Togo e do Senegal para obter a libertação” dos soldados, disse Omar Aliou Touray.

“O tempo dos golpes de Estado acabou”, reiterou.

Na quarta-feira, o presidente em exercício da CEDEAO e chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, tinha advertido que a junta militar na Guiné-Conacri poderá enfrentar “pesadas sanções” se insistir em permanecer no poder por mais três anos.

Em julho, Embaló afirmou ter convencido a junta militar, que chegou ao poder através de um golpe de Estado, em setembro de 2021, a reduzir o período de transição do poder para os civis para 24 meses, mas autoridades nunca confirmaram e mantêm os 36 meses.

Desde 2020, a região da CEDEAO, que conta 15 países-membros, tem assistido a uma onda de golpes de Estado, nomeadamente no Mali, na Guiné-Conacri e no Burquina Faso e alarmada com o risco de contágio a outras nações da zona tem multiplicado mediações e pressões para o regresso do poder aos civis nestes países. ANG/Inforpress/Lusa


Nova Iorque/UE mantém ajuda militar à Ucrânia e vai aumentar sanções à Rússia

Bissau, 23 Set 22 (ANG) – A UE vai manter a ajuda militar à Ucrânia e aumentar as sanções à Rússia, anunciou quinta-feira o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, no final de uma reunião de emergência em Nova Iorque.


O conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, reunido de emergência em Nova Iorque, “decidiu manter a ajuda militar à Ucrânia e aumentar as sanções económicas, setoriais e individuais à Rússia”, disse Borrell aos jornalistas no final do encontro.

“Foi uma decisão tomada rapidamente nesta reunião de emergência do conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros e que demonstra a determinação da União Europeia [UE] em continuar a ajudar a Ucrânia a enfrentar a agressão russa”, salientou.

Borrell remeteu para mais tarde as medidas detalhadas, referindo que só poderão ser definidas numa reunião formal, e manifestou-se certo de que será alcançado “um acordo unânime para as novas sanções”.

“As referências a armas nucleares não abalam a nossa determinação, resolução e unidade em ficar ao lado da Ucrânia e o nosso apoio alargado à capacidade da Ucrânia de defender a integridade territorial e soberania, demore o que demorar. Mais ainda, a UE reafirma o compromisso de maior apoio à resiliência dos parceiros orientais e Balcãs ocidentais”, de acordo com uma declaração divulgada no final do encontro dos responsáveis da UE.

“A UE mantém-se inabalável no apoio à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia e exige que a Rússia retire imediata, completa e incondicionalmente todas as tropas e equipamento militar de todo o território da Ucrânia, nas fronteiras reconhecidas internacionalmente”, pode ler-se no documento.

Na quarta-feira, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a mobilização de reservistas, referendos para a anexação de territórios ucranianos e prometeu recorrer a “todos os meios ao seu dispor”, numa alusão ao armamento nuclear, acrescentando: “isto não é bluff”.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

ANG/Inforpress/Lusa

 

                                   STP/Último dia de campanha eleitoral

Bissau, 23 Set 22 (ANG)- São Tomé e Príncipe cumpre esta sexta-feira(23) último dia de campanha eleitoral para as eleições legislativas, regional e autárquicas deste domingo . 

O processo eleitoral conta com várias missões de observação, nomeadamente da União Europeia (pela primeira vez e com 42 observadores) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (com 21 observadores).

Segundo a RFI, a  chefe dos observadores europeus, Maria Manuel Leitão Marques, disse  que “o processo eleitoral tem decorrido de forma calma, sem incidentes”, mas “com participação desigual dos vários partidos”.

A eurodeputada portuguesa disse esperar “que não haja compra de consciências”, prometeu que a missão vai estar atenta a qualquer queixa de fraude e admitiu que a não realização de recenseamento eleitoral deverá constar no relatório final porque “é um problema naturalmente grave” quando há “pessoas que poderiam votar e não vão votar”.

 Maria Manuel Leitão Marques disse, ainda, que a missão de observação eleitoral europeia “é um reconhecimento do que em termos democráticos se tem passado em São Tomé”.

Quanto à CPLP, o líder da missão de observação eleitoral, Rafael Vidal, disse não temer incidentes semelhantes aos ocorridos na sequência das legislativas de 2018 e falou em “serenidade” e “organização” no processo.

O analista político Celsio Junqueira descreveu a campanha como “morna” e sem o ‘élan’ de outros tempos”.  “Tal como a população, em geral, tem dito que a campanha está morna, ela, de facto, não tem tido o ‘élan’ de outros tempos. Talvez estejamos a pagar as consequências do período de pandemia. Não há grandes comícios, não têm vindo cantores estrangeiros que costumavam actuar nas campanhas. As campanhas normalmente eram um festival mesmo. Desta vez, as campanhas estão muito mornas, tem havido pouca movimentação, tem havido mais passeatas - que é uma coisa que se começou a fazer devido ao período da pandemia de Covid”, afirmou.

Dez partidos e uma coligação concorrem às eleições legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN).

Os são-tomenses são chamados a eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois na diáspora que, pela primeira vez, serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África.

Os cerca de 123 mil eleitores são-tomenses são, ainda, chamados a escolher os presidentes das autarquias.

Este sábado, é dia de reflexão e nenhuma actividade política é autorizada neste dia. Domingo, os cerca de 123 mil eleitores serão chamados às urnas para as eleições legislativas, autárquicas e regional.ANG/RFI

 

Burquina Faso/Antigo chefe de gabinete de ex-PR Blaise Compaoré  condenado a 20 anos de prisão

BissaU, 23 Set 22 (ANG) - O antigo chefe de gabinete do ex-Presidente do Burkina Faso Blaise Compaoré, o general Gilbert Diendéré, foi hoje condenado a 20 anos de prisão pelo homicídio de um líder estudantil durante uma manifestação na capital, em 1990.

Diendéré foi também condenado a pagar uma multa de um milhão de francos centroafricanos, equivalentes a 1.500 euros, enquanto os outros dois acusados, Amadou Bamba e Yougbaré Magloire Victor, foram apenas condenados à prisão.

Victor, que está fugido à Justiça, foi condenado a 30 anos de prisão, e Bamba foi condenado a 10 anos, de acordo com o portal de notícias Burkina 24, citado pela Europa Press.

Os condenados estava acusados de deter ilegalmente vários estudantes, entre os quais Boukary, que foi torturado até à morte no âmbito da sua participação numa manifestação estudantil que foi violentamente reprimida pelas forças de segurança.

Diendéré foi considerado durante três décadas como uma das principais figuras do Burkina Faso e foi o 'braço direito' de Campaoré, que presidiu a este país africano de 1991 a 2014 e, em 2015, encabeçou um golpe de Estado falhado contra Michel Kafando.

O antigo general já tinha sido sentenciado, em Abril, a prisão perpétua pelo seu papel no homicídio, em 1987, do líder revolucionário e ícone do pan-africanismo Thomas Sankara, tendo Campaoré recebido a mesma sentença. ANG/RFI

 

     Moscovo/Milhares de russos continuam a tentar fugir para  Finlândia

Bissau, 23 Set 22 (ANG) - O tráfego para a Finlândia através da fronteira sudeste está "bastante movimentado" esta sexta-feira, segundo noticia a Reuters, citando um porta-voz da guarda fronteiriça finlandesa.

O mesmo porta-voz dá conta de que o número de russos que entraram na quinta-feira foi mais do dobro dos que chegaram na semana anterior. 

"Esta manhã continua muito movimentada, talvez com mais movimento do que ontem", referiu.

Cerca de sete mil pessoas entraram na Finlândia vindas da Rússia na quinta-feira, seis mil delas de nacionalidade russa, o que significa um aumento de 107 % em comparação com o mesmo dia da semana anterior, acrescenta. 

Três pessoas pediram asilo na quinta-feira. Nenhum pedido semelhante tinha sido feito a semana passada.

No posto fronteiriço de Vaalimaa foram registadas filas de 500 metros de carros a tentar entrar na Finlândia, na manhã desta sexta-feira, num fluxo pequeno mas preocupante.

A fronteira terrestre finlandesa permanece entre os poucos pontos de entrada na Europa para os russos depois de uma série de países ter fechado as fronteiras físicas e o espaço aéreo em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

O país está a considerar proibir a entrada da maioria dos russos, já que a passagem de pessoas oriundas do vizinho oriental "intensificou-se" na quinta-feira, após a ordem do presidente Vladimir Putin de uma mobilização militar parcial. ANG/Angop

 

quinta-feira, 22 de setembro de 2022


AG ONU
/Presidente Umaro Sissoco Embaló exalta establidade política agora vivida na Guiné-Bissau e pede apoios para travar terrorismo em África Ocidental

Bissau,22 set 22(ANG) - O Presidente da República Umaro Sissoco Embalo exaltou hoje nas Nações Unidas a estabilidade políica criada na Guiné-Bissau nos últimos dois anos mas salientou que os efeitos do contexto internacional não estão a favorecer o cabal desempenho do plano do desenvolvimento nacional.


"O contexto internacional não favorece o cabal desempenho do  plano de desenvolvimento do país, sobretudo no que concerne à realização dos objectivos do desenvolvimento sustentável.

Nós em África, estamos também a sentir as consequências da guerra na Ucrânia que, infelizmente, está a ter um grande impacto, em particular, no sector da energia e da agricultura”, salientou.

Embalo afirmou que a inflação e o aumento dos preços dos cereais e outros produtos alimentares básicos, agravou, consideralvelmente consideravelmente, uma situação alimentar já bastante difícil.   

O chefe de Estado guineense e igualmente Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), discursava  na 77ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque, nos Estados Unidos de América.

“A Guiné-Bissau é um país costeiro com uma grande parte insular. Temos feito muitos esforços no que concerne a Mitigação e Adaptação. Almejamos que a COP27 seja um passo determinante na definição e adoção de estratégias concretas para minimizar os impactos negativos das alterações climáticas”, frisou.

Pediu a ajuda à comunidade internacional para travar o avanço do terrorismo na África Ocidental e em toda a zona do Sahel.

“Permitam-me, na qualidade de Presidente da Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo dos Estados da África Ocidental, a CEDEAO, recordar que a nossa sub-região enfrenta grandes desafios em matéria de segurança e que precisamos de paz para garantir o desenvolvimento e o bem-estar das nossas populações, que constituem a nossa primeira riqueza”, sublinhou.

Disse tratar-se de uma ameaça à paz e segurança internacional que, para ser eficazmente combatida, deve necessariamente envolver toda a comunidade internacional e a ONU, em particular.

A 77ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas iniciou na terça-feira, 20 do mês em curso, com a presença dos líderes de todo o mundo.

Os debates estão a ser marcados pela crise de segurança causada pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia, bem como as crises alimentar, energética e climática, e tensões China-Estados Unidos.

O chefe de Estado afirmu no seu discurso que a estabilidade de grande parte do continente africano e da África Ocidental, em particular, está ameaçada pela insegurança causada pelo terrorismo, bem como o extremismo violento e a criminalidade transnacional que, no seu entender, somaram as violações dos princípios do Estado de direito e da Democracia.

Recordou que a sub-região enfrenta grandes desafios em matéria de segurança e que precisa de paz para garantir o desenvolvimento e o bem-estar das suas populações, que “constituem a sua primeira riqueza”.

“A CEDEAO criou um quadro político, jurídico e mecanismos estruturais para
a prevenção e resolução de crises políticas e institucionais, mas, contudo, os desafios permanecem inúmeros e difíceis de resolver”, referiu.

Embaló, que também dirige a Aliança dos Líderes Africanos contra a Malária (ALMA), disse que, de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 96 por cento dos casos globais de malária e 98 por cento das mortes por malária ocorrem em África, o que demonstra que o continente não atingiu o objetivo traçado de reduzir a incidência e mortalidade da malária em 40 por cento até 2020, uma etapa que considera fundamental para eliminação da malária no continente Africano até 2030.

“Precisamos de tomar medidas adequadas para proteger a todos, em todos os lugares, das doenças infecciosas. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para convidar todos os países, governos, doadores e parceiros de desenvolvimento a contribuírem para o Reabastecimento do Fundo Global. Juntos e de maneira solidária, podemos acabar com a malária de uma vez por todas e salvar milhões de vidas humanas”, enfatizou.ANG/ÂC//SG

 

AG ONU/Umaro Sissoco Embalo e Representante Permanente dos EUA  na ONU abordam situação no Mali, Guiné-Conacri e Burquina Faso 

Bissau, 22 Set 22 (ANG) - O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló e a Representante Permanente dos Estados Unidos de América (EUA) na ONU, Linda Thomas-Greenfield acordaram sobre a necessidade de manter pressão sobre os governos militares de transição para assegurar transições democráticas inclusivas, e garantir que os respectivos governos respondam as necessidades dos seus cidadões.

Segundo a pâgina oficial da Presidência da República,as duas personalidades mantiveram quarta-feira uma audiência à margem dos trabalhos da 77ª Assembleia Geral das Nações Unidas que decorre em Nova Iorque.

“A instabilidade no Burkina Faso, Guiné-Conacri e Mali, e a necessidade de reforço das instituições de governação nestes países foram os temas do encontro entre o Presidente Úmaro Sissoco Embaló e Thomas-Greenfield, que felicitou o Chefe de Estado guineense pela sua eleição como Presidente em Exercício da Organização Regional africana”, refere a pâgina.

 A Embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas discutiu também  com Umaro Sissoco Embaló os desafios de segurança q
ue a CEDEAO enfrenta. ANG/AALS/AC//SG

Ensino/CONAIGUIB exorta o Governo a reconsideração da sua posição sobre suspensão de admissão de novos ingressos no sector

Bissau, 22 Set 22 (ANG) – O Presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantís da Guiné-Bissau CONAIGUIB exortou o Governo  a reconsideração da sua posição relativamente a suspenção de admissão de novos ingressos no sector do ensino público.

Bacar Darame falava hoje, em exclusivo, à ANG, em jeito de reação ao Despacho do Conselho de ministros do dia 25 de Agosto findo,  que mandou suspender a admisão de novos ingressos nos sectores de educação e saúde pública guineense.

Afirmou que até aqui, em relação ao sector da educação ainda não há um documento oficial que suspenda novos ingressos, mas que sim  um despacho do Conselho de Ministros que proíbe adminisão de novos ingressos para o presente ano lectivo.

Bacar Darame disse  estranhar  o fato de   professores novos  ingressos, do ano passado, não receberem o salario do mês de setembro.

O Presidente da organização que defende os direitos dos alunos no país, disse que esta situação é preocupante, porque  ainda há falta de professores, não só nas regiões do interior assim como no Setor Autónomo de Bissau, para as disciplinas de matemática e física.

Pede ao Governo para tomar uma medida mais ajustada para permitir que todos os cidadãos possam ter acesso à educação.

Perguntado se a medida ajustada seria a renovação do contrato aos professores, Bacar Darame disse que a contratação deve ser feita em função das necessidades, porque não se pode esperar até o arranque das aulas para iniciar o processo de contratação, porque, diz Bacar, isso implicará perda de dias lectivos para os alunos.

 “A educação é um direito básico e fundamental. Qualquer governante tem a obrigação de garantir a educação para o seu povo, é o minimo. Quando isso não acontece, no ponto de vista da CONAIGUIB, essa pessoa não merece a confiança de continuar a frente da governação”, disse Bacar Darame.

Bacar Darame disse esperar que a ministra da Educação, enquanto entidade que controla o setor, convença o plenário governamental sobre a real situação do ensino público, em relação a necessidade de mais  professores, através dos relatórios  das delegacias regionais e das  informações que a própria governente recebeu durante a digressão que fez em algumas regiões para se inteirar do estado das infra-estruturas escolares.

 “O executivo deve reconsiderar a sua posição caso contrário conduzirá a juventude à deliquência”, disse.ANG/LPG/ÂC//SG



CEDEAO/Presidente Sissoco adverte poder na Guiné-Conacri para “pesadas sanções” 

Bissau,22 set 22(ANG) - O presidente da República Umaro Sissoco Embalo e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), advertiu  quarta-feira, 21 de setembro, a junta militar no poder na Guiné-Conacri que poderá enfrentar “pesadas sanções” se insistir em permanecer no poder por mais três anos.


“Isso é inaceitável para a CEDEAO. Inaceitável e inegociável”, afirmou Umaro Sissoco Embalo, em entrevista à RFI e à France24, na véspera de uma cimeira da organização à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Em julho, o presidente em exercício da CEDEAO afirmou ter convencido a junta militar, que chegou ao poder através de um golpe de Estado, em setembro de 2021, a reduzir o período de transição do poder para os civis para 24 meses, mas autoridades nunca confirmaram e mantêm os 36 meses.

“Estive na Guiné-Conacri. Discutimos. Chegamos a um consenso [segundo o qual] não podemos ultrapassar 24 meses”, reafirmou Embaló.

Segundo o Presidente da República, se a junta militar mantiver os três anos haverá sanções, “pesadas mesmo”.

Desde 2020, que a região da CEDEAO tem assistido a uma onda de golpes de Estado, nomeadamente no Mali, Guiné-Conacri e Burquina Faso e alarmada com o risco de contágio a outros países da região tem multiplicado as mediações e pressões para o regresso do poder aos civis naqueles países.

O líder da junta militar no poder na Guiné-Conacri, o coronel Mamady Doumbouya, realizou quarta-feira uma visita ao seu homólogo do Mali, o coronel Assimi Goita. Esta é a sua primeira visita a um país estrangeiro.

A junta da Guiné-Conacri solidarizou-se com o Mali e manteve as fronteiras abertas quando a CEDEAO impôs um severo embargo comercial e financeiro ao Mali, em janeiro, para sancionar o plano da junta de permanecer no poder mais cinco anos.

As sanções já foram levantadas, mas o Mali e a Guiné-Conacri continuam suspensos dos órgãos da CEDEAO.

O destino de 46 soldados da Costa do Marfim detidos em meados de julho no Mali também será analisado na cimeira da CEDEAO em Nova Iorque.

A junta militar no poder no Mali descreve os soldados como “mercenários”, enquanto a Costa do Marfim garante que estavam em missão para a ONU e denuncia uma “tomada de reféns”.

Umaro Sissoco Embaló disse que os soldados não são mercenários, relembrando as afirmações do secretário-geral da ONU, António Guterres, que disse que deveriam ser libertados.ANG/Lusa

 

     
Política/Ex. PR José Mário Vaz e seu Movimento militam no MADEM-G15

Bissau, 22 Set 22(ANG) – O ex. Presidente da República José Mário Vaz (JOMAV) e o seu “Movimento JOMAV” decidiram militar no Movimento para Alternância Democrática (MADEM- G15).

A informação consta numa carta dirigida ao Coordenador do MADEM-G15,à que a ANG teve acesso, através da qual JOMAV declarou que  ele, enquanto cidadão, da sua livre e espontânea vontade manifesta total disponibilidade de ser acolhido com seu Movimento  naquela formação política.

Sugeriu ao MADEM-G15 para trabalhar com o referido Movimento  as formas e condições dessa militância “à bem do povo da Guiné-Bissau”.

José Mário Vaz nasceu em Calequisse, Região de Cacheu, Norte do país  à  10 de dezembro de 1957.

Economista formado em Portugal, JOMAV foi  presidente da Câmara Municipal de Bissau e ministro das Finanças do governo deposto pelo golpe de Estado, de 2012.

 Também foi  militante do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) desde 1989.

Na qualidade de candidato do PAIGC,José Mário Vaz foi eleito Presidente da República à segunda volta, a 18 de maio de 2014, depois de o PAIGC  já ter conquistado a maioria absoluta nas eleições legislativas, as primeiras  realizadas na Guiné-Bissau desde golpe de Estado de 12 de abril de 2012.

Essas  eleições permitiram normalizar as relações diplomáticas e de cooperação com a generalidade da comunidade internacional - que não reconheceu as autoridades de transição nomeadas depois do golpe militar em 2012.

JOMAV foi presidente da República durante cinco anos e é o único na história, desde a implementação da democracia na Guiné-Bissau a concluir  um mandato . ANG/JD/ÂC//SG

Literatura/Escritor Madiu Furtado lança, sábado,  primeiro romance intitulado “11 anos”

Bissau, 22 Set 22 (ANG) – O jornalista, escritor e igualmente dramaturgo guineense, Madiu Furtado Embaló lança no proximo sábado(24),dia da independencia nacional, seu primeiro romance intitulado “11 anos”, de Luta armada de libertação da Guiné-Bissau do jugo colonial.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG) Embaló diz acreditar que a independência do país era uma necessidade mas que o maior problema não era a independência mas sim a forma de gerir o país, rico em recursos naturais.

“A Guiné-Bissau é lindo e tem tantos produtos raros que não existem fora. Basta a gente ter força para poder transformar o que nós temos e tentar melhorar um país que daqui a 30 anos pode ser muito melhor”, disse.

Segundo Madiu Embaló, o que falta à Guiné-Bissau é a “gente arregaçar as mangas e dizer vamos melhorar isso hoje, amanhã aquilo, e depois de amanhã melhoramos o outro e seguir a diante até conseguir estabilizar completamente”.

O escritor defendeu a ideia de introduzir no corrículo escolar  matérias sobre a luta da libertação nacional  para que os guineenses possam saber um pouco sobre esse tema, acrescentando que não se pode resumir a história da luta em duas páginas como se verifica nas escolas do país.

 “As informações de passagem da guerra eram de duas páginas quando muito e haviam muitas coisas que eu queria saber.Não se pode resumir 11 anos de luta em duas páginas, por isso iniciei a investigação”, explicou.

Madiu Furtado disse que a partir de então começou a ler artigos, a ver  documentários de alguns atores sobre o mesmo assunto e depois iniciou a sua pesquisa, sublinhando que o seu livro não é uma história, mas sim um romance construído em cima do tema da guerra trazendo um pouco da cultura.

De acordo com Furtado, o tema de 11 anos da luta de libertação nacional deve continuar a ser explorado, e diz  que o romance vai ter três volumes.

Madiu Furtado Embaló, vulgo Madiu Furtado é natural de Bubaque, nascido a 26 de dezembro de 1992, é jornalista freelancer, licenciado em Comunicação Social pelo Instituto Politécnico de Setúbal(Portugal)Iniciou a carreia literária com o romance “Onze anos”,romance esse que foi resultado de oito anos de investigação sobre a  Guerra Colonial para construir a trilogia.

O romance 11 anos volume-1 contém 353 páginas e foi lançado em 16 de julho do ano corrente em Portugal. ANG/DMG/ÂC//SG

Cultura/Madiu Furtado reconhece existência de talentos na Guiné-Bissau na área do cinema

Bissau, 22 Set 22 (ANG) – O escritor, dramaturgo e jornalista guineense, Madiu Furtado Embaló reconheceu que o país tem muitas pessoas talentosas nas áreas de cinema, da moda, pintura,  literatura e diz que  só lhes faltam portas abertas para pôr na prática os seus talentos.

Madiu Furtado falava em exclusivo à ANG esta quinta-feira sobre a sua carreira como escritor e dramaturgo e aconselha aos jovens a terem a liberdade de fazer eventos ligados as referidas áreas sem pensar que isso não vai adiantar nada como muitas vezes se ouve por aí.

A criação de uma feira de livros ou algo proporcional, segundo o escritor, pode  permitir a descoberta de muitas pessoas que gostam de ler.


“Aqui na Guiné-Bissau, as vezes, torna difícil um jovem alimentar bem durante o dia e torna ainda mais difícil pagar um livro que custa 10 mil francos CFA e por isso tem que existir algum tipo de incentivo”, referiu.

Acrescentou que os jovens precisam de ânimo porque muitas vezes não fazem nada por pensar que não vai valer a pena, frisando que,  devido à várias outras dificuldades, as pessoas inteligentes acabam por morrer sem realizar nada por falta de oportunidades.

O escritor defende  que a literatura pode ajudar muito no desenvolvimento do país, acrescentando que falta muito incentivo à cultura.

Embaló disse, contudo, acreditar que a cultura, seja a dança ou qualquer ramo e sobretudo o cinema, é um ótimo processo de aprendizagem onde se traz e se conta histórias, através de imagens, movimentações, peças que fazem com que as pessoas aprendam muito mais rápido do que nas escolas.

Furtado afirmou que a vida no país já é difícil e que sem cultura tornaria mais difícil ainda, sublinhando que um incentivo à cultura vai ser um ótimo ganho para a Guiné-Bissau.

Madiu Furtado Embaló, com o nome artístico “Madiu Furtado” está em Bissau para o lançamento do seu romance intitulado “11 anos”,  no dia 24 de Setembro, data da Independência do país, na Universidade Colinas de Boé, à   convite da reitoria desta instituição de ensino superior.

O romance “11 anos” vai ter três volumes, e o primeiro, que contém 353 páginas foi lançado em 16 de julho do ano corrente, em Portugal.

Madiu Furtado é natural da Ilha de  Bubaque, Sul da Guiné-Bissau, nascido a 26 de Dezembro de 1992. É jornalista freelancer, licenciado em Comunicação Social pelo Instituto Politécnico de Setúbal. Iniciou a carreia literária com o romance “Onze anos”, romance esse  fruto de oito anos de investigação sobre a  Guerra Colonial para construir a trilogia.  ANG/DMG/ÂC//SG


             ONU
/Zelensky diz que Rússia é "a única que quer a guerra"

 

Bissau, 22 Set 22 (ANG) - O Presidente da Ucrânia dirigiu-se à Assembleia Geral das Nações Unidas, na quarta-feira, e pediu que a Rússia seja punida pela agressão ao seu país, defendendo que o Kremlin é o único que quer a guerra.

Zelensky não quis deixar o país num momento crucial da guerra e dirigiu-se à Assembleia Geral da ONU à distância, através de uma mensagem gravada, no mesmo dia em que Vladimir Putin anunciou uma "mobilização parcial de 300 mil reservistas" para reforçar o contigente militar na Ucrânia.

Com a sua t-shirt verde militar de marca vestida, o Presidente ucraniano defendeu que este anúncio de Moscovo demonstra que o Kremlin não está disposto a negociar.

Os russos falam sobre negociações, mas anunciam uma mobilização militar. Eles falam sobre as negociações, mas anunciam pseudo-referendos nos territórios ocupados da Ucrânia", salientou.

Na mensagem transmitida esta quarta-feira, Vladimir Putin deixou ainda ameaças de cariz nuclear contra o Ocidente. Zelensky referiu que esta "chantagem da radiação" da Rússia é "algo que nos deve preocupar todos porque ninguém vai descobrir uma vacina contra as doenças da radiação".

O chefe de Estado ucraniano pediu uma "punição justa" para a Rússia pela agressão à Ucrânia e também contra o povo ucraniano.

"Foi cometido um crime contra a Ucrânia e exigimos uma punição justa. O crime foi cometido contra as fronteiras de nosso estado. O crime foi cometido contra a vida de nosso povo”, salientou.

O chefe de Estado ucraniano reiterou que a Rússia é a única que quer guerra, contrariamente aos anseios da Ucrânia, da Europa e do mundo.

"A Ucrânia quer paz, a Europa quer paz, o mundo quer paz. Vimos quem é o único que quer a guerra - há apenas uma entidade que diria agora, se pudesse interromper o meu discurso - que está feliz com esta guerra, com a sua guerra. Não vamos deixar essa entidade prevalecer sobre nós, mesmo sendo o maior estado do mundo", disse.

O líder ucraniano disse também que, desde 2014, que o país não tem outra escolha, a não ser defender-se. "E nós fazemo-lo. Empurramos o agressor", disse, salientando que não tem dúvidas de que, apesar de levar tempo, a Ucrânia vai sair vencedora desta guerra.

Zelensky pede que a Rússia perca o seu poder de veto na ONU

"Os agressores precisam de ser punidos e isolados", disse Volodymyr Zelensky.

Foi esta a justificação dada por Volodymyr Zelensky para pedir aos líderes mundiais que retirem o direito de voto a Moscovo nas instituições internacionais, bem como o poder de veto no Conselho de Segurança da ONU.

A Rússia, recorde-se, é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Presidente ucraniano deixa mais pedidos aos líderes mundiais

Zelensky apelou ainda à criação de um tribunal especial para punir a Rússia e justificou as suas palavras: ""Isto tornar-se-á um sinal para todos os potenciais agressores, de que devem valorizar a paz ou serão trazidos à responsabilidade pelo mundo", salientou.

Para além disso, o líder ucraniano pediu mais ajuda militar aos países ocidentais para que a Ucrânia se possa defender, naquela que é uma "guerra pela vida".

O discurso de Volodymyr Zelensky foi aplaudido de pé pela generalidade dos países presentes, naquela que é a primeira Assembleia Geral da ONU desde o início da guerra na Ucrânia. ANG/RFI

 

 

 

 Rússia/Putin anuncia "mobilização parcial" de reservistas para lutar na Ucrânia

Bissau, 22 Set 22 (ANG) - O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou,  quarta-feira, a mobilização parcial de cidadãos russos para reforçar o contigente militar destacado na Ucrânia.

Trata-se da primeira comunicação dirigida ao paí
s desde o início da invasão russa da Ucrânia. 
Vladimir Putin anunciou a "mobilização parcial" de cidadãos russos na Ucrânia. O chefe de Estado adiantou que, para já, se tratam de reservistas com experiência militar relevante.

De acordo com o ministério de Defesa da Rússia, serão mobilizados, de imediato, 300 mil reservistas, dos cerca de 25 milhões de que o país dispõe.

A três dias de se completarem sete meses de guerra na Ucrânia, Vladimir Putin justificou a decisão com a necessidade de "defender a soberania e a integridade territorial do país".

Esta nova diretriz surge dias após os militares ucranianos terem reconquistado vários territórios no leste da Ucrânia, naquela que é a maior contra-ofensiva dos últimos meses. Em resposta, Putin abre, assim, caminho a uma nova escalada do conflito.

No discurso que foi transmitido na televisão, o líder do Kremlin acusou, uma vez mais, o Ocidente de querer destruir a Rússia e de usar "chantagem nuclear".

"A chantagem nuclear também foi usada. Estamos a falar não só do bombardeamento da central nucelar de Zaporíjia, incentivado pelo Ocidente, que ameaça causar uma catástrofe nuclear, mas também de declarações de altos representantes dos países da NATO sobre a possibilidade e permissibilidade de usar armas de destruição em massa contra a Rússia: armas nucleares", salientou.

Putin garantiu que irá defender a Rússia e recordou que o país possui "várias armas de destruição", algumas mais avançadas do que aquelas que os países da NATO possuem.

Em resposta à ameaça à integridade territorial do nosso país, para proteger a Rússia e o nosso povo, vamos usar, sem dúvida, todos os meios de que dispomos. Não se trata de 'bluff'.

O chefe de Estado disse ainda que vai aumentar o fabrico de armamento e abrir novas fábricas.

Vários líderes ocidentais já criticaram este novo passo de Moscovo e consideram que representa um sinal de que a invasão está a falhar.

Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, já garantiu que o apoio da União Europeia à Ucrânia irá "permanecer firme".

Entretanto, a embaixadora dos Estados Unidos na Ucrânia, Bridget Brink, garantiu que os norte-americanos vão apoiar a Ucrânia "pelo tempo que for necessário".  

Já Mark Rutte, chefe do governo dos Países Baixos,  considerou que a moiblização militar da Rússia é um "sinal de pânico" por parte de Moscovo.

Ben Wallace, ministro da Defesa do Reino Unido, partilha da mesma opinião e referiu que este anúncio é  a "admissão de que a invasão está a falhar".

"A quebra do presidente Putin das suas próprias promessas de não mobilizar partes da população e a anexação ilegal de partes da Ucrânia são uma admissão de que a sua invasão está a falhar", salientou, num post feito na mesma rede social.

De salientar que, após o discurso de Putin, a procura de voos para sair da Rússia disparou, de acordo com dados do Google Trends.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky,  reagiu publicamente às declarações, dizendo não acreditar que Putin use as armas nucleares.

"Eu não acredito que ele vá usar essas armas (nucleares). Eu não acho que o mundo vá permitir que ele as use", disse, numa entrevista à estação de televisão alemã Bild TV. 

O chefe de Estado ucraniano voltou a salientar que o homólogo russo quer afogar "a Ucrânia em sangue". ANG/RFI