quarta-feira, 12 de julho de 2023

Vilnius/Zelensky reclama "justiça" para defender uso de bombas de fragmentação

Bissau, 12 Jul 23 (ANG) – O Presidente da Ucrânia reconheceu hoje que há discordâ
ncia dentro da NATO sobre a disponibilização pelos Estados Unidos de bombas de fragmentação, mas apontou que “tem de haver justiça”, já que a Rússia também as utiliza.

“Sei que há pessoas que não partilham deste apoio, mas queria que olhássemos para isto de uma perspetiva de justiça. A Rússia utilizou sempre estas munições nos nossos territórios, estão a matar as nossas pessoas com elas, no nosso território que ocuparam”, sustentou Volodymyr Zelensky em conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, no último dia da cimeira da aliança em Vilnius, na Lituânia.

“Tem de haver justiça e não é justo que o agressor que está a ocupar o nosso território as utilize”, completou.

Ladeado pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), o Presidente ucraniano prometeu que estas bombas apenas seriam utilizadas “contra militares” da Rússia dentro do território ocupado da Ucrânia.

“Queria agradecer aos Estados Unidos, sei que foi um desfio e que no Congresso há pessoas que não partilham deste apoio”, completou Volodymyr Zelensky.

ANG/Lusa

 

      Literacia mediática/Portugal sobe dois lugares para 12º no índice de  2023

 Bissau, 12 Jul 23 (ANG) - Portugal ocupa o 12.º lugar no índice de literacia mediática 2023, no total de 41 países, tendo subido dois lugares face a 2022, ficando à frente da Espanha e França, com a Finlândia a liderar a classificação.

De acordo com relatório, a Finlândia está outra vez na liderança do índice de literacia mediática europeia 2023 ('european media literacy index 2023'), com 74 pontos em 100, sendo que os países perto da guerra da Ucrânia continuam entre os mais vulneráveis à desinformação.

Esta é a sexta edição consecutiva do índice desde 2017, o qual mede a vulnerabilidade potencial à desinformação em toda a Europa, com as classificações e pontuações mais altas a indicar melhor resiliência das sociedades face ao impacto da desinformação e fenómenos relacionados.

Em segundo lugar segue a Dinamarca, com 73 pontos, seguida de muito perto da Noruega, seguida da Estónia e Suécia.

A Irlanda ocupa o sexto lugar e a Suíça o sétimo, seguida dos Países Baixos e da Islândia.

Já a Bélgica fica em 10.º lugar, seguida da Alemanha e de Portugal (12.º), este último com 60 pontos.

Abaixo de Portugal está o Reino Unido, Áustria, República Checa, Espanha e França.

Já no extremo oposto, a Georgia ocupa o último lugar (41.º), precedida do Kosovo, Macedónia do Norte e Albânia.

Mais uma vez, a Bósnia Herzegovina está nos últimos lugares, neste caso em 37.º.

A Turquia ocupa a 36.ª posição. Por exemplo, a Hungria está em 27.ª posição e a Itália em 24.º.

A Ucrânia, que foi invadida pela Rússia em 24 de fevereiro de 2023, ocupa a 30.ª posição.

O relatório também incluiu uma versão mais alargada que inclui seis países adicionais (fora da Europa), totalizando 47, para permitir comparações internacionais.

Canadá ocupa o sétimo lugar em 47 países, com 68 pontos, e a Austrália o 10.º lugar. Já a Coreia do Sul fica na 17.ª posição e os Estados Unidos na 18.ª, com o Japão em 22.º.

Denominado "Bye, bye, birdie”: Meeting the Challenges of Disinformation", o projeto é da autoria do European Policies Initiative (EuPI) do Open Society Institute - Foundation Sofia (OSI -Sofia), divulgado em junho, e pode ser consultado em https://osis.bg/wp-content/uploads/2023/06/MLI-report-in-English-22.06.pdf.

ANG/Lusa

 

                  ONU/Secretário-Geral  alerta para inferno climático

Bissau, 12 Jul 23 (ANG)  - O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse nesta terça-feira que as alterações climáticas estão fora de controlo.

Esta declaração ocorre no contexto dos recordes de calor registados. Estima-se que a semana passada, de 3 a 9 de Julho, foi a mais quente dede que há registo. Este fenómeno alarma as autoridades, por se tratar de um fenómeno que afecta principalmente os países mais vulneráveis.

 A humanidade tem uma escolha: cooperar perecer” foram as palavras escolhidas pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no discurso de abertura da 27ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP 27), realizada em 2022 em Sharm El Sheikh, no Egipto.

O plano do mandatário de estabelecer um “Pacto Global de Solidariedade Climática”, nomeadamente através de conferências internacionais que foram realizadas nos meses seguintes, logrou pouco ou quase nenhum resultado em matéria de pactos vinculativos.

Recentemente as Nações Unidas voltaram a emitir um alerta relativamente às alterações climáticas, estimando que estas estão fora de controlo. Se o mês de Junho bateu recordes de calor, o planeta Terra conheceu oficialmente a semana mais quente desde que há registo.

De 3 a 9 de Julho, o mundo conheceu a semana mais quente desde que há registo, segundo os dados preliminares [de agências internacionais de meteorologia]”, indicou na segunda-feira a Organização Mundial de Meteorologia (OMM), num comunicado.

Estes dados são corroborados pelo Copernicus, o Programa de Observação da Terra da União Europeia, encarregado de analisar o ambiente, em cooperação com a Agência Espacial Europeia (ESA) e outras agências continentais sobre a meteorologia.

Para o Observatório Europeu Copernicus, o dia mais quente foi medido na quinta-feira passada, dia 6 de Julho, que atingiu uma temperatura média de 17,08°C, ultrapassando a quarta e sexta-feira. Esta série de temperaturas, inédita nos dados do Copernicus desde 1930, começou a 3 de Julho com uma estimativa de 16,88°C, batendo o anterior recorde de 16,80°C estabelecido em Agosto de 2016, em pleno fenómeno de El Niño intenso.

“A situação actual é a prova que as alterações climáticas estão fora de controlo”, deplorou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

O calor excepcional em Junho e no início de Julho ocorreu no início do desenvolvimento do El Niño, que deve alimentar ainda mais o calor tanto na terra quanto nos oceanos e levar a temperaturas mais extremas e ondas de calor marinhas”, disse Prof. Christopher Hewitt, Diretor de Serviços Climáticos da OMM. “Estamos em território desconhecido e podemos esperar que mais recordes caiam à medida que o El Niño se desenvolve e esses impactos se estenderão até 2024”, disse ele. “Esta é uma notícia preocupante para o planeta”, acrescentou.

De acordo com a definição estabelecida pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) publicada no relatório deste mês, o fenómeno do El Niño ocorre, em média, a cada dois a sete anos (cíclico), e os episódios duram normalmente nove a 12 meses. Trata-se de um padrão climático natural associado ao aquecimento das temperaturas da superfície do oceano no Oceano Pacífico tropical central e oriental. Mas ocorre no contexto de um clima alterado pelas actividades humanas”.

O documento sublinha ainda que “antecipando o evento El Niño, um relatório da OMM publicado em Maio previu que existe uma probabilidade de 98% de que pelo menos um dos próximos cinco anos, e o período de cinco anos no seu conjunto, seja o mais quente de que há registo, batendo o recorde estabelecido em 2016, quando se registou um El Niño excepcionalmente forte.

Esta nova fase está apenas no começo, após três anos do fenómeno inverso, conhecido como “La Niña” – caracterizado por temperaturas “anormalmente frias” no fim do ano, na região equatorial do Oceano Pacífico – deve continuar durante o ano inteiro a uma “intensidade moderada” segundo a OMM.

Este fenómeno impacta principalmente regiões vulneráveis a altas temperaturas. Este é o caso do Canadá onde os incêndios florestais estão a atingir novos patamares, com as autoridades locais a reportarem cerca de 380 incêndios na sexta-feira. O estado do Texas, nos Estados Unidos, também está a vivenciar um período excepcional, com especialistas a considerarem que a região vive "sob um domo de calor". Em Portugal e Espanha, países fortemente afectados por períodos de seca recorrentes, também deverão registar ondas de calor sem precedentes. 

No Sul do Iraque, entre os rios Tigre e Eufrates, as populações deploram a pior vaga de calor dos últimos 40 anos. Enquanto no Uruguai, outro país severamente impactado pelas alterações climáticas, vive a pior seca dos últimos 74 anos, que ameaçam transformar as principais cidades em desertos. ANG/RFI

 


Nova Iorque
/ONU estima que 735 milhões de pessoas no mundo passam fome

Bissau, 12 Jul 23 (ANG) - Cerca de 735 milhões de pessoas passam fome no mundo, mais 122 milhões face a 2019, revelaram hoje as Nações Unidas (ONU) num novo relatório, que aponta múltiplas crises, incluindo a guerra na Ucrânia, como motivo para o aumento.

As conclusões constam na edição de 2023 do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo" (conhecido pela designação SOFI), publicado hoje em conjunto por cinco agências do sistema das Nações Unidas, que estimam que entre 691 milhões e 783 milhões de pessoas foram vítimas do flagelo da fome no ano passado, numa média de 735 milhões de pessoas a viver em tal situação.

Se a tendência se mantiver, o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável de acabar com a fome até 2030 não será alcançado, advertiram a Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa Alimentar Mundial (PAM) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), as agências que assinam o relatório.

De acordo com a ONU, a pandemia de covid-19 e repetidos choques climáticos e conflitos, como a guerra em curso na Ucrânia, contribuíram para que mais 122 milhões de pessoas fossem empurradas para a fome desde 2019 - ano em que esse número se fixou em 613 milhões de pessoas.

"A recuperação da pandemia global foi desigual e a guerra na Ucrânia afectou os alimentos nutritivos e as dietas saudáveis. Este é o 'novo normal' em que as mudanças climáticas, os conflitos e a instabilidade económica estão a empurrar os que estão à margem para mais longe da segurança", disse o director-geral da FAO, Qu Dongyu, citado no comunicado.

No ano passado, o progresso na redução da fome foi observado na Ásia e na América Latina, mas este flagelo ainda estava a aumentar na Ásia Ocidental, nas Caraíbas e em todas as sub-regiões de África. O continente africano continua a ser o mais afectado, com uma em cada cinco pessoas a passar fome, mais do dobro da média global.

"Há sinais de esperança, algumas regiões estão a caminho de atingir algumas metas nutricionais para 2030. Mas, no geral, precisamos de um esforço global intenso e imediato para resgatar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Devemos construir resiliência contra as crises e choques que levam à insegurança alimentar -- dos conflitos ao clima", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, numa mensagem de vídeo durante o lançamento do relatório na sede da ONU, em Nova Iorque.

De acordo com as cinco agências da ONU que elaboraram o relatório, quase 600 milhões de pessoas ainda passarão fome em 2030.

Ainda em relação a 2022, o relatório constata que aproximadamente 29,6% da população global, equivalente a 2,4 mil milhões de pessoas, não tinha um acesso constante a alimentos.

Entre estas, cerca de 900 milhões enfrentavam insegurança alimentar severa.

Enquanto isso, a capacidade das pessoas de ter acesso a dietas saudáveis deteriorou-se em todo o mundo: mais de 3,1 mil milhões de pessoas no mundo - cerca de 42% da população global - não conseguiram ter acesso a refeições adequadas e equilibradas no período em análise.

Isso representa um aumento geral de 134 milhões de pessoas em comparação com 2019.

De acordo com as conclusões do documento, a insegurança alimentar é mais sentida em áreas rurais.

Também milhões de crianças com menos de cinco anos continuam a sofrer de desnutrição: em 2022, 148 milhões de crianças com idades inferiores a cinco anos (22,3%) tiveram um crescimento atrofiado e 45 milhões (6,8%) estavam abaixo do peso recomendado.

Ainda na mesma faixa etária, 37 milhões de crianças (5,6%) apresentavam excesso de peso. ANG/Angop

 

terça-feira, 11 de julho de 2023


Religião/
Jovens  guineenses, um total de 135,  participam na Jornada Mundial da Juventude em Portugal

Bissau, 11 Jul 23(ANG) – Cento e trinta e cinco jovens  guineenses  participarão na Jornada Mundial da Juventude, em Portugal onde manterão um encontro com Papa Francisco  e simultaneamente farão uma peregrinação à Fátima.

O anúncio foi feito hoje pelo Bispo da Diocese de Bissau, Don Lampra Cá e o grupo de jovens que irão participar no evento, num encontro que tiveram com  o Presidente da República.

O lider da Diocese de Bissau  destacou que  a Igreja Católica tem o hábito de convocar jovens para Jornada Mundial da Juventude, e que a Diocese esforça sempre para que estejam presentes.

Em declarações aos jornalistas, Dom Lampra Cá que falava em nome das  Dioceses o de Bissau e  Bafatá  sublinhou que a Jornada  Católica mundial é puramente de caris  religioso, mas estando num país onde há um Chefe de Estado seria incorreto deixar-lhes ir para Portugal sem ter encontro com ele, a fim de partilhar estas praxes da Igreja Católica.

Lampra Cá agradeceu  ao Umaro Sissoco Embaló  pelo  conselhos que deu  aos jovens e apoio financeiro num montante elevado não revelado, tendo lembrado que Deus age numa pessoa através da sua bondade sobretudo “o nosso Pai” quem representa os guineenses ao mais alto nível.

O chefe de igreja católica gunneense referiu que a missão da Igreja Católica é de  continuar a ajudar à todos os homens na medida do possível para que possam conhecer a pertinência do Evangelho de Jesus Cristo e criar condições para que a dignidade da pessoa possa ser respeitada e elevada ao nível, segundo a vontade de Deus.

O Bispo de Bissau afirmou que o futuro da Guiné-Bissau depende do concurso de cada um de nós , segundo a sua área de formação ou atuação. ANG/JD/ÂC//SG

Administração pública/Arranca em Bissau trabalhos de ateliê para ratificação das Normas Internacionais do Trabalho

Bissau,11 Jul 23(ANG) – O ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social presidiu esta terça-feira, em Bissau, a abertura do ateliê de advocacia para  a ratificação das Normas Internacionais do Trabalho.


Cirilo Mamasaliu Djaló disse que o seminário visa capacitar os técnicos do seu ministério, de parceiros sociais nomeadamente, sindicatos e os empregadores do sector privados, de forma a conhecerem bem as normas que serão submetidas ao Governo e  posteriormente  ao parlamento para efeitos de ratificação.

Abordado sobre se a situação da fixação do salário mínimo na Função Pública será objeto de análise no ateliê, o governante disse que o assunto foi referido com toda a legitimidade pelo Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG).

“O Governo é consciente de que existem várias dificuldades ao nível dos trabalhadores no que concerne ao poder de compra, mas isso é inerente a própria conjuntura internacional”, salientou.

Cirilo Mamasaliu Djalo disse contudo que o Governo está a trabalhar na definição de um salário mínimo, acrescentando que isso pressupõe algumas reformas estruturantes que devem ser feitas para que o país possa dispor de uma economia robusta que permita que a riqueza do país possa ser repartida de forma equitativa.

A Comissária da CEDEAO para Assuntos Sociais e Género, sublinhou na ocasião que é fundamental as pessoas exprimirem as suas preocupações e participarem das decisões que afetam as suas vidas.

Sintiki Tarfa Ugbe disse que, para a Comissão da CEDEAO, a ratificação e implementação da Convenções da OIT vão contribuir  para a realização de uma comunidade integrada da sub-região e mais próspera, em que  os direitos fundamentais e liberdades serão respeitados.

“Por isso, permitam-me realçar a importância do processo de diálogo social tendo em conta que desempenha um papel importante na construção de consensos”, salientou.

Aquela responsável reiterou o engajamento dos parceiros sociais presentes no Workshop na adopção de novos padrões, de forma a ajudar a abrir caminhos  para maior apoios e aceitabilidade na implementação dos padrões enumerados e  identificação e remoção das  barreiras que serão identificadas.

A Diretora da OIT para África Ocidental, Vanessa Phala disse que quer assistir a  oportunidade de reconhecer os esforços da Guiné-Bissau em termos de introdução do Código de Trabalho bem como da implementação das Convenções da OIT.

“Por isso, quero reconhecer a disposição da Convenção 87 da OIT que a Guiné-Bissau depositou a margem da Conferência Internacional do Trabalho realizada este ano”, acrescentou.

Aquela responsável frisou que as partes signatárias da Convenção 87, se comprometeram  a garantir que os direitos e liberdades das influencias das autoridades pertencem aos princípios fundamentais dos trabalhadores.

No ateliê com a duração de dois dias, os participantes serão capacitados com temas ligadas a Visão Geral do Programa Regional de Trabalho Digno da CEDEAO, Normas Internacionais do Trabalho, Resumo de Advocacia sobre as Convenções 87 e 102 ,entre outros assuntos

O Workshop é organização pela  CEDEAO e OIT, em parceria com o Governo guineense. ANG/ÂC//SG

Religião /União Europeia apoia formação de imames nacionais no domínio da prevenção de radicalismo e extremismo violento

Bissau, 11 Jul 23 (ANG) – A União Europeia, através do Projecto Observatório da Paz-Nô Cudji Paz, em parceria com e o Conselho Nacional Islâmico  promove entre 13 e 14 do corrente uma acção de formação no domínio de   prevenção do radicalismo e extremismo violento, destinada aos imames provenientes de todo o território nacional.

Segundo um comunicado do Instituto Marquês Valle Flôr, distribuído  à imprensa, a iniciativa visa contribuir para a consolidação da paz através do reforço de capacidade dos imames no domínio da prevenção do radicalismo e extremismo violente no país.

Com o  evento, de acordo com o documento, pretende-se ainda capacitar os líderes religiosos com conhecimentos e técnicas de deteção de sinais de radicalização e extremismo violento, e promoção da  coesão social e diálogo inter-religioso na Guiné-Bissau.

“Durante dois dias de formação serão apresentados vários temas entre os quais  se destacam, as acções e conceito básico sobre o radicalismo e extremismo violento - dinâmica mundial, regional e nacional, perceções sobre as etapas do processo de radicalização, o papel dos imames no reforço da coesão social e diálogo inter-religioso e  respostas nacionais face ao radicalismo e extremismo violento”, acrescentou.

Observatório da Paz-Nô Cudji Paz é um projeto financiado pela União Europeia e cofinanciado pelo Instituto Camões e implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr, em conjunto com a Liga Guineense dos Direitos Humanos.

Estas  organizações pretendem contribuir para o diálogo, promoção da paz e a prevenção da radicalização e do extremismo violento na Guiné-Bissau, através do reforço da participação, trabalho em rede e estabelecimento de parcerias estratégicas entre as organizações da sociedade Civil e outros ator
es sociais e políticos.ANG/LPG/ÂC//SG

Ensino /MEN institui uma equipa para fiscalizar cumprimento do regulamento das Escolas Privadas

Bissau, 11 Jul 23 (ANG) - O Ministério da Educação Nacional (MEN) instituiu uma equipa para fiscalizar o cumprimento do regulamento de funcionamento das Escolas Privadas e  verificar a real situação das mesmas, de modo a evitar a ”banalização e o descrédito” de todos os níveis de ensino.

Ministra da Educação
A informação vem expressa no Despacho número 13 de MEN, à que a Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje, produzido, segunda-feira,(10).

“Torna-se indispensável e urgente a criação de uma equipa de trabalho para assegurar o cumprimento do regulamento de funcionamento das escolas privadas e verificar a real situação das mesmas, por forma a evitar a banalização e o descrédito de todos os níveis de ensino por absoluta ausência de garantias mínimas de qualidade pedagógica, científica e infra estruturais”, lê-se no  documento.

A equipa de trabalho terá na sua composição representantes da  Inspeção-geral da Educação que coordenam, das Direções Gerais do Ensino Básico e Secundário, dos Recursos Humanos e do Gabinete da Ministra da Educação.

“A Equipa de trabalho terá como principais atribuições identificar as escolas que se encontram em situações irregular, através de base de dados existente na Inspeção Geral de Educação, criar um plano de visitas de acordo com a gravidade do não cumprimento da renovação da legalização das escolas e aplicar uma multa às escolas em situação irregular”, refere.

No documento consta ainda que a mesma equipa irá visitar as escolas em situação irregular e registar as suas condições em termos de infraestruturas e a nível pedagógico, através de uma ficha de verificação apropriada, e deve ainda avaliar as escolas visitadas e emitir um parecer  acerca  da manutenção do seu funcionamento.

“Conforme previsto no artigo 34 do regulamento de funcionamento das escolas privadas, se a escola estiver em situação irregular, deve ser lhe instaurado um processo, e a instituição incorre numa multa, perdendo assim o direito à validação dos certificados e qualquer outro documento emitido . Caso a sua situação não for regularizada, a instituição corre o risco de ser suspe
nsa ou encerrada”, refere o despacho do MEN.

O MEN divulgou  um conjunto de medidas no âmbito da implementação da reformas educativas, em busca de um ensino de  qualidade . ANG/AALS/ÂC//SG

 


   CEDEAO
/Unidade de polícia nigeriana vai ser destacada para  Guiné-Bissau

Bissau, 11 Jul 23 (ANG) – A CEDEAO deu instruções para que sejam tomadas as “medidas necessárias” para ser destacada para a Guiné-Bissau uma unidade da polícia nigeriana, segundo o comunicado final da conferência de chefes de Estado da organização segunda-feira divulgado.

“A conferência deu instruções à comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para tomar as medidas necessárias para o destacamento da Unidade de Polícia Formada [Formed Police Unit] prometida pela República da Nigéria para a Missão de Apoio à Estabilização na Guiné-Bissau”, refere-se no comunicado final da conferência, realizada no domingo em Bissau.

Segundo a mesma fonte, a comissão da CEDEAO deve relocalizar o quartel-general da força destacada em Bissau, que atualmente funciona na Força Aérea.

A Unidade de Polícia Formada da Nigéria (FPU, sigla em inglês) é um departamento da polícia nigeriana especializada em participação em missões de manutenção de paz e estabelecido em 2005, mas que já existe desde 1960, quando participou na sua primeira missão.

Aquela unidade já participou em missões em vários países africanos, incluindo Angola e Moçambique, e em Timor-Leste, Kosovo, Afeganistão, Haiti, entre outros.

O presidente da Comissão da CEDEAO, o diplomata gambiano Omar Touray, anunciou no domingo que os chefes de Estado tinham decidido prolongar a presença das missões de estabilização na Guiné-Bissau e na Gâmbia.

Após o golpe de Estado de 2012 na Guiné-Bissau, a CEDEAO enviou uma força de interposição para garantir a segurança das instituições de Estado e principais figuras políticas do país.

Após ter sido eleito Presidente da Guiné-Bissau, em 2020, o chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló, mandou retirar as forças.

A CEDEAO decidiu enviar novamente uma Missão de Estabilização e Segurança para a Guiné-Bissau após o ataque contra o Palácio do Governo, em Bissau, enquanto decorria um Conselho de Ministros com a presença de Umaro Sissoco Embaló, em fevereiro de 2022.

A missão começou a chegar ao país em maio do mesmo ano e viu agora o seu mandato ser prolongado por mais um ano.

A missão militar da CEDEAO na Gâmbia está estacionada naquele país desde a crise política de 2016, quando o antigo chefe de Estado gambiano Yaya Jammeh se recusou a deixar o poder depois de ter sido derrotado nas presidenciais pelo atual Presidente, Adama Barrow. ANG/Lusa

 

 

    Lituânia/França vai entregar à Ucrânia mísseis de longo alcance 'Scalp'

Bissau, 11 Jul 23 (ANG) – O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje, no primeiro dia da cimeira da NATO, que a França vai entregar à Ucrânia mísseis de longo alcance 'Scalp', decisão já criticada pelo Kremlin, que ameaçou tomar “contra medidas”.

"Decidimos entregar novos mísseis que permitirão à Ucrânia um ataque com maior profundidade", disse Macron à chegada à cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Vílnius, na Lituânia, sem adiantar quantos serão encaminhados para Kiev.

“O que é importante para nós hoje é enviar uma mensagem de apoio à Ucrânia, de unidade da NATO e de determinação de que a Rússia não pode e não deve ganhar esta guerra", acrescentou.

O míssil de cruzeiro ‘Storm Shadow’, desenvolvido conjuntamente pelo Reino Unido e pela França e ​​​​​​​denominado 'Scalp' pelo exército francês, é lançado a partir o ar, tendo um alcance de mais de 250 quilómetros, mais do que qualquer outra arma fornecida a Kiev pelos países ocidentais.

Com o seu longo alcance, estes mísseis são capazes de atingir áreas no leste da Ucrânia controladas pelas forças russas.

Em maio, o Reino Unido foi o primeiro país a anunciar que estava a enviar mísseis de longo alcance para a Ucrânia. Poucos dias depois, a Rússia afirmou ter intercetado um ‘Storm Shadow’ no âmbito do conflito na Ucrânia.

“[Os mísseis ‘Scalp’] serão entregues mantendo a clareza e a coerência da nossa doutrina, ou seja, para permitir à Ucrânia defender o seu território", explicou Macron, excluindo implicitamente qualquer utilização para atacar a Rússia.

Segundo a revista especializada Défense et Sécurité Internationale, a França tem "menos de 400" destes mísseis.

O Presidente francês também se "congratulou" com o acordo alcançado com a Turquia para finalizar a adesão da Suécia à NATO.

Em Moscovo, através do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, a presidência russa considerou que o envio dos mísseis franceses para Kiev “é um erro” que vai obrigar a Rússia a tomar “contra medidas” no conflito com a Ucrânia.

"Do nosso ponto de vista, trata-se de uma decisão errada com consequências graves para a Ucrânia, porque naturalmente nos obrigará a tomar contra medidas", afirmou Peskov aos jornalistas.

A cimeira da NATO, que começou hoje na Lituânia, está centrada no apoio à Ucrânia contra a invasão russa e na adesão da Suécia à Aliança Atlântica, bem como no reforço dos meios militares dos aliados contra futuras ameaças.

O reforço das capacidades de dissuasão e defesa da Aliança é um dos principais temas da cimeira, que junta os 31 atuais membros para analisar uma revisão do modelo de organização militar e novos planos regionais - um plano cuja relevância foi fortalecida pela invasão russa da Ucrânia iniciada em fevereiro do ano passado.

A cimeira servirá para discutir ainda o reforço do investimento dos aliados, para dar resposta a este plano, bem como para suprir as necessidades da Ucrânia no seu esforço de guerra.   ANG/Lusa

 

Guiné Equatorial/ Decretado oficialmente o ensino do português no sistema educativo

Bissau, 11 Jul 23 (ANG) – O embaixador da Guiné Equatorial disse que o Governo do seu país decretou a introdução oficial da língua portuguesa no sistema educativo, a começar no próximo ano letivo, com recurso a professores que receberam formação específica.


“Temos vindo a realizar iniciativas pontuais do ensino da língua portuguesa. No próximo ano letivo que começa em breve, o português será introduzido de forma oficial no sistema educativo oficial da Guiné Equatorial com recurso a professores que receberam formação específica para desempenhar esta função”, disse à Lusa o embaixador daquele país africano em Lisboa, Tito Mba Ada, em Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, no âmbito da cerimónia de atribuição do prémio literário Guerra Junqueiro Lusofonia 2022.

O diplomata explicou ainda que a importância para a divulgação do português no seu país “é máxima”, a partir do momento que a Guiné Equatorial adotou a língua portuguesa de forma oficial, no âmbito da adesão à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2014, no decurso da cimeira que decorreu em Díli, Timor-Leste.

“Temos um núcleo de professores nacionais, futuros docentes da língua portuguesa, que fizeram formação especializada para lecionar o português. O Governo do meu país adotou estratégias de política linguística no seio da Universidade Nacional da Guiné Equatorial criando uma licenciatura em língua portuguesa”, avançou Tito Mba Ada.

De acordo com o embaixador equato-guineense em Lisboa e da missão junto da CPLP, outras medidas para a difusão da língua portuguesa foram adotadas nos meios de comunicação da Guiné Equatorial como é caso dos telejornais da televisão pública ou programas temáticos dedicados à difusão do português.

“Estas são medidas tomadas pelo Governo da Guiné Equatorial para a disseminação da língua portuguesa. Paralelamente estão a ser formados funcionários da administração pública para obter qualificações através da língua portuguesa, mas de uma forma mais específica. Isto significa que estamos a atracar a língua portuguesa em diferentes frentes: no âmbito escolar, no âmbito da função pública e da sociedade civil”, concretizou o diplomata.

Tito Mba Ada referiu ainda que a aprendizagem de uma língua como o português não tem um final é uma situação que passa de geração em geração.

“Nós nunca aprendemos a língua portuguesa na escola. Agora, os nossos jovens já estão a aprender na escola o língua portuguesa e que através dos mais novos a situação será melhorada. Por outro lado, a Guiné Equatorial esta a enviar jovens para fazer a sua formação em Portugal, no Brasil e em outros países da CPLP”, explicou.

 O embaixador disse ainda que o Ministério da Cultura, Turismo e Promoção Artesanal da Guiné Equatorial está a dar formação em língua portuguesa aos trabalhadores hoteleiros para fazerem a difusão deste idioma pelas ruas daquele país africano.

“Para a realização do nosso trabalho de aprendizagem e divulgação do português na Guiné Equatorial contamos com o apoio de várias entidades como o instituto Camões e de cooperação bilateral dos países membros da CPLP”, frisou Tito Mba Ada.

Por seu lado, o ministro da Cultura e Turismo da Guiné Equatorial, Prudencio Botey Sobole, disse à Lusa que já em tempos passados havia ligações culturais entre os vários países e a entrada para a CPLP veio reforçar as ligações.

“Considero tudo isto um vínculo de união desde os nossos antepassados dentro da atual comunidade [CPLP] que representamos”, referiu o governante.

Prudencio Botey Sobole referiu que o português é o terceiro idioma oficial da Guiné Equatorial e com a adoção deste idioma os países lusófonos caminham juntos.

Já a escritora equato-guineense Angela Nzumbi, laureada com o Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia em 2020, disse que é um sonho ver os seus livros traduzidos para língua portuguesa.

A escritora prometeu também um livro escrito em português, mas admitiu que primeiro terá de ter conhecimento mais profundo da língua.  ANG/Lusa

 

    França/Mais de 60.000 mortos na Europa devido ao calor no verão de 2022

 Bissau, 11 Jul 23(ANG) – Mais de 60.000 pessoas morreram na Europa devido ao calor no verão de 2022, segundo um estudo hoje publicado pela revista científica Nature Medicine, que aconselha esforços redobrados para lidar com o aumento das temperaturas.

No total, a análise revela que entre 30 de maio e 04 de setembro de 2022, terão ocorrido 61.672 óbitos por causas diretamente relacionadas com o calor.

Os cientistas do Instituto Nacional de Saúde e Investigação Médica (Inserm) de França e do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal) analisaram dados de temperatura e mortalidade para o período 2015-2022 em 823 regiões de 35 países europeus, representando uma população total de mais de 543 milhões de pessoas.

Construíram modelos epidemiológicos para prever a mortalidade para todas regiões durante todas as semanas do verão de 2022.

“É um número muito alto de mortes. Conhecíamos os efeitos do calor na mortalidade com o precedente de 2003, mas com esta análise vemos que ainda há muito trabalho a fazer para proteger as populações”, disse à agência France-Presse (AFP) o investigador do Inserm e coautor do estudo Hicham Achebak.

De acordo com as estimativas dos cientistas, sem uma resposta efetiva o continente europeu vai enfrentar uma média de mais de 68.000 mortes todos os verões até 2030 e mais de 94.000 até 2040.

O verão do último ano foi o mais quente já registado na Europa, caracterizado por uma intensa série de ondas de calor que quebraram recordes de temperatura, seca e incêndios florestais. ANG/Inforpress/Lusa

 


          Turquia
/Erdogan dá luz verde à entrada da Suécia na NATO

Bissau, 11 Jul 23 (ANG) – A Cimeira da NATO começa de forma positiva para os partidários desta organização de segurança e defesa, com os esforços diplomáticos dos Estados-membros a funcionarem junto da Turquia, que se opunha de forma veemente à entrada da Suécia no seio desta aliança.

Na noite de segunda-feira, já em Vilnius, onde nos próximos dois dias vai decorrer a cimeira da NATO, os Governos da Suécia e da Turquia anunciaram terem chegada a um acordo, com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, a mostrar-se satisfeito com este resultado. Recep Tayyip Erdogan disse que o protocolo de adesão da Suécia será transmitido "desde que possível" ao Parlamento turco de forma a acelerar o processo de integração deste país.

O outro país reticente perante esta entrada, a Hungria, parece agora também querer seguir o consentimento turco, dando um sinal positivo de acordo a esta entrada da Suécia. "A noss posição é clara, o Governo apoio a adesão de Estoclom à Aliança do Tratado do Atlântico Norte. A ratificação deste processo é apenas uma mera formalidade", declarou já o hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, na sua conta de Facebook.

Até agora, o primeiro-ministro Viktor Orban defendia que a Suécia tinha denegrido a Húngria várias vezes, apontando as falhas democráticas ao regime nacionalista de Orban. O líder húngaro defendeu mesmo que a Suécia usou a sua influência para prejudicar a Hungria em Bruxelas. ANG/RFI

 

   Zimbabwe/Governo pede à polícia para permitir manifestações da oposição

Bissau, 11 Jul 23 (ANG) - O Ministério do Interior do Zimbabwe anunciou hoje que d
eu instruções à polícia para permitir os comícios da oposição, nas vésperas das eleições de Agosto, depois de seis acções terem sido proibidas na semana passada.

"Pede-se aos comandantes da polícia que permitam aos partidos políticos celebrar encontros, a menos que existam razões realmente convincentes para os impedir", disse o ministro Kazembre Kazembe, numa nota interna dirigida à polícia e citado pela agência EFE.

"Recentemente, as redes sociais encheram-se de informações sobre partidos políticos a quem foi negado o direito de celebrar manifestações, o que levou a violentos confrontos com a polícia", reconheceu Kazembe no documento.

Sublinhando que estes incidentes "afectam gravemente a integridade do processo eleitoral".

A principal força da oposição, a Coligação de Cidadãos para a Mudança (CCC), liderada por Nelson Chamisa, tem vindo a denunciar os obstáculos que o grupo encontra, acusando a polícia de aliar-se com a União Nacional Africana do Zimbabwe - Frente Patriótica (ZANU-PF, no poder) para proibir mais de 90 das suas acções de pré-campanha desde a criação da coligação, em Fevereiro do ano passado.

Diferentes organizações defensoras dos direitos civis e humanos, como a Amnistia Internacional, têm denunciado uma crescente perseguição aos opositores nas vésperas dos comícios, assim como a detenção, apenas com motivações políticas, de dirigentes da oposição.

O Zimbabwe vai a eleições em Agosto, nas quais o actual Presidente, Emmerson Mnangagwa, de 80 anos e no poder desde 2017, quando destituiu Robert Mugabe num golpe de Estado, busca a reeleição, contra Chamisa, de 45 anos. ANG/Angop

 

segunda-feira, 10 de julho de 2023

CEDEAO/Chefes de Estado e de Governo prorrogam por um ano, mandato da missão de apoio a estabilização na Guiné-Bissau

Bissau,10 Jul 23(ANG) – Os Chefes de Estado e do Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), recomendaram a prorrogação por um ano, do mandato da Missão de Apoio a Estabilização na Guiné-Bissau(SSMGB) com efeitos à partir de 30 de Junho de 2023 para a consolidação da paz no país.

A decisão consta nas recomendações finais da 63ª Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da CEDEAO, reunida no dia 09 do corrente mês, em Bissau, enviada hoje à ANG.

A Conferência deu instruções à Comissão da CEDEAO para tomar as medidas necessárias para o destacamento da Unidade de Polícia Formada, prometida pela República Federal da Nigéria para a Missão de Apoio à Estabilização na Guiné-Bissau e a localização da Quartel General da Força.

Em relação a Moeda Única, a Conferência constata a falta de consenso sobre definição do conceito de “maioria”, no quadro do Pacto de Convergência e Estabilidade Macroeconómica entre os Estados membros da CEDEAO.

A este respeito, a Conferência insta a Comissão a criar um Comité de Alto Nível composto pelos Presidentes das Comissões da CEDEAO e da UEMOA, do Governador do BCEAO, do Presidente do Conselho de Ministros da UEMOA, dos representantes de Cabo Verde, do Gana e da Nigéria, para propor modalidades práticas para a criação do ECO.

A Conferência adoptou a decisão que altera a Decisão A/DEC.3/7/18 de 31 de Julho d 2018, que institui o Fundo Especial para o financiamento dos programas do roteiro revisto da moeda única.

Em relação ao desempenho económico e implementação de Programas Prioritários de Integração Regional, a Conferência tomou nota da projeção de manutenção da taxa média de crescimento económico da Comunidade em 3,9 por cento, em 2023, como em 2022, apesar do difícil contexto internacional e do aumento contínuo dos preços no consumidor.

A este respeito, a Conferência exorta os Estados-membros a prosseguir os seus esforços para construir economias mais resilientes, em especial através da aplicação de reformas estruturais, de esforços para diversificar as economias e aumentar a oferta de produtos alimentares locais.

Relativamente a Paz, Segurança e Democracia, a Conferência reafirmou o compromisso de promover a democracia e a governação responsável, a paz e a segurança como pré-requisitos para o desenvolvimento económico sustentável e para uma maior integração da Região da África Ocidental.

A Conferência deplorou a deteorização da segurança e da situação humanitária nos países em transição e condenou a incidência contínua do terrorismo e das violações dos direitos humanos nos Estados-membros afetados.

Em relação ao processo de transição da região, a Conferência se congratula  com os mediadores da CEDEAO pela sua determinação em garantir o cumprimento, por estes três Estados-membros, nomeadamente Mali, Guiné Conacri e Burkina Faso, em transição das suas obrigações para o restabelecimento da ordem constitucional dentro do prazo acordado até 2024.

Às Autoridades de Transição apelaram  a reavaliação de esforços de mediação, considerando os desafios que possam constituir entraves substanciais ao restabelecimento da ordem constitucional nestes países.

A Conferência toma nota da realização de referendo constitucional no Mali, e indica que  representa um marco importante no roteiro de transição e de um passo importante para o restabelecimento da ordem constitucional neste Estado-membro.

A Conferência exorta aos Estados-membros de transição a permanecer comprometidos com os calendários de transição de 24 meses acordados e a garantir que os processos de transição sejam implementados,  de forma transparente, inclusive consultiva à  todas as partes interessadas relevantes.

Os Chefes de Estado e do Governo elegeram o Presidente da República Federal da Nigéria Bola AhmedTinubu, como Presidente da Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da CEDEAO, para o mandato de um ano.

A Conferência prestou homenagem ao Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo, e Presidente cessante da Conferência de Chefes de Estado e do Governo da CEDEAO pela sua liderança e empenho no desenvolvimento da região da África Ocidental e na conclusão dos assuntos  da comunidade. ANG/ÂC//SG