segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

CAN 2023/ Guineenses acreditam que Djurtus pode vencer próximos jogos e passar  a fase seguinte

Bissau, 15 Jan 24 (ANG) – Alguns guinnenses ainda acreditam que a equipa Nacional de futebol (Djurtus) pode vencer os próximos jogos, frente a Guiné Equatorial e a Nigéria, abrindo assim a possibilidade de passar para a fase seguinte da competição.

As expetativas dos cidadãos foram ouvidos hoje pela ANG, que pedem mais determinação e ambição ao técnico Baciro Candé.

Braima Camará, funcionário público, disse que apesar da seleção perder o primeiro jogo ainda há esperança para vencer os próximos jogos, pelo que pediu  o selecionador Baciro Candé para fazer o esforço  e corrigir os erros cometidos no primeiro jogo para vencer o jogo contra Guiné Equatorial.

Para a  funcionária pública Fatumata Baldé, são os  jogadores é que  têm que demonstrar no campo a  vontade de ganhar , porque se foram para jogar devem ganhar.

"Os jogadores parecem ter medo em campo, e este ano os adeptos foram em massa para apoiar, para isso devem demonstrar a força e coragem na competição para jogar e deixar  as pessoas contentes."disse outra  funcionária pública e adepto de futebol, Aissatu da Silva.  

Da Silva pediu determinação e concentração aos jogadores para ganhar o jogo  contra equipa da Guiné Equatorial, apesar do seu poderio, acrescentando que não é bonito ir a CAN várias vezes sem conquistar nenhum ponto.

"Os jogadores são os únicos que fazem os guinnenses sentir alegria e esquecer os problemas de país. Por isso peço-vos para darem melhores de vocês, porque estamos aqui para vos apoiar, mesmo que já perderam  o jogo inaugural,” disse.

O funcionário público e amante de desporto, Bala Mussa Mané disse que não se pode culpar ninguém, porque o país tem muitos jogadores internacionais que jogam em melhores clubes europeus, mas que recusam representar a seleção, dada a situação do país que não oferece condições favoráveis.

Por outro lado, disse que já é hora de a Guiné-Bissau vencer o CAN.

Mané relaciona a derrota dos Djurtus à falta de ambição da equipa técnica e de moral dos jogadores.

Os Djurtus defrontam no dia 18 do corrente mês a seleção da Guiné-Equatorial e no dia 22 com
a da Nigéria. ANG/MI/ÂC//SG     

Política/ APU e PRS assinam aliança para próximas eleições legislativas e presidenciais

Bissau, 15 Jan 24 (ANG) - O Partido da Renovação Social (PRS) e a Assembleia do Povo Unido  (APU) assinaram no fim-de-semana um acordo de aliança política para as próximas eleições legislativas e presidenciais.

Segundo  o porta-voz do PRS, Armando Tchoba dos Santos, o acordo resultou de uma “profunda reflexão” sobre a situação política da Guiné-Bissau ao longo do tempo.

“Após uma  profunda reflexão sobre causas de atraso e dos acontecimentos que empediram o progresso da sociedade guineense, o PRS e APU entenderam, por bem que devem se associar no sentido de garantir o bem do povo em geral”, diz o porta-voz.

Tchoba dos Santos sustentou que a aliança entre os  dois partidos permitirá o asseguramento da democracia representativa e a promoção da paz, segurança social, de modo a promover o desenvolvimento do país com base no respeito pelos direitos fundamentais  e liberdade de opiniões.

De acordo com  Armando Tchoba,  o acordo político  visa contemplar ampla convergência de ideias e  visa igualmente assegurar, de forma gradual, uma fusão nos termos da Lei Quadro dos Partidos Políticos e da Lei Eleitoral.

“O  acordo é um  instrumento autônimo a concluir entre as partes  em conformidade com a Lei Quadro dos Partidos Políticos, da Lei Eleitoral e dos seus respetivos estatutos”, disse o Porta-vos do PRS.

Salientou que, para a operacionalização do referido acordo, vai ser criada uma equipa  de relação conjunta, que será composta por três elementos a ser designado pelas direções dos dois partidos.

O PRS conquistou nas eleições de Junho passado 12 mandatos enquanto que a APU-PDGB conquistou apenas um mandato. ANG/AALS/ÂC//SG

 

                                                                                                                                  

 


LGDH
/"Os valores para os quais lutamos se encontram sob ameaça extrema", diz novo Presidente da organização

Bissau,15 Jan 24(ANG) - O novo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Bubacar Turé afirmou, sábado, que os valores pelos quais a organização luta estão sob  ameaça "extrema" na Guiné-Bissau.

Ao discursar no ato de sua investidura,  Turé sublinhou que  assume a presidência da Liga Guineense dos Direitos Humanos nesse contexto mas diz que  não abandona a luta. 

"Estou seguro que a minha presidência se insere num contexto deveras preocupante, onde os valores pelos quais lutamos se encontram sob ameaça extrema. [Mas] gostaria, por esta ocasião, assegurar que eu e a minha equipa faremos tudo que estiver ao nosso alcance, para defender e lutar intransigentemente pela defesa do Estado de Direito, ou seja, pela restauração do império da lei como condicionante para o desenvolvimento sustentável, constituindo premissa  para a convivência pacífica de qualquer nação", disse. 

Bubacar Turé anunciou  três eixos em que deverão se centrar  a atuação da nova direção da Liga Guineense dos Direitos Humanos. 

"Iremos, logo à partida, dar primazia ao reforço da capacidade institucional da organização, envidando esforços para a mobilização de fundos e apoio institucional; O segundo eixo é inerente à internacionalização da LGDH, para assumir, progressivamente, um papel de destaque na arena internacional;e finalmente, a minha presidência irá constituir uma ponte para a promoção de consenso e alicerçar pontes de diálogo com o propósito de mitigar os efeitos de polarização política vigente, alimentada pelos discursos de ódio que vêm fragmentando, cada vez mais, a nossa sociedade", disse Turé, que substitui no cargo Augusto Mário da Silva, que fez dois mandatos. 

Para além da direção nacional liderada por Bubacar Turé, também foram empossados os membros do Conselho Nacional e do Conselho Fiscal da Liga Guineense dos Direitos Humanos. 

Bubacar Turé foi eleito em 17 de Dezembro de 2023, com 69 por cento dos votos, no quinto congresso da organização que decorreu em Bissau, sob o lema: "Liga Guineense dos Direitos Humanos Face aos Novos Desafios de Consolidação da Democracia e do Estado de Direito".ANG/CNEWS

 

Côte  d`Ivoire/Lusofonos “brilham” no segundo dia do CAN na Côte d'Ivoire

Bissau, 15 Jan 24 (ANG) -  Domingo (14) foi o segundo dia do CAN`2023 que decorre na Côte d`Ivoire, e os lusófonos Cabo Verde e Moçambique obtiveram resultados surpreendentes, quando os prognósticos dos especialistas apontavam o inverso.

Pode até ser já considerada a primeira grande surpresa desta prova, que envolve 24 seleções, a vitória de 2-1 dos cabo-verdianos diante do Ghana, um dos “gigante” do futebol africano, em jogo de encerramento do grupo B, disputado no estádio Felix Houphout-Boagny, em Abidjan.

A jogar na condição de favorito mercê do se
u histórico, sobretudo africano, os Estrelas Negras sucumbiram ao heroísmo de um adversário ainda emergente entre os grandes do futebol do continente berço da humanidade.

Com golos de Jamiro Monteiro, aos 17 minutos, e Garry Rodrigues (90+2), os  "Tubarões Azuis" trataram de demonstrar que favoritismos não ganham jogos.

Alexandre Djiku, aos 56’, marcou e evitou uma derrota mais humilhante para os  ghanenses, quatro vezes campeões africanos, três participações em Campeonatos do Mundo e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos, em Barcelona`1992 (Espanha).

Humilde no grau comparativo, Cabo Verde disputa a principal prova africana pela quarta vez, a segunda consecutiva, depois dos oitavos-de-final em 2021, os "quartos" em 2013, na estreia, e ficado pela fase de grupos em 2015.

No outro desafio do grupo B, Moçambique colocou em sentido o Egipto com empate por 2-2. Os “Faraós” esperaram sete minutos para lá dos 90`para igualarem a partida, por conversão de grande penalidade.

O capitão Mohamed Salan (90+7) foi o autor da concretização. Antes, Mustafa Mohamed marcou, aos dois minutos, o tento mais rápido até ao momento do CAN). Pelos Mambas rubricaram por Witiness Quembo (56’) e Clesio Bauque (58’).

Líder do ranking africano com sete títulos, o último dos quais em 2010, no CAN de Angola, a seleção egípcia busca o oitavo troféu da maior montra do futebol no continente à frente dos Camarões com cinco.

Popularmente conhecida por "os Mambas", a seleção de Moçambique não tem alcançado muitos sucessos, apesar de já ter se classificado para a Taça das Nações em cinco  ocasiões, sem nunca ter passado da fase inicial. Também não disputaram ainda uma fase final do Campeonato do Mundo.

Recorde-se, outro país de expressão portuguesa, a Guiné-Bissau, perdeu na ronda inaugural (sábado) com a anfitriã Côte d`Ivoire, por 0-2, em partida do grupo A, com sede em Abidjan.

Hoje, no terceiro dia de prova, que decorre em cinco cidades da Côte d`Ivoire, defrontam-se para o grupo C: Senegal-Gâmbia (15h) e Camarões-Guiné (18h).

O CAN de 2023 disputa-se em 2024, por decisão da CAF, devido as chuvas que se abateram sobre o país organizador por altura do período inicialmente previsto. ANG/Angop

   CAN 2023/Djurtus voltam aos treinos depois da derrota no jogo inaugral 

Bissau,15 Jan 24(ANG) - A Seleção Nacional de Futebol (Djurtus), realizou na tarde de domingo, uma sessão de treinos de recuperação, após a derrota de 2-0 sofrida diante da Costa de Marfim, no jogo inaugural do CAN 2023.

Segundo a  página oficial da Federação de Futebol, na rede social Facebook, a sessão de trabalhos de Domingo decorreu com menos intensidade.

Nessa sessão de trabalhos estiveram a disposição do selecionador Nacional Baciro Candé, todos os 25 jogadores selecionados.

O treino composto com sessões de corrida em “trote”, alongamentos e relaxamento muscular, com menor grau de especificidade.

A Guiné-Bissau perdeu por 2-0 frente à Costa do Marfim no Estádio Olímpico de Ebimpé, em Abidjan, em território marfinense.

O Campeonato Africano das Nações de futebol arrancou este sábado em Abidjan no Estádio Olímpico de Ebimpé com lotação esgotada, cerca de 60 mil espectadores.

O espetáculo começou dentro das quatro linhas com a cerimónia de abertura em que foram visíveis as diferentes culturas do país anfitrião, isto antes de se ouvir o hino da prova do grupo musical marfinense Magic System acompanhado pela cantora Yemi Alade e pelo cantor Mohamed Ramadan.

A cerimónia ficou encerrada com o discurso do Presidente marfinense Alassane Ouattara, que estava na tribuna presidencial com o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, e o Presidente da FIFA, Gianni Infantino.

As duas equipas entraram dentro das quatro linhas e foi o país anfitrião, a Costa do Marfim, que começou por ser perigoso.

Aos 4 minutos de jogo, numa das primeiras tentativas dos marfinenses, foi o médio Seko Fofana que abriu o marcador com um remate de pé direito que bateu o guarda-redes Ouparine Djoco, que actua nos belgas do Francs Borains.

A Costa do Marfim estava na frente do marcador e esteve muito próximo de marcar um segundo novamente por Seko Fofana, no entanto o remate bateu na trave para o jogador marfinense que actua no Al Nassr no clube saudita do internacional português Cristiano Ronaldo.

A única oportunidade dos guineenses foi da autoria de Mama Baldé, o avançado do Lyon, que rematou à baliza, mas o guarda-redes marfinense, Yahia Fofana conseguiu agarrar a bola.

No intervalo a Costa do Marfim vencia por 1-0.

A segunda parte acabou por seguir a mesma dinâmica do que a primeira. Os Elefantes dominavam, mas os Djurtus tentavam reagir.

Quando o jogo parecia equilibrar-se, Jean-Philippe Krasso, avançado marfinense, acabou por sentenciar o encontro com um segundo tento apontado aos 58 minutos.

A partir daí o jogo caiu de intensidade. Houve várias substituições que pouco mudaram a fisionomia do encontro.

A Costa do Marfim acabou por vencer por 2-0 a Guiné-Bissau no jogo inaugural do Campeonato Africano das Naçoes’2023 que decorre em território marfinense de 13 de Janeiro a 11 de Fevereiro.

Os Djurtus estão numa série de oito jogos sem marcar e de dez encontros sem vencer. Na próxima jornada, os guineenses defrontam a Guiné Equatorial, enquanto os marfinenses vão medir forças com a Nigéria.

Lembra-se que o segundo jogo da Guiné-Bissau, está agendado para o dia 18, frente a Guiné-Equatorial, que empatou na tarde de Domingo 1-1, com a Nigéria.ANG/ÂC//SG

 

Economia/Preços das moedas para segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

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82.500

84.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

161.500

164.500

Fonte/BCEAO

ONU/ Há que reconfigurar coordenação regional para se evitar mais golpes de Estado em África – ONU

Bissau, 15 Jan 24 (ANG) – O chefe do gabinete da ONU para a África Ocidental e Sahel (UNOWAS) afirmou sábado que é necessário “um mecanismo de coordenação regional reconfigurado para se evitar mais golpes de Estado” e combater a insegurança generalizada.

O chefe do UNOWAS, Leonardo Santos Simão apresentou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) o mais recente relatório relativo ao período de 30 de junho a 31 de dezembro de 2023.

“Embora tenham sido feitos progressos significativos na consolidação da democracia, a situação de segurança e os desafios de governação continuam a ser preocupações importantes”, declarou Santos Simão.

Um exemplo dado foram as eleições da Libéria, que “demonstraram a capacidade das instituições para realizar escrutínios credíveis e estabelecer um Governo com legitimidade constitucional”, segundo Santos Simão.

“No Senegal, o entusiasmo pela escolha do próximo líder do país nas próximas eleições presidenciais de 25 de fevereiro é também palpável. O Gana também demonstrou o seu empenho na democracia, com o envolvimento dos dois principais partidos num processo transparente para as eleições gerais de dezembro de 2024”, referiu.

A diretora regional do gabinete para a África Ocidental, o Sahel e a Bacia do Lago Chade do Instituto de Estudos de Segurança, Lori-Anne Theroux-Benoni, alertou, na reunião, para a “rápida expansão do terrorismo, e uma série de golpes de Estado”,que levantam desafios à região.

A responsável frisou ainda que a retirada da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização do Mali (MINUSMA) e a dissolução do Grupo dos Cinco para o Sahel (G5 Sahel) “são condições para a criação de um vazio de segurança regional”.

“Não existe uma solução milagrosa a curto prazo”, referiu, sublinhando a necessidade de reforçar a coordenação nacional e regional e de implementar uma abordagem preventiva para evitar a criação de condições para um golpe de Estado subsequente.

Para Theroux-Benoni, “o objetivo não é encorajar transições militares de longa data, mas sim regressar à ordem constitucional”.

Na reunião que se seguiu, os delegados que estavam presentes no Conselho de Segurança declararam que era imperativo que os países em transição política cumprissem os seus calendários eleitorais e garantissem a consolidação democrática, a boa governação, o Estado de direito, o respeito pelos direitos humanos, a igualdade de género e o desenvolvimento sustentável.

O representante da Serra Leoa, Michael Imran Kanu, que falou também em nome da Argélia, da Guiana e de Moçambique, chamou a atenção para o crescente afastamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), lamentando “as crescentes tensões políticas causadas pela passagem de mudanças de Governo democráticos para inconstitucionais em alguns países da região”.

“Deve haver um envolvimento contínuo entre a ONU, a União Africana e a CEDEAO para garantir o apoio ao reforço da governação e do Estado de direito nesses países”, concluiu o representante.

ANG/Lusa/Lusa

 

Kampala/Líderes dos países não-alinhados querem maior cooperação face a crises

Bissau, 15 Jan 24 (ANG) - Dezenas de chefes de Estado e de Governo reúnem-se a partir desta segunda-feira na 19.ª Cimeira do Movimento dos Não-Alinhados (MNA), que se prolongará em Campala até sábado, com o objetivo de melhorar a cooperação face às crises internacionais.


A cimeira começa segunda-feira com conferências preparatórias para a reunião de chefes de Estado e de Governo, marcada para sexta-feira e sábado, noticiou o site Notícias ao Minuto.

"A cimeira tornar-se-á uma plataforma para a cooperação e a segurança globais e para a promoção dos nossos objetivos comuns", afirmou o Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, em Novembro passado.

"O Uganda está pronto para mostrar a sua hospitalidade e contribuir para o sucesso da cimeira", acrescentou Museveni, que está no poder desde 1986.

Desde a criação da MNA, em 1961, esta é a sexta vez que os 120 Estados membros se reúnem num país africano, depois das cimeiras na Zâmbia (1970), Argélia (1973), Zimbabwe (1986), África do Sul (1998) e Egipto (2009).

Desta vez, o fórum realizar-se-á no Centro de Convenções Speke, um hotel bucólico nas margens do Lago Vitória, com um auditório com capacidade para 4.400 pessoas e 12 salas de conferências.

Neste canto sul de Kampala, os líderes discutirão questões como a segurança global, a luta internacional contra o terrorismo, a migração, as crises humanitárias e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, entre outras, sob o tema "Aprofundar a Cooperação para uma Riqueza Global Partilhada", anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros ugandês, Jeje Odongo.

Além disso, Museveni tornar-se-á o novo presidente rotativo do MNA, um cargo ocupado desde 2019 pelo presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev.

O Uganda vai receber líderes de todo o mundo, embora ainda não exista uma lista oficial de participantes.

O MNA, uma das maiores organizações de Estados do mundo, é composta por 53 países de África, 39 da Ásia, 26 da América Latina e das Caraíbas e dois da Europa.

"Vamos acolher 168 delegações de 135 países, bem como um grande número de organizadores internacionais e Estados observadores", disse o secretário permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Uganda, Vincent Bagiire.

A cimeira surge numa altura em que, face a crises internacionais como a guerra de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza ou o conflito da Rússia na Ucrânia, o Sul Global exige uma maior voz nos organismos internacionais, incluindo o Conselho de Segurança da ONU, para o qual pedem uma reestruturação.

De facto, espera-se que a cooperação Sul-Sul seja outro dos principais temas da cimeira, com as conversações a começarem segunda-feira com reuniões de altos funcionários dos países do MNA, antes das ministeriais agendadas para quarta e quinta-feira.

A cimeira de chefes de Estado e de Governo terá início com os discursos de Museveni, Aliyev, do Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e do secretário-geral da ONU, António Guterres, entre outros, de acordo com um programa provisório enviado hoje à EFE pelos organizadores.

Para garantir a segurança de todos os participantes, o Uganda criou um forte dispositivo de segurança, encerrando estradas e impondo restrições de acesso às áreas próximas do Centro de Convenções Speke.

A segurança é uma das principais prioridades do Uganda, depois de as embaixadas de alguns países ocidentais, como as dos Estados Unidos e do Reino Unido, terem alertado para a possibilidade de ataques terroristas no país.

Nos últimos anos, o grupo rebelde Forças Democráticas Aliadas (ADF), com sede na vizinha República Democrática do Congo (RDC) e com ligações pouco claras ao Estado Islâmico (EI), tem efetuado ataques esporádicos em solo ugandês.

Mas a presidente do comité organizador da cimeira, Lucy Nakyobe, sublinhou esta semana que "o país está seguro e pronto para receber visitantes internacionais".

Em 21 deste mês, um dia depois da cimeira do MNA, o Uganda acolhe também a Terceira Cimeira do Sul do Grupo dos 77 (G77) + China, que decorrerá durante três dias, com Cuba a ceder a presidência rotativa do bloco ao país africano.

O G77, um grupo de 133 Estados membros, excluindo a China, é a maior coligação de países do Sul Global.

Estas duas cimeiras mundiais são das maiores que o Uganda organizou depois da cimeira da Commonwealth em 2007.ANG/Angop

Genebra/Líderes mundiais reúnem-se em Davos com geopolítica no centro dos debates

Bissau,  15 Jan 24(ANG) – A 54.ª edição do Fórum de Davos, que começa hoje, vai debater como reconstruir a confiança num mundo atingido por conflitos como os de Gaza e da Ucrânia, sendo esperados 60 chefes de Estado e de Governo.


O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o novo Presidente da Argentina, Javier Milei, e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, serão algumas das figuras que participam nesta edição.

Os chefes de Estado de França, Emmanuel Macron, o Presidente de Israel, Isaac Herzog, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, também são esperados.

O encontro de líderes políticos, económicos e empresariais reunirá cerca de 2.800 participantes de 120 países, com o objetivo de procurar possibilidades de cooperação num mundo cada vez mais polarizado e marcado por conflitos armados que põem em causa o direito humanitário internacional e ameaçam regiões inteiras.

O Presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, também irá a Davos, depois de ter participado nos debates por videoconferência no ano passado.

Durante o fórum, que decorre até dia 19, serão ainda abordados temas como os desafios da luta contra as alterações climáticas ou os que resultam do desenvolvimento de novas tecnologias como a inteligência artificial.

Os participantes, dos quais 1.600 estão ligados ao mundo dos negócios, vão também debater formas de cooperação internacional para evitar uma década de baixo crescimento económico. ANG/Inforpress/Lusa


Irão/Prémio Nobel da Paz Narges Mohammadi condenada a nova pena no Irão

Bissau, 15 Jan 24 (ANG) - Um tribunal iraniano condenou a Prémio Nobel da Paz Narges Mohammadi a mais 15 meses de prisão e a dois anos de exílio de Teerão por "difundir propaganda" contra a República Islâmica.

Trata-se da quinta sentença contra a activista presa desde 2021, indicou hoje a família de Narges Mohammadi.

"O Tribunal Revolucionário condenou Narges Mohammadi a 15 meses de prisão; um exílio de dois anos de Teerão e províncias vizinhas; uma proibição de viagem durante um período de dois anos assim como fica impedida de participar em grupos políticos e sociais e de usar telefones móveis durante dois anos", acrescentou a família da activista num comunicado difundido através da rede social Instagram.

Mohammadi, 51 anos, recusou-se a comparecer no julgamento invocando a "falta de independência do poder judicial" e a "ilegalidade dos tribunais revolucionários" do país.

A activista denunciou nos últimos meses os tribunais revolucionários por emitirem sentenças de morte contra jovens mencionando Mohsen Shekari, 23 anos, o primeiro manifestante a ser executado por participar nos protestos desencadeados pela morte da jovem de origem curda Mahsa Amini em 2022.

"A sentença parece ser uma mensagem política para Narges Mohammadi, repetindo as acusações de que ela reiteradamente incita e encoraja as pessoas a ter opiniões contra o regime islâmico para provocar o caos e a agitação", refere o mesmo comunicado emitido pela família.

A ativista está a cumprir uma pena de 10 anos na prisão de Evin, Teerão, desde Novembro de 2021.

Esta é a quinta sentença contra a ativista desde 2021, três das quais foram proferidas enquanto estava presa, e a primeira desde que foi distinguida com o Prémio Nobel da Paz em Outubro do ano passado.

Mohammadi foi condenada a um total de 12 anos e três meses de prisão e 154 chicotadas, entre outras penas.

O Comité Nobel norueguês atribuiu o prémio a Mohammadi "pela luta contra a opressão das mulheres no Irão e pela promoção dos direitos humanos e da liberdade".

O prémio foi recebido pelos filhos no passado dia 10 de Dezembro, numa cerimónia em Oslo, na qual a ativista apelou, através da família, ao apoio internacional para pôr fim a um regime (..) que atingiu o nível mais baixo de legitimidade e apoio popular". ANG/Angop

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Saúde/ONG Enda Santé discute com parceiros estratégias para implementação do Programa sobre resistência de VIH e Saúde Sexual

Bissau,12 Jan 24(ANG) – Técnicos da ONG Enda Santé, e representantes do Ministério da Saúde Pública e da Sociedade Civil, sentaram-se hoje à mesma mesa numa reunião do Comité Nacional de Pilotagem sobre implementação da segunda fase do Programa de Resistência ao VIH e Saúde Sexual, em Casamance e Guiné-Bissau(CARES).

No final da reunião, o Diretor Nacional da Enda Santé, Mamadú Aliu Djaló afirmou que o encontro visa a definição de  estratégias para os próximos quatro anos, visando a  melhoria das condições  de saúde no país e a redução da pobreza.

Aliu Djaló sustentou  que, cada vez que se reduz  as despesas em saúde, automaticamente está-se a contribuir para a redução da pobreza  das populações, tendo em conta que  os recursos poupados podem ser alocados para a educação, habitação e outras  necessidades da família.

“Dados do Ministério da Economia demonstram que mais de 70 por cento da população guineense é pobre, mas igualmente mais de 70 por cento das despesas de saúde são suportadas pelas famílias”, salientou.

O Director Nacional da Enda Santé frisou que, quando as despesas para com a saúde  aumentam é porque está-se a empobrecer ainda mais a população.

Por sua vez, o Diretor Geral da Promoção e Prevenção de Saúde. Agostinho Nbarco Ndumba agradeceu a Enda Santé pela iniciativa, e diz que  o Governo através do Ministério de Saúde e esta ONG, decidiram alargar o rastreio do estudo sobre a implementação do Programa de Resistência ao VIH e Saúde Sexual em 22 localidades do país.

Agostinho Nbarco Ndumba acrescenta que o alargamento  visa levar a assistência às populações, de forma a diminuir os suas despesas para com a saúde, dentre as quais as longas distâncias que percorrem para terem acesso aos centros de saúde ou hospitais. ANG/ÂC//SG


Economia
/Preços das moedas para sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

594.000

601.000

Yen japonês

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Libra esterlina

759.250

766.250

Franco suíço

699.500

705.500

Dólar canadense

443.750

450.750

Yuan chinês

82.500

84.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

161.250

164.000

Fonte:BCEAO

Energia/PNUD apoia Guiné-Bissau com projeto inovador para impulsionar energias renováveis e desenvolvimento sustentável

Bissau, 12 Jan 24 (ANG) – O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revela,  em comunicado, que assinou acordo com o governo guineense para a implementação de um projeto inovador para impulsionar energias renováveis e desenvolvimento sustentável.

O projeto, de acordo com o comunicado do PNUD enviado hoje à ANG, é orçado em cerca de 3.412.702 milhões de dólares  e é financiado pelo Global Environment Facility (GEF) e  implementado, em parceira com Ministério do Ambiente, Biodiversidade e Acção Climática.

O mesmo comunicado ainda anuncia a assinatura do acordo sobre  um projeto  para “promover  acesso à  serviços energéticos modernos através de mini-redes sustentáveis e tecnologias de bioenergias de baixo carbono entre as comunidades dependentes das florestas da Guiné-Bissau”.

A Guiné-Bissau, refere o comunicado, está empenhada em melhorar o acesso a serviços de energia modernos para suas comunidades dependentes de florestas.

Por isso,  o foco vai ser  a implementação de mini-redes sustentáveis e tecnologias de bioenergia de baixo carbono, com o objetivo de não apenas  aumentar a eletrificação, mas também garantir a sustentabilidade ambiental e económica.

O comunicado refere que, ao priorizar mini-redes sustentáveis, o país vai superar os desafios estruturais e de qualidade, no fornecimento de eletricidade, especialmente em áreas rurais e simultaneamente, a incorporação de tecnologias de bioenergia de baixo carbono, que visa diversificar as fontes de energia, reduzindo a dependência de produtos petrolíferos e tradicionais biomassas.

No comunicado lê-se que o impacto esperado é a melhoria significativa nas condições de vidadas das comunidades florestais, proporcionando-lhes acesso confiável a energia moderna.

Além disso, a iniciativa contribuirá para a redução das disparidades existentes na taxa de eletrificação entre comunidades urbanas e rurais.

“Este compromisso conjunto reflete a busca da Guiné-Bissau por soluções sustentáveis e inovadoras para impulsionar o desenvolvimento socioeconómico, ao mesmo tempo em que preserva e protege o valioso ecossistema florestal do país”, refere. ANG/LPG/ÂC//SG