quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Regiões/”Liceu Regional de Biombo sem instalações próprias para o funcionamento”, lamenta o Director Regional de Educação local

Biombo, 23 Jan 25 (ANG) – O Director Regional da Educação de região de Biombo, norte do país,  disse que o Liceu regional “Domingos Brito dos Santos”,  de Biombo em Quinhamel, não tem edifício próprio e funciona na escola de ensino básico.

Francisco Có falava em entrevista ao correspondente regional de ANG de Biombo sobre o balanço do seus três meses em exercício como o Director Regional da Educação da Região, na qual disse que além da falta de edifício próprio também  o Inspector do Ensino local não tem meios de transporte para que possa fazer o seu trabalho de fiscalização nas escolas da área da sua de jurisdição.

Por outro lado, disse  que, a própria Delegacia Regional não dispõe de escritório, tendo afirmado que existem duas escolas na região que funcionam nas barracas, concretamente na Ponta Nhara e  Augusto Djambacus.

“Estamos com falta de professores em algumas escolas e por isso, estamos aguardar pela colocação através de Ministério da Educação, também deparamos com a falta de computadores e só temos duas motas para os dois sectores”, afirmou.

Aquele responsável, pediu as autoridades competentes no sentido de apoiar a conclusão da obra de construção da Escola Politécnico de Quinhamel abandonada desde 2012.

Francisco Có disse que, a recuperação da referida Escola vai  ajudar os alunos que vão terminar o liceu que muitas das vezes não têm meios financeiros para estudar em Bissau.

"O Biombo não tem nenhuma escola de formação técnico-profissional para ajudar os jovens que concluíram o Liceu e não têm meios  financeiros para prosseguir os seus estudos e a conclusão da referida obra, vai lhes ajudar a não seguir caminhos de delinquência,"disse.ANG/MN/MI/ÂC

        Moçambique/Polícia dispara para reabrir principal acesso a Maputo

Bissau, 23 Jan 25(ANG) - A polícia moçambicana recorreu esta manhã a vários disparos para reabrir os acessos à portagem de Maputo da N4, principal entrada da capital, bloqueada desde as primeiras horas por manifestantes que contestam a retoma da cobrança.

Cerca das 10:30, após a retirada, pela polícia, dos pesados que bloqueavam o acesso, grupos de jovens concentraram-se junto à portagem, tentando impedir a normalização da circulação, com a polícia a realizar vários disparos para desmobilizar nos minutos seguintes, que reagiam atirando pedras, inclusive às viaturas que acediam ao local.

Após a intervenção da polícia, grupos de jovens tentaram repetir o bloqueio no acesso da Matola a Maputo, impedindo camiões de passar, ações contrariadas pela polícia.

Manifestantes cortaram esta manhã por completo, durante mais de uma hora, os acessos à portagem de Maputo, principal entrada e saída da capital moçambicana, com barricadas e veículos pesados atravessados, contestando a retoma de cobrança, após semanas de suspensão devido aos protestos pós-eleitorais.

Após a intervenção da polícia, a circulação começou a ser reposta, mas nas portagens era vísivel que só pagava quem queria, com algumas cancelas abertas.

Desde cerca das 09:00 locais (menos duas horas em Lisboa) que dois camiões estão abandonados na via no sentido Maputo - Matola, com dezenas de manifestantes em protesto, enquanto no sentido contrário um autocarro articulado também foi abandonado, bloqueando totalmente a circulação durante parte da manhã.

Perante um forte reforço policial, incluindo um blindado da Unidade de Intervenção Rápida, os manifestantes queimaram pneus para contestar a retoma na cobrança de portagens na N4, a principal via moçambicana, que liga Maputo à fronteira da África do Sul, explorada pela concessionária sul-africana Trans African Concessions (TRAC), que anunciou que retomaria hoje o pagamento.

Face à dificuldade de circulação, incluindo transportes, centenas de pessoas percorrem a pé o caminho até ao centro da capital, sem qualquer movimento automóvel nas portagens.

A TRAC, que construiu e opera a via rápida com um contrato de 30 anos com o Governo moçambicano, anunciou na quarta-feira que reinicia hoje a cobrança de portagens naquela via, suspensa nas últimas semanas na sequência dos protestos pós-eleitorais.

A informação consta de um anúncio publicado pela TRAC, concessionária da via rápida que liga Tshwane, Gauteng (África do Sul) e o porto de Maputo (Moçambique), através da fronteira de Ressano Garcia.

A fronteira também chegou a ser encerrada em vários períodos, nos últimos meses, devido às manifestações pós-eleitorais.

O ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane apelou em dezembro ao não pagamento de portagens no país, sendo que após a destruição e vandalização de algumas cabines de cobrança várias cabines foram fechadas, sem receber pagamentos, incluindo na N4.

Entretanto, num documento publicado na terça-feira com 30 medidas que exige para os próximos 100 dias, Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados oficiais das eleições gerais de 09 de outubro, voltou a apontar a não cobrança de portagens em todo o país como exigência.

"Na N4 as portagens, pelo tempo de vida que já têm, cumpriram com tempo de rentabilidade face ao investimento efetuado", refere no documento, exigindo a extensão do não pagamento de portagens neste período, alegando, também, que em várias vias com portagens no país "não houve consulta pública" sobre essa cobrança e "não se respeitou o princípio da via alternativa".

"Muitas das vias estão em estado desastroso, o que ofende a ideia de benefício de serviços", afirmou.

As manifestações pós-eleitorais em Moçambique, convocadas por Venâncio Mondlane, provocaram desde 21 de outubro 314 mortos e mais de 600 baleados, segundo organizações no terreno, como a plataforma eleitoral Decide, além de confrontos violentos com a polícia, saques e destruição de equipamentos públicos e privados.

Daniel Chapo, candidato presidencial apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), foi declarado vencedor das eleições e tomou posse como quinto Presidente da República em 15 de janeiro.ANG/Lusa

 

EUA/Dois dias de mandato, recorde de medidas. As ordens executivas de Trump

Bissau, 23 Jan 25(ANG) - Donald Trump foi empossado como 47.º presidente dos Estados Unidos a 20 de janeiro e bateu o recorde de ordens executivas assinadas nos primeiros dois dias, com medidas que vão desde imigração ao fim do teto de preços de medicamentos para idosos. 

Trump assinou cerca de 200 ordens executivas, memorandos e proclamações no seu primeiro dia, com foco na reversão das políticas de Joe Biden nos últimos quatro anos. 

Eis algumas das mais relevantes: 

Perdão aos condenados pelo assalto ao Capitólio

A primeira ordem assinada na Sala Oval por Donald Trump foi o perdão total de cerca de 1.500 pessoas condenadas por crimes no assalto ao Capitólio a 06 de janeiro de 2021, incluindo os que foram condenados por secessão e violência contra polícias. 

Saída do Acordo de Paris

Os Estados Unidos saem de forma imediata do Acordo de Paris e de todas as suas obrigações relacionadas com a crise climática. 

Fim do objetivos para carros elétricos

O objetivo de atingir 50% de carros elétricos na frota dos Estados Unidos até 2030 foi revogado. Esta foi uma de várias ordens que terminam com medidas para tornar a produção de energia mais sustentável, incluindo o reforço da extração de petróleo gás natural no Alasca, em áreas que estavam protegidas até aqui. 

Fim de regras antipoluição

As regulações sobre poluição emitida pelos escapes de carros e carrinhas são canceladas. Também são revogadas as regras de eficiência energética para máquinas de lavar loiça, chuveiros e fogões a gás. 

Suspensão de energia eólica no mar

O arrendamento de território marítimo federal para produção de energia eólica 'offshore' é suspenso. 

Eliminação de programas de justiça ambiental

Todos os programas orientados para a proteção de comunidades pobres do excesso de poluição são eliminados. Outra ordem força a revisão de todas as regulações que colocam obstáculos ao uso de fontes de energia como carvão e petróleo. 

Saída da Organização Mundial de Saúde

Trump ordenou a saída da OMS citando "a má gestão da pandemia de covid-19 por parte da organização" e os custos associados a pertencer à mesma. 

Fim do controlo de preços nos medicamentos para idosos

A política de Joe Biden que baixava os custos dos medicamentos para idosos e instituía um teto de preços a cobrar pelas farmacêuticas foi revogada. 

Cancelamento de admissão de refugiados e asilados

Trump cancelou a admissão de refugiados e asilados, uma entre várias medidas relacionadas com imigração que incluem a declaração de emergência nacional na fronteira com o México, a militarização da patrulha da fronteira, o reinício da construção do muro e a declaração de gangues e cartéis como organizações terroristas. A política "permanecer no México" é restaurada. 

Deportações para todos

É restaurada a diretiva para deportar qualquer pessoa que não tenha documentos, independentemente do que tenha feito ou da situação familiar, sem critérios de prioridade. A agência ICE poderá entrar em escolas, igrejas e hospitais para deter pessoas. 

Fim da cidadania por nascimento

O presidente ordenou o desmantelamento do direito inscrito na 14ª Emenda da Constituição, que dá a qualquer pessoa nascida em solo americano a cidadania do país. A ordem manda negar cidadania aos bebés de pessoas com vistos e imigrantes sem documentos. 

Pena de morte para imigrantes sem documentos que cometam crimes capitais

A ordem dita que o Departamento peça a pena de morte para imigrantes indocumentados que cometam crimes capitais, incluindo homicídio de polícias ou civis, rapto, violação e espionagem. 

Apenas dois sexos e fim da diversidade

Várias ordens executivas obrigam as agências federais a reconhecerem apenas o sexo feminino e masculino e eliminar a identidade de género. Todas as políticas que promovem diversidade, equidade e inclusão são eliminadas. As proteções a pessoas transgénero nas prisões são canceladas. 

Extensão do prazo para banir o TikTok

A rede social chinesa cujo processo de proibição foi iniciado por Donald Trump em 2020 terá mais 75 dias de funcionamento, uma extensão que lhe permitirá encontrar alternativas para cumprir a lei passada pelo Congresso. 

Congelamento de contratações

Todas as contratações para cargos federais estão congeladas, salvo militares e segurança nacional. Os funcionários públicos são obrigados a regressar ao escritório e será recuperada a categoria Schedule F de funcionários federais, que não têm proteções laborais.

Autorização de segurança sem escrutínio

Os funcionários da Casa Branca vão obter autorização de segurança máxima sem passarem pelo processo de verificação e escrutínio. 

Revisão das investigações dos últimos quatro anos

As investigações conduzidas durante a administração Biden serão revistas para "corrigir a má conduta passada do governo federal em relação à transformação da aplicação da lei e da comunidade de inteligência em armas". A ordem refere-se às investigações criminais a Donald Trump e aos seus aliados. 

Serviço de Receita Externa

O governo vai avaliar a criação do Serviço de Receita Externa para cobrar tarifas e taxas e as agências federais terão de investigar práticas comerciais com outros países. 

Fim do acordo para taxar empresas

Trump retirou os EUA do acordo mundial celebrado entre 130 países em 2021 para garantir um imposto mínimo de 15% sobre os lucros das multinacionais, que tinha o objetivo de dificultar o desvio de lucros para paraísos fiscais. 

Mudança de nomes

O Monte Denali, no Alasca, passa a ser Monte MCKinley e o Golfo do México passa a ser Golfo da América. Neste último caso, a mudança não tem de ser reconhecida por outros países. 

Implementação do DOGE

A ordem cria o Departamento de Eficiência Governativa (com a sigla DOGE), liderado por Elon Musk para cortar gastos no governo. 

Revogação de autorização de segurança

Os 51 signatários de uma carta que avisava para o potencial de os conteúdos do portátil de Hunter Biden serem desinformação russa viram a sua autorização de segurança revogada em retaliação. Já o ex-conselheiro de segurança nacional de Trump John Bolton -- alvo frequente de ameaças -- viu descontinuada a proteção dos Serviços Secretos.ANG/Lusa

São Tomé e Príncipe/Acção Democrática Independente pode vir a fragmentar-se

Bissau, 23 Jan 25(ANG) - O partido Acção Democrática Independente(ADI) está actualmente dividido, admitindo-se um cenário de fragmentação na sua bancada parlamentar. O partido dispõe de uma maioria absoluta de 30 deputados.

Com a queda e a nomeação do novo governo, a Acção Democrática Independente, partido no poder em São Tomé e Príncipe, está a fragmentar-se, prevendo-se para breve uma reunião que possa aglutinar as facções existentes ou a eleição de novos órgãos estatutários.

O líder do partido, Patrice Trovoada, numa das suas recentes comunicações no Facebook, admite um possível afastamento das hostes do partido, dos membros do seu partido que constituem o actual governo ou a extinção desta força política.

"Esse governo que querem chamar de "Nova esperança"... No fundo, é um governo de amigos e compadres que tem como denominador comum resolver os seus problemas pessoais e de ego hipertrofiado. O risco que nós temos hoje é de retrocesso, de incongruência, de aumento da autoritarismo e da corrupção. E o risco para o ADI é de facto de nós virmos a fraccionar(nos) e acabarmos por desaparecer quando desde 2010 somos o maior partido de São Tomé e Príncipe", indicou.

O antigo primeiro ministro assegura que se mantém no partido, mas aproveitou também para tecer duras críticas ao Presidente que o destituiu.

"Dizer que vou-me manter sempre activo junto do partido, sobretudo na preparação do próximo Congresso, que tem que vir o mais rapidamente possível, de modo a podermos muito oficialmente e formalmente expulsar todos aqueles que decidiram de facto sacrificar o ADI, sacrificar o programa do Governo, sacrificar uma ambição colectiva que estava em marcha para resolver e trazer a solução para a população em nome de interesses pessoais, interesses pessoais. Começando pelo senhor Carlos Vila Nova que foi posto na Presidência da República pelo esforço de vocês todos e o voto popular que nós fomos à procura, e continuando por todos aqueles que hoje decidiram participar nessa aventura que infelizmente, todos nós haveremos de pagar os custos", declarou Trovoada.

O actual Primeiro ministro, Américo Ramos, disse que o seu foco essencial é a estabilidade governativa desvalorizando as críticas do anterior chefe do executivo santomense.

"Nós estamos a tomar conta dos dossiers. Estamos a analisar e precisamos ter muita calma, muita atenção naquilo que fazemos. Governar não é só ir contra determinadas questões. Nós temos é que analisar e ver o devido enquadramento dessas taxas, como é que elas foram criadas para aqui e no devido momento, nós tomaremos a decisão mais acertada possível para o bem da nação. Nos próximos dias já decidiremos", disse o actual primeiro-ministro.ANG/RFI

UE-EUA/Presidente francês e Chanceler alemão tentam unir-se perante ameaças de Trump

Bissau,23 Jan 25(ANG) - O Presidente francês Emmanuel Macron recebeu nesta quarta-feira no Palácio do Eliseu o chanceler alemão Olaf Scholz e em declarações conjuntas prometeram fazer tudo para que a Europa se mostre "unida e forte" perante as ameaças de Trump sobre possíveis aumentos de taxas aduaneiras sobre produtos europeus.

"O presidente Trump será, já está claro, um desafio a ser enfrentado", disse o líder alemão. "A Europa não vai se esconder, mas vai ser um parceiro construtivo e confiante", acrescentou Scholz para quem a visita de hoje poderia ser a última como chefe do executivo alemão, a poucas semanas de eleições legislativas, a 23 de Fevereiro, em que o líder da oposição, o democrata cristão Friedrich Merz, é o favorito.

O Presidente francês, quanto a si, tornou a preconizar uma maior autonomia para os 27, apelando ao reforço do motor franco-alemão a favor de uma Europa "unida, forte e soberana", que saiba "defender os seus interesses".

"A única resposta aos tempos em que entramos é mais unidade, mais ambição e ousadia e mais independência dos europeus. É isso que nos anima e é nesse sentido que continuaremos a agir", martelou Emmanuel Macron.

Estas declarações surgem numa altura em que o motor franco-alemão tem mostrado algumas fragilidades, Scholz e Macron não partilhando a mesma visão para a Europa, nomeadamente no tocante às ameaças proferidas por Donald Trump relativamente a um possível aumento das taxas aduaneiras para os produtos europeus.

Enquanto a Alemanha preconiza negociações conducentes ao estabelecimento de um acordo de livre-comércio, a França é mais favorável a medidas equivalentes contra os Estados Unidos no caso do novo inquilino da Casa Branca pôr em prática as suas ameaças.

Pouco depois de ser investido para um segundo mandato na segunda-feira, o líder republicano e magnata de 78 anos anunciou a aplicação de taxas aduaneiras de 25% para os produtos mexicanos e canadianos a partir do dia 1 de Fevereiro, Trump anunciando ontem também encarar a aplicação de taxas de 10% para os produtos chineses a partir da mesma data.

A China respondeu nesta quarta-feira afirmando que está "firmemente determinada" a "defender os seus interesses nacionais".

Contudo, na mesma senda, o chefe de Estado americano disse igualmente considerar adoptar uma atitude semelhante com os países da UE.

"A UE prejudica-nos muito. Trata-nos muito mal. Não compra os nossos carros ou produtos agrícolas. Na verdade, não compra muito", disse ontem o Presidente dos Estados Unidos ao considerar que o reforço das taxas alfandegárias sobre os produtos europeus é a "única forma" para os EUA "serem tratados correctamente", e restabelecer o equilíbrio nas trocas comerciais entre os Estados Unidos e o bloco europeu.

Segundo segundo dados do representante da Casa Branca para o Comércio (USTR), o défice comercial de Washington na sua relação com Bruxelas elevou-se a 131 bilhões de dólares em 2023.

Em declarações ontem no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, a Presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, garantiu que a Europa "está disposta a conversar com o executivo de Trump", ao recordar que Washington é um importante parceiro comercial.

Recorde-se que o Presidente americano já chegou a aplicar aumentos de taxas alfandegárias sobre o aço e o alumínio da UE para proteger a indústria americana, sob a alegação de o seu país estava a enfrentar uma concorrência desleal dos países asiáticos e europeus no sector da siderurgia.ANG/RFI

EUA/"Para os Estados Unidos de Donald Trump, África não é uma prioridade", diz Calton Cadeado

Bissau,23 Jan 25(ANG) - Donald Trump tomou posse como 47.º Presidente dos EUA, levantando incertezas quanto à política externa, especialmente com o continente africano. No seu primeiro mandato, Trump mostrou pouco interesse pelo continente africano. O docente da Escola Superior de Relações Internacionais da Universidade Joaquim Chissano, Calton Cadeado, acredita na manutenção do status quo nas relações EUA-África e observa a saída dos EUA da OMS e do Acordo de Paris como um reforço da postura unilateral de Donald Trump.

RFI: Donald Trump descreveu o início da sua gestão como uma "era dourada", prometendo apostar na prosperidade americana. Por outro lado, diversos líderes africanos manifestaram interesse em fortalecer os laços com os EUA, destacando esperanças em parcerias económicas e cooperação mútua. O que se pode esperar das relações entre os Estados Unidos e o continente africano nos próximos quatro anos?

Calton Cadeado: À primeira vista, é esperar mais do mesmo. Não há grandes alterações. Uma grande evidência disso é o número de convidados africanos que não estão presentes nos eventos presidenciais. Isso já diz algo, porque a África nunca foi uma prioridade para os Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump. Isso ficou ainda mais explícito no passado, e não há muita expectativa de que isso venha a mudar.

Em que medida a política de Donald Trump pode travar o desenvolvimento e as relações entre os Estados Unidos e a África?

Não vejo possibilidade de travar as relações entre os Estados Unidos e a África. Vejo uma continuidade do que já está em curso. Por isso digo: mais do mesmo. Há, por exemplo, algum receio de que projectos como o corredor do Lobito, em Angola, sejam interrompidos. Mas não acredito que os Estados Unidos abandonarão a política de apoio a questões de saúde, por exemplo. Também não vejo os Estados Unidos a desistirem de alargar a sua presença no continente africano por meio do AFRICOM, algo que, apesar de difícil de concretizar, continua relevante. Além disso, abandonar completamente o continente africano significaria abrir espaço para a China e a Rússia, que estão activamente à procura de fortalecer as suas influências.

Mas quando Donald Trump anuncia a saída dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS), isso terá inevitavelmente consequências à escala global, mas também para o continente africano?

De facto, essa saída simboliza um ataque ao multilateralismo, algo que já se esperava de Donald Trump. No entanto, é importante considerar o lado bilateral das relações, que ele provavelmente vai tentar manter. Sair completamente seria uma tragédia para as ambições geopolíticas americanas. Por outro lado, Trump pode simplesmente ignorar políticas que Joe Biden implementou e que foram bem recebidas em África, como a defesa de uma maior presença africana no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Essa é uma questão que Donald Trump provavelmente não discutirá, como já ficou evidente nos seus discursos. Outro aspecto importante são as cimeiras entre os Estados Unidos e a África, cuja realização permanece incerta. Mas, se não acontecerem, não será uma surpresa, pois já é o que se espera de Donald Trump.

O que pode acontecer caso essas cimeiras não se realizem nos próximos quatro anos?

Está claro que, para os Estados Unidos sob Donald Trump, a África não é uma prioridade. A menos que algo extraordinário aconteça no continente, Trump dificilmente gastará recursos em iniciativas como as cimeiras EUA-África, especialmente se essas acções não trouxerem benefícios económicos directos para os Estados Unidos.

Em que medida, China e Rússia podem capitalizar um possível recuo dos Estados Unidos no continente africano?

Quando Joe Biden fez a visita histórica a Angola, no contexto do corredor do Lobito, muitos interpretaram isso como um colapso da influência russa em África. Contudo, a Rússia, devido à guerra na Ucrânia, enfrenta dificuldades económicas e políticas que limitam a sua acção no continente. Já a China parece mais bem posicionada para capitalizar qualquer recuo dos Estados Unidos. No entanto, é difícil medir os resultados a curto prazo, pois são apenas quatro anos, e mudanças significativas ou estratégicas não são esperadas nesse período.

Por que motivo disse que a Rússia está a perder presença em África?

A guerra na Ucrânia tem impactado severamente a economia russa, e já existem sinais claros de que o país enfrenta desafios significativos. Isso lembra o colapso da URSS, que também enfrentou dificuldades económicas semelhantes. Além disso, a Rússia está cada vez mais focada em questões internas e em alianças estratégicas próximas das suas fronteiras. O grande braço da política externa russa, o Grupo Wagner, também se encontra fragilizado. Actualmente, parece que a Rússia está mais preocupada em proteger a sua segurança interna do que expandir a sua influência externa.

Donald Trump gerou indignação ao usar termos depreciativos para se referir a países africanos. Essa retórica ainda influencia a percepção e as relações diplomáticas?

As relações diplomáticas têm um histórico importante. Em Moçambique, por exemplo, há uma percepção de que as relações com os republicanos sempre foram boas, ao contrário dos democratas. Contudo, a retórica de Trump reforça a desconfiança e o cepticismo em relação à hegemonia americana. Essa visão é amplificada pelo nacionalismo de Donald Trump, que prioriza abertamente os interesses dos Estados Unidos, mesmo que isso prejudique outros países.

Acredita que a OMS pode sobreviver à saída dos Estados Unidos?

Esse é um grande teste para a OMS, que sempre dependeu muito dos Estados Unidos como maior contribuinte. A organização precisará de procurar recursos de potências emergentes, mas isso tem um custo elevado. A China, por exemplo, está mais focada em ganhar dinheiro do que assumir a liderança mundial.

Como interpreta a saída dos EUA do Acordo de Paris? E de que forma os países africanos podem defender seus interesses climáticos?

A saída de Trump do Acordo de Paris era previsível, dada a sua coerência em priorizar os interesses americanos. Para países africanos como Moçambique, isso representa um desafio para se reinventar e procurar parcerias alternativas. É uma oportunidade de reduzir a dependência excessiva dos Estados Unidos e de encontrar soluções internas para lidar com problemas climáticos.ANG/RFI

Ano Novo/Sindicato de Base da INACEP cumprimenta ministro da Comunicação Social

Bissau, 23 Jan 25(ANG) – O ministro da Comunicação Social, Florentino Fernando Dias, recebeu quarta-feira, no seu gabinete de trabalho, o Sindicato de Base dos funcionários da Imprensa Nacional(INACEP), no âmbito de cumprimentos do ano novo.

“Na sequência dos funcionários internos do Ministério, recebi, hoje, em representação dos trabalhadores da Imprensa Nacional - INACEP, o sindicato, nas pessoas do Presidente, do Vice-Presidente e do Porta-voz, para apresentar-me os cumprimentos do novo ano”, informou Florentino Fernando Dias na sua página do Facebook a que ANG teve acesso hoje.

O governante disse que, ocasião serviu para o sindicato manifestar a sua satisfação pelos trabalhos que têm sido desenvolvidos na INACEP, tendo enaltecido, em especial, o trabalho de requalificação das instalações, melhoria de condições de trabalho dos funcionários, contribuindo, deste modo, para a elevação da produtividade na empresa e, não olvidou, o facto da empresa estar, como poucas vezes na sua história recente, com salário em dia.

“Em reação, agradeci ao Sindicato e, através deles, todos os trabalhadores da Empresa por esse gesto de grande significado e que tanto me tocou”, salientou.

O ministro da Comunicação Social afirmou que, aproveitou da ocasião para reiterar o seu compromisso inabalável com a transformação da INACEP, tornando-a uma empresa robusta, com boa saúde financeira e um ambiente propício para os seus servidores.

“Informei ao sindicato que o Plano de Relançamento da INACEP, em implementação, prevê, entre outras ações, a requalificação; à elevação da capacidade produtiva da empresa, com aquisição e instalação de novos equipamentos; a melhoria da situação financeira, com a redução do peso da massa salarial nas finanças”, disse.

O titular da pasta da Comunicação Social,  frisou que, finalmente, reiterou a disponibilidade, de sempre, de contar com a colaboração dos trabalhadores, através do sindicato. “Como digo, a nossa porta vai continuar escancarada e que não hesitem em bate-la, quando precisarem”, vincou.ANG/ÂC

                                   Rabat/VIII Assembleia-geral da FAAPA

Rabat, 23 Jan 25 (ANG) – A VIII Assembleia-geral (AG) da Federação Atlântica das Agências de Notícias Africanas(FAAPA), sedeada no Reino de Marrocos cumpre, esta quinta-feira, o segundo e último dia de trabalhos com análises de assuntos relacionados à organização fundada em Outubro de 2014 e que integra 25 Agências de Notícias africanas, inclusive a ANG.

Na Ordem do Dia para este segundo dia de trabalhos, o destaque recai sobre  apresentação do Plano de Ação para o presente ano, que inclui formação de jornalistas e técnicos das Agências de Notícias de países membros.

Desde a sua fundação, a FAAPA tem assegurado a capacitação profissional dos profissionais das Agências de Notícias filiadas, havendo casos em que disponibilizou apoios em equipamentos.

O tema central da VIII AG da organização que integra quatro países lusófonos: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe é “a
s Agências de 
Notícias Africanas, alavanca da Promoção da Soberania Sanitária do Continente”.

“O desenvolvimento da soberania sanitária, à escala continental, representa um desafio que interpela todas as forças vivas do continente, pelo que a media e particularmente  as agências de notícias nacionais devem,  em conjunto, assumir o papel de produtor de  informações fiáveis, lutar contra  as falsas notícias e sensibilizar o público sobre as questões da saúde pública, num quadro de cooperação e desenvolvimento comum”, refere um comunicado da FAAPA, à que a ANG teve acesso.

Discursando na cerimónia de abertura dos trabalhos, quarta-feira, o Presidente da FAAPA, Fouad Arif, destacou  que a temática a volta da qual se realiza a VIII AG se inscreve numa realidade   de equívoco de um continente  onde os desejos de saúde pública  estão no centro  das preocupações   dos dirigentes e das populações. 

Acrescentou que o continente africano foi, por muito tempo, confrontado com desafios sanitários, doenças infeciosas, desigualdade no acesso ao tratamento, e dependência de importações farmacêuticas.

 “Estes desafios aumentaram  com as crises sanitárias ocorridas, tais como a de HIV-Sida, de Ébola, de Paludismos, e mias recentemente da pandemia da Covid-19 e a Mpox”,disse Fouad Arif, o também Diretor-geral da Agência Marroquina de Noticias, (MAP).

Para o ministro da Juventude, Cultura  e Comunicações de  Marrocos, Mohamed Mehdi Bensaid, não há soberania com uma saúde delegada à terceiros.

“Um modelo sanitário integrado, tal como quer  Sua Majestade, o Rei  Mohamed VI para o nosso continente não pode existir e se consolidar sem formação e sinergias entre as nações africanas. É por isso que a colaboração das Agências de Notícias africanas  é imprescindível. Vocês são os nervos que vão estabelecer a conexão desta  dinâmica coletiva que deve representar o nosso continente, cheio de potencialidades, e que devemos cultivar”, disse o governante.

A VIII AG da FAAPA deve encerrar, quinta-feira, à tarde, após entrega de prémios no valor de mil dólares cada, aos vencedores do Prémio de melhor reportagem escrito, melhor foto e de melhor reportagem vídeo. ANG//SG

Desporto/Seleção de Futebol Sub-17 da Guiné-Bissau defronta hoje sua congénere de Marrocos em Bissau

Bissau, 23 Jan 25(ANG) - A seleção Sub-17 de futebol da Guiné-Bissau, vai medir forças esta quinta-feira (23-01), em Bissau, com a sua congénere de Marrocos.

Jogo agendado para 16 horas, no estádio da nacional 24 de Setembro e conta para o caráter particular, afinando as pontarias para os próximos embates.

Três dias depois, ou seja, no dia 26 de Janeiro, as duas formações voltaram de novo em cenas com o mesmo propósito e no mesmo palco (24 de Setembro).

Entretanto, a seleção marroquina já chegou ao solo pátrio guineense na madrugada desta terça-feira (21-01), para preparar estes dois compromissos.

Em declarações à imprensa no Aeroporto Osvaldo Vieira, após a chegada da caravana marroquina, Nabil Baha, selecionador de Marrocos revelou a sua satisfação por estar na Guiné-Bissau e partilhar as experiências com o seu similar guineense.

Estamos a preparar a Copa de África que terá lugar no próximo mês de Abril em Marrocos, isso é muito importante para os jogadores das equipas de África. Vamos, a partir de agora, jogar com as equipas do continente africano, porque trata-se de uma competição africana, falou Nabil.

Baha, aproveitou a ocasião para realçar a evolução dos futebolistas e do futebol africano, sublinhando que a expectativa é fazer um bom jogo contra a Guiné-Bissau.ANG/Fut245

Finanças/Banco Mundial aprova 20 milhões de dólares para reforçar a saúde . educação e serviços sociais na Guiné-Bissau

Bissau, 23 Jan 25(ANG) - O Banco Mundial aprovou uma subvenção de 20 milhões de dólares para reforçar a educação, saúde e os serviços de proteção social na Guiné-Bissau, sendo áreas mais vulneráveis do país, apoiando assim as crianças, grávidas, raparigas adolescentes e famílias desfavorecidas.

Segundo o comunicado daquela instituição bancária, datada de 15 de janeiro de 2025, a que a redação  de O Democrata teve acesso, esta terça-feira, 21 do mês em curso, o Projeto de Capital Humano  visa melhorar o acesso a serviços sociais de qualidade em todo o país.

“Neste projeto, serão realizadas algumas atividades nomeadamente, transferências monetárias regulares para famílias pobres e vulneráveis, de modo a permitir que invistam em saúde, educação e nutrição, estabelecer e expandir o registo social nacional, uma ferramenta fundamental para programas sociais, capacitação de assistentes sociais, professores e profissionais de saúde, implementação de uma estratégia nacional de saúde comunitária, distribuição de novos materiais didáticos a todas as escolas do país e expansão da utilização das tecnologias no setor da educação”, informou o comunicado.

Adiantou que, no que toca ao capital humano, estão a referir aos conhecimentos, competências e saúde que os indivíduos acumulam ao longo das suas vidas, permitindo-lhes atingir o seu pleno potencial como membros da sociedade.

De acordo com  o documento, o projeto centra-se na prestação de serviços sociais essenciais a mulheres grávidas, raparigas adolescentes e crianças até aos 10 anos de idade que é a fase mais crítica do desenvolvimento de uma criança. 

Acrescentou que ao capacitar mulheres, meninas e crianças para atingirem o seu pleno potencial, estará assim, a fazer um investimento estratégico no desenvolvimento a longo prazo da Guiné-Bissau.

O comunicado informa ainda que o projeto será implementado até 2030 em colaboração com o Ministério da Saúde Pública, Ministério da Educação e o Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social, com o objetivo de beneficiar diretamente 111 mil crianças do ensino primário e mais de 200 mil grávidas e raparigas adolescentes, mais de 1 milhão de crianças com menos de 5 anos e 3.500 agregados familiares vulneráveis.ANG/O Democrata

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Telecomunicações/Governo apresenta resultados dos Estudos sobre Cibersegurança

Bissau, 22 Jan 25(ANG) – O ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, afirma que o Governo reafirma o seu compromisso em impulsionar o sector das telecomunicações e da economia digital como pilares do desenvolvimento nacional.

Marciano Silva Barbeiro que falava hoje na abertura de um ateliê de apresentação pública do resultado dos Estudos sobre Cibersegurança, salientou que, o futuro de qualquer nação moderna está intrinsecamente ligado à sua capacidade de proteger seus sistemas digitais e oferecer aos cidadãos e empresas, um ambiente seguro para prosperar.

“Neste contexto, a Cibersegurança não é apenas uma questão de técnica, mas sim, uma prioridade estratégica. Ela está no centro do nosso compromisso político com a soberania digital, a proteção de dados dos cidadãos e a criação de um ecossistema de inovação capaz de atrair investimentos e fomentar a inclusão digital”, disse o governante.

Silva Barbeiro afirmou que a digitalização deve ser inclusiva e segura, garantindo que ninguém fique para trás, frisando que esse é o guia das políticas e actuação do Governo.

“Os estudos apresentados hoje, destacam os principais desafios e oportunidades da cibersegurança no país e que foram identificadas vulnerabilidades críticas nas infraestruturas digitais, mas também soluções inovadoras e acessíveis para mitigar os riscos”, afirmou.

Disse que, um país sem cibersegurança tem um preço e consequências sem mecanismos robustos de protecção digital dentre os quais, riscos de dados comprometidos, perdas económicas, impacto na soberania nacional e fragilidade dos Serviços Públicos.

“A partir de hoje, o Governo assume o compromisso na construção de um ecossistema digital mais seguro, através da criação da Agência Nacional de Cibersegurança e de Proteção de Dados”, frisou.

O governante sublinhou que são dois pilares fundamentais para garantir que a segurança digital e a proteção de dados não são apenas conceitos, mas sim, realidades concretas que beneficiam os cidadãos e instituições.

Por sua vez, o coordenador do Projecto de Integração Digital na África Ocidental (Wardip), Aníbal Baldé disse o seu objectivo é de alargar a internet de banda larga e promover o comercio online e está constituído por cinco componentes nomeadamente a de conetividade que irá permitir ao país nos próximos anos ter a fibra óptica em todos os cantos do território nacional.

Aquele responsável frisou que, já foram identificados os sítios onde irá passar a fibra óptica, salientando que, se Deus quiser á partir do próximo ano vão iniciar os trabalhos de escovações do terreno para a colocação de cabos de fibra óptica.

“Isso irá permitir a todas as pessoas disporem de internet de qualidade e não o que temos actualmente que não corresponde com os desafios de digitalização de que o país ambiciona”, disse.

De acordo com Baldé existem ainda outros componentes nomeadamente os Serviços Públicos Digitais que permite por exemplo a cada cidadão interagir com o Estado mesmo na sua casa como acontece noutras partes do mundo e basta ter um computador ou telemóvel pode pedir por exemplo um certidão e não precisa de deslocar para fazer longas fileiras.

Disse que isso permite ao Estado arrecadar maior volume de receitas porque, os serviços públicos passarão a funcionar 24/24 horas e não apenas 8 horas.

Aníbal Baldé informou que existe ainda o componente de capacitação que passa em formar os recursos humanos para a manutenção dos equipamentos de telecomunicações.ANG/ÂC

 

Regiões/Presidente da República promete construir a estrada que liga Mansaba à Bafatá

Mansabá, 22 Dez 25 (ANG) – O Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embaló, prometeu terça-feira, construir a estrada que liga o sector de Mansabá, na região de Oio e Bafatá leste do país.

A promessa de Umaro Sissoco Embalo foi feita durante uma visita de Presidência Aberta, efetuada ao sector de Mansabá, região de Oio norte do país.

Durante o comício efetuado com os populares de Mansabá, Umaro Sissoco Embaló anunciou que o executivo liderado pelo Rui Duarte Barros, já tem um financiamento através dos parceiros, destinado a construção da referida estrada para facilitar a comunidade na transição nas suas movimentações distantes.

“Só para vos fazer confiar, a construção da estrada que liga Safim e Mpak, e Farim/Dungal já está em curso, o país está a caminhar num bom sentido,  promete-vos, que ninguém venha estragar o bom feitio que estamos a fazer pelo seu desenvolvimento”, assegurou Embaló.

Acrescentou por outro lado que, as próximas eleições ainda sem data marcada, será vencido facilmente por ele, na primeira volta.

O Presidente da República apelou por outro lado a comunidade de Mansabá, para não aceitarem a divisão étnica, porque em fim, são todos guineenses.

Assegurou por outro lado aos populares de Mansabá região de Oio, que enquanto for o Presidente da República da Guiné-Bissau, não haverá nenhum desordem.

Em nome dos anciões de Mansabá, Dembó Djité mostrou confiante que os populares local, já confirmaram o segundo mandato ao Presidente Umaro Sissoco Embaló.

“Aproveito o momento, para apelar ao Chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló, no sentido de usar a sua influência, no sentido de mobilizar mais fundos, para melhorar outras estradas em Mansabá”, disse Dembó Djite.ANG/AD/LLA/ÂC        

Aviação civil/União Europeia fornece novo sistema de controlo de fronteiras no aeroporto de Bissau

Bissau, 22 Jan 25(ANG) - A União Europeia inaugurou esta terça-feira, no Aeroporto Internacional "Osvaldo Vieira", em Bissau, o novo sistema de controlo de fronteiras.

O investimento enquadra-se no âmbito de um projecto financiado pela União Europeia com participação de Portugal que visa modernizar e reforçar cadeia de identificação e segurança documental em Cabo Verde e na Guiné-Bissau.

Materializado por onze leitores ópticos de documentos, um servidor, uma rede intranet e 16 computadores, este sistema representa um avanço tecnológico significativo e reforça a segurança e a eficiência no controlo dos passageiros que entram e saem do país, segundo o Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau Artis Bertulis.

Em declarações recolhidas durante a inauguração terça-feira deste novo sistema no aeroporto da capital guineense, o diplomata considerou que “este momento simboliza o início de uma nova era para a gestão das fronteiras” na Guiné-Bissau e que “este projecto é mais do que tecnologia, é sobre segurança, desenvolvimento e confiança”

Artis Bertulis considerou ainda que ao fortalecer as fronteiras, está a ser criado “um ambiente favorável ao crescimento económico e ao desenvolvimento sustentável, beneficiando as comunidades locais e regionais”.

A Guiné-Bissau tem estado até ao momento na lista dos países mais frágeis no controlo das suas fronteiras.

Em termos concretos, segundo as explicações fornecidas pelo embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Silvestre, na sessão de apresentação do novo sistema, trata-se de “um sistema informático de controlo de passageiros que permite optimizar os procedimentos de entradas e saídas, através do reforço da segurança e do aumento da detecção de casos de fraude”, sendo que este equipamento permite verificar “todos os tipos de passaportes, cartões de identidade, títulos de residência e vistos, incluindo a leitura das informações que estão armazenadas nos 'chips' destes documentos”.

Neste sentido, o diplomata português disse que o seu país deu formação a mais de 50 funcionários que desempenham funções no aeroporto internacional de Bissau e em outras fronteiras do país, no sentido de utilizar este novo material.

Por sua vez, ao agradecer o apoio internacional, o Director-geral de Migração e Fronteiras guineense, Lino Leal, mostrou-se convicto de que este equipamento vai contribuir para colocar o Aeroporto de Bissau em conformidade com as regras internacionais.ANG/RFI