segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

 
Síria
/ Assad fugiu depois de Moscovo ter recusado pedido para criar mini estado

Bissau, 27 Jan 25 (ANG) - O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) revelou hoje que o ex-presidente da Síria, Bashar al-Assad, fugiu do país depois de Moscovo lhe ter rejeitado um pedido para criar um "mini-estado" na costa mediterrânica síria.

 

Citando "fontes fiáveis", a organização com sede no Reino Unido que dispõe de uma vasta rede de informadores na Síria, disse que a Rússia, principal aliado do presidente deposto, alegou que o pedido de Assad iria dividir a Síria.

A organização não especificou a cidade onde o ex-líder esperava criar o "mini-estado", embora se acredite que fosse Latakia e Tartus, onde a comunidade alauita, à qual pertence a família Assad, é maioritária, segundo a agência espanhola EFE.

A Rússia tem uma base naval em Tartus e uma base aérea em Latakia.

O OSDH disse que Assad esperava que o Irão, outro grande aliado do regime derrubado pelos rebeldes no domingo, o apoiasse "na guerra contra o seu povo".

"Mas as milícias iranianas abandonaram-no após a batalha de Alepo, tal como os russos (...) após a derrota das forças do antigo regime em Hama", acrescentou, referindo-se às primeiras vitórias militares dos rebeldes.

Bashar al-Assad fugiu com a família no domingo e pediu asilo político na Rússia, depois de uma coligação de rebeldes ter conseguido tomar Damasco e anunciado o fim de cinco décadas de poder da família do ex-presidente.

A coligação vitoriosa é liderada pela Organização Islâmica de Libertação do Levante (Hayat Tahrir al Sham, ou HTS, em árabe) e inclui fações pró-turcas.

Os rebeldes lançaram uma ofensiva relâmpago em 27 de novembro a partir da cidade de Idlib, um bastião da oposição, e conseguiu expulsar em poucos dias o exército de Assad das capitais provinciais de Alepo, Hama e Homs, abrindo caminho para Damasco. ANG/Lusa

 

                 ONU/"Fazer de 2025 o maior ano de sempre para a ação climática"

Bissau, 27 Jan 25 (ANG) - O secretário-geral da ONU, António Guterres, acusou hoje
quem recua nos compromissos em matéria de combate às alterações climáticas de estar "do lado errado da História, do lado errado da ciência e do lado errado da sociedade".

Foto Arquivo
Intervindo no Fórum Económico Mundial de Davos, Suíça, o secretário-geral das Nações Unidas defendeu que "os governos devem manter a sua promessa de produzir novos planos de ação climática nacionais para toda a economia este ano, muito antes da COP30 no Brasil", que estejam alinhados com a limitação do aumento da temperatura global a 1,5 graus, e deixou o apelo a que todos os atores se mantenham "do lado certo da história".

"Chegou o momento de acelerar os nossos esforços coletivos e fazer de 2025 o maior anode sempre para a ação climática", declarou Guterres, numa intervenção realizada menos de 48 horas depois da tomada de posse do novo Presidente norte-americano Donald Trump, que, entre as primeiras medidas tomadas no seu regresso à Casa Branca, anunciou que volta a retirar os Estados Unidos do Acordo climático de Paris.

Discursando em Davos, Guterres sustentou que, além da ameaça nuclear, o mundo enfrenta hoje "duas novas e profundas ameaças que exigem muito mais atenção e ação a nível global, porque ameaçam pôr em causa a vida tal como a conhecemos: a crise climática e a expansão descontrolada da Inteligência Artificial".

Relativamente ao que classificou como "o caos climático", insistiu que o "vício em combustíveis fósseis é um monstro de Frankenstein, que não poupa nada nem ninguém", havendo hoje "sinais claros de que o monstro se tornou mestre", como o demonstra o facto de 2024 ter sido o ano mais quente da história e, provavelmente, "o primeiro ano civil a ultrapassar 1,5 graus acima dos níveis pré-industriais".

Argumentando que "o facto de se ultrapassar este limite não significa que o objetivo a longo prazo de manter o aumento da temperatura global em 1,5 graus esteja comprometido", antes "lutar ainda mais para entrar no bom caminho", Guterres apontou que "a energia barata e abundante fornecida pelas energias renováveis é uma oportunidade económica extraordinária".

De acordo com o secretário-geral da ONU, esta é "uma oportunidade que beneficiará as pessoas em todos os países e que tornará inevitável o fim da era dos combustíveis fósseis, por mais que os interesses instalados tentem impedi-lo".

"Várias instituições financeiras e indústrias estão a recuar nos seus compromissos em matéria de clima. Aqui, em Davos, quero dizer alto e bom som: é uma atitude míope e, paradoxalmente, egoísta e também autodestrutiva. Estão do lado errado da história, do lado errado da ciência e do lado errado da sociedade", declarou então.

Insistindo que "o aquecimento global está a avançar rapidamente", pelo que o mundo não pode dar-se ao "luxo de recuar", António Guterres exortou então os governos a manterem-se comprometidos com as suas promessas, apelando também "a todas as empresas e instituições financeiras para que criem este ano planos de transição robustos e responsáveis".

O Fórum de Davos, que junta anualmente nesta estância suíça as elites política e económica, prolonga-se até sexta-feira, estando prevista para quinta-feira à tarde a participação, por videoconferência, do recém-empossado Presidente norte-americano, Donald Trump. ANG/Lusa

Religião/ Vice-presidente da  URPAO anuncia  partilha de recomendações da 10ª Conferência da organização com as três plataformas políticas do país

Bissau, 27 Jan 25 (ANG) - O Coordenador da Associação do Clero  Diocesano da Guiné- Bissau e vice-presidente da  União Regional dos Pares da Africa Ocidental(URPO)Padre Augusto Mutna Tambá anunciou ,no domingo,  a realização de vários encontros com as três plataformas políticas do país, nomeadamente o PAI - Terra Ranka, API “cabas grande”, Republicanos nó kumpu, para partilha da recomendações saídas na 10ª conferencia da organização realizada, em Junho do ano passado, em Bissau.

Em declarações à imprensa sobre a disseminação dessas recomendações que só agora é apresentado, publicamente, Padre Mutna Tambá disse que estão previstas a realização de  encontros entre líderes religiosos, não só católicos, mas também muçulmanos, evangélicos e  da religião tradicional.

Acrescentou que serão realizados na primeira semana de Março encontros com  as organizações  juvenis  para em Outubro ser entregue  um documento na Assembleia Nacional Popular(ANP).

 Na conferência, conforme o vice-presidente da URPAO , foram debatidos vários assuntos entre os quais, a situação das  igrejas e problemas sociopolíticos.

 “Noutras partes do mundo, e também na Guiné Bissau, pode existir a tendência de pensar  que a minha religião ou etnia é mais importante  do que do outro. Não é bem assim, porque todos nós somos do mesmo país e do mesmo Deus”, afirmou.

Mutna disse  que  quando se trata de assunto como este, ninguém poder ser deferente, e defende que  deve-se unir e trabalhar juntos para encontrar solução sobre extremismo violento na África subsaariana.

Instado a falar sobre as causas do  extremismo disse que pode ser a falta de melhores condições de vida ou do controlo dos pais para com os filhos.

Segundo Padre Augusto Mutna Tambá, a pobreza contribui muito para surgimento desse fenômeno.

Disse que na Guiné-Bissau a questão de intolerância étnico religioso nunca constituiu uma  ameaça para coesão o que, diz, faz dos guineenses um povo pacífico tolerante e caracterizado pela sua  riqueza cultural  étnico.

Disse que a 10ª conferência produziu   recomendações para chefes de Estados e  os Bispos assumem as suas responsabilidades rezando para que haja o bem do país e contribuir para que não haja desconfiança entre religiosos.

Os padres recomendam aos Chefes de Estado a promoção da  paz e a justiça através de sua comunicação visando o desenvolvimento de  África;

Trabalhar para evitar incitação à intolerância e à instrumentalização étnico-religiosa; Respeitar a Constituição da República; Ajudar os cidadãos a preservarem a sua diversidade étnica, cultural e religiosa; Reforçar a convivência pacífica, segura e tolerante através do controlo das fronteiras, respeitando as leis transfronteiriças e a carta dos direitos humanos; Combater o fenômeno de intolerância e do extremismo através das leis da República, Investigar através das instâncias competentes e trazer a justiça os responsáveis pelos atos de intolerância étnico religioso que tendem a pôr em causa a paz social.
 

Aos Bispos para exercerem o papel profético com coragem e determinação; reforçar a educação em valores étnicos e morais; Ser agentes efetivos da paz, da reconciliação e da coesão nacional; Manter equidistantes da política dos partidos políticos; Exortar para a Liberdade e Verdade.

No documento lido no domingo(26) na Igreja Santo António de Bandim, em Bissau ,pelo Padre Abulai Sanhá, pede-se aos  fiéis leigos para não permitir que a política, a etnia ou a religião divida a Sociedade.

Refere que os padres Católicos da Africa Ocidental se comprometem em  promover a identidade sacerdotal; assegurar a credibilidade da Igreja como sacramento da unidade de todos os povos; trabalhar para encorajar o diálogo inter-religioso e entre etnias, evitar que os Padres e Religiosos tomem parte na militância política.

A 10ª conferência da URPAO decorreu no passado mês de Junho em Bissau, sob o lema O papel profético dos padres face à intolerância e à instrumentalização étnico-religiosa na África subsaariana”.

ANG/LPG//SG

 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Inacep/Ministro da Comunicação Social “elogia” plano de requalificação da instituição

Bissau, 24 jan 25 (ANG) – O ministro da Comunicação Social, manifestou hoje a sua satisfação com a implementação do plano de requalificação em curso na Imprensa Nacional(Inacep).

“Vim fazer uma visita rápida de trabalho, para acompanhar a execução do plano de relançamento da Inacep em especial. Como dizemos no passado, há um plano que concebemos para o efeito”, informou Florentino Fernando Dias em declarações à imprensa no final da visita à gráfica estatal.

O governante disse que a visita é de rotina e que reafirma o compromisso do governo em melhorar as condições de trabalho na INACEP.

Durante a visita Florentino Fernando  Dias, acompanhado de outros membros do seu gabinete, disse que  a visita tem como objectivo constatar “in loco” os trabalhos de requalificação do edifício da Inacep.

“Nós acreditamos que vamos sim, relançar a Inacep, vamos fazer  que ela volta a ocupar o seu espaço de gráfica pública e  a servir melhor o país”, assegurou Florentino Fernando  Dias.

Porque, de acordo com o ministro, a INACEP é uma gráfica que tem a responsabilidade de produzir os documentos do Estado.

Para o efeito, afirmou que a empresa está a melhorar o Cervo dos equipamentos, instalar novos materiais adquiridos para poder produzir em melhores condições.

Por isso, assegurou que o trabalho está ser bem feito, e que quem precisar do serviço da Inacep, que não hesite em procurar.ANG/LPG/ÂC

Cooperação/PCA da INCV pretende fortificar as parcerias com a sua congénere guineense INACEP   

Bissau,24 Jan 25(ANG) – O Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional de Cabo Verde(INCV), visitou hoje as instalações da Imprensa Nacional da Guiné-Bissau(INACEP) com objetivo de estabelecer os primeiros contactos para as futuras parcerias entre as duas instituições.

Em declarações à imprensa após a visita que efectuou as instalações da INACEP, Raimundo Lopes disse que, constatou que em termos de maquinarias a gráfica estatal guineense está bem apetrechada.

“Mas ao nível das imprensas da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa(CPLP), recentemente reunimos na cidade da Praia, no âmbito do 16º Fórum das imprensas oficiais, onde tentamos trocar ideias, opiniões e traçar caminhos de forma sustentável economicamente para as nossas empresas”, frisou.

Aquele responsável afirmou que decidiram no Fórum de Praia que o caminho é a digitalização e já vi que na Guiné-Bissau o Boletim Oficial ainda é produzido no suporte papel e sendo assim acarreta muitos custos, nomeadamente de manutenção, de matérias primas entre outros.

“E quando vamos para o digital, reduz-se os custos e aumenta a sustentabilidade económica da empresa”, salientou Raimundo Lopes, acrescentando que, por isso no Fórum de Praia tiveram as indicações de caminhar para o digital tentando aproximar-se daquilo que é a inteligência artificial.

O PCA da Imprensa Nacional de Cabo Verde disse que o Boletim deve ser acessível a todos os cidadãos, frisando que, por isso em Cabo Verde, quem publica paga alguma coisa, mas para os que procuram é gratuito e na Guiné-Bissau acho que ainda tem custo.

“Isso é que queremos e estamos a partilhar essa experiência e temos ainda outros campos, porque actualmente em Cabo Verde já temos uma Gráfica de Segurança onde iremos começar a personalizar os Passaportes, Carta de Condução e o Cartão Nacional de Identificação(CNI).

Por sua vez, o Director Geral da INACEP, Leónico Pereira Tavares qualificou de “muito importante” a visita da PCA da INCV, tendo em conta que irá fortalecer ainda mais as relações que existem entre as duas instituições.

“Esta visita vai permitir a INACEP aumentar ainda mais a sua ambição em termos de superar as dificuldades qua ainda existem”, afirmou.ANG/ÂC

Cooperação/Umaro Sissoco Embaló e Vladimir Putin abordam questões de reforço de relações bilaterais entre Guiné-Bissau e Rússia

Bissau, 24 Jan 25 (ANG) - O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló revelou na quinta-feira que teve uma longa conversa telefónica com seu homólogo russo Vladimir Putin no qual abordaram as questões relacionadas com o reforço das relações bilaterais entre seus países e da geopolítica internacional.

A informação consta no site noticiasaominuto no qual Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje.

Na referida página figura também que, Vladimir Putin adiantou que, na sequência dos assuntos que abordaram com Umaro Sissoco Embaló em Moscovo no ano 2024, vão expandir a cooperação bilateral nas áreas da economia, Comércio, investimento e assuntos humanitários.

No passado mês de Dezembro, uma empresa da Rússia denominada "Russal"  concedeu 70 bolsas de estudo para jovens guineenses com finalidade de formar em Moscovo nos diferentes áreas relacionadas com Recursos naturais.

A Empresa Russal pretende explorar a mina de bauxite no leste da Guiné-Bissau, pretende igualmente fazer um porto na zona  sul do país  concretamente no setor de Buba, região de Quinará e tem interesse em ajudar o país africano à construir uma linha de caminhos de ferro.ANG/AALS/ÂC

Regiões/Director da Educação de Cacheu exorta ao Governo a pagar salário aos professores “contratados” evitando as paralisações no sector

Cacheu 24 Jan 25 (ANG) – O Director Regional da Educação Região de Cacheu, norte do país, exortou esta quinta-feira ao Governo a assumir as suas responsabilidades no que tange ao pagamento da salário aos professores “contratados” e de “novos ingressos” evitando assim as greves nas escolas públicas.

Ernesto Mendes fez esta afirmação em Canchungo numa entrevista ao correspondente da ANG local, para dar o ponto de situação da aderência das escolas públicas da zona, a greve decretada pelo Sindicato Nacional dos Professores(Sinaprof).

Aquele responsável informou que, aderiram a greve, duas escolas do sector de Bula nomeadamente Escola do Ensino Básico “Dona Maria de Matias” e uma em Canchungo denominado de “Cunha Gomes”.

Mendes adiantou que, não aderiram a paralisação convocada pelo Sindicato Nacional dos Professores (Sinaprof), as escolas do sectores de Cacheu, Calequisse e Caió, uma vez que os pais e encarregados de educação dos alunos assumiram o pagamento de subsídios aos mesmos para não aderirem a a greve.

Este responsável regional da educação revelou ainda que estão com  a necessidade de 430 professores, tendo pedido ao Governo através do Ministério da Educação a colocar docentes ainda neste mês de Janeiro, com vista a diminuir o sofrimento dos alunos.

A falta de professores nas escolas públicas da região de Cacheu, como apurou o repórter da ANG na região, tem a ver   com o factor de imigração de grande número dos mesmos.ANG/AG/MSC/ÂC

Regiões/Populares de Cumeré, região de Oio preocupados com ameaça de fome devido a má colheita de arroz

Oio, 24 Jan 25  (ANG) - O Responsável da Juventude de Sessão de Cumeré, sector de Nhacra, região de Oio, norte do país, manifestou hoje a sua preocupação em relação ao risco de fome devido a inundações das bolanhas da zona, provocadas pelas fortes chuvas verificadas no país que provocou a má colheita sobretudo do arroz produto mais consumido na área.

Fernando Dafa Quisotche que falava numa entrevista exclusiva ao correspondente regional de ANG em Oio, disse que as dificuldades são de todos os níveis dando exemplo das crianças da zona que andam mais de 8 quilómetros  a procura da escola devido a falta de um espaço adequado para os aglomerar.

 “Dantes as crianças frequentavam as aulas no Quartel de Cumeré, mas com recrutamento dos agentes para o juramento, as crianças ficaram sem lugar para estudar”, lamentou.

Quisotche lançou um vibrante apelo ao governo para minimizar os seus problemas que começa desde a falta dos professores, edifícios escolares para os alunos que desde que saíram do quartel, frequentam as aulas num único lugar e sentam as vezes três em cada carteira.

Realçou que, essas dificuldades vão até na falta de espaço para os alunos de de 5º ano para frente, que têm de deslocar cerca de 8 quilómetros para Nhacra a fim de poderem assistir aulas  e deparam com a falta de professores sobretudo das disciplinas de Química, Matemática e Biologia.

A escola da sessão de Cumeré conta com cerca de 721 alunos, 21 professores e 7 salas de aulas.ANG/AD/MSC/
ÂC

Dia dos Combatentes/PAIGC crítica retirada da data de 23 de janeiro na lista de feriados nacionais

Bissau, 24 jan 25 (ANG) – O vice Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) criticou a retirada da 23 de janeiro, Dia dos Combatentes da Liberdade da Pátria, na lista de feriados nacionais.

Para assinalar esta data, o PAIGC organizou várias atividades alusivas a este marco importante que marcou o início da Luta Armada para a independência da Guiné e Cabo Verde que inclui a deposição de coroa de flores junto da estátua de Amílcar Cabral, na retunda do Aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em homenagem aos combatentes.

O ato foi presidido pelo Vice-presidente do PAIGC Califa Seide, na presença de uma delegação do Partido Comunista Português(PCP) e da Presidente da Juventude de Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), em representação do partido.

Em declarações à imprensa, após a deposição de flores, Califa Seidi disse que isso é a melhor forma de render homenagem aos combatentes e do líder da revolução,  Amílcar Cabral, que no dia 23 de janeiro iniciaram a luta pela independência da Guiné e Cabo Verde.

“E após a independência foi o Estado guineense que declarou a data de 23 de janeiro como o Dia dos Combatentes da Liberdade da Pátria e igualmente 20 de Janeiro como Dia dos Heróis Nacionais”, salientou.

Califa Seide, frisou que, a deposição de coroa de flores junto da estátua de Amílcar Cabral é para simbolizar o sentimento que o PAIGC tem por tudo aquilo que os combatentes fizeram para que hoje possamos ter uma nação.

Adiantou que, isso foi graças aos combatentes que consentiram sacrifícios e coragem dando as suas vidas pela libertação da Guiné e Cabo Verde.

Instado a falar sobre a situação dos protagonistas da independência, que hoje queixam-se do abandono do Estado, Seide defendeu aplicação da lei aprovada na Assembleia Nacional Popular, que fixa pensão mínimo de 150 mil francos CFA para os combatentes.

“Há dez anos que o PAIGC tenta mostrar ao governo que é necessário aumentar a pensão mínima dos combatentes da liberdade da pátria, com vista a dignificar os que pelo menos ainda estão de vida”, afirmou.

Questionado sobre a observância dos valores que motivou a luta pela independência, nomeadamente a liberdade e democracia, o vice presidente do PAIGC disse que há uma tentativa de minimizar tudo ou de pôr em causa tudo aquilo foi conquistado pelo povo guineense, em termos de liberdade e da democracia e construir as bases para uma ditadura.

“Para nós isto é traição a pátria, porque o povo luta para independência, para liberdade e que está sendo posta em causa neste momento, afirmou

Acrescentou que, de facto neste momento não há liberdade de expressão, de manifestação, de imprensa ou seja tudo o que é liberdade para um povo está ser posta em causa e o PAIGC continua a lutar para repor estes valores e os que estão implementar a ditadura sabem que estão determinados para enfrentá-los.ANG/LPG/ÂC

 

 

Rússia/Ataque ucraniano com drones contra Moscovo paralisa três aeroportos

Bissau,24 Jan 25(ANG) - O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, relatou hoje que vários drones ucranianos foram abatidos na capital russa e nos arredores, num ataque que levou à suspensão temporária de três aeroportos naquela zona.

O autarca escreveu na sua conta de Telegram que os primeiros drones com destino a Moscovo foram destruídos em Kolomna e Ramenskoe, na região de Moscovo.

"De acordo com os dados preliminares, não há danos ou vítimas no local onde os fragmentos caíram", referiu.

Poucos minutos depois, Sobyanin revelou que mais duas aeronaves não tripuladas foram abatidas em Podolsk, 40 quilómetros a sul de Moscovo.

O presidente da câmara escreveu então sobre mais drones destruídos, desta vez num subúrbio a sul de Moscovo e numa cidade a cerca de 40 quilómetros a norte da cidade.

O ataque provocou a suspensão temporária das operações em três aeroportos da capital russa, noticiou a agência Efe.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após o desmoronamento da União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kyiv têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

No terceiro ano de guerra, as Forças Armadas ucranianas confrontaram-se com falta de soldados e de armamento e munições, apesar das reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais, que começaram entretanto a concretizar-se.

As tropas russas, mais numerosas e mais bem equipadas, prosseguem o seu avanço na frente oriental, apesar da ofensiva ucraniana na Rússia, na região de Kursk, e da recente autorização do então Presidente norte-americano cessante, Joe Biden, à Ucrânia para utilizar mísseis de longo alcance fornecidos pelos Estados Unidos para atacar a Rússia.

As negociações entre as duas partes estão completamente bloqueadas desde a primavera de 2022, com Moscovo a continuar a exigir que a Ucrânia aceite a anexação de uma parte do seu território.ANG/Lusa

   Afeganistão/ONU apela ao regime talibã para permitir ensino às mulheres

Bissau, 24 Jan 25(ANG) - A missão da ONU no Afeganistão (UNAMA) apelou hoje ao regime talibã para que ponha imediatamente termo à medida que proíbe o acesso ao ensino de milhões de raparigas afegãs e lhes permita regressar à escola.

O apelo da ONU foi divulgado através de comunicado por ocasião do Dia Internacional da Educação.

"É uma vergonha e uma tragédia que milhões de raparigas afegãs tenham sido privadas do direito à educação (...). As autoridades 'de facto' [talibã] devem pôr imediatamente termo a esta proibição e permitir que todas as raparigas afegãs regressem à escola", declarou a representante do secretário-geral da ONU no Afeganistão, Roza Otunbayeva. 

A responsável da ONU recordou que nenhum país alguma vez prosperou deixando metade da população "para trás".

A missão da ONU em Cabul afirmou ainda que o Afeganistão, governado desde agosto de 2021 pelos talibãs, é o único país do mundo que proíbe explicitamente o acesso das mulheres e das raparigas a todos os níveis do ensino.

A medida que proíbe o acesso à educação às mulheres está em vigor há quase quatro anos no Afeganistão.

Recentemente, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do governo "de facto" do Afeganistão, Mohammad Abbas Stanekzai, apelou, num evento oficial, ao fim da proibição talibã da educação das mulheres, fazendo uma crítica pública pouco habitual no regime de Cabul.

"Estamos a ser injustos com 20 milhões de pessoas do nosso povo (...). Não há herança, não têm direito a escolher um marido, são abandonadas em disputas tribais, não podem estudar, frequentar mesquitas ou aceder a escolas e universidades", disse o vice-ministro talibã no sábado passado.

No regime talibã, existem fações com pontos de vista contraditórios sobre uma série de questões, sendo o veto à educação das mulheres um dos principais pontos de discórdia.

Os partidários do Mullah Haibatullah Akhundzada defendem uma aplicação estrita da lei islâmica, enquanto um grupo próximo da rede Haqqani defende uma abordagem mais pragmática para melhorar as relações internacionais.

 Este veto vem juntar-se a outras restrições impostas às mulheres afegãs, como o uso obrigatório da burca (indumentária imposta às mulheres), a segregação de géneros e a necessidade de um acompanhante masculino para viagens longas.ANG/Lusa

 

EUA/"Grande honra". Trump perdoa ativistas antiaborto condenados por ataque

Bissau, 24 Jan 25(ANG) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta quinta-feira que ia perdoar 23 ativistas antiaborto condenados por bloquear entradas e fechar temporariamente clínicas de aborto e apontou que era uma "grande honra estar a assinar isto", de acordo com a agência de notícias Associated Press.

"Estas pessoas não deveriam ter sido processadas. Muitas delas são idosas", reiterou Trump à medida que assinava os perdões para os "manifestantes pacíficos pró-vida", alguns com condenações federais, mais concretamente, os envolvidos na invasão e bloqueio de uma clínica em Washington, em outubro de 2020.

A líder do bloqueio, Lauren Handy, foi condenada a quase cinco anos de prisão ao orientar os manifestantes a unirem-se com correntes e cadeados de forma a bloquear as entradas da instituição.

A ideia levou a que uma enfermeira torcesse o tornozelo, ao tentar entrar na clínica, ao ser empurrada por uma das pessoas. Outra mulher foi abordada por um dos bloqueadores enquanto estava com dores de parto. Para além disso, em casa de Handy, foram encontrados cinco fetos após ser indiciada.

Contudo, o presidente norte-americano concedeu perdão a Handy e a outros  nove manifestantes condenados pelo ataque.

Em junho, Trump tinha criticado o então presidente Joe Biden por prosseguir com acusações contra os manifestantes envolvidos em bloqueios.

"Muitas pessoas estão presas por isto", referiu na altura dizendo que "vamos tratar disso imediatamente".

No outro lado da moeda, os defensores do direito ao aborto criticaram os perdões de Trump e realçaram que estes provam a sua oposição ao acesso, apesar das suas declarações vagas e contraditórias quanto ao assunto durante a campanha eleitoral.

O anúncio do perdão ocorre às vésperas de uma grande manifestação antiaborto em Washington, chamada 'Marcha pela Vida'.

Segundo a imprensa local, o magnata de 78 anos deverá discursar no protesto por videoconferência, enquanto o vice-presidente, JD Vance, é esperado no local.

Donald Trump permaneceu deliberadamente vago sobre a polémica questão do direito ao aborto durante a sua campanha.

Enquanto a direita cristã pede restrições federais à proibição federal da gravidez, o republicano disse querer deixar essa competência para os estados norte-americanos.

No entanto, congratulou-se em diversas ocasiões por ter contribuído, através das suas nomeações para o Supremo Tribunal, para o fim do direito constitucional ao aborto decidido em junho de 2022 pela mais alta instância da justiça norte-americana.

Após esta polémica decisão do Supremo, muitos estados conservadores proibiram ou limitaram severamente a interrupção da gravidez.

Desde a sua tomada de posse, na segunda-feira, Donald Trump atribuiu uma série de indultos destinados a satisfazer a sua base de apoiantes, começando com o mega perdão a 1.500 pessoas condenadas por invadir o Capitólio em janeiro de 2021.

Também perdoou dois polícias que foram condenados por uma perseguição ilegal que resultou na morte de um homem negro em 2020.ANG/Lusa

Imigração/EUA detêm 538 imigrantes clandestinos e deportam centenas de pessoas

Bissau, 24 Jan 25(ANG) - Os Estados Unidos detiveram 538 imigrantes clandestinos e deportaram centenas de pessoas numa operação em larga escala, no início da presidência de Donald Trump, anunciou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, na rede social X.



"A administração Trump deteve 538 imigrantes ilegais criminosos", declarou Leavitt numa mensagem publicada na quinta-feira à noite na X, acrescentando que "centenas" tinham sido deportadas em aviões militares.

"A maior operação de deportação massiva da história está em marcha. Promessas feitas. Promessas cumpridas", acrescentou.

Donald Trump garantiu na segunda-feira, no discurso de tomada de posse, que irá expulsar "milhões e milhões" de imigrantes ilegais, uma das principais promessas da campanha eleitoral, durante a qual prometeu levar a cabo a "maior deportação em massa da história" do país.

Há cerca de 11 milhões de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos, segundo estimativas do Departamento de Segurança Interna de 2022, o ano mais recente com dados disponíveis --- embora Trump tenha afirmado, sem provas, que o número real é cerca do dobro.

A Administração norte-americana anunciou esta quinta-feira uma nova diretiva com o objetivo de levar a cabo a promessa de "deportações em massa".

"A diretiva dá aos agentes da lei do Departamento de Justiça (DOJ), do Serviço de Marshalls, da Administração de Repressão às Drogas (DEA), do Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos, e do Departamento Federal de Prisões autoridade para investigar e deter estrangeiros ilegais", indicou o Departamento de Segurança Interna em comunicado.

"Mobilizar esses agentes da lei ajudará a cumprir a promessa do Presidente Trump ao povo norte-americano de realizar deportações em massa. Durante décadas, os esforços para encontrar e deter estrangeiros ilegais não receberam os recursos adequados. Este é um passo importante para consertar esse problema", afirmou a secretária interina do Departamento de Segurança Interna, Benjamine Huffman, citada no comunicado.ANG/Lusa

Conflito Médio Oriente/Israel ordena evacuação do campo de refugiados de Jenin

Bissau,24 Jan 25(ANG) - Centenas de pessoas estão a abandonar quinta-feira, o campo de refugiados de Jenin, onde vivem quase 25 mil pessoas. Esta acção faz parte dos ataques levados a cabo pelas forças israelitas na Cisjordânia desde o início da semana.

A operação "Muro de Ferro" levada a cabo por Israel em Jenin, na Cisjordânia, continua em curso e já matou 12 palestinianos. Centenas de pessoas estão a abandonar hoje de manhã o campo de refugiados de Jenin, onde vivem quase 25 mil pessoas, após uma ordem de evacuação das forças israelita.

"A situação é muito difícil, não há nada. Não temos nada, nem medicamentos, nem comida. As pessoas no hospital não têm nada. As pessoas querem deixar o hospital e ir para casa. Preferem arriscar a vida e ir para casa", disse Mohammad Al-Ghoul, habitante do campo de refugiados de Jenin à Associated Press.

Os militares mantêm tanques de guerra à porta do hospital que tem acolhido os feridos.

Para além dos ataques militares, Israel está a destruir com escavadoras os acessos ao campo de refugiados de Jenin. Tiros e explosões são ouvidos diariamente junto ao campo de refugiados

Na Faixa de Gaza, a ajuda humanitária começa a chegar após a trégua entre Israel e Hamas. Mais de 3.200 camiões de ajuda humanitária entraram na Faixa de Gaza após o cessar-fogo. As Nações Unidas avisaram que apesar de a ajuda estar a chegar, as necessidades são "massivas", já que toda a população de Gaza depende desta ajuda.

Entre as maiores necessidades na Faixa de Gaza estão a comida, os cuidados médicos, os aparelhos médicos, os materiais para reconstruir casas e a reunificação das famílias.ANG/RFI

 

                      Obituário /Faleceu o antigo Diretor da Escola Piloto

Bissau, 24 Jan 25(ANG) – Faleceu esta quarta-feira (22.01) em Bissau o antigo Diretor da Escola Piloto Adelino Handem vítima de doença súbita, conforme anunciou, o Secretariado Nacional do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) através de nota de pesar a posse de Capital News.

O malogrado de acordo com os libertadores “integrou o grupo de jovens guineenses, que, após vários anos na clandestinidade,  decidiram no início do Ano de 1973 aderir a Luta Armada da Independência”.

Para além de Diretor de Escola Piloto,  o malogrado ocupou entre outras funções  na Administração Pública,  a de Diretor-geral dos Recursos Hídricos e Diretor do Gabinete de Estudos e Planificação do Ministério dos Recursos Naturais.

Informou que,  igualmente o malogrado foi autor  de obras depositadas no INEP, destacando “Desafios da Boa Governação na África Ocidental - Caso de Estudos da Guiné-Bissau e Cabo-Verde; Guiné-Bissau, uma Alternativa ao Ajustamento,  Desafios da Sociedade Camponesa do Século 21, Democratização e Direitos Humanos na África Ocidental-Transição do Monopartidariíssimo ao Pluripartidarismo”.

Natural de Gadamael-Porto, região de Tombali, sul do país, o malogrado Licenciou-se  na Engenharia Eletrotecnia  e  foi o principal pioneiro no fomento das Organizações Não Governamentais (ONGs) na Guiné-Bissau, tendo sido  Presidente   da Assembleia da ALTERNAG entre 1994 a 2021.ANG/CNEWS


Desporto/
Selecção Sub-17 da Guiné-Bissau empata (1-1) com sua congénere de Marrocos no jogo amigável

Bissau, 24 Jan 25(ANG) - A seleção nacional sub-17 da Guiné-Bissau empatou na tarde desta quinta-feira (23-01), com a sua congénere de Marrocos por  [1-1], no jogo de caráter amigável, disputado no Estádio Nacional 24 de Setembro.

Um jogo que teve uma fraca presença do público nas bancadas do Estádio Nacional, a turma nacional teve uma boa entrada na partida, controlando a posse de bola e não permitiu que a equipa adversária saísse na sua zona defensiva.

Apesar do domínio da seleção guineense, a primeira ocasião de golo pertenceu a turma marroquina, que esteve perto de abrir o placar aos 15 minutos do jogo, após um livre batido na sua zona esquerda de ataque, mas valeu a grande intervenção do guarda-redes Seco Seide.

Dois minutos depois, ou seja aos 17 minutos,  a seleção guineense respondeu da melhor forma e quase se adiantava no marcador se não fosse a trave da baliza defendida por Yassine Badaoim após um livre batido na direita, por intermédio de Dino António.

A medida em que andava a partida a bola não parava de circular por todo o retângulo do jogo, e a melhor ocasião do golo aconteceu no minuto 20, quando Carlos Djaló, extremo guineense, desperdiçou  uma soberba oportunidade de fazer o golo, mas Yassine Badaoim, guarda-redes marroquino fez uma bela intervenção.

Mesmo com o domínio, os pupilos de Alfa Umaro Djaló, estavam a ter dificuldade de perfurar a área adversária, dada a boa coordenação na cortina defensiva do Marrocos.

Aos 38 minutos a seleção da Guiné-Bissau abriu a ativo, após um livre batido na esquerda. Aladje Dabó antecipou-se nas alturas e cabeceou para o fundo das redes, resultado esse que permaneceu até ao intervalo.

No segundo tempo seleção do Marrocos, teve uma entrada espetacular, que resultou no golo do empate aos 49 minutos através dum livre cobrado na entrada da grande área, com o recém entrado na partida El Failali Ali, a encher  o seu pé direito sem hipótese para Seco Seide, que até tentou defender, mas a velocidade que vinha a bola, não foi possível evitar o golo.

A Guiné -Bissau ficou reduzida a dez unidades aos 60 devido a expulsão de Gute Lobo Vieira, por acumulação de amarelas, após uma entrada feita sobre o seu adversário, e o árbitro da partida, Aldair Grabe não teve a menor dúvida em admoestá-lo o  segundo cartão na partida.

Com a inferioridade numérica,  a seleção guineense foi obrigada a baixar na sua zona defensiva controlando as subidas do adversário para depois sair na contra ataque, tentando surpreender o adversário.

Apesar da pressão adversário, os comandados de Ciro conseguiram aguentar até final da partida com o resultados de uma bola.

Recorda-se que as mesmas seleção voltam a se defrontar dentro de três dias ou seja no dia 26 no mesmo palco para o segundo jogo amigável.ANG/Fut245

 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Regiões/Coordenador Regional do Centro de Acesso à Justiça de Cacheu,  considera de positivo  atividades realizadas em 2024

Cacheu, 23 jan 25 (ANG) -  O coordenador regional do Centro de Acesso à Justiça-CAJ de Cacheu,  em Canchungo, considera de positivo  atividades realizadas em 2024, por ter registado uma redução significativa de casos.

Em declarações ao correspondente regional da ANG em Cacheu, em jeito de balanço do ano findo,  Ladislau Domingos Sami disse que ao longo do ano 2024  registaram 619 casos para orientações jurídicas, contra  658  de 2023.

Os dados apresentados, esta quarta-feira,  pelo Coordenador do CAJ de Canchungo revelam que o número total de utentes registados na Região durante 2024 é de  619 casos para orientações jurídicas entre os quais  356 pertencem homens e 263 de mulheres.

Ladislau Domingos Sami afirmou que a maioria dos casos que entram no CAJ têm a ver com os alegados  abusos de autoridade, sexuais, burlas, detenções ilegais, conflito de posses de terras, herança dos bens familiares, reclamações de créditos, furtos, roubos e outros.

Informou que, todos os casos referidos que foram atendidos na Sede do CAJ em Canchungo no  ano passado não beneficiou do apoio  financeiro  do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento.

Esta situação, segundo o coordenador do CAJ, não permitiu a realização de atividades planificadas, nomeadamente  visita às Esquadras de Polícias de Ordem Pública, deslocações aos Postos de Atendimentos Setoriais,  formação  dos agentes da Policia de Ordem Pública em matéria dos  Direitos Humanos e outras instituições na região de Cacheu.

Outras actividades que ficaram pendentes, de acordo com Domingos Sami,  têm a ver com a formação em mediação e outros meios alternativos de resolução de conflitos, Djumbai de Cidadania e Direitos Humanos, as palestras nas diferentes localidades para as pequenas e médias empresas sobre o novo Código de Trabalho, o encontro com as Organizações da Sociedade Civil da região de Cacheu, com os Magistrados de Tribunais dos setores desta região, os Agentes de Guarda Nacional, Régulos e os Comités de tabancas sobre os Direitos Humanos.

Afirmou que durante este ano o CAJ, prestou  serviço junto da população, fornecendo informações, orientações, ajudando os cidadão na resolução de conflitos, através de mediação.

Além disso, o Centro presta ainda serviço de apoio jurídico gratuito as populações, contribuindo assim para o cumprimento dos direitos humanos, com realização de sensibilização junto das comunidades para conhecer os seus direitos
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O Coordenador, disse que há pouca diferença entre os casos do ano 2023 e 2024, porque em 2023 foram registados  658  casos, conseguiram realizar várias atividades programadas com o apoio financeiro de PNUD, mas em  2024, atenderam 619 casos.

O Coordenador Regional do Centro de Acesso à Justiça-CAJ de Cacheu perspetiva para o 2025, realizar  atividades que não foram efectuadas no ano passado, com os apoios do Governo da Guiné-Bissau, através do Ministério da Justiça e dos parceiros internacionais.

O Centro de Acesso à Justiça-CAJ da região de Cacheu, foi instalado em Canchungo, no dia 14 de Setembro de 2011, com a missão de consultas e apoios jurídicos aos utentes. ANG/AG/LPG/ÂC