terça-feira, 15 de novembro de 2011

Telecomunicações




 
Bissau acolhe 5ª reunião da COFTEL

Bissau, ANG – A quinta Conferencia dos Operadores e Fornecedores de serviços de Telecomunicações (COFTEL) dos países membros da União Económica e Monetária Oeste Africana, (UEMOA), teve inicio hoje em Bissau com o objectivo de validar os documentos da rede única de telecomunicações do espaço da União.

Mesa que presidiu a cerimónia de abertura
A cerimonia de abertura foi presidida pelo Ministro das Infra-estruturas, que na altura recordou que a COFTEL foi instituída em 2007 em Cotonou, Benin, pelo no período decorrido até aqui, os operadores e fornecedores de serviços das telecomunicações dos países membros da UEMOA vincaram respectivos interesses por esta instituição.

“A assinatura do protocolo de entendimento por este último em todos os países membros da UEMOA, pagamento das suas contribuições e participação activa nas reuniões precedentes, provam isso”, salientou José António da Cruz Almeida.

O Ministro falou das profundas mutações verificadas no sector das telecomunicações a nível internacional e lembrou que com a franca evolução tecnológica, a privatização das estruturas de telecomunicações, a entrada de novos actores e a exigência cada vez mais dos consumidores, o domínio de actividade deverá fazer face aos novos desafios.

“Isso requer uma organização mais intensa e uma maior responsabilidade dos operadores e fornecedores de serviços das telecomunicações” lembrou este responsável que exortou a todos para trabalhar para que a COFTEL seja o elo que permitira reforçar a coordenação e a cooperação entre os Estados membros.

Assistência atenta durante os discursos de abertura
A concluir manifestou sua convicção de que sairão deste encontro resoluções que vão promover o mercado comum e favorecer o acesso das populações aos serviços das telecomunicações, tais como os de derivados do “3G e 4G”, justamente tema da presente conferência.

Por sua vez, o Comissário da UEMOA encarregue do departamento do Desenvolvimento de empresas, de telecomunicações e de energia agradeceu as autoridades guineenses pela organização deste encontro e salientou que tal significa a adesão e aproximação do país no desenvolvimento comunitário das telecomunicações.

Alain Faustin Bocco disse que a comissão exorta os países membros a transformarem o COFTEL em veículo tecnológico que antecipa todas as evoluções rápidas que conhecem o sector das telecomunicações para que se possa fazer uso dele na zona da UEMOA.

Por outro lado, para além de anunciar várias iniciativas da comissão da UEMOA no sentido de dinamizar o sector das telecomunicações dos países membros, lamentou que a sub-região conhece a taxa de utilização de Internet das mais fracas do mundo pelo que o COFTEl vem preencher lacunas conducentes a inverter esta realidade.

Por fim o Director-geral da Guiné-tel lembrou que perante um mundo em constante mutação, é tempo dos países membros da união instituírem um espaço do género para em conjunto reflectirem e darem resposta adequada as respectivas preocupações para beneficio dos respectivos povos.

Foto familia dos participantes de todos os paises da UEMOA
“O desenvolvimento das telecomunicações é a base de todos os outros sectores dos nossos países membros”, notou Malam Fati que defendeu que a coordenação e cooperação de operadores e prestadores de serviços de telecomunicações exige de todos o estabelecimento de um quadro regular propício a livre concorrência.

Informou que a presente reunião servirá para estabelecer as bases para um dialogo permanente entre os sectores de telecomunicações dos países da União, a fim de promover o acesso dos serviços as pessoas e constitui uma alavanca para melhorar as relações entre os operadores e serviços do sector em epigrafe.

A COFTEL nasceu em 2007 em Benin, país este que voltou a acolher a segunda reunião desta instituição no ano seguinte, ou seja, 2008. Já em 2009 Burkina Faso foi o palco do encontro de género e em 2010 a vez coube a Costa do Marfim.

ANG/JAM

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ligações Maritimas


Sotramar perspectiva ligações marítimas com países da Sub-região

Bissau, ANG – A Sociedade de Transportes Marítimos (Sotramar), empresa recém-criada para a gestão dos barcos adquiridos pelo governo para ligar a capital com as ilhas, tem em mente para breve a compra de embarcações de maior porte que vão operar nas rotas dos países da Sub-região, concretamente Gâmbia e Cabo-Verde.

Dilson Lacerda, DG da SOTRAMAR
A informação foi avançada pelo seu Director Geral em entrevista concedida recentemente à ANG.

Dilson Lacerda garantiu que a Sotramar, que ainda se encontra em fase instaladora é uma empresa composta por uma equipa jovem e dinâmica e que tem o objectivo de tirar a zona insular do isolamento. “Com apenas pouco tempo de funcionamento destes dois barcos nota-se uma certa dinâmica nas actividades dos populares das ilhas. Elas ganharam nova vida”, frisou.

Entretanto, contrariamente ao que se esperava o barco “Pecixe” em vez de cobrir a ligação com a ilha do mesmo nome passou a faze-la para a de Bolama, facto que o Director Geral minimizou anunciando que a partir deste fim-de-semana a mesma embarcação navegará para a cidade de Catió, no sul do país.

“Antes de tudo, devemos discutir as rotas. Para tirar um navio de um canto para outro, existem aspectos técnicos que devem ser analisados. Certas rotas marítimas estão em situação de navegabilidade, sobretudo devido ao nível do assoreamento, pelo que temos que ver a questão de drenagem para garantir a segurança da rota”, explicou.

Quanto a rumores que circulam e segundo as quais a Sotramar pretende comprar o navio “Expresso dos Bijagós”, Dilson Lacerda disse desconhecer tais informações.

“Para além de não termos ainda capitais para isso, porquê é que iríamos adquirir uma embarcação inactiva. Convém gerirmos a empresa muito bem, para, se a necessidade assim ditar, comprar mais e melhores navios para garantir ligação com a Sub-Região”, disse Dilson Lacerda que revelou que sua empresa já estaria sendo solicitada a transportar mercadorias para países vizinhos como a Gâmbia e Cabo-Verde.

“As mercadorias provenientes da Guiné-Conacry, Gâmbia e Senegal, entram para o país via terrestre e se tivermos navios, o seu transporte seria mais cómodo e vantajoso, aliás estaríamos em condições de atender as demandas dos nossos empresários”, lamentou.

A Sotramar legalizado em Setembro do ano em curso possui como capital social o montante de 100 milhões de francos CFA, pertencente a um único accionista, neste caso a Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB).

ANG/ÂC

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Economia


Governo perspectiva parceria público-privada na gestão da EAGB

Bissau, ANG – O governo guineense acredita que, dentro de dezoito meses, vai encontrar um parceiro para a gestão conjunta da Empresa da Energia e Água (EAGB).

O optimismo foi manifestado hoje a ANG pelo Director-geral da Economia, do Ministério da Economia, do Plano e da Integração Regional (MEPIR), durante o primeiro dos três dias do atelier de formação sobre a Parceria Público-Privada (PPP), promovido pelo executivo em colaboração com o Banco Mundial.

Fortes Buli Injai explicou que o objectivo do evento em curso visa capacitar os participantes sobre as vantagens da parceria público-privada nos sectores económicos nomeadamente, a energia, as telecomunicações e o portuário.

Este responsável do MEPIR disse esperar que, a partir deste seminário, os actores vão sair familiarizados com o conceito da parceria público-privada e os mecanismos da sua operacionalização nas três áreas económicas acima descritas

O workshop é organizado no quadro da assinatura de contrato, no passado mês de Agosto, entre o governo guineense e a Sociedade Financeira Internacional, no qual esta ultima se encarregou de encontrar um parceiro para a gestão conjunta da EAGB que actualmente, funciona com deficiência e se encontra sob tutela do Estado.

Trinta e cinco participantes oriundas de instituições públicos e privados do país participam neste seminário, que termina dia 11.

ANG/QC

Sindicato de Saude


STS Ameaça Entregar Pré-Aviso de Greve até 15 de Novembro

Bissau, ANG – O presidente do sindicato de base dos trabalhadores da saúde (STS) advertiu que se o Governo não pagar os 190 milhões de francos Cfas devido aos funcionários do sector num prazo de, até dia quinze de Novembro, então a organização vai avançar com um pré-aviso de greve.

Domingos Sami, falava dia 8, em exclusivo a ANG, adiantou que a greve anteriormente decretada não foi suspendida, mas sim levantada. Assim, prosseguiu este sindicalista, se a partir do dia 15 não houver luz verde por parte do Ministério da tutela sobre o pagamento da divida acima mencionada avançarão com um novo pré-aviso de greve com duração de cinco dias.

Contudo Domingos Sami manifestou sua confiança no Ministro das Finanças, pessoa que disse sempre ter respondido positivamente as exigências do STS. “Estamos sob pressão dos nossos associados, razão pela qual não podemos ficar de braços cruzados” rematou.

O STS reivindica o pagamento de subsídios de vela, de isolamento, salários dos reintegrados, como também dos de novos ingressos.

ANG/FESM