quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

    Rússia/Justiça  ordena fim de organização de direitos humanos Memorial

Bissau, 29 Dez 21 (ANG) - A organização não-governamental Memorial, considerada como um dos pilares da liberdade e direitos humanos na Rússia, viu o seu fim decretado pelo Supremo Tribunal do país após diversas acusações de infrações do estatuto de "agente estrangeiro".

Há 30 anos que a organização não-governamental russa Memorial é um farol dos direitos humanos no país, salvaguardando a memória das purgas soviéticas e denunciando os abusos de poder da era Vladimir Putin.

Na terça-feira, a justiça russa decidiu que a organização deveria ser dissolvida, já que infringe sistematicamente as obrigações do estatuto de "agente estrangeiro", um estatuto atribuído a todas as organizações que o regime russo considera que agem contra os interesses do país.

No tribunal, o procurador russo acusou a organização de "criar uma imagem mentirosa da União Soviética como Estado terrorista",  promovendo o "branqueamento dos crimes nazis".

Até hoje a Memorial continua a ajudar a documentar o percurso de milhões de pessoas perseguidas e deportadas pelo regime de Estaline, dando às suas famílias o máximo de informação possível sobre o que se passou depois do seu desaparecimento.

A organização considera a decisão ilegal e já anunciou que vai interpor um recurso de forma a evitar o encerramento da sua actividade.

"Memorial é uma necessidade dos cidadãos da Rússia de conhecerem a verdade sobre o seu passado trágico Memorial e o destino de milhões de pessoas. Ninguém pode desfazer esta necessidade", reagiu a organização em comunicado, garantindo que vai encontrar os "meios legais" para continuar o seu trabalho.

Num ano coroado de repressão em relações a indivíduos, organizações não-governamentais e jornalistas na Rússia, o fim decretado da Memorial está a suscitar críticas de todos os quadrantes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, qualificou a dissolução como "uma terrível perda para o povo russo", o Conselho da Europa disse que a decisão é uma "notícia devastadora" e "um dia sombrio" para a Rússia, a Alemanha diz que é uma sentença "incompreensível" e os Estados Unidos qualificam a decisão como "uma afronta aos direitos humanos".ANG/RFI


Quadra festiva
/Alguns citadinos  esperam que 2022 seja ano de entendimento entre  políticos

Bissau, 29 Dez 21 (ANG) – Alguns citadinos guineenses manifestaram hoje os seus desejos de o próximo ano 2022 ser de entendimento da classe política nacional, para permitir que a Guiné-Bissau se caminhe na via da paz e rumo certo ao desenvolvimento.

Numa auscultação feita pela Agência de Notícias da Guiné (ANG), a cidadã guineense residente em Inglaterra, Anastácia Figueredo Silva disse que os sucessivos problemas que tem afectado o país ao longo dos anos, têm reflectido na vida dos emigrantes guineenses espalhados em diferentes cantos do mundo.

Segundo a emigrante, as constantes instabilidades políticas reflectem, negativamente, no dia-à-dia da sua população, e, consequentemente, fazem com os emigrantes se transformem em  suportes da família que se encontram no país de origem.

“Por isso, peço a Deus que abençoe a Guiné-Bissau, fazendo milagre que o ano 2022 traga o entendimento entre os órgãos da soberania, e em toda a classe política do país”, referiu Anastácia Silva.

Por seu turno, a estudante da Universidade Lusofona da Guiné (ULG), Udé Gomes disse  que a quadra festiva deste ano, mais uma vez, não está à correr de maneira desejada.

“É claro que o país não está nada bem em quase todo o sector, e o problema reside nos políticos, porque o mal-estar vivido neste sector, está a reflectir negativamente no nosso quotidiano e pergunto, como é que podemos passar boa festas com as nossas famílias, com a inflacção de preços dos produtos de primeira necessidade no mercado, e com pouco que ganhamos”, disse.

A cidadã comum Vanuza Gomes disse  esperar que o próximo ano traga novas ideias e mentalidade, visão positiva no seio dos governantes guineenses, e que deseja boas festas a todos os guineenses.

Mumine Djaló, sapateiro de profissão, sustenta que, no poder de Deus, e até ao momento, tudo está a andar normal.

Disse que deseja que o próximo ano traga sucessos para todos os trabalhadores.

Segundo o taxista Caetano Domingos Mendes, 2022 deve  ser para os políticos, o ano de mudança de mentalidade e de muita reflexão sobre as suas acções como governantes do país. ANG/LLA/ÂC//SG

    

        Ómicron/Imunidade de grupo pode ser uma hipótese em Portugal

Bissau, 29 Dez 21 (ANG) - A Organização Mundial de Saúde garante que o risco de transmissão da variante Ómicron é elevado mas o epidemiologista Manuel Carmo Gomes assegura que a nova variante da Covid 19 provoca menos doença grave do que a variante Delta, e admite a possibilidade de “deixar que as pessoas se imunizem naturalmente”.

Em declarações à Agência Lusa, Manuel Carmo Gomes diz que nunca advogou “teorias de imunidade de grupo por infecção natural”. Porém, como as hospitalizações em Portugal são agora menos preocupantes, e como a população está quase toda vacinada, o epidemiologista coloca essa hipótese.

Segundo o especialista, os sintomas apresentados fazem lembrar “grandes constipações” com febre e dores de cabeça. Contudo, Manuel Carmo Gomes alerta que é preciso aguardar mais alguns dias e analisar os casos do Reino Unido e da Dinamarca, onde a transmissão da Ómicron está mais avançada.

Carmo Gomes adianta que Portugal pode chegar rapidamente “às dezenas de milhares de casos”, e “esgotar os recursos de saúde pública, inclusive, “os cuidados de saúde primários podem ser postos em causa.

O especialista considera que, em Portugal, não existem recursos humanos para acompanhar o aumento exponencial da testagem, o isolamento de casos e a vigilância.

Para o especialista da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, medidas mais duras, como confinamentos, dificilmente se podem justificar perante a “transmissibilidade elevadíssima” desta nova variante do vírus.

 Para a organização Mundial de Saúde, o risco de contaminação da variante Ómicron é também “muito elevado”.

Segundo a OMS, esta variante duplicou já o ritmo de crescimento da variante Delta num prazo de dois a três dias.

A OMS prevê também um aumento grande do número das hospitalizações por Covid 19.ANG/RFI

CAN 2021/Governo confirma que os jogadores ainda não receberam os prémios da qualificação para a competição

Bissau,29 Dez 21(ANG) - O Governo confirmou que os jogadores da seleção de futebol que participaram na qualificação do país  para a Taça das Nações Africanas (CAN 2021) a realizar-se nos Camarões ainda não receberam os respetivos prémios que deveriam ter-lhes sido atribuídos pelo executivo.

A informação foi transmitida à imprensa, na terça feira, pelo Secretário de Estado da Juventude e Desportos, Florentino Dias.

O governante não revelou os valores em dívida aos jogadores que participaram na campanha, que culminou com o terceiro apuramento consecutivo dos “Djurtus” para a fase final da maior competição de futebol africano.

“Posso confirmar que os jogadores não receberam os prémios de qualificação, mas vão recebê-los na altura certa, antes do início da prova, no mês de janeiro próximo nos Camarões”, disse Florentino Dias.

O Governante falava no final da assinatura dos contratos de trabalho entre o executivo e quatro federações nacionais, respectivamente da Luta, Atletismo, Andebol e Voleibol, no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau, na qual revelou que a preparação da participação dos Djurtos está em boa direção, uma vez que o governo está em constante comunicação com a Federação de Futebol (FFGB).

“O governo vai criar as condições no sentido de disponibilizar meios à FFGB para que a nossa participação no Campeonato Africano das Nações decorra com maior normalidade e sem sobressaltos maiores”, garantiu.

Em relação à expetativa do governo sobre mais uma participação da Guiné-Bissau no CAN 2021, disse que as autoridades nacionais e o Povo guineense esperam uma participação bem-sucedida que dignifique a nação guineense. 

Dias frisou que, em caso de qualificação dos “Djurtus” para segunda fase do CAN, o país ficará “extremamente contente”, e assegurou que, na altura certa, o povo guineense saberá qual será a premiação a atribuir aos jogadores da seleção nacional.

A Guiné-Bissau esteve no CAN 2017, no Gabão, em 2019, no Egipto e vai estar agora nos Camarões, mas nunca conseguiu alcançar uma vitória na competição.

De acordo com o jornal O Democrata, tem havido muitas críticas aos aspetos organizacionais e sobre os preparativos da participação do país no próximo CAN nos Camarões.

Até agora não foi divulgada a lista final dos jogadores nacionais convocados para a competição

A seção desportiva de O Democrata apurou junto de uma fonte próxima da FFGB que os jogadores vão chegar à Bissau na madrugada desta quarta-feira.

A competição vai decorrer entre 09 de janeiro e 06 de fevereiro de 2022, nos Camarões, 50 anos depois da última organização do CAN por aquele país.

As 24 seleções foram divididas em seis grupos, sendo que apenas o primeiro, o segundo e os quatro melhores terceiros classificados avançarão para os oitavos de final.

Os “Djurtus” estão no grupo D, tendo estreia marcada contra o Sudão (11 de Janeiro), antes de debater-se com o Egipto (15 de Janeiro) e Nigéria (19 de Janeiro), sempre em Garoua.

A 33.ª edição da Taça das Nações Africanas estava marcada para 2021, mas acabou por ser adiada para 2022 – apesar de manter a designação CAN 2021 – para não coincidir com a Copa América e o Euro 2020, que foram adiados devido à pandemia da covid-19.ANG/O Democrata

     Brasil/Cheias  causam 20 mortos e mais de 60 mil desalojados em Bahia

Bissau, 29 Dez 21 (ANG) - Fortes chuvas nas últimas semanas atingiram o estado da Bahia, deixando pelo menos 60 cidades deste estado brasileiro sob a água e causando grandes estragos materiais, e mais de 60 mil pessoas estão sem casa.

Há 30 anos que o estado da Bahia, no nordeste brasileiro, não era fustigado por chuvas desta dimensão, com as autoridades a decretarem estado de emergência em pelo menos 72 municípios.

Até agora foram contabilizados 20 mortos, cerca de 500 feridos e há mais de 60 mil pessoas que perderam as suas casas devido às cheias, com a água registar 1,80 metros dentro de alguns imóveis. Cerca de 470 mil pessoas foram afectadas por estas chuvas.

As barragens de alguns rios não aguentaram a força das águas e houve cidades a registar um aumento de 9 metros do nível das águas. O estado tem agora vários postos avançados de proteção civil, entre eles Ipiaú, Itapetinga, Santa Inês e Vitória da Conquista, de forma a concentrar os esforços de ajuda e salvamente à população.

Segundo o governador da Bahia, Rui Costa, este é o mair desastre de sempre na região.

"Infelizmente, estamos a viver o maior desastre já ocorrido na história da Bahia", declarou na segunda-feira o governador.

Outros estados enviaram meios aéreos para ajudar os habitantes da Bahia, assim como já foram desbloqueadas verbas financeiras para custear uma parte dos estragos materiais.

Estas fortes chuvas terão sido produzidas pelo fenómeno climático 'La Niña' que se juntou a um período de precipitação excecional num curto espaço, segundo especialistas. ANG/RFI

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


ComunicaçãoSocial
/SINPOPUCS suspende a segunda vaga de greve devido ao entendimento alcançado com  Governo

Bissau, 28 Dez 21 (ANG) – O Sindicato Nacional dos Profissionais dos Órgãos Públicos da Comunicação Social (SINPOPUCS), suspendeu hoje a segunda vaga de greve de cinco dias, iniciada as 00 horas do dia 27 de corrente mês, devido ao acordo alcançado com o Governo.

Entre os quatros pontos constantes no Memorando de Entendimento assinado hoje com o Governo, estão a conclusão do processo de efetivação em curso até 25 de Janeiro de 2022, com abrangência também dos profissionais em regime de contrato de provimento.

Outro comprormisso inscrito no memorando tem a ver com o pagamento, até 10 de janeiro, de mais três meses de subsídio em dívida.

Também está a criação da Comissão de atualização dos Estatuto de jornalistas e técnicos de comunicação social, e consequente elaboração da tabela salarial  e, por último, a reposição, até finais  de Fevereiro de 2022, do complemento salarial de incomodidade suspenso em 2018, pel então governo em decorrência  do aumento salarial verificada na Função Pública.

Durante o acto de assinatura do  Memorando de Entendimento, o chefe de gabinete do ministro da Comunicação Social, Leonidas Miranda disse que o Governo está ciente que tem uma tarefa para cumprir com os profissionais da Comunicação Social.

“Mas, convém realçar os passos que o mesmo tem dado, a fim de procurar  recursos para desenvolver o sector que é muito importante para o desenvolvimento do país”, sustentou Leonidas Miranda.

O Director-geral de Trabalho, Fernando Domingos Gomes assegurou que, o Governo juntamente com o Sindicato, vai redobrar esforços para o cumprimento dos  pontos inscritos no Memorando de Entendimento assinado hoje pelas as partes.

Gomes agradeceu  a vontade demonstrada pelas partes durante o encontro que tiveram na Segunda-feira, e que culminou  com a assinatura do referido Memorando.

Por sua vez, o Presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais dos Órgãos Públicos da Comunicação Social (SINPOPUCS),  Domingos José Gomes, lamentou que em menos de duas semana, o Sindicato e o Governo assinaram dois acordos sobre a mesma problemática, algo que o sindicalista considera que não devia  acontecer.

José Gomes desejou que esse  memorando seja o último  e lamenta o facto de outros terem sido assinados desde 2010 mas que não foram cumpridos.

 “Gostaria que o Memorando assinado hoje fosse a verdade das inverdades que estamos a receber aqui, e queremos ilustrar com este proverbio, que vamos mais uma vez apelar aos nossos colegas para regressarem ao trabalho, fazendo fé que o ano 2022 seja um ano de mais força e energia, para fazermos o nosso trabalho cabalmente”, disseJosé Domingos Gomes.

Em consequência da assinatura deste Memorando, o SINPOPUCS suspendeu a segunda vaga de greve de cinco que vinha observando desde segunda-feira, dia 27.ANG/LLA/AC//SG  

 

Festividades fim do ano/Estado-maior General das Forças Armadas proíbe disparos de armas de fogo

Bissau,28 dez 21(ANG) – A Divisão Central de Operação e Treino do Estado-maior General das Forças Armadas avisa a  população em geral, aos militares e paramilitares que durante a comemoração da passagem do ano é expressamente proibido o disparo de armas de fogo.

Segundo um comunicado enviado hoje à ANG, o Estado-maior General das Forças Armadas proíbe igualmente o lançamento de foguetes sem sua autorização prévia e da Câmara Municipal de Bissau.

Na nota, o Estado-maior General das Forças Armadas informa que quem violar a ordem  será punida conforme a Lei.ANG/ÂC//SG

                       Myanmar/ONU preocupada com escalada de violência

Bissau, 28 Dez 21 (ANG)  - As Nações Unidas estão profundamente preocupadas com a escalada da violência em Myanmar e apelaram a um cessar-fogo por altura dos festejos de Ano Novo.

A nova enviada especial da ONU, a socióloga de Singapura, Noeleen Heyzer, assumiu, em comunicado esta segunda-feira, a sua profunda preocupação com o aumento da violência no Estado de Kayin e noutras províncias da antiga Birmânia.

Nos últimos dias novos confrontos entre grupos étnicos rebeldes e o exército no Estado de Kayin, no leste, provocaram a fuga de milhares de pessoas rumo à Tailândia vizinha.

Por outro lado um responsável das Nações Unidas afirmou-se horrorizado no domingo com as informações credíveis que apontavam para pelo menos 35 civis mortos, com cadáveres queimados, no leste do país, pedindo ao governo para abrir uma investigação sobre o ocorrido.

Dois funcionários da ONG britânica Save the children continuam desaparecidos após o ataque e incêndio do veículo em que seguiam no leste do Estado de Kayah, na véspera de Natal.

A justiça da junta de Myanmar voltou a adiar, hoje, nova sentença num dos tantos julgamentos em curso contra Aung San Suu Kyi, a antiga primeira-ministra que, numa primeira fase, foi já condenada este mês a dois anos de cadeia.

Desde o golpe de Estado de 1 de Fevereiro a Prémio Nobel da paz está sujeita a um regime de prisão domiciliária.ANG/RFI

 

            Covid-19/Guiné-Bissau ainda sem registo de infeção por  Ómicron

Bissau,28 dez 21(ANG) - O Secretário do Alto Comissariado para a Covid-19, Plácido Cardoso, disse, segunda-feira, que o país ainda não registou nenhum caso suspeito da nova variante da pandemia denominada de Ómicron, numa altura que a Guiné-Bissau atingiu 37% de vacinação da população alvo.

Aquele responsável disse que estão em curso o processo de recolha e tratamento das amostras, mas que ainda não têm os resultados, frisando contudo que pensam tê-lo a qualquer momento.

ʺNeste momento, estamos com uma taxa de cobertura vacinal de 37% da população alvo  e cerca de 57%  que já tomou pelo menos uma doseʺ, declarou Plácido Cardoso.

Adiantou  que o Alto Comissariado para a Covid-19 perspectiva uma nova campanha nacional de vacinação contra a pandemia, de forma a melhorar a cobertura para se proteger dos vírus da Covid-19.

O médico guineense falava da actualização do boletim epidemiológico semanal da Covid-19, de  20 à 26 de Dezembro,  e  indica que a Guiné-Bissau registou 10 novos casos positivos e que 10 pessoas são dadas como  recuperadas da doença.

Em relação a situação da pandemia no país, nos últimos tempos, Plácido Cardoso revela que nas últimas três semanas o país registou um aumento gradual de novos casos positivos.

Na ocasião, o secretário do Alto Comissariado para a Covid-19 anunciou a instalação de postos fixos de informação e sensibilização sobre medidas de prevenção contra a pandemia em Bissau.

Segundo explicação de Cardoso, o objetivo é aumentar o numero de pessoas vacinadas e continuar a sensibilizar as população para cumprir com as medidas sanitárias contra a covid-19 ainda em vigor no país.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.ANG/Rádio Jovem

 

Afeganistão/Mulheres  manifestam-se pelos seus direitos e contra execução de membros do antigo governo

Bissau, 28 Dez 21(ANG) – Algumas dezenas de mulheres afegãs manifestaram-se hoje em Cabul para exigirem respeito pelos seus direitos e o fim das execuções de membros do antigo governo pelos talibãs, num protesto rápida e violentamente interrompido por combatentes fundamentalistas.

As mulheres, entre 30 e 50 segundo diferentes fontes, juntaram-se perto de uma grande mesquita no centro da capital do Afeganistão e conseguiram marchar ao longo de algumas centenas de metros gritando “justiça”.

As forças talibãs agrediram e dispersaram as mulheres e detiveram por algum tempo vários jornalistas que cobriam o protesto, tendo confiscado telemóveis e câmaras, devolvendo-os apenas depois de apagarem as imagens captadas.

“Peço ao mundo: digam aos talibãs para pararem com as mortes”, disse à agência France-Presse uma das manifestantes, Nayera Koahistani.

“Queremos liberdade, queremos justiça” foi o slogan divulgado através das redes sociais, para apelar ao protesto contra os “misteriosos assassinatos de jovens, especialmente os antigos militares do país”.

“Os talibãs anunciaram uma amnistia geral, mas só enganaram os afegãos enquanto continuam a assassinar e a torturar os membros das forças de segurança do governo anterior”, disse à agência espanhola EFE Marjan Amire, um dos organizadores do protesto.

Embora os talibãs se tenham comprometido, depois de tomarem o poder no Afeganistão em Agosto passado, a não perseguir pessoas ligadas ao anterior Governo, as Nações Unidas e as organizações Amnistia Internacional e Human Rights Watch têm denunciado dezenas de casos de execuções sumárias e o desaparecimento de mais de 100 ex-agentes das forças de segurança.

A ONU condenou os métodos brutais de tortura e execução e os abusos contra civis, e o retrocesso nos direitos das mulheres e das raparigas no Afeganistão, impedidas de estudar ou de ter cargos públicos desde a chegada dos talibãs ao poder, também suscitou a condenação internacional.ANG/Inforpress/Lusa

 

Obituário/Umaro Sissoco Embaló considera Desmond Tutu um “herói de África”

Bissau,28 Dez 21(ANG) - O Presidente da República  Umaro Sissoco Embaló enviou, segunda-feira, ao seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, uma nota de pesar pelo falecimento do arcebispo emérito Desmond Tutu, que considera “um herói de África”.

Segundo a  Lusa, Umaro Sissoco Embaló escreveu que “foi com grande tristeza que soube da morte do arcebispo Desmond Tutu, um herói de África e arquiteto incansável da paz e da fraternidade na África do Sul”.

Para o Presidente guineense, o legado de Tutu “resistirá ao teste do tempo e continuará a inspirar muitas gerações vindouras”.

Vários líderes mundiais lamentaram a morte do arcebispo sul-africano Desmond Tutu, lembrando o seu papel como “bússola moral” e a sua jornada de luta em defesa da liberdade dos povos e dos direitos humanos.

Desmond Tutu morreu, no domingo, com 90 anos de idade.ANG/Lusa

 

Venezuela/Parlamento opositor  mantém-se em funções e ratifica Juan Guaidó como presidente

Bissau, 28 Dez 21(ANG) – O parlamento opositor da Venezuela aprovou segunda-feira preliminarmente uma reforma do Estatuto para a Transição Política no país, o que permite manter-se em funções por mais um ano, e ratificou Juan Guaidó como presidente interino.

A sessão do parlamento opositor, eleito em 2015, teve lugar de maneira virtual e durante o debate alguns parlamentares manifestaram apoiar a iniciativa, enquanto outros levantaram dúvidas sobre a constitucionalidade de prolongar, por um segundo ano consecutivo, o seu funcionamento, que inicialmente seria de quatro anos.

“Nem em 2018 houve uma eleição presidencial, nem em 2020 houve uma eleição parlamentar. A Venezuela não pode estar sem poderes legítimos, e por isso, apoiamos a continuidade constitucional do poder legislativo e da presidência interina”, disse o deputado Freddy Guevara.

O opositor sublinhou ainda que aprovar o Estatuto para a Transição Política “é a única decisão coerente e constitucional para sair da ditadura” e que “seria um suicídio” para o parlamento opositor retirar o apoio a Juan Guaidó e “reconhecer Nicolás Maduro” como Presidente.

Desde janeiro de 2020, a Venezuela tem dois parlamentos parcialmente reconhecidos – um de maioria opositora, liderado por Juan Guaidó, cujos deputados foram eleitos em 2015, e um pró-regime de Nicolás Maduro, presidido por Jorge Rodríguez.

Os deputados do parlamento pró-regime foram empossados a 05 de janeiro de 2021, depois de eleitos em 6 de dezembro de 2020 num escrutínio não reconhecido pela oposição.

Vinte dos 265 integrantes do parlamento pró-Maduro são opositores que se desvincularam de Guaidó e um do Partido Comunista.

Hoje, o também opositor Edwin Lozardo condenou a reforma por “violar a Constituição” ao “pretender estabelecer um governo legislativo que não está contemplado no texto constitucional, tirando todas as competências ao Executivo”.

A reforma do Estatuto para a Transição Política na Venezuela, que deverá ser ainda submetida a dois debates antes da sua aprovação definitiva, segundo a imprensa local, limita as funções de Guaidó, prevendo que sejam nomeadas “juntas diretivas ad-hoc” para institutos públicos, autónomos, fundações estatais, associações, sociedades civis e empresas do Estado, incluindo as constituídas no estrangeiro.

Por outro lado, o governo interino fica impedido de usar instrumentos contratuais e financeiros relacionados com os ativos do Estado venezuelano no estrangeiro, atribuição que passa a ser um exclusivo do parlamento opositor, que deverá ainda nomear juntas de administração para a empresa estatal Petróleos de Venezuela SA e empresas filiais.

O adido comercial da representação dos Estados Unidos para a Venezuela, James Story, reagiu à decisão do parlamento e felicitou, através do Twitter, a ratificação de Guaidó como chefe do organismo e presidente interino do país.

“Felicitamos a Assembleia Nacional pelos seus esforços na procura de uma solução democrática em torno da continuidade. Continuamos a reconhecer a validade da Assembleia Nacional de 2015, e do presidente interino Juan Guaidó. O regresso às negociações no México é o melhor caminho a seguir”, escreveu James Story na sua conta do Twitter.

A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino do país até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e democráticas. ANG/Inforpress/Lusa

 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

 
Óbito Desmond Tutu/ Funeral marcado para o próximo sábado na Cidade do Cabo

Bissau, 27 Dez (ANG) – O funeral do arcebispo anglicano sul-africano Desmond Tutu, ícone da luta contra o regime do apartheid, vai realizar-se no próximo sábado na Catedral de São Jorge, a sua antiga paróquia na Cidade do Cabo, anunciou hoje a sua fundação.

“Os preparativos para uma semana de luto estão na sua fase inicial”, disse a fundação através de uma declaração, acrescentando que “vários eventos foram confirmados para a próxima semana, que antecede o funeral do arcebispo, no sábado, 01 de Janeiro de 2022”.

Desmond Tutu, arcebispo emérito sul-africano e vencedor do Prémio Nobel da Paz de 1984 pelo seu activismo contra o regime de segregação racista do Apartheid, morreu hoje aos 90 anos, anunciou o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

O arcebispo anglicano estava debilitado há vários meses, durante os quais não falou em público, mas ainda cumprimentava os jornalistas que acompanhavam cada uma das suas saídas recentes, como quando foi tomar a sua vacina contra a covid-19 num hospital ou quando celebrou os seus 90 anos em Outubro.ANG/Inforpress/Lusa

 

Covid-19/”Lions Clube de Guimarães” doa dois milhões de máscaras à Guiné-Bissau

Bissau,27 dez 21(ANG) – A organização “Lions Clube de Guimarães‘, vai oferecer a Guiné-Bissau dois milhões de máscaras sanitárias descartáveis como forma de ajudar o país a combater a propagação da pandemia do novo coronavirus.

Na nota enviada hoje à ANG, o Presidente dos Lions Clube de Guimarâes(LCG), Francisco Dias Pereira, sublinhou que «na actual situação da pandemia de Covid-19 e da propagação rápida dos vírus, o uso de máscaras é essencial na prevenção e combate à doença.

Salientou no entanto que, atendendo às conhecidas dificuldades por que passam os países africanos e ao número de máscaras doadas ao Lions Clube de Guimarães, pela empresa têxtil Vipetrade-Comércio Internacional, Lda.

“Consideramos que a oferta das mesmas ao povo guineense se traduz num contributo importante para assegurar a proteção individual”, disse o ministro da Saúde Dionísio Cumbà, quem em nome do seu Ministério vai receber na Guiné o contentor de 40 pés, que que no passado dia 23 de dezembro já foi expedido do porto marítimo de Leixões.

O documento informa que, estima-se a chegada do referido donativo à Bissau no dia 9 de Janeiro de 2022.

A nota salienta que, esta complexa operação organizada pelo LCG só foi possível por ter obtido a colaboração de outras empresas, designadamente da Pinto Brasil, SGPS, SA, da NCL Transitários, SA e da Seguematéria, SA.

Informa que, o valor comercial desta doação é de cerca de 100 mil euros.ANG/ÂC

 

 

Petróleo/Novo acordo de partilha entre Guiné-Bissau-Senegal sem consenso político nem suporte técnico-jurídico

 Bissau,27 dez 21(ANG) - O jurista guineense Adilson Dywyná Djabulá disse à Lusa que o recente acordo assinado entre os presidentes da Guiné-Bissau e do Senegal sobre exploração dos recursos petrolíferos e pesqueiros não tem nem consenso político e nem suporte técnico-jurídico.

Docente da Faculdade de Direito de Bissau, Djabulá, então assessor jurídico do secretário de Estado das Pescas, foi quem, em 2014, alertou as autoridades guineenses sobre a necessidade de a Guiné-Bissau denunciar os acordos da Zona de Exploração Conjunta (ZEC) com o Senegal, que estavam prestes a renovar-se por mais um período de 20 anos.

Agora a preparar-se, em Lisboa, para um doutoramento em Direito do Mar sobre os conflitos associados à exploração `offshore` do petróleo, Dywyná Djabulá contou à Lusa toda a estratégia que a Guiné-Bissau estava a engendrar, no âmbito das negociações abertas com o Senegal, para conseguir um novo acordo.

A meta era conseguir que o novo texto "refletisse o equilíbrio de interesses entre os dois Estados". A Guiné-Bissau considerava que o acordo em vigor desde 1995 "era-lhe manifestamente desfavorável", sublinhou Djabulá, em entrevista à Lusa.

Alertadas pelo jurista, as então autoridades guineenses, nomeadamente o Presidente José Mário Vaz, sob proposta do então primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, comunicaram ao Senegal a denúncia do acordo.

"Nessa altura havia unanimidade sobre a denúncia, todos os órgãos de soberania estavam do mesmo lado", precisou Dywyná Djabulá, entretanto nomeado relator da comissão interministerial do Governo.

O acordo em questão previa a chave de partilha de 85% para o Senegal e 15% para Guiné-Bissau dos benefícios resultantes da exploração de petróleo na ZEC.

O pressuposto era de que à data da conclusão do acordo apenas se projetava uma descoberta na plataforma continental do Senegal (áreas entre azimutes 268º e 240º), neste caso, o depósito de Dôme Flore, explicou o docente universitário guineense.

No mesmo entendimento ficou assente que em caso de "novas descobertas" a chave de partilha seria "revista em função dos recursos descobertos", uma formulação que a comissão negocial guineense considerou "ambígua e subjetiva".

Nas negociações entretanto iniciadas em 2016, a Guiné-Bissau propôs que a chave de partilha fosse de 85-15%, dependendo da zona onde o petróleo fosse descoberto.

O especialista guineense considera que a comissão negocial guineense considerou "ambígua e subjetiva".

O especialista guineense considera que a instabilidade política enfraqueceu a posição do país na condução desse dossiê com o Senegal, mas também diz ser estranho que Dacar assine agora um novo acordo, com os mesmos benefícios que tinha recusado até agora.

"De forma estranha, o Senegal aparece agora disponível para assinar um acordo com uma chave de partilha de 70-30% a seu favor, para qualquer descoberta em qualquer setor da ZEC", disse aquele que foi primeiro regente guineense da cadeira do Direito do Mar na Faculdade de Direito de Bissau.

A surpresa de Dywyná Djabulá prende-se também com o facto de a Guiné-Bissau ter assinado um novo acordo com o Senegal que "não tem consenso político" interno e "nem suporte técnico-jurídico".

"O que se fez foi um acordo político", observou Djabulá.

A preocupação do jurista guineense prende-se ainda com informações segundo as quais a Agência de Gestão e Cooperação se prepara para iniciar furos de pesquisa do petróleo no setor sul da ZEC, que compreende a área de contribuição da Guiné-Bissau, onde, disse, estudos científicos sugerem ser a zona mais promissora em petróleo.

O Acordo de Gestão e Cooperação entre a Guiné-Bissau e o Senegal foi assinado em outubro de 1993 e incluiu a criação de uma zona de exploração conjunta, que comporta cerca de 25 mil quilómetros quadrados da plataforma continental.

A Guiné-Bissau dispensou 46% do seu território marítimo para constituir a ZEC e o Senegal 54%.

A zona é considerada rica em recursos haliêuticos, cuja exploração determina 50 por cento para cada um dos Estados, e ainda hidrocarbonetos (petróleo e gás), ficando os senegaleses com 85% de hidrocarbonetos e os guineenses com 15%.

A chamada "chave da partilha dos recursos da plataforma continental" ficou acordada na sequência de litígios judiciais em tribunais internacionais para os quais os dois países recorreram em decorrência de disputas fronteiriças herdadas do colonialismo.

O ex-Presidente guineense José Mário Vaz, por não concordar com aquele acordo de partilha, sobretudo de hidrocarbonetos, denunciou formalmente, o entendimento, em 29 de dezembro de 2014, propondo ao Senegal a reabertura de negociações para fixação de novas bases de partilha.

Nas negociações entretanto iniciadas em 2016, a Guiné-Bissau propôs que a chave de partilha fosse de 85-15%, dependendo da zona onde o petróleo fosse descoberto.

"O Senegal recusou esta proposta, como também negou a proposta da Guiné-Bissau de retirar a partilha da pesca artesanal da ZEC", salientou Dywyná Djabulá.

O especialista guineense considera que a instabilidade política enfraqueceu a posição do país na condução desse dossiê com o Senegal, mas também diz ser estranho que Dacar assine agora um novo acordo, com os mesmos benefícios que tinha recusado até agora.

"De forma estranha, o Senegal aparece agora disponível para assinar um acordo com uma chave de partilha de 70-30% a seu favor, para qualquer descoberta em qualquer setor da ZEC", disse aquele que foi primeiro regente guineense da cadeira do Direito do Mar na Faculdade de Direito de Bissau.

A preocupação do jurista guineense prende-se ainda com informações segundo as quais a Agência de Gestão e Cooperação se prepara para iniciar furos de pesquisa do petróleo no setor sul da ZEC, que compreende a área de contribuição da Guiné-Bissau, onde, disse, estudos científicos sugerem ser a zona mais promissora em petróleo.ANG/Lusa

 

Desastre natural/“Pelo menos 388 mortos e 60 desaparecidos na passagem do tufão Rai”, disse o novo balanço

Bissau, 27 Dez (ANG) – Pelo menos 388 pessoas morreram e 60 continuam desaparecidas nas Filipinas, na sequência da passagem do tufão Rai pelo arquipélago há 15 dias, de acordo com dados oficiais hoje actualizados.

O conselho de gestão e redução de risco de desastres filipino, que verifica e confirma dados de diferentes agências no terreno, indicou que 1.146 pessoas ficaram feridas e cerca de 542 mil deslocadas.

O Rai, que tocou terra no dia 16 com rajadas de vento até 240 quilómetros por hora, atravessou de leste a oeste cerca de nove ilhas no país e afectou mais de quatro de pessoas, de acordo com números oficiais.

O tufão deixou um rasto de destruição na passagem pelas Filipinas e causou danos em habitações, infra-estruturas e culturas agrícolas avaliados em 20,54 mil milhões de pesos filipinos (mais de 362 milhões de euros).

O Governo filipino declarou o estado de calamidade em seis regiões afectadas pelo tufão.

O impacto do tufão, identificado como Odette no país e o 15.º a atingir as Filipinas este ano, chegou num momento delicado devido a receios sobre a nova variante ómicron do novo coronavírus.

Uma média de 20 tufões atinge as Filipinas todos os anos e o mais destrutivo foi o supertufão Haiyan, que em Novembro de 2013 atingiu as ilhas Samar e Leyte, deixando sete mil mortos 200 mil famílias desalojadas.ANG/Inforpress/Lusa