quinta-feira, 23 de abril de 2026

          Desporto-futebol/Cupelum derrota Benfica e lidera a Guinés-Liga  

Bissau, 23 Abr 26(ANG) - O Cupelum FC recebeu e venceu , quarta-feira o bicampeão nacional, Sport Bissau e Benfica, por 2–1, em jogo da 15.ª jornada da competição.

Perante um número considerável de adeptos das duas equipas da capital, o Cupelum FC protagonizou uma exibição segura e organizada diante de um clube que dominou o futebol guineense na última década.

As Águias entraram melhor na partida e, aos 10 minutos, estiveram perto de inaugurar o marcador por intermédio de Bubacar, que desperdiçou uma clara oportunidade.

Quatro minutos depois, o Cupelum FC conseguiu equilibrar o jogo e beneficiou de uma grande penalidade, convertida com êxito por Carlinhos José dos Santos, colocando a equipa da casa em vantagem.

Após o golo sofrido, o treinador do Benfica, Romualdo José da Silva, fez a primeira alteração ao retirar Bubacar e lançar Serifo Rúbem Gomes, avançado possante e de grande estatura física.

Na sequência da substituição, os encarnados chegaram ao empate aos 30 minutos, através de um livre direto magistralmente cobrado por Jean Calmente, sem hipótese de defesa para o guarda-redes do Cupelum FC.

Depois do empate, o Benfica voltou a assumir o controlo da posse de bola, criando várias oportunidades flagrantes para marcar, mas o resultado manteve-se inalterado até ao intervalo.

Na segunda parte, o cenário do jogo mudou por completo, com o Cupelum FC a dominar e a controlar as operações, confirmando o estatuto de clube sensação desta edição da Guiné‑Liga, organizada pela Liga Guineense de Clubes de Futebol (LGCF).

Logo aos 47 minutos, o jovem Anel desperdiçou uma soberana oportunidade para ampliar a vantagem, evidenciando falta de frieza no momento da finalização.

Apesar do erro, o Cupelum FC manteve a pressão e acabou por chegar ao segundo golo aos 58 minutos, por intermédio de Abrão Té, jovem promessa do futebol guineense, que deu muito trabalho à defensiva benfiquista durante toda a partida.

As Águias tentaram reagir, mas esbarravam sempre  numa defesa sólida e bem organizada do Cupelum FC. Apesar das alterações táticas e substituições, o resultado não voltou a sofrer alterações, permitindo à equipa da casa somar três importantes pontos.

No final do encontro, o treinador do Benfica, Romualdo José da Silva “Aldo”, reconheceu que o resultado foi justo, apontando falhas defensivas da sua equipa como determinantes para a derrota.


Apesar do desaire, garantiu que o clube continuará a lutar pelo título, admitindo dificuldades resultantes da saída de jogadores importantes, com destaque para o defesa-central Enio Bidane, atualmente ao serviço do Boavista FC da Praia.

Buli Manafá, técnico do Cupelum FC, disse que vencer o Benfica tem um sabor especial, por se tratar de “uma das melhores equipas do Campeonato Nacional”. O jovem treinador destacou ainda a boa organização interna do clube como fator determinante para a liderança da prova e revelou que, nos próximos dias, irá reunir-se com a direção do clube  para definir os próximos passos da equipa na Guiné‑Liga.

Com esta vitória, o Cupelum FC terminou a primeira volta da competição no topo da tabela classificativa, somando 32 pontos, fruto de 10 vitórias, duas empates e três derrotas em 15 jogos.

Nos restantes encontros da jornada, destaque para mais uma derrota dos Portos de Bissau, que perderam no leste do país diante do Clube Desportivo e Recreativo de Gabu por 2–1. O clube já não vence há cinco jogos, somando dois empates e três derrotas nesse período, mantendo-se ainda assim com 25 pontos.

O CDR Gabu assume, provisoriamente, a vice‑liderança da prova, com 26 pontos, aguardando o jogo do FC Canchungo.

Em Bafatá, o Háfia recebeu e empatou a zero com a UDIB, no Estádio Pelé. Com este resultado, o Háfia soma 22 pontos, enquanto a UDIB passa a contabilizar 19.

Em Cacheu, o FC Pelundo foi derrotado em casa pelo Massaf de Cacine por 3–1, num encontro dominado pela equipa visitante. O Massaf soma agora 24 pontos, ultrapassando o Benfica, enquanto o Pelundo permanece com 16, podendo cair na zona crítica da tabela.

Em São Domingos, os Tigres voltaram a perder, desta vez por 1–0 diante dos Arados de Nhacra. Os visitantes somam agora 16 pontos, enquanto os Tigres permanecem com apenas 9.

A 15.ª jornada da Guiné‑Liga encerra esta quinta‑feira com os seguintes jogos:

FC Cuntum vs. CF Os Balantas de Mansoa, às 16h30

Flamengo de Pefine vs. Sporting Clube da Guiné‑Bissau, às 19h00, no Estádio Lino Correia FC Canchungo vs. FC Cumura, no Estádio Saco Vaz, em Canchungo. ANG/O Democrata

 

Cabo Verde/ CEDEAO reforça alerta precoce com açáo de formação e aponta vontade política como principal desafio

Bissau, 23 Abr 26 (ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reúne, durante três dias na cidade da Praia, em Cabo Verde, analistas para reforçar o alerta precoce, destacando como principal desafio a vontade política para transformar dados em decisões eficazes de prevenção de conflitos.

Em declarações à imprensa, a directora interina do gabinete de alerta precoce do vice-presidente da Comissão da CEDEAO, Onyinye Onwuka, explicou que a açao formativa que decorre de 22 à 24 de Abril se enquadra num esforço contínuo de capacitação iniciado em 2014.

Onwuka reconheceu, no entanto, que a CEDEAO enfrenta inúmeros desafios relacionados à segurança, mudanças climáticas, saúde e diferentes formas de crime, que exigem mecanismos de resposta rápidos, coordenados e eficazes.

“Esta iniciativa é um treinamento para os analistas de governança da arquitectura nacional”, afirmou, sublinhando que a iniciativa abrange cinco áreas temáticas, nomeadamente governação e direitos humanos, segurança, ambiente, saúde e ameaças transnacionais.

Segundo aquela responsável, o objectivo é adaptar as competências dos analistas às novas dinâmicas regionais.

“A CEDEAO está consciente de que as práticas da governança mudaram. Nós temos incursões dos militares, mudanças constitucionais, instituições fracas, e pensamos que devemos melhorar a capacidade a nível nacional”, disse.

Sobre o papel do sistema de alerta precoce, destacou a sua importância na prevenção de conflitos.

“Você não pode prevenir o que você não entende. Então, a acção de alerta ganha informação, ganha dados, faz a análise, e essa análise é traduzida em um formato acionável para as autoridades”, explicou.

Ainda assim, apontou desafios, sobretudo ao nível da articulação política referindo que a implementação permanece a mesma e que o sistema “não é uma condenação inicial, mas uma chamada para aderir à ciência e evitar uma situação de conflito”.

Por sua vez, a conselheira política e representante interina da CEDEAO em Cabo Verde, Kelly Lopes, destacou a pertinência da formação face ao contexto regional.

“A utilidade deste encontro tem a ver com o contexto actual que nós vivemos na nossa sub-região, com instabilidade que pode ser extensível a outros países”, afirmou.

Segundo explicou, a capacitação contínua dos analistas é essencial para melhorar a resposta a riscos emergentes.

“Quanto melhor capacitados, com mais informações e capacidade de apresentar soluções, melhor serão as respostas a serem dadas em função dos perigos iminentes”, disse acrescentando que estes encontros permitem harmonizar conhecimentos e fortalecer o sistema regional.ANG/Faapa

   

Brasil/Inteligência artificial já reduz emprego de jovens e ameaça a formação dos profissionais do futuro

Bissau, 23 Abr 26 (ANG) - Um estudo realizado no Brasil confirma que a inteligência artificial já afeta o emprego e a renda dos jovens.

Universidades como a prestigiosa Stanford previam que os recém-ingressos no mercado de trabalho estariam entre os mais atingidos pelo desenvolvimento da IA generativa.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, verificou que os jovens de 18 a 29 anos que atuam nos setores mais vulneráveis aos impactos da chegada da tecnologia têm quase 5% menos chances de conseguir um emprego do que antes da IA.

As áreas consideradas mais expostas são serviços de informação, comunicação e financeiros.

“Eles estão, justamente, em trabalhos que trabalhadores mais seniores usam para tomar as suas decisões. Você precisa de um jovem para montar uma tabela, um gráfico, escrever um resumo”, aponta Daniel Duque, pesquisador-associado do Ibre.

“São trabalhos que podem até ser qualificados e exigir algum tipo de qualificação, mas são um tanto mais burocráticos e são os mais facilmente substituídos pela IA, que pode fazer as coisas mais rápido, mais barato e, muitas vezes, melhor.”

Os profissionais com mais experiência e na etapa final da carreira parecem poupados – pelo menos por enquanto. A análise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que as faixas de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos foram pouco ou nada afetadas.

Os cargos “seniores” envolvem mais responsabilidade, capacidade de análise e tomada de decisão que, mesmo nas áreas mais vulneráveis, estão menos suscetíveis à substituição pela IA, salienta Duque. Já para os jovens, os impactos começaram a ser sentidos no ano seguinte ao surgimento da inteligência artificial generativa de massa, com o chatGPT, no fim de 2022, e se aprofundaram em 2024 e 2025, com a aparição de outros robôs, como Claude e Gemini.

“Provavelmente só vai piorar”, aposta. “Um dos aspectos dessa grande mudança que a gente está vendo é que a adoção da IA está sendo mais rápida do que a adoção de várias outras tecnologias no passado. Tanto o computador, quanto a internet foram sendo adotadas muito mais lentamente do que a IA está sendo, e é por isso que o efeito no mercado de trabalho está sendo muito rápido.”

Nos países desenvolvidos, onde a automatização do trabalho é mais acelerada, o recrutamento de jovens desenvolvedores já chegou a cair até 20%, constataram pesquisadores do Laboratório de Economia Digital de Stanford, no Estados Unidos, em Novembro de 2025. Em média, a queda da empregabilidade foi de 16% nos setores mais expostos.

Na França, um estudo publicado em março pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Económicos (Insee) revelou números semelhantes, mostrando que as empresas europeias já delegam à IA uma parte do trabalho que costumava ser realizado pelos “juniores”, como tratamento de dados e redação.

“O Brasil está um pouco menos exposto do que os países desenvolvidos, mas existem as questões da substituibilidade, que é o quanto a pessoa é altamente substituível pela IA, e da complementaridade, ou seja, o quanto o trabalho dela é complementar ao da IA.

 Nisso, o Brasil está um pouco pior, porque entre as ocupações expostas, há um maior grau de exposição por substituição”, aponta Daniel Duque. “É um problema que o país vai enfrentar.”

A razão é a baixa qualificação da mão de obra no país: para ser complementar à IA, é preciso ter o domínio da tecnologia. Na França, a Associação Nacional de Recursos Humanos (ANDRH) notou, ainda, que algumas empresas têm optado por diminuir o número de estagiários e, no lugar, incentivar os funcionários a aumentar o uso da inteligência artificial. O risco, nestes casos, é que a longo prazo os futuros empregados seniores tenham menos competências.

“É um problema grande, porque é muito bem documentado que essas primeiras experiências no mercado de trabalho vão determinar, em grande parte, a sua trajetória toda no mercado de trabalho. Se você tira os trabalhadores do mercado nesse momento mais cedo da carreira, eles não vão formar experiências, não vão ter uma liderança em quem se espelhar depois e, com isso, não vão aprender a tomar as decisões que os seniores estão tomando”, explica o pesquisador. “No futuro, talvez a gente vá criar melhores modelos de IA que vão acabar podendo tomar decisões tão boas ou melhores que as dos humanos e, de fato, a gente não vai precisar de mais trabalhador nenhum.”

É por isso que a democratização do acesso à IA e a distribuição dos seus benefícios  para a produtividade em todas as camadas da sociedade estão entre os principais desafios para o futuro do mercado de trabalho, salienta o pesquisador brasileiro. ANG/RFI

Líbano/ Governo acusa Israel de 'crime de guerra' após morte de jornalista em ataque aéreo

Bissau, 23 Abr 26 (ANG) - Líderes libaneses acusaram Israel, nesta quinta-feira (23), de “crime de guerra” após a morte de uma jornalista em um ataque aéreo no sul do país.

Amal Khalil, de 42 anos, repórter do jornal pró-Hezbollah Al-Akhbar, morreu na quarta-feira (22). No mesmo ataque, a jornalista freelancer Zeinab Faraj ficou ferida.

“Israel ataca jornalistas deliberadamente para ocultar a verdade sobre seus crimes contra o Líbano”, declarou o presidente Joseph Aoun, ao classificar o ataque como um “crime de guerra”.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, também afirmou que “atacar jornalistas e obstruir o acesso de equipes de resgate constitui um crime de guerra” e garantiu que o país levará o caso a instâncias internacionais.

As duas jornalistas haviam se refugiado em uma casa no município de al-Tiri após um carro próximo ao local onde elas estavam ser atingido por um bombardeio israelense. Segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA), os dois ocupantes do veículo morreram.

De acordo com a mesma fonte, as vítimas eram o prefeito de Bint Jbeil, ocupada por Israel, e um homem que o acompanhava.

Em seguida, outro ataque aéreo atingiu a casa onde as jornalistas estavam abrigadas. Os socorristas conseguiram retirar Zeinab Faraj do local, mas, segundo o Ministério da Saúde, a ambulância que a transportava foi alvo de novos bombardeios.

As autoridades libanesas tiveram que acionar as forças de paz da ONU destacadas no sul do Líbano para concluir o resgate. Foram necessárias várias horas até que os socorristas pudessem acessar novamente a área e recuperar o corpo de Amal Khalil dos escombros.

O Ministério da Saúde acusou Israel, nesta quinta-feira, de ter “obstruído as operações de resgate” e de ter “atacado uma ambulância que ostentava claramente o símbolo da Cruz Vermelha”.

O Exército israelense, por sua vez, afirmou ter atingido dois veículos na região de al-Tiri que transportavam “terroristas” que teriam “cruzado a linha de defesa avançada” de suas tropas no sul do Líbano. Israel diz ter estabelecido uma “linha amarela” ou linha de defesa avançada, no interior do sul do território libanês, onde suas tropas avançaram, e proibiu o retorno dos moradores.

O Exército israelense negou ter “impedido que equipes de resgate acessassem a área” e afirmou que “relatos indicam que dois jornalistas ficaram feridos nos ataques”, acrescentando que o caso está “sob investigação”.

O ataque aconteceu apesar do cessar-fogo, em vigor desde 17 de Abril entre Israel e o Hezbollah e pouco antes da abertura das negociações entre os dois lados em Washington. A guerra já deixou mais de 2.400 mortos no Líbano.

Amal Khalil, correspondente experiente, cobria o sul do Líbano durante o atual conflito entre o Hezbollah e Israel, assim como na guerra anterior, em 2023 e 2024. Ela trabalhava frequentemente com a fotógrafa freelancer Zeinab Faraj.

O Al-Akhbar reagiu à morte da jornalista. “Nossa colega Amal Khalil, correspondente no sul do Líbano, foi morta após ser perseguida por aviões inimigos que a alvejaram em vários ataques, atingindo primeiro seu carro e depois a casa onde ela havia se refugiado”, escreveu o jornal na rede X.

O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, afirmou que “atacar jornalistas é um crime hediondo”. Ele também classificou a morte como “uma violação flagrante do direito internacional humanitário, sobre a qual não ficaremos em silêncio”.

O Comité Libanês para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) manifestou indignação e afirmou que “a contínua obstrução das operações de resgate por Israel pode constituir um crime de guerra”.

Desde o início de Março, cinco jornalistas morreram no Líbano em bombardeios israelenses. ANG/RFI/AFP

 

Marrocos/ Honduras decide suspender o reconhecimento da autoproclamada RASD

Bissau, 23 Abr 26 (ANG) -  A República de Honduras decidiu suspender o reconhecimento da chamada "RASD"(República Árabe Saharaoui Democrática.


Essa decisão foi comunicada ao Ministro das Relações Exteriores de Marrocos, Nasser Bourita, por Mireya Agüero de Corrales, Ministra das Relações Exteriores da República de Honduras, por meio de carta oficial recebida na quarta-feira.

A Sra. Agüero de Corrales indicou em sua carta que essa "suspensão decorre de uma decisão soberana (de Honduras), baseada em seu compromisso tradicional com os princípios da não interferência e do respeito pelos assuntos internos de outros Estados".

Na mesma carta, Honduras "reafirma seu total apoio aos esforços do Secretário-Geral da ONU e de seu Enviado Pessoal para alcançar uma solução política, justa e duradoura", bem como às resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, incluindo a resolução 2797.

A República de Honduras também comunicou essa decisão a António Guterres, Secretário-Geral da ONU.

Vale lembrar que Honduras, um país da América Central, reconheceu a chamada "RASD" em 1989 e reafirmou esse reconhecimento em 2022.

Esta é a sexta retirada de reconhecimento nos últimos dois anos. A decisão de Honduras faz parte da dinâmica em curso em torno da questão do Saara Ocidental, impulsionada diretamente pelo Rei Mohammed VI. ANG/Faapa

  

Togo/ Lomé acolhe 3ª edição do fórum “Biashara África” em Maio próximo

Lomé, 22 de abril (ATOP) – O Ministro da Economia e Prospectiva Estratégica, Badanam Patoki, lançou os preparativos para a 3ª edição do fórum empresarial pan-africano “Biashara Afrika” na quarta-feira, 22 de abril, em Lomé. Este encontro de alto nível será realizado de 18 a 20 de maio, sob o tema “Acelerando a Transformação Económica da África por meio da AfCFTA”.

O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa que reuniu os presidentes de organizações consulares e patronais, incluindo a Câmara de Comércio e Indústria do Togo (CCI-Togo); o Conselho Nacional de Empregadores (CNP) e a Associação de Grandes Empresas do Togo (AGET), representantes do corpo diplomático e parceiros técnicos e financeiros (PNUD, GIZ e FAO).

Em sua declaração, o Ministro Patoki enfatizou a necessidade de fortalecer a integração económica, com base no relatório Integração Africana 2025. Ele observou que as exportações intra-africanas representam apenas 15% do comércio total do continente, um número significativamente menor do que os 60% registados na União Europeia.

 "Essa fragilidade decorre de restrições estruturais, como a fragmentação do mercado e as barreiras tarifárias", explicou. Diante desses desafios, o fórum Biashara Afrika (que significa "Comércio" em suaíli) pretende ser uma plataforma estratégica para concretizar as ambições da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), que entrou em vigor em 2019.

A escolha do Togo para sediar esta terceira edição, após a África do Sul em 2023 e Ruanda em 2024, atesta a influência diplomática do país e a alta qualidade de sua infraestrutura.

Para o governo, este evento está alinhado com a visão do Presidente Faure Gnassingbé de posicionar o Togo como um importante centro de logística e comércio.

O ministro Patoki indicou que o fórum deverá reunir mais de 1.500 participantes, incluindo decisores políticos, investidores e, em especial, PMEs, que representam 80% do tecido económico nacional.

Salientou que o programa inclui painéis de alto nível, sessões de networking B2B e exposições no "Togo Village", um espaço dedicado à apresentação de conhecimentos locais.

O ministro instou os operadores económicos togoleses a participarem massivamente, de forma a transformar esta oportunidade em parcerias concretas.

“A ZCLCA é um mercado de 1,3 mil milhões de consumidores. As nossas empresas devem aproveitar as suas ferramentas para exportar e criar valor acrescentado”, insistiu. O ministro Patoki concluiu salientando que os benefícios esperados para o Togo são numerosos, incluindo o aumento da atratividade do investimento, o estímulo ao emprego industrial e a promoção das reformas económicas em curso.

Para apoiar os agentes económicos, já foram instalados balcões de informação no Ministério do Comércio e na Câmara de Comércio e Indústria do Togo (CCI-Togo). O registo é feito online através de um código QR numa plataforma dedicada. ANG/Faapa

 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

IMP/ “Recuperação da Torre de sinalização do Ilhéu dos Pássaros (Djiu di Bande) reforça segurança e modernização marítima”, diza Igualdino Afonso Té

Bissau, 22 Abr 26(ANG) – O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Marítimo Portuário da Guiné‑Bissau (IMP), disse que deram início ao projeto de reabilitação da torre situada no Ilhéu dos Pássaros, à entrada do Porto de Bissau.

Numa nota publicada na sua página do Facebook, à que a ANG teve acesso, Igualdino Afonso Té disse que a estrutura, desativada há vários anos, está a ser, cuidadosamente, recuperada, no âmbito do programa de reformas voltado para a modernização de sinalizações  marítimas e promoção de uma navegação segura ao longo da costa guineense.

“As obras de reabilitação encontram‑se em curso e visam a restauração, proteção contra a erosão e a pintura da torre”, salientou.

Aquele responsável disse que, essa intervenção marca um passo significativo para o reforço da segurança marítima nacional.

“Com o apoio de parceiros como o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e a Universidade Lusófona da Guiné‑Bissau, ainda  está prevista  para este ano a instalação de uma estação meteorológica autossustentável e de um sistema de videovigilância costeira”, frisou Igualdino Afonso Té.

Reiterou que  ambos os projetos contribuirão para o controlo do acesso ao Porto de Bissau e para a melhoria da monitorização das condições marítimas e atmosféricas na região.

Segundo Afonso Té , com essas iniciativas,  o IMP está a reafirmar o seu compromisso com a valorização do património marítimo e  o fortalecimento da segurança e eficiência das operações portuárias no país. ANG/ÂC//SG

 

Economia/PM diz que o país saiu reforçado de “ganhos significativos” das reuniões do  Banco Mundial e  FMI em Washington

Bissau, 22 Abr 26 (ANG) – O Primeiro-ministro de Transição disse,  terça-feira, que o país saiu reforçado de ganhos significativos ao nível de credibilidade internacional, disciplina económico e alinhamento estratégico com parceiros de desenvolvimento, das reuniões do  Banco Mundial (BM) e  Fundo Monetário Internacional (FMI), realizadas, na semana passada, em Washington, nos Estados Unidos de América.

Ilídio Vieira Té fez estas declarações em  conferência de imprensa, sobre o balanço da sua participação, na mais recente reunião com os parceiros do Banco Mundial e  FMI.

Sustentou que num contexto internacional marcado por crise geopolíticas, inflação global e aumento dos preços dos combustíveis e alimentos, a Guiné-Bissau afirma-se como um “parceiro sério, previsível e comprometido com reformas estruturais nas instituições públicas do país”.

“O país cumpriu integralmente o programa acordado com o FMI até Março de 2026 - todas as metas quantitativas e estruturais, incluindo os 23 ações prévias definidas no quadro do acordo”, disse Té, acrescentando que esse desempenho permitiu com que o aís possa reforçar  a disciplina orçamental,  melhorar a gestão da dívida e reduzir as taxas de juro no mercado interno.

De acordo com Vieira Té, em consequência dessa performance, o Banco Mundial  (BM)  anunciou  a retoma dos desembolsos financeiros, após um período de suspensão em 2025, permitindo assim a reativação de projetos estruturantes, em áreas prioritárias, nomeadamente agricultura , energia, saúde, água, saneamento, proteção social e emprego jovem.

“Sobre o assunto, o Governo comprometeu-se a elevar a taxa mínima de execução dos projetos para 20 por cento, reforçando por outro lado, os mecanismos de transparência e gestão”, disse o PM.

Olhando para o plano económico interno, o governante aponta sinais positivos, com uma previsão de crescimento de cera de cinco por cento, em 2026 e uma produção de caju estimado em 280 mil toneladas, acompanhada de medidas para assegurar o preço justo aos produtores e combater as distorções no mercado.

O PM e ministro das Finanças reafirmou, por outro lado, o compromisso com a boa governação, o combate a corrupção,   reforço da disciplina fiscal e a modernização da administração financeira do Estado.

No que diz respeito ao agravamento da crise internacional no Médio Oriente, com o impacto negativo no aumento dos preços do petróleo no mercado, o Chefe de Executivo assegurou estar a preparar mecanismos de resposta de emergência, para proteger as receitas do Estado.

“Posso afirmar com responsabilidade que, actualmente, a Guiné-Bissau recuperou a cerceabilidade internacional, e os parceiros de desenvolvimento, depositaram confiança no nosso Governo, e o país caminha rumo a estabilidade e  crescimento”, disse Ilídio Vieira Té. ANG/LLA/ÂC//SG

Comunicação Social/”Sem segurança não pode haver um jornalismo comprometido com a verdade”, diz Indira Correia Baldé

Bissau, 22 Abr 26(ANG) – A Presidente do Sindicato de Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social (SINJOTECS) disse que, sem segurança, não pode haver um jornalismo comprometido com a verdade, que diz ser  elemento essencial para o desenvolvimento do país.


Indira Correia Baldé, falava , terça-feira,  na abertura do Seminário de Validação e Reforço de Capacidades sobre o Modelo de Política de Segurança para Jornalistas na Guiné-Bissau, realizado num dos hotéis de Bissau.

“Sem uma segurança adequada, não podemos fazer jornalismo livre e independente. Sem segurança, não podemos corresponder às nossas missões enquanto jornalistas e enquanto parte do desenvolvimento da Guiné-Bissau”, sustentou a presidente do SINJOTECS.

Para o coordenador do projeto da Fundação dos Media para a África Ocidental, Delali Dessouassi, a elaboração da Política se Segurança Para Jornalistas, não é apenas um exercício técnico, mas sim um passo prático para garantir a segurança dos jornalistas no país.

“É um passo prático e necessário para garantir que as organizações de comunicação social estejam mais bem equipadas para salvaguardar a segurança física e psicológica dos jornalistas”, salientou Dessouassi.

Por sua vez, Carlos Abaitua Zarza, adido de Cooperação para a Justiça e Segurança da União Europeia, lembrou que o papel do jornalista é dar voz à verdade e informar com rigor, pilares fundamentais de qualquer democracia.

“O vosso papel na sociedade é essencial, Informar com rigor, investigar com integridade e dar voz à verdade são pilares fundamentais de qualquer democracia”, sublinhou o adido de Cooperação da UE.

O presidente interino do Conselho Nacional da Comunicação Social, Domingos Meta Câmara, disse que os jornalistas enfrentam riscos físicos e psicológicos que exigem medidas preventivas e protocolos de resposta.

“O jornalismo é um dos pilares da democracia. No seu dia-a-dia laboral, os jornalistas enfrentam riscos físicos e psicológicos que exigem medidas preventivas e protocolos de resposta. Estes dois aspetos pressupõem que sejamos responsáveis”, alertou o presidente.

O encontro, com duração de três dias, conta com a participação de 70 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social, e visa a promoção   e protecção da  democracia, salvaguarda da liberdade de opinião e de expressão e o combate a desinformação e a má informação. ANG/ÂC//SG

 

EUA/Trump prorroga cessar-fogo com o Irã por prazo indeterminado após ameaça militar

Bissau, 22 Abr 26 (ANG) - A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã teve um novo desdobramento na terça-feira (21), após o presidente Donald Trump anunciar a prorrogação por prazo indeterminado do cessar-fogo.

A decisão foi divulgada nas redes sociais poucas horas antes de expirar o ultimato estabelecido pelo próprio presidente americano.

A mudança de tom contrasta com declarações anteriores e expõe a volatilidade do cenário. Em meio a negociações bloqueadas, ameaças militares e reflexos imediatos no preço do petróleo e na segurança global, Washington mantém medidas que Teerã classifica como provocativas.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, considera a medida como “um passo importante para a desescalada” e para a criação de espaço para a diplomacia entre Estados Unidos e Irã. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, agradeceu aTrump por atender ao pedido de extensão, destacando opapel de mediação de seu país.

Já aliados do governo iraniano minimizaram o gesto e lembram que a decisão não tem efeito prático caso não haja mudanças concretas por parte dos EUA. Mahdi Mohammadi, assessor ligado ao Parlamento iraniano, chegou a declarar que a extensão “não tem significado” e escreveu também nas redes sociais que “a prorrogação do cessar-fogo é certamente uma manobra para ganhar tempo para um ataque surpresa”.

Os EUA mantêm o bloqueio naval e operações contra navios iranianos, inclusive apreensões no oceano Índico. Esse é um dos principais pontos de atrito: o Irã considera essas ações uma violação prática do cessar-fogo e as classifica como “ato de guerra”.

A imprensa iraniana, por meio da agência Tasnim News, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que a manutenção do bloqueio naval pelos Estados Unidos é vista como continuidade das hostilidades e que o Irã não retirará as restrições ao Estreito de Ormuz enquanto essa medida permanecer em vigor.

O que mantém, na prática, o nível de tensão elevado. Trump ainda não estabeleceu um novo prazo e afirmou apenas que a trégua foi estendida para dar tempo de o Irã apresentar uma proposta de negociação.

Horas antes de estender o cessar-fogo, havia dito, em entrevista à CNBC: “Acho que vou bombardear, porque acho que essa é uma atitude melhor. Mas estamos prontos para agir. Quero dizer, os militares estão loucos para agir”. A declaração causou ainda mais surpresa quando o presidente recuou nas redes sociais e publicou:

“Com base no fato de que o governo do Irã está seriamente fragmentado e a pedido do marechal Asim Munir e do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, do Paquistão, fomos solicitados a suspender nosso ataque ao Irã até que seus líderes possam apresentar uma proposta unificada.”

A decisão veio após o cancelamento da viagem do vice-presidente JD Vance ao Paquistão, prevista para esta quarta-feira (22), que incluiria uma nova rodada de negociações de paz. Segundo a imprensa americana, Teerã não respondeu às propostas dos Estados Unidos.

Na prática, a extensão do cessar-fogo reduz o risco imediato de confronto, mas não resolve os pontos centrais do conflito. Muitos interpretam a medida mais como estratégia do que como uma trégua duradoura. Analistas e o próprio Irã veem o movimento com ceticismo, interpretando a decisão de Donald Trump como uma manobra tática: ganhar tempo diante do impasse diplomático, manter a pressão com medidas como o bloqueio naval e administrar o desgaste político interno.

A decisão de Trump ocorre em um contexto de fragilidade no cenário interno. O presidente registra, nas pesquisas, taxa de rejeição na casa dos 60% a 62%, índice que se mantém como tendência consistente desde meados de Março, quando o conflito com o Irã se intensificou e passou a impactar diretamente a economia.

Os norte-americanos já sentem os efeitos no bolso. A alta do preço da gasolina nos Estados Unidos desencadeou um efeito dominó na economia, elevando custos de transporte, alimentos e serviços. Com o petróleo em alta e o mercado global mais instável, consumidores enfrentam aumentos generalizados, o que amplia a insatisfação e reforça a percepção de desgaste político em meio à crise com o Irã.

Diante desse cenário, a extensão do cessar-fogo pode ser lida também como um movimento calculado: reduzir a pressão internacional enquanto o governo tenta amenizar o impacto político interno. Ainda assim, especialistas apontam que, sem resultados concretos nas negociações, dificilmente haverá mudança significativa na percepção da opinião pública. ANG/RFI

        Senegal/ BAD suspende desembolsos afetando diversos projectos

Bissau, 22 Abr 26 (ANG9 -  O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) suspendeu os desembolsos para o Senegal devido a atrasos nos pagamentos, afetando diversos projetos em setores estratégicos.


Essa decisão surge na sequência do não pagamento, por parte do Estado senegalês, de parcelas vencidas, de acordo com relatos da mídia local, que especificam que o congelamento do financiamento diz respeito a um conjunto de aproximadamente 35 a 39 projetos, representando um compromisso total estimado em cerca de 1,6 trilhão de francos CFA, particularmente nas áreas de energia, agricultura e infraestrutura.

Essa situação tem repercussões no terreno, com alguns agentes envolvidos nesses programas tendo ficado sem salário por vários meses, de acordo com as mesmas fontes.

Diversos licitantes vencedores também estão encontrando dificuldades na execução dos contratos públicos que lhes foram concedidos, alguns enfrentando maiores restrições financeiras.

Essa suspensão ocorre em meio a tensões orçamentárias, já que a classificação de risco soberano do Senegal foi recentemente rebaixada pela S&P Global Ratings, o que destaca os riscos crescentes relacionados ao refinanciamento da dívida e às restrições de liquidez. ANG/Faapa

Médio Oriente/Navios são alvo de disparos no Estreito de Ormuz, apesar de cessar-fogo entre EUA e Irã

Bissau, 22 Abr 26 (ANG) -Três navios porta-contentores foram alvo de disparos nesta quarta-feira (22) no Estreito de Ormuz, segundo fontes ligadas à segurança marítima e à agência britânica UKMTO.

Um navio porta-contentores de bandeira liberiana sofreu danos em sua ponte de comando após ser atingido por disparos de armas de fogo e granadas, a nordeste de Omã.

De acordo com a UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), a embarcação, fretada por uma empresa grega, se encontrava a 15 milhas náuticas (cerca de 28 km) a nordeste de Omã. O capitão contou que o navio foi atacado por uma lancha da Guarda Revolucionária iraniana, sem aviso prévio por rádio.

Em seguida, a embarcação foi alvo de disparos, que provocaram danos significativos à ponte de comando”, afirmou a agência. “Não houve incêndio nem impacto ambiental. A tripulação está em segurança”, acrescenta o comunicado. 

De acordo com a empresa de inteligência Vanguard Tech, o navio, de bandeira liberiana, “havia sido informado de que tinha permissão para atravessar o Estreito de Ormuz”. Três pessoas estavam a bordo da lancha envolvida no ataque. O capitão do navio declarou ainda que não houve qualquer contato por rádio antes do ataque e que a embarcação havia obtido permissão prévia para atravessar o estreito.

A agência britânica também informou que um segundo navio porta-contêineres, de bandeira panamenha, foi alvo de disparos a oito milhas náuticas (cerca de 14 km) da costa do Irã. A tripulação está em segurança e não houve danos.

Um terceiro navio porta-contêineres, também de bandeira liberiana, foi igualmente alvo de disparos e acabou imobilizado no mar a oito milhas náuticas do Irã, que impõe restrições ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial.

 

A pedido de mediadores paquistaneses, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de terça-feira (21) a prorrogação, por prazo indeterminado, da trégua com o Irã e afirmou que pretende continuar negociando com o país.

Segundo ele, os Estados Unidos não vão atacar o Irã até que uma proposta seja apresentada pelo regime. “O Irã está em colapso financeiro” por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, escreveu Trump em sua rede Truth Social poucas horas após decidir prolongar a trégua.

A prorrogação ainda não foi confirmada pelo Irã ou por Israel. Um assessor de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, disse que o anúncio de Trump “não vale nada”. Ele denunciou uma “tática” dos EUA para ganhar tempo e preparar um ataque e defendeu uma resposta militar ao bloqueio marítimo.

Na terça-feira, o ministro da Agricultura do Irã afirmou que o bloqueio americano aos portos iranianos, iniciado em 13 de abril, não teve impacto na capacidade do país de fornecer bens de primeira necessidade e alimentos à população.

“Apesar do bloqueio naval dos Estados Unidos, não temos nenhum problema para abastecer a população com bens essenciais e alimentos, pois, em razão do tamanho do país, é possível importar por diferentes fronteiras”, declarou na terça-feira o ministro da Agricultura, Gholamreza Nouri.

“Cerca de 85% dos produtos agrícolas e dos bens de primeira necessidade são produzidos localmente, portanto a segurança alimentar do país está garantida”, acrescentou, segundo a agência oficial Irna.

O Reino Unido sediará nesta quarta-feira e quinta-feira (23) uma reunião com militares de cerca de 30 países para discutir a criação de uma missão liderada por britânicos e franceses para proteger a navegação no Estreito de Ormuz.

Segundo o Ministério da Defesa britânico, o encontro permitirá “avançar no planejamento detalhado” da reabertura do Estreito assim que as condições permitirem, após os “avanços” nas negociações realizadas em Paris na semana passada.

“O objetivo é transformar o consenso diplomático em um plano comum para garantir a liberdade de navegação no estreito e apoiar um cessar-fogo duradouro”, afirmou o ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, em comunicado. Ele disse acreditar que “progressos concretos possam ser alcançados”.

As discussões ocorrem após a reunião realizada na sexta-feira em Paris, que reuniu mais de 40 países sob a liderança do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e do presidente francês, Emmanuel Macron. Starmer afirmou que França e Reino Unido liderarão uma missão multinacional para garantir a liberdade de navegação no Estreito “assim que as condições permitirem”.

Os dois países insistiram que a força-tarefa terá caráter defensivo e só será mobilizada após o estabelecimento de uma paz duradoura na região. Os Estados Unidos e o Irã não participaram das negociações.

Antes da reunião de Paris, Downing Street havia anunciado a realização de uma cúpula de planejamento militar nesta semana, sem fornecer mais detalhes. ANG/RFI/Com agências

China/ Governo aplica tarifas zero aos países africanos com os quais tem relações diplomáticas

 

Bissau,22 Abr 26(ANG) – A China vai aplicar, a partir de 01 de Maio, tarifas zero aos países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, para ampliar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês, anunciou Pequim.

 

A medida consta de um comunicado oficial divulgado hoje no final da visita do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, a Pequim, durante a qual o Presidente da China, Xi Jinping, defendeu o reforço da cooperação com Moçambique e o aprofundamento da coordenação entre os países em desenvolvimento, durante um encontro com o homólogo moçambicano.

 

Citado no comunicado oficial enviado à agência Lusa, Xi afirmou que o aprofundamento da cooperação entre Pequim e Maputo responde às expectativas dos dois povos e acompanha a tendência de maior coordenação entre os países do Sul Global face a desafios comuns.

 

“O reforço da solidariedade e da cooperação é essencial num contexto internacional em mudança”, afirmou Xi, citado na nota.

O Presidente chinês defendeu o reforço do apoio mútuo em questões de interesse central e a intensificação dos contactos entre governos, partidos e instituições, bem como a troca de experiências de governação.

 

Xi destacou ainda a “forte complementaridade económica” entre os dois países e apontou para novas oportunidades de cooperação em áreas como infraestruturas, energia, mineração, agricultura, economia digital e inteligência artificial.

 

Pequim está disponível para alinhar estratégias de desenvolvimento com Moçambique, explorar novos modelos de cooperação e promover um crescimento “de alta qualidade e sustentável”, acrescentou.

 

Num contexto internacional descrito como “turbulento”, o líder chinês apelou ao reforço da coordenação em organismos multilaterais, incluindo as Nações Unidas, defendendo um mundo “multipolar”, uma globalização económica “inclusiva” e a salvaguarda da “equidade e justiça internacionais”.

 

Xi sublinhou também que China e África, juntamente com outros países do Sul Global, constituem “uma força de justiça” no atual cenário internacional.

 

Sobre a situação no Médio Oriente, o Presidente chinês manifestou preocupação com o impacto do conflito na região africana e apelou ao cessar das hostilidades e à resolução de divergências através do diálogo.

 

O líder chinês defendeu ainda o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e apelou à prática de um “verdadeiro multilateralismo”.

 

No plano económico, anunciou que a China vai aplicar, a partir de 1 de maio, tarifas zero a todos os países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, como forma de ampliar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês.

 

Durante o encontro, os dois chefes de Estado acordaram elevar as relações bilaterais a uma “comunidade de futuro partilhado na nova era”.

 

Daniel Chapo destacou o papel da China como “verdadeiro amigo” de Moçambique e reiterou o apoio ao princípio de “uma só China”, manifestando disponibilidade para reforçar a cooperação bilateral.

 

Após as conversações, os dois líderes assistiram à assinatura de mais de 20 acordos de cooperação em áreas como comércio, segurança, saúde e intercâmbio cultural.  ANG/Inforpress/Lusa