Quénia/Vacinação em África evitou cerca de 19,5 milhões de mortes em 24 anos - OMS
Bissau,
16 Abr 26(ANG) - Os programas de vacinação em África evitaram cerca de 19,5
milhões de mortes relacionadas com o sarampo desde o ano 2000, segundo dados
apresentados hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O
relatório realizado pela OMS e pela Gavi (Aliança para as Vacinas), que
abrangeu 24 anos de dados, destacou que o aumento da cobertura não só salvou a
vida de milhões de pessoas face ao sarampo, como permitiu proteger mais de 500
milhões de crianças através dos sistemas de imunização sistemática.
Só
em 2024, a vacinação evitou 1,9 milhões de mortes na região, dos quais 42%
são atribuídos diretamente à luta contra o sarampo.
"África
alcançou um progresso notável em menos de uma geração, ampliando a imunização e
salvando milhões de vidas jovens", assinalou o diretor regional da OMS
para África, o doutor Mohamed Janabi.
Segundo
o especialista, a introdução de uma segunda dose da vacina em 44 países
permitiu elevar a cobertura de 5% para 55% entre os anos 2000 e 2024, reduzindo
a mortalidade por esta doença em metade no continente.
A
investigação também indicou que as mortes por meningite caíram 39% e que a
vacina contra a malária já foi introduzida em 25 países africanos.
Além
disso, nações como Cabo Verde, Maurícia e Seychelles alcançaram em 2025 o
"padrão de ouro" ao conseguirem a eliminação oficial do sarampo e da
rubéola.
No
entanto, a OMS advertiu que o progresso é desigual e abrandou após a pandemia
da covid-19, em que aumentou o número de crianças "dose zero",
ou seja aquelas que não receberam nenhuma vacina, das quais 80% se
concentram em dez países do continente.
Por
sua vez, a diretora executiva da Gavi, Sania Nishtar, recordou que a imunização
deve ser uma "prioridade política" para garantir que as vacinas
cheguem aos contextos mais frágeis e remotos.
O
rápido crescimento demográfico, a debilidade dos sistemas sanitários e o
impacto das alterações climáticas são os principais obstáculos para alcançar o
objetivo de 90% de cobertura fixado na Agenda de Imunização 2030.
Esta
agenda aspira a que a maioria da população conte com a terceira dose da vacina
contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa; a terceira dose da vacina
pneumocócica conjugada; a segunda dose da vacina contra o sarampo e uma
dose da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV). ANG/Inforpress

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