Comércio/Presidente da ANIN-GB considera “lento” o arranque da campanha de caju
Bissau, 20 Abr 26 (ANG) – O
Presidente da Associação Nacional de
Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau (ANIN-GB), considerou hoje de “lento”,
o arranque da campanha de comercialização da castanha de caju do presente ano,
devido a atual conjuntura global e a situação económica que o país enfrenta.
Sambú disse que, para que a
campanha tenha sucesso, o Governo deve assegurar um bom ambiente de negócio.
“Neste momento temos connosco uma carta que será
entregue ao Presidente da Câmara de Comércio Indústria, Agricultura e Serviços,
na qual se pede diligências junto do
Executivo, por forma a serem adoptados mecanismos que possam melhorar a
campanha de comercialização da castanha em curso”, disse Sambú.
Referiu que o Governo produzido, recentemente um despacho que veda a atribuição de licenças de exportação
aos operadores que ainda não atingiram cinco anos nesta atividade.
“Preocupado com a decisão,
pedimos ao Governo para reconsiderar
essa decisão porque pode afastar 70 por
cento dos operadores que investem os seus dinheiros no processo”, disse o
Presidente da Associação de Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau.
De acordo com Lassana Sambú
o mesmo diploma veda aos estrangeiros a compra
direta ao produtor da castanha, e Sambé diz que essa medida não permite aos nacionais trabalharem, para ganhar dinheiro.
Para aquele responsável, os
serviços de Balanço de pesagem serão abertos já na semana que vem, para se efetuar
o escoamento da castanha, é pertinente
que o Governo tome medidas para proibir aos compradores, nesta primeira fase, a
prática de rasgar os sacos para verificar a qualidade da castanha.
“Os compradores indianos e vietnamitas
usam o jogo de rasgar sacos das castanhas para identificar se, de facto, as
castanhas antigas não foram misturadas com as do presente ano, e esta prática, é admissível
somente na época chuvosa”, disse Lassana Sambú.
Questionado sobre se o preço
de referência anunciado pelo Governo no início da campanha de caju está a ser
respeitado pelos compradores no terreno, em resposta, Sambú confirmou que está
a ser cumprido a 100 por cento, o preço anunciado, e diz que quanto ao assunto,
não têm queixa.
Relativamente a venda
clandestina da castanha nas fronteiras,
Lassana Sambú elogiou os esforços empreendidos pelo Governo no combate a prática,
e manifesta a disponibilidade de colaborar com as autoridades competentes, para
juntos trabalharem no sentido de desmantelar o contrabando da castanha de caju
que tem sido registado nas linhas
fronteiriças do país. ANG/LLA/ÂC//SG

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