Regiões /Presidente do Comité para Abandono de Práticas Nefastas de Oio defende aplicação das leis em vigor no país para desmotivar prática
Oio, 28 Abr 26
(ANG) - O presidente das atividades do Comité Nacional para o Abandono de
Práticas Nefastas na região de Oio, norte do país, Alfa Umaro Djaló, defendeu a aplicação
rigorosa das leis em vigor no país, como forma de desencorajar fenómenos como o
fanado e o casamento infantil.
A posição
foi expressa recentemente, em Mansoa, durante um encontro realizado no âmbito
do processo de elaboração da Política Nacional para o Abandono de Práticas
Nefastas.
A iniciativa,
de acordo com o despacho do correspondente da ANG, na região de Oio, conta com assistência técnica e financeira da União
Europeia e é implementada pela organização Wocater Internacional.
Na ocasião, Alfa
Umaro Djaló alertou que o país continua a registar um baixo índice de denúncias
relacionadas com estas práticas, devido aos fortes laços familiares e
comunitários que inibem muitas vítimas de apresentarem queixas.
Além disso,
o responsável considerou ainda que a impunidade tem contribuído para a
persistência do fanado e do casamento infantil, defendendo uma atuação mais
firme das autoridades na aplicação das leis existentes.
Os
participantes no encontro, entre os quais Papa Danfa Siaca Cissé, manifestaram
satisfação com o debate e comprometeram-se a atuar como multiplicadores nas
suas comunidades, promovendo ações de sensibilização contra estas práticas.
No final, os organizadores apelaram à continuidade do projeto, sublinhando a importância de manter as ações em curso para garantir mudanças efetivas na Guiné-Bissau. ANG/AD/LPG/ÂC

Sem comentários:
Enviar um comentário