Sociedade/”A Conferência de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento visa promover um espaço de partilha de reflexão, em torno do flagelo no país”, diz Bubacar Turé
Bissau, 28 Abr 26 (ANG) – O
Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) afirma que a
realização de uma Conferência Nacional, sobre a “Prevenção do Radicalismo e do
Extremismo Violento, visa promover um espaço de partilha, de reflexão, crítica
e de compromisso coletivo, em torno da prevenção deste flagelo no país.
Bubacar Turé falava hoje na
cerimónia de abertura, de uma Conferência Nacional, sobre a “Prevenção do
Radicalismo e do Extremismo Violento na Guiné-Bissau, que terá a duração de um
dia.
Na ocasião, o Presidente da
LGDH e igualmente o Coordenador do Projeto Observatório da Paz “Nô Cudji Paz”,
acrescentou por outro lado que, o mesmo encontro, pretende igualmente
contribuir, para a apropriação nacional de estratégia para o reforço de uma
arquitetura de prevenção multissetorial inclusiva e sustentável, alinhada com o
objetivo de desenvolvimento sustentável, que assegura Paz, justiça e
Instituições Eficazes.
“Ao longo dos últimos
quatros anos, o Observatório da Paz Nô Cudji Paz, desenvolveu ações
consistentes e de elevado impacto neste domínio, e entre essas acções,
destaca-se a elaboração do Plano Estratégico de Prevenção do Radicalismo e do
Extremismo Violento”, disse.
Aquele responsável sublinhou
que, o referido Plano Estratégico de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo
Violento será implementado através de
uma abordagem holística, integra dimensões sociais, económicas, educativas e
institucionais, promovendo respostas coordenadas e sustentáveis.
A Administradora Executiva
do Instituto Marquês de Vale Flor (IMVF), Carolina Quina, apelou a união de
todos, na luta para a prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento na
Guiné-Bissau.
“A hora é de agir e de não
baixar os braços, e não confiar apenas que a sociedade guineense é pacífica, e convive
num contexto de inclusão social, pretendo alertar que, é hora de prevenir a
crise nas fronteiras, e privilegiar o diálogo, e sobre a problemática, é
preciso ir para além do diálogo, criando estratégias, e pactos sociais alargadas
de uma dimensão de segurança”, aconselhou Carolina Quina.
Segundo o Embaixador de
Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Cruz Silvestre, nenhum país está imune as
pressões transnacionais, as redes criminosas e extremismo violento que atravessa
a África Ocidental e do Sahel, seja ela étnica, religiosa ou política.
O diplomata acrescentou por
outro lado que, essa prática só pode ser reduzida com processo transparentes,
pelas autoridades guineenses, contando com o apoio dos seus parceiros.
“Onde existe a não igualdades
profundas, perspetivas para os jovens, e demais algos singulares, é aí que o
flagelo extremismo ganha força sobre os jovens, para tal, é necessário que as
autoridades competentes da Guiné-Bissau trabalham com franqueza neste aspeto,
para prevenir que a prática atinge a sua fronteira e começa a trazer impactos
negativos a sua sociedade”, aconselhou o Embaixador.
Durante a Conferência sobre a
“Prevenção do Radicalismo e do Extremismo na Guiné-Bissau”, serão debatidos os
temas “Os papéis estratégicos de jovens, e assim como das mulheres e dos medias
na prevenção da referida prática.ANG/LLA/ÂC

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