China/Governo critica “interceção forçada” de navios pelos EUA e pede respeito pelo cessar-fogo
Bissau,
20 Abr 26(ANG) – O Governo chinês
criticou hoje a “interceção forçada” de navios pelos Estados Unidos, após um
ataque a um porta-contentores iraniano perto do Estreito de Ormuz, e apelou ao
respeito pelo cessar-fogo.
Segundo
o responsável, a região encontra-se numa "fase crítica" de transição
entre a guerra e a paz, sendo necessário estabelecer as bases para pôr fim ao
conflito o mais rapidamente possível.
Guo
reiterou ainda a importância do Estreito de Ormuz como via internacional de
transporte, sublinhando que garantir a livre circulação "corresponde aos
interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional".
"A
China continuará a promover a distensão da situação e a desempenhar um papel
construtivo para alcançar uma paz duradoura e a estabilidade no Médio
Oriente", acrescentou.
O
incidente surge depois de o Exército iraniano ter denunciado um ataque dos
Estados Unidos a um navio iraniano nas proximidades do estreito, um
porta-contentores que seguia da China para o Irão, classificando-o como uma
violação do cessar-fogo acordado entre Teerão e Washington.
O
estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, continua
sujeito a bloqueios intermitentes no contexto do conflito, tanto por parte do
Irão, que mantém um "controlo rigoroso" da passagem, como dos Estados
Unidos, que impuseram um cerco naval para limitar as exportações e importações
iranianas.
O
episódio ocorre à porta de uma segunda ronda de negociações de paz entre
Washington e Teerão, nas quais o Irão se tem recusado a participar enquanto os
Estados Unidos não levantarem o bloqueio marítimo.
Pequim
tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o
Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de "respeitar a
soberania" dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações
políticas, comerciais e energéticas e que têm sido alvo de represálias
iranianas. Inforpress/Lusa

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