Colômbia/ Nova escalada de violência a
um mês de eleições presidenciais
Bissau, 28 Abr 26 (ANG) - Uma nova onda de violência
continua a espalhar medo na Colômbia. Desde 24 de abril, os ataques se
multiplicaram na região do Cauca e já deixaram dezenas de mortos.
No último fim de semana, foram
registrados 26 ataques em diferentes regiões do país. Um deles deixou pelo
menos 20 mortos e dezenas de feridos em uma rodovia do departamento de Cauca,
no sudoeste da Colômbia. As autoridades atribuíram o atentado a dissidentes das
extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Segundo o Exército, a explosão ocorreu
durante um bloqueio montado por esses grupos armados. A bomba atingiu mais de
uma dezena de veículos, arrastando-os por vários metros, de acordo com
testemunhas. Imagens captadas pela AFP mostram corpos cobertos, veículos
destruídos e uma enorme cratera na estrada. Vídeos divulgados nas redes sociais
exibem os corpos das vítimas espalhados pelo chão.
De acordo com informações preliminares,
todas as vítimas são civis. Pelo menos cinco menores estão entre os feridos. A
força da explosão causou danos significativos à infraestrutura rodoviária da
região e provocou o colapso de vias estratégicas que ligam o sudoeste do país
ao centro da Colômbia.
O presidente Gustavo Petro classificou
os ataques como atos terroristas e anunciou medidas imediatas, que podem incluir
a apresentação de denúncias a instâncias internacionais, como o Tribunal Penal
Internacional. Ele também ordenou o reforço das operações militares e de
inteligência em todo o território nacional.
O ministro da Defesa, general Pedro
Sánchez, viajou ao Cauca para supervisionar o destacamento militar.
“Esses ataques comprovam a fraqueza e a
covardia dos dissidentes das Farc, que se sentem encurralados após nossas
ofensivas militares no departamento de Cauca e na fronteira com o Valle del
Cauca. Vamos reforçar nossa presença com dois pelotões blindados, equipados com
tecnologia adicional para vigilância e prevenção. Estamos fortalecendo nossos
serviços de inteligência para localizar os responsáveis pelos ataques”,
declarou Sánchez.
A
política de “paz total” do presidente Petro vem sendo alvo de críticas da
oposição que acusa o governo de permitir o fortalecimento de grupos
armados ilegais e a deterioração da ordem pública.
Os candidatos à Presidência, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella, pediram uma revisão urgente da estratégia de segurança. No departamento de Cauca, três dias de luto oficial foram decretados, e as autoridades locais solicitaram maior presença do Estado.
Os
dissidentes das FARC,loderados por Iván Mordisco — o criminoso mais
procurado do país — abandonaram as negociações de paz em 2024 e intensificaram
seus ataques contra civis e forças de segurança. As facções vêm recorrendo a
expositivos, drones e confrontos armados como demonstração de força na
região. ANG/RFI/AFP

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