terça-feira, 28 de abril de 2026

UEMOA/Bissau acolhe Workshop de apresentação do Projecto de Plataforma Electronica de trocas de documentos comerciais no espaço comunitário

Bissau, 28 Abr 26(ANG) – A capital Bissau, acolhe entre os dias 28 e 29 do corrente mês, de um Workshop de Consciencialização sobre Directiva de 16 de Junho de 2023, da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA), relativa a desmaterialização dos procedimentos aduaneiros e apresentação do projecto de uma Plataforma Eletrónica de Trocas de Documentos Comerciais.

Ao presidir a cerimónia de abertura do evento, o director geral do Comércio Externo, Lassana Fati em representação do ministro do Comércio e Indústria, disse que a importância da facilitação do comércio para o desenvolvimento socioeconómico dos nossos países, é inegável.

Adiantou que, ajuda a promover as barreiras técnicas e a simplificar o comércio em benefício das populações.

Aquele responsável frisou que, todos estão conscientes de enormes barreiras que limitam esforços das autoridades em matéria de integração regional, nomeadamente, procedimentos administrativos complexos, longos tempos de espera no trânsito de mercadorias, coordenação insuficiente entre administrações nacionais e agências sub-regionais.

Face à estes desafios, o director geral do Comércio Externo afirmou que, é imperativo adoptar as nossas instituições de ferramentas modernas e eficientes que garantam uma gestão eficaz das operações transfronteiriças.

Por sua vez, em nome da representante residente da Comissão da UEMOA no país, Laurinha Kati Camara disse que a realização deste workshop, dá seguimento à recomendação feita pelos especialistas de outros Estados-Membros da organização, no ateliê regional sobre a referida Directiva número 02/2023/CM/UEMOA, de 16 de Junho de 2023, realizado por vídeo conferência entre 14 e 17 de Maio de 2024.

Afirmou que, no final dessa reunião os participantes recomendaram a organização de workshops nacionais para divulgar a Directiva ao público em geral e aprofundar as trocas de informações com as principais partes interessadas.

Disse que, o encontro de Bissau faz parte da segunda série de quatro workshops que teve início em Niamey(Níger), no dia 20 de Abril de 2026 e terminará no dia 06 de Maio de 2026.ANG/ÂC

 

Regiões /Presidente do Comité para Abandono de Práticas Nefastas de Oio defende aplicação das leis em vigor no país para desmotivar prática

Oio, 28 Abr 26 (ANG) - O presidente das atividades do Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas na região de Oio, norte do país,  Alfa Umaro Djaló, defendeu a aplicação rigorosa das leis em vigor no país, como forma de desencorajar fenómenos como o fanado e o casamento infantil.

A posição foi expressa recentemente, em Mansoa, durante um encontro realizado no âmbito do processo de elaboração da Política Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas.

A iniciativa, de acordo com o despacho do correspondente da ANG, na região de Oio,  conta com assistência técnica e financeira da União Europeia e é implementada pela organização Wocater Internacional.

Na ocasião, Alfa Umaro Djaló alertou que o país continua a registar um baixo índice de denúncias relacionadas com estas práticas, devido aos fortes laços familiares e comunitários que inibem muitas vítimas de apresentarem queixas.

Além disso, o responsável considerou ainda que a impunidade tem contribuído para a persistência do fanado e do casamento infantil, defendendo uma atuação mais firme das autoridades na aplicação das leis existentes.

Os participantes no encontro, entre os quais Papa Danfa Siaca Cissé, manifestaram satisfação com o debate e comprometeram-se a atuar como multiplicadores nas suas comunidades, promovendo ações de sensibilização contra estas práticas.

No final, os organizadores apelaram à continuidade do projeto, sublinhando a importância de manter as ações em curso para garantir mudanças efetivas na Guiné-Bissau. ANG/AD/LPG/ÂC

Regiões/ ONG Manitese realiza campanha se sensibilização sobre isenção
das taxas hospitalares  das vitimas de violência doméstica

Cacheu, 28 Abr 26(ANG) – A ONG Italiana Manitese, através do Projeto "Nô ta Geri Mudança" em colaboração com o Coletivo dos Filhos e Amigos Dinâmicos da Região de Cacheu-COFADREC, realizou, no último fim de semana, uma campanha de sensibilização sobre isenção das taxas de cobranças das vítimas de violência domésticas nos Hospitais, Centros de Saúde e nas Esquadras de Polícias.

De acordo com o despacho do correspondente da ANG na região de Cacheu, a referida campanha, foi levada a cabo através da Lei contra à Violência Doméstica, que pode ser física, psicológica, patrimonial, económica, abuso e violação sexual.

Informou que, a campanha decorreu no dia 25 de Abril de 2026, no sector de Canchungo, através de  um Djumbai Comunitário com os jovens e os agentes da Esquadra da Polícia de Ordem Pública-POP local sobre as cobranças ilícitas nas instituições públicas e privadas.

Segundo a Coordenadora Regional de Manitese de Cacheu, Iris Babilónia Semedo Wil, o objetivo desta campanha, é informar as populações locais sobre a isenção das vitimas de violência doméstica, de pagamento taxas nos hospitais, Centros de saúde e nas Esquadras de Polícias.

Disse que, as populações locais devem conhecer os seus direitos e deveres para que possam exigir os recebidos comprovativos de qualquer que seja pagamento de taxas nas instituições públicas e privadas na região de Cacheu.

De salientar que esta campanha de advocacia contra as cobranças ilícitas nas instituições públicas e privadas levada a cabo pela Manitese, esteve em São Domingos, Bigene, Bula, Cacheu e Canchungo. ANG/AG/JD/ÂC

 

Cooperação/China inicia implementação de Tarifa Zero na exportação dos produtos africanos a  partir do 1 de Maio

Bissau 28 Abr 26 (ANG) – O Embaixador da República Popular da China no país, considera oportuna a medida de implementação da iniciativa Tarifa Zero para a exportação de produtos chineses para África a partir do dia 1 de Maio do ano em curso.

O diplomata falava segunda-feira numa sessão de sensibilização dirigida aos empresários guineenses, com o objetivo de apresentar as vantagens da iniciativa, antes da sua implementação, promovida pela Associação da Confederação das Empresas Chinesas na Guiné-Bissau.

O encontro reuniu cerca de 30 empresas chinesas que operam em diversos sectores no país, bem como aproximadamente 40 empresas e empreendedores guineenses que atuam em várias áreas.

Na abertura do evento, o Embaixador Chinês na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, citado pela imprensa, disse que 2026 é um ano crítico para que as relações amistosas China-África herdem o passado e inaugurem o futuro.

O diplomata lembrou ainda que o presidente da China, Xi Jinping, já tinha anunciado solenemente, na mensagem de felicitação pela realização da 39ª Cúpula da União Africana, que, a partir de 1º de Maio de 2026, a China implementará integralmente medidas de tarifa zero para 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas.

Disse que, no dia 1º de Dezembro de 2024, a China implementou pioneiramente a medida de tarifa zero para 33 países africanos menos desenvolvidos, incluindo a Guiné-Bissau.

“Actualmente, a expansão de 33 para 53 países não é apenas uma ampliação do escopo da política, mas também uma acção prática da China para apoiar o processo de integração africana e a construção da Zona de Comércio Livre Continental Africana", disse o embaixador.

Em representação do Ministério do Comércio, o Diretor-geral do Comércio Externo, Lassana Fati, destacou que a iniciativa constitui uma medida pragmática da China para apoiar a melhoria das condições de vida nos países africanos e contribuir para a redução da pobreza.

O encontro teve como objetivo reforçar a capacidade do setor empresarial guineense, facilitando a compreensão das novas políticas comerciais e promovendo o estabelecimento de parcerias entre empresas chinesas e nacionais.

Ainda durante o evento, foi assinada uma parceria entre a Associação da Confederação das Empresas Chinesas na Guiné-Bissau e a Câmara de Comércio, Indústria, Asgrocultura  e Serviços, com vista ao fortalecimento das relações económicas entre os dois países.

ANG/MSC/ÂC

 

      
   Colômbia
/ Nova escalada de violência a um mês de eleições presidenciais

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) - Uma nova onda de violência continua a espalhar medo na Colômbia. Desde 24 de abril, os ataques se multiplicaram na região do Cauca e já deixaram dezenas de mortos.

Diante da escalada da violência, o governo convocou um conselho extraordinário de segurança e anunciou uma recompensa de até 5 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 7 milhões) por informações que levem à captura dos responsáveis. Os ataques ocorrem a pouco mais de um mês das eleições presidenciais.

No último fim de semana, foram registrados 26 ataques em diferentes regiões do país. Um deles deixou pelo menos 20 mortos e dezenas de feridos em uma rodovia do departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia. As autoridades atribuíram o atentado a dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Segundo o Exército, a explosão ocorreu durante um bloqueio montado por esses grupos armados. A bomba atingiu mais de uma dezena de veículos, arrastando-os por vários metros, de acordo com testemunhas. Imagens captadas pela AFP mostram corpos cobertos, veículos destruídos e uma enorme cratera na estrada. Vídeos divulgados nas redes sociais exibem os corpos das vítimas espalhados pelo chão.

De acordo com informações preliminares, todas as vítimas são civis. Pelo menos cinco menores estão entre os feridos. A força da explosão causou danos significativos à infraestrutura rodoviária da região e provocou o colapso de vias estratégicas que ligam o sudoeste do país ao centro da Colômbia.

O presidente Gustavo Petro classificou os ataques como atos terroristas e anunciou medidas imediatas, que podem incluir a apresentação de denúncias a instâncias internacionais, como o Tribunal Penal Internacional. Ele também ordenou o reforço das operações militares e de inteligência em todo o território nacional.

O ministro da Defesa, general Pedro Sánchez, viajou ao Cauca para supervisionar o destacamento militar.

“Esses ataques comprovam a fraqueza e a covardia dos dissidentes das Farc, que se sentem encurralados após nossas ofensivas militares no departamento de Cauca e na fronteira com o Valle del Cauca. Vamos reforçar nossa presença com dois pelotões blindados, equipados com tecnologia adicional para vigilância e prevenção. Estamos fortalecendo nossos serviços de inteligência para localizar os responsáveis pelos ataques”, declarou Sánchez.

A política de “paz total” do presidente Petro vem sendo alvo de críticas da oposição que acusa o governo de permitir o fortalecimento de grupos armados ilegais e a deterioração da ordem pública.

Os candidatos à Presidência, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella, pediram uma revisão urgente da estratégia de segurança. No departamento de Cauca, três dias de luto oficial foram decretados, e as autoridades locais solicitaram maior presença do Estado.

Os dissidentes das FARC,loderados por Iván Mordisco — o criminoso mais procurado do país — abandonaram as negociações de paz em 2024 e intensificaram seus ataques contra civis e forças de segurança. As facções vêm recorrendo a expositivos, drones e confrontos armados como demonstração de força na região. ANG/RFI/AFP

 

Irão/ Guterres pede abertura do estreito de Ormuz sem "portagens" ou "discriminação"

Bissau, 28 Abr 6(ANG) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou segunda-feira que a passagem segura e desimpedida pelo estreito de Ormuz é um imperativo económico e humanitário, instando à reabertura desta importante via marítima “sem portagens e sem discriminação”.

Num debate de alto nível do Conselho de Segurança da ONU intitulado “A Segurança e Proteção da Vias Navegáveis no Domínio Marítimo”, António Guterres apelou às partes envolvidas no conflito no Irão que “abram o estreito”.

“Deixem passar os navios sem portagens e sem discriminação, deixem o comércio ser retomado e deixem a economia global respirar”, frisou.

Desde o início de março, logo após o ataque de Washington e Telavive ao Irão, a interrupção da navegação pelo estreito de Ormuz afetou a segurança energética global, o abastecimento alimentar e o comércio, uma vez que por lá passa um quinto do comércio global de petróleo, um quinto do gás natural liquefeito global e quase um terço dos fertilizantes comercializados internacionalmente.

O choque económico foi imediato, lembrou Guterres, frisando que todos estão a pagar o preço através da volatilidade extrema nos mercados de energia e de matérias-primas e do aumento expressivo dos custos de transporte e seguros.

A “pior disrupção na cadeia de abastecimento desde a covid-19 e a guerra na Ucrânia”, prosseguiu.

“Estas pressões estão a refletir-se em tanques de combustível vazios, prateleiras vazias e pratos vazios. O custo humanitário está a aumentar. Os atrasos e os custos crescentes estão a atrasar as entregas de artigos essenciais para as pessoas que não podem esperar”, disse.

O líder da ONU relembrou que a crise coincide com épocas críticas de plantação, sendo que uma perturbação prolongada eleva o risco de desencadear uma emergência alimentar global, levando milhões de pessoas, especialmente em África e no sul da Ásia, à fome e à pobreza.

“O fardo recai mais fortemente sobre os países menos desenvolvidos e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento”, afirmou, acrescentando que são precisamente essas as nações mais dependentes das importações marítimas e menos capazes de absorver um choque que não causaram.

Além disso, sublinhou que atrás dos números da carga e da subida dos preços, há pessoas: mais de 20 mil marinheiros que permanecem à deriva no mar, em mais de duas mil embarcações comerciais presas numa teia de riscos e restrições à navegação.

“Estes homens e mulheres não são partes em qualquer conflito.

São trabalhadores civis que mantêm o mundo abastecido. A sua segurança, o seu bem-estar e os seus direitos devem ser protegidos — em todos os momentos e em todas as águas”, apelou.

Guterres exortou todos os Estados-membros a apoiarem a estrutura de evacuação de emergência elaborada pela Organização Marítima Internacional, um plano coordenado para garantir a movimentação segura, a assistência e a proteção das tripulações afetadas, em plena conformidade com o direito internacional.

O antigo primeiro-ministro português referiu ainda a Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, estabelecida nos estágios iniciais da guerra da Rússia na Ucrânia, indicando que esse mecanismo demonstrou que, mesmo no meio de conflitos, a cooperação prática pode reabrir um corredor bloqueado e manter a circulação de navios e produtos essenciais.

“As Nações Unidas podem ajudar a desenvolver um esforço semelhante — baseado no consenso — convocando, coordenando e implementando acordos entre as partes. É possível, quando há vontade política”, insistiu.

Guterres apelou ao respeito pela Carta da ONU e pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, frisando que as mesmas só são eficazes se os Estados-membros se comprometem a respeitá-las.

“A insegurança no mar começa em terra”, afirmou, assinalando que as ameaças à segurança marítima “afetam todos os portos, todas as costas e todos os países, mesmo os sem litoral”.

“O oceano deve ser uma zona de paz e cooperação — e não de confronto ou coerção. Este é o nosso momento para escolher e para agir”, concluiu.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, presidiu a esta reunião, que é um dos eventos especiais da presidência do Bahrein no Conselho de Segurança no corrente mês.

Segundo o Bahrein, o debate tem como objetivo proporcionar uma oportunidade para os Estados-membros trocarem pontos de vista sobre as ameaças atuais e emergentes à segurança marítima; discutir formas de fortalecer a cooperação internacional para aumentar a segurança e a proteção das vias navegáveis críticas; e examinar os desenvolvimentos recentes no domínio marítimo que possam justificar uma análise mais aprofundada pelo Conselho de Segurança.

As tentativas de relançar as discussões sobre um cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irão (envolvidos num conflito desde 28 de fevereiro) e a reabertura à navegação do estreito de Ormuz, delineadas no início de abril em Islamabad, falharam até agora perante a firmeza demonstrada por Washington e Teerão.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Comércio Intra-regional/CEDEAO quer explorar seu potencial para impulsionar o comércio e consolidar o mercado comum

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) lançou, na segunda-feira, em Abidjan, na representação da comissão, uma série de reuniões estratégicas destinadas a acelerar a implementação do mercado comum, com foco particular no fortalecimento do comércio intrarregional.

Em uma coletiva de imprensa, o Diretor de Livre Circulação de Pessoas, Migração e Turismo da CEDEAO, Albert Siaw-Boateng, indicou que essas reuniões visam promover o investimento, facilitar a circulação de bens e pessoas, garantindo ao mesmo tempo um quadro seguro e sustentável.

"O objetivo é promover intervenções essenciais para fortalecer o mercado comum da CEDEAO, inclusive estimulando o investimento e facilitando o comércio na sub-região", afirmou.

Estão previstas cinco reuniões temáticas neste contexto, incluindo uma dedicada à construção do mercado comum e ao reforço do comércio alimentar intrarregional, considerado uma alavanca essencial para a integração económica.

Segundo Koawole Sofola, diretor de comércio da CEDEAO, o mercado comum da África Ocidental oferece um potencial de mais de 400 milhões de consumidores e proporciona uma base sólida para o desenvolvimento da produção regional e das cadeias de abastecimento.

Ele revelou que o comércio intrarregional de produtos alimentícios atinge aproximadamente US$ 10 bilhões anualmente, um nível que supera em muito os números oficiais. "Esse comércio representa uma grande oportunidade para fortalecer a segurança alimentar, estimular o investimento e apoiar o crescimento econômico", enfatizou.

O workshop planejado, com duração de dois dias, tem como objetivo principal identificar os obstáculos ao comércio intrarregional e propor medidas concretas para removê-los, visando uma melhor integração econômica.

Falando em nome do Clube do Sahel e da África Ocidental da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o gerente de programa Alban Mas Aparisi destacou a importância dessas trocas, que ajudam a alimentar quase 80 milhões de pessoas na região e a gerar inúmeros empregos nos setores agrícola e comercial.

No entanto, ele observou que quase 85% desses fluxos comerciais permanecem informais e não são suficientemente considerados nas políticas públicas, o que limita seu impacto nas estratégias de desenvolvimento.

Além das questões comerciais, as reuniões também abordarão temas relacionados, como proteção do consumidor, gestão de plásticos, segurança alimentar e livre circulação de pessoas, com foco na harmonização de documentos de identidade biométricos nos Estados-Membros.

As conclusões deste trabalho serão submetidas a reuniões ministeriais, incluindo as dos ministros responsáveis ​​pelo Interior e pela Imigração, com vista à adoção de recomendações conjuntas para reforçar a integração regional.

Por meio desta iniciativa, a CEDEAO pretende consolidar seu mercado comum e fazer do comércio intra-africano um motor central do desenvolvimento econômico sustentável na África Ocidental. ANG/Faapa

 

              Nigéria/Vinte e três crianças sequestradas na região centro-sul

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) – Vinte e três  crianças foram sequestradas de um orfanato no estado de Kogi, no centro-sul da Nigéria, após um ataque de homens armados, disseram autoridades locais nesta segunda-feira.

As crianças foram sequestradas de um orfanato localizado em uma área isolada da capital do estado, Lokoja, na noite de domingo, informou o Comissário de Informação do Estado de Kogi, acrescentando que cerca de quinze crianças foram libertadas após a intervenção das forças de segurança.

"Operações intensivas estão em andamento para garantir a libertação das oito vítimas restantes e para prender os autores do crime", acrescentou.

Segundo o funcionário, o orfanato "funcionava ilegalmente em um ambiente remoto e arborizado, sem estar registrado junto ao governo estadual ou ter o conhecimento das autoridades competentes e dos serviços de segurança".

Além das persistentes ameaças terroristas, vários estados da Nigéria têm enfrentado, há anos, gangues criminosas fortemente armadas envolvidas em diversas atividades ilícitas, incluindo roubo e sequestro para resgate. ANG/Faapa

 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Regiões/ Governo reafirma compromisso de capacitar jovens e mulheres da fileira de caju

Oio, 27 Abr 26 (ANG) - O Governo, através do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural reafirma o compromisso de continuar a investir na formação e capacitação das mulheres e jovens da fileira do caju, com impacto directo no desenvolvimento económico do país.

É o Diretor-geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Bacar Demba Embaló   que o diz, no passado fim de semana ,em  Bissorã, região de Oio, na cerimónia de entrega de certificados a 1000 pessoas entre mulheres e jovens formados em diferentes sectores.

Bacar  Embaló, disse que esta posição do Executivo se enquadra na   estratégia voltada para a promoção de uma agricultura moderna, competitiva e alinhada com as exigências do futuro.

Por sua vez, o Coordenador de Centro de Promoção Agro Industrial (FUNDEI), André Lopes da Veiga Nanque, incentivou os formados s a aplicarem na prática, os conhecimentos adquiridos, para  impulsionar o emprego e reduzir o desemprego ente as mulheres e jovens no país.

A formação foi sobre  transformação de frutas e legumes, com destaque para caju e manga, nas regiões Oio, Cacheu, Biombo, e Sector Autónomo de Bissau.  ANG/AD/JD/ÂC//SG

Sociedade/Projeto Observatório da Paz – Nô Cudji Paz, realiza conferência “A Prevenção do Radicalismo e Extremismo Violento” na Guiné-Bissau

Bissau,27 Abr 26(ANG) – A Guiné-Bissau acolhe no próximo dia 28, a conferência sob o lema “A Prevenção do Radicalismo e Extremismo Violento”, patrocinado pela União Europeia .

O anúncio foi feito através de um Comunicado à imprensa à que a ANG teve acesso Hoje, segundo o qual o evento marca a apresentação pública da proposta da Estratégia Nacional e Plano de Ação PREV-GB, elaborada participativamente no âmbito do projeto Observatório da Paz – Nô Cudji Paz.

O comunicado refere  que o projeto já realizou 49 ações de capacitação, envolvendo 4.564 participantes (49,5% mulheres), culminando com a proposta duma Estratégia Nacional e Plano de Ação PREV-GB.

Salienta que a conferência  reunirá cerca de 120 participantes e contará com intervenções de Bakary Sambe (Instituto Timbuktu), Hamadou Boiro, Alfredo Handem, bem como líderes religiosos das principais confissões do país.

Serão nela debatidos  os papéis estratégicos de jovens, das mulheres e dos media na prevenção do radicalismo, e contará com atuação de Binhan Quimor e o Grupo de Teatro do Oprimido.

De acordo com um Comunicado à Imprensa enviado à ANG pela Delegação da União Europeia no país, o projeto Observatório da Paz – Nô Cudji Paz – é financiado pela União Europeia e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., e implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr e pela Liga Guineense dos Direitos Humanos. ANG/ÂC//SG

Saúde Pública/Unicef, OMS e Gavi lançam Semana Mundial de Vacinação para as crianças

Bissau 27 Abr 26 (ANG) – O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Aliança para as Vacinas (Gavi), lançaram, sábado a Semana Mundial de Vacinação para todas as crianças guineenses, e que decorrerá de 24 à 30 do corrente mês.

Segundo um comunicado conjunto das três organizações enviado à Agência de Notícias da Guiné (ANG), no âmbito da Semana Mundial de Vacinação, o UNICEF, OMS e a Gavi reafirmaram o  compromisso de apoiar o acesso equitativo à vacinação para todas as crianças.

De acordo com o representante Especial da OMS no país, Walter Kazadi Mulombo, as vacinas são um bem público e uma responsabilidade partilhada.

“É um compromisso público, que cujo o seu financiamento são essenciais para garantir que todas as crianças, em todo o lado, estejam protegidas contra doenças evitáveis por vacinação, reforçando simultaneamente a saúde e a proteção ao longo das gerações”, alertou Mulombo.

Para o responsável de Ligação da Gavi, Marius Keller, através do cofinanciamento, países como a Guiné-Bissau, não só estão a receber apoio, assim como estão também focados na construção de bases para sistemas de imunização autossuficiente.

O representante do UNICEF acreditado na Guiné-Bissau, Inoussa Kabore disse que cada vacina que falta é uma oportunidade perdida de proteger uma criança

 “Investir em vacinas e reforçar o cofinanciamento neste setor, significa que a Guiné-Bissau está a investir na saúde, no desenvolvimento e no futuro das suas crianças”, disse Kabore.ANG/LLA/ÂC//SG

        

                         Guiné/ Operação de repatriamento de cidadãos

Bissau, 27 Abr 26 (ANG) - A Guiné expressou seus sinceros agradecimentos ao Rei Mohammed VI no domingo, após uma operação humanitária que trouxe de volta ao país dezenas de cidadãos guineenses.


Em declaração à MAP por ocasião da chegada dos primeiros cidadãos guineenses ao Aeroporto Internacional de Conacri, a bordo de um avião da Royal Air Maroc proveniente da cidade de Dakhla, no âmbito desta operação de repatriamento voluntário, a Ministra dos Negócios Estrangeiros, da Integração Africana e dos Guineenses Residentes no Estrangeiro, Morissanda Kouyaté, expressou os sinceros agradecimentos da República da Guiné ao Soberano de Marrocos por este gesto humanitário, elogiando os esforços contínuos das autoridades marroquinas para ajudar estes cidadãos guineenses, vítimas de um naufrágio em águas territoriais marroquinas.

Ele argumentou que "a Guiné sempre se lembrará desta ação, que complementa outras realizadas por Marrocos".

O ministro das Relações Exteriores da Guiné também destacou os esforços feitos pelos dois chefes de Estado para fortalecer e consolidar os laços entre os dois países.

"Marrocos e Guiné mantêm relações fortes, profundas e históricas que são continuamente reforçadas", enfatizou.

Outras operações semelhantes para o retorno voluntário de guineenses do Marrocos deverão ocorrer nos próximos dias, elevando para 360 o número total de cidadãos guineenses que optaram por retornar voluntariamente à sua terra natal.

Além disso, foi disponibilizado um sistema de apoio médico e psicológico aos cidadãos guineenses que manifestaram o desejo de regressar ao seu país, a fim de se reunirem com as suas famílias e entes queridos. ANG/Faapa

 

    Mali/Junta militar declara recolher obrigatório de 72 horas  após ataques

Bissau, 27 Abr  26 (ANG) – A junta militar no poder no Mali decretou um recolher obrigatório imediato de 72 horas em todo o distrito de Bamaco — a capital do país — após uma série de ataques reivindicados por fundamentalistas islâmicos.

De acordo com um comunicado oficial, a decisão foi tomada pelo governador do distrito de Bamaco, Abdoulaye Coulibaly, que citou "necessidades de ordem pública", nomeadamente "proteger os cidadãos e facilitar as operações de segurança".

A medida estabelece uma proibição total de circulação entre as 21h00 e as 06h00 (hora local) por um período inicial de 72 horas, que poderá ser prolongado "dependendo da evolução da situação".

O recolher obrigatório, que entrou em vigor imediatamente após ter sido anunciado, aplica-se a todo o território do distrito que rodeia a capital do Mali.

No sábado, os fundamentalistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, reivindicaram ataques lançados por homens armados contra vários pontos de Bamaco e outras cidades do país.

O JNIM, que combate há anos os militares no poder em Bamako, assumiu a "responsabilidade" pelos ataques à "sede do presidente maliano Assimi Goïta", à "sede do ministro da Defesa Sadio Camara", ao "aeroporto internacional" da capital e a "instalações militares na cidade de Kati", vizinha de Bamaco.

Em comunicado, o grupo afirmou ainda ter tomado a cidade de Kidal, no norte do país, "após uma operação bem-sucedida contra o Exército maliano e os mercenários do corpo russo, com a participação" da Frente de Libertação do Azawad, a rebelião tuaregue maliana.

O exército maliano afirmou que "grupos terroristas armados" atacaram instalações militares e outras posições na capital, garantindo mais tarde que a situação estava sob controlo.

Na capital e arredores, incluindo o aeroporto internacional de Modibo Keïta e a cidade militar de Kati, registaram-se tiroteios, explosões e presença de helicópteros militares, levando a alertas de segurança da embaixada dos Estados Unidos.

Também foram reportados confrontos noutras cidades do centro e norte do país, como Gao, Kidal, Mopti e Sévaré, com relatos de mortos e movimentos de combatentes.

Os combates prosseguiram ao longo do dia de sábado nas imediações de Bamaco e noutras cidades estratégicas do país, entre o Exército maliano e "grupos terroristas" envolvidos em ataques simultâneos, segundo fontes militares e observadores locais.

As forças armadas malianas afirmaram ter repelido vários ataques e garantiram que a situação está "sob controlo", embora helicópteros militares continuassem a operar na periferia da capital, onde várias zonas estratégicas foram encerradas.

O Mali, governado por uma junta militar, enfrenta há mais de uma década conflitos com fundamentalista islâmicos separatistas, mas esta é considerada uma das maiores ofensivas dos últimos anos. ANG/Inforpress/Lusa

 

China/Governo ameaça retaliar contra lei industrial da UE que considera discriminatória

Bissau, 27 Abr 26(ANG) — O Ministério do Comércio da China afirmou hoje que a proposta de lei do acelerador industrial da União Europeia introduz “barreiras graves ao investimento” e “discriminação institucional” contra empresas estrangeiras e advertiu que responderá se Bruxelas avançar.


Em comunicado publicado no seu portal oficial, a tutela indicou que, na passada sexta-feira, apresentou formalmente às autoridades europeias os seus comentários ao projecto legislativo, nos quais expressa “grave preocupação” com o conteúdo.

Segundo Pequim, a iniciativa impõe “numerosos requisitos restritivos” ao investimento estrangeiro em quatro sectores estratégicos emergentes e dominados pela China: baterias, veículos elétricos, energia fotovoltaica e matérias-primas críticas.

O ministério criticou ainda a inclusão de cláusulas “discriminatórias” de “origem UE” na contratação pública e nas políticas de apoio estatal.

O ministério do Comércio sustentou que a proposta “poderia violar” princípios básicos como o de “nação mais favorecida” e o “tratamento nacional”, além de contrariar acordos internacionais sobre tarifas, investimento, propriedade intelectual ou subsídios.

A tutela acrescentou que a lei prejudicaria as expectativas de investimento das empresas chinesas na Europa, seria contrária à “concorrência justa” e poderia travar a transição verde europeia, além de afectar o sistema multilateral de comércio.

Pequim instou Bruxelas a retirar do texto os requisitos considerados discriminatórios para investidores estrangeiros, as exigências de conteúdo local, as disposições sobre transferência forçada de tecnologia e propriedade intelectual e as restrições na contratação pública.

O ministério avisou também que acompanhará de perto o processo legislativo e que, se a União Europeia “ignorar” as suas observações e a norma prejudicar empresas chinesas, Pequim “não terá mais opção senão adoptar contramedidas”.

A Comissão Europeia apresentou o projecto em Março como um dos pilares da estratégia para reindustrializar o continente e reduzir dependências em sectores estratégicos face a potências como a China ou os Estados Unidos.

A proposta prevê a exigência de um mínimo de produção europeia na atribuição de apoios públicos e a imposição de condições a grandes investimentos estrangeiros, o que afecta empresas chinesas.

O aviso de hoje soma-se a outras fricções recentes entre a China e a União Europeia, marcadas por disputas comerciais em torno dos veículos eléctricos chineses, tensões sobre cibersegurança, sanções relacionadas com a Rússia e as recentes medidas impostas por Pequim a várias empresas europeias dos sectores da defesa e aeroespacial. ANG/Inforpress/Lusa

 

Côte D´Ivoire/ CEDEAO apela à unidade regional contra ameaças do Terrorismo

Bissau, 27 Abr 26 (ANG) -  A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) lançou um apelo urgente à união entre os estados da região para enfrentar a ameaça terrorista após os ataques terroristas coordenados perpetrados em 25 de Abril de 2026 em várias localidades do Mali.

Em comunicado oficial divulgado no domingo
a organização sub-regional condenou veementemente a violência, descrevendo-a como "atos hediondos" que, segundo a organização, "demonstram a natureza bárbara de seus perpetradores". A organização enfatizou que esses ataques continuam a minar a paz, a segurança e a estabilidade em toda a África Ocidental.

A CEDEAO insta, portanto, os Estados-membros, as forças de defesa e segurança, os mecanismos regionais e as populações a reforçarem a sua cooperação e a atuarem de forma concertada para travar este flagelo.

A organização também apresentou suas condolências às famílias das vítimas e expressou sua solidariedade ao povo do Mali e às suas autoridades.ANG/Faapa

 

Regiões/ Governador da região de Oio defende transformação local dos produtos nacionais

Oio, 27 Abr 26 (ANG) - O Governador da região de Oio, Braima Camará, defendeu o reforço das capacidades nacionais para a transformação  local dos produtos nacionais, tendo em conta o potencial agrícola de que o país dispõe.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na Região de Oio,  Camará falava no  fim de semana na cerimónia do lançamento da primeira  edição da Feira Agrícola e de Gastronomia local, realizada no sector de Mansabá.

O evento  decorreu sob, o  lema: “Promoção da Produção local e Nutrição Sustentável para o Desenvolvimento”,  com o objectivo de incentivar o consumo de Produtos Nacionais e reforçar a segurança alimentar no país.

Na sua intervenção, o governante sublinhou que a Feira constitui uma iniciativa estratégica para reforçar a segurança alimentar e valorização da produção interna.

Por sua vez, a Directora do Serviço de Alimentação, Nutrição e sobrevivência da Criança, Nalempena Saraiva revelou que o sector de Mansaba apresenta um dos mais elevados índices de desnutrição no país.

Explicou que a realização desta primeira edição da Feira Agrícola e de Gastronomia visa a sensibilização da população para o melhor aproveitamento dos produtos produzidos localmente, como forma de combater a má nutrição.

O evento reuniu produtores, operadores económicos, mulheres, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento.

A iniciativa  foi promovida pelo Governo da Guiné Bissau, através dos Ministérios da Saúde Pública e da Agricultura e Desenvolvimento Rural, em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento (FIDA) no âmbito do projeto de Apoio para o Desenvolvimento das Regiões (PADES).ANG/AD/LPG//ÂC//SG

       
        Cooperação
/Guiné-Bissau e Venezuela atualizam acordos bilaterais

Bissau, 27 Abr 26 (ANG) - A Guiné-Bissau e República Bolivariana da Venezuela procederam no passado fim de semana a actualização de diferentes acordos de cooperação bilateral, com a finalidade de consolidar o compromisso mútuo em prol do desenvolvimento e da solidariedade entre os dois países.


A informação foi publicada  na página de Facebook do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, consultada hoje pela ANG.

A renovação dos acordos de cooperação entre Bissau e Caracas ocorreu no âmbito da visita que o ministro guineense dos  Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira efectuou, no sábado,  à República Bolivariana da Venezuela ,para participar ns celebrações do 20º aniversário da cooperação entre Guiné-Bissau e Venezuela.

Este marco histórico constitui uma oportunidade para reforçar os laços de amizade e atualizar os diferentes acordos de cooperação com este país irmão, consolidando assim o compromisso mútuo em prol do desenvolvimento e da solidariedade entre nossos países”, refere a nota do MNECIC.

À margem das celebrações,  João Bernardo Vieira teve  uma reunião com cerca de 144 estudantes guineenses na Universidade de Ciências de Saúde "Hugo Chávez Frías”, em Caracas na  qual aquele governante transmitiu uma mensagem de força, esperança e confiança aos  jovens estudantes.

O chefe da diplomacia guineense, segundo a publicação do MNECIC,  à caminho da República Bolivariana da Venezuela, fez uma paragem em Lisboa, para visitar a Embaixada da Guiné-Bissau e reunir-se com os diplomatas guineenses aos quais deixou recomendações para maior dedicação  institucional neste período de transição política na Guiné-Bissau. ANG/AALS/ÂC//SG