terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Venezuela/Delcy Rodriguez reaproxima país dos EUA um mês após prisão de Maduro

Bissau, 03 Fev 26 (ANG) - Há um mês, Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados pelos EUA. Desde então, a Venezuela vive mudanças sob o comando de Delcy Rodríguez.


A presidente interina tem tomado decisões que flexibilizam setores do país, como a liberação de presos políticos, medidas para reativar a economia e, de forma mais surpreendente, o estreitamento de laços com Washington, evidenciado pela recepção, na segunda-feira (1°), da encarregada de negócios dos EUA no Palácio Presidencial de Miraflores.

Enquanto Nicolás Maduro e Cilia Flores aguardam julgamento no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, em Nova York, Delcy Rodríguez vem mexendo em leis, gabinetes e dando ordens,o que vem actualizando a face do chavismo em pleno 2026.

Para a analista política Luz Melly Reyes, os acontecimentos recentes na Venezuela seriam impensáveis poucas semanas atrás, quando Maduro ainda governava com mão de ferro. "Um mês após a saída de Nicolás Maduro do governo e sua extradição para os Estados Unidos, na Venezuela vêm acontecendo coisas impensáveis há trinta dias. Algumas delas são a aprovação da reforma da Lei de Hidrocarbonetos, a liberação de pelo menos 300 presos políticos e a reabertura da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas", afirmou a especialista.

Apesar de muitos interpretarem essas ações como sinais de liberalização, Reyes observa que se trata de "uma etapa de reforço tático que o governo sabia que lhe convinha e sobre a qual estava trabalhando para poder ter novas entradas de dinheiro que evitassem que o país caísse em uma crise ainda mais profunda em termos económicos". Segundo ela, o cenário atual reflete mais ajustes estratégicos e económicos do que avanços efetivos na democratização do país.

Para a analista política Luz Melly Reyes, os acontecimentos recentes na Venezuela seriam impensáveis poucas semanas atrás, quando Maduro ainda governava com mão de ferro. "Um mês após a saída de Nicolás Maduro do governo e sua extradição para os Estados Unidos, na Venezuela vêm acontecendo coisas impensáveis há trinta dias. Algumas delas são a aprovação da reforma da Lei de Hidrocarbonetos, a libertação de pelo menos 300 presos políticos e a reabertura da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas", afirmou.

Apesar de muitos interpretarem essas ações como sinais de liberalização, Reyes avalia que se trata de "uma etapa de reforço tático que o governo sabia que lhe convinha e sobre a qual estava trabalhando para poder ter novas entradas de dinheiro que evitassem que o país caísse em uma crise ainda mais profunda em termos económicos".

O advogado Ali Daniels, diretor da ONG Acesso à Justiça, observa que, embora algumas medidas possam ser vistas como positivas, a execução ainda é limitada. "Com a reforma da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, foram feitas mudanças radicais e essenciais à indústria petrolífera do país, que contradizem todo o discurso oficial dos últimos 25 anos e modificam a forma como o recurso será manejado", afirmou. No entanto, Daniels ressalta que a liberação de presos políticos foi lenta e pouco transparente: "Não são libertações plenas, mas ex-prisões submetidas a muitas restrições. Muitas pessoas liberadas são proibidas de falar em público e obrigadas a se apresentar diariamente aos tribunais."

Segundo Daniels, embora a anistia anunciada por Delcy Rodríguez seja um sinal positivo, ainda não é possível confirmar seu alcance: "Recebemos isso como uma boa notícia, mas não podemos dar um sinal completo enquanto não tivermos o texto da lei e vermos qual será seu alcance."

Com a mudança no cenário político interno da Venezuela, alguns analistas e setores afirmam que o país estaria em transição rumo à democracia. No entanto, Ali Daniels, advogado e diretor da ONG Acesso à Justiça, ressalta que ainda faltam medidas concretas que apontem para uma redemocratização "efetiva".

“Nesse sentido, fazemos o mesmo chamado que fizemos no princípio: que saiam todos os prisioneiros políticos para, a partir desse fato, poder dizer que a Venezuela começou um longo processo — porque sabemos que vai ser longo — em direção à democracia. Foi anunciado que haverá uma anistia, mas não foram divulgados os termos dela. Recebemos isso como uma boa notícia, mas não podemos dar um sinal completo enquanto não tivermos o texto da lei e não soubermos qual será seu alcance. Também vemos como positivo, como um sinal de esperança, o fechamento do [complexo prisional localizado em Caracas, conhecido internacionalmente por denúncias de tortura] Helicoide”, afirmou Daniels.

Na última sexta-feira, Rodríguez anunciou que “decidimos promover uma lei de anistia geral que cubra todo o período de violência política de 1999 até a data atual”. Essa iniciativa, que inclui a transformação do infame centro de detenção El Helicoide em um espaço social e esportivo, tem sido vista como uma tentativa de “curar feridas” e avançar na convivência social, embora a ausência de detalhes sobre os critérios da anistia gere dúvidas sobre seu impacto real.

Segundo a ONG Fórum Penal, até esta segunda-feira havia 687 presos políticos no país, entre os quais seis jornalistas ainda mantidos sob custódia, apesar de excarcelamentos parciais no último mês.

Nas redes sociais circula um vídeo que compara o antes e o depois de Óscar Castañeda, preso em 2024. Nas imagens divulgadas recentemente, o opositor aparece com graves sequelas, incluindo dificuldade para caminhar e incapacidade de reconhecer a própria filha — um exemplo que tem alimentado protestos e apelos pela libertação de detidos e por transparência no processo de anistia.

Mesmo defendendo a libertação e o retorno de Nicolás Maduro à Venezuela, Delcy Rodríguez fez mudanças significativas em pastas centrais do governo. Ela também colocou em segundo plano pessoas próximas a Maduro. É o caso de Alex Saab, designado por Maduro para o Ministério da Indústria e Produção Nacional. Delcy o destituiu e integrou a pasta ao Ministério do Comércio.

A presidente interina preferiu manter por perto, como ministro de Despacho da Presidência, Juan Escalona, então aliado do agora ex-presidente. Já Calixto Ortega, que era presidente do Banco Central da Venezuela, passou à presidência do Centro Internacional de Investimento Produtivo, sendo responsável por atrair novos investimentos ao país.

Na tarde da segunda-feira, Delcy nomeou a “princesinha do chavismo” para o cargo de ministra do Turismo. Sancionada pelos EUA em 2024, Daniella Cabello é filha de Diosdado cabello, ministro do Interior e da Justiça. Há anos o governo tenta promover o turismo internacional no país, mas a falta de infraestrutura e a reputação negativa da Venezuela não têm ajudado.

Enfraquecida após anos de sucateamento da infraestrutura e de sanções internacionais, a indústria petrolífera continua sendo a base da economia venezuelana. A reforma da Lei de Hidrocarbonetos,somada aos acordos com os Estados Unidos, sinaliza uma possível expansão na extração e exportação de petróleo, apesar dos desafios históricos enfrentados pelo setor.

Para o economista José Guerra, duas mudanças recentes ilustram esse movimento. Primeiro, explicou ele, empresas petrolíferas agora podem exportar barris de petróleo que anteriormente eram vendidos com desconto à China, recebendo cerca de 50 dólares por barril no mercado — um valor mais próximo do preço de mercado e que gera recursos para o país. O problema, segundo Guerra, é que “o dinheiro é administrado pelos Estados Unidos e depois enviado à Venezuela de forma algo discricionária, sem continuidade nas entregas de dólares ao país”.

A segunda mudança, disse o economista, foi a aprovação da nova Lei de Hidrocarbonetos, que desmontou a estrutura jurídica, legal e operacional da indústria petrolífera venezuelana concebida sob Hugo Chávez a partir de 2001. Essa reforma representa uma quebra com décadas de controle estatal e busca atrair investimentos, flexibilizando regras e abrindo espaço para maior participação privada e estrangeira.

Cidadãos venezuelanos ouvidos pela RFI relatam que, apesar das dificuldades persistentes, há uma pequena melhora e, sobretudo, esperança de que a situação económica avance. Uma funcionária pública de 40 anos destacou a expectativa por investimentos na infraestrutura: “Pretendem investir na área de eletricidade, o que seria maravilhoso. Aqui na Venezuela, de sete dias da semana, em três dias, em Caracas ficamos com algumas áreas sem luz, e no interior do país são muitos mais dias.”

O psicólogo Rodolfo Romero observou que “um mês depois, a situação está mais calma e tranquila. Há uma certa sensação de esperança em relação a uma melhoria na situação do país”. ANG/RFI

Irão/Presidente diz que pretende "negociações justas e equitativas" com EUA

 

Bissau, 03 Fev 26 (ANG) - O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou hoje que instruiu o chefe da diplomacia do país, Abbas Araghchi, a "procurar negociações justas e equitativas" com os Estados Unidos.


"Pedi ao meu ministro dos Negócios Estrangeiros que, desde que exista um ambiente adequado, livre de ameaças ou exigências descabidas, conduza negociações justas e equitativas, orientadas pelos princípios da dignidade [e] prudência", declarou Pezeshkian.


“Estas negociações serão conduzidas dentro da estrutura dos nossos interesses nacionais”, acrescentou o líder do Irão, numa publicação em inglês e em farsi na rede social X.


Pezeshkian disse que a decisão surgiu após “pedidos de governos amigos da região para responder à proposta do Presidente dos Estados Unidos [Donald Trump] para negociações”.

Os Estados Unidos ainda não confirmaram que as negociações vão ocorrer.


Na segunda-feira, uma agência de notícias semioficial do Irão noticiou — e depois apagou a notícia sem explicações — que Pezeshkian tinha emitido tal ordem a Araghchi, que realizou várias rondas de negociações com Witkoff antes da guerra de 12 dias lançada por Israel contra Teerão em junho.


Araqchi e o enviado especial da Casa Branca para o Médio Oriente, Steve Witkoff, devem reunir-se na sexta-feira em Istambul, para discutir um possível acordo nuclear, avançou o portal de notícias Axios.


Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Qatar, Egito, Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Paquistão também deverão participar na reunião, adiantou uma autoridade norte-americana ao 'site' de notícias.


Este será o primeiro contacto entre representantes de Washington e Teerão desde que romperam as negociações em junho do ano passado, após o bombardeamento norte-americano de três instalações nucleares iranianas.


Em janeiro, Trump determinou o envio de uma frota da Marinha dos EUA para o golfo Pérsico e ameaçou atacar o Irão caso não se chegue a um acordo para impedir a República Islâmica de desenvolver armas nucleares.


Segundo o Axios, o encontro é o resultado dos esforços de mediação realizados nos últimos dias por diplomatas turcos, egípcios e cataris.


Duas autoridades turcas, que falaram à agência de notícias Associated Press (AP) sob condição de anonimato, disseram que a Turquia está a tentar organizar um encontro entre o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e os líderes iranianos e que este poderia ocorrer já no final da semana.


Um diplomata árabe, que falou à AP sob anonimato, apontou que houve discussões sobre a Turquia acolher uma reunião de alto nível para reunir países árabes e muçulmanos com os Estados Unidos e o Irão.


Washington exige que qualquer futuro acordo nuclear deverá limitar o programa de mísseis do Irão e as atividades das milícias aliadas noutros países da região.


Teerão, no entanto, insiste que as negociações devem centrar-se exclusivamente na questão nuclear. ANG/Inforpress/Lusa

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Economia/Director-geral do CFE diz  que a instituição registou 743 novas empresas em 2025 contra 598 de 2024

Bissau, 02 Fev 26 (ANG) – O  Diretor-geral do Centro de Formalização de Empresas (CFE), informou esta segunda-feira que a instituição que dirige registou no ano passado 743 novas empresas contra 598 de 2024, correspondendo a um crescimento global de 24,25 por cento.

Umaro Baldé forneceu estes dados à imprensa,  no acto de divulgação do Relatório Anual de Registos e licenciamento de Atividades Económicas no país, e afirmou que em geral, os resultados de 2025 confirmam uma tendência positiva e sustentada de crescimento empresarial no pais.

Aquele responsável disse na ocasião que esse crescimento  foi marcado pelo fortalecimento do empreendedorismo nacional, avanço do empreendorismo feminino, diversificação setorial e expansão territorial gradual, que consolidaram o processo de formalização da economia nacional.

Segundo explicou, o tempo médio para abertura de uma empresa na Guiné-Bissau é atualmente de aproximadamente cinco horas.

Baldé diz que isso se deve a  ganhos relevantes de simplificação e eficiência dos procedimentos administrativos.

“Durante este período não se verificou o encerramento formal de empresas, mas foram realizadas 49 alterações, face a 68 em 2024, representando uma redução de 27,94 por cento, o que indica maior estabilidade das estruturas empresariais” ,disse.

Umaro Baldé salientou que empresas nacionais tiveram um crescimento de mais de 46,36 por cento, pois saíram  de 330 em 2024 para 483 em 2025, e acrescentou  que, as empresas estrangeiras tiveram uma queda de 3,85 por cento, saindo de 208 para 200 e que as empresas mistas de nacionais e estrangeiros mantiveram em 60 empresas nestes dois anos.

No que refere a distribuição de empresas por género, as empresas de titularidade masculina subiram 17,80 por cento ou seja de 472 em 2024 para 556 em 2025.

Disse que as  empresas de titularidade feminina cresceram em 63,86 por cento deslocando das 83 por cento no ano 2024 para 136 no ano 2025, e que  as empresas de composição mista cresceram  18,60 por cento em 2025  passando de 43 para 51.

Umaro Baldé disse que apesar da concentração no Setor Autónimo de Bissau (SAB), é observada  uma expansão progressiva nas regiões, uma vez que o SAB tinha 540 empresas registadas em 2024, mas que subiu para 644 em 2025, correspondendo a mais 19,26 por cento, Biombo tinha em 2024, 23 empresas e em 2025 tem 45, um aumento de 95,65 por cento.

Afirmou que, a região de Cacheu  saiu de 9 para 17 empresas,  um crescimento de  88,89 por cento, Oio que tinha registado três empresas em 2024, agora tem 15 crescendo 400 por cento, Quinará que não teve nenhuma empresa registada em 2024 e em 2025 conta com quatro e Bolama-Bijagós caiu em 25 por cento, saindo de quatro para três empresas.

Destaca-se, segundo Baldé, que os sectores com maior crescimento pontual em 2025 foram a educação, com 95 por cento, a indústria, 87,50 por cento, pescas, 63,64 por cento, agricultura, 58,33 por cento, construção civil e obras públicas, 36,36 por cento e por último prestação de serviços que cresceu 33,33 por cento.

Baldé  realçou que o comércio geral import/export manteve-se como setor mais representativo em termos absolutos, com 297 empresas correspondendo a mais de 9,19 por cento.

Quanto a emissão  de Alvarás revelou  que, em 2025, foram emitidos 705 Alvarás para o setor do comércio igual a 8,46 por cento,10 no para o setor industrial correspondendo a menos 61,54 por cento, 2 2 alvarás para  turismo, que correspondem a  200 por cento.

Falando da emissão de cartões de empreendedor, o Diretor-geral do CFE disse que foram emitidos 289 cartões contra 143 em 2024, representando um crescimento de 102,10 por cento. ANG/MSC/ÂC//SG

Moçambique/Surto de cólera  continua a crescer com mais seis mortos em 24 horas

Bissau, 02  Fev 26 (ANG) - Moçambique registou 95 novos casos de cólera e seis mortos em 24 horas, somando 55 óbitos desde o início do atual surto, em Setembro, agravando-se ainda a situação em Cabo Delgado, com novos surtos, indicam dados oficiais.

Segundo o último boletim da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de Setembro a 30 de Janeiro, do total de 3.725 casos de cólera contabilizados neste período, 1.621 foram na província de Nampula, com um acumulado de 21 mortos, 1.481 em Tete, com 28 óbitos, e 566 em Cabo Delgado, com seis mortos.

No balanço anterior, até 28 de Janeiro, registavam-se 3.449 casos de cólera neste surto, com 48 óbitos, em todo o país, sendo 135 novos doentes e 12 mortos só nas 24 horas anteriores.

Neste balanço é referido que no dia 30 de janeiro, além de mais seis mortos e 95 casos, a taxa letalidade nacional da doença tinhap passado para 1,5%.

O epicentro do surto é a província de Tete, centro do país, com uma taxa de letalidade em 1,9%, e 87 novos doentes nas 24 horas anteriores, segundo os mesmos dados. O surto está ativo, nesta província, nos distritos de Marara, Tsangano, Moatize, Changara, Cahora Bassa e Tete, mas também em Morrumbala, distrito da província vizinha da Zambézia.

Contudo, em 24 horas, em Cabo Delgado, foram notificados cinco dos seis mortos por cólera e "declarado um novo surto nos distritos de Mecufi e Montepuez", refere-se no boletim, além de Pemba e Metuge.

No surto de cólera anterior, com dados da Direção Nacional de Saúde Pública de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos.

Pelo menos 169 pessoas morreram em 2025 em Moçambique devido à cólera, entre cerca de 40 mil casos, avançou em 10 de Dezembro último o ministro da Saúde, ao responder a perguntas dos deputados, pedindo às comunidades respeito pelas medidas de higiene individual e coletiva, referindo tratar-se de um problema de saúde pública.

"Recebemos cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para poder tratar e prevenir a cólera e aqui há um aspeto que gostaria de mencionar: É que desses 169 óbitos por cólera, cerca de 70% destes ocorreram na comunidade, o que significa que há um problema sério de informação e comunicação ao nível das comunidades", disse Ussene Isse.

O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera "como um problema de saúde pública" no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de Setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).

O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", disse o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.

ANG/Inforpresss/Lusa

 

Costa do Marfim/Benin ganha Super Prémio Michel Sidibé de melhor coordenação entre países no REMAPSEN

Bissau, 02 Fev 26 (ANG)  - A cerimónia de premiação de 2025 da Rede Africana de Mídia para a Promoção da Saúde e do Meio Ambiente (REMAPSEN), patrocinada pelo Dr. Michel Sidibé, viu a coordenação do Benin ganhar o Super Prêmio, durante uma gala realizada na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, em Cotonou, à margem do 4º fórum da rede dedicado à eliminação das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs).

O patrono, Dr. Michel Sidibé, ex-diretor executivo da UNAIDS e atual diretor da Agência Africana de Medicamentos (AMA), ficou satisfeito em "fazer do jornalismo um instrumento de justiça. As doenças tropicais negligenciadas existem porque vivem nas sombras. Esses diversos prêmios existem para nos lembrar que, quando lançamos luz sobre as doenças, podemos derrotá-las."

Ele enfatizou que as DTNs não desaparecerão apenas com medicamentos, mas muito mais com a coragem dos jornalistas em trazê-las à luz de forma permanente.

“Um microfone, uma caneta, uma câmera podem salvar tantas vidas quanto um medicamento, reduzir o estigma e provocar uma decisão política. Colocar uma DTN na primeira página já é um começo para eliminá-la (...) Os meios de comunicação são armas contra a injustiça. Seus canais são ferramentas para a cura coletiva e a resistência moral”, argumentou o Dr. Sidibé.

O 4º Fórum REMAPSEN foi realizado em Cotonou, nos dias 29 e 30 de janeiro de 2026, com o tema principal "Da negligência à conscientização: avançando a agenda africana para a eliminação das DTNs". ANG/Faapa


Israel/Governo ordena saída da ONG Médicos Sem Fronteiras de Gaza após impasse sobre lista de funcionários

Bissau, 02 Fev 26(ANG) - Israel anunciou  domingo (1º) o fim iminente das operações da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Faixa de Gaza, depois que a ONG internacional se recusou a fornecer uma lista detalhada de seus funcionários palestinos.

O MSF denuncia que se trata de um pretexto para impedir a ajuda humanitária no território palestino, devastado por dois anos de guerra entre Israel e o movimento islâmico Hamas.

O Ministério de Assuntos da Diáspora e da Luta contra o Antissemitismo de Israel, responsável pelo registro de organizações humani­tárias, afirmou em comunicado à imprensa que a MSF deve deixar o território palestino até 28 de Fevereiro.

Essa decisão segue a recusa da ONG em apresentar a lista de funcionários locais, uma exigência aplicável a todas as organizações humanitárias que operam na região, acrescentou o ministério, acusando a entidade de descumprir um compromisso assumido no início de Janeiro. O ministério havia alegado anteriormente que dois funcionários da organização tinham ligações com os movimentos palestinos Hamas e Jihad Islâmica, o que o MSF nega veementemente.

 “A MSF não forneceu os nomes de seus funcionários porque as autoridades israelenses não ofereceram as garantias concretas necessárias para assegurar a segurança de nossas equipes, proteger seus dados pessoais e preservar a independência de nossas operações médicas”, afirmou a organização em comunicado neste domingo.

“Este é um pretexto para impedir a assistência humanitária. As autoridades israelenses estão forçando as organizações humanitárias a fazer uma escolha impossível: expor seus funcionários a riscos ou interromper o atendimento médico essencial para pessoas em extrema necessidade”, acrescentou.

A ONG havia anunciado, na sexta-feira (30), que inicialmente concordou, de maneira excepcional, em fornecer esses nomes, antes de revogar o acordo devido à falta de garantias de segurança para seus funcionários. Segundo a entidade, desde o início da guerra, em 7 de Outubro de 2023, 1.700 profissionais de saúde foram mortos em Gaza, incluindo 15 funcionários da MSF.

O ministro da Diáspora Israelense, Amichai Chikli, condenou essa mudança de posição, afirmando que os funcionários da organização “não atendiam aos critérios estabelecidos”. O anúncio ocorre num momento em que Israel endureceu as condições sob as quais as organizações humanitárias operam. Em Dezembro,as autoridades alertam que 37 ONGs não teriam mais permissão para atuar em Gaza a partir de 1º de Março.

Uma diretiva de março de 2025 impõe controles rigorosos sobre os funcionários palestinos que trabalham para organizações internacionais. Ao mesmo tempo,Israel está conduzindo uma ofensiva diplomática e administrativa contra a UNRWA a agência da ONU para refugiados palestinos, acusando-a de conluio com o Hamas. Israel afirma que alguns de seus funcionários participaram do ataque sem precedentes do grupo palestino em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

Em Janeiro, as autoridades israelenses demoliram prédios na sede da UNRWA em Jerusalém Oriental, uma ação que a organização descreveu como um “ataque sem precedentes”.

No início de janeiro, a UNRWA anunciou a demissão de 571 funcionários na Faixa de Gaza por motivos financeiros; esses trabalhadores já haviam deixado o território palestino.

A UNRWA está agora proibida de operar em Jerusalém Oriental, mas continua suas atividades em Gaza e na Cisjordânia ocupada por Israel. ANG/RFI

Médio Oriente/Diplomacia acelera negociações contra possível acção militar dos EUA no Irã

Bissau, 02 Fev 26 /ANG) - O Oriente Médio vive dias de expectativa diante da possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos contra o Irã, como forma de punição ao regime do país pelas milhares de mortes de manifestantes iranianos.

Os protestos diminuíram, mas, segundo o Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã (CHRI, em inglês), organização que monitora o que acontece no país a partir de Nova York, pelo menos 43 mil pessoas foram mortas pelas forças do governo iraniano.

Membros do parlamento iraniano cantam em apoio ao IRGC enquanto vestem uniformes militares em Teerã, Irã, 1º de fevereiro de 2026. Hamed Malekpour/Agência de notícias da assembleia consultiva islâmica/WANA via REUTERS - Hamed Malekpour/Islamic consulta

O presidente Trump recebeu um relatório da Inteligência dos EUA informando que  este é o momento mais frágil do governo do país desde a chamada Revolução Islâmica de 1979, quando este regime assumiu o controle do Irã.

Há uma corrida contra o tempo para evitar uma nova guerra na região, mas, até agora, os esforços diplomáticos da Arábia Saudita, Egito, Turquia, Catar e Omã para aliviar as tensões fracassaram.

Esses países buscam convencer o Irã a agir racionalmente e a “oferecer algo ao presidente Trump” que seja capaz de evitar um confronto. Em Washington, o presidente norte-americano confirmou a jornalistas que manteve conversas com o os iranianos.  

Trump tem repetido que prefere negociações sobre o programa nuclear do Irã e também sobre o enriquecimento de urânio. A bordo do avião presidencial Força Aérea Um, ele confirmou que o Irã “está conversando seriamente” com os Estados Unidos. 

De acordo com o New York Times, algumas das opções apresentadas a Trump incluem incursões terrestres no Irã. Se este for o caminho escolhido, os EUA consideram também a possibilidade de operações que venham a danificar gravemente ou destruir completamente instalações do programa nuclear iraniano que não foram atingidas durante a guerra de 12 dias de junho do ano passado.

Mas, segundo fontes citadas de forma anônima pelo jornal, o líder norte-americano ainda não decidiu qual será a estratégia, se um ataque for mesmo realizado.

O líder-supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi às redes sociais dar um aviso claro: segundo ele, “os americanos devem saber que se eles começarem uma guerra, desta vez vai ser uma guerra regional”. 

A declaração de Khamenei é similar à de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do país, que afirmou que “o senhor Trump poderia até ser capaz de iniciar uma guerra, mas não teria controle algum sobre como ela terminaria”

Também por meio das redes sociais, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou que “ao contrário da atmosfera criada pela guerra midiática artificial, a formação de uma estrutura para negociações está em andamento”. Mas não deu mais detalhes. 

O regime iraniano tem optado por mensagens ambíguas; acena para negociações, mas também diz estar pronto para a guerra. 

A missão do país na ONU afirmou na conta oficial na rede X (ex-Twitter) que “da última vez que os EUA se envolveram em guerras no Afeganistão e no Iraque, desperdiçaram mais de US$ 7 trilhões e perderam mais de 7 mil vidas americanas”. Em maiúsculas, como Donald Trump costuma fazer, os iranianos ameaçaram:

“O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e em interesses comuns — MAS, SE PROVOCADO, SE DEFENDERÁ E RESPONDERÁ COMO NUNCA ANTES!”.

Ali Shamkhani, conselheiro do líder Supremo do Irã, incluiu Israel nas ameaças em postagem na rede X. “Falar de um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar norte-americana, em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra e será recebida com uma resposta imediata e sem precedentes direcionada ao agressor, a todos os seus apoiadores e ao coração de Tel Aviv”.

A avaliação de fontes de segurança é que os Estados Unidos deverão comunicar as autoridades israelenses com alguma antecedência, se de fato o presidente Donald Trump determinar uma ação no Irã.

Reservistas israelenses aguardam a convocação, em caso de necessidade. Israel também se prepara para modelos alternativos de ataques contra o seu território com a possibilidade até de ações terrestres. 

Segundo informação obtida pela RFI, milícias pró-Irã no Iraque podem buscar uma infiltração terrestre em Israel por meio da fronteira com a Jordânia, a mais extensa de todas as fronteiras israelenses, com cerca de 350 quilômetros.

O Exército de Israel, em resposta, disse que não iria comentar a informação. Em caso de ataque por parte do Irã, a imprensa israelense afirma que o Exército de Israel projeta um cenário extremo envolvendo o disparo de centenas de mísseis balísticos pelo regime iraniano.

Durante a guerra de 12 dias de junho do ano passado, o Irã disparou cerca de 500 mísseis contra Israel. Agora, uma das possibilidades é que este número pode chegar a 700 mísseis balísticos.

De qualquer forma, as autoridades israelenses consideram que será possível lidar com esta ameaça, em especial se este for o “preço” a se pagar caso a ofensiva norte-americana venha a resultar na queda do regime da República Islâmica. ANG/RFI

 

EUA/Trump acena com ‘acordo’ com Cuba e diz que investimentos da China na Venezuela são ‘bem-vindos’

Bissau, 02 Fev 26 (ANG) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou  sábado (31) que acredita ser possível "chegar a um acordo" em relação a Cuba.

O líder reiterou seu apelo para que a ilha negocie com os Estados Unidos.

As declarações, feitas a jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, ocorrem em meio às ameaças de Trump de impor tarifas a qualquer país que forneça petróleo a Cuba.

"Acho que eles certamente virão até nós e desejarão fazer um acordo, para que Cuba possa ser livre novamente”, disse. “É uma situação muito ruim para Cuba. Eles não têm dinheiro. Eles não têm petróleo. Costumavam viver do dinheiro e do petróleo venezuelanos, mas não receberão mais nada disso agora."

Trump acrescentou que a situação na ilha "não precisa se tornar   uma crise humanitária". “Acho que seremos generosos”, comentou.

A Venezuela   era a principal fornecedora de petróleobde Cuba, mas desde o sequestro de seu presidente, Nicolas maduro, por forças especiais americanas em 3 de janeiro, Caracas passou a vender o produto para os Estados Unidos.

Há três semanas, Trump disse que seu governo mantinha um diálogo com Havana, o que foi desmentido pelo presidente Miguel Díaz-Canel. O líder de Havana reiterou a disposição de seu país para dialogar com os Estados Unidos, mas sem fazer "nenhuma concessão política".

A pressão exercida por Trump preocupa os cubanos, que viram se intensificar nas últimas semanas os apagões que enfrentam – atualmente superiores a 10 horas diárias na capital –, além das dificuldades para comprar combustível.

As filas nos postos de gasolina de Havana que vendem combustível em dólares têm várias quadras de extensão. O país enfrenta há seis anos uma grave crise econômica, com escassez de todo tipo de produtos e apagões prolongados, devido aos efeitos combinados do endurecimento das sanções dos Estados Unidos, em vigor desde 1962, da baixa produtividade de sua economia centralizada e do colapso do turismo.

Nos últimos cinco anos, o PIB cubano caiu 11% e o governo enfrenta uma severa escassez de divisas para garantir os serviços sociais básicos, em especial o funcionamento de sua rede elétrica, a manutenção de seu sistema de saúde e o fornecimento de produtos subsidiados à população.

Donald Trump também afirmou que os investimentos chineses na indústria petrolífera venezuelana seriam "bem-vindos".

 

A China era a principal compradora de petróleo venezuelano sob o governo Maduro, cuja prisão lançou dúvidas sobre o futuro das relações de Pequim com Caracas.

"A China é bem-vinda e conseguiria um ótimo negócio com o petróleo. Recebemos a China de braços abertos", comentou o presidente americano a repórteres.

Ele observou que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, concluiu um acordo de cooperação energética com a Índia na sexta-feira (30). "A Índia está entrando e vai comprar petróleo venezuelano em vez de comprá-lo do Irã, então já chegamos a esse acordo, um princípio do acordo”, explicou. “Mas a China é bem-vinda para vir comprar petróleo", reiterou Trump.

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo e, sob pressão dos EUA, reformou sua lei de hidrocarbonetos na quinta-feira, abrindo o setor ao investimento privado.

No momento do sequestro de Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos disse que Washington “agora está no comando” da Venezuela e que Washington e Caracas compartilhariam os lucros do petróleo. “Vamos vender muito petróleo, e vamos ficar com uma parte, e eles vão ficar com uma grande parte, e eles vão se dar muito bem. Eles vão ganhar mais dinheiro do que jamais ganharam, e isso será bom para nós”, declarou ele, no começo de janeiro. ANG/RFI/Reuters/AFP

 

Comunicação Social/ANG e MAP assinam acordo de cooperação que prevê formação e troca de serviços de informação

Bissau, 02 Fev 26 (ANG) -  A Agência de Notícias da Guiné(ANG) e a Agência Magreb Árabe Presse(MAP), do Reino de Marrocos, assinaram  quarta-feira(28) em Marrakech/ Marrocos, um acordo de cooperação e de parceria que prevê a formação profissional e troca de conteúdos informativos.

O acordo foi assinado pelos Directores-gerais dos  dois  órgãos de comunicação social, Salvador Gomes e Fouad Arif respetivamente, no âmbito dos trabalhos da 9ª Assembleia-geral da Federação Atlântica das Agências de Notícias Africanas(FAAPA) decorrida entre 27 e 28 de Janeiro passado.

O acordo de 11 artigos que visa o reforça de cooperação entre as duas agências, membros da FAAPA, ainda prevê o fornecimento mútuo e gratuito de informações e de conteúdos multimédia(foto, vídeo, áudio e infografia).

“As duas partes acordam o reforço de troca de experiências e de informações no que diz respeito aos serviços de redacção central e regional, Marketing, gestão dos recursos humanos e sistemas de informação utilizados, através de organização de visitas e de sessões de formação, em benefício de jornalistas, responsáveis administrativos e técnicos assim como de especialistas em tecnologias de informação das duas agências”, refere o acordo.

Válido para o período de um ano, o acordo é automaticamente renovado, a não ser que haja de uma das partes o interesse de sua renúncia.

Numa reacção ao acordo  o Diretor-geral da ANG, Salvador Gomes sublinhou que a o Director-geral da MAP acaba de abrir à ANG a possibilidade de melhorar os seus diferentes serviços.

“A ANG, sem meios, está constantemente em situação de relançamento. Todos os seus serviços precisam de apoios para funcionamento. Não bastam a vontade dos  profissionais que lá labutam. A MAP tem muita experiência em termos de sustentabilidade. Contamos explorar esse aspectos  para render e ter meios próprios para fazer face as nossas necessidades de equipamento e outras. Estamos a falar de uma agência que, para além serviços de informação e de multimédia, produz livro e jornal”, disse.

Falando da 9ª Assembleia  Geral da FAAPA, em que participou na qualidade de membro fundador da organização, Salvador Gomes destacou a aprovação do  Plano de Ação para o ano em curso, que prevê  formação em Rabat, nos domínios de gestão da redação, fotojornalismo, sistema de informação e segurança informática,, jornalismo desportivo, Fact-Cheking, produções em vídeo, e liderança feminina.

Disse que as estatísticas sobre as notícias  das agências membros da FAAPA utilizadas no sitio da organização www.faapa.info, em 2025 são encorajadoras, na medida em que, entre 25 agências de notícias avaliadas, a ANG figura em 6º lugar, atrás da MAP,AIP(Costa do Marfim),APS(Senegal),ANP(Níger) e GNA(Gana), com 408 notícias divulgadas.

“Ainda que em português, podemos fazer mais e melhor. Parecendo que não é uma concorrência entre a agências e a ANG não quer figurar na última posição”, disse Gomes

Segundo o DG da ANG , a FAAPA organiza, anualmente, a  formação para jornalistas e técnicos das agências  membros  e o Plano de Ação deste ano é continuidade das acções em curso desde o ano passado. ANG/LPG//SG


             Futebol/ Abertura do campeonato nacional da primeira divisão

 Bissau, 02 fev 26(ANG) - O bicampeão nacional de futebol, Sport Bissau e Benfica, iniciou a defesa do título com um empate a zero frente ao Clube de Futebol Os Balantas de Mansoa, em partida da primeira jornada do Campeonato Nacional da Primeira Divisão (Guines‑Liga), referente à temporada desportiva 2025–2026.

O encontro entre os dois clubes históricos do futebol nacional, realizado no sábado, no Estádio Lino Correia, não teve golos, graças à solidez defensiva demonstrada por ambas as equipas ao longo dos 90 minutos.

Os encarnados entraram melhor na partida, assumindo o domínio da posse de bola e mostrando maior capacidade ofensiva. No entanto, a formação de Mansoa apresentou organização, entrega e boa capacidade de pressão, conseguindo travar as investidas do Benfica.

Apesar do domínio das Águias, os Balantas de Mansoa criaram duas claras oportunidades de golo, mas os seus jogadores falharam na finalização, desperdiçando a possibilidade de marcar contra o campeão em título.

A equipa técnica do Benfica realizou várias alterações em busca do golo da vitória, mas não conseguiu superar um adversário determinado a regressar a Mansoa com um ponto nesta primeira jornada da prova, organizada pela Liga Guineense dos Clubes de Futebol (LGCF).

Com este empate, ambos os clubes somam um ponto na tabela classificativa da Guines‑Liga.

No final da partida, o treinador do Benfica, Romualdo da Silva “Aldo”, destacou o desempenho da sua equipa, mas  criticou a calendarização dos jogos noturnos atribuídos ao Benfica pela LGCF.

O treinador dos Balantas de Mansoa, Toni Fundungo, mostrou-se satisfeito com o trabalho dos seus jogadores, mas lamentou as oportunidades desperdiçadas, que poderiam ter garantido os três pontos.

Nos outros jogos de sábado, o Massaf de Cacine venceu o Flamengo de Pefine por 4–3. De acordo com a imprensa desportiva, foi uma partida equilibrada, marcada por um grande espetáculo proporcionado pelos jogadores de ambas as equipas. Com esta vitória, o Massaf, que regressou à primeira divisão nesta temporada, soma os primeiros três pontos, enquanto o Flamengo permanece com zero.

Em Cumura, a equipa local foi derrotada por 3–0 pelo Clube Desportivo e Recreativo de Gabu, que mostrou superioridade durante todo o encontro. Assim, o conjunto de Gabu soma três pontos, deixando o FC Cumura sem pontuar.

Em Bissau, a partida entre os Portos de Bissau e os Tigres de São Domingos não se realizou devido à ausência da licença da equipa visitante. Por isso , os Estivadores foram beneficiados com três pontos por decisão administrativa.

Na região de Oio, os Arados de Nhacra receberam o Cupelum FC, mas foram derrotados por 3–0. O Cupelum que regressou à primeira liga na época passada, foi superior durante a maior parte do jogo e garantiu os três pontos.

Em Pelundo, região de Cacheu, a equipa local recebeu o FC Cuntum e perdeu por 1–0, em partida realizada no campo Vicente Cacante Indjai. Com este triunfo, o Cuntum soma três pontos.

A ronda inaugural encerrou na tarde de Domingo numa partida em que Háfia de Bafatá venceu o Sporting Clube da Guiné-Bissau, por duas bolas a zero (0-2), no Estádio Lino Correia.

A primeira jornada arrancou na última sexta‑feira, com o jogo entre a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB) e o FC Canchungo, que terminou com um empate sem golos.ANG/O Democrata