Justiça/Ministério Público requer prisão preventiva de militares suspeitos na morte de Luís Bedam "ajudante de toca-toca"
Bissau, 08
Jan 26 (ANG) - O Ministério Público requereu, esta quarta-feira, 7 de Janeiro,
ao Juiz de Instrução Criminal (JIC) a aplicação da medida de coação de prisão
preventiva a dois militares das Forças de Defesa e Segurança, suspeitos de
envolvimento na morte de Luís Bedam, ajudante de transporte público semi-urbano
conhecido por toca-toca.
Segundo a nota do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas do Ministério Público, que a ANG teve acesso hoje, os militares são suspeitos de terem espancado a vítima até à morte no passado dia 31 de dezembro de 2025, na linha de transporte Matadouro–Quelelé–Bor
De acordo
com a nota, os arguidos são o Sargento Carlitos Luís Imbaná e o Soldado Abene
Albino Sambé, ambos indiciados pelo crime de homicídio, no requerimento
apresentado ao JIC, o magistrado do Ministério Público responsável pelo
processo alegou perigo de fuga e risco de perturbação do normal andamento do
inquérito como fundamentos para a aplicação da prisão preventiva, Lê-se.
A nota
mostra que, Caso o juiz de instrução venha a decretar a medida, os dois
militares deverão aguardar o julgamento em regime de prisão preventiva, em caso
de condenação, poderão enfrentar uma pena de prisão efetiva até 16 anos, nos
termos da legislação em vigor.
Luís Bidam, ajudante de transporte público
semi-urbano da linha Matadouro-Quelelé-Bôr, Toca-Toca, foi ” brutalmente” agredido e espancado no dia 27 de
dezembro de 2025 por dois homens, depois de uma discussão.
Na sequência do espancamento, foi
hospitalizado no Hospital Nacional Simão Mendes, onde viria a morrer a 30 de
dezembro, por não resistir ao espancamento.
Entretanto, na quarta-feira,
os populares de Bor realizaram uma manifestação pública que acabou em prisão,
lançamento de gás lacrimogénio e tiros ao ar para dispersar a multidão. Apesar
do incidente, os manifestantes prometem voltar a sair às ruas até que a justiça
seja feita.ANG/MI/ÂC

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